Sustentabilidade, inovação e resiliência logística pautam debates no estande do Sistema Transporte na TranspoAmazônia 2026

Programação reuniu especialistas para discutir descarbonização, transição energética, adaptação climática e eficiência na gestão do transporte e da logística O Sistema Transporte promoveu, nessa quinta-feira (28), durante a TranspoAmazônia 2026, em Manaus (AM), uma programação voltada aos desafios do transporte e da logística na região sob a perspectiva ESG (ambiental, social e de governança). Um dos espaços mais movimentados do evento, o estande do Sistema Transporte reuniu ativações que combinaram tecnologia, conscientização e acesso à informação. Os visitantes puderam utilizar óculos de realidade virtual para conhecer, de forma imersiva, as estruturas de uma Unidade Operacional do SEST SENAT. Também tiveram acesso aos óculos de alcoolemia, que simulam os efeitos da embriaguez e reforçam a importância da segurança viária. Outra atração foi o painel interativo do CNT DATA, que permitiu o acesso, em tempo real, a estudos e pesquisas desenvolvidos pela CNT. Já a dinâmica “Meu hábito, nosso planeta” convidou os participantes a relacionarem dados de suas rotinas operacionais e pessoais para a construção de um mapa múndi personalizado sobre hábitos e impactos ambientais. Paralelamente às ativações, a programação técnica reuniu especialistas para debater inovação, sustentabilidade, eficiência orçamentária e competitividade no transporte, temas alinhados às transformações em curso no setor. A agenda teve início com a palestra de Felipe Romera, CEO da Simple Carbo, sobre o tema “Dados que descarbonizam o transporte: Como transformar operação logística, custos e emissões em vantagem competitiva”. Com base no Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e em dados do SEEG Brasil/Observatório do Clima, o especialista destacou que o setor responde por cerca de 8% das emissões brutas nacionais, das quais 92,89% estão concentradas no modal rodoviário. Na sequência, Larissa Machado, analista de ESG do Sistema Transporte, e Marcelo Luís Schröder, diretor da Transportes Bertolini, discutiram o papel do transporte como agente de sustentabilidade. O painel apresentou o Projeto Itucumã, iniciativa de conservação ambiental que abrange mais de 180 mil hectares nos municípios amazonenses de Coari e Autazes. Segundo os participantes, o projeto captura anualmente mais de 904 mil toneladas de gases de efeito estufa, volume equivalente a uma capacidade de absorção cerca de 40 vezes superior às emissões geradas pela própria empresa transportadora. Além dos resultados ambientais, a iniciativa contribui para o desenvolvimento social das comunidades locais, com geração de emprego formal e apoio à implantação de infraestrutura básica, como acesso à água potável, internet e escolas. A adaptação das empresas de transporte às mudanças climáticas foi o foco da palestra de Wlliane Magna, analista da CNT. Ao apresentar os resultados da Sondagem CNT de Resiliência Climática no Setor de Transporte, a especialista destacou os impactos provocados por eventos extremos observados nos últimos anos, como as secas na região amazônica e as interrupções em rodovias e aeroportos no Sul do país. Entre as medidas apontadas pela CNT para ampliar a resiliência do setor estão a adoção de soluções de engenharia adaptativa em infraestruturas críticas, o fortalecimento de planos de contingência, a capacitação de equipes e a ampliação do acesso a linhas de financiamento voltadas à adaptação climática. Transporte sustentável No período da tarde, a programação contou com um painel dedicado ao Programa Despoluir, iniciativa que incentiva a adoção de práticas ambientalmente responsáveis pelas empresas transportadoras. Conduzido por Larissa Machado, Daniel Lima, coordenador do Despoluir da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), e Augusto Marinho, gerente geral de operações do Grupo Hat Logística, o debate destacou a atuação do Despoluir, reconhecido como o maior programa ambiental da iniciativa privada brasileira. Foram apresentados os resultados do monitoramento da qualidade do óleo diesel e das avaliações veiculares realizadas em campo, que geram laudos com validade legal e contribuem para a redução de custos operacionais e emissões de poluentes. Em seguida, Fabiano de Moura, instrutor do SEST SENAT, abordou as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e da Norma Regulamentadora nº 25 (NR-25). A apresentação alertou para os riscos jurídicos, operacionais e reputacionais associados à destinação inadequada de resíduos Classe I, como óleos lubrificantes e baterias, e reforçou a importância da economia circular para o reaproveitamento de materiais. Larissa Machado retornou à programação para debater a transição energética no transporte. Na ocasião, apresentou as ações da Coalizão dos Transportes pela Descarbonização, iniciativa coordenada pelo Sistema Transporte, Motiva, CEBDS e Insper, que reúne mais de 150 empresas. Segundo ela, o grupo já identificou 90 alavancas para redução das emissões, com foco na mudança da matriz modal, na ampliação do uso de biocombustíveis e na eletrificação da frota. Encerrando a agenda, Marcelo Angelim Britto, coordenador de Orçamento do SEST SENAT, ministrou a palestra “Orçamento como instrumento de maturidade empresarial”. O especialista apresentou indicadores que relacionam a maturidade em FP&A (Financial Planning and Analysis) a uma probabilidade 2,5 vezes maior de superação das metas de lucratividade. A participação do Sistema Transporte na TranspoAmazônia 2026 evidenciou a crescente integração entre sustentabilidade, inovação e gestão estratégica nos setores de transporte, logística e infraestrutura. Em uma região marcada por desafios geográficos e hidrográficos, a incorporação de tecnologia, planejamento e governança climática tem se consolidado como fator essencial para a competitividade e a eficiência operacional. Por Agência CNT Transporte Atual

Lideranças do transporte participam de visita técnica à Bertolini em Manaus

Na manhã desta quinta-feira (29), o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou de uma visita técnica promovida pela CNT às operações do Grupo Bertolini, em Manaus. A agenda reuniu empresários e lideranças do setor de transporte e logística com o objetivo de conhecer de perto a estrutura e a operação da empresa na região Norte. Durante a programação, os participantes visitaram o Estaleiro Beconal, a operação da AMBEV, a Bertolini Implementos Rodoviários, onde está localizada a fábrica de carretas da empresa, além do píer da Transportes Bertolini, que opera rotas entre Manaus, Belém e Santarém. A visita técnica proporcionou a troca de experiências e o conhecimento sobre as soluções logísticas utilizadas na região amazônica, destacando a importância da integração entre os diferentes modais para o desenvolvimento do transporte e da logística no país. Cardoso ressaltou o caráter pioneiro da trajetória construída pelo Grupo Bertolini ao longo de décadas, transformando desafios logísticos em oportunidades de desenvolvimento. Destacou ainda a integração entre os diversos negócios do grupo; transporte hidroviário, rodoviário, estaleiro, fabricação de implementos e operações logísticas, como um exemplo de visão estratégica e de eficiência operacional, que faz da empresa uma das maiores referências do setor de transportes e logística do Brasil Irani é presidente da Fetramaz e idealizador da TranspoAmazônia, iniciativa que se consolidou como um dos principais eventos de transporte e logística da região Norte.

Fetransul participa de agendas estratégicas do transporte em Manaus

O presidente Francisco Cardoso representou a Fetransul em agendas do setor de transporte e logística realizadas em Manaus, durante a TranspoAmazônia 2026, considerada a maior feira e congresso internacional de transporte e logística da região Norte. Entre os compromissos da programação, destacaram-se a Reunião de Diretoria da NTC&Logística, realizada no dia 27 de maio, a Reunião Ordinária da Seção II – do Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, no dia 28, além da 42ª Assembleia Geral da CIT, promovida nos dias 27 e 28 de maio. Também estiveram presentes nas agendas Paulo Ossani, vice-presidente da Fetransul e presidente da ABTI; Fernando Marini, presidente do Sindibento e vice-presidente da Fetransul; e Diego Tomasi, diretor da Fetransul e vice-presidente da ABTI. Durante a Reunião Ordinária da Seção II – do Transporte Rodoviário de Cargas, foram debatidos temas relevantes para o setor, entre eles o critério de cobrança de pedágios por eixo para caminhões, pauta sugerida pela Fetransul e que inclui discussões sobre as mudanças no modelo de cobrança nas novas concessões rodoviárias, especialmente na Rota Portuária da região sul do RS, nos trechos Camaquã/Jaguarão e Rio Grande/Santana da Boa Vista. Também estiveram em pauta temas como PEC 6×1, seguro RCV, CIOT, piso mínimo de frete e outros assuntos de interesse do transporte rodoviário de cargas. A programação reuniu operadores, autoridades e especialistas de diferentes modais de transporte para debates sobre infraestrutura, inovação, logística e desenvolvimento do setor, além de contar com feira de negócios, congresso internacional e painéis técnicos. Na imagem de capa: Representantes da Fetransul com Irani Bertolini, presidente da FETRAMAZ e idealizador da TranspoAmazônia

ITL inicia segunda turma de certificação internacional voltada à inovação no transporte

Lideranças do transporte rodoviário de cargas e passageiros participam de curso ministrado pela NOVA Executiva Education, considerada a melhor escola de negócios de Portugal O ITL iniciou, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, a segunda turma da Certificação Internacional em Inovação para o Transporte. Esta edição reúne 42 lideranças do transporte rodoviário de cargas e passageiros em uma formação ministrada pela NOVA Executiva Education, uma das cinco faculdades da Universidade Nova de Lisboa. Em 2026, a instituição alcançou a 9ª posição mundial em programas customizados de Educação Executiva no ranking do Financial Times, consolidando-se entre as líderes globais na formação executiva. Promovida pelo SEST SENAT e coordenada pelo ITL, a capacitação foi estruturada para apoiar o desenvolvimento estratégico das empresas de transporte e logística, com foco em inovação, produtividade e sustentabilidade. O programa busca preparar gestores para liderarem processos inovadores e ampliarem a competitividade do setor. Durante a abertura do curso, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, destacou o papel da educação na transformação do transporte brasileiro. “Acreditamos que, por meio da educação, vamos transformar o setor e contribuir para transformar o Brasil. Transportamos cargas, pessoas e também o PIB, em um segmento essencial para o desenvolvimento do país”, afirmou. O diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, ressaltou o impacto das capacitações promovidas pelo Instituto para o fortalecimento do transporte. “As turmas do ITL deixam um legado para o setor, independentemente do modal. Esse conhecimento se multiplica e acompanha as transformações do mercado, especialmente diante do avanço das novas tecnologias”, disse. Já a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, ministrou palestra magna sobre o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico e social do país. Durante a apresentação, ela enfatizou a relevância do setor para a economia brasileira. “A riqueza do Brasil passa, necessariamente, pelo transporte. Além de movimentar tudo o que é produzido no país e conectar milhões de pessoas diariamente, o setor gera riqueza, empregos e desenvolvimento. Somente no último ano, movimentou R$ 396 bilhões e empregou diretamente 2,9 milhões de pessoas”, destacou. O presidente da FETPESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) e vice-presidente do Conselho Regional de São Paulo do SEST SENAT, Mauro Artur Herszkowicz, também participou da abertura e incentivou os alunos a aproveitarem a experiência acadêmica. “Desejo que todos aproveitem ao máximo essa oportunidade e levem o conhecimento compartilhado ao longo do curso para o dia a dia das empresas e para o fortalecimento do setor rodoviário”, afirmou. Formação voltada à inovação A certificação foi desenhada para desenvolver competências técnicas e habilidades de liderança voltadas à inovação no transporte rodoviário de cargas e passageiros. A metodologia propõe uma jornada de aprendizagem personalizada, permitindo que cada participante desenvolva capacidades relacionadas à inovação, à gestão e à tomada de decisão estratégica. Entre os alunos da nova turma está o CTIO (Chief Technology and Innovation Officer, ou diretor de Tecnologia e Inovação) da WeSafety, startup do Grupo Águia Branca, Igor Quadros. Segundo ele, a expectativa é aplicar os conhecimentos adquiridos em soluções voltadas ao setor. “Espero ampliar o conhecimento em diferentes áreas e desenvolver projetos que possam ser aplicados de forma efetiva nas empresas, gerando benefícios concretos para o transporte”, afirmou. A coordenadora de Comunicação da Fetransul (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul), Indiara Teixeira, também destacou o potencial da formação para estimular soluções inovadoras. “Essa capacitação representa um importante espaço de troca, aprendizado e construção coletiva. O desenvolvimento dos projetos aplicados já desperta ideias e iniciativas que podem contribuir diretamente para o fortalecimento e a competitividade do transporte”, avaliou. A diretora de Tecnologia e Inovação da BBM Logística, Francieli Pietsch, que participou da primeira turma da certificação, ressaltou que a formação contribuiu para ampliar a capacidade de adaptação às transformações do setor. “O programa reforçou que a inovação não acontece de forma isolada. Ela nasce de ecossistemas fortes, de pessoas preparadas e de instituições comprometidas com o desenvolvimento do transporte”, afirmou. Excelência acadêmica Responsável pela condução do curso, a NOVA Executiva Education é uma das principais instituições de ensino da Europa. Em 2026, a escola alcançou a 9ª posição mundial em programas customizados de Educação Executiva no ranking do Financial Times, consolidando-se entre as líderes globais na formação executiva. Além disso, a instituição integra o seleto grupo de escolas de negócios que possuem a acreditação Triple Crown (EQUIS, AACSB e AMBA), reconhecimento internacional concedido às instituições de excelência em gestão e negócios. Outro diferencial da instituição é o Innovation Ecosystem, ambiente colaborativo que conecta empresas, startups, hubs de inovação, professores e alunos na construção de soluções voltadas a desafios complexos e sustentáveis, ampliando a experiência internacional dos participantes. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT defende transição gradual e segurança jurídica em debate sobre redução da jornada de trabalho

Representante do Sistema Transporte destacou impactos econômicos e operacionais de mudanças sem planejamento, especialmente para atividades essenciais e com funcionamento contínuo A CNT participou, nessa terça-feira (26), do CB Debate “Escala 6×1: Em busca de equilíbrio na jornada de trabalho”, promovido pelo Correio Braziliense. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, parlamentares e integrantes do Judiciário para discutir os impactos de uma eventual redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. Representando o Sistema Transporte, o gerente executivo de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo Melo, defendeu que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e regras de transição claras, considerando as especificidades de cada setor econômico. “A CNT é favorável ao debate, até porque os contratos de trabalho mudam de forma constante e temos a obrigação de discutir esse assunto permanentemente. Mas isso precisa ser feito com a cautela devida”, afirmou. Durante o evento, Toledo apresentou dados do estudo técnico Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes, coordenado pelo sociólogo e professor da USP José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro. Segundo o levantamento, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em 8,6% os custos com pessoal no setor. De acordo com o representante da CNT, a ausência de uma transição adequada pode ter efeitos significativos para a atividade transportadora. “Sem regras de transição claras, o impacto apenas no setor de transporte pode chegar a quase R$ 12 bilhões”, alertou. O estudo também aponta possíveis reflexos sobre inflação e informalidade. Atualmente, a taxa de informalidade no Brasil gira em torno de 40%, enquanto no setor de transporte permanece abaixo de 8%. Segundo Toledo, mudanças abruptas na jornada, sem ajustes estruturais e manutenção da produtividade, podem pressionar custos e afetar diretamente o poder de compra da população. “Se há redução de jornada e alteração de escalas sem mudanças compensatórias, existe um efeito econômico, que é a inflação. O trabalhador sentirá isso no poder de compra e poderá buscar novas formas de complementar renda, ampliando a informalidade”, argumentou. Outro ponto destacado pelo representante do Sistema Transporte foi o déficit de mão de obra qualificada no setor. Segundo ele, uma implementação acelerada das mudanças poderia comprometer a prestação de serviços essenciais à população. “Uma eventual redução abrupta da jornada, sem o necessário escalonamento de trabalhadores, teria consequências diretas para a população: menos ônibus nas ruas, considerando que 95% dos passageiros utilizam o transporte terrestre, além de aumento dos prazos e custos no transporte de cargas”, afirmou. O setor de transporte possui características operacionais específicas, como funcionamento contínuo e elevada dependência de mão de obra, fatores que exigem tratamento diferenciado no debate. Diante disso, a CNT defende que eventuais mudanças considerem os acordos coletivos e priorizem a preservação do emprego formal. Gilmar Mendes defende debate técnico e equilíbrio entre proteção social e economia O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, participou da abertura do CB Debate e ressaltou a importância de uma discussão técnica e plural sobre o tema. O magistrado citou o Tema 1.046 da repercussão geral, de sua relatoria, que consolidou o entendimento sobre a prevalência do negociado sobre o legislado em relação a direitos trabalhistas disponíveis. Segundo ele, o mecanismo fortalece as negociações coletivas e amplia a capacidade de adaptação das relações de trabalho às diferentes realidades setoriais. Gilmar Mendes afirmou ainda que o principal desafio do país é equilibrar proteção social e dinamismo econômico. “O desafio não é escolher entre um e outro, mas refletir sobre formas de compatibilizar esses dois vetores, respondendo aos legítimos anseios por melhores condições de trabalho sem desconsiderar os impactos sobre o emprego, a atividade produtiva e o crescimento da economia”, concluiu. Foto: Ed Alves/CB Por Agência CNT Transporte Atual

Em seminário do LIDE-MG, Vander Costa defende investimentos e multimodalidade no transporte

Durante debate sobre infraestrutura e mobilidade, Vander Costa destacou a integração entre modais, os desafios logísticos de Minas Gerais e os impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no transporte O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, participou, nesta segunda-feira (25), do seminário Cidades: Infraestrutura e Mobilidade, promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). Durante o painel Infraestrutura e Mobilidade Terrestre, o dirigente defendeu o fortalecimento da multimodalidade, a ampliação dos investimentos em infraestrutura e a análise dos impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no setor transportador. O encontro reuniu autoridades públicas, lideranças empresariais e especialistas para discutir os desafios da mobilidade urbana e da logística em Minas Gerais e no país. Em sua participação, Vander Costa defendeu um modelo de transporte integrado, baseado na interdependência entre os diferentes modais. “O Brasil precisa tratar o transporte como uma prioridade estratégica de Estado. Não existe competição entre modais, existe complementaridade. Um sistema logístico eficiente depende da integração inteligente entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, com planejamento, investimento e visão de longo prazo”, afirmou. Segundo o presidente do Sistema Transporte, a eficiência logística é fundamental para o crescimento econômico, a integração produtiva e a redução das desigualdades regionais. Nesse contexto, ele destacou a participação ativa da CNT na construção do PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), iniciativa voltada ao planejamento de longo prazo da infraestrutura nacional, com foco na integração modal, na redução do custo Brasil e na diminuição das emissões de poluentes. Ao abordar o cenário mineiro, Vander Costa ressaltou a relevância estratégica de Minas Gerais para a logística nacional. O estado concentra a maior malha rodoviária do país, com cerca de 272 mil quilômetros, o equivalente a 16% da malha nacional, mas ainda enfrenta desafios relacionados à capacidade, manutenção e modernização da infraestrutura. Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que 37,9% dos trechos avaliados em Minas Gerais foram classificados como regulares, enquanto 27,5% apresentaram condições ruins ou péssimas, reforçando a necessidade de investimentos em recuperação e ações emergenciais na malha estadual. Segundo estimativas da CNT, seriam necessários R$ 15,8 bilhões em obras de recuperação e outros R$ 11,9 bilhões em intervenções emergenciais. Outro tema debatido no painel foi o déficit de mão de obra qualificada no transporte e os possíveis impactos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho. De acordo com dados apresentados durante o encontro, a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais demandaria cerca de 240 mil novas contratações e gerar impacto de R$ 11,88 bilhões no longo prazo. “O transporte já convive com escassez de mão de obra e dificuldades de contratação, com 65,1% das empresas do setor enfrentando dificuldades para contratar motoristas. Por isso, mudanças na jornada de trabalho precisam considerar os impactos sobre a operação, os custos e a capacidade do setor de manter seus serviços”, afirmou Vander Costa. O painel contou ainda com a participação do secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais, Pedro Bruno; do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio; do presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Marco Aurélio Barcelos; do vice-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Emir Cadar; e da vice-presidente de Produtos da Wabtec, Daniela Rodrigues Ornelas. Por Agência CNT Transporte Atual

Deputados aprovam jornada de trabalho de 40 horas com duas folgas semanais

Proposta aprovada pela Câmara reduz jornada semanal, amplia o descanso remunerado e preserva negociação coletiva; CNT alerta para impactos no transporte e na logística A PEC aprovada pela Câmara dos Deputados reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e amplia o descanso remunerado. Pelo texto, a jornada será reduzida em duas horas 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. As duas horas restantes serão retiradas no prazo de um ano. O limite de trabalho de oito horas foi mantido. A proposta também amplia o repouso semanal remunerado para dois dias, sendo um deles preferencialmente aos domingos, o que viabiliza a adoção da escala 5×2. O substitutivo estabelece ainda que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial, seja nominal ou proporcional. A PEC ainda reforça o papel da negociação coletiva na adaptação das novas regras às diferentes realidades produtivas. Convenções e acordos coletivos poderão prever mecanismos de flexibilização e regimes compensatórios específicos, desde que seja garantida, na média mensal, a concessão de dois dias de descanso semanal remunerado. Permanece também assegurada a possibilidade constitucional de compensação de horários por meio de negociação coletiva, observando o novo limite de 40 horas semanais. Transição De acordo com o relatório aprovado, a primeira etapa da transição ocorrerá 60 dias após a promulgação da eventual emenda constitucional, quando a jornada semanal será reduzida de 44 para 42 horas. Nesse mesmo prazo, passará a valer o direito aos dois dias de descanso semanal remunerado. Após 12 meses da implementação inicial, entrará em vigor o limite definitivo de 40 horas semanais. Nos contratos da administração pública com dedicação exclusiva de mão de obra, a nova jornada deverá ser aplicada após aditamento contratual, em prazo máximo de até 12 meses. O texto também determina que, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, perderão validade as cláusulas de convenções e acordos coletivos incompatíveis com as novas regras. Durante o período de transição, acordos coletivos poderão autorizar a ampliação da jornada diária para viabilizar a redistribuição das 42 horas semanais previstas na etapa inicial da mudança, preservando os dois dias de descanso semanal. As regras de duração e controle de jornada não serão aplicadas aos chamados trabalhadores “hipersuficientes” — empregados com diploma de nível superior e remuneração acima de duas vezes e meia o teto do INSS —, salvo previsão expressa em acordo ou convenção coletiva ou decisão do empregador. CNT alerta para impactos no transporte O Sistema Transporte acompanha as discussões sobre mudanças na escala 6×1 e alerta para possíveis impactos sobre os serviços de transporte e logística, além de reflexos inflacionários na economia. A entidade defende que eventuais alterações sejam implementadas de forma gradual e preservem a negociação coletiva, considerando as especificidades operacionais de cada segmento econômico. Na última semana, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, alertou para os impactos diretos da proposta no setor de transporte durante audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. “Temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada”, afirmou. Estudo técnico intitulado “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, elaborado pelo sociólogo José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, aponta que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá gerar impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte no longo prazo. Segundo o levantamento, o efeito está relacionado ao aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. O estudo também aponta riscos de ampliação da informalidade e agravamento da escassez de mão de obra no setor. Escassez de mão de obra O cenário é agravado por um mercado de trabalho já pressionado. Atualmente, o transporte está entre os segmentos com maior proporção de trabalhadores contratados sob o regime da CLT, com índice superior a 50%. Ainda assim, levantamento da Confederação mostra que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. No transporte rodoviário de cargas, 44,6% das empresas possuem vagas abertas, e mais da metade delas registra mais de cinco postos não preenchidos. Já no transporte de passageiros, 53,4% relatam dificuldades na contratação. De acordo com estimativas do estudo, para manter o atual nível de serviço diante da redução da jornada e das novas escalas de trabalho, seria necessária a contratação de cerca de 240 mil trabalhadores adicionais, expansão que esbarra diretamente na escassez de mão de obra qualificada no setor. Próximos passos A PEC 221/2019 segue para apreciação do Senado Federal. A proposta deverá ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e, após aprovação do colegiado, o texto precisará ser votado em dois turnos pelo Plenário da Casa Legislativa. Convém ressaltar que está pronta para deliberação do Plenário do Senado a PEC nº 148/2015, que altera o inciso XIII do art. 7º da Constituição Federal, para reduzir a jornada de trabalho semanal. Os textos poderão tramitar de forma conjunta. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema Transporte debate impactos da escala 6×1 durante reunião da Diretoria em Manaus

Presidente Vander Costa apresentou análise sobre os efeitos das propostas para o setor transportador; programação segue nesta quinta-feira (28) com reuniões das Seções da CNT O Sistema Transporte realizou, nessa quarta-feira (27), em Manaus (AM), a primeira reunião ordinária da Diretoria Estatutária da CNT de 2026, com a presença de dirigentes, federações e representantes do setor transportador para discutir pautas ligadas ao ambiente institucional, econômico e operacional do transporte brasileiro. Pela primeira vez, a Diretoria se reúne fora de Brasília, integrando a programação da TranspoAmazônia 2026, maior feira e congresso internacional de transporte e logística da região Norte. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que apresentou uma análise sobre os impactos das propostas de redução da jornada de trabalho e da chamada escala 6×1 para o setor transportador. A exposição abordou os projetos em tramitação no Congresso Nacional, os cenários de votação no Senado Federal e os reflexos previstos para diferentes modais do transporte brasileiro. Durante a reunião, Vander Costa alertou para os impactos econômicos estimados para o setor. Segundo estudo apresentado pela CNT, a medida pode representar um aumento de aproximadamente R$ 11 bilhões nos custos de mão de obra e provocar retração de até R$ 9,6 bilhões no PIB do setor. “O transporte não rejeita modernização. O setor já negocia jornadas, mas produtividade precisa vir antes de uma redução abrupta. Serviços essenciais exigem uma transição responsável, e o debate não pode ignorar a realidade operacional brasileira”, afirmou. O presidente também destacou que a posição da CNT é favorável à negociação coletiva, à transição gradual e ao respeito às características operacionais dos diferentes segmentos do transporte. “Empresa de transporte trabalha com lucro líquido de um dígito. Se houver aumento de custo de mão de obra, vai ter repasse”, disse. Após a abertura, os dirigentes acompanharam apresentações das áreas técnicas e institucionais do Sistema Transporte com atualização de projetos estratégicos, resultados operacionais, estudos setoriais e ações previstas para o segundo semestre de 2026. CNT O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, apresentou um panorama das principais pautas acompanhadas pela entidade nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Entre os destaques, estiveram a aprovação da Lei Raul Jungmann, voltada ao combate ao crime organizado e ao roubo de cargas; o avanço do Marco Legal do Transporte Público aprovado pelo Congresso Nacional; as discussões relacionadas às concessões rodoviárias e ferroviárias; e a atuação da Confederação nos tribunais superiores. Valter também antecipou a realização de uma nova edição do Fórum CNT de Debates com presidenciáveis, prevista para agosto. “Muito do nosso esforço é para evitar retrocessos. Às vezes, retirar um projeto da pauta dá mais trabalho do que defender uma proposição. O papel institucional da CNT é justamente garantir que o setor tenha voz nos três Poderes e evitar medidas que prejudiquem a operação do transporte no país”, afirmou. Na sequência, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, apresentou os principais estudos técnicos, pesquisas e projetos desenvolvidos pela entidade em 2026, incluindo ações voltadas a segurança viária, inovação, sustentabilidade e inteligência estratégica para o transporte. Entre os destaques, estiveram o Guia Viagem Segura 2026, os Balanços Setoriais 2025, a nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, prevista para junho, e o projeto O Transporte Move o Brasil, que consolidará propostas prioritárias do setor para as eleições presidenciais. “Além de movimentar R$ 12,7 trilhões do PIB brasileiro, o transporte também gera riqueza. O setor responde por quase R$ 400 bilhões da economia nacional. Nosso compromisso é transformar informação em inteligência estratégica para apoiar empresários, federações e sindicatos na construção de um transporte mais moderno, competitivo e sustentável”, afirmou. SEST SENAT Na apresentação do SEST SENAT, o diretor executivo nacional interino, Vinicius Ladeira, destacou os resultados alcançados pela entidade nas áreas de qualificação profissional, saúde, sustentabilidade e apoio às empresas do setor transportador ao longo do primeiro semestre de 2026. Segundo ele, os cursos presenciais atingiram 96,75% da meta prevista, enquanto a educação a distância superou os objetivos estabelecidos, alcançando 109,46% da meta. Na área de saúde, todas as especialidades — odontologia, fisioterapia, psicologia e nutrição — ultrapassaram as metas do período. Vinicius também apresentou iniciativas ligadas à agenda ESG e à segurança do trabalho, incluindo a criação de estruturas especializadas em saúde e segurança ocupacional nas Unidades do SEST SENAT e o apoio às empresas na adaptação às novas exigências da NR-1. “O que queremos é trazer tranquilidade operacional para as empresas do setor e ampliar o conhecimento sobre saúde e segurança do trabalho”, afirmou. O diretor ainda destacou as comemorações dos 10 anos do projeto Proteção, que contou com o lançamento de uma série documental no Globoplay e ações de conscientização em todo o país. “O setor de transporte faz parte da solução desse problema complexo e temos muito orgulho de participar dessa agenda positiva de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse. ITL Encerrando as apresentações, o diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística), João Victor Mendes, apresentou os principais resultados da instituição entre janeiro e maio de 2026. No período, o ITL capacitou 192 executivos, concedeu 114 certificações e beneficiou 100 empresas do setor transportador. A diretora adjunta da instituição, Eliana Costa, também esteve presente na reunião.  Entre os destaques apresentados, estiveram os cursos de Sucessão em Empresas Familiares, ESG Aplicado ao Transporte, Governança e Compliance, além da segunda edição do evento Mulheres no Transporte — Trajetórias que Inspiram. João Victor também detalhou os programas desenvolvidos em parceria com a Fundação Dom Cabral e instituições internacionais voltados à formação de lideranças e inovação no transporte. “O ITL tem a missão de transformar o setor pela qualificação. Quando investimos em gestão, a expectativa é que esse conhecimento retorne para as empresas em forma de resultados, inovação e responsabilidade”, afirmou. O diretor também anunciou novas turmas previstas para o segundo semestre, incluindo programas em gestão de negócios, recursos humanos, inteligência artificial e inovação aplicada ao transporte, além da realização do 6º Fórum ITL de Inovação do Transporte, previsto para setembro em Brasília. A

CNT quer entender percepção de empresários do transporte rodoviário de cargas sobre o cenário econômico e suas perspectivas

Índice CNT de Confiança do Transportador amplia alcance e inicia nova coleta em seis estados A CNT inicia hoje, 28 de maio, uma nova coleta do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, que acompanha a percepção dos empresários do setor sobre o cenário econômico, o ambiente de negócios e as suas expectativas para os próximos seis meses. Nesta edição, o levantamento amplia seu alcance. Além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo passam a participar da sondagem, fortalecendo a representatividade regional da pesquisa. As coletas serão realizadas até 14 de junho, em parceria com as federações estaduais do transporte, evidenciando a atuação conjunta da CNT e das entidades regionais na mobilização do empresariado e na geração de informações estratégicas para o setor de transporte e logística. Com apenas seis perguntas objetivas, o questionário pode ser preenchido em menos de cinco minutos. Todas as informações são tratadas de forma confidencial e agregada, sem identificação individual das empresas participantes. Os resultados consolidados da pesquisa serão divulgados no dia 25 de junho. O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas é um importante instrumento de acompanhamento das expectativas do setor desde 2023, permitindo identificar tendências econômicas, avaliar o ambiente de negócios e subsidiar o planejamento das empresas transportadoras. “Além de acompanhar o nível de confiança do empresariado, o levantamento ajuda a identificar tendências e desafios que impactam diretamente a atividade transportadora. A entrada de Minas Gerais e Espírito Santo amplia a abrangência da pesquisa e fortalece a leitura estadual, e agora em toda a região Sudeste, sobre o ambiente de negócios no transporte rodoviário de cargas”, afirma a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende. No Rio Grande do Sul, o levantamento conta com o apoio da FETRANSUL Acesse cnt.org.br/ict e participe!

Dúvidas sobre o CIOT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disponibilizou uma página exclusiva com informações, orientações e materiais relacionados ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O espaço reúne conteúdos sobre a obrigatoriedade de emissão do código, procedimentos operacionais, regulamentação aplicável e regras para cadastramento das operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. A iniciativa tem como objetivo auxiliar transportadores, contratantes e demais agentes do setor na adaptação às novas exigências, que passam a vigorar a partir de 24 de maio de 2026. Na página, também estão disponíveis os principais normativos e perguntas frequentes. Acesse o site:https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/cargas/ciot-para-todos-1