Deputados aprovam jornada de trabalho de 40 horas com duas folgas semanais

Proposta aprovada pela Câmara reduz jornada semanal, amplia o descanso remunerado e preserva negociação coletiva; CNT alerta para impactos no transporte e na logística A PEC aprovada pela Câmara dos Deputados reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e amplia o descanso remunerado. Pelo texto, a jornada será reduzida em duas horas 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. As duas horas restantes serão retiradas no prazo de um ano. O limite de trabalho de oito horas foi mantido. A proposta também amplia o repouso semanal remunerado para dois dias, sendo um deles preferencialmente aos domingos, o que viabiliza a adoção da escala 5×2. O substitutivo estabelece ainda que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial, seja nominal ou proporcional. A PEC ainda reforça o papel da negociação coletiva na adaptação das novas regras às diferentes realidades produtivas. Convenções e acordos coletivos poderão prever mecanismos de flexibilização e regimes compensatórios específicos, desde que seja garantida, na média mensal, a concessão de dois dias de descanso semanal remunerado. Permanece também assegurada a possibilidade constitucional de compensação de horários por meio de negociação coletiva, observando o novo limite de 40 horas semanais. Transição De acordo com o relatório aprovado, a primeira etapa da transição ocorrerá 60 dias após a promulgação da eventual emenda constitucional, quando a jornada semanal será reduzida de 44 para 42 horas. Nesse mesmo prazo, passará a valer o direito aos dois dias de descanso semanal remunerado. Após 12 meses da implementação inicial, entrará em vigor o limite definitivo de 40 horas semanais. Nos contratos da administração pública com dedicação exclusiva de mão de obra, a nova jornada deverá ser aplicada após aditamento contratual, em prazo máximo de até 12 meses. O texto também determina que, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, perderão validade as cláusulas de convenções e acordos coletivos incompatíveis com as novas regras. Durante o período de transição, acordos coletivos poderão autorizar a ampliação da jornada diária para viabilizar a redistribuição das 42 horas semanais previstas na etapa inicial da mudança, preservando os dois dias de descanso semanal. As regras de duração e controle de jornada não serão aplicadas aos chamados trabalhadores “hipersuficientes” — empregados com diploma de nível superior e remuneração acima de duas vezes e meia o teto do INSS —, salvo previsão expressa em acordo ou convenção coletiva ou decisão do empregador. CNT alerta para impactos no transporte O Sistema Transporte acompanha as discussões sobre mudanças na escala 6×1 e alerta para possíveis impactos sobre os serviços de transporte e logística, além de reflexos inflacionários na economia. A entidade defende que eventuais alterações sejam implementadas de forma gradual e preservem a negociação coletiva, considerando as especificidades operacionais de cada segmento econômico. Na última semana, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, alertou para os impactos diretos da proposta no setor de transporte durante audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. “Temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada”, afirmou. Estudo técnico intitulado “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, elaborado pelo sociólogo José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, aponta que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá gerar impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte no longo prazo. Segundo o levantamento, o efeito está relacionado ao aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. O estudo também aponta riscos de ampliação da informalidade e agravamento da escassez de mão de obra no setor. Escassez de mão de obra O cenário é agravado por um mercado de trabalho já pressionado. Atualmente, o transporte está entre os segmentos com maior proporção de trabalhadores contratados sob o regime da CLT, com índice superior a 50%. Ainda assim, levantamento da Confederação mostra que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. No transporte rodoviário de cargas, 44,6% das empresas possuem vagas abertas, e mais da metade delas registra mais de cinco postos não preenchidos. Já no transporte de passageiros, 53,4% relatam dificuldades na contratação. De acordo com estimativas do estudo, para manter o atual nível de serviço diante da redução da jornada e das novas escalas de trabalho, seria necessária a contratação de cerca de 240 mil trabalhadores adicionais, expansão que esbarra diretamente na escassez de mão de obra qualificada no setor. Próximos passos A PEC 221/2019 segue para apreciação do Senado Federal. A proposta deverá ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e, após aprovação do colegiado, o texto precisará ser votado em dois turnos pelo Plenário da Casa Legislativa. Convém ressaltar que está pronta para deliberação do Plenário do Senado a PEC nº 148/2015, que altera o inciso XIII do art. 7º da Constituição Federal, para reduzir a jornada de trabalho semanal. Os textos poderão tramitar de forma conjunta. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Por Agência CNT Transporte Atual
Sistema Transporte debate impactos da escala 6×1 durante reunião da Diretoria em Manaus

Presidente Vander Costa apresentou análise sobre os efeitos das propostas para o setor transportador; programação segue nesta quinta-feira (28) com reuniões das Seções da CNT O Sistema Transporte realizou, nessa quarta-feira (27), em Manaus (AM), a primeira reunião ordinária da Diretoria Estatutária da CNT de 2026, com a presença de dirigentes, federações e representantes do setor transportador para discutir pautas ligadas ao ambiente institucional, econômico e operacional do transporte brasileiro. Pela primeira vez, a Diretoria se reúne fora de Brasília, integrando a programação da TranspoAmazônia 2026, maior feira e congresso internacional de transporte e logística da região Norte. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que apresentou uma análise sobre os impactos das propostas de redução da jornada de trabalho e da chamada escala 6×1 para o setor transportador. A exposição abordou os projetos em tramitação no Congresso Nacional, os cenários de votação no Senado Federal e os reflexos previstos para diferentes modais do transporte brasileiro. Durante a reunião, Vander Costa alertou para os impactos econômicos estimados para o setor. Segundo estudo apresentado pela CNT, a medida pode representar um aumento de aproximadamente R$ 11 bilhões nos custos de mão de obra e provocar retração de até R$ 9,6 bilhões no PIB do setor. “O transporte não rejeita modernização. O setor já negocia jornadas, mas produtividade precisa vir antes de uma redução abrupta. Serviços essenciais exigem uma transição responsável, e o debate não pode ignorar a realidade operacional brasileira”, afirmou. O presidente também destacou que a posição da CNT é favorável à negociação coletiva, à transição gradual e ao respeito às características operacionais dos diferentes segmentos do transporte. “Empresa de transporte trabalha com lucro líquido de um dígito. Se houver aumento de custo de mão de obra, vai ter repasse”, disse. Após a abertura, os dirigentes acompanharam apresentações das áreas técnicas e institucionais do Sistema Transporte com atualização de projetos estratégicos, resultados operacionais, estudos setoriais e ações previstas para o segundo semestre de 2026. CNT O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, apresentou um panorama das principais pautas acompanhadas pela entidade nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Entre os destaques, estiveram a aprovação da Lei Raul Jungmann, voltada ao combate ao crime organizado e ao roubo de cargas; o avanço do Marco Legal do Transporte Público aprovado pelo Congresso Nacional; as discussões relacionadas às concessões rodoviárias e ferroviárias; e a atuação da Confederação nos tribunais superiores. Valter também antecipou a realização de uma nova edição do Fórum CNT de Debates com presidenciáveis, prevista para agosto. “Muito do nosso esforço é para evitar retrocessos. Às vezes, retirar um projeto da pauta dá mais trabalho do que defender uma proposição. O papel institucional da CNT é justamente garantir que o setor tenha voz nos três Poderes e evitar medidas que prejudiquem a operação do transporte no país”, afirmou. Na sequência, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, apresentou os principais estudos técnicos, pesquisas e projetos desenvolvidos pela entidade em 2026, incluindo ações voltadas a segurança viária, inovação, sustentabilidade e inteligência estratégica para o transporte. Entre os destaques, estiveram o Guia Viagem Segura 2026, os Balanços Setoriais 2025, a nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, prevista para junho, e o projeto O Transporte Move o Brasil, que consolidará propostas prioritárias do setor para as eleições presidenciais. “Além de movimentar R$ 12,7 trilhões do PIB brasileiro, o transporte também gera riqueza. O setor responde por quase R$ 400 bilhões da economia nacional. Nosso compromisso é transformar informação em inteligência estratégica para apoiar empresários, federações e sindicatos na construção de um transporte mais moderno, competitivo e sustentável”, afirmou. SEST SENAT Na apresentação do SEST SENAT, o diretor executivo nacional interino, Vinicius Ladeira, destacou os resultados alcançados pela entidade nas áreas de qualificação profissional, saúde, sustentabilidade e apoio às empresas do setor transportador ao longo do primeiro semestre de 2026. Segundo ele, os cursos presenciais atingiram 96,75% da meta prevista, enquanto a educação a distância superou os objetivos estabelecidos, alcançando 109,46% da meta. Na área de saúde, todas as especialidades — odontologia, fisioterapia, psicologia e nutrição — ultrapassaram as metas do período. Vinicius também apresentou iniciativas ligadas à agenda ESG e à segurança do trabalho, incluindo a criação de estruturas especializadas em saúde e segurança ocupacional nas Unidades do SEST SENAT e o apoio às empresas na adaptação às novas exigências da NR-1. “O que queremos é trazer tranquilidade operacional para as empresas do setor e ampliar o conhecimento sobre saúde e segurança do trabalho”, afirmou. O diretor ainda destacou as comemorações dos 10 anos do projeto Proteção, que contou com o lançamento de uma série documental no Globoplay e ações de conscientização em todo o país. “O setor de transporte faz parte da solução desse problema complexo e temos muito orgulho de participar dessa agenda positiva de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse. ITL Encerrando as apresentações, o diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística), João Victor Mendes, apresentou os principais resultados da instituição entre janeiro e maio de 2026. No período, o ITL capacitou 192 executivos, concedeu 114 certificações e beneficiou 100 empresas do setor transportador. A diretora adjunta da instituição, Eliana Costa, também esteve presente na reunião. Entre os destaques apresentados, estiveram os cursos de Sucessão em Empresas Familiares, ESG Aplicado ao Transporte, Governança e Compliance, além da segunda edição do evento Mulheres no Transporte — Trajetórias que Inspiram. João Victor também detalhou os programas desenvolvidos em parceria com a Fundação Dom Cabral e instituições internacionais voltados à formação de lideranças e inovação no transporte. “O ITL tem a missão de transformar o setor pela qualificação. Quando investimos em gestão, a expectativa é que esse conhecimento retorne para as empresas em forma de resultados, inovação e responsabilidade”, afirmou. O diretor também anunciou novas turmas previstas para o segundo semestre, incluindo programas em gestão de negócios, recursos humanos, inteligência artificial e inovação aplicada ao transporte, além da realização do 6º Fórum ITL de Inovação do Transporte, previsto para setembro em Brasília. A
CNT quer entender percepção de empresários do transporte rodoviário de cargas sobre o cenário econômico e suas perspectivas

Índice CNT de Confiança do Transportador amplia alcance e inicia nova coleta em seis estados A CNT inicia hoje, 28 de maio, uma nova coleta do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, que acompanha a percepção dos empresários do setor sobre o cenário econômico, o ambiente de negócios e as suas expectativas para os próximos seis meses. Nesta edição, o levantamento amplia seu alcance. Além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo passam a participar da sondagem, fortalecendo a representatividade regional da pesquisa. As coletas serão realizadas até 14 de junho, em parceria com as federações estaduais do transporte, evidenciando a atuação conjunta da CNT e das entidades regionais na mobilização do empresariado e na geração de informações estratégicas para o setor de transporte e logística. Com apenas seis perguntas objetivas, o questionário pode ser preenchido em menos de cinco minutos. Todas as informações são tratadas de forma confidencial e agregada, sem identificação individual das empresas participantes. Os resultados consolidados da pesquisa serão divulgados no dia 25 de junho. O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas é um importante instrumento de acompanhamento das expectativas do setor desde 2023, permitindo identificar tendências econômicas, avaliar o ambiente de negócios e subsidiar o planejamento das empresas transportadoras. “Além de acompanhar o nível de confiança do empresariado, o levantamento ajuda a identificar tendências e desafios que impactam diretamente a atividade transportadora. A entrada de Minas Gerais e Espírito Santo amplia a abrangência da pesquisa e fortalece a leitura estadual, e agora em toda a região Sudeste, sobre o ambiente de negócios no transporte rodoviário de cargas”, afirma a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende. No Rio Grande do Sul, o levantamento conta com o apoio da FETRANSUL Acesse cnt.org.br/ict e participe!
Dúvidas sobre o CIOT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disponibilizou uma página exclusiva com informações, orientações e materiais relacionados ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O espaço reúne conteúdos sobre a obrigatoriedade de emissão do código, procedimentos operacionais, regulamentação aplicável e regras para cadastramento das operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. A iniciativa tem como objetivo auxiliar transportadores, contratantes e demais agentes do setor na adaptação às novas exigências, que passam a vigorar a partir de 24 de maio de 2026. Na página, também estão disponíveis os principais normativos e perguntas frequentes. Acesse o site:https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/cargas/ciot-para-todos-1
ITL completa 13 anos com mais de 3,9 mil gestores do transporte qualificados em todo o país

Instituto consolida atuação em educação executiva, com impacto direto nas empresas e altos índices de satisfação entre os participantes O Instituto de Transporte e Logística completa 13 anos nesta sexta-feira (22) consolidado como referência nacional em educação executiva e inovação voltadas ao setor de transporte e logística. Ao longo de mais de uma década, a instituição tem ampliado o alcance de suas ações e mantido índices elevados de satisfação entre os executivos qualificados, com impacto direto na gestão das empresas. Por meio do Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT, já foram formados 3.922 gestores, distribuídos em 131 turmas realizadas em 16 cidades. Ao todo, 1.154 empresas de transporte e logística foram beneficiadas diretamente. Todos os cursos são gratuitos para gestores de empresas associadas ao Sistema Transporte. A qualidade da formação oferecida pelo Instituto também se reflete na avaliação dos participantes. Dados da Pesquisa de Encerramento de Curso do Programa Avançado de Capacitação do Transporte, com a participação de 735 egressos, entre todos os formados de 2015 a 2025, apontam NPS de 96,6, índice considerado de excelência, e nível de satisfação de 99,6%. Para o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, o principal diferencial do Instituto está na aplicação prática do conhecimento. “Os projetos desenvolvidos ao longo dos cursos são voltados à solução de desafios reais das empresas. Isso garante que o aprendizado ultrapasse a sala de aula e se traduza em melhorias efetivas na operação, na gestão e na tomada de decisões”, afirma. Os resultados da qualificação são percebidos diretamente nas empresas. À frente da Transpedrosa, o CEO Sérgio Pedrosa destaca a evolução dos colaboradores que participaram das formações. Segundo ele, houve ganho consistente em desempenho, visão de negócio e capacidade de execução, com reflexos na competitividade da empresa. “A melhora no desempenho foi evidente. Os projetos desenvolvidos foram úteis e aplicáveis, beneficiando diversas áreas, inclusive inovação e transformação digital”, afirma. Na Ghelere Transportes, a diretora executiva Joyce Filus também observa avanços a partir da capacitação contínua promovida pelo ITL. Segundo ela, o investimento na formação dos profissionais tem impulsionado a adoção de soluções mais consistentes e inovadoras. “Ter colaboradores se especializando é um propulsor de inovação. Conseguimos aplicar melhorias mais assertivas e transformar o conhecimento adquirido em resultados concretos para a empresa”, destaca. Já na LATAM Airlines, o coordenador de Estratégia Comercial Túlio de Souza ressalta a contribuição da formação para a identificação de oportunidades e priorização de iniciativas com impacto em receita e na experiência do cliente. Segundo ele, a Certificação Internacional Aviation Management, ofertada pelo ITL, foi determinante para conectar teoria e prática. “A vivência na empresa permitiu direcionar o projeto para soluções escaláveis, com foco na melhoria da jornada do cliente”, explica. Criado em 2013, o ITL foi estruturado com o objetivo de desenvolver lideranças e fortalecer a gestão das empresas de transporte, com formação alinhada às demandas do setor. Desde então, o Instituto tem ampliado sua atuação e consolidado seu papel como um dos principais centros de educação executiva voltados ao transporte no país, conectando conhecimento e prática para impulsionar a competitividade das organizações. Por Agência CNT Transporte Atual
ANTT publica nova portaria sobre o CIOT e mantém obrigatoriedade para todos a partir de 24 de maio

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera a Portaria SUROC nº 06/2026, responsável por regulamentar as regras de cadastramento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A atualização promove ajustes relacionados ao cadastramento e à operacionalização do sistema, porém mantém a obrigatoriedade do CIOT para todos os transportadores a partir do dia 24 de maio de 2026. Confira a portaria completa, clicando aqui. Fonte: NTC&Logística
Redução de jornada: presidente do Sistema Transporte defende regras especiais para os setores essenciais

Audiência na Comissão Especial da Câmara demonstra consenso empresarial pela negociação coletiva como alternativa à PEC 221/2019 A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou, nesta segunda-feira (18), audiência pública para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O encontro reuniu representantes das principais confederações patronais e foi presidido pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP), com a presença do autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo foi avaliar os limites e as possibilidades da medida sob a perspectiva do setor produtivo. O destaque da sessão foi a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que alertou para os impactos diretos da proposta no segmento. “No caso específico do transporte, temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada. Isso implicará aumento de custos e, consequentemente, inflação — o que pode reduzir o poder de compra do trabalhador”, afirmou. Vander Costa alertou, ainda, que qualquer mudança precisa ser feita com transição gradual e, sobretudo, por meio de negociação coletiva, para que empresas e trabalhadores encontrem soluções adequadas sem comprometer a oferta de serviços essenciais. De acordo com a CNT, o setor já opera com margens reduzidas e enfrenta escassez de mão de obra, o que torna inviável absorver custos adicionais sem repasse ao consumidor. “Se o custo do transporte aumentar, o preço dos produtos vai subir e vai gerar inflação. Isso significa perda do poder de compra para todos os trabalhadores”, destacou, defendendo que qualquer alteração seja feita de forma gradual e negociada coletivamente, garantindo equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas. A posição foi acompanhada por outras entidades. O diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, destacou que “a negociação coletiva é a palavra-chave”, lembrando que cada setor tem suas peculiaridades e que mudanças rígidas podem gerar impactos econômicos negativos. Já a advogada da diretoria Jurídica e Sindical da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Luciana Diniz Rodrigues, reforçou que “a média de jornada já está abaixo das 44 horas semanais graças às negociações coletivas”, alertando que engessar regras poderia prejudicar trabalhadores e ampliar a informalidade. Além da CNT, da CNI e da CNC, também participaram da audiência representantes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNSaúde (Confederação Nacional da Saúde), da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entre outros. Assista aqui a audiência na íntegra Sobre a PEC A Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi criada para analisar propostas de alteração na jornada de trabalho, como a PEC nº 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais em dez anos, e a PEC nº 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe uma semana de quatro dias com limite de 36 horas. Segundo o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), o colegiado seguirá com novos debates até a conclusão do relatório inicial, que será apresentado pelo deputado Leo Prates (REPUBLICANOS-BA) em 20 de maio. A votação do texto final está marcada para o dia 26 de maio. Debate ganha força nas páginas de opinião O tema também foi destaque nas páginas de opinião da imprensa. No artigo Redução da jornada exige debate sem improviso, originalmente publicado no portal Poder360, Vander Costa destacou a necessidade de conduzir mudanças na jornada de trabalho com equilíbrio e diálogo. “A questão central é como promover essas mudanças de forma sustentável e equilibrada, sem gerar efeitos colaterais indesejados sobre o emprego, os custos e o funcionamento da economia brasileira”, escreveu. No texto, o presidente do Sistema Transporte citou estudo que estima impacto de até R$ 27 bilhões no setor de transporte caso a jornada seja reduzida para 36 horas semanais, além da necessidade de contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais para manter o nível atual de serviço. Ele destacou que o transporte é uma atividade intensiva em mão de obra e absolutamente essencial para o funcionamento do país, alertando que modelos rígidos e uniformes tendem a desconsiderar as particularidades do setor. “O Brasil pode, sim, avançar na direção de jornadas mais equilibradas. Mas isso deve ser feito com planejamento, responsabilidade e diálogo entre trabalhadores, empresas e instituições”, concluiu. Por Agência CNT Transporte Atual
DNIT alerta para serviço de manutenção nas rodovias do Rio Grande do Sul a partir deste sábado (16)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que estão programados serviços na BR-101/RS, na BR-116/RS, na BR-158/RS, na BR-285/RS, na BR-287/RS na BR-290/RS, na BR-293/RS, na BR-392/RS, na BR-470/RS e na BR-471/RS, de sábado (16/5) até o domingo (24/5), em determinados trechos. Os locais contam com sinalização ostensiva, como placas indicativas e cones, visando à segurança e orientação aos usuários. Em caso de chuvas, os serviços podem ser adiados. Confira a programação de cada trecho: BR-101/RS De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 8h às 18h. – km 370,3 ao km 405,6 (Estreito e São José do Norte) – Execução de sinalização horizontal, serviços de roçada, limpeza de drenagem, limpezas de acostamento, caiação, sinalização, reparos localizados e demais serviços de manutenção, em ambos os sentidos. – km 405 – Instalação de balizadores. BR-116/RS De sábado a sexta-feira – 16/5 a 22/5 – das 7h às 17h. – km 0 ao km 183,8 (Vacaria – Nova Petrópolis) – Serviços de conservação rotineira, em ambos os sentidos. – km 96,2 (São Marcos – Caxias) – Interrupção parcial de pista, com liberação do tráfego por sistema semafórico operando 24 horas, em ambos os sentidos. – km 180,8 (Caxias – Nova Petrópolis) – Interrupção parcial de pista, com liberação do tráfego por sistema semafórico operando 24 horas, em ambos os sentidos. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 8h30 às 17h. – km 183,8 ao km 270,4 (Nova Petrópolis, Picada Café, Morro Reuter, Dois Irmãos, Ivoti, Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas, Porto Alegre) – Serviços de tapa-buracos e recolhimento de pneus e sucatas, em ambos os sentidos. – km 213 ao km 229 (Morro Reuter e Dois Irmãos) – Serviços de sinalização horizontal, sentido capital – interior. – km 217 ao km 218 (Morro Reuter) – Serviços de aplicação de CBUQ, no sentido capital – interior – km 236,8 ao 241,6 (Novo Hamburgo e São Leopoldo) – Serviços de limpeza de passarela. – km 240 ao km 247 (São Leopoldo) – Serviços de roçada, caiação, limpeza de canaletas e meio-fio, em ambos os sentidos. – km 254 ao km 261 (Novo Hamburgo e São Leopoldo) – Serviços de roçada, caiação, limpeza de canaletas e meio-fio, em ambos os sentidos. SERVIÇOS NOTURNOS De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 20h30 às 23h – km 250,8 ao km 270,4 (Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e Porto Alegre) – Serviços de limpeza no eixo da pista do dispositivo de segurança New Jersey, em ambos os sentidos. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h às 17h. – km 276,6 ao km 299,4 (Porto Alegre, Eldorado do Sul e Guaíba) – Tapa-buracos, conforme necessário, e serviços de conservação rotineira, em ambos os sentidos. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 8h às 17h. – km 299,4 ao km 400,5 (Guaíba, Barra do Ribeiro, Tapes e Camaquã) – Recolhimento de lixos, detritos e resíduos, em ambos os sentidos. – km 355 ao km 365 (Tapes) – Limpeza e caiação de meio fios, new jersey, paradas de ônibus e calçadas, tapa-buracos emergenciais, em ambos os sentidos. – km 400,5 ao km 360 (Camaquã e Tapes) – Serviço de roçada, no sentido interior – capital. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h às 17h – km 513,5 ao km 529,4 (Contorno de Pelotas) – Serviços de roçada, limpeza de drenagem, limpezas de acostamento, caiação, sinalização, limpeza das valetas de drenagens dos viadutos e demais serviços de manutenção, em ambos os sentidos. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h30 às 17h – km 529,4 ao km 659,9 (Pelotas a Jaguarão) – Serviços de roçada, limpeza de drenagem, reparos de acostamento, caiação, sinalização e demais serviços de manutenção, em ambos os sentidos. De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 8h às 18h. – km 659,9 ao km 660,3 (Ponte sobre o Rio Jaguarão/Fronteira BR-UY) – Serviços de melhoria do pavimento de concreto, substituição das juntas de dilatação do pavimento, instalação de dispositivos redutores de velocidade (lombadas), limpeza dos arcos e prédio da Receita Federal, execução dos serviços de caiação e manutenção das placas do canteiro central. Tráfego operando no sistema Pare e Siga 24h. BR-158/RS De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h30 às 18h. – km 264 ao km 324 (Júlio de Castilhos, Itaara e Santa Maria) – Serviços de conservação rotineira e tapa-buracos, em ambos os sentidos. – km 285 ao km 287 (Júlio de Castilhos) – Serviços de restauração de pista. – km 320 ao km 306 (Santa Maria e Itaara) – Serviços de limpeza de vegetação e contenção de taludes, previsão de Pare e Siga de 30 minutos, quando houver máquinas na pista. – km 320 ao km 324 (Santa Maria) – Serviços de recomposição de pista. BR-285/RS De sábado a sexta-feira – 16/5 a 22/5 – das 7h às 17h. – km 16,4 ao km 186,2 (São José dos Ausentes e Lagoa Vermelha) – Serviços de conservação rotineira, em ambos os sentidos. BR-287/RS De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h30 às 18h. – km 329 ao km 408 (São Vicente do Sul, Jaguari e Santiago) – Serviços de conservação, em ambos os sentidos. – km 353,9 (Jaguari) – Pista em Pare e Siga para execução de obras de contenção de encostas. – km 356 (Jaguari) – Serviços de recomposição de pista. – km 368 (Nova Esperança do Sul) – Pista em Pare e Siga para execução de obras de contenção de encostas. – km 372 (Nova Esperança do Sul) – Pista em Pare e Siga para execução de obras de contenção de encostas. – km 408,8 ao km 533,1 (Santiago, Unistalda e São Borja) – Serviços de conservação rotineira, em ambos os sentidos. BR-290/RS De segunda-feira a sábado – 18/5 a 23/5 – das 7h às 17h. – km 112,3 ao km 228 (Eldorado do Sul,
Fazenda eleva para 4,5% estimativa de inflação com guerra e petróleo

Projeção para crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 2,3% O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção de inflação para este ano, levando a estimativa oficial ao limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A revisão consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% neste ano e em 2,6% para 2027. O documento traz previsões para a economia que orientam a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. Previsto para ser enviado ao Congresso na sexta-feira (22), o relatório orienta a execução do Orçamento federal, com indicações de bloqueios (cortes para cumprir os limites de gastos) e contingenciamentos (congelamento de recursos para cumprir a meta de superávit primário). Inflação revisada Segundo a equipe econômica, a principal pressão veio da disparada do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informa a Secretaria de Política Econômica no relatório. O governo afirmou, porém, que parte desse impacto deverá ser amenizada pela valorização do real e por medidas adotadas para reduzir o repasse dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, destacou o documento. Com a revisão, a projeção oficial ficou exatamente no teto do sistema de metas contínuas de inflação, que estabelece centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Para 2027, a estimativa de inflação também foi elevada, passando de 3% para 3,5%. PIB mantido Apesar da deterioração do cenário inflacionário, o Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento econômico para este ano. Para 2027, a expectativa também foi preservada em 2,6%, patamar que a equipe econômica projeta para os anos seguintes. A avaliação da equipe econômica é de que o ritmo da atividade deverá desacelerar nos próximos trimestres em razão dos efeitos da política monetária restritiva, mas com retomada gradual no fim do ano. “No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição”, informa a SPE. O governo prevê desaceleração mais forte nos segundo e terceiro trimestres, seguida de recuperação parcial da indústria no fim do ano. Mercado diverge As estimativas do governo seguem mais otimistas do que as do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas projetam inflação de 4,92% neste ano e crescimento econômico de 1,85%. A Secretaria de Política Econômica afirmou que acompanha os riscos internacionais, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho brasileiro como fator de sustentação da atividade. Ganho de arrecadação A alta do petróleo também deverá reforçar as receitas do governo federal. De acordo com cálculos da Secretaria de Política Econômica, o choque nos preços da commodity pode elevar a arrecadação em cerca de R$ 8,5 bilhões por mês. O cálculo considera receitas provenientes de royalties, dividendos, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Exportação ligados ao setor petrolífero. “O ganho arrecadatório viabiliza uma resposta fiscal firme e responsável, aliada da política monetária e do compromisso com a consolidação em curso”, destaca a SPE. Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vale-pedágio por placa avança e chega ao Rio Grande do Sul

Vale-pedágio obrigatório por placa passa a operar no Rio Grande do Sul com a entrada da CSG e amplia a digitalização do transporte rodoviário de cargas. Integrado pela plataforma MeuPedágio e alinhado às diretrizes da ANTT, o modelo substitui meios físicos por identificação veicular e avança para tornar a operação mais simples, segura, interoperável e eficiente. O Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) por placa segue avançando no Brasil e chega ao Rio Grande do Sul, ampliando a presença do novo modelo de cobrança digital no transporte rodoviário de cargas. A operação no estado agora conta com a participação da Caminhos da Serra Gaúcha – CSG, concessionária que administra 271 km de rodovias entre o Vale do Caí e Serra Gaúcha, e ocorre no contexto da expansão da solução MeuPedágio, plataforma responsável pela interoperabilidade do vale-pedágio por identificação veicular. O modelo permite que o benefício seja vinculado diretamente à placa do caminhão, eliminando a necessidade de cartões, tags ou outros dispositivos físicos. A implementação está sendo conduzida juntamente com as Fornecedoras de Vale-Pedágio Obrigatório (FVPOs homologadas), conforme as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e contempla a validação dos fluxos operacionais em ambiente real, incluindo emissão, integração sistêmica e autorização de passagem nas praças de pedágio. Segundo Eder Leonidas, diretor de negócios da MeuPedágio, a chegada ao estado representa mais um passo importante na consolidação do modelo. “A expansão para o Rio Grande do Sul reforça que o projeto está evoluindo de forma estruturada. Estamos avançando com responsabilidade, garantindo que cada etapa seja implementada com segurança operacional e aderência regulatória, sempre com foco em simplificar a jornada do transportador”, afirma. Para Alexandre Cavenaghi, gerente de pesquisa e inovação da CSG, a iniciativa reflete o compromisso da concessionária com a evolução do setor. “Aqui na CSG, nós abraçamos a inovação sempre com muita responsabilidade e com o olhar voltado para o nosso cliente. A chegada do vale-pedágio por placa é mais um passo nessa direção, buscando tornar a experiência nas rodovias mais simples e eficiente”, destaca. Novas etapas de implantação já estão em andamento, com a expansão do modelo prevista para avançar progressivamente em outras rodovias ao longo dos próximos meses. A chegada ao Rio Grande do Sul reforça a construção de um ecossistema rodoviário mais digital, interoperável e eficiente, trazendo ganhos relevantes para embarcadores, transportadores e caminhoneiros em todo o país. Fonte: valor.globo.com – Por Dino – São Paulo Foto: Inteligência Artificial – ChatGPT