Pesquisa CNT de Rodovias 2026 inicia levantamento no Rio Grande do Sul com apoio da Fetransul

A 29ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias iniciou, no dia 29 de junho, o levantamento nacional das condições da infraestrutura rodoviária brasileira. No Rio Grande do Sul, a abertura ocorreu junto ao Sítio do Laçador, em Porto Alegre, com a presença do presidente FETRANSUL, Francisco Cardoso, e de técnicos da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na ocasião, partiu o primeiro dos dois veículos que percorrerão as rodovias gaúchas durante a pesquisa. O roteiro inicial seguiu em direção a Pelotas.

Também participaram da abertura João Victor Mendes, diretor executivo do Instituto de Transporte e Logística (ITL), e Fernanda Schwantes, gerente executiva de Economia da CNT, que estavam em Porto Alegre para a abertura da turma da pós-graduação em Gestão de Negócios do ITL e acompanharam o início da Pesquisa CNT de Rodovias 2026 no Estado.

Considerada a principal referência técnica sobre a qualidade da infraestrutura rodoviária brasileira, a Pesquisa CNT de Rodovias avaliará, nesta edição, 117.016 quilômetros de rodovias pavimentadas em todo o país. O levantamento analisa as condições de pavimento, sinalização e geometria das vias, produzindo informações que subsidiam políticas públicas, orientam investimentos em infraestrutura, auxiliam o planejamento logístico das transportadoras e contribuem para o aumento da segurança viária.

Ao todo, 23 pesquisadores percorrerão as rodovias brasileiras durante aproximadamente 30 dias. As equipes partiram simultaneamente de 13 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país. O levantamento contempla toda a malha federal pavimentada, os principais trechos estaduais e a totalidade das rodovias concedidas.

No Rio Grande do Sul, serão avaliados 8.998 quilômetros de rodovias. O diagnóstico ganha relevância diante dos desafios enfrentados pelo Estado. Somente em 2025, as rodovias federais gaúchas registraram 4.899 acidentes, com 327 mortes e impacto econômico estimado em R$ 1,04 bilhão. A CNT estima, ainda, que sejam necessários R$ 10,05 bilhões em investimentos para ações emergenciais de reconstrução, restauração e manutenção da malha rodoviária estadual. Além disso, as condições do pavimento elevam em 37,2% os custos operacionais do transporte de cargas.

CUSTO LOGÍSTICO — O presidente, Francisco Cardoso, manifestou preocupação com o atual cenário da infraestrutura rodoviária gaúcha. Segundo ele, a edição de 2025 da Pesquisa CNT de Rodovias revelou que cerca de 90% da malha estadual e federal no Rio Grande do Sul foi classificada como regular, ruim ou péssima, além de apontar que as condições das estradas elevam em aproximadamente 37% o custo operacional do transporte rodoviário de cargas. Para Cardoso, esse cenário compromete a competitividade da economia gaúcha: “Em um Estado que depende de aproximadamente 85% do modal rodoviário, rodovias em melhores condições significam menor custo logístico, mais eficiência para o transporte e mais competitividade para toda a economia”.

Os resultados da edição de 2025 reforçaram a importância desse monitoramento permanente. O levantamento apontou que apenas 27% das rodovias avaliadas no Rio Grande do Sul foram classificadas como ótimas ou boas, enquanto 46,7% receberam avaliação regular e 26,3% foram consideradas ruins ou péssimas. Embora tenha sido registrada redução dos pontos críticos, a malha estadual permaneceu como o principal gargalo da infraestrutura gaúcha, evidenciando a necessidade de investimentos estruturantes e contínuos.

Realizada desde 1995, a Pesquisa CNT de Rodovias consolidou-se como uma das mais importantes referências nacionais sobre a infraestrutura viária brasileira. Além de identificar deficiências na malha pavimentada e registrar pontos críticos, o levantamento subsidia estudos técnicos, orienta o planejamento das empresas transportadoras e fornece informações estratégicas para gestores públicos e usuários das rodovias, contribuindo para políticas voltadas ao desenvolvimento da logística, da segurança viária e da competitividade do setor produtivo.

Compartilhe esta notícia

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn