Intermodal 2026 evidencia força do setor e agenda de transformação do transporte e da logística no Brasil

Presidente do Sistema Transporte destaca multimodalidade, responsabilidade fiscal e desafios, como jornada de trabalho, diesel e descarbonização O Sistema Transporte marcou presença na abertura da Intermodal South America 2026, nessa terça-feira (14), em São Paulo (SP). A cerimônia destacou a importância da integração entre modais e o avanço dos investimentos em infraestrutura no país. Em sua 30ª edição, o evento reuniu lideranças públicas e privadas para discutir os rumos da logística nacional. Durante a cerimônia, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, afirmou que a Intermodal simboliza a missão de promover a integração do setor. Segundo ele, o desenvolvimento da infraestrutura deve ocorrer de forma coordenada entre os diferentes modais. “Não adianta ter porto moderno se não houver rodovia eficiente”, disse. O presidente ressaltou que o país vive um momento favorável em relação aos investimentos públicos e privados e defendeu a continuidade desse movimento com responsabilidade fiscal. “A CNT apoia o investimento público o máximo possível, desde que haja responsabilidade fiscal, pois o Brasil precisa controlar os gastos para reduzir a inflação e garantir um ambiente de negócios mais favorável”, afirmou. Também destacou a importância de ampliar a participação da iniciativa privada por meio de concessões. Vander Costa chamou a atenção para a relevância da multimodalidade e da ampliação do uso de modais mais sustentáveis, como o aquaviário e o ferroviário. Apesar disso, apontou entraves, especialmente no licenciamento ambiental, que têm dificultado o avanço de obras estratégicas. Redução da jornada Outro tema abordado foi a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O presidente citou um estudo técnico da CNT divulgado recentemente que aponta a necessidade de contratação adicional de 240 mil trabalhadores para viabilizar a medida, contingente atualmente indisponível no mercado. Ele alertou para possíveis impactos econômicos, como aumento de custos, pressão inflacionária, redução de salários e perda do poder de compra, defendendo que o debate seja conduzido com cautela e no âmbito das negociações coletivas. “O salário real vai cair para todo mundo, porque não é possível reduzir a jornada, aumentar o número de trabalhadores e evitar o aumento da inflação”, afirmou. Diesel O cenário do óleo diesel também foi destacado como ponto de atenção. Vander Costa abordou os efeitos do contexto geopolítico internacional sobre o abastecimento e os preços do combustível. Segundo ele, embora o aumento de custos seja indesejado pelo setor, o principal risco, neste momento, é o desabastecimento. Nesse contexto, ponderou que é preferível enfrentar preços mais elevados a lidar com a falta do insumo, essencial para o transporte de pessoas e mercadorias. O presidente ressaltou ainda que há limites para a atuação do governo na contenção de preços, especialmente em relação à responsabilidade fiscal. “É melhor ter o combustível, ainda que mais caro, do que correr o risco de faltar diesel para o transporte. Precisamos tratar o tema com serenidade, considerando as restrições fiscais e o cenário internacional”, afirmou. Interlog Summit A atuação do Sistema Transporte na Intermodal também se estendeu aos debates técnicos. Vander Costa participou do painel sobre a agenda climática no transporte e na logística no Brasil, com foco nos desafios da descarbonização. Com o tema “Agenda Climática Global: diretrizes estratégicas para a transformação do transporte e da logística no Brasil”, o debate abordou os desdobramentos da COP30 e os impactos das novas diretrizes ambientais sobre as cadeias logísticas. A discussão destacou a necessidade de transformar compromissos globais em estratégias operacionais e decisões de investimento. Também participaram do painel Felipe Queiroz, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), e Alessandra Fajardo, diretora do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), sob a mediação de Pedro Moreira, presidente da Abralog (Associação Brasileira de Logística). Para o presidente do Sistema Transporte, a transição deve seguir uma abordagem pragmática, considerando a diversidade operacional do país. Entre as propostas defendidas, destacam-se a renovação da frota de veículos pesados como medida imediata para a redução de emissões; o incentivo a combustíveis de menor intensidade de carbono, como biodiesel e biometano; e o avanço da integração multimodal, com estímulo à ferrovia e à cabotagem. Ele destacou que não há solução única para a descarbonização. “Não há uma ‘bala de prata’. Precisamos de soluções diferentes para problemas diferentes”, afirmou. O presidente também ressaltou que veículos mais antigos emitem mais poluentes e impactam diretamente a saúde da população. “Renovar a frota é uma medida prática e imediata para reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida, especialmente enquanto tecnologias, como veículos elétricos, ainda têm custo elevado”, disse. No campo regulatório, destacou os avanços nas concessões rodoviárias, com melhorias na qualidade das vias, na sinalização e na fluidez do tráfego. Também mencionou o pedágio eletrônico sem barreiras (free flow) como inovação relevante. Intermodal South America A Intermodal South America é um dos principais eventos de logística e transporte da América Latina, reunindo empresas, especialistas e autoridades para a apresentação de soluções e tendências do setor. Nessa edição, que ocorre de 14 a 16 de abril, o Sistema Transporte conta com estande institucional, onde apresenta iniciativas e serviços da CNT, do SEST SENAT e do ITL, com foco no desenvolvimento estratégico do transporte e da logística no Brasil. Por Agência CNT Transporte Atual
Redução de jornada no transporte: sem transição e sem profissionais, o custo chega à mesa do brasileiro

A FETRANSUL toma posição clara no debate nacional sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Trata-se de uma discussão legítima, porque toda sociedade deve buscar melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e relações laborais mais modernas. No entanto, mudanças dessa magnitude precisam ser analisadas com responsabilidade, com base em evidências e levando em conta as especificidades de cada atividade econômica. No transporte, decisões uniformes podem produzir efeitos severos sobre custos, emprego, produtividade e abastecimento. O que diz o estudo técnico citado pela CNT Um setor essencial, contínuo e sensível a custos O transporte de cargas não opera em janelas curtas nem em ciclos simples. Ele sustenta cadeias produtivas, abastece cidades, conecta indústrias, viabiliza exportações e garante a circulação de insumos, alimentos e bens de consumo. No Rio Grande do Sul, essa realidade é ainda mais evidente, dada a forte dependência do modal rodoviário para a movimentação de cargas. Por isso, qualquer aumento abrupto de custo ou redução de produtividade no setor repercute muito além das empresas transportadoras. O efeito alcança embarcadores, indústrias, comércio, agronegócio e, ao final, chega ao consumidor. O problema se agrava porque já faltam profissionais A proposta de redução da jornada incide sobre um setor que já convive com escassez de mão de obra. Levantamento da CNT aponta que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. No transporte rodoviário de cargas, 44,6% das empresas têm vagas abertas. Isso significa que o desafio não é apenas financeiro. Mesmo que houvesse capacidade de contratação imediata, o mercado não dispõe hoje, em volume suficiente, de profissionais qualificados para absorver uma expansão brusca das escalas e da necessidade de pessoal. O risco é elevar custos, pressionar preços e fragilizar pequenas empresas O estudo também chama a atenção para o perfil do setor: 90,5% das empresas de transporte têm até nove empregados. São operações com margens mais estreitas e menor capacidade de absorver choques regulatórios. Atualmente, 47,3% do valor adicionado bruto do setor já é destinado ao pagamento de pessoal. Nesse contexto, reduzir jornada sem contrapartida de produtividade pode comprimir margens, adiar investimentos, aumentar informalidade e, em casos extremos, inviabilizar operações. O resultado concreto tende a ser mais custo logístico e mais pressão sobre preços em toda a economia. A defesa da FETRANSUL A FETRANSUL entende que a modernização das relações de trabalho é uma agenda válida, mas defende que ela seja construída com equilíbrio, previsibilidade e respeito às diferenças entre os setores. A Federação sustenta que alterações dessa natureza devem priorizar a negociação coletiva, permitindo soluções adequadas à realidade operacional de cada atividade. No transporte, onde o serviço é contínuo, intensivo em mão de obra e essencial ao abastecimento, não cabe uma fórmula única para todos. O que a FETRANSUL apoia O que a FETRANSUL alerta “Melhorar as condições de trabalho é um objetivo legítimo. Mas, no transporte, reduzir jornada sem ampliar a oferta de profissionais e sem ganho de produtividade pode significar mais caminhões parados, aumento do custo logístico e impacto direto no preço dos produtos. O Brasil precisa de soluções equilibradas, construídas com responsabilidade e diálogo.” Por isso, a FETRANSUL convoca o setor público e o Congresso a construírem essa solução junto com quem opera o transporte todos os dias. A FETRANSUL seguirá contribuindo com esse debate em defesa de um transporte eficiente, formal, competitivo e socialmente responsável. Francisco Cardoso Presidente da FETRANSUL Base técnica: estudo “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, divulgado pela CNT em 14 de abril de 2026.
O transporte de cargas precisa entrar na agenda do país

Francisco Cardoso O Brasil se prepara para mais uma eleição. Vem aí um debate eleitoral intenso, amplo e, por vezes, desviado do que realmente interessa. Saúde, segurança, educação, inflação, todos esses são assuntos centrais. Mas há um tema estrutural, decisivo para o crescimento do país, que volta e meia desaparece do centro das discussões: a logística. E, dentro dela, o transporte rodoviário de cargas. Não se trata de uma pauta de um setor específico. É uma questão nacional. Hoje, cerca de 65% de tudo o que o Brasil produz e consome passa pelas estradas. No Rio Grande do Sul, essa dependência é ainda maior: aproximadamente 85% das mercadorias circulam por rodovias. Em outras palavras, quando o transporte enfrenta dificuldades, não é apenas o transportador que se vê afetado. Os impactos atingem a indústria, o comércio, o agronegócio, o consumidor e a economia inteira. O custo logístico brasileiro já consome 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É um índice incompatível com um país que pretende ser competitivo e atrair investimentos. Em economias mais eficientes, esse percentual fica próximo de 8% a 10%. Aqui, seguimos convivendo com uma combinação explosiva: diesel representando até 40% do custo operacional; pedágios que, em determinados trechos, se aproximam ou até superam o gasto com combustível; rodovias em condições insuficientes; insegurança jurídica; excesso de burocracia; falta de motoristas; e custos crescentes de seguro, especialmente em razão da criminalidade e dos eventos climáticos extremos. Não é possível continuar tratando esses fatores como problemas isolados. O país precisa de um plano logístico de longo prazo, com investimentos efetivos e coordenação entre União, estados e municípios. É necessário ampliar e recuperar a infraestrutura rodoviária, modernizar concessões, rever modelos de pedágio, estimular a formação de novos motoristas, simplificar normas e criar um ambiente regulatório estável. Também é indispensável integrar melhor os modais, fortalecendo ferrovias, hidrovias e portos, mas sem ignorar que o transporte rodoviário continuará sendo, por muitos anos, a espinha dorsal da economia brasileira. Nem tudo são indicadores. Durante a pandemia de COVID-19, quando cidades fecharam, cadeias produtivas pararam e fronteiras foram restringidas, o transporte de cargas continuou operando. Caminhões seguiram abastecendo hospitais, supermercados, farmácias e famílias. O mesmo ocorreu nas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. Em meio ao colapso de estradas, pontes e cidades inteiras, milhares de toneladas de doações e suprimentos chegaram aos municípios atingidos graças ao esforço de empresas e motoristas, muitas vezes em condições extremas. Esses episódios deixam uma lição inequívoca. O transporte não é apenas um item de custo. É parte da solução. É uma atividade estratégica para a soberania, para a segurança alimentar, para a geração de empregos e para a resiliência do país. Agora, o setor não pede privilégios. Cobra condições para continuar fazendo aquilo que sempre fez: manter o país em movimento. Presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul)
DNIT avança com obras de conservação em diferentes trechos da BR-470/RS

Melhorias são realizadas de forma contínua, visando garantir a segurança e fluidez do tráfego O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue executando uma série de melhorias ao longo da BR-470/RS, com intervenções realizadas de forma contínua em diferentes trechos da rodovia. Às obras contam com um investimento superior a R$184 milhões por meio do Novo PAC. Essas ações integram um contrato de conservação e contemplam serviços como fresagem do pavimento, recomposição com concreto asfáltico, aplicação de microrrevestimento asfáltico, além do reforço na sinalização horizontal, com pintura de faixas e implantação de tachas refletivas. No trecho entre Carlos Barbosa e Barão, as equipes atuam entre o km 233 e o km 241 com serviços de fresagem e recomposição do pavimento com concreto asfáltico, seguidos de sinalização horizontal para garantir maior segurança aos usuários. O segmento está inserido no Trecho II, que se estende do km 232,1, em Carlos Barbosa, ao km 287,3, em Montenegro, passando pelos municípios de Barão, São Pedro da Serra, Salvador do Sul e São José do Sul. Já em Montenegro, as melhorias ocorrem entre o km 275 e o km 287, com reparos localizados no pavimento, aplicação de microrrevestimento asfáltico e reforço na sinalização viária, incluindo pintura de faixas e instalação de tachas refletivas, também dentro dos limites do Trecho II. Em Bento Gonçalves, as intervenções estão concentradas entre o km 216 e o km 219, com reparos pontuais no pavimento, aplicação de microrrevestimento e qualificação da sinalização horizontal. Esse segmento integra o Trecho I, cujo limite final é o km 219,1, em Bento Gonçalves. As melhorias têm como objetivo aumentar a durabilidade do pavimento, proporcionar melhores condições de trafegabilidade e ampliar a segurança para motoristas que utilizam a BR-470/RS, uma das principais ligações da Serra Gaúcha com outras regiões do estado. Durante os trabalhos, a autarquia orienta os condutores a redobrarem a atenção ao trafegar pelos trechos em obras, respeitando a sinalização e os limites de velocidade, a fim de garantir a segurança de trabalhadores e usuários da rodovia. Fonte/ Fotos: DNIT
Reduzir jornada gera impacto de R$ 11,88 bilhões para o setor de transporte, diz estudo

Análise técnica encomendada pela CNT aponta risco de perda de empregos, avanço da informalidade e aumento de custos para o consumidor A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode provocar, no longo prazo, um impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte. É o que aponta o estudo técnico Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes, que analisa os efeitos econômicos e operacionais de mudanças no regime de trabalho. Coordenado pelo sociólogo e professor da USP (Universidade de São Paulo) José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, o levantamento indica que a alteração da jornada, sem ajuste proporcional de salários, provocaria um aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. No setor de transporte, onde 92,5% dos profissionais atuam dentro do limite atual, o impacto seria a elevação de 8,6% nos custos com pessoal. Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o debate deve considerar os efeitos práticos da medida. “Modernizar a jornada é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade e um debate ponderado. O estudo é um alerta e mostra que, sem ganho de produtividade, o resultado é aumento de custos, pressão sobre preços e impacto no emprego”, afirma. Escalas e falta de mão de obra ampliam desafios Além da jornada, o estudo analisa os efeitos da mudança nas escalas de trabalho. No transporte, a organização das escalas precisa considerar uma característica própria do setor — a operação contínua, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana Para manter o nível de serviço com uma jornada reduzida e novas escalas, seria necessário contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais. No entanto, a expansão do emprego esbarra em um problema já conhecido: a escassez de mão de obra qualificada. Levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte anteriormente mostra que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. No transporte rodoviário de cargas, 44,6% das empresas têm vagas abertas, sendo que mais da metade delas tem mais de cinco posições não preenchidas. Já no segmento de passageiros, 53,4% relatam dificuldades na contratação. Pressão sobre custos e risco para pequenas empresas O estudo também destaca que o setor é majoritariamente formado por pequenas empresas: 90,5% dos empreendimentos têm até nove empregados. Para esse grupo, a redução da jornada representa um desafio ainda maior, devido à menor margem operacional. Atualmente, 47,3% do valor adicionado bruto já é destinado ao pagamento de pessoal, o que limita a capacidade de absorver novos custos. Segundo o levantamento, a compressão das margens pode reduzir a capacidade das empresas de arcar com despesas básicas. No caso do transporte, o excedente operacional bruto é de apenas 21% da receita também bruta. Como consequência, pode haver repasse de custos ao consumidor ou até inviabilização de operações. Risco de informalidade e baixa produtividade Outro ponto de atenção é o risco de aumento da informalidade. Apesar de apresentar alto nível de formalização, com 92,1% dos trabalhadores com vínculo formal, o setor pode ser pressionado por custos mais elevados. Hoje, o custo da contratação formal no Brasil já corresponde a 102,43% do salário nominal. Com a elevação, há o alerta para um possível “efeito bumerangue”, com incentivo à informalidade. A análise também ressalta que o Brasil enfrenta um problema estrutural de produtividade. Dados internacionais indicam que um trabalhador brasileiro produz, em média, US$ 17 por hora, valor inferior ao de economias desenvolvidas e até de países latino-americanos. Para sustentar o nível atual de atividade com jornada de 40 horas, seria necessário um aumento imediato na produtividade, considerado improvável diante de gargalos como a infraestrutura. O setor de transporte tem características operacionais únicas, como funcionamento contínuo e alta dependência de mão de obra. Assim, qualquer alteração nas regras de jornada e escala precisa considerar seus impactos econômicos e sociais, de forma a preservar a eficiência dos serviços e a sustentabilidade das empresas. É a partir dessa lógica que a CNT acompanha o tema e defende que qualquer alteração seja feita por acordo coletivo, respeitando as especificidades de cada setor. Isso, mantendo no radar a preservação do trabalho formal como norteador de decisões e posicionamentos. Acesse o estudo completo aqui.
Sistema FIERGS recebe Ronaldo Caiado e reúne lideranças para debater cenário nacional

Promovida pelo Sistema FIERGS, a palestra do pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado destacou os desafios do atual cenário político e econômico do Brasil. O encontro reuniu importantes lideranças públicas e empresariais, entre elas o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, além de autoridades estaduais, municipais e representantes do entidades de classe. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, esteve presente reforçando a representatividade do setor de transporte e logística e a integração entre os diferentes segmentos da economia gaúcha. O evento contou ainda com a presença do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, representando o governador Eduardo Leite, e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, além de presidentes de entidades, empresários e imprensa do Rio Grande do Sul. Tradicionalmente, em anos eleitorais, o Sistema FIERGS abre espaço para que candidatos apresentem suas propostas e dialoguem com o setor industrial. Ao dar as boas-vindas, Claudio Bier relembrou a capacidade de mobilização e colaboração observada durante as enchentes de 2024, destacando a importância da união entre iniciativa privada, poder público e sociedade. Durante a palestra “Um Brasil Diferente?”, Ronaldo Caiado abordou sua trajetória política e apontou desafios enfrentados pela indústria, como perda de competitividade, endividamento e dificuldades no setor produtivo. Ao final, respondeu a perguntas dos convidados. A presença da Fetransul reforça o compromisso em participar ativamente dos debates estratégicos que impactam o setor de transporte e logística.
CNT defende base técnica e foco na qualidade ao transportador no acréscimo de teor de biodiesel ao diesel

Em debate no Conexão Rodovias, entidade destaca necessidade de soluções estruturais e previsibilidade para evitar impactos operacionais no transporte rodoviário A CNT defendeu cautela técnica e implementação de melhorias estruturantes para garantir a qualidade do biodiesel antes do avanço gradual no aumento do teor de biodiesel durante debate no evento Conexão Rodovias, realizado pela Fecombustíveis nessa quinta-feira (9), em Brasília. Representando a entidade, a gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, participou do painel “Biodiesel: dores, desafios e possíveis soluções”, que reuniu lideranças do setor de postos rodoviários, empresários e entidades representativas para discutir pautas estratégicas da operação nas estradas. Durante o painel, a CNT ressaltou que o avanço do teor de biodiesel no diesel deve ser conduzido com base em critérios técnicos rigorosos e com responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia. A entidade destacou que é fundamental assegurar a estabilidade e a qualidade do combustível até o usuário final, que são os transportadores, diretamente impactados pelo desempenho do insumo. Segundo Erica Marcos, “é essencial que o avanço do teor de biodiesel ocorra de forma paulatina, com base técnica e previsibilidade, evitando externalidades negativas para todos os elos da cadeia e assegurando que o combustível chegue com qualidade ao transportador”, afirmou. Para ela, é necessário equilibrar os objetivos de descarbonização com a segurança operacional do transporte rodoviário. A Confederação também apontou a necessidade de implementação prévia de soluções estruturais, como a ampliação do número de refinarias, para encurtar as cadeias logísticas, considerando as propriedades físico-químicas mais sensíveis do biodiesel. Uma das alternativas mencionadas foi a avaliação da realização da mistura nessas instalações, em vez de ocorrer nas distribuidoras, como forma de ampliar o controle de qualidade do combustível. A CNT destacou também que o avanço do teor de biodiesel deve passar por validações técnicas e testes, conforme estabelecido na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). A regulamentação estabelece diretrizes para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira e reforça o compromisso do país com a descarbonização. O tema esteve no centro dos debates do Conexão Rodovias, consolidando o evento como espaço permanente de diálogo sobre desafios operacionais nas rodovias. Base técnica orienta debate sobre combustíveis de baixo carbono A atuação da CNT em torno do tema está respaldada por estudos técnicos que analisam alternativas energéticas para o transporte. Na publicação “Diesel Verde: uma opção de baixo carbono para caminhões e ônibus rodoviários”, da série Energia no Transporte, a Confederação destaca que o diesel renovável, produzido a partir de biomassa ou resíduos, tem estrutura química semelhante à do diesel mineral, o que permite sua utilização em veículos pesados sem a necessidade de adaptações nos motores. O estudo aponta ainda que essa característica favorece ganhos de eficiência na combustão e redução de emissões de poluentes, como material particulado, contribuindo para a melhoria ambiental do setor. Dados da IEA (Agência Internacional de Energia, na tradução) apresentados na publicação indicam que o diesel verde alcançou a oferta global de 13,3 bilhões de litros em 2022, o equivalente a cerca de 8% do consumo mundial de biocombustíveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos. Ao mesmo tempo, o material técnico ressalta desafios relevantes para a expansão dessas alternativas, como o custo de produção ainda superior ao diesel mineral e a necessidade de avanços regulatórios para viabilizar a sua escala produtiva no Brasil. Nesse contexto, a CNT reforça que o desenvolvimento de soluções de baixo carbono deve estar alinhado a critérios de viabilidade técnica, segurança operacional e previsibilidade regulatória e econômica, garantindo uma transição energética eficiente e sustentável para o transporte rodoviário. Veja a nota que o Sistema Transporte assinou, com entidades dos setores de combustíveis e logística, defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel. Por Agência CNT Transporte Atual
O que muda para as empresas com a Lei 15.377/2026: Saúde no Trabalho

A Lei nº 15.377/2026, em vigor desde abril de 2026, promoveu alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente nos arts. 169-A e 473, ampliando as responsabilidades das empresas na promoção da saúde preventiva no ambiente laboral. A norma estabelece que os empregadores passam a ter o dever de não apenas disponibilizar informações, mas também implementar ações efetivas de conscientização relacionadas às campanhas do Ministério da Saúde, com ênfase em vacinação, prevenção do HPV e de cânceres, como mama, colo do útero e próstata. Nesse contexto, as empresas devem adotar medidas como orientação aos empregados, realização de palestras, workshops, campanhas internas e disponibilização de materiais informativos, além de facilitar o acesso a exames preventivos, com foco no diagnóstico precoce. Outro ponto relevante é a formalização do direito do empregado de se ausentar do trabalho, por até 3 (três) dias ao ano, para a realização de exames preventivos, sem prejuízo da remuneração, conforme previsto no art. 473 da CLT. Principais disposições da Lei nº 15.377/2026: Medidas recomendadas às empresas: A nova legislação exige a adequação das práticas empresariais às diretrizes legais, especialmente no que se refere à informação, conscientização e registro das ações adotadas, com vistas à conformidade normativa e à mitigação de riscos trabalhistas. Ronaldo Vanin – Assessor Jurídico da FETRANSUL
Em evento da Senatran, SEST SENAT destaca educação e integração para reduzir violência no trânsito

Diretor da entidade reforça compromisso institucional com a formação de condutores e a qualificação profissional A segurança no trânsito exige uma atuação integrada e contínua com foco na formação de condutores e na qualificação profissional, portanto não será resultado de ações isoladas. Essa foi a principal mensagem do diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, durante a abertura da quarta edição do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizada nessa quarta-feira (8), em Brasília. Ao destacar a relevância do tema como eixo transversal das ações da instituição, Ladeira reforçou o compromisso do Sistema Transporte com a redução da violência viária e colocou a estrutura nacional da entidade à disposição dessa agenda estratégica. Promovido pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, representantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito), da academia e da sociedade civil no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, para discutir o tema “Novos caminhos para a proteção da vida”. A iniciativa integra as ações previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que estabelece como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030, em alinhamento com diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua fala, Ladeira ressaltou que a educação é um dos pilares centrais para a construção de um trânsito mais seguro e destacou que o tema permeia todas as atividades desenvolvidas pelo SEST SENAT. “A segurança no trânsito é um assunto transversal em tudo o que fazemos. Não existe solução simples para um problema tão complexo. Por isso, é fundamental a atuação conjunta de diferentes atores”, afirmou. Ele também destacou que a instituição mantém agenda permanente voltada à qualificação de profissionais e à melhoria da gestão das empresas de transporte, reforçando a importância da formação como instrumento de transformação do setor. O diretor enfatizou ainda que o enfrentamento da violência no trânsito demanda ações coordenadas entre educação, fiscalização, infraestrutura e tecnologia. Nesse contexto, reafirmou o compromisso do SEST SENAT em contribuir com essa agenda por meio de sua rede de atendimento em todo o país. “Disponibilizamos nossas unidades operacionais, presentes em praticamente todo o território nacional, para apoiar iniciativas que promovam a segurança viária e a preservação de vidas”, destacou. A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza, ressaltou a importância do intercâmbio de experiências e da construção coletiva de soluções para um problema complexo e multifacetado. Segundo ela, o trânsito envolve diferentes dimensões, como educação, fiscalização e infraestrutura, e exige diálogo permanente. “A segurança no trânsito precisa ser construída de forma contínua, com aperfeiçoamento das políticas públicas, tendo a formação de condutores como um dos pilares, integrada a ações de fiscalização e melhorias na infraestrutura”, afirmou. Representando entidades do setor, o presidente da ABSeV (Associação Brasileira de Segurança Viária), Jorge Tannuri, destacou a relevância de espaços institucionais de debate para alinhar estratégias e fortalecer compromissos em prol da segurança viária. Ele chamou a atenção para a necessidade de decisões baseadas em evidências e para o papel da cooperação entre poder público, iniciativa privada e entidades técnicas na construção de um sistema de trânsito mais seguro. Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis e discussões sobre formação de condutores, boas práticas internacionais e desafios da segurança viária no Brasil, reforçando o papel da capacitação e da integração institucional como caminhos fundamentais para a proteção da vida no trânsito. O SEST SENAT também foi representado pela gerente executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz. O evento reuniu ainda agentes públicos e institucionais ligados à segurança viária, com a participação de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) de diferentes estados, especialistas, entidades do setor e instituições parceiras. Educação profissional No período da tarde, o segundo painel do seminário, dedicado às experiências brasileiras na implantação do novo processo de formação de condutores, contou com a participação do coordenador executivo de Educação Profissional do SEST SENAT, Christian Riger. Ao lado de representantes de órgãos de trânsito e especialistas do setor, ele destacou a importância de alinhar a formação profissional às novas demandas da segurança viária, com foco na qualificação técnica, no uso de metodologias atualizadas e na valorização da educação como instrumento essencial para a mudança de comportamento no trânsito. Por Agência CNT Transporte Atual
Sistema Transporte se une a entidades para exigir rigor técnico no mandato de biodiesel

Nota conjunta destaca que crises de mercado não podem justificar flexibilização de requisitos de qualidade e segurança operacional O Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) assinou, nesta semana, uma nota conjunta com entidades dos setores de combustíveis e logística defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel. O documento reforça que a expansão dos biocombustíveis é estratégica para a descarbonização da matriz de transporte, mas deve ser conduzida com critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando segurança operacional e previsibilidade para a frota nacional. Além do Sistema Transporte, assinam a nota o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), a Brasilcom (Associação das Distribuidoras de Combustíveis), o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes), o SindTRR (Sindicato Nacional do Comércio Transportador, Revendedor, Retalhista de Combustíveis) e a Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro). Leia a nota na íntegra: Setores de combustíveis e de transporte defendem rigor técnico no mandato de biodiesel As entidades signatárias desta nota defendem a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel para garantir a segurança operacional e a integridade da frota brasileira do Ciclo Diesel. Reforçam que o cumprimento integral da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) exige a comprovação da viabilidade técnica, podendo-se inferir a necessária realização de ensaios abrangentes e transparentes, tanto em bancada quanto em campo, antes de qualquer alteração no mandato. Temos por entendimento que crises conjunturais ou volatilidades no mercado internacional não devem ser utilizadas como fator de simplificação de procedimentos técnicos ou o afrouxamento de requisitos de qualidade. O Brasil possui frota de veículos a diesel extremamente diversificada e, neste contexto, o respeito ao consumidor final e a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações rigorosas que não podem ser flexibilizadas por fatores de mercado momentâneos. A expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira é importante medida para a descarbonização da matriz de transporte no Brasil e apoiada pelos setores, mas deve ser pautada por critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando uma transição energética viável e segura. Os setores de combustíveis e de transporte permanecem à disposição para diálogo construtivo que priorize a previsibilidade técnica e a qualidade do combustível entregue em todo o território nacional. Por Agência CNT Transporte Atual