Futuro do trabalho, tecnologia e dados inteligentes são destaque do Sistema Transporte no CONARH 2026

Programação do SEST SENAT aborda os desafios da transformação tecnológica, o uso estratégico de dados e o desenvolvimento de pessoas Entre 18 e 20 de agosto, o SEST SENAT participa do CONARH 2026 com uma programação voltada aos desafios da gestão de pessoas e às transformações que impactam o mundo do trabalho. Nesta terça-feira (18), a instituição apresentou, em seu estande, painéis sobre os impactos da velocidade das transformações tecnológicas, o uso de dados para orientar decisões, saúde, bem-estar, gestão de pessoas e desenvolvimento profissional. Para a diretora-executiva do SEST SENAT, Nicole Goulart, o evento é uma oportunidade para o Sistema Transporte compartilhar conhecimento e apresentar soluções para desafios atuais das empresas. “O mercado de trabalho está passando por diversas mudanças, incluindo as tecnológicas. Isso exige que as organizações também mudem a forma de desenvolver e cuidar das pessoas. Nosso objetivo, enquanto instituição, é contribuir para que empresas e profissionais estejam preparados para essas transformações, oferecendo conhecimento, qualificação e soluções que apoiem o desenvolvimento das pessoas e dos negócios”, explicou. A gerente executiva de RH do SEST SENAT, Daniele Martos, ressaltou que a participação no CONARH também permite ampliar o alcance da atuação da instituição para além do setor transportador. “Nós já atendemos às empresas do transporte, aos trabalhadores do setor e às famílias desses trabalhadores. O CONARH é uma oportunidade de ampliar esse alcance, levando nossa experiência, nossos serviços e tudo o que construímos para contribuir também com outros segmentos e com a população”, disse. No primeiro dia do evento, a instituição apresentou possibilidades de atuação em qualificação profissional, requalificação e desenvolvimento de competências, conectando os debates realizados no congresso às soluções oferecidas a trabalhadores e empresas do setor de transporte. Liderança e transformação A programação começou à tarde com o painel “Liderando a transformação: como conduzir as pessoas em cenários de mudança?”, mediado por Daniele Martos e com participação da caçadora de tendências e futurista Sabina Deweik. O debate abordou a velocidade das transformações tecnológicas, os impactos da IA (inteligência artificial) sobre o trabalho e os desafios das lideranças para conduzir equipes em um ambiente de mudanças constantes. Sabina destacou que a velocidade da transformação tecnológica amplia a sensação de obsolescência e exige adaptação contínua. Segundo ela, a inteligência artificial está no centro de um novo ciclo tecnológico, em convergência com outras áreas, como biotecnologia e computação quântica. A especialista também chamou atenção para os impactos dessas mudanças nas relações humanas e na saúde mental. Para ela, as organizações precisam criar espaços mais intencionais para diálogo, reconhecimento e pertencimento. Sabina apontou ainda um paradoxo do momento atual: ao mesmo tempo em que a tecnologia pode solucionar problemas e ampliar a produtividade, o mundo enfrenta níveis elevados de ansiedade, depressão e burnout. Nesse cenário, segundo a futurista, a saúde social, relacionada à qualidade dos relacionamentos, aos vínculos e ao senso de pertencimento e comunidade, ganha importância. “Nós já sabíamos que a saúde física e a saúde mental eram importantes e vamos continuar olhando para elas, mas temos uma outra dimensão dentro do cuidado com a saúde: a saúde das nossas relações, dos nossos vínculos”, afirmou. People Analytics na prática Na sequência, o painel “People Analytics na prática: estratégia, pessoas e resultados” discutiu o uso estratégico de dados na gestão de pessoas. A conversa foi mediada por Jessica Ribeiro, analista de desenvolvimento organizacional do SEST SENAT, e contou com a participação de Renan Nishimoto, cofundador e CEO da empresa de tecnologia Minehr. O debate apresentou diferentes níveis de maturidade na utilização de dados para a gestão de pessoas. A metodologia apresentada por Renan passa pelas etapas de coleta, visibilidade, inteligência, decisão e impacto. Segundo o executivo, o desafio está em transformar dados brutos em informações capazes de gerar insights para o negócio e apoiar as decisões do dia a dia. “Precisamos dos dados ali, no dia a dia, para auxiliar na tomada de decisões”, afirmou. O painel também destacou a importância de aproximar o RH das demais áreas das empresas. Para avançar no uso estratégico dos dados, é necessário que cultura e liderança compreendam o papel dos indicadores nos processos de decisão. Dados que cuidam Encerrando a programação do dia, o painel “Dados que Cuidam: transformando o bem-estar das pessoas e os resultados das organizações” reuniu Jader da Silva, analista de projetos da CNT, e Juliana Vasconcelos, analista de atração e seleção do SEST SENAT. Jader apresentou estudos e pesquisas produzidos pela CNT e mostrou como os dados ampliam a compreensão sobre os desafios enfrentados pelas organizações e contribuem para a construção de soluções integradas entre o RH e outras áreas. Entre os exemplos apresentados esteve a Pesquisa CNT de Rodovias, que avalia as condições da infraestrutura rodoviária brasileira e produz informações utilizadas em análises operacionais, econômicas e financeiras. O levantamento também contribui para identificar questões que afetam diretamente a rotina dos profissionais do transporte, como a falta de pontos de parada e descanso. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT apresenta prioridades do transporte e da logística no 10º Congresso ABOL

Diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza abordou a agenda de 2026 e as propostas do setor para o próximo ciclo de governo A agenda institucional do transporte para 2026 ganhou espaço no 10º Congresso Abol com um panorama das principais discussões acompanhadas pela CNT e das propostas do setor para o próximo ciclo de governo. A apresentação foi conduzida pelo diretor de Relações Institucionais da Confederação, Valter Souza, durante o encontro promovido pela Abol (Associação Brasileira de Operadores Logísticos), nos dias 13 e 14 de agosto, em Ibiúna (SP). Em sua participação, Valter Souza abordou temas da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026 relacionados à atividade dos operadores logísticos, acompanhados pela CNT nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre eles, o Marco Legal do Operador Logístico, a Reforma Tributária e relações de trabalho, segurança, planejamento e regulação do setor. “A Agenda Institucional traduz as questões que acompanhamos de forma permanente em diálogo com o poder público e com as entidades do setor. Esse trabalho é fundamental para levar as demandas do transporte às instâncias de decisão e contribuir para avanços que deem mais segurança e melhores condições para a atividade”, afirmou Valter Souza. Agenda Institucional Entre os temas apresentados, Valter Souza destacou resultados recentes da atuação da CNT, como a participação na construção do Plano Nacional de Logística 2050, o novo Marco do Licenciamento Ambiental e medidas de combate à receptação de cargas roubadas. Também mencionou o acompanhamento de questões trabalhistas, regulatórias e judiciais, que envolvem assuntos como jornada de trabalho, desoneração da folha e seguro de carga. Eleições 2026 O diretor também apresentou o projeto Eleições 2026, que reúne ações da CNT previstas para antes e depois das eleições. Entre elas, estão O Transporte Move o Brasil, documento construído coletivamente pelo setor com propostas para o próximo ciclo de governo, e o Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis, com a participação de candidatos à Presidência da República. Por Agência CNT Transporte Atual
Polo Olímpico do SEST SENAT conquista ouro e prata em campeonato nacional de Taekwondo

Atletas de Taubaté (SP) se destacaram em competição realizada em Brasília; projeto atende mais de 200 alunos e já revelou medalhistas estaduais, nacionais e internacionais Duas atletas do Polo Olímpico Esportivo do SEST SENAT de Taubaté (SP) conquistaram medalhas no Campeonato da Federação Brasileira de Taekwondo, realizado em Brasília (DF), entre 12 e 16 de agosto. Larissa Torino, de 13 anos, ficou com a medalha de ouro na categoria cadete, faixa preta, até 55 quilos. Laryssa Alexandra, de 18 anos, conquistou a prata na categoria adulto, faixa colorida, até 57 quilos. Os resultados ampliam o histórico de conquistas do projeto, que atende mais de 200 alunos nas modalidades de Taekwondo e Judô. Criado em 2016, o Polo Olímpico Esportivo tem entre suas frentes de atuação a formação esportiva de longo prazo, com foco no desenvolvimento de atletas e na formação de crianças e adolescentes. Para o instrutor de esportes do SEST SENAT de Taubaté, Diego Batista da Costa, os resultados são consequência de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Segundo ele, a formação de um atleta exige acompanhamento contínuo desde as categorias de base. “O atleta chega para a gente com 5 anos de idade. Ele começa a despontar nas categorias de base aos 12 ou 13 anos. Então, requer um trabalho de longo prazo para que a gente consiga ver o resultado”, explicou. Além do desempenho esportivo, o projeto também trabalha aspectos relacionados à convivência e à formação dos participantes. As atividades são realizadas de segunda a sexta-feira e envolvem crianças, adolescentes e famílias. Primeira medalha internacional A medalha de ouro conquistada em Brasília soma-se a uma sequência de resultados obtidos por Larissa desde que passou a integrar a equipe de Taekwondo do SEST SENAT Taubaté, em 2024. No mesmo ano, ela se tornou a primeira atleta da instituição a conquistar o título de campeã brasileira de Taekwondo. A atleta também é tricampeã paulista, com títulos conquistados em 2024, 2025 e 2026. Em 2025, foi vice-campeã da Seletiva Nacional Fechada, competição que define a Seleção Brasileira de Taekwondo, e garantiu uma vaga como reserva da equipe cadete. A conquista abriu caminho para sua participação no Pan-Americano de Taekwondo daquele ano, realizado no México, onde terminou na quinta colocação. Em 2026, Larissa garantiu novamente uma vaga na Seletiva Nacional, desta vez como titular da Seleção Brasileira Cadete. No Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro, conquistou a medalha de bronze, resultado que marcou a primeira medalha internacional de um atleta do SEST SENAT. Para Larissa, a evolução esportiva também está ligada às oportunidades proporcionadas pelo projeto. “O esporte mudou minha vida. Desde pequena, fui treinando, vendo minha evolução e conquistando mais títulos, o que foi me dando vontade de continuar até o final”, afirmou. A atleta também destacou o apoio recebido no SEST SENAT e apontou os próximos objetivos da carreira. “Meu próximo sonho é conquistar algum título internacional, mas o ponto mais forte do sonho é o título mundial e olímpico”, disse. Trajetória de conquistas A medalha de prata em Brasília representa mais uma etapa na trajetória de Laryssa Alexandra. Ela começou a praticar Taekwondo aos 8 anos, em 2017, mas disputou sua primeira competição oficial apenas em 2023, após o período da pandemia. Em 2024, a atleta estreou em competições nacionais organizadas pela CBTKD (Confederação Brasileira de Taekwondo). No ano seguinte, foi vice-campeã paulista. Em 2026, Laryssa conquistou o título de campeã paulista e garantiu classificação para seu primeiro Campeonato Brasileiro, representando o Estado de São Paulo e a equipe do SEST SENAT Taubaté. A medalha de prata conquistada em Brasília marca mais um avanço em sua trajetória esportiva. Laryssa destacou a influência do projeto em sua formação. “Sempre tive apoio e gente me motivando no SEST SENAT. Em qualquer outro lugar, eu podia ouvir que o Taekwondo não era futuro ou não era algo a se orgulhar, mas lá dentro eu sempre ouvi o contrário”, disse. A atleta agora mira novos resultados na modalidade. “Eu sonho em chegar na Seleção Brasileira, além de conquistar muitos títulos nacionais e internacionais”, afirmou. Polo Olímpico reúne 10 anos de histórias O Polo Olímpico Esportivo do SEST SENAT de Taubaté começou em 2016, com as modalidades de Taekwondo e Judô. Nos primeiros anos, a equipe participou de campeonatos estaduais e inter-regionais e passou a conquistar resultados nas categorias de base. Em 2023, o projeto conquistou as primeiras medalhas nacionais no Taekwondo, com atletas representando a Seleção Paulista no Super Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, veio o primeiro título nacional, com Larissa Torino. A evolução continuou em 2025, com a presença de Larissa na Seleção Brasileira e sua participação no Pan-Americano do México. Em 2026, além do bronze internacional conquistado pela atleta no Rio de Janeiro, três atletas de Taekwondo se sagraram campeãs paulistas e garantiram classificação para o Campeonato Brasileiro. Atualmente, o Polo Olímpico Esportivo atende mais de 200 alunos, entre trabalhadores do transporte, dependentes e integrantes da comunidade. O projeto mantém atividades de Taekwondo e Judô e segue com a formação de atletas para competições estaduais, nacionais e internacionais. Por Agência CNT Transporte Atual
Supremo valida regras de seguro obrigatório no transporte de cargas defendidas pela CNT

Decisão confirma modelo que dá ao transportador maior controle sobre a contratação dos seguros e o gerenciamento de riscos As regras para a contratação dos seguros obrigatórios e o gerenciamento dos riscos no transporte rodoviário de cargas foram mantidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O julgamento, concluído nessa terça-feira (18), confirmou a validade do modelo estabelecido pela Lei nº 14.599/2023 e defendido pela CNT no processo. A decisão encerra o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7579, apresentada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em dezembro de 2023. A ação questionava dispositivos que alteraram a sistemática dos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. A CNT ingressou no processo como amicus curiae, contribuindo com informações e argumentos sobre os impactos da legislação para o setor transportador. A Confederação defendeu a constitucionalidade das regras e a manutenção do modelo que permite ao transportador participar diretamente da contratação dos seguros e do gerenciamento dos riscos relacionados à operação. Julgamento Relator da ação, o ministro Nunes Marques votou pela manutenção das regras. Em seu entendimento, a escolha feita pelo Congresso Nacional é válida e permite ao transportador maior controle sobre a contratação dos seguros e sobre o gerenciamento dos riscos. O julgamento havia começado no Plenário Virtual do STF em abril deste ano e foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A análise foi retomada em 7 de agosto e concluída no dia 18, com a manutenção integral da legislação questionada. O acórdão, que formaliza a decisão do colegiado, ainda não foi publicado pelo STF. Para o gerente de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo, a decisão confirma a validade de um modelo que considera as responsabilidades assumidas pelo transportador durante a operação. “Existe uma relação direta entre a responsabilidade assumida pelo transportador e sua participação na contratação dos seguros e no gerenciamento de riscos. A decisão do STF mantém essa lógica e encerra o questionamento sobre a constitucionalidade das regras, trazendo maior segurança jurídica para o setor.” O que estava em discussão A Lei nº 14.599/2023 alterou as regras aplicáveis aos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças, estabeleceu a responsabilidade do transportador pela contratação dos seguros previstos para a atividade e novas regras para o PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos). Entre os argumentos apresentados pela CNI estava o de que as mudanças restringiam a liberdade de contratação e a livre concorrência. Em posição contrária, a CNT defendeu que o modelo amplia a autonomia do transportador na contratação dos seguros e no gerenciamento dos riscos da operação. O tema integra a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reúne as principais pautas acompanhadas pela CNT nos três Poderes. No documento, a Confederação defende a manutenção das regras da Lei nº 14.599/2023 e aponta que as mudanças contribuem para reduzir a burocracia e evitar perdas operacionais aos transportadores. Por Agência CNT Transporte Atual
Fórum CNT de Debates começa nesta terça (18)

Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado já confirmaram presença; Lula e Flávio Bolsonaro sinalizam positivamente, mas ainda definem agenda O Sistema Transporte divulgou a programação do 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis, que será realizado nos dias 18 e 19 de agosto, na sede da CNT, em Brasília. O evento reunirá candidatos à Presidência da República, empresários, lideranças do setor transportador e especialistas para discutir propostas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, da logística e da mobilidade no país. Durante o Fórum, os candidatos receberão a publicação O Transporte Move o Brasil: Propostas da CNT ao País, documento que reúne as principais demandas do setor transportador para subsidiar o debate sobre políticas públicas e contribuir para a construção de uma agenda estratégica para o desenvolvimento nacional. Até o momento, estão confirmadas as participações de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). A organização do evento também aguarda o retorno das equipes dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Assim que as agendas forem confirmadas, a programação será atualizada. Programação confirmada 18 de agosto (terça-feira) 19 de agosto (quarta-feira) A programação está sujeita a alterações de acordo com a confirmação das agendas dos candidatos. O Fórum CNT de Debates é um espaço de diálogo entre o setor transportador e os candidatos à Presidência da República. A iniciativa busca promover a apresentação de propostas e o debate sobre temas estratégicos para a competitividade do país, como infraestrutura logística, segurança pública, ambiente regulatório, simplificação tributária, fortalecimento das agências reguladoras e ampliação da participação do transporte nas decisões estratégicas do governo. Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o Fórum reafirma o compromisso da CNT de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento nacional. “O transporte é um dos pilares da economia brasileira e precisa ocupar um espaço central no debate sobre o futuro do Brasil. Nosso objetivo é proporcionar um ambiente qualificado para que os candidatos apresentem suas propostas e conheçam, de forma aprofundada, as prioridades do setor transportador. É uma oportunidade de diálogo em favor da competitividade, da infraestrutura e do crescimento do país.” O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destaca que o formato do evento favorece um diálogo aprofundado entre os presidenciáveis e as lideranças empresariais. “Cada candidato terá um espaço exclusivo para apresentar sua visão para o país e dialogar diretamente com os representantes do transporte. O Fórum foi estruturado para promover um debate técnico e propositivo, permitindo que o setor apresente suas demandas e conheça, com profundidade, os compromissos de cada presidenciável com a infraestrutura, a logística e o desenvolvimento nacional.” Credenciamento de imprensa Os jornalistas interessados em cobrir o 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis já podem solicitar o credenciamento de imprensa. Os pedidos devem ser enviados para imprensa@cnt.org.br até as 18h do dia 17 de agosto, com as seguintes informações: Serviço 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis Data: 18 e 19 de agosto de 2026 Local: Sede da CNT – Brasília (DF) Setor de Autarquias Sul (SAUS), Quadra 1, Bloco J, Edifício Clésio Andrade Credenciamento de imprensa: solicitações até as 18h de 17 de agosto pelo e-mail imprensa@cnt.org.br, com nome completo, veículo de comunicação, função, CPF e telefone para contato. Por Agência CNT Transporte Atual
ANTT abre sessão de tomada de subsídios para revisão dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas

Transportadores e demais interessados poderão enviar dados técnicos sobre operações entre 17 e 26 de agosto; informações vão subsidiar atualização da metodologia e dos coeficientes utilizados no cálculo dos pisos A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), abrirá, na próxima segunda-feira (17/8), a Tomada de Subsídios nº 003/2026, destinada à coleta de dados técnicos sobre operações de transporte rodoviário de cargas. As informações recebidas serão utilizadas para subsidiar a revisão da Resolução nº 5.867, de 14 de janeiro de 2020, que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes empregados no cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário remunerado de cargas. A iniciativa integra o processo de aperfeiçoamento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e busca ampliar a base de informações técnicas utilizada pela Agência na avaliação dos custos da atividade, considerando as características das operações realizadas no setor. A Resolução nº 5.867/2020 estabelece os parâmetros para definição dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado, considerando o número de eixos carregados e os diferentes tipos de operação de transporte. Como participar A Tomada de Subsídios será aberta ao público. O período para envio das informações começa às 9h do dia 17 de agosto de 2026 e termina às 18h do dia 26 de agosto de 2026, sempre no horário de Brasília. A documentação do processo, incluindo a planilha que deverá ser utilizada para o preenchimento dos dados, estará disponível no Sistema ParticipANTT, plataforma de participação social da Agência, no espaço dedicado à Tomada de Subsídios nº 003/2026. A coleta permitirá que empresas, transportadores e demais interessados contribuam com informações técnicas das operações do setor, fortalecendo a base de dados utilizada pela ANTT no processo de revisão regulatória. Serviço Tomada de Subsídios nº 003/2026Período: das 9h de 17/8/2026 às 18h de 26/8/2026Participação: https://participantt.antt.gov.brInformações: ts003_2026@antt.gov.br Por Bruno Laganá da Comunicação da ANTT – foto: Natalia Marcelewicz
Últimos dias para participar da Pesquisa de Mercado do TRC 2026. Participe!

A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país. O levantamento está sendo realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor. A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento. Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG). A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. O questionário estará disponível até o dia 20 de agosto. Acesse o questionário e participe: https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7 Fonte: NTC&Logística
Family Business: Como preparar a próxima geração?

Programas estruturados de desenvolvimento ajudam empresas familiares a preparar a próxima geração para atuar como acionistas, líderes e gestores com visão de longo prazo “Como preparar a próxima geração?” ou “Quais papéis posso desempenhar na empresa familiar?” são perguntas que escuto com frequência. Às vezes, refletem apenas curiosidade, outras vezes, incertezas. Mas, na maioria das vezes, revelam o desejo genuíno de acertar. Outras questões recorrentes são: “Como prepará-los para prosperar? Como aumentar suas chances de sucesso? Terei um sucessor?”. Famílias empresárias de sucesso desenvolvem programas estruturados para ajudar membros da próxima geração a se tornarem bons acionistas e, eventualmente, líderes empresariais. Ao longo dos anos, vi uma infinidade de Programas de Desenvolvimento (PdG), com diferentes formatos e metodologias. Ainda que existam várias maneiras de estruturá-los, é útil pensar em dois elementos fundamentais: o público-alvo e o escopo do desenvolvimento. A definição do público-alvo leva em conta a idade e a fase da vida. É comum começar um PdG no início da adolescência, entre os 11 e os 14 anos. Já vi famílias que começam com crianças a partir de 4 anos. Porém, não existe um limite máximo: pessoas com mais de 50 anos também podem estar envolvidas, sobretudo, se estiverem sendo preparadas para assumir posições na liderança e/ou na governança dos negócios. Naturalmente, os desafios, os interesses e as formas de aprendizado variam conforme a idade, e o PdG precisa refletir essa diversidade. O escopo do desenvolvimento é mais complexo, pois define em quais áreas o programa se concentrará: formação para a vida como um todo, ou qualificação para atuação na empresa ou na governança? Uma abordagem eficaz define os papéis a serem focados – cidadão responsável, executivo, acionista engajado, líder empresarial, conselheiro etc. – e, a partir disso, mapeia as competências necessárias. Por exemplo, um acionista engajado pode precisar entender os princípios das empresas familiares, conhecer os ativos, compreender a história e os valores da família e desenvolver habilidades básicas de liderança e negócios. Uma vez definidos os papéis e as competências a focar, é possível desenhar trilhas de desenvolvimento. Elas podem incluir treinamentos coletivos, cursos complementares, mentorias, estágios, empregos, trabalhos em meio período, posições júnior na governança, projetos, coaching, entre outras experiências. A partir das trilhas, planos de desenvolvimento individual são ajustados à idade, ao momento de vida, às preferências de aprendizagem e aos interesses pessoais. Na sequência, para medir o sucesso de um PdG, é essencial estabelecer metas claras. A metodologia SMART é uma boa aliada: metas específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazos definidos. Algumas podem estar ligadas ao processo – como um percentual definido de engajamento no programa no primeiro ano –, outras ao resultado, como ter dois candidatos familiares capazes de assumir o cargo de CEO em 5 anos, por exemplo. Vale lembrar que cada família tem seus próprios objetivos, que devem ser discutidos, validados e acompanhados por um grupo responsável, quer seja um conselho, comitê, time ou força-tarefa. Esse grupo deve atuar como guardião do PdG, debatendo e refinando seus objetivos e iniciativas, garantindo sua continuidade e efetividade. Por fim, é fundamental compreender que os frutos desse investimento são colhidos no longo prazo. Um PdG eficaz exige paciência, dedicação, monitoramento e ajustes constantes. Mas, certamente, será um dos investimentos mais relevantes que uma empresa familiar pode fazer. *Ana Silvia Resende é especialista em empresas familiares, sócia da ALMA Consultoria e professora do Insper. (Os artigos publicados nesta seção não refletem necessariamente a opinião do Sistema Transporte e são de inteira responsabilidade de seus autores.) Por Agência CNT Transporte Atual – por Ana Silvia Resende*
Qualidade da infraestrutura compromete a competitividade

Entre estradas em condições inadequadas e uma forte dependência do transporte rodoviário, a logística gaúcha ainda enfrenta obstáculos que pesam sobre a economia. O problema aparece no tempo perdido, no aumento do combustível, na manutenção dos veículos e, ao final do processo, no preço que chega para empresas e consumidores. Esses e outros gargalos logísticos foram temas discutidos no Painel Diálogos, promovido pela Fetransul, em Porto Alegre. Entre os participantes estava Fernanda Schwantes, gerente executiva de economia da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que chamou atenção para a falta de investimentos e para a dependência das rodovias. Em entrevista ao Jornal do Comércio, ela analisa os principais entraves da logística gaúcha, os impactos sobre a competitividade e o que precisa avançar para que o Estado tenha uma infraestrutura capaz de acompanhar suas necessidades. JC Logística – Como a CNT avalia hoje a infraestrutura brasileira para o transporte de cargas? Fernanda Schwantes– A infraestrutura em todas as modalidades de transporte, seja rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e terminais, está faltando investimento. Nós estimamos que é necessário implementar 2.800 projetos para o Brasil alcançar um nível de infraestrutura ideal e comparável com outros países que competem com o País no mercado internacional. E esses projetos demandariam R$ 2 trilhões em investimentos. Aqui no Rio Grande do Sul, são 256 projetos identificados como prioritários, os quais demandariam R$ 125 bilhões em investimento em todos os modos de transporte de cargas. Log – O Brasil avançou ou perdeu no quesito de competitividade logística nos últimos anos? Fernanda – Certamente perdeu por falta de investimento, porque o volume de recursos que a União consegue investir no modo rodoviário, que é por onde a gente movimenta 65% das cargas e mais de 95% da mobilidade de passageiros, é feita por rodovias, saímos de um volume de investimentos em infraestrutura em torno de 2% do PIB, na década de 70, para 0,13% do PIB em 2025. Isso em valores são R$ 17 bilhões de reais por ano, que é muito inferior ao que o Brasil precisaria investir em rodovias. Estimamos que só para a manutenção das rodovias que já existem, o Brasil precisaria investir R$ 50 bilhões por ano. A qualidade da infraestrutura compromete a competitividade das empresas e do País. Log – Quais gargalos logísticos do Rio Grande do Sul chamam mais atenção hoje? Fernanda – São diversos problemas de logística. O primeiro é a nossa matriz de transporte que é bastante concentrada no modo rodoviário. É a modalidade que recebe maior volume de investimentos. Não estamos falando em reduzir carga do modo rodoviário, mas sim em usar cada modalidade para o que é melhor, por exemplo, longas distâncias com produto de baixo valor agregado, como é o caso de grãos ou minérios, é melhor fazer por ferrovia e deixar os caminhões para distâncias mais curtas. Ainda temos baixa densidade de malha. Só 12% da malha rodoviária no Brasil é pavimentada. Vimos casos em que até o exército acabou fazendo. E por último é a qualidade da infraestrutura. Rodovias que não estão em bom estado de conservação aumentam muito o custo operacional do transportador e no fim vira inflação para todos os produtos. Log – Qual é o impacto da condição das rodovias sobre o custo operacional e consequentemente sobre a competitividade das empresas? Fernanda – Estimamos que o custo operacional de caminhões e ônibus que andam por rodovias de baixa qualidade aumenta em média 30% em relação a um pavimento de boa qualidade. Aqui no Rio Grande do Sul isso é ainda mais crítico, porque é quase um aumento de 40% no custo operacional do transportador em função da má qualidade das rodovias, as rodovias sob concessão também estão classificadas em estado geral de conservação regular, ruim ou péssimo. Ou seja, o transportador já paga impostos para ter infraestrutura, mas ainda sim paga pedágio. Vemos que há muito caminho para a melhoria dos contratos de concessão e também que as concessionárias precisam ser melhor fiscalizadas sobre os investimentos que elas têm efetivamente feito. Log – O que as enchentes de 2024 revelaram sobre a vulnerabilidade da infraestrutura gaúcha? Fernanda – Revelou que não só o Rio Grande do Sul, mas o Brasil inteiro não tem uma infraestrutura resiliente às mudanças climáticas. Praticamente todas as rodovias construídas no país foram construídas na década de 70, com padrões de construção compatíveis com a realidade que se tinha naquela época. Acredito também que o Estado não está preparado para outro evento climático porque tudo foi reconstruído com o mesmo padrão de infraestrutura da que foi perdida em função dos eventos climáticos extremos. Temos muitos estudos e conhecimento, mas acaba que custa muito mais cara de ser implementada, e dada a urgência, ela acabou sendo reconstruída com o mesmo padrão construtivo anterior. Log – Como a infraestrutura influencia a decisão de novos investimentos privados no Rio Grande do Sul? Fernanda – Quando uma empresa decide se instalar em uma determinada localidade, ela vai considerar quais são as condições para receber matéria prima e escoar a produção dela. Quanto mais precária for a infraestrutura numa determinada região, mais difícil fica para uma empresa se instalar naquele local. Vimos isso acontecer muito no Estado e em algumas outras regiões do País à medida que a infraestrutura foi piorando. O custo logístico acaba ficando muito mais alto em função dessa dificuldade de escoar a safra e a produção industrial por causa da baixa qualidade da infraestrutura. Log – Por fim, quais obras estruturantes ou investimentos deveriam ser prioridades nos próximos anos para melhorar a logística gaúcha? Fernanda – São diversas melhorias que precisam ser feitas nas rodovias para melhorar o fluxo e a segurança para os usuários também. Vimos que no Rio Grande do Sul são necessários 256 projetos que precisam ser implementados para melhorar a infraestrutura do Estado, e esses projetos, entre eles a duplicação de rodovias, construção de faixa adicional em subidas, melhoria da sinalização e melhoria da qualidade do pavimento, demandariam R$ 125 bilhões de investimento. Fonte: JC – Sofia Kramp Leke
Inclusão feminina no transporte exige qualificação, infraestrutura e articulação institucional

Diretora executiva nacional do SEST SENAT defende formação profissional, melhores condições de trabalho e articulação entre governo, empresas e entidades para ampliar a participação das mulheres no setor. A ampliação da participação feminina no transporte passa por um conjunto de ações que envolve qualificação profissional, infraestrutura adequada e articulação entre poder público, empresas e entidades formadoras. Essa foi a principal mensagem da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, durante o painel “Governança em Setores Regulados: poder, articulação institucional e impacto territorial”, realizado nessa quarta-feira (12), no evento Elas em Ação: Mulheres que Transformam o Futuro, em Brasília. O debate reuniu lideranças de diferentes setores estratégicos para discutir como a governança, as políticas públicas, os investimentos e a cooperação institucional contribuem para o desenvolvimento regional e o fortalecimento de cadeias produtivas. Além de Nicole Goulart, participaram do painel a diretora de Relações Governamentais da Sanofi, Tatiana Porto, a gerente-geral do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), Roberta Mendes, a advogada e professora Celita Oliveira Sousa, e a palestrante Jaqueline Rodrigues. Durante sua apresentação, Nicole destacou a atuação do SEST SENAT na qualificação profissional e na promoção da saúde dos trabalhadores do transporte, ressaltando que a instituição contribui para a formação de mão de obra qualificada e para que as empresas atendam às exigências regulatórias do setor. Ao abordar a presença feminina no transporte, Nicole afirmou que a inclusão das mulheres depende de mudanças estruturais que garantam condições adequadas para o exercício da profissão. Segundo ela, iniciativas como o Elas em Ação ampliam o debate sobre a ocupação de espaços de liderança, mas também evidenciam desafios que ainda precisam ser superados para que essa participação ocorra de forma efetiva. Entre os exemplos citados está a necessidade de ampliar a infraestrutura de apoio aos motoristas profissionais nas rodovias. Para Nicole, a oferta de pontos de parada seguros e adequados deve integrar a estratégia de ampliação da participação feminina no transporte rodoviário. “Não adianta trazer dados que dizem faltar cerca de 1,5 milhão de motoristas profissionais no nosso setor e dizer que a gente precisa incluir mulheres sem olhar para uma colaboração entre entes governamentais, empresas privadas e entidades formadoras”, afirmou. Formação profissional é condição para a inclusão Nicole também defendeu que políticas de inclusão sejam acompanhadas de investimentos em capacitação e desenvolvimento profissional. “Políticas de inclusão precisam estar acompanhadas de formação e de condições concretas para o exercício das atividades. Não adianta ter política de cotas, por exemplo, se a gente não capacita a mulher para ocupar esse espaço”, disse. A diretora ressaltou ainda que as instituições de ensino e qualificação têm papel fundamental na transformação da percepção sobre as profissões do transporte, contribuindo para que a presença feminina em atividades historicamente ocupadas por homens seja encarada com naturalidade. “O meu papel, enquanto instituição formadora, é diminuir esse espanto. Tem que ser normal ver mulheres ocupando funções que, historicamente, foram associadas aos homens”, afirmou. Sobre o Elas em Ação Realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, o Elas em Ação: Mulheres que Transformam o Futuro é um encontro nacional, independente e apartidário que reúne lideranças do governo, da indústria, do agronegócio, da sociedade civil e da iniciativa privada para discutir temas relacionados à liderança feminina, inovação, ESG, comunicação estratégica, desenvolvimento institucional e políticas públicas. O evento busca fortalecer a participação das mulheres em espaços de decisão e promover a troca de experiências entre profissionais que atuam em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Por Agência CNT Transporte Atual