Transporte é apontado como aliado na proteção à infância em áreas remotas

Diretor do SEST SENAT destacou, no lançamento do Barco Infância Protegida, o papel do setor no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes O diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, destacou, nesta terça-feira (26), o potencial do setor de transporte para ampliar o alcance da rede de proteção à infância em regiões de difícil acesso do país. A declaração foi feita durante o lançamento do projeto Barco Infância Protegida, iniciativa apresentada pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), pelo SEST SENAT e pela Childhood Brasil, em Brasília, com foco no atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual no arquipélago do Marajó, no Pará. Durante a participação no evento, Vinicius Ladeira ressaltou que o transporte pode desempenhar papel estratégico na redução das distâncias geográficas e no fortalecimento das ações de proteção social em territórios isolados. Segundo ele, o engajamento do setor é fundamental para ampliar o alcance da iniciativa e mobilizar novas empresas em torno da causa. “O Estado, muitas vezes, encontra dificuldade para chegar às regiões mais remotas, mas, por meio do transporte, conseguimos reduzir essas distâncias. Nosso compromisso agora é levar essa informação a muitas empresas que também têm potencial para embarcar nesse importante projeto ”, afirmou. Vinicius Ladeira relembrou a trajetória de atuação do Sistema Transporte no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes por meio do Projeto Proteção, desenvolvido há dez anos em parceria com a Childhood Brasil. Segundo ele, a iniciativa contribuiu para mudar a percepção sobre o papel dos profissionais do transporte, ao reforçar a capacidade do setor de atuar como agente de conscientização, prevenção e defesa dos direitos da infância. O projeto Barco Infância Protegida prevê a implantação de uma unidade fluvial multifuncional para atendimento em comunidades ribeirinhas do Marajó. A embarcação deverá reunir, em um único espaço, serviços como escuta especializada, perícia criminal, acolhimento psicológico, atendimento de saúde, apoio às investigações e capacitação profissional. A proposta é reduzir a revitimização e ampliar o acesso à rede de proteção em áreas onde o deslocamento depende dos rios. Ao abrir o evento, o presidente do CNMP e procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a proteção da infância exige atuação conjunta e contínua das instituições e da sociedade. Ao abordar a realidade do Marajó, destacou que o isolamento geográfico e a dificuldade de acesso aos serviços públicos ampliam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes na região. “Mais do que uma embarcação, esta é uma iniciativa prática voltada à promoção de atendimentos integrados e humanizados a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual em comunidades distantes dos grandes centros urbanos”, afirmou. O vice-presidente da Childhood Brasil, Luiz de Alencar Lara, destacou a importância da mobilização conjunta entre instituições, empresas e sociedade civil para ampliar a proteção da infância em territórios vulneráveis. Segundo ele, iniciativas como o Barco Infância Protegida demonstram que o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes exige articulação, inovação e compromisso coletivo para fazer a rede de proteção chegar aonde ela é mais necessária. A iniciativa é fruto de cooperação entre o CNMP e a Childhood Brasil, com apoio do SEST SENAT, do Grupo Sada Logística, do Ministério Público do Estado do Pará e do Governo do Pará, além de outros parceiros institucionais e empresariais. A previsão é que a embarcação entre em operação em 2027. Durante o encontro, também foi lançado o painel Diagnóstico Marajó, ferramenta de inteligência de dados voltada à consolidação de informações sobre violência sexual infantil e vulnerabilidades sociais na região. Por Agência CNT Transporte Atual

Inclusão feminina ganha destaque em encontro de lideranças do transporte

Debates destacaram avanços na participação das mulheres e iniciativas voltadas à formação de novas profissionais para o setor Representando o Sistema Transporte no evento Elas no Transporte, a gerente executiva de Sustentabilidade, Gabriela Rizza, destacou a importância do fortalecimento da liderança feminina como vetor de transformação, inclusão e sustentabilidade para o setor. Ela abriu a Palestra “Liderança Feminina – Contribuindo com o legado de um setor em transformação”, durante a segunda edição do evento Elas no Transporte, realizada nesta quinta-feira (28), em São Paulo (SP). Durante sua participação, Rizza ressaltou que a ampliação da presença feminina no transporte é uma necessidade estratégica para o desenvolvimento das empresas e do próprio setor. “A ampliação da participação feminina vai além de uma pauta social. Ela também faz parte da resposta a um desafio estratégico do setor: formar, atrair e reter talentos para sustentar a transformação que o transporte brasileiro precisa viver nos próximos anos”, afirmou. A gerente ainda destacou avanços já observados na participação das mulheres no transporte. Atualmente, elas representam mais de 457 mil profissionais no setor, o equivalente a 18,2% da força de trabalho, com presença mais expressiva em áreas administrativas e nível de escolaridade superior ao dos homens. Rizza enfatizou que o compromisso com a equidade de gênero vem sendo incorporado de forma estruturada pelo SEST SENAT, tanto em suas políticas internas quanto nas iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional. Em 2025, as mulheres passaram a ocupar mais de 45% dos cargos de liderança da instituição, resultado de uma agenda permanente de promoção da diversidade e da inclusão. Também foi destacado o papel estratégico do SEST SENAT na formação e qualificação de mulheres para o transporte, por meio de programas e parcerias que ampliam oportunidades para o público feminino. No Programa de Aprendizagem, elas representam 49% dos participantes. Nos cursos técnicos, correspondem a 36% das matrículas. Já na educação a distância, respondem por 41,36% dos novos cadastros. No projeto Mais Motoristas, cerca de 2 mil das 6 mil pessoas inscritas são mulheres. “Esses dados mostram que há interesse, capacidade e mulheres dispostas a ocupar novos espaços no transporte. Nosso papel é contribuir para que essas oportunidades sejam reais, acessíveis e sustentáveis ao longo de toda a trajetória profissional”, destacou. Mulheres em foco Em sua segunda edição, o evento Elas no Transporte promove um ambiente de diálogo, networking e desenvolvimento voltado a mulheres que ocupam posições de liderança no setor. Reunindo executivas e tomadoras de decisão de diferentes empresas do segmento, o encontro, idealizado pelas empresárias Luciana Herszkowicz e Niege Chaves, busca ampliar conexões, compartilhar experiências e fomentar reflexões sobre inovação, liderança e transformação no transporte. A iniciativa também reforça a importância da presença feminina em um setor historicamente masculino, evidenciando a contribuição das mulheres para o avanço e a evolução da mobilidade no Brasil e no mundo. Por Agência CNT Transporte Atual

Senado aprova contrato de primeiro emprego com preservação de recursos do Sistema S defendida pela CNT

Texto cria regime permanente de contratação para jovens e trabalhadores sem experiência e preserva contribuições destinadas ao Sistema S O Plenário do Senado Federal aprovou, em votação simbólica realizada nessa quarta-feira (27), o substitutivo ao Projeto de Lei nº 5.228/2019, que institui o Contrato de Primeiro Emprego. A proposta segue agora para sanção presidencial. O texto cria um regime permanente voltado à inserção de jovens e trabalhadores sem experiência no mercado de trabalho. Durante a tramitação da matéria, foram preservados os recursos destinados ao Sistema S, ponto defendido pela CNT junto ao Congresso Nacional. A proposta altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e a Lei nº 8.212/1991, que trata do custeio da Previdência Social. Com isso, o Contrato de Primeiro Emprego passa a integrar de forma definitiva a legislação trabalhista brasileira, sem limitação de prazo. A medida estabelece condições diferenciadas para estimular a contratação de jovens, combinando redução de encargos para as empresas com a preservação de direitos trabalhistas e previdenciários. Entre os principais pontos da proposta, destacam-se: Com a aprovação da matéria, o país passa a contar com um novo instrumento de estímulo ao emprego juvenil, aliado à manutenção da estrutura de qualificação e assistência oferecida pelo Sistema S. Atuação da CNT A CNT atuou ao longo da tramitação do projeto para assegurar o avanço de uma legislação voltada à ampliação das oportunidades de ingresso de jovens no mercado de trabalho, sem comprometer a sustentabilidade do Sistema S. Durante as discussões, o Sistema Transporte defendeu a preservação das contribuições destinadas ao SEST SENAT, fundamentais para a manutenção dos serviços gratuitos de formação profissional, capacitação técnica, saúde e qualidade de vida oferecidos aos trabalhadores do transporte em todo o país. O SEST SENAT disponibiliza cursos presenciais e a distância gratuitos para os trabalhadores do setor, em áreas como logística, transporte de cargas e passageiros, gestão, segurança viária e qualificação de motoristas profissionais, ampliando as oportunidades de empregabilidade e desenvolvimento profissional no setor. O substitutivo aprovado incorporou parte dessas preocupações ao estabelecer ajustes moderados nas alíquotas inicialmente previstas, buscando equilibrar o incentivo à contratação com a preservação das receitas destinadas ao FGTS, à Previdência Social e ao Sistema S. A Confederação também defendeu que o novo modelo não comprometesse as cotas de aprendizagem e de contratação de pessoas com deficiência. O texto aprovado preserva modalidades já existentes, como os contratos de aprendizagem e estágio, evitando substituições indevidas. Histórico do projeto De autoria do senador Irajá (PSD-TO), o Projeto de Lei nº 5.228/2019 foi apresentado com o objetivo de instituir a chamada Nova Lei do Primeiro Emprego. A proposta original previa uma legislação específica e temporária, com vigência limitada a cinco anos. Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o texto foi amplamente reformulado e passou a incorporar o novo contrato diretamente à CLT e à Lei nº 8.212/1991. Ao retornar ao Senado Federal, o substitutivo foi relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Por Agência CNT Transporte Atual

CNJ acelera bloqueios judiciais e aumenta atenção necessária na gestão processual e financeira das empresas

Mudanças implementadas pelo CNJ permitem o cumprimento de ordens judiciais em poucas horas e ampliam o monitoramento de ativos financeiros das empresas Mudanças implementadas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no SISBAJUD (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário) exigem atenção redobrada das empresas, especialmente do setor de transporte e logística. O novo modelo permite que bloqueios judiciais sejam efetivados no mesmo dia da decisão e amplia o monitoramento de contas bancárias por períodos prolongados. A reformulação do sistema começou a ser estruturada em 2024, com a publicação da Resolução CNJ nº 584/2024 e da Portaria SEP nº 3/2024. Em maio deste ano, o Conselho firmou acordos com instituições financeiras para agilizar o cumprimento das ordens judiciais. Na prática, bloqueios que antes poderiam levar até dois dias úteis para serem efetivados agora podem ocorrer em poucas horas. Além disso, o chamado monitoramento contínuo permite que novos depósitos recebidos pela empresa também sejam retidos até a quitação da dívida. O tema é especialmente relevante para o setor transportador, uma vez que execuções trabalhistas, cobranças tributárias, ações indenizatórias, disputas contratuais e inadimplência com fornecedores podem resultar em bloqueios judiciais. Com a nova dinâmica, empresas podem ter valores bloqueados justamente no momento em que seriam destinados ao abastecimento da frota, ao pagamento de fretes, à manutenção de veículos, aos pedágios ou à folha salarial, gerando impactos operacionais imediatos. O cenário reforça a necessidade de mais atenção à gestão processual, financeira e de contingências jurídicas. Nesse contexto, torna-se ainda mais importante acompanhar processos judiciais de maneira permanente, revisar estratégias de gestão de passivos e garantir atuação jurídica célere em casos de bloqueios indevidos ou excessivos. A modernização do SISBAJUD acompanha a tendência de ampliação do uso de ferramentas tecnológicas pelo Poder Judiciário para localização de ativos, cumprimento de decisões judiciais e recuperação de créditos. Para as empresas de transporte, a prevenção, o monitoramento processual e a integração entre as áreas jurídica, financeira e operacional tornam-se fatores cada vez mais estratégicos para assegurar a continuidade, a segurança e a previsibilidade das operações. Por Agência CNT Transporte Atual

Sustentabilidade, inovação e resiliência logística pautam debates no estande do Sistema Transporte na TranspoAmazônia 2026

Programação reuniu especialistas para discutir descarbonização, transição energética, adaptação climática e eficiência na gestão do transporte e da logística O Sistema Transporte promoveu, nessa quinta-feira (28), durante a TranspoAmazônia 2026, em Manaus (AM), uma programação voltada aos desafios do transporte e da logística na região sob a perspectiva ESG (ambiental, social e de governança). Um dos espaços mais movimentados do evento, o estande do Sistema Transporte reuniu ativações que combinaram tecnologia, conscientização e acesso à informação. Os visitantes puderam utilizar óculos de realidade virtual para conhecer, de forma imersiva, as estruturas de uma Unidade Operacional do SEST SENAT. Também tiveram acesso aos óculos de alcoolemia, que simulam os efeitos da embriaguez e reforçam a importância da segurança viária. Outra atração foi o painel interativo do CNT DATA, que permitiu o acesso, em tempo real, a estudos e pesquisas desenvolvidos pela CNT. Já a dinâmica “Meu hábito, nosso planeta” convidou os participantes a relacionarem dados de suas rotinas operacionais e pessoais para a construção de um mapa múndi personalizado sobre hábitos e impactos ambientais. Paralelamente às ativações, a programação técnica reuniu especialistas para debater inovação, sustentabilidade, eficiência orçamentária e competitividade no transporte, temas alinhados às transformações em curso no setor. A agenda teve início com a palestra de Felipe Romera, CEO da Simple Carbo, sobre o tema “Dados que descarbonizam o transporte: Como transformar operação logística, custos e emissões em vantagem competitiva”. Com base no Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e em dados do SEEG Brasil/Observatório do Clima, o especialista destacou que o setor responde por cerca de 8% das emissões brutas nacionais, das quais 92,89% estão concentradas no modal rodoviário. Na sequência, Larissa Machado, analista de ESG do Sistema Transporte, e Marcelo Luís Schröder, diretor da Transportes Bertolini, discutiram o papel do transporte como agente de sustentabilidade. O painel apresentou o Projeto Itucumã, iniciativa de conservação ambiental que abrange mais de 180 mil hectares nos municípios amazonenses de Coari e Autazes. Segundo os participantes, o projeto captura anualmente mais de 904 mil toneladas de gases de efeito estufa, volume equivalente a uma capacidade de absorção cerca de 40 vezes superior às emissões geradas pela própria empresa transportadora. Além dos resultados ambientais, a iniciativa contribui para o desenvolvimento social das comunidades locais, com geração de emprego formal e apoio à implantação de infraestrutura básica, como acesso à água potável, internet e escolas. A adaptação das empresas de transporte às mudanças climáticas foi o foco da palestra de Wlliane Magna, analista da CNT. Ao apresentar os resultados da Sondagem CNT de Resiliência Climática no Setor de Transporte, a especialista destacou os impactos provocados por eventos extremos observados nos últimos anos, como as secas na região amazônica e as interrupções em rodovias e aeroportos no Sul do país. Entre as medidas apontadas pela CNT para ampliar a resiliência do setor estão a adoção de soluções de engenharia adaptativa em infraestruturas críticas, o fortalecimento de planos de contingência, a capacitação de equipes e a ampliação do acesso a linhas de financiamento voltadas à adaptação climática. Transporte sustentável No período da tarde, a programação contou com um painel dedicado ao Programa Despoluir, iniciativa que incentiva a adoção de práticas ambientalmente responsáveis pelas empresas transportadoras. Conduzido por Larissa Machado, Daniel Lima, coordenador do Despoluir da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), e Augusto Marinho, gerente geral de operações do Grupo Hat Logística, o debate destacou a atuação do Despoluir, reconhecido como o maior programa ambiental da iniciativa privada brasileira. Foram apresentados os resultados do monitoramento da qualidade do óleo diesel e das avaliações veiculares realizadas em campo, que geram laudos com validade legal e contribuem para a redução de custos operacionais e emissões de poluentes. Em seguida, Fabiano de Moura, instrutor do SEST SENAT, abordou as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e da Norma Regulamentadora nº 25 (NR-25). A apresentação alertou para os riscos jurídicos, operacionais e reputacionais associados à destinação inadequada de resíduos Classe I, como óleos lubrificantes e baterias, e reforçou a importância da economia circular para o reaproveitamento de materiais. Larissa Machado retornou à programação para debater a transição energética no transporte. Na ocasião, apresentou as ações da Coalizão dos Transportes pela Descarbonização, iniciativa coordenada pelo Sistema Transporte, Motiva, CEBDS e Insper, que reúne mais de 150 empresas. Segundo ela, o grupo já identificou 90 alavancas para redução das emissões, com foco na mudança da matriz modal, na ampliação do uso de biocombustíveis e na eletrificação da frota. Encerrando a agenda, Marcelo Angelim Britto, coordenador de Orçamento do SEST SENAT, ministrou a palestra “Orçamento como instrumento de maturidade empresarial”. O especialista apresentou indicadores que relacionam a maturidade em FP&A (Financial Planning and Analysis) a uma probabilidade 2,5 vezes maior de superação das metas de lucratividade. A participação do Sistema Transporte na TranspoAmazônia 2026 evidenciou a crescente integração entre sustentabilidade, inovação e gestão estratégica nos setores de transporte, logística e infraestrutura. Em uma região marcada por desafios geográficos e hidrográficos, a incorporação de tecnologia, planejamento e governança climática tem se consolidado como fator essencial para a competitividade e a eficiência operacional. Por Agência CNT Transporte Atual

Lideranças do transporte participam de visita técnica à Bertolini em Manaus

Na manhã desta quinta-feira (29), o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou de uma visita técnica promovida pela CNT às operações do Grupo Bertolini, em Manaus. A agenda reuniu empresários e lideranças do setor de transporte e logística com o objetivo de conhecer de perto a estrutura e a operação da empresa na região Norte. Durante a programação, os participantes visitaram o Estaleiro Beconal, a operação da AMBEV, a Bertolini Implementos Rodoviários, onde está localizada a fábrica de carretas da empresa, além do píer da Transportes Bertolini, que opera rotas entre Manaus, Belém e Santarém. A visita técnica proporcionou a troca de experiências e o conhecimento sobre as soluções logísticas utilizadas na região amazônica, destacando a importância da integração entre os diferentes modais para o desenvolvimento do transporte e da logística no país. Cardoso ressaltou o caráter pioneiro da trajetória construída pelo Grupo Bertolini ao longo de décadas, transformando desafios logísticos em oportunidades de desenvolvimento. Destacou ainda a integração entre os diversos negócios do grupo; transporte hidroviário, rodoviário, estaleiro, fabricação de implementos e operações logísticas, como um exemplo de visão estratégica e de eficiência operacional, que faz da empresa uma das maiores referências do setor de transportes e logística do Brasil Irani é presidente da Fetramaz e idealizador da TranspoAmazônia, iniciativa que se consolidou como um dos principais eventos de transporte e logística da região Norte.

Fetransul participa de agendas estratégicas do transporte em Manaus

O presidente Francisco Cardoso representou a Fetransul em agendas do setor de transporte e logística realizadas em Manaus, durante a TranspoAmazônia 2026, considerada a maior feira e congresso internacional de transporte e logística da região Norte. Entre os compromissos da programação, destacaram-se a Reunião de Diretoria da NTC&Logística, realizada no dia 27 de maio, a Reunião Ordinária da Seção II – do Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, no dia 28, além da 42ª Assembleia Geral da CIT, promovida nos dias 27 e 28 de maio. Também estiveram presentes nas agendas Paulo Ossani, vice-presidente da Fetransul e presidente da ABTI; Fernando Marini, presidente do Sindibento e vice-presidente da Fetransul; e Diego Tomasi, diretor da Fetransul e vice-presidente da ABTI. Durante a Reunião Ordinária da Seção II – do Transporte Rodoviário de Cargas, foram debatidos temas relevantes para o setor, entre eles o critério de cobrança de pedágios por eixo para caminhões, pauta sugerida pela Fetransul e que inclui discussões sobre as mudanças no modelo de cobrança nas novas concessões rodoviárias, especialmente na Rota Portuária da região sul do RS, nos trechos Camaquã/Jaguarão e Rio Grande/Santana da Boa Vista. Também estiveram em pauta temas como PEC 6×1, seguro RCV, CIOT, piso mínimo de frete e outros assuntos de interesse do transporte rodoviário de cargas. A programação reuniu operadores, autoridades e especialistas de diferentes modais de transporte para debates sobre infraestrutura, inovação, logística e desenvolvimento do setor, além de contar com feira de negócios, congresso internacional e painéis técnicos. Na imagem de capa: Representantes da Fetransul com Irani Bertolini, presidente da FETRAMAZ e idealizador da TranspoAmazônia

ITL inicia segunda turma de certificação internacional voltada à inovação no transporte

Lideranças do transporte rodoviário de cargas e passageiros participam de curso ministrado pela NOVA Executiva Education, considerada a melhor escola de negócios de Portugal O ITL iniciou, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, a segunda turma da Certificação Internacional em Inovação para o Transporte. Esta edição reúne 42 lideranças do transporte rodoviário de cargas e passageiros em uma formação ministrada pela NOVA Executiva Education, uma das cinco faculdades da Universidade Nova de Lisboa. Em 2026, a instituição alcançou a 9ª posição mundial em programas customizados de Educação Executiva no ranking do Financial Times, consolidando-se entre as líderes globais na formação executiva. Promovida pelo SEST SENAT e coordenada pelo ITL, a capacitação foi estruturada para apoiar o desenvolvimento estratégico das empresas de transporte e logística, com foco em inovação, produtividade e sustentabilidade. O programa busca preparar gestores para liderarem processos inovadores e ampliarem a competitividade do setor. Durante a abertura do curso, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, destacou o papel da educação na transformação do transporte brasileiro. “Acreditamos que, por meio da educação, vamos transformar o setor e contribuir para transformar o Brasil. Transportamos cargas, pessoas e também o PIB, em um segmento essencial para o desenvolvimento do país”, afirmou. O diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, ressaltou o impacto das capacitações promovidas pelo Instituto para o fortalecimento do transporte. “As turmas do ITL deixam um legado para o setor, independentemente do modal. Esse conhecimento se multiplica e acompanha as transformações do mercado, especialmente diante do avanço das novas tecnologias”, disse. Já a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, ministrou palestra magna sobre o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico e social do país. Durante a apresentação, ela enfatizou a relevância do setor para a economia brasileira. “A riqueza do Brasil passa, necessariamente, pelo transporte. Além de movimentar tudo o que é produzido no país e conectar milhões de pessoas diariamente, o setor gera riqueza, empregos e desenvolvimento. Somente no último ano, movimentou R$ 396 bilhões e empregou diretamente 2,9 milhões de pessoas”, destacou. O presidente da FETPESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) e vice-presidente do Conselho Regional de São Paulo do SEST SENAT, Mauro Artur Herszkowicz, também participou da abertura e incentivou os alunos a aproveitarem a experiência acadêmica. “Desejo que todos aproveitem ao máximo essa oportunidade e levem o conhecimento compartilhado ao longo do curso para o dia a dia das empresas e para o fortalecimento do setor rodoviário”, afirmou. Formação voltada à inovação A certificação foi desenhada para desenvolver competências técnicas e habilidades de liderança voltadas à inovação no transporte rodoviário de cargas e passageiros. A metodologia propõe uma jornada de aprendizagem personalizada, permitindo que cada participante desenvolva capacidades relacionadas à inovação, à gestão e à tomada de decisão estratégica. Entre os alunos da nova turma está o CTIO (Chief Technology and Innovation Officer, ou diretor de Tecnologia e Inovação) da WeSafety, startup do Grupo Águia Branca, Igor Quadros. Segundo ele, a expectativa é aplicar os conhecimentos adquiridos em soluções voltadas ao setor. “Espero ampliar o conhecimento em diferentes áreas e desenvolver projetos que possam ser aplicados de forma efetiva nas empresas, gerando benefícios concretos para o transporte”, afirmou. A coordenadora de Comunicação da Fetransul (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul), Indiara Teixeira, também destacou o potencial da formação para estimular soluções inovadoras. “Essa capacitação representa um importante espaço de troca, aprendizado e construção coletiva. O desenvolvimento dos projetos aplicados já desperta ideias e iniciativas que podem contribuir diretamente para o fortalecimento e a competitividade do transporte”, avaliou. A diretora de Tecnologia e Inovação da BBM Logística, Francieli Pietsch, que participou da primeira turma da certificação, ressaltou que a formação contribuiu para ampliar a capacidade de adaptação às transformações do setor. “O programa reforçou que a inovação não acontece de forma isolada. Ela nasce de ecossistemas fortes, de pessoas preparadas e de instituições comprometidas com o desenvolvimento do transporte”, afirmou. Excelência acadêmica Responsável pela condução do curso, a NOVA Executiva Education é uma das principais instituições de ensino da Europa. Em 2026, a escola alcançou a 9ª posição mundial em programas customizados de Educação Executiva no ranking do Financial Times, consolidando-se entre as líderes globais na formação executiva. Além disso, a instituição integra o seleto grupo de escolas de negócios que possuem a acreditação Triple Crown (EQUIS, AACSB e AMBA), reconhecimento internacional concedido às instituições de excelência em gestão e negócios. Outro diferencial da instituição é o Innovation Ecosystem, ambiente colaborativo que conecta empresas, startups, hubs de inovação, professores e alunos na construção de soluções voltadas a desafios complexos e sustentáveis, ampliando a experiência internacional dos participantes. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT defende transição gradual e segurança jurídica em debate sobre redução da jornada de trabalho

Representante do Sistema Transporte destacou impactos econômicos e operacionais de mudanças sem planejamento, especialmente para atividades essenciais e com funcionamento contínuo A CNT participou, nessa terça-feira (26), do CB Debate “Escala 6×1: Em busca de equilíbrio na jornada de trabalho”, promovido pelo Correio Braziliense. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, parlamentares e integrantes do Judiciário para discutir os impactos de uma eventual redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. Representando o Sistema Transporte, o gerente executivo de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo Melo, defendeu que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e regras de transição claras, considerando as especificidades de cada setor econômico. “A CNT é favorável ao debate, até porque os contratos de trabalho mudam de forma constante e temos a obrigação de discutir esse assunto permanentemente. Mas isso precisa ser feito com a cautela devida”, afirmou. Durante o evento, Toledo apresentou dados do estudo técnico Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes, coordenado pelo sociólogo e professor da USP José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro. Segundo o levantamento, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em 8,6% os custos com pessoal no setor. De acordo com o representante da CNT, a ausência de uma transição adequada pode ter efeitos significativos para a atividade transportadora. “Sem regras de transição claras, o impacto apenas no setor de transporte pode chegar a quase R$ 12 bilhões”, alertou. O estudo também aponta possíveis reflexos sobre inflação e informalidade. Atualmente, a taxa de informalidade no Brasil gira em torno de 40%, enquanto no setor de transporte permanece abaixo de 8%. Segundo Toledo, mudanças abruptas na jornada, sem ajustes estruturais e manutenção da produtividade, podem pressionar custos e afetar diretamente o poder de compra da população. “Se há redução de jornada e alteração de escalas sem mudanças compensatórias, existe um efeito econômico, que é a inflação. O trabalhador sentirá isso no poder de compra e poderá buscar novas formas de complementar renda, ampliando a informalidade”, argumentou. Outro ponto destacado pelo representante do Sistema Transporte foi o déficit de mão de obra qualificada no setor. Segundo ele, uma implementação acelerada das mudanças poderia comprometer a prestação de serviços essenciais à população. “Uma eventual redução abrupta da jornada, sem o necessário escalonamento de trabalhadores, teria consequências diretas para a população: menos ônibus nas ruas, considerando que 95% dos passageiros utilizam o transporte terrestre, além de aumento dos prazos e custos no transporte de cargas”, afirmou. O setor de transporte possui características operacionais específicas, como funcionamento contínuo e elevada dependência de mão de obra, fatores que exigem tratamento diferenciado no debate. Diante disso, a CNT defende que eventuais mudanças considerem os acordos coletivos e priorizem a preservação do emprego formal. Gilmar Mendes defende debate técnico e equilíbrio entre proteção social e economia O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, participou da abertura do CB Debate e ressaltou a importância de uma discussão técnica e plural sobre o tema. O magistrado citou o Tema 1.046 da repercussão geral, de sua relatoria, que consolidou o entendimento sobre a prevalência do negociado sobre o legislado em relação a direitos trabalhistas disponíveis. Segundo ele, o mecanismo fortalece as negociações coletivas e amplia a capacidade de adaptação das relações de trabalho às diferentes realidades setoriais. Gilmar Mendes afirmou ainda que o principal desafio do país é equilibrar proteção social e dinamismo econômico. “O desafio não é escolher entre um e outro, mas refletir sobre formas de compatibilizar esses dois vetores, respondendo aos legítimos anseios por melhores condições de trabalho sem desconsiderar os impactos sobre o emprego, a atividade produtiva e o crescimento da economia”, concluiu. Foto: Ed Alves/CB Por Agência CNT Transporte Atual

Em seminário do LIDE-MG, Vander Costa defende investimentos e multimodalidade no transporte

Durante debate sobre infraestrutura e mobilidade, Vander Costa destacou a integração entre modais, os desafios logísticos de Minas Gerais e os impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no transporte O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, participou, nesta segunda-feira (25), do seminário Cidades: Infraestrutura e Mobilidade, promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). Durante o painel Infraestrutura e Mobilidade Terrestre, o dirigente defendeu o fortalecimento da multimodalidade, a ampliação dos investimentos em infraestrutura e a análise dos impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no setor transportador. O encontro reuniu autoridades públicas, lideranças empresariais e especialistas para discutir os desafios da mobilidade urbana e da logística em Minas Gerais e no país. Em sua participação, Vander Costa defendeu um modelo de transporte integrado, baseado na interdependência entre os diferentes modais. “O Brasil precisa tratar o transporte como uma prioridade estratégica de Estado. Não existe competição entre modais, existe complementaridade. Um sistema logístico eficiente depende da integração inteligente entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, com planejamento, investimento e visão de longo prazo”, afirmou. Segundo o presidente do Sistema Transporte, a eficiência logística é fundamental para o crescimento econômico, a integração produtiva e a redução das desigualdades regionais. Nesse contexto, ele destacou a participação ativa da CNT na construção do PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), iniciativa voltada ao planejamento de longo prazo da infraestrutura nacional, com foco na integração modal, na redução do custo Brasil e na diminuição das emissões de poluentes. Ao abordar o cenário mineiro, Vander Costa ressaltou a relevância estratégica de Minas Gerais para a logística nacional. O estado concentra a maior malha rodoviária do país, com cerca de 272 mil quilômetros, o equivalente a 16% da malha nacional, mas ainda enfrenta desafios relacionados à capacidade, manutenção e modernização da infraestrutura. Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que 37,9% dos trechos avaliados em Minas Gerais foram classificados como regulares, enquanto 27,5% apresentaram condições ruins ou péssimas, reforçando a necessidade de investimentos em recuperação e ações emergenciais na malha estadual. Segundo estimativas da CNT, seriam necessários R$ 15,8 bilhões em obras de recuperação e outros R$ 11,9 bilhões em intervenções emergenciais. Outro tema debatido no painel foi o déficit de mão de obra qualificada no transporte e os possíveis impactos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho. De acordo com dados apresentados durante o encontro, a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais demandaria cerca de 240 mil novas contratações e gerar impacto de R$ 11,88 bilhões no longo prazo. “O transporte já convive com escassez de mão de obra e dificuldades de contratação, com 65,1% das empresas do setor enfrentando dificuldades para contratar motoristas. Por isso, mudanças na jornada de trabalho precisam considerar os impactos sobre a operação, os custos e a capacidade do setor de manter seus serviços”, afirmou Vander Costa. O painel contou ainda com a participação do secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais, Pedro Bruno; do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio; do presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Marco Aurélio Barcelos; do vice-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Emir Cadar; e da vice-presidente de Produtos da Wabtec, Daniela Rodrigues Ornelas. Por Agência CNT Transporte Atual