Agenda Brasil Mais Competitivo destaca infraestrutura logística como prioridade para reduzir o Custo Brasil

Sistema Transporte participa do lançamento da iniciativa do MDIC e reforça a necessidade de ampliar investimentos em logística para aumentar a competitividade da economia brasileira O Sistema Transporte participou, nesta quarta-feira (24), do lançamento da Agenda Brasil Mais Competitivo, iniciativa do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que reúne 24 projetos voltados ao fortalecimento da competitividade da economia brasileira. Durante a cerimônia, o diretor de Relações Institucionais do Sistema Transporte, Valter Souza, destacou que o fortalecimento da infraestrutura logística é condição essencial para reduzir os custos de transporte, aumentar a eficiência da matriz logística e impulsionar o desenvolvimento econômico do país. “A gente precisa de um Brasil mais competitivo no setor de logística. Nos últimos dez anos, a expansão da malha rodoviária cresceu apenas 1%, enquanto a frota de carros e caminhões aumentou 50%. Por isso, precisamos de mais investimentos”, afirmou. Valter Souza também chamou atenção para a elevada dependência do transporte rodoviário na movimentação de cargas. Atualmente, cerca de dois terços das cargas transportadas no Brasil utilizam as rodovias, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura logística. “Temos uma participação muito elevada do transporte rodoviário de cargas. Precisamos de um programa logístico eficiente, capaz de reduzir gargalos, ampliar a capacidade de transporte e tornar o Brasil mais competitivo. É nesse sentido que a CNT trabalha diariamente”, ressaltou. Na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a competitividade deve ser tratada como uma política permanente de Estado. “O Brasil não pode prescindir de uma agenda como essa. Quando há hesitação em um tema estratégico como a competitividade, os prejuízos são significativos e a recuperação demanda muitos anos”, disse. Agenda Brasil Mais Competitivo A Agenda Brasil Mais Competitivo sucede o programa de Redução do Custo Brasil. Segundo o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, a nova carteira de projetos foi construída em diálogo com a sociedade e o setor produtivo para melhorar o ambiente de negócios, elevar a produtividade e reduzir entraves ao desenvolvimento econômico. A iniciativa está estruturada em três eixos: infraestrutura, acesso a insumos básicos e ambiente jurídico-regulatório. No eixo de infraestrutura, estão previstas ações para modernizar a logística nacional, eliminar gargalos e estimular investimentos em setores estratégicos. A Agenda também adota a competitividade como conceito central para o desenvolvimento econômico, considerando fatores institucionais, regulatórios, logísticos, tributários e financeiros. Por Agência CNT Transporte Atual
Prêmio CNT de Jornalismo 2026 abre inscrições para reportagens sobre o transporte brasileiro

Com o tema “Sempre em movimento”, edição reconhece trabalhos que evidenciam a contribuição do transporte e da logística para o desenvolvimento do país Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2026, uma das principais iniciativas de reconhecimento à produção jornalística voltada ao setor de transporte e logística. Com o tema Sempre em movimento, a edição deste ano convida profissionais da imprensa a retratarem a dinâmica do transporte brasileiro e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da premiação entre 24 de junho e 7 de agosto de 2026, até as 18 horas. Podem concorrer trabalhos jornalísticos publicados ou veiculados entre 13 de agosto de 2025 e 7 de agosto de 2026 que abordem temas relacionados ao transporte e à logística. O resultado será divulgado em novembro de 2026. O conceito da campanha destaca o transporte como um dos motores do crescimento do Brasil e reforça a importância do jornalismo na cobertura de um setor essencial para a economia e para a vida da população. A proposta é reconhecer reportagens que deem visibilidade aos desafios, às inovações e aos impactos do transporte, contribuindo para ampliar o debate sobre temas estratégicos para o desenvolvimento nacional. O Prêmio CNT de Jornalismo tem sete categorias: Os vencedores de cada categoria receberão R$ 35 mil e concorrerão ao Grande Prêmio CNT, no valor de R$ 60 mil, destinado ao melhor trabalho inscrito entre todas as categorias. A seleção dos vencedores ocorrerá em duas etapas. Na primeira, uma comissão técnica formada por jornalistas especializados avaliará os trabalhos e definirá os finalistas. Na segunda, uma banca julgadora composta por profissionais de destaque da imprensa nacional e por um especialista em transporte escolherá os vencedores. Entre os critérios de avaliação estão: O regulamento completo, os requisitos de inscrição e as orientações específicas para cada categoria estão disponíveis no site oficial do Prêmio CNT de Jornalismo. Por Agência CNT Transporte Atual
STF suspende punições da NR-1 psicossocial por 90 dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu hoje a eficácia sancionatória dos dispositivos da NR-1 que tratam de riscos psicossociais no trabalho. Por 90 dias, ficam proibidas autuações, multas e outras penalidades baseadas exclusivamente nesses itens da norma. A decisão vale para todas as empresas do país, incluindo as do setor de transporte. O STF encaminhou o caso para tentativa de solução consensual com o governo federal dentro desse prazo de três meses. Atenção: a NR-1 não foi revogada. Está suspensa a possibilidade de punição com base na disciplina psicossocial. O SEST SENAT já oferece curso sobre NR-1 e riscos psicossociais para empresas do transporte. A CNT segue acompanhando de perto o tema. Em breve, mais informações em: cnt.org.br CNT / SEST SENAT / ITLSistema Transporte
Relatório da MPV do CIOT é aprovado pela Câmara dos Deputados e segue para deliberação do Senado Federal

Proposta estabelece o CIOT para todos, trata das multas e cria piso salarial para motoristas empregados A comissão mista responsável pela análise da MPV (Medida Provisória) nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, e o Plenário da Câmara dos Deputados aprovaram, na quarta-feira (17/06), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 6/2026. A transformação da medida provisória em projeto de lei ocorreu em razão das alterações promovidas pelos parlamentares. O texto segue agora para votação do Plenário do Senado Federal. O relatório amplia significativamente o alcance da MP original e promove mudanças relevantes nas regras do transporte rodoviário de cargas. O Sistema Transporte acompanhou a tramitação da proposta e atuou em pontos sensíveis para o setor. Contudo, a matéria aprovada impacta negativamente os transportadores brasileiros em diversos aspectos. Um dos pontos importantes do texto é a obrigatoriedade do cadastramento de todas as operações de transporte com a emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). O código deverá reunir informações sobre contratantes, valores de frete e prazos de pagamento, ampliando os mecanismos de controle e fiscalização das operações. O relatório também institui um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas profissionais empregados que atuem em operações de longa distância. Piso Mínimo de Frete O texto estabelece critérios mais detalhados para o cálculo dos pisos mínimos, determina atualizações periódicas da tabela e prevê indenização nos casos de pagamento de frete abaixo do valor mínimo estabelecido. Nessas situações, o contratante poderá ser obrigado a pagar o equivalente ao dobro da diferença devida. As penalidades previstas incluem multas, suspensão temporária e até o cancelamento do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). O projeto também responsabiliza plataformas digitais e aplicativos que ofertarem fretes abaixo do piso. Transportadores autônomos Pelo texto aprovado, órgãos da administração pública federal deverão buscar destinar até 30% de suas demandas anuais de transporte aos transportadores autônomos de cargas. A proposta também estabelece que o recolhimento da contribuição previdenciária poderá ser feito pelo autônomo ou pelo contratante. O pagamento do valor ao autônomo deverá ser feito em duas etapas, com adiantamento mínimo de 70% do valor do frete no momento da contratação e quitação integral em até 3 dias úteis após a entrega da carga. Além disso, multas administrativas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento do piso mínimo de frete ou por excesso de peso por eixo poderão ser convertidas em advertências de caráter orientativo, desde que não haja comprovação de fraude. O texto também prevê a anulação de multas relacionadas a manifestações e bloqueios realizados em 2022. Enquanto a medida provisória estabelecia prazo de 7 dias para a edição dos atos necessários à sua implementação, o PLV amplia esse período para até 180 dias, permitindo que a ANTT e o Poder Executivo promovam a regulamentação das novas regras. Por Agência CNT Transporte Atual
CCJC da Câmara aprova admissibilidade de PEC que trata do tempo de descanso do motorista profissional

Proposta reconhece a prevalência da negociação coletiva e busca adequar a legislação à realidade operacional do transporte rodoviário e as demandas dos motoristas A CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 22/2025, que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional. A presidência da Câmara dos Deputados deverá criar uma Comissão Especial para tratar do mérito da matéria. A Proposta de Emenda à Constituição já foi aprovada pelo Senado Federal. A proposta tem como objetivo ampliar a segurança jurídica para trabalhadores e empresas do setor, adequando a legislação às condições reais de operação do transporte rodoviário brasileiro, especialmente no que tange ao tempo de descanso e ao acúmulo das horas, além das regras para duplas de motoristas no transporte coletivo de passageiros. O texto reconhece a prevalência das convenções e dos acordos coletivos de trabalho na regulamentação da jornada dos motoristas profissionais. Com isso, passa a permitir o fracionamento do descanso diário em viagens de longa distância, desde que seja assegurado um período mínimo de 8 horas ininterruptas de repouso. A PEC nº 22/2025 foi construída em diálogo com representantes dos trabalhadores, empregadores, governo federal, Senado Federal e representantes dos caminhoneiros autônomos e o Sistema Transporte. O tema integra a agenda institucional prioritária da CNT em 2026 e é considerado estratégico para a modernização das relações de trabalho no transporte. A discussão ganhou força após o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5322 pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que analisou dispositivos da Lei do Motorista (Lei nº 13.103/2015). Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes reconheceu a validade das negociações coletivas firmadas entre empresas e trabalhadores, com base no artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal. Apesar desse entendimento, empresas do setor continuaram sendo autuadas por órgãos fiscalizadores em situações envolvendo o fracionamento do descanso diário de 11 horas, mesmo quando a prática estava prevista em acordos coletivos. O cenário passou a gerar insegurança jurídica para transportadores e profissionais da categoria. Originária do Senado Federal, a proposta recebeu contribuições da CNT ao longo de toda a tramitação, consideradas fundamentais para a construção de um texto de consenso entre os diversos atores envolvidos. Alguns dos pontos defendidos pelo Sistema Transporte são a promoção da segurança viária, a proteção da saúde dos motoristas e a observância da jurisprudência do STF, em consonância com o princípio constitucional de valorização da negociação coletiva. Por Agência CNT Transporte Atual
Escassez de motoristas desafia o futuro do transporte rodoviário de cargas, destaca CNT em seminário

Pesquisa da Confederação mostra que 65,1% das transportadoras apontam a falta de motoristas como principal dificuldade de contratação A escassez de motoristas profissionais e a jornada de trabalho tem se consolidado como um dos principais desafios para a sustentabilidade e a competitividade do TRC (transporte rodoviário de cargas) no Brasil. O tema foi destaque da apresentação da diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, durante o painel O futuro do TRC já começou: Escassez de mão de obra, novas relações de trabalho e os impactos para o setor, realizado no XVI Seminário sobre Relações Trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas. Ao apresentar o panorama do segmento, Fernanda Rezende destacou a importância estratégica do TRC para a economia nacional. Dados apresentados pela diretora mostram que 65,1% das empresas apontam a função de motorista como a de maior carência de profissionais, enquanto 44,6% afirmam possuir vagas em aberto. O modo responde por 64,85% da matriz de transporte de cargas, concentra 44% da receita setorial e mantém 1,3 milhão de vínculos ativos de trabalho no transporte rodoviário de cargas, tendo gerado 47.440 novos postos de emprego em 2025. A diretora executiva também compartilhou resultados da pesquisa Perfil e Preferências dos Caminhoneiros em Relação às suas Atividades Profissionais, realizada em 2025, com 800 profissionais de todo o país. O levantamento trouxe informações sobre jornadas de trabalho, períodos de descanso, quilometragem percorrida e preferências dos trabalhadores em relação à organização das atividades, contribuindo para qualificar o debate sobre as transformações nas relações de trabalho e os impactos das decisões regulatórias para o setor. “Os dados evidenciam que a escassez de mão de obra é uma realidade constante para o transporte rodoviário de cargas e exige atenção de todo o setor. É fundamental que as discussões sobre relações de trabalho e eventuais aperfeiçoamentos regulatórios considerem evidências, os impactos econômicos e a necessidade de garantir condições que preservem a competitividade das empresas e a atratividade da profissão”, afirmou Fernanda Rezende. O painel contou ainda com a participação de Julio Ramos, pesquisador e sócio-fundador da startup Trucker, que abordou o perfil da categoria e as novas formas de contratação; de Narciso Figueirôa Júnior, assessor jurídico da NTC&Logística, da FETCESP (Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo) e do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), que discutiu os impactos para as transportadoras e embarcadores; e de Adilson Boaretto, assessor jurídico da FTTRESP (Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo) e da CNTTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres), que tratou dos reflexos desse cenário para as negociações coletivas e para a formulação de políticas públicas voltadas ao transporte rodoviário de cargas. A mediação foi conduzida pela desembargadora Tereza Aparecida Asta Gemignani, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região. Por Agência CNT Transporte Atual
Setor de transportes interrompe queda e avança na Pesquisa Mensal de Serviços, aponta CNT

Boletim de Conjuntura Econômica de junho destaca corte da Selic, alívio na tensão sobre os combustíveis e desafios para o cenário econômico O setor de transporte voltou a crescer em abril, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) analisados pela CNT. Após recuar 1,6% em março, a atividade avançou 0,9% no mês seguinte, impulsionada principalmente pelo transporte aéreo e pelos serviços de armazenagem e atividades auxiliares aos transportes. Os dados integram a edição de junho do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT, divulgado nesta sexta-feira (19), que reúne os principais indicadores com impacto sobre o transporte brasileiro. Apesar das oscilações mensais, o transporte segue operando em patamar superior ao observado antes da pandemia. O volume de serviços do setor permanece 19,2% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, evidenciando a expansão acumulada ao longo dos últimos anos. No transporte de cargas, o nível de atividade está 35,8% acima do período pré-pandemia, enquanto o transporte de passageiros opera 4,7% acima daquele marco. Outro ponto de atenção para o transporte é o comportamento dos preços. Em maio, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,72%, voltando a superar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Ainda assim, o grupo Transportes registrou queda de 0,46% no mês, influenciado principalmente pelo recuo dos combustíveis. O óleo diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, apresentou redução de 2,34% em maio após as fortes altas observadas nos meses anteriores. Embora o movimento represente um alívio para os custos operacionais das empresas, o combustível ainda acumula elevação de 14,51% nos últimos 12 meses. A publicação destaca ainda que a produção nacional de petróleo alcançou nível recorde em março de 2026, com aproximadamente 131,7 milhões de barris produzidos no mês, crescimento de 17,0% na comparação anual. Para o transporte, a ampliação da produção nacional é um fator relevante para o abastecimento energético e para o acompanhamento dos custos relacionados aos combustíveis. Redução da Selic e avanço do PIB No campo monetário, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano em 17 de junho, promovendo o terceiro corte consecutivo dos juros básicos. “Para o setor transportador, o corte gradual da taxa Selic tende a favorecer o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros relacionados ao capital de giro e aos investimentos em renovação e ampliação de frota. No entanto, reduções nas próximas reuniões do Copom dependerão do comportamento da inflação”, destaca a gerente de economia, Fernanda Schwantes. Em relação à atividade econômica, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre anterior, alcançando R$ 3,25 trilhões, e registrou crescimento de 1,8% frente ao mesmo período de 2025. O setor de transporte, armazenagem e correio apresentou retração de 0,7% na comparação trimestral, mas manteve crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O Boletim também destaca que o consumo das famílias continuou sendo o principal componente da demanda, enquanto os investimentos recuaram 1,4% no período. Em contrapartida, as exportações cresceram 7,4%, contribuindo para sustentar a atividade econômica no início do ano. Por Agência CNT Transporte Atual
ITL conclui primeira turma do curso executivo Gestão de Ativos

Capacitação ministrada pela Abraman formou lideranças do transporte para aprimorar a gestão de recursos e a eficiência operacional das empresas O ITL encerrou, nesta quinta-feira (18), em São Paulo (SP), a primeira turma do curso executivo Gestão de Ativos. Ao todo, 41 lideranças de empresas de transporte e logística se formaram na capacitação ministrada pela Abraman (Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos). Durante a solenidade de encerramento da turma, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, ressaltou a importância da gestão de ativos para o fortalecimento das empresas do setor e para a competitividade do transporte brasileiro. Segundo ele, a qualificação é um fator essencial para aprimorar processos, elevar a eficiência operacional e ampliar a capacidade de tomada de decisão das lideranças. “A gestão de ativos é um tema cada vez mais relevante para organizações que buscam resultados consistentes e sustentabilidade no longo prazo. Ao investir na formação de seus profissionais, as empresas fortalecem sua capacidade de planejar, otimizar recursos e aumentar a confiabilidade de suas operações”, afirmou. Voltado a profissionais que atuam na média e na alta gestão de empresas de transporte e logística, o curso executivo busca desenvolver competências para a aplicação de boas práticas relacionadas ao ciclo de vida dos ativos físicos. A formação tem como foco ampliar a eficiência operacional, otimizar custos, aumentar a confiabilidade dos equipamentos e fortalecer a segurança nas operações. O curso integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. Gratuito para profissionais de empresas vinculadas ao Sistema Transporte, a capacitação também contribui para elevar o desempenho das organizações e impulsionar resultados sustentáveis no setor. Por Agência CNT Transporte Atual
FETRANSUL realiza live sobre o Programa Trânsito Livre e orienta transportadoras

A FETRANSUL realizou, nesta quarta-feira (17), um encontro on-line para esclarecer dúvidas sobre o Programa Trânsito Livre, reunindo especialistas como André Mendes, coordenador do Grupo Setorial de Transportes da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), e o Dr. Fernando Massignan, assessor jurídico da FETRANSUL. A transmissão foi conduzida por Gilberto da Costa Rodrigues, diretor executivo da entidade. Durante a transmissão, foram abordados os aspectos que impactam diretamente a rotina das transportadoras e apresentadas orientações sobre como fazer parte do programa. Na prática, a iniciativa dispensa a parada obrigatória de veículos de transportadoras previamente credenciadas. O objetivo é agilizar, modernizar e simplificar os processos de fiscalização e as obrigações para contribuintes em conformidade, reduzindo custos operacionais e proporcionando maior eficiência logística no Estado. A iniciativa já vem apresentando resultados positivos para a mobilidade. Desde sua criação, no segundo semestre de 2024, mais de 27 mil cargas transportadas por onze empresas de alta representatividade no setor circularam pelos postos fiscais sem necessidade de parada. A live também proporcionou um espaço de interação com os participantes, que puderam encaminhar perguntas e contribuir com o debate. A Federação e seus sindicatos filiados estão à disposição das empresas para orientar sobre como fazer parte do Programa. Confira AQUI o material da SEFAZ e o contato direto com o responsável pelo Programa.
Inteligência artificial aumenta a segurança nas estradas e transforma o transporte de cargas

Tecnologias de monitoramento em tempo real, rastreamento inteligente e análise preditiva ajudam a prevenir acidentes, combater roubos e proteger motoristas nas rodovias brasileiras A inteligência artificial passou a ocupar uma posição estratégica no transporte rodoviário de cargas, à medida que o setor busca reduzir riscos, aumentar a previsibilidade das operações e enfrentar os impactos econômicos da criminalidade nas estradas. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 62% das indústrias brasileiras registraram aumento dos custos relacionados à segurança no transporte, o que tem acelerado a adoção de tecnologias capazes de prevenir ocorrências e tornar as operações mais eficientes. Nesse contexto, empresas de logística e transportadoras vêm investindo em sistemas inteligentes que analisam grandes volumes de dados em tempo real para identificar padrões de risco, monitorar o comportamento dos motoristas e apoiar decisões operacionais. As soluções já conseguem detectar sinais de fadiga e distração ao volante, cruzar informações sobre condições climáticas, tráfego e histórico de ocorrências, além de indicar rotas mais seguras. Com isso, as centrais de monitoramento passam a atuar de forma mais preventiva, reduzindo a exposição a acidentes, roubos de carga e interrupções nas viagens. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, a inteligência artificial representa uma transformação importante para o setor, especialmente na preservação da vida dos profissionais que estão diariamente nas estradas. “A tecnologia vem contribuindo para que as empresas tenham uma visão muito mais estratégica da operação. Hoje, é possível identificar comportamentos de risco antes que eles resultem em acidentes, além de criar rotas mais seguras e eficientes. Isso traz ganhos para as empresas, mas principalmente mais proteção para os motoristas”, afirma. Entre as soluções que mais vêm ganhando espaço, estão as câmeras embarcadas com análise por IA, capazes de detectar sinais de sonolência, uso do celular ao volante e mudanças bruscas de comportamento do motorista. Em alguns casos, os alertas são enviados instantaneamente tanto para o condutor quanto para a central operacional. Outra frente importante é o rastreamento inteligente de cargas. Sistemas conectados analisam dados de tráfego, histórico de roubos e movimentações suspeitas para recomendar rotas mais seguras e reduzir riscos durante o transporte. A tecnologia também auxilia no acionamento rápido de protocolos de segurança em casos de desvios inesperados ou paradas fora do padrão da operação. Além da prevenção de acidentes e roubos, o sindicato aponta que a inteligência artificial também vem contribuindo para melhorar a gestão das jornadas, reduzindo desgaste físico e mental dos motoristas. A análise preditiva permite identificar padrões de fadiga e reorganizar escalas de trabalho de maneira mais segura. Para o presidente do Setcemg, o uso dessas ferramentas deve crescer de forma acelerada nos próximos anos, impulsionado pela digitalização do setor logístico e pela necessidade de operações cada vez mais seguras e eficientes. “O transporte rodoviário de cargas é essencial para a economia brasileira. Investir em tecnologia e inteligência artificial significa investir em segurança, competitividade e sustentabilidade para todo o setor”, destaca. Como empresas de transporte já usam tecnologia de ponta A transformação digital já faz parte da rotina de grandes empresas do setor. Como no caso da Patrus Transportes, referência nacional em transporte de cargas fracionadas, que vem consolidando uma estratégia baseada em inteligência artificial para ampliar eficiência, segurança e produtividade em diferentes áreas da companhia. A empresa lançou o programa Inova Patrus, iniciativa voltada à disseminação da cultura de inovação e ao desenvolvimento de projetos com IA em áreas como operações; RH; jurídico; qualidade; comercial e tecnologia. A estratégia envolve capacitação de equipes, uso de ferramentas de automação e adoção de soluções integradas ao ecossistema operacional da companhia. Entre os recursos já utilizados pela empresa, estão sistemas de roteirização inteligente para otimização de entregas; leitura automatizada de volumes por inteligência artificial; reconhecimento biométrico de motoristas e análise de imagens de carregamento para aumentar a eficiência da ocupação das carretas. A companhia também implantou agentes de IA em áreas administrativas e uma assistente virtual baseada em linguagem natural para atendimento ao cliente. Segundo o diretor de Tecnologia e Inovação da Patrus Transportes, Jefferson Andrade, o objetivo é utilizar a inteligência artificial como apoio à tomada de decisão e complemento à atuação humana. “Nossa estratégia é usar a inteligência artificial para potencializar resultados, aumentar produtividade, melhorar a qualidade das operações e apoiar as pessoas em atividades cada vez mais estratégicas”, afirma. A empresa também estruturou uma governança específica para o uso da tecnologia, com ambiente seguro para adoção de IA e integração de dados em uma base única voltada ao desenvolvimento de análises preditivas. Para Rubia Spindola, diretora de Pessoas e ESG da Patrus, o avanço da inteligência artificial exige também investimento em qualificação profissional e adaptação cultural dentro das organizações. “Novas competências precisam ser desenvolvidas para que inteligência humana e inteligência artificial atuem juntas como vetores de crescimento e geração de valor para o negócio”, ressalta. Fonte: Segs