ANTT promove audiência pública sobre Malha Sul

Estudo propõe dividir a rede em três ramais. Proposta sofre rejeição. A ANTT promoveu na manhã de ontem, 29 de julho, uma audiência pública no Teatro da Fiergs para apresentar o estudo feito pela INFRA S/A visando a licitação das ferrovias da Região Sul. A proposta é dividir a Malha Sul em três segmentos: Corredor Mercosul, Corredor Rio Grande (estas duas no RS) e ainda o Corredor Paraná – Santa Catarina. Marcelo Fonseca, superintendente de Concessão de Infraestrutura da ANTT explicou que o Corredor Paraná-Santa Catarina é o que apresenta maior viabilidade econômica, e serviria como base para um subsídio cruzado com os outros dois corredores, considerados deficitários. Segundo ele, a malha Sul tem condição de operar 4,2 mil quilômetros, sendo que outros 3 mil quilômetros são inviáveis. A proposta desagradou as entidades empresariais e o governo do RS. Clóvis Magalhães, secretário de Logística e Transportes do RS, reprova o plano porque ele deixa de fora inúmeras cidades estratégicas para o uso da malha ferroviária. “A demanda está mal dimensionada”, sentenciou. O vice-governador Gabriel Souza lembrou que existe um estudo contratado junto ao BRDE com a mesma finalidade, que deverá ficar pronto em novembro próximo. Houve unanimidade de que o fatiamento da malha Sul em três corredores não reflete a expectativa das necessidades do RS. A audiência pública visou preparar o leilão da malha, cujo contrato se encerra em fevereiro de 2027, e que deverá ser prorrogado por mais dois anos, até que seja definida a nova modelagem de concessão. O superintende da ANTT destacou que o modelo de audiência pública cumpre a finalidade de ouvir a sociedade antes de estruturar a nova concorrência.
Plano CNT de Transporte e Logística 2026 prevê R$ 2,03 trilhões em investimentos prioritários para o setor

Estudo reúne 2.837 projetos em todos os modos de transporte e apresenta carteira técnica para ampliar a competitividade, reduzir custos logísticos e integrar a infraestrutura nacional O Brasil precisa investir R$ 2,03 trilhões para superar os principais gargalos da infraestrutura de transporte e logística. Essa é a principal conclusão do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo elaborado pela CNT que reúne 2.837 projetos prioritários para ampliar a eficiência do sistema de transporte, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da economia brasileira. Lançado juntamente com a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, o Plano CNT apresenta uma carteira técnica de investimentos construída com base em critérios de viabilidade, integração entre os modos de transporte e potencial de desenvolvimento econômico e social. O documento será apresentado durante o Fórum CNT de Debates, nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília. Nesta sétima edição do estudo, o levantamento contempla 2.509 projetos de Integração Nacional e 328 projetos de mobilidade urbana, abrangendo rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e sistemas de transporte público coletivo. “Planejar é condição indispensável para transformar a infraestrutura brasileira. O estudo prioriza intervenções capazes de promover maior integração entre os modos de transporte, reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e tornar a infraestrutura mais resiliente e sustentável”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Carteira técnica orienta prioridades O Plano CNT de Transporte e Logística é elaborado a partir da atualização dos projetos das edições anteriores, da análise de programas estratégicos do governo federal e das demandas apresentadas pelas entidades representativas do setor transportador. Nesta edição, também foram incorporadas iniciativas previstas no Novo PAC, no Plano Nacional de Logística (PNL 2035) e em outros planejamentos setoriais, além de intervenções destinadas a solucionar problemas identificados pela Pesquisa CNT de Rodovias. A metodologia busca priorizar empreendimentos capazes de promover maior integração entre os diferentes modos de transporte, ampliar a capacidade logística, reduzir tempos de deslocamento e elevar a eficiência da matriz nacional. Segundo a CNT, o estudo demonstra que o enfrentamento do déficit histórico de infraestrutura depende de planejamento de longo prazo, estabilidade regulatória e continuidade dos investimentos públicos e privados. Investimentos para aumentar a competitividade O Plano reforça que a infraestrutura de transporte é um dos principais fatores para a competitividade do país. Uma rede logística mais eficiente reduz custos operacionais, amplia a produtividade das empresas, melhora o acesso aos mercados consumidores e fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional. Além de orientar investimentos públicos, o estudo também serve como referência para projetos de concessão, parcerias público-privadas e outras formas de participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura nacional. Para a CNT, a combinação entre planejamento técnico, ambiente regulatório estável e ampliação das fontes de financiamento é fundamental para acelerar a execução das obras e garantir maior eficiência ao sistema de transporte. Principais números do Plano CNT 2026 O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 complementa a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, detalhando os investimentos considerados prioritários para transformar a infraestrutura brasileira e impulsionar o desenvolvimento econômico. Clique aqui para acessar o Plano CNT de Transporte e Logística 2026. Por Agência CNT Transporte Atual
Participe da Pesquisa de Mercado do TRC 2026

A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país. O levantamento será realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor. A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento. Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG). A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Acesse o questionário e participe:https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7 Fonte: NTC&Logística
O Transporte Move o Brasil: CNT apresenta propostas para fortalecer o transporte e impulsionar o desenvolvimento do país

Publicação reúne propostas para orientar políticas públicas e aperfeiçoar o ambiente de negócios; documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates O fortalecimento do transporte e da logística é condição indispensável para aumentar a competitividade da economia, reduzir o custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento sustentável do país. Com esse entendimento, a CNT lança a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates, em agosto, em Brasília. Elaborada em conjunto com as entidades representativas do transporte, a publicação apresenta propostas para enfrentar os principais desafios da infraestrutura e da logística brasileiras. As recomendações abrangem temas como ampliação dos investimentos, modernização do ambiente regulatório, segurança pública, transição energética, desenvolvimento humano, relações de trabalho e fortalecimento dos diferentes modos de transporte. A CNT defende que o transporte passe a ocupar posição estratégica na agenda nacional, com políticas públicas permanentes, planejamento de longo prazo e maior previsibilidade para os investimentos. A entidade também propõe ampliar a participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura e fortalecer a integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. “O transporte é um vetor estratégico para o desenvolvimento de uma nação e deve ocupar posição central na agenda de Estado brasileira. É urgente que o Brasil priorize, de forma contínua e coordenada, o planejamento de longo prazo e a execução de políticas públicas voltadas à modernização, à redução da insegurança jurídica e à integração do sistema de transporte”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. A publicação também evidencia a dimensão econômica do setor. A CNT representa mais de 198 mil empresas de transporte, presentes em 98,1% dos municípios brasileiros e responsáveis pela geração de mais de 2,9 milhões de empregos formais. Agenda para o desenvolvimento As propostas estão organizadas em eixos estratégicos voltados ao aumento da competitividade do país e à melhoria da eficiência logística. Na área de infraestrutura, a CNT defende a recomposição dos investimentos públicos, a aprovação da PEC nº 1/2021 (PEC da Infraestrutura), a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e subsídios ao transporte público coletivo, além da ampliação das fontes de financiamento por meio do mercado de capitais, de organismos multilaterais e de operações estruturadas. No ambiente institucional, a entidade propõe aperfeiçoar os marcos regulatórios, ampliar a segurança jurídica, fortalecer a participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas e expandir a representação do transporte em colegiados estratégicos. Na segurança pública, o documento recomenda o endurecimento das penas para roubos de cargas e crimes contra profissionais do transporte, o reforço do policiamento ostensivo nas rodovias, ferrovias e hidrovias e medidas para ampliar a proteção da infraestrutura logística nacional. A agenda também contempla propostas voltadas à descarbonização do transporte, com incentivo à renovação das frotas, ampliação da participação dos modos ferroviário e aquaviário, desenvolvimento de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas e aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento da transição energética. No eixo do desenvolvimento humano, a Confederação defende o fortalecimento das políticas de qualificação profissional, saúde e segurança dos trabalhadores, além da preservação do modelo de atuação do SEST SENAT, reconhecido como referência na formação e no atendimento aos profissionais do setor. Documento orienta debate sobre o futuro do transporte Segundo a CNT, a publicação busca contribuir para a construção de uma política de Estado para o transporte, baseada em planejamento, continuidade administrativa e investimentos capazes de ampliar a competitividade da economia brasileira. As diretrizes apresentadas em O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País são complementadas pelo Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo técnico que reúne os projetos prioritários para superar os gargalos da infraestrutura nacional e orientar os investimentos necessários ao desenvolvimento do país. Clique aqui para acessar a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País Por Agência CNT Transporte Atual
‘Maior custo do transporte rodoviário hoje é o tempo’, diz presidente da Fetransul

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul (Fetransul) completa 35 anos em um momento em que os desafios do setor vão muito além do transporte de mercadorias. Para o presidente da entidade, Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, o maior custo da logística brasileira hoje é o tempo perdido em rodovias precárias, congestionamentos e gargalos de infraestrutura, que reduzem a produtividade e aumentam as despesas das empresas. Em um Estado em que cerca de 85% da matriz de transportes depende das estradas, a Federação também acompanha temas como a reforma tributária, a falta de motoristas qualificados e as mudanças regulatórias que devem impactar o segmento nos próximos anos. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Cardoso faz um balanço dos 35 anos da Fetransul, defende investimentos em infraestrutura como prioridade para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e analisa os desafios que devem moldar o futuro do transporte de cargas e da logística no País. JC Logística – A Fetransul completa 35 anos de atuação em um momento de transformações no transporte e na logística. Que balanço o senhor faz dessa trajetória? Francisco Carlos Gonçalves Cardoso – Há 35 anos, quando a Fetransul foi fundada, eram apenas cinco sindicatos filiados com o propósito de participar da Confederação Nacional de Transportes para, assim, poder ter direito a voz e voto nas reuniões que decidem a representação do segmento em nível nacional. Ao longo desses anos, novos sindicatos foram se somando. Hoje nós somos uma dúzia, distribuídos estrategicamente nas principais cidades do Estado. Então, hoje o propósito maior já não é mais ter direito a voz e voto. Mas poder participar das decisões e pautar temas que são de interesse dos transportadores, das empresas e dos empresários gaúchos, não só em nível estadual como também em nível federal. Muitas dessas decisões passam pelo Congresso, seja na Câmara ou no Senado, e também pelo Executivo e pelo Judiciário. Por isso, afirmo que a Fetransul não só cresceu ao longo desses 35 anos, mas também amadureceu muito. Estamos preparados hoje para esse papel institucional e político que compete à Federação. Log – O rodoviário responde por cerca de 85% da matriz de transportes do Estado. O que isso representa para a economia gaúcha? Cardoso – Em nível logístico, é sempre importante para a economia do Rio Grande do Sul ter uma diversidade de modais, seja hidroviário, ferroviário, aéreo ou rodoviário. No entanto, a nossa economia é predominantemente agropecuária e a nossa base industrial é muito forte, e esses negócios dependem muito do rodoviário. Além disso, a nossa infraestrutura hidroviária e ferroviária não está preparada para atender às demandas da sociedade. Já o rodoviário se preparou para isso ao longo do tempo. As nossas empresas conseguem fazer o transporte no menor tempo, por um custo competitivo e sempre com disponibilidade. E isso é o que torna o rodoviário tão importante. Log – Se ampliarmos a participação dos modais ferroviário e hidroviário, seria na intenção de complementar o rodoviário ou viria a ser um concorrente? Cardoso – Eu não diria que os modais sejam complementares ou concorrentes. Cada um tem sua função dentro da logística. O transporte ferroviário é mais adequado para commodities e cargas a granel, mas não está presente em todas as regiões, como ocorre com o transporte rodoviário. Para levar a produção de uma fazenda até um porto, por exemplo, o trem, sozinho, não é suficiente. O caminhão consegue acessar a propriedade e transportar a carga com mais facilidade e agilidade. Além disso, a implantação da infraestrutura ferroviária exige projeto e investimento. O transporte rodoviário, por outro lado, oferece maior flexibilidade, estando presente em praticamente toda a cadeia logística e servindo de apoio aos demais modais, inclusive ao transporte aéreo. Log – Na sua avaliação, quais são os investimentos em infraestrutura aqui no Rio Grande do Sul mais urgentes para aumentar a competitividade do Estado? Cardoso – São muitas as demandas, mas, entre as prioridades em âmbito federal, destaco a BR-290. Trata-se do único trecho do corredor do Mercosul, que liga São Paulo a Buenos Aires, ainda sem duplicação. É uma rodovia com intenso fluxo de veículos e pessoas, que atravessa diversos municípios. Essa situação torna o deslocamento mais lento, aumenta o consumo de combustível, eleva os custos do transporte, amplia os impactos ambientais e também os riscos de acidentes. É uma obra que precisa, com urgência, receber investimentos. Outra prioridade é a duplicação da BR-285, entre Vacaria e São Borja, um importante corredor logístico com grande circulação de veículos. Também considero fundamental a duplicação do trecho entre Lages (SC) e Vacaria (RS), que se consolidaria como uma alternativa estratégica para a ligação entre o Sudeste e a região central do Rio Grande do Sul, reduzindo a dependência da BR-101, no litoral. Log – O Brasil ainda enfrenta elevados custos logísticos. Quais são os principais gargalos que impedem um transporte mais eficiente e competitivo? Cardoso – O principal custo do transporte rodoviário é o tempo, seguido pelas despesas com manutenção e pelos custos operacionais. Segundo pesquisa da CNT, em 2025, cerca de 90% das rodovias do Rio Grande do Sul foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Apenas 10% receberam avaliação de ótima ou boa. Essa condição eleva, em média, 37% os custos operacionais do transporte. Quando circulamos por rodovias sem duplicação, com pavimento precário, congestionamentos frequentes ou interrupções causadas por acidentes, a velocidade média cai para menos de 60 km/h, o que aumenta o tempo de viagem. Isso reduz a produtividade, amplia o consumo de diesel e encarece toda a operação logística. Poderíamos ser muito mais produtivos se tivéssemos uma infraestrutura semelhante à de países europeus e à dos Estados Unidos e da China. Embora o transporte rodoviário seja predominante no Brasil, nossa malha viária não acompanhou o crescimento da demanda. As estradas que utilizamos hoje são, em muitos casos, as mesmas de seis décadas atrás. Precisamos ampliar e modernizar essa infraestrutura para tornar o Rio Grande do Sul e o Brasil mais competitivos. Log – Em relação à falta de motoristas qualificados. Como a Fetransul enxerga esse desafio e quais caminhos considera importantes para atrair novos profissionais?
SEST SENAT divulga ranking com os 20 melhores motoristas profissionais do Brasil

Após um ano de capacitação, avaliações e acompanhamento em saúde e desempenho, 20 motoristas de todas as regiões do país disputam a certificação nacional promovida pelo SEST SENAT A Unidade Operacional do SEST SENAT de Cabo de Santo Agostinho (PE) será palco, neste fim de semana, da certificação dos 20 melhores motoristas do Brasil. A cerimônia da edição 2025/2026 do Motorista Série A acontece no dia em que se celebra o Dia do Motorista (25 de julho), reconhecendo a excelência dos profissionais do transporte rodoviário. Os 20 finalistas do programa refletem a diversidade no transporte rodoviário brasileiro. O grupo reúne motoristas de todas as regiões do país, dos segmentos de cargas e de passageiros, vinculados a empresas de diferentes portes, além de profissionais autônomos. Ao longo de 31 etapas de desenvolvimento, os profissionais realizaram cursos, avaliações técnicas e psicológicas, acompanhamento de saúde, tiveram o sono e a fadiga monitorados, utilizaram simuladores de direção e tiveram a condução acompanhada por telemetria mobile. Para o finalista Elton Mendes Maia Junior, motorista da empresa de transporte de cargas VIA Group, de Lavras (MG), a mudança começou pelo cuidado com a própria saúde. “Em algumas etapas do projeto, a gente tinha que frequentar as Unidades do SEST SENAT para passar por atendimentos com psicólogo, nutricionista, dentista e fisioterapeuta. Isso fez com que a gente olhasse mais para a própria saúde e para a forma como estava cuidando dela. Foi um grande aprendizado e está sendo muito bom”. A percepção é semelhante para Alles Fernandes Ovieta, da Transportes Cordenonsi, de Itajaí (SC). “A minha rotina mudou completamente. Com o passar das etapas, passei a cuidar mais da minha saúde, do meu sono e da minha alimentação”, explicou. Já Josivan Moises Matias, da Viação Progresso, de Campina Grande (PB), destaca que o projeto também modificou sua forma de trabalhar. “Eu consegui sair da mesmice, criei novos hábitos e mudei costumes antigos que eu tinha”, destacou. A edição 2025/2026 recebeu mais de 8 mil inscrições de motoristas, mobilizou cerca de 3 mil empresas e 149 Unidades Operacionais do SEST SENAT. Além de registrar mais de 56 mil horas de capacitação a distância, 36 mil atendimentos em saúde (entre obrigatórios e espontâneos) e 3 milhões de quilômetros monitorados por telemetria. Além da abrangência e do reconhecimento nacional, os três primeiros com melhor desempenho entre os finalistas receberão premiações. O motorista mais bem classificado ganhará um automóvel zero-quilômetro. O segundo e o terceiro lugares receberão motocicletas. Nenhum motorista chega à excelência sozinho Por trás de cada finalista existe uma rede de apoio formada pela família, pelos colegas de trabalho, pelas empresas, pelos gestores e pelas equipes de atendimento do SEST SENAT. Para Emerson Alexandre dos Santos, da Transnacional Locações, de Recife (PE), a conquista também pertence à família. “Eles acreditam em mim, no meu profissionalismo. A minha família também foi beneficiada por essa experiência, inclusive com a oportunidade de participar da programação e da viagem”, enfatizou. Elton Mendes Maia Junior lembra que o reconhecimento ganhou um significado especial dentro de casa. “O mais gratificante é ver no olhinho do meu filho a alegria de dizer: meu pai está lá em cima; meu pai está fazendo as etapas do projeto”, falou o motorista, emocionado. A trajetória dos finalistas ainda revela o papel de suma importância das empresas de transporte ao incentivar a participação de seus motoristas nas atividades, capacitações e atendimentos das Unidades. Segundo a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, além de investirem no desenvolvimento de pessoas, as empresas contribuem para a construção de ambientes que valorizam a qualificação profissional. “Quando um motorista chega à final de um projeto como esse, o resultado também reflete em uma cultura organizacional que valoriza o motorista”, finalizou a diretora. A cobertura completa da final do Motorista Série A pode ser acompanhada pelas redes sociais do SEST SENAT. Veja a lista dos finalistas por ordem alfabética: Motorista Cidade Empresa Agnaldo Costa Maceió (AL) Água da Vida Transportes de Água Potável Alles Fernandes Ovieta Itajaí (SC) Transportes Cordenonsi Antonio Brito dos Santos Alagoinhas (BA) Garbuio Transportadora Antônio Marcos da Silva Martins Chapadão do Sul (MS) Autônomo Bruno Xavier de Cordova Atibaia (SP) Duplaquímica Dêmis Lourençoni Três Pontas (MG) Transjori Transportes Djanir Teixeira Fernandes Bauru (SP) TransBotense Elton Mendes Maia Junior Lavras (MG) Via Group Emerson Alexandre dos Santos Recife (PE) Transnacional Fabiano Ribeiro da Silva Macapá (AP) Autônomo Fernando Moraes Silva Ourinhos (SP) Garbuio Transportadora Jailson Guedes Brasília (DF) União Transporte Brasília (UTB) Jean Soterio Mariano Cariacica (ES) Vix Logística Josivan Moises Matias Campina Grande (PB) Viação Progresso Luis Alves de Souza Manaus (AM) VDA Brasil Logística e Mobilidade Luis Felipe Viera da Silva Pelotas (RS) Expresso Embaixador Paulo Cesar da Silva Timal Deodoro (RJ) MobiRio Thiago dos Santos Souza Lucas do Rio Verde (MT) Amaggi Vanderley Farias Braga Fortaleza (CE) Lima Transportes Walter Rodrigues dos Santos Foz do Iguaçu (PR) Transli Soluções Logísticas Por Agência CNT Transporte Atual
Boletim da CNT analisa impactos da nova tarifa dos EUA e cenário econômico do transporte

Edição de julho reúne análise dos efeitos da medida além de indicadores de atividade, custos e desempenho dos serviços do setor A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros está entre os destaques da edição de julho do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT. O documento apresenta uma primeira análise dos possíveis reflexos da medida sobre o comércio exterior e a atividade econômica. Segundo estimativa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil apresentada no Boletim, a nova tarifa deverá atingir aproximadamente US$ 11 bilhões em exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a 26,2% das vendas do país para aquele mercado. Para as empresas do setor, a principal questão é como eventuais alterações nos volumes produzidos e exportados poderão se refletir nas demandas por serviços logísticos. Esses efeitos ainda não podem ser mensurados, mas o Boletim identifica os segmentos mais expostos, os produtos que permaneceram isentos e os possíveis desdobramentos econômicos da medida. A cobrança concentra-se principalmente sobre manufaturados e semimanufaturados, como madeira, produtos químicos, alimentos industrializados, veículos automotores, celulose e papel, máquinas e equipamentos. Permaneceram isentos itens como café, suco de laranja, carnes, petróleo, minérios, fertilizantes e aeronaves, reduzindo parte dos impactos sobre o agronegócio e determinados segmentos industriais. O Boletim também destaca que outro procedimento de análise comercial ainda está em andamento nos Estados Unidos e poderá resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a sobretaxa para até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras. Entre as possíveis consequências apontadas estão a redução do fluxo comercial entre os dois países, a perda de competitividade dos produtos brasileiros e a desaceleração da atividade econômica. A gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, destaca que o presidente da República assinou, como medida de compensação aos setores mais impactados, a Medida Provisória nº 1.379/2026, que institui o Programa Brasil Soberano 3. A iniciativa prevê R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES para linhas de financiamento destinadas às empresas afetadas pela nova tarifa. “O governo anunciou auxílio a três grupos de setores econômicos exportadores, assim como no Brasil Soberano anterior, mas o plano de aplicação dos recursos e as condições de financiamento ainda serão oficializadas em normativos do BNDES. Com as três edições do programa, o volume de recursos disponibilizados para crédito aos setores impactados pela política tarifária dos Estados Unidos soma mais de R$ 60 bilhões”. Transporte registra retração em maio O volume de serviços de transporte recuou 1% em maio na comparação com abril, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE, analisados pela CNT. O resultado contribuiu para a queda de 0,4% registrada pelo setor de serviços no país. O transporte aéreo apresentou a maior retração mensal, de 5,1%. Os serviços de armazenagem, atividades auxiliares aos transportes e correio recuaram 1,1%, enquanto o transporte terrestre ficou praticamente estável, com variação negativa de 0,1%. Em sentido oposto, o transporte aquaviário avançou 1,3% e acumula crescimento de 42% em relação a fevereiro de 2020. Na divisão por finalidade, o transporte de passageiros caiu 1,3%, e o de cargas recuou 0,2%. Apesar das oscilações recentes, o volume total das atividades de transporte permanece 17,8% acima do patamar anterior à pandemia. Queda mensal não elimina alta acumulada do diesel Os principais combustíveis apresentaram redução de preços em junho. O etanol caiu 3,09%; o óleo diesel, 1,19%; o gás veicular, 0,19%; e a gasolina, 0,12%. O movimento trouxe algum alívio no mês, mas não eliminou as altas acumuladas em 2026. No primeiro semestre, o diesel ficou 15,68% mais caro, enquanto a gasolina avançou 6,37%. O óleo lubrificante acumulou elevação de 7,65%, e o etanol registrou queda de 3,98%. O cenário de custos inclui ainda o encerramento, em 1º de julho, do subsídio federal de R$ 0,35 por litro de diesel. Os combustíveis respondem por cerca de 35% das despesas no transporte rodoviário e por até 40% nos modos aéreo, aquaviário e ferroviário. A edição acompanha ainda atividade econômica, inflação e câmbio. O IBC-Br variou 0,1% em maio; o IPCA acumulou 4,64% em 12 meses; e o dólar voltou a se aproximar de R$ 5,10. Para 2026, o relatório Focus projeta crescimento de 1,99% do PIB. A íntegra do Boletim de Conjuntura Econômica, com dados, gráficos e análises da equipe técnica da CNT, pode ser acessada aqui. Por Agência CNT Transporte Atual
Programa Mais Motoristas bate recorde e supera 138 mil inscrições

Nova edição registra crescimento de 150% em relação ao primeiro edital e reforça o interesse pela qualificação gratuita para atuação no transporte de cargas e passageiros O Programa Mais Motoristas alcançou um recorde de participação ao registrar 138.586 inscrições em todo o país. O número representa um crescimento de aproximadamente 150% em relação ao primeiro edital, lançado em 2023, quando foram contabilizados 55.550 candidatos. O resultado mostra o interesse crescente pela iniciativa, criada para ampliar a formação de motoristas profissionais e ajudar a enfrentar o déficit de mão de obra no transporte de cargas e de passageiros, um dos principais desafios do setor. A primeira convocação dos candidatos classificados está prevista para 3 de agosto. Na mesma data será divulgado o cronograma das demais convocações. Encerrado o período de inscrições, os candidatos serão classificados conforme os critérios estabelecidos no edital. Terão prioridade mulheres inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para programas sociais do governo federal), seguidas pelas demais pessoas cadastradas no programa, mulheres não inscritas no CadÚnico e, por fim, o público geral. Dentro de cada grupo, terão preferência candidatos sem vínculo formal de trabalho e aqueles com maior número de dependentes diretos. Os inscritos devem acompanhar as próximas etapas do processo seletivo. Os candidatos convocados receberão por email a solicitação para envio da documentação exigida. O preenchimento correto das informações e o envio dos documentos dentro do prazo são de responsabilidade exclusiva do candidato. O descumprimento dessas exigências implicará a perda da vaga. Mudança de carreira Beneficiários das outras edições do programa relatam que a iniciativa possibilitou a mudança de categoria da CNH e abriu caminho para uma nova atuação profissional. Foi o caso de Tiago Marinho, de 40 anos. “Eu já tinha CNH categoria D e não tinha condições financeiras de mudar para a categoria E. Quando surgiu essa oportunidade, consegui fazer a troca. Hoje já estou com o documento em mãos e atuando na área”, afirmou. Rosenildo Rocha, de 43 anos, também destaca os resultados da iniciativa. “Eu tinha habilitação nas categorias A e B e consegui mudar para a categoria E. Estou concluindo o treinamento e, depois, vou partir para a prática. Só tenho a agradecer ao programa e a toda a equipe do SEST SENAT pela oportunidade”, disse. Sobre o Programa Mais Motoristas Criado em 2023, o Programa Mais Motoristas oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para C, D ou E e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros. O SEST SENAT custeia integralmente a mudança de categoria, além da formação especializada na Escola de Motoristas Profissionais ou em cursos homologados pela instituição. A iniciativa busca ampliar a oferta de motoristas qualificados no país, gerar novas oportunidades de emprego e renda e contribuir para um trânsito mais seguro. Por Agência CNT Transporte Atual
Inscrições abertas para o 6º Fórum ITL de Inovação do Transporte

Edição de 2026 debaterá os desafios da cibersegurança e da gestão de riscos para as empresas do setor Já estão abertas as inscrições para o 6º FIT (Fórum ITL de Inovação do Transporte), que será realizado no dia 23 de setembro de 2026, na sede do Sistema Transporte, em Brasília. O encontro reunirá empresários, executivos e lideranças do setor para discutir o tema Cibersegurança e Gestão de Riscos. Em um cenário de crescente digitalização das operações, proteger dados, sistemas e infraestruturas tornou-se um fator essencial para garantir a continuidade dos negócios, preservar a reputação das empresas e fortalecer a competitividade do transporte. Nesse contexto, o Fórum promoverá um ambiente de troca de conhecimento sobre os desafios relacionados à segurança cibernética no setor. A programação contará com palestras, painéis e casos de sucesso, reunindo especialistas e representantes de empresas para compartilhar experiências, tendências e soluções voltadas à prevenção de ataques, à gestão de riscos e à resposta a incidentes. Para o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, discutir cibersegurança é uma necessidade para todas as organizações do transporte. “A transformação digital trouxe ganhos expressivos de eficiência para o setor, mas também ampliou a exposição a novos riscos. Assim, o FIT de 2026 será um espaço para disseminar conhecimento e contribuir para que as empresas estejam mais preparadas para proteger suas operações, seus dados e seus negócios”. Ao longo de seis edições, o Fórum ITL de Inovação do Transporte consolidou-se como um dos principais espaços de debate sobre inovação, tecnologia e gestão no transporte brasileiro, aproximando especialistas, empresas e instituições em torno de temas que impactam diretamente o futuro do setor. Faça gratuitamente a sua inscrição e não perca a oportunidade de participar do evento, acompanhar debates de alto nível, conhecer experiências práticas e ampliar sua rede de relacionamento com as principais lideranças do transporte. Acesse o site do ITL e garanta sua vaga. Por Agência CNT Transporte Atual
Monitore as condições das rodovias em tempo real

As transportadoras contam com uma plataforma de Business Intelligence (BI), disponibilizada pelo Grupo Apisul para acompanhar, em tempo real, os pontos bloqueados e as restrições de tráfego nas rodovias. No mapa, fique atento para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A ferramenta reúne informações de órgãos oficiais de trânsito estaduais e federais, permitindo o monitoramento contínuo das ocorrências causadas pelas condições climáticas e contribuindo para um planejamento mais seguro das operações. Consulte a plataforma antes de iniciar sua viagem e planeje seu trajeto com mais segurança. ACESSE AQUI!