Pesquisa CNT de Rodovias 2026 inicia levantamento no Rio Grande do Sul com apoio da Fetransul

A 29ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias iniciou, no dia 29 de junho, o levantamento nacional das condições da infraestrutura rodoviária brasileira. No Rio Grande do Sul, a abertura ocorreu junto ao Sítio do Laçador, em Porto Alegre, com a presença do presidente FETRANSUL, Francisco Cardoso, e de técnicos da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na ocasião, partiu o primeiro dos dois veículos que percorrerão as rodovias gaúchas durante a pesquisa. O roteiro inicial seguiu em direção a Pelotas. Também participaram da abertura João Victor Mendes, diretor executivo do Instituto de Transporte e Logística (ITL), e Fernanda Schwantes, gerente executiva de Economia da CNT, que estavam em Porto Alegre para a abertura da turma da pós-graduação em Gestão de Negócios do ITL e acompanharam o início da Pesquisa CNT de Rodovias 2026 no Estado. Considerada a principal referência técnica sobre a qualidade da infraestrutura rodoviária brasileira, a Pesquisa CNT de Rodovias avaliará, nesta edição, 117.016 quilômetros de rodovias pavimentadas em todo o país. O levantamento analisa as condições de pavimento, sinalização e geometria das vias, produzindo informações que subsidiam políticas públicas, orientam investimentos em infraestrutura, auxiliam o planejamento logístico das transportadoras e contribuem para o aumento da segurança viária. Ao todo, 23 pesquisadores percorrerão as rodovias brasileiras durante aproximadamente 30 dias. As equipes partiram simultaneamente de 13 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país. O levantamento contempla toda a malha federal pavimentada, os principais trechos estaduais e a totalidade das rodovias concedidas. No Rio Grande do Sul, serão avaliados 8.998 quilômetros de rodovias. O diagnóstico ganha relevância diante dos desafios enfrentados pelo Estado. Somente em 2025, as rodovias federais gaúchas registraram 4.899 acidentes, com 327 mortes e impacto econômico estimado em R$ 1,04 bilhão. A CNT estima, ainda, que sejam necessários R$ 10,05 bilhões em investimentos para ações emergenciais de reconstrução, restauração e manutenção da malha rodoviária estadual. Além disso, as condições do pavimento elevam em 37,2% os custos operacionais do transporte de cargas. CUSTO LOGÍSTICO — O presidente, Francisco Cardoso, manifestou preocupação com o atual cenário da infraestrutura rodoviária gaúcha. Segundo ele, a edição de 2025 da Pesquisa CNT de Rodovias revelou que cerca de 90% da malha estadual e federal no Rio Grande do Sul foi classificada como regular, ruim ou péssima, além de apontar que as condições das estradas elevam em aproximadamente 37% o custo operacional do transporte rodoviário de cargas. Para Cardoso, esse cenário compromete a competitividade da economia gaúcha: “Em um Estado que depende de aproximadamente 85% do modal rodoviário, rodovias em melhores condições significam menor custo logístico, mais eficiência para o transporte e mais competitividade para toda a economia”. Os resultados da edição de 2025 reforçaram a importância desse monitoramento permanente. O levantamento apontou que apenas 27% das rodovias avaliadas no Rio Grande do Sul foram classificadas como ótimas ou boas, enquanto 46,7% receberam avaliação regular e 26,3% foram consideradas ruins ou péssimas. Embora tenha sido registrada redução dos pontos críticos, a malha estadual permaneceu como o principal gargalo da infraestrutura gaúcha, evidenciando a necessidade de investimentos estruturantes e contínuos. Realizada desde 1995, a Pesquisa CNT de Rodovias consolidou-se como uma das mais importantes referências nacionais sobre a infraestrutura viária brasileira. Além de identificar deficiências na malha pavimentada e registrar pontos críticos, o levantamento subsidia estudos técnicos, orienta o planejamento das empresas transportadoras e fornece informações estratégicas para gestores públicos e usuários das rodovias, contribuindo para políticas voltadas ao desenvolvimento da logística, da segurança viária e da competitividade do setor produtivo.

Programa Pampa Debates destaca nova unidade do SEST SENAT e os desafios do transporte em Cachoeira do Sul

No dia 25 de junho, diretamente da nova unidade do SEST SENAT de Cachoeira do Sul, foi realizada uma edição especial do Programa Pampa Debates, reunindo lideranças do transporte, da logística e do poder público para discutir o desenvolvimento do setor e os impactos da nova estrutura para a região. Com mediação do jornalista Paulo Sérgio Pinto, o programa abordou temas como os serviços oferecidos pela nova unidade, Programa Ambiental do Transporte – Despoluir, desafios do setor, entre outros assuntos. Participaram do debate Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL; Leandro Tittelmaier Balardin, prefeito de Cachoeira do Sul; Hugo Fleck, presidente da FETERGS e do Conselho Regional do SEST SENAT no Rio Grande do Sul; Pedro Lopes, presidente de honra da ABTC e homenageado que dá nome à nova unidade; Hélio da Costa Garcia Junior, gestor da unidade do SEST SENAT de Cachoeira do Sul; e Gilberto da Costa Rodrigues, diretor executivo da FETRANSUL. Durante o programa, os convidados ressaltaram que a inauguração da nova unidade representa um importante avanço para a região, ampliando o acesso dos trabalhadores e de seus familiares a serviços de saúde, qualidade de vida e qualificação profissional. Assista à íntegra do programa:https://www.youtube.com/live/uxH-JmyEaM8?is=kz8cybrUn89UINfI

Aprendizagem profissional é destaque no lançamento do novo plano de erradicação ao trabalho infantil

Representando os empregadores na Conaeti, Nicole Goulart destacou o papel do Sistema S e do Sistema Transporte na promoção de oportunidades seguras para adolescentes O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) lançou, na manhã desta quinta-feira (25), em Brasília, o IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (2026-2035). O documento orientará as ações do Estado brasileiro na prevenção e no enfrentamento do trabalho infantil ao longo da próxima década. Elaborado pela Conaeti (Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil) e coordenado pelo MTE, o plano é resultado de um processo de construção coletiva que reuniu representantes do governo federal, trabalhadores, empregadores, sociedade civil, sistema de justiça e organismos internacionais. O documento estabelece diretrizes, objetivos, metas e indicadores para fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes e ampliar as ações de prevenção e combate ao trabalho infantil. Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o sucesso do plano depende do compromisso conjunto entre Estado, empresas, sistema de justiça, entidades da sociedade civil, imprensa, trabalhadores e cidadãos. “O que desejamos mesmo é garantir o direito das pessoas, das crianças e dos adolescentes. Enquanto houver uma criança explorada, não podemos descansar”, afirmou. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, participou da solenidade e discursou em nome da bancada dos empregadores da Conaeti, representando as confederações empresariais dos setores de transporte, indústria, agricultura, comércio, saúde, turismo e cooperativismo. Em sua fala, Nicole ressaltou que a aprendizagem profissional é uma das mais importantes políticas públicas de prevenção ao trabalho infantil e destacou o papel desempenhado pelo Sistema S nesse processo. “O Sistema S tem um papel fundamental e prioritário previsto em lei. Na condição de aprendiz, adolescentes a partir dos 14 anos podem trabalhar vinculados a um contrato especial, que preserva os direitos da criança e do adolescente em um ambiente seguro e protegido por lei”, afirmou. A diretora também destacou a contribuição do Sistema Transporte para a formação de jovens. Somente em 2025, as instituições que compõem o Sistema concluíram programas de qualificação para mais de 16 mil adolescentes e jovens. Nicole também mencionou o Projeto Proteção, iniciativa que, há dez anos, mobiliza o setor transportador em todo o país no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho como uma das piores formas de trabalho infantil. Ao encerrar sua participação, ela reforçou que a erradicação do trabalho infantil depende da integração de políticas públicas, do fortalecimento dos vínculos familiares, da ampliação do acesso à educação e da criação de oportunidades para adolescentes e jovens. “Seguiremos comprometidos com essa agenda, somando esforços com o poder público, com os trabalhadores e com a sociedade civil, para que possamos avançar, de forma consistente, na proteção da infância e no desenvolvimento de trajetórias seguras para nossos adolescentes”, concluiu. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, também participou da cerimônia e ressaltou que o enfrentamento ao trabalho infantil deve incorporar a perspectiva étnico-racial nas políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Segundo ela, crianças e adolescentes negros representam 66% das pessoas em situação de trabalho infantil no país, conforme dados da PNAD Contínua 2024. Após o lançamento do plano, foi realizada uma mesa de diálogo sobre políticas públicas voltadas à erradicação do trabalho infantil, com destaque para o papel dos planos nacionais de prevenção, dos fluxos de atendimento a crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e das comissões responsáveis pelo tema. Por Agência CNT Transporte Atual

STF suspende por 90 dias punições baseadas em riscos psicossociais da NR 01

Empresas de transporte não podem ser punidas com base nos dispositivos psicossociais da norma enquanto aguarda solução consensual do governo federal O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu, por 90 dias, a aplicação de sanções baseadas nos dispositivos da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que tratam de fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, relator da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 1.316, e tem alcance nacional, aplicando-se a todas as empresas sujeitas à NR-1, incluídas as do setor de transporte. Na prática, durante esse período, ficam vedadas autuações, multas, notificações punitivas ou outras medidas coercitivas fundamentadas exclusivamente nos itens 1.5.3.1.4; 1.5.3.2.1; 1.5.4.4.2.1; 1.5.4.4.2.2 e 1.5.4.4.5.3 da NR-1, na redação conferida pela Portaria MTE nº 1.419/2024. A decisão também suspende, durante o período de 90 dias, a eficácia de eventuais sanções já aplicadas com fundamento nos dispositivos questionados, no que se refere aos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A medida não anula definitivamente as penalidades, mas impede temporariamente a produção de seus efeitos enquanto estiverem em curso as tratativas conciliatórias. O que motivou a decisão A ação foi ajuizada pela Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), que apontou que a nova redação da NR-1 não oferece critérios suficientemente claros e objetivos para que as empresas saibam, com segurança jurídica, quais condutas podem ser passíveis de sanção.  O relator reconheceu, em juízo preliminar, a validade dos argumentos, destacando que a ausência de definições precisas sobre o que são os fatores de risco psicossociais, quais metodologias são exigíveis e quais parâmetros orientam a fiscalização compromete os princípios da legalidade, da taxatividade e do devido processo legal. O que a decisão não contempla A medida cautelar não significa revogação nem suspensão da NR-1 em sua integralidade. A norma permanece em vigor como diretriz preventiva e as empresas continuam obrigadas a observar suas diretrizes gerais. O que fica suspensa é a possibilidade de aplicação de sanções exclusivamente fundadas na disciplina psicossocial da norma. Conforme a decisão, fiscalizações de caráter orientativo, educativo e preventivo seguem permitidas. A suspensão não impede autuações ou sanções fundamentadas em outras normas de proteção à saúde mental e à segurança dos trabalhadores. A decisão afasta apenas, pelo prazo fixado, a aplicação punitiva dos dispositivos psicossociais específicos da NR-1 questionados na ação. Próximos passos O processo foi encaminhado ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, com prazo de 90 dias para que as partes e o governo federal construam uma solução conjunta. O objetivo é conferir à norma maior grau de objetividade e densidade normativa, de modo que sua aplicação coercitiva seja compatível com o princípio da segurança jurídica — sem reduzir o nível de proteção à saúde dos trabalhadores que a regulamentação busca assegurar. Quando esse prazo se esgotar, o caso retorna à relatoria do Supremo para nova apreciação. Sem solução consensual, o ministro André Mendonça pode prorrogar a suspensão e submeter o caso ao Plenário para julgamento de mérito. A decisão do STF não afasta essa realidade, mas abre uma janela para que o marco regulatório seja aperfeiçoado antes de produzir efeitos punitivos.  A CNT acompanha o andamento do processo e manterá o setor informado sobre os desdobramentos das tratativas no Nusol e eventuais decisões do Plenário. NR-1 e o transporte As empresas de transporte rodoviário de passageiros e de cargas figuram entre as que mais mobilizaram esforços para adequação às exigências da NR-1, demonstrando o compromisso do setor com a promoção da saúde, da segurança e do bem-estar de seus trabalhadores. Trata-se de uma atividade exercida em ambiente operacional que sofre influência direta de fatores externos, como as condições da infraestrutura viária, da segurança pública e de outros aspectos que extrapolam a esfera de controle das empresas. Nesse contexto, o empenho dos empregadores em implementar medidas preventivas, orientar seus trabalhadores e aperfeiçoar continuamente suas práticas de gestão evidencia o compromisso permanente do setor com a proteção da saúde ocupacional e com a melhoria das condições de trabalho. O SEST SENAT, braço do Sistema Transporte voltado à saúde e à qualificação do trabalhador, já disponibiliza curso específico sobre NR-1 e riscos psicossociais, com o objetivo de capacitar profissionais a aplicar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais na prática, identificar perigos muitas vezes invisíveis no cotidiano de trabalho e transformar dados e evidências em ações concretas de prevenção. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema Transporte com a saúde mental dos trabalhadores, independentemente do desfecho regulatório. Por Agência CNT Transporte Atual

SEST SENAT inaugura nova unidade em Cachoeira do Sul e amplia atendimento aos trabalhadores do transporte

Nova estrutura terá capacidade para mais de 53 mil atendimentos anuais em saúde e qualificação profissional para trabalhadores do transporte, familiares e comunidade No dia 25 de junho, o presidente da FETRANSUL e vice-presidente do Conselho Regional do SEST SENAT no Rio Grande do Sul, Francisco Cardoso, participou da inauguração da nova unidade do SEST SENAT em Cachoeira do Sul. A solenidade contou com a presença de Paulo Brondani, presidente do Sindisama; Egon Rutz, presidente do Setcesul; Rudimar Cachapuz Puccinelli, vice-presidente do Setcesul, Alexandre Schmitz, ambos vice-presidente da FETRANSUL, e Moisés Santos, presidente do Sindicar. Também participaram o prefeito municipal de Cachoeira do Sul, Leandro Tittelmaier Balardin; o presidente da Fetergs e do Conselho Regional do SEST SENAT no Rio Grande do Sul, Hugo Fleck, presidente da ABTC, Newton Gibson, o homenageado, Pedro Lopes, presidente de honra da ABTC, além de autoridades, empresários do setor e representantes da imprensa local. Durante a solenidade, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou que a nova Unidade amplia as oportunidades de formação profissional e fortalece o setor ao investir nas pessoas. “Nosso propósito é preparar profissionais cada vez mais qualificados para o transporte. As empresas precisam de mão de obra capacitada e os trabalhadores merecem acesso à educação e à saúde de qualidade. É isso que esta Unidade oferece: uma estrutura moderna, aberta para servir ao setor e também contribuir com o desenvolvimento da comunidade”. A FETRANSUL deseja sucesso a toda a equipe da nova unidade e reafirma seu compromisso de trabalhar de forma integrada ao Sistema Transporte, em prol do fortalecimento do setor. Estrutura voltada ao desenvolvimento do setor A Unidade oferece atendimentos em odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, além de ambientes destinados à qualificação profissional, com salas de aula, espaço para educação a distância (EaD) e simulador de treinamento. A capacidade é de mais de 34 mil matrículas presenciais por ano. O projeto também incorpora soluções sustentáveis, como sistema de geração de energia por placas fotovoltaicas e reaproveitamento da água da chuva. Instalada entre as BRs 153 e 290 e a ERS-403, a Unidade fortalece o atendimento em uma região estratégica para o transporte de cargas e o agronegócio gaúcho. Homenagem A cerimônia também marcou a homenagem ao empresário Pedro Lopes, presidente de honra da ABTC, que dá nome à Unidade. Ao agradecer, Pedro relembrou sua ligação com Cachoeira do Sul e afirmou que a concretização da obra é resultado de um esforço coletivo iniciado há muitos anos. “Uma conquista como esta nunca é obra de uma única pessoa. Ela nasce do trabalho conjunto de muitas lideranças que acreditaram na importância de trazer o SEST SENAT para Cachoeira do Sul. Ver esta Unidade pronta, justamente na cidade onde comecei minha história, é uma das maiores alegrias da minha vida.” Ao longo de sua trajetória, Pedro Lopes ocupou posições de destaque em entidades representativas do transporte de cargas, contribuindo para o fortalecimento institucional do setor e para iniciativas voltadas à qualificação dos profissionais e ao desenvolvimento da logística brasileira. Presença nacional Com 176 Unidades Operacionais distribuídas pelo país, o SEST SENAT é referência nacional em saúde, qualidade de vida e qualificação profissional para os trabalhadores do transporte. A inauguração de Cachoeira do Sul amplia a presença da instituição no Rio Grande do Sul e reforça seu compromisso com a valorização dos profissionais que impulsionam a mobilidade e a logística brasileiras. Com informações do Sistema Transporte

Integração logística regional marca encontro sobre transporte internacional de cargas com participação da CNT

Evento promovido pela ANTT reuniu representantes do setor público e da iniciativa privada para discutir harmonização regulatória, desburocratização e competitividade das operações transfronteiriças O Sistema Transporte participou, nesta terça-feira (23), do 1º Encontro do TRIC (Transporte Rodoviário Internacional de Cargas), promovido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em Brasília. Representaram a CNT o diretor de Relações Institucionais, Valter Souza, e a gerente executiva Governamental, Danielle Bernardes. O encontro reuniu representantes do setor público, transportadores e entidades para discutir a modernização das operações transfronteiriças, a integração logística regional e o aumento da competitividade do transporte rodoviário internacional de cargas. Durante a abertura do evento, Valter Souza defendeu o fortalecimento do diálogo entre governos, agências reguladoras e entidades representativas para aperfeiçoar a regulação e enfrentar os desafios operacionais nas fronteiras. Segundo ele, ampliar a cooperação entre os países da região é essencial para aumentar a eficiência e a competitividade do transporte internacional. “Quem opera o transporte internacional conhece as necessidades de aprimoramento das regras e da paridade regulatória entre os países envolvidos. Precisamos fortalecer esse debate e ampliar o envolvimento das entidades e dos órgãos reguladores dos países vizinhos para que possamos alcançar resultados efetivos”, afirmou. Na abertura, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacou a importância estratégica da atividade para a economia brasileira e para a integração sul-americana. Segundo ele, o setor movimentou mais de 8 milhões de toneladas exportadas e cerca de US$ 24 bilhões em 2025. “Temos a responsabilidade de liderar o transporte terrestre no âmbito do Mercosul e dos demais países da América do Sul. Precisamos avançar na paridade de normativos, na informatização e no aumento da capacidade do transporte internacional”, afirmou. A programação abordou temas como desburocratização, harmonização normativa e eficiência dos corredores logísticos internacionais. Dados apresentados durante o encontro apontam crescimento de 12,3% no transporte rodoviário internacional de cargas entre 2024 e 2025, desempenho quase seis vezes superior ao registrado pelos demais modais no mesmo período. Atualmente, o Brasil conta com mais de mil empresas habilitadas para atuar no segmento e uma frota de aproximadamente 100 mil veículos autorizados. Corredores logísticos e integração regional A gerente executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, moderou o painel Corredores Logísticos e Integração Regional – Estratégia e Eficiência, que reuniu representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério dos Transportes, da ANTT, da Receita Federal e da Infra S.A. Na abertura dos debates, Danielle destacou que o fortalecimento dos corredores logísticos é determinante para ampliar a competitividade do país. “Quando falamos em corredores logísticos e integração regional, não estamos discutindo apenas obras de engenharia, mas a sobrevivência competitiva do Brasil no cenário global. O desafio é transformar nossas rodovias em artérias de eficiência, onde a sustentabilidade e a desburocratização caminhem juntas”, afirmou. O painel discutiu segurança aduaneira, planejamento logístico, integração da infraestrutura e mecanismos para agilizar o fluxo de cargas nas fronteiras, além da importância dos corredores bioceânicos para ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro. Por Agência CNT Transporte Atual

ITL inicia 3ª turma do MBA em Gestão Estratégica de Marketing voltado ao transporte

Curso realizado em parceria com a ESPM capacitará 40 gestores de empresas de transporte e logística O ITL iniciou, nesta segunda-feira (22), em São Paulo (SP), a terceira turma do MBA em Gestão Estratégica de Marketing com Foco em Supply Chain e Transporte. A formação qualificará 40 gestores de empresas de transporte e logística para aprimorar estratégias de posicionamento de mercado, relacionamento com clientes, inovação e crescimento sustentável dos negócios. O curso integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. A capacitação é ministrada pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), instituição reconhecida nacionalmente pela formação de profissionais para o mercado. No MBA, a expertise da escola é aplicada às especificidades do setor de transporte e logística, considerando os desafios dos diferentes modais e da gestão das cadeias de suprimentos. Durante a aula inaugural, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, destacou a importância da qualificação para o fortalecimento da gestão empresarial no setor. “Investir na qualificação das lideranças é investir na evolução das empresas e do transporte brasileiro. Este MBA reúne o conhecimento de uma instituição de excelência e uma abordagem voltada à realidade do nosso setor, contribuindo para que os participantes ampliem sua capacidade de gestão, inovação e geração de resultados”, afirmou. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, realizou a palestra magna na abertura do MBA e destacou a relevância da produção de conhecimento para o fortalecimento do setor transportador. Em sua apresentação, ela ressaltou o trabalho desenvolvido pela Diretoria Executiva da CNT, responsável por transformar dados e análises em inteligência estratégica para apoiar empresas, lideranças e formuladores de políticas públicas. Fernanda enfatizou que o portfólio de pesquisas e estudos produzidos pela CNT consolida a integração entre conhecimento técnico, gestão e inovação como diferencial para a formação de líderes preparados para os desafios do transporte. Também participou da abertura da turma o supervisor do Conselho Regional do SEST SENAT de São Paulo, Rafael Marchesi. Desenvolvido para consolidar conhecimentos em marketing estratégico sob uma perspectiva contemporânea dos negócios, o MBA integra ferramentas de comunicação digital, inteligência de mercado e gestão às demandas do transporte e da logística. Por Agência CNT Transporte Atual

Agenda Brasil Mais Competitivo destaca infraestrutura logística como prioridade para reduzir o Custo Brasil

Sistema Transporte participa do lançamento da iniciativa do MDIC e reforça a necessidade de ampliar investimentos em logística para aumentar a competitividade da economia brasileira O Sistema Transporte participou, nesta quarta-feira (24), do lançamento da Agenda Brasil Mais Competitivo, iniciativa do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que reúne 24 projetos voltados ao fortalecimento da competitividade da economia brasileira. Durante a cerimônia, o diretor de Relações Institucionais do Sistema Transporte, Valter Souza, destacou que o fortalecimento da infraestrutura logística é condição essencial para reduzir os custos de transporte, aumentar a eficiência da matriz logística e impulsionar o desenvolvimento econômico do país. “A gente precisa de um Brasil mais competitivo no setor de logística. Nos últimos dez anos, a expansão da malha rodoviária cresceu apenas 1%, enquanto a frota de carros e caminhões aumentou 50%. Por isso, precisamos de mais investimentos”, afirmou. Valter Souza também chamou atenção para a elevada dependência do transporte rodoviário na movimentação de cargas. Atualmente, cerca de dois terços das cargas transportadas no Brasil utilizam as rodovias, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura logística. “Temos uma participação muito elevada do transporte rodoviário de cargas. Precisamos de um programa logístico eficiente, capaz de reduzir gargalos, ampliar a capacidade de transporte e tornar o Brasil mais competitivo. É nesse sentido que a CNT trabalha diariamente”, ressaltou.  Na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a competitividade deve ser tratada como uma política permanente de Estado. “O Brasil não pode prescindir de uma agenda como essa. Quando há hesitação em um tema estratégico como a competitividade, os prejuízos são significativos e a recuperação demanda muitos anos”, disse. Agenda Brasil Mais Competitivo A Agenda Brasil Mais Competitivo sucede o programa de Redução do Custo Brasil. Segundo o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, a nova carteira de projetos foi construída em diálogo com a sociedade e o setor produtivo para melhorar o ambiente de negócios, elevar a produtividade e reduzir entraves ao desenvolvimento econômico. A iniciativa está estruturada em três eixos: infraestrutura, acesso a insumos básicos e ambiente jurídico-regulatório. No eixo de infraestrutura, estão previstas ações para modernizar a logística nacional, eliminar gargalos e estimular investimentos em setores estratégicos. A Agenda também adota a competitividade como conceito central para o desenvolvimento econômico, considerando fatores institucionais, regulatórios, logísticos, tributários e financeiros. Por Agência CNT Transporte Atual

Prêmio CNT de Jornalismo 2026 abre inscrições para reportagens sobre o transporte brasileiro

Com o tema “Sempre em movimento”, edição reconhece trabalhos que evidenciam a contribuição do transporte e da logística para o desenvolvimento do país Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2026, uma das principais iniciativas de reconhecimento à produção jornalística voltada ao setor de transporte e logística. Com o tema Sempre em movimento, a edição deste ano convida profissionais da imprensa a retratarem a dinâmica do transporte brasileiro e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da premiação entre 24 de junho e 7 de agosto de 2026, até as 18 horas. Podem concorrer trabalhos jornalísticos publicados ou veiculados entre 13 de agosto de 2025 e 7 de agosto de 2026 que abordem temas relacionados ao transporte e à logística. O resultado será divulgado em novembro de 2026. O conceito da campanha destaca o transporte como um dos motores do crescimento do Brasil e reforça a importância do jornalismo na cobertura de um setor essencial para a economia e para a vida da população. A proposta é reconhecer reportagens que deem visibilidade aos desafios, às inovações e aos impactos do transporte, contribuindo para ampliar o debate sobre temas estratégicos para o desenvolvimento nacional. O Prêmio CNT de Jornalismo tem sete categorias: Os vencedores de cada categoria receberão R$ 35 mil e concorrerão ao Grande Prêmio CNT, no valor de R$ 60 mil, destinado ao melhor trabalho inscrito entre todas as categorias. A seleção dos vencedores ocorrerá em duas etapas. Na primeira, uma comissão técnica formada por jornalistas especializados avaliará os trabalhos e definirá os finalistas. Na segunda, uma banca julgadora composta por profissionais de destaque da imprensa nacional e por um especialista em transporte escolherá os vencedores. Entre os critérios de avaliação estão: O regulamento completo, os requisitos de inscrição e as orientações específicas para cada categoria estão disponíveis no site oficial do Prêmio CNT de Jornalismo. Por Agência CNT Transporte Atual

STF suspende punições da NR-1 psicossocial por 90 dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu hoje a eficácia sancionatória dos dispositivos da NR-1 que tratam de riscos psicossociais no trabalho. Por 90 dias, ficam proibidas autuações, multas e outras penalidades baseadas exclusivamente nesses itens da norma. A decisão vale para todas as empresas do país, incluindo as do setor de transporte. O STF encaminhou o caso para tentativa de solução consensual com o governo federal dentro desse prazo de três meses. Atenção: a NR-1 não foi revogada. Está suspensa a possibilidade de punição com base na disciplina psicossocial. O SEST SENAT já oferece curso sobre NR-1 e riscos psicossociais para empresas do transporte. A CNT segue acompanhando de perto o tema. Em breve, mais informações em: cnt.org.br CNT / SEST SENAT / ITLSistema Transporte

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