Despoluir ultrapassa 5,3 milhões de avaliações ambientais em veículos

Programa do Sistema Transporte monitora emissões de veículos a diesel, orienta transportadores sobre eficiência operacional e amplia o uso de dados para apoiar a descarbonização do setor O Programa Despoluir ultrapassou a marca de 5,3 milhões de avaliações ambientais realizadas em veículos movidos a diesel em todo o país, consolidando uma das maiores bases de dados sobre a frota de transporte brasileira. O resultado coincide com os 19 anos de atuação da iniciativa, criada em 18 de julho de 2007, que hoje alia monitoramento ambiental, orientação técnica aos transportadores e inteligência de dados para apoiar decisões das empresas e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade. Pioneiro no monitoramento ambiental de veículos pesados, o Despoluir nasceu com o objetivo de reduzir as emissões atmosféricas do transporte rodoviário. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação e passou a oferecer serviços técnicos gratuitos às empresas transportadoras, contribuindo para aumentar a eficiência das operações, reduzir o consumo de combustível e disseminar boas práticas ambientais em todo o país. Hoje, o programa está presente em todos os estados brasileiros, por meio de uma rede formada por 24 federações do transporte e 115 unidades de atendimento, que levam os serviços diretamente aos pátios das empresas, terminais de cargas e rodovias. Somente em 2025, foram realizadas 434,2 mil avaliações ambientais em mais de 232 mil veículos, beneficiando 12.208 transportadores, entre empresas e caminhoneiros autônomos. Desde sua criação, o programa já atendeu mais de 27 mil empresas e 28 mil transportadores autônomos. Serviços técnicos gratuitos oferecidos aos transportadores O Despoluir disponibiliza, sem custos para os empresários do transporte, serviços técnicos especializados que contribuem para a melhoria do desempenho ambiental e operacional das frotas. A Avaliação Veicular Ambiental (AVA) mede a emissão de poluentes dos veículos movidos a diesel por meio de equipamentos específicos. Além de identificar irregularidades na combustão, o serviço orienta ajustes que reduzem a poluição do ar, melhoram a eficiência energética e diminuem o consumo de combustível. A Avaliação da Qualidade do Diesel (AQD) verifica se o combustível utilizado atende aos padrões estabelecidos pela legislação. A análise identifica possíveis contaminações, ajuda a prevenir falhas mecânicas e contribui para reduzir emissões excessivas. Desde a implantação desse serviço, o programa já analisou 3.705 amostras de diesel, das quais 86% eram do tipo S-10, combustível com menor teor de enxofre e menor impacto ambiental. Mais eficiência para as empresas e benefícios para o meio ambiente As avaliações realizadas pelo Despoluir vão além do monitoramento das emissões. A partir dos diagnósticos, os técnicos do programa orientam ações corretivas e estimulam a manutenção preventiva, contribuindo para aumentar a eficiência operacional das frotas e reduzir custos com combustível. Esse trabalho também fortalece a governança ambiental do transporte, incentiva o uso de combustíveis mais limpos e contribui para melhorar a qualidade do ar nas cidades e nas rodovias. Base de dados passa a gerar inteligência para o setor Após quase duas décadas de atuação, o Despoluir inicia uma nova fase de evolução, marcada pela integração de sistemas, digitalização de processos, automação de análises e uso de ferramentas de Business Intelligence (BI). O objetivo é transformar o grande volume de informações acumuladas ao longo dos anos em inteligência para apoiar transportadores, entidades do setor e gestores públicos.  Para a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a principal evolução do programa está justamente na capacidade de converter os dados das avaliações em conhecimento para o transporte. “Ao longo de 19 anos, o Despoluir construiu uma base técnica única sobre a operação da frota pesada brasileira. Hoje, essas informações vão além do monitoramento ambiental. Elas apoiam estudos da CNT, ampliam o conhecimento sobre o comportamento dos veículos em circulação e ajudam empresas e gestores a tomar decisões mais eficientes.” Segundo Nicole Goulart, a modernização tecnológica fortalece tanto a competitividade quanto a sustentabilidade do setor. “Queremos transformar milhões de dados produzidos ao longo desses anos em conhecimento que contribua para uma gestão mais eficiente das frotas, para a formulação de políticas públicas e para o avanço da agenda de sustentabilidade do transporte.” Entre as iniciativas previstas estão a integração das bases de dados, a ampliação do uso de ferramentas de BI, a automação de processos e o desenvolvimento de novas soluções digitais para ampliar o aproveitamento das informações produzidas pelas avaliações.  Por Agência CNT Transporte Atual

Biometano pode acelerar descarbonização do transporte pesado, aponta estudo da CNT

Em evento do CIBiogás, Confederação destaca ganhos ambientais do combustível renovável e defende condições para ampliar sua competitividade e infraestrutura O biometano, produzido a partir de resíduos agrícolas, industriais e urbanos, tem potencial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa no transporte rodoviário pesado em comparação ao diesel, contribuindo para a descarbonização do setor. Essa é uma das principais conclusões do estudo Biometano: Uma alternativa limpa para o modal rodoviário, elaborado pela CNT e apresentado pela gerente executiva Ambiental da entidade, Érica Marcos, durante a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado, realizada na última quinta-feira (16), em São Paulo. Durante o painel, a representante da Confederação destacou que, embora o potencial ambiental do biometano seja expressivo, sua expansão depende do aumento da oferta, da ampliação da infraestrutura de abastecimento e, principalmente, da competitividade econômica em relação aos combustíveis convencionais. “O biometano reúne características importantes para acelerar a descarbonização do transporte, mas a transição energética precisa ser sustentável também do ponto de vista econômico. Toda fonte energética precisa oferecer acessibilidade econômica, infraestrutura e segurança para que sua adoção aconteça de forma consistente. A sustentabilidade ambiental e a viabilidade econômica precisam caminhar juntas”, afirmou Érica Marcos. Segundo o estudo da CNT, o biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos provenientes da agropecuária, do saneamento, da indústria e dos resíduos sólidos urbanos. Após esse processo, o combustível adquire características semelhantes às do GNV (gás natural veicular), de origem fóssil, podendo abastecer caminhões e ônibus preparados para essa tecnologia. Além de reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa, o biometano contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a economia circular ao transformar resíduos em energia renovável. O levantamento também demonstra que o transporte rodoviário brasileiro já dispõe de caminhões e ônibus aptos a utilizar o biometano, evidenciando a viabilidade técnica da tecnologia. Entretanto, a ampliação do uso desse combustível renovável ainda depende da expansão da infraestrutura de distribuição, do aumento da oferta nacional, da redução do custo dos veículos compatíveis e da adoção de políticas públicas capazes de estimular sua utilização e torná-lo mais competitivo. A publicação da CNT destaca ainda o potencial brasileiro para ampliar esse mercado. São Paulo lidera a produção nacional de biometano veicular, concentrando cerca de 53% da oferta do país entre as unidades habilitadas. Considerando as plantas autorizadas e aquelas em processo de análise, a produção nacional alcança 3,7 milhões de metros cúbicos por dia, dos quais 63% têm origem em resíduos sólidos urbanos. Promovida pelo Club de Negócios do CIBiogás, a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado reuniu representantes da indústria, transportadores, distribuidores, fabricantes de tecnologia, agentes públicos e especialistas para debater os desafios e as oportunidades para a expansão do biometano no transporte pesado. Érica Marcos participou do painel Biometano em movimento: Desafios e oportunidades de expansão ao lado de Ana Paula Feitoza, gerente Institucional da Compagas; Aurélio Ferreira, diretor de Desenvolvimento da Ultragaz; Rafael Gonzalez, diretor de Estratégia e Suprimento de Gás da Necta Gás Natural; e Luana da Silva, analista de Negócios do Itaipu Parquetec. Por Agência CNT Transporte Atual

Colisões traseiras lideram ranking de sinistros com produtos perigosos em São Paulo

Com 36% das ocorrências em 2025, esse tipo de acidente reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção nas rodovias, afirma a ABTLP As colisões traseiras concentraram 36% dos sinistros envolvendo o transporte rodoviário de produtos perigosos no Estado de São Paulo em 2025, ocupando a primeira posição entre os tipos de ocorrência registrados. Na sequência, aparecem os choques, com 15%, as colisões laterais, com 12%, e os tombamentos, com 11%, segundo dados apurados no Relatório Anual de Ocorrências no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. O levantamento foi elaborado pela Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL), e permite observar não apenas o volume de ocorrências, mas também os padrões mais recorrentes nos acidentes. Nesse contexto, a liderança das colisões traseiras chama atenção para um fator importante: em muitos desses casos, os veículos de carga são atingidos por outros condutores, o que evidencia riscos associados à dinâmica cotidiana das rodovias e ao comportamento de todos os usuários das vias. Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o dado reforça a importância de ampliar a análise sobre os fatores envolvidos nos sinistros e compreender de forma mais precisa o que está por trás das ocorrências registradas nas rodovias. “Basicamente, a colisão traseira resulta da combinação entre a desatenção do condutor e a insuficiência da distância de segurança, não estando relacionada ao produto transportado, mas ao comportamento dos usuários das vias, sendo um padrão recorrente no trânsito em geral”, afirma Oswaldo Caixeta, presidente da entidade. Na avaliação da entidade, a leitura detalhada dos dados é fundamental para diferenciar os fatores diretamente ligados à operação do transporte daqueles associados ao ambiente viário como um todo. Essa compreensão permite direcionar melhor campanhas de orientação, ações de capacitação e medidas de prevenção, evitando que os sinistros sejam analisados apenas pela presença de produtos perigosos na carga. Segundo Caixeta, esse ponto é essencial para evitar uma leitura simplificada dos dados. “Nossos motoristas recebem qualificação e treinamentos constantes, incluindo direção defensiva, porém continuam sujeitos a compartilhar as vias com condutores convencionais, cujas condutas muitas vezes influenciam diretamente a ocorrência desse tipo de acidente”, destaca. O presidente da ABTLP ressalta que, por envolver cargas que podem gerar consequências mais graves em caso de acidente, o setor atua de forma permanente na prevenção. “O segmento de transporte de produtos perigosos é referência em segurança e qualificação operacional, sempre adotando uma postura preventiva, e não reativa, por compreender a grande responsabilidade atribuída às empresas transportadoras diante das consequências que um acidente pode ocasionar”, complementa. Como parte desse trabalho preventivo, a ABTLP desenvolveu, em parceria com o SEST SENAT, o Curso de Formação de Condutores para Combinações de Veículos de Carga (CVC), oferecido gratuitamente na modalidade EAD, com carga horária de 20 horas e certificado de conclusão. A capacitação aborda temas como inspeção pré-viagem, técnicas de condução, frenagem, manobras, transporte de cargas líquidas, legislação e gestão de riscos. Para a entidade, transformar dados em orientação prática é uma das formas mais efetivas de fortalecer a segurança operacional, apoiar as transportadoras e contribuir para a redução de sinistros no transporte rodoviário de produtos perigosos. Fonte: ABTLP

ANTT atualiza tabela do piso mínimo do frete

Resolução altera os coeficientes utilizados no cálculo do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas; novos valores já estão em vigor. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no dia 17 de julho, a Resolução nº 6.084/2026, que atualiza a tabela do piso mínimo do frete. Os novos valores, utilizados no cálculo do transporte rodoviário de cargas, já estão em vigor A atualização contempla as quatro tabelas previstas na regulamentação: transporte de carga lotação, contratação apenas do veículo automotor de cargas, transporte de carga lotação de alto desempenho e contratação apenas do veículo automotor de cargas de alto desempenho. Entre os novos valores, o coeficiente de deslocamento para o transporte de carga geral em operações de carga lotação varia de R$ 3,9826 por quilômetro, para veículos com dois eixos carregados, a R$ 9,2027 por quilômetro, para composições com nove eixos. No caso das cargas frigorificadas ou aquecidas, o coeficiente de deslocamento varia de R$ 4,7095 a R$ 10,8870 por quilômetro, conforme a quantidade de eixos. Já os valores referentes às operações de carga e descarga variam de R$ 451,84 a R$ 903,32 para carga geral e de R$ 520,07 a R$ 1.067,06 para cargas frigorificadas ou aquecidas. Além dessas categorias, as tabelas atualizadas também trazem coeficientes para cargas a granel sólido, granel líquido, neogranel, conteinerizadas, produtos perigosos e granel pressurizado. As tabelas completas podem ser consultadas na Resolução nº 6.084/2026, publicada no Diário Oficial da União. MP E PENALIDADES Os dados são divulgados em meio às mudanças promovidas pela Medida Provisória nº 1.343/2026, aprovada pelo Congresso Nacional e atualmente aguardando sanção presidencial. O texto estabelece um novo escalonamento de penalidades para quem contratar fretes abaixo do piso mínimo, prevendo multas que podem chegar a R$ 1 milhão, além da suspensão temporária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e do cancelamento do registro em casos de reincidência grave. Fonte: Mundo Logística Imagem ilustrativa (Foto: Magnific)

CNT divulga recomendação do MPF sobre circulação de veículos durante as festividades religiosas, em Romaria (MG)

Documentos apresentam medidas voltadas à segurança viária durante o período de maior movimentação na região As festividades de Nossa Senhora da Abadia, realizadas entre os dias 1º e 15 de agosto, em Romaria (MG), devem intensificar o fluxo de veículos e de peregrinos nas rodovias da região. Para dar publicidade às ações adotadas para essa data, a CNT disponibiliza a Recomendação nº 13/2026, expedida pelo MPF (Ministério Público Federal), e a Portaria DER-MG nº 4.242, que estabelece as restrições de trânsito aplicáveis. Os normativos reúnem providências relacionadas à circulação durante o evento religioso e têm como objetivo contribuir para a segurança viária no momento de maior movimentação. A Recomendação nº 13/2026 também solicita que entidades representativas do transporte de cargas disseminem essas informações entre seus representados. Transportadores, empresas e motoristas que trafegarem pelo município devem observar a sinalização, seguir as determinações dos órgãos competentes e programar seus deslocamentos durante as celebrações. Documentos para consulta: Por Agência CNT Transporte Atual

ITL inicia nova turma da especialização em Gestão de Finanças em parceria com o Insper

Com 42 gestores de empresas de transporte e logística, curso fortalece a formação de lideranças e a gestão financeira no setor O ITL iniciou, na segunda-feira (13), em São Paulo, a 5ª turma da especialização em Gestão de Finanças. A aula inaugural reuniu 42 gestores de empresas de transporte e logística em uma das unidades do Insper, responsável por ministrar o curso. Esta é a primeira edição do curso realizada em parceria com a instituição. Reconhecido entre as 20 melhores escolas de negócios do mundo no ranking Financial Times 2026, o Insper passa a integrar a rede de instituições responsáveis pelas especializações do Programa Avançado de Capacitação do Transporte. Para o gerente comercial da Transportadora Martinelli, Bruno Martinelli, a formação representa uma oportunidade de aprimorar a gestão diante de um mercado cada vez mais dinâmico. “No mundo atual, em que as mudanças acontecem de forma acelerada, é muito importante termos essa formação para tomarmos as melhores decisões estratégicas dentro da empresa”. O gerente comercial da Expresso Nepomuceno, Agnaldo Neto, também destacou as expectativas em relação ao curso. Segundo ele, o conhecimento adquirido contribuirá não apenas para a área comercial, mas para o desempenho como um todo. “Sabemos que a competitividade no mercado cresce a cada ano. Pretendo levar todo o conhecimento adquirido para a empresa, contribuindo para melhores resultados e para a redução de custos”. Aula inaugural A diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, participou da abertura da turma e apresentou aos alunos as entidades que compõem o Sistema Transporte e a atuação integrada de cada uma em benefício do setor. Durante a apresentação, ela ressaltou o papel da educação executiva no fortalecimento da atividade transportadora. “Estamos muito felizes com a abertura de mais esta turma de Gestão de Finanças em parceria com o Insper. Essa iniciativa reforça o propósito do ITL de levar inovação, sustentabilidade e competitividade ao setor de transporte”. Também participaram da abertura o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT em São Paulo e da Fetcesp (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), Carlos Panzan; a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes; e a coordenadora executiva do Insper, Rina Xavier de Menezes. A especialização em Gestão de Finanças integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. Gratuito para gestores de empresas associadas ao Sistema Transporte, o curso alia teoria e aplicação prática para fortalecer a gestão financeira, ampliar a competitividade e impulsionar a rentabilidade das empresas do setor. A formação também tem como objetivo desenvolver lideranças capazes de promover eficiência e inovação nas organizações. Por Agência CNT Transporte Atual

No Senado, CNT defende ajustes ao Estatuto do Aprendiz para adequar proposta à realidade do transporte

Confederação defendeu aperfeiçoamentos no texto para garantir segurança jurídica e ampliar a efetividade da aprendizagem profissional no setor O Sistema Transporte defendeu, na terça-feira (14), ajustes ao Projeto de Lei nº 6.461/2019, que institui o Estatuto do Aprendiz, para garantir que a aprendizagem profissional seja efetiva e compatível com a realidade operacional do transporte brasileiro. As propostas foram apresentadas durante audiência pública promovida pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado Federal, que reuniu representantes do governo, do setor produtivo, do MPT (Ministério Público do Trabalho), de entidades formadoras e da sociedade civil. Presidida pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE), a audiência contou, ainda, com a participação de internautas e foi marcada pelo consenso entre os participantes quanto à importância da aprendizagem profissional como instrumento de inclusão social, qualificação da mão de obra e inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho. As contribuições apresentadas reforçaram a necessidade de aperfeiçoar o texto para construir uma legislação equilibrada, segura e aplicável às diferentes realidades dos setores econômicos. Oriundo da Câmara dos Deputados, o PL nº 6.461/2019 consolida normas atualmente dispersas sobre aprendizagem profissional. A iniciativa estabelece regras para a contratação de jovens entre 14 e 24 anos, define direitos trabalhistas, disciplina a atuação das entidades formadoras e regulamenta aspectos como jornada, remuneração, férias e cumprimento das cotas pelas empresas. Representando a CNT, o assessor de Relações Trabalhistas, Brunno Contarato, destacou que o transporte reconhece a aprendizagem como uma política pública essencial para o desenvolvimento social e econômico do país. Ressaltou, entretanto, que sua implementação deve considerar os limites técnicos e legais de determinadas atividades. “O que buscamos é garantir viabilidade jurídica, pedagógica e técnica para que essa política produza resultados concretos”, afirmou. Segundo Contarato, o projeto representa um avanço ao organizar a legislação e fortalecer a segurança jurídica. No entanto, o próprio texto reconhece que nem todas as ocupações são compatíveis com programas de aprendizagem, contexto que, segundo ele, também precisa ser considerada no transporte. Especificidades do setor A principal contribuição apresentada pela Confederação refere-se ao cálculo das cotas de aprendizagem. A entidade defende que sejam excluídas da base de cálculo as ocupações cujo exercício dependa de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) profissional, idade mínima prevista em lei, cursos especializados obrigatórios, exame toxicológico, licenças ou autorizações específicas, além daquelas desenvolvidas em ambientes operacionais incompatíveis com a prática segura. Em contrapartida, a CNT propõe fortalecer a aprendizagem em frentes plenamente compatíveis com a formação técnico-profissional, como rotinas administrativas, atendimento, tecnologia, logística interna, planejamento, almoxarifado, gestão documental e manutenção realizada em ambientes seguros. A proposta considera a realidade do setor. Atualmente, cerca de 45% dos empregos no transporte estão diretamente ligados à condução de veículos, atribuições que exigem formação gradual, experiência prática e uma série de requisitos legais. “Para um setor como o nosso, em que a maioria dos profissionais atua em vias públicas, não basta possuir uma CNH. É necessário cumprir cursos específicos, com elevada carga horária e avaliações rigorosas, exigências incompatíveis com o contrato de aprendizagem”, afirmou Contarato durante a audiência. A CNT também chamou atenção para a escassez de mão de obra qualificada no transporte. Dados da Confederação mostram que 44,6% das empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas, especialmente em funções operacionais. “Se já faltam motoristas formados, habilitados e experientes, é irreal presumir a existência de aprendizes aptos a compor a base dessas atribuições”, resumiu o assessor. Na avaliação da entidade, adequar o PL nº 6.461/2019 à dinâmica do transporte não significa reduzir a formação, mas direcioná-la para atividades nas quais ela possa cumprir seu objetivo de qualificar profissionais e ampliar oportunidades para os jovens. “O setor de transporte quer cumprir a lei. Para isso, precisa de uma legislação calibrada à particularidade operacional das empresas brasileiras. Uma lei que preserve a aprendizagem onde ela é possível e garanta segurança jurídica para continuar gerando oportunidades reais de qualificação e emprego”, concluiu. Projeto tem votação adiada na CAS O PL nº 6.461/2019 entrou na pauta da CAS na quarta-feira (15), mas a votação foi adiada após pedido de vista apresentado pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Laércio Oliveira. Os parlamentares defenderam que o relator da matéria, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), avalie as emendas apresentadas e considere as contribuições do setor debatidas na audiência pública realizada no dia anterior. Durante o período de vista, o relator poderá promover alterações em seu parecer para incorporar aperfeiçoamentos ao texto. O Congresso Nacional entra em recesso parlamentar em 17 de julho e retoma as atividades no início de agosto. Por Agência CNT Transporte Atual

ITL inicia a 81ª turma da especialização em Gestão de Negócios com alunos de todo país

Formação executiva, realizada em parceria com a Fundação Dom Cabral, reúne 40 profissionais de empresas de transporte de todos os modais O ITL iniciou, na segunda-feira (13), em São Paulo, a 81ª turma da especialização em Gestão de Negócios. Com 40 gestores de empresas de transporte de todos os modais, o curso é ministrado pela FDC (Fundação Dom Cabral), instituição considerada a 4ª melhor escola de negócios do mundo na categoria de Programas Abertos, segundo o ranking de Educação Executiva do jornal britânico Financial Times. Entre os participantes está a gerente de Planejamento da Unidas, Ana Luiza Magalhães Ribeiro, que acredita que a capacitação representará um marco em sua trajetória profissional. “Acho que será um divisor de águas, porque tenho certeza de que vou aprender muito, não só com as aulas, mas também com os meus colegas. Além do conhecimento, é uma excelente oportunidade de networking”. A expectativa também é grande para o gerente de Relações Institucionais da Expresso Itamarati, Ismail Daniel Caetano. Para ele, a atualização constante é essencial para os profissionais do transporte. “Isso é importante para melhorar nosso desempenho, tanto para a empresa quanto para os clientes. E nada melhor do que fazer uma especialização do ITL, que nos permite aprender com especialistas e trocar experiências com profissionais de todo o setor”. Abertura oficial Durante a aula inaugural, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, destacou os 12 anos da parceria do Instituto com a FDC e ressaltou que a iniciativa foi desenvolvida para atender às demandas do setor transportador. “O grande papel do ITL é transformar o transporte por meio da educação, promovendo mais competitividade e sustentabilidade para as empresas e preparando os gestores para o futuro. Contem sempre com o ITL para impulsionar essa evolução em suas carreiras e em suas organizações”. A abertura da turma também contou com a participação do vice-presidente da Fetcesp (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), José Maria Gomes; da gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes; e da gerente de Projetos da FDC, Mônica Côrtes. Voltada à formação de executivos e gestores, a especialização em Gestão de Negócios aborda temas como gestão empresarial, liderança, finanças, estratégia, inovação e desenvolvimento organizacional. O conteúdo é contextualizado para a realidade do transporte, permitindo que os participantes ampliem sua visão sobre os desafios e as oportunidades do setor. O programa é oferecido gratuitamente a profissionais de empresas associadas ao Sistema Transporte e integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. Por Agência CNT Transporte Atual

Participe do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas, em São Paulo

Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil. O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas. De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os números demonstram que o trabalho conjunto entre o setor privado e o poder público vem produzindo resultados, mas também evidenciam que o enfrentamento ao crime precisa ser permanente. “A redução dos índices é um sinal importante, mas está longe de representar que o problema foi solucionado. O Transporte Rodoviário de Cargas continua sendo alvo da atuação de organizações criminosas altamente estruturadas, e o combate à receptação permanece como um dos principais desafios. Este Encontro Nacional reafirma o compromisso da NTC&Logística de reunir autoridades, especialistas e lideranças do setor para discutir soluções, compartilhar experiências e fortalecer uma agenda nacional de segurança para o transporte de cargas.” O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que a terceira edição amplia o papel do Encontro como espaço permanente de diálogo e cooperação. “Chegamos à terceira edição convictos de que a integração entre transportadores, órgãos de segurança, poder público e iniciativa privada é o caminho mais eficiente para enfrentar a criminalidade. O evento permitirá avaliar a evolução dos indicadores, conhecer novas tecnologias, discutir estratégias regionais e fortalecer a inteligência aplicada à proteção das operações logísticas. Segurança no transporte é um compromisso permanente e exige atuação coordenada de todos os envolvidos.” Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira. As informações sobre a programação e as inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis no Portal NTC&Logística, clicando aqui. Associados da NTC&Logística têm inscrição gratuita. Para não associados, o valor da inscrição é de R$ 300,00. Programação Preliminar 8h Credenciamento 8h30 às 9h Abertura 9h às 9h20 Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil Expositor: Dr. Waldomiro Milanesi Delegado de Polícia e Especialista em Segurança 9h20 às 10h10 Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico Expositor convidado: Cassio Augusto Muniz Borges Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria 10h10 às 11h Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro Expositor convidado: Dr. Lincoln Gakiya Promotor de Justiça GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo 11h às 11h50 Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional Expositor convidado: Renato Sérgio de Lima Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP 11h50 às 12h40 Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional Expositor convidado:  Francisco Lucas Costa Veloso Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP 12h40 às 13h – Encerramento •Síntese dos trabalhos desenvolvidos •Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística •Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas Realização: Apoio Institucional Fonte: NTC&Logística 

Pesquisa CNT de Rodovias 2026 supera 40% da etapa de campo

Em 15 dias de operação, equipes percorreram mais de 50 mil quilômetros da malha rodoviária brasileira; levantamento segue até o fim do mês A Pesquisa CNT de Rodovias 2026 avança em ritmo acelerado. Em apenas 15 dias de trabalho de campo, as equipes percorreram 50.584 quilômetros da malha rodoviária brasileira, o equivalente a 43,2% dos 117.055 quilômetros previstos para esta edição do levantamento. Os dados consideram o período até 13 de julho. A coleta teve início em 29 de junho e segue até o fim deste mês. Ao todo, 22 pesquisadores avaliam as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via em rodovias federais e estaduais, públicas e concedidas, distribuídas por todo o país. As informações são registradas digitalmente e servirão de base para análises técnicas, estudos setoriais e planejamento de rotas por transportadores, além de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao aprimoramento da infraestrutura rodoviária brasileira. Entre as rotas com maior percentual de execução, destaca-se Manaus (AM), que já concluiu 82,8% do percurso previsto. Na sequência aparecem uma das rotas de Maceió (AL), com 57,9%; as duas rotas de Cuiabá (MT), com 55,2% e 54,3%; uma das rotas de Teresina (PI), com 53,3%; e Campo Grande (MS), com 52,6%. Uma das rotas com saída de Curitiba (PR) também já ultrapassou a metade do percurso planejado. A edição de 2026 incorpora novas soluções tecnológicas para ampliar a qualidade das informações coletadas. Entre as inovações estão sensores embarcados para avaliação do pavimento, transmissão de dados e vídeos em tempo real, processamento em nuvem privada da Confederação e uso de inteligência artificial para identificação de características das vias. Os recursos proporcionam mais agilidade na identificação de inconsistências e reforçam a confiabilidade e a rapidez no processamento dos resultados. Realizada há 31 anos, a Pesquisa CNT de Rodovias é a principal referência nacional sobre as condições da infraestrutura rodoviária. O levantamento abrange 100% das rodovias federais pavimentadas, os principais trechos estaduais pavimentados e todas as rodovias concedidas, formando uma série histórica que subsidia decisões de empresas, pesquisadores e gestores públicos. Por Agência CNT Transporte Atual

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