Nova lei do frete entra em vigor e atualiza regras para o transporte rodoviário

Sancionado pelo presidente da República, texto cria regras para registro das operações, amplia mecanismos de fiscalização do piso mínimo e mantém prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete O presidente Lula sancionou, em 5 de agosto, a Lei nº 15.485/2026, que altera regras do TRC (transporte rodoviário de cargas) e da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A nova legislação estabelece exigências para o registro das operações, amplia mecanismos de fiscalização e cria um regime escalonado de penalidades para o descumprimento do piso mínimo de frete. Entre os dispositivos vetados pelo governo está a obrigatoriedade de antecipação de 70% do valor do frete no momento da contratação, com quitação do saldo em até três dias úteis após a entrega. Esse veto foi defendido pela CNT, que atuou desde o início da tramitação da proposta no Congresso Nacional para evitar retrocessos e novos gargalos operacionais no setor. O governo argumentou que a antecipação obrigatória restringiria excessivamente a liberdade contratual e não seria adequada à diversidade das operações logísticas. Com a decisão, permanece o prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A lei mantém a possibilidade de antecipação de recebíveis, com custo limitado a até 300% da taxa do CDI, e proíbe a cobrança de qualquer valor que reduza a quantia correspondente ao piso mínimo de frete. Registro das operações A nova legislação amplia o conjunto de informações a constar no registro das operações de transporte. O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) deverá reunir dados sobre o contratante, o contratado e eventual subcontratado, além de informações sobre a carga, a origem e o destino, os valores e a forma de pagamento e o recolhimento previdenciário. O CIOT deverá ser obtido previamente à realização da operação e estar vinculado ao MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), preferencialmente de forma simultânea à emissão do documento. Nas operações que não envolverem a contratação de TAC (transportador autônomo de cargas), caberá à ETC (empresa de transporte rodoviário de cargas) que executar o serviço realizar o registro. A efetiva vinculação entre CIOT e MDF-e dependerá da integração dos sistemas e da regulamentação dos procedimentos pelos órgãos envolvidos. A medida amplia a rastreabilidade das operações e facilita o cruzamento de informações, especialmente para a fiscalização do cumprimento dos pisos mínimos de frete. Fiscalização e penalidades A Lei nº 15.485/2026 estabelece um regime escalonado de penalidades para o descumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete. Na primeira ocorrência, poderá ser aplicada a suspensão cautelar do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Em caso de reincidência, haverá suspensão do registro. Para situações de contumácia, está previsto o cancelamento do registro por até 24 meses. As sanções também poderão alcançar plataformas digitais, aplicativos e outros agentes que anunciarem ou intermediarem ofertas de frete abaixo do piso mínimo. Em caso de reincidência, a multa poderá chegar a R$ 1 milhão, com possibilidade de aplicação em dobro em uma nova reincidência específica. O regime de penalidades não se aplica ao TAC que atuar exclusivamente como transportador contratado. Atualização do piso mínimo A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deverá revisar semestralmente os valores da Política Nacional de Pisos Mínimos. As atualizações deverão ocorrer até 20 de janeiro e 20 de julho, por meio de processo participativo com representantes dos diferentes segmentos do TRC. A legislação também mantém o mecanismo de atualização extraordinária dos pisos em função da variação do preço do diesel. Quando o combustível apresentar variação igual ou superior a 5%, a ANTT deverá publicar, em até três dias úteis, o reajuste correspondente dos pisos mínimos. A medida busca aproximar os valores de referência da política de fretes das oscilações dos custos operacionais do transporte. Vetos presidenciais Ao sancionar a lei, o presidente vetou 15 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Além da antecipação obrigatória de 70% do frete, foram vetados: Segundo o governo, o último dispositivo foi vetado em razão dos riscos à infraestrutura rodoviária e à segurança viária. No caso do Procargas, os vetos retiraram do texto a previsão da PNPR-Cargas (Política Nacional Permanente de Renovação da Frota) e as prioridades de financiamento destinadas a TACs e cooperativas. O governo alegou que as medidas poderiam se sobrepor a programas já existentes, como o Renovar e o Move Brasil – Caminhões. Período de adaptação A implementação das novas obrigações ocorrerá de forma gradual e os contratos em execução terão 90 dias para se adequar às novas regras. Durante o período de adaptação, infrações relacionadas exclusivamente às novas exigências serão tratadas de forma orientativa, mediante notificação, exceto em casos de fraude, dolo, simulação, embaraço à fiscalização ou reincidência. A regulamentação da ANTT definirá como as exigências serão incorporadas aos processos e sistemas de transportadores, empresas, contratantes e plataformas de intermediação, consolidando os novos mecanismos de registro, integração de dados e fiscalização previstos na Lei nº 15.485/2026. Infrações anteriores à regulamentação da lei não poderão ser usadas para caracterizar contumácia ou reincidência.
Fetransul reúne setor, candidatos ao Governo e lideranças gaúchas no Painel Diálogos e Troféu Alma Gaúcha

Evento realizado em Porto Alegre combinou debate técnico sobre economia, infraestrutura e logística, apresentação de propostas para o Estado e reconhecimento a pessoas e instituições em sete segmentos da sociedade A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) reuniu, na última segunda-feira (10), empresários, executivos, especialistas e lideranças no Painel Diálogos – Transporte & Logística e na segunda edição do Troféu Alma Gaúcha, no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. A programação combinou debate técnico sobre economia, infraestrutura e logística, encontro com candidatos ao Governo do Estado e reconhecimento a pessoas e instituições com atuação relevante para o Rio Grande do Sul. O Painel Diálogos teve como convidados a gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes; o superintendente de Relações Institucionais da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), Hideraldo Caron; e o economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Marcelo Portugal. As apresentações abordaram o cenário econômico brasileiro, as necessidades de investimento em infraestrutura e os impactos da qualidade da malha de transportes sobre custos, produtividade e competitividade. Para o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, a programação cumpriu o objetivo de aproximar diferentes dimensões do desenvolvimento do Estado. Segundo ele, o encontro com os candidatos permitiu apresentar diretamente as prioridades do setor, enquanto o painel técnico qualificou a discussão sobre os desafios econômicos e de infraestrutura. “Conseguimos reunir, em um mesmo dia, o debate sobre o futuro do Rio Grande do Sul, conhecimento técnico e o reconhecimento a quem contribui concretamente para a sociedade. O Troféu Alma Gaúcha se consolida justamente por ampliar esse olhar para além da economia, valorizando sete segmentos que ajudam a construir o Estado”, afirma. Infraestrutura — Na avaliação da CNT, a infraestrutura permanece como um dos principais fatores de pressão sobre os custos do transporte. Fernanda Schwantes apresentou dados do Plano CNT de Transporte e Logística, que mapeia 2.837 projetos considerados necessários para que o Brasil avance em direção a um nível adequado de infraestrutura, com investimentos estimados em R$ 2,03 trilhões. No Rio Grande do Sul, são 256 projetos nos modais rodoviário, ferroviário, portuário, aeroportuário e em terminais, com necessidade estimada de R$ 125 bilhões. As condições das rodovias têm impacto direto nos custos das empresas de transporte. Conforme os levantamentos da CNT apresentados por Fernanda Schwantes, um veículo que trafega por pavimento inadequado registra aumento médio de aproximadamente 30% no custo operacional no Brasil. No Rio Grande do Sul, esse impacto se aproxima de 40%. A deficiência da infraestrutura, observou a economista, ultrapassa os limites do setor ao se incorporar ao preço do transporte e, consequentemente, ao custo dos produtos. A necessidade de ampliar as fontes de financiamento para a infraestrutura foi o ponto central da exposição de Hideraldo Caron. Ao apresentar o Pacto pela Infraestrutura, iniciativa articulada por 11 entidades nacionais, o engenheiro ressaltou que o estoque brasileiro de infraestrutura corresponde a aproximadamente 35% do Produto Interno Bruto (PIB), diante de uma média mundial próxima de 60%. Segundo Caron, as concessões contribuíram para melhorar a manutenção dos ativos existentes, mas ainda não produziram a expansão necessária para reduzir o déficit de infraestrutura do País. Já o cenário macroeconômico e as perspectivas para os próximos anos pautaram a análise de Marcelo Portugal. O economista apontou o desequilíbrio fiscal e o elevado custo da dívida pública entre os principais condicionantes do crescimento e avaliou que, mesmo com a trajetória de redução da taxa básica, o Brasil deverá continuar convivendo com juros reais elevados. Na avaliação de Portugal, a necessidade de ajuste das contas públicas poderá reduzir os estímulos à demanda e tornar o ambiente econômico mais restritivo em 2027 e 2028. Encontro com candidatos — Um dos momentos de destaque da programação foi o encontro da Fetransul com os candidatos ao Governo do Estado, durante reunião-almoço que antecedeu o painel técnico. Gabriel Souza, Marcelo Maranata e Edegar Pretto, candidato a vice-governador na chapa de Juliana Brizola, estiveram diante de empresários e lideranças do transporte rodoviário de cargas para apresentar suas propostas e visões sobre o futuro do Rio Grande do Sul. O encontro abriu espaço para o diálogo direto sobre desenvolvimento econômico, infraestrutura, logística e outros temas estratégicos para a competitividade do Estado. Na oportunidade, a Fetransul, representando os 12 sindicatos filiados e as empresas transportadoras gaúchas, entregou a Agenda Legislativa 2027–2030. O documento reúne as prioridades institucionais do setor para a próxima legislatura e busca contribuir para a formulação de políticas públicas relacionadas ao crescimento econômico, à produtividade, à competitividade, à segurança jurídica e à sustentabilidade. Entre as propostas estão planejamento de longo prazo para a infraestrutura e integração entre os diferentes modais de transporte; renovação e descarbonização da frota; formação e qualificação de profissionais; medidas de combate ao roubo e à receptação de cargas; e participação permanente das entidades do transporte nos fóruns de desenvolvimento e na formulação de políticas públicas. Marcelo Portugal aponta desafio fiscal e projeta ambiente econômico mais restritivo em 2027 e 2028 Economista avaliou no Painel Diálogos da Fetransul que juros reais elevados e necessidade de ajuste das contas públicas deverão condicionar o desempenho da economia brasileira nos próximos anos O desequilíbrio das contas públicas e seus efeitos sobre juros, dívida e atividade econômica deverão permanecer entre os principais desafios do Brasil nos próximos anos. A avaliação foi apresentada pelo economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Marcelo Portugal durante o Painel Diálogos – Transporte & Logística, promovido pela Fetransul na última segunda-feira (10), no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. Portugal estruturou sua análise em torno do cenário econômico de 2026 e das perspectivas para o período posterior às eleições. Na sua avaliação, a economia brasileira deverá chegar ao final deste ano ainda convivendo com juros elevados, inflação relativamente controlada e desaceleração da atividade econômica. Mesmo com a redução gradual da taxa básica de juros, observou, o custo real do dinheiro continuará elevado. “A Selic vai continuar a cair, mas vai cair aos
Family Business: Por que seu filho não precisa trabalhar no negócio para gerar valor

Empresas familiares prosperam quando reconhecem e valorizam diferentes perfis de acionistas, desde que cada um esteja preparado para exercer bem seu papel Em uma recente aula em um curso de Administração, debatemos se um acionista que não trabalha no negócio familiar agrega valor ou não. Após discussão, os alunos concordaram que sim, mas de diferentes formas. São quatro tipos de acionistas: o operador, o governador, o investidor e o acionista passivo. O operador tem competência executiva e interesse em trabalhar diretamente no negócio, em funções estratégicas ou operacionais, a depender de sua trajetória e experiência. Este tipo de acionista está no cotidiano da empresa e ocupa uma posição que exige grande envolvimento. O governador participa da governança, seja como um conselheiro de administração, de família ou de acionistas. Conheço uma pedagoga que é conselheira de administração em um negócio do setor financeiro. Preparou-se por anos, desenvolvendo as competências necessárias para assumir essa responsabilidade a contento. Já o investidor foca nos resultados e estabelece o diálogo construtivo com o negócio. Em uma família do ramo da engenharia, há um acionista desse tipo que é médico. Ele desafia positivamente os conselhos. Como a pedagoga, também se preparou para isso: fez cursos, aprendeu sobre estratégia, relatórios financeiros e o negócio. Por fim, o acionista passivo mantém seu capital investido no negócio, mas não se envolve no dia a dia. Caso opte por sair, haverá impactos importantes à empresa. Acionista que mantém seu dinheiro no negócio tem sim valor. Tenho o exemplo de uma farmacêutica que não se interessa pela empresa e que delegou à mãe e ao irmão o papel de governadores, conservando sua participação acionária, essencial para a sustentação do grupo e seus reinvestimentos. Assim, todos os tipos de acionistas agregam valor à empresa. No entanto, é essencial que as pessoas sejam capacitadas para exercer esses papéis de forma eficaz. Competência Não se deve criar incentivos apenas para que os familiares sejam operadores. O trabalho deve ser feito por quem tem competência, e não para justificar um salário. Caso contrário, criam-se situações como a de outra família que atendo, do setor industrial, em que não havia distribuição de dividendos. Quem não trabalhasse, não recebia nada. Uma das filhas, terapeuta ocupacional apaixonada pela sua área, candidatou-se a uma posição de finanças, sem ter aptidão ou interesse, para se sustentar. Mesmo que aprendesse o trabalho, sua contribuição seria desengajada e ela ficaria descontente. Se a intenção é que todos estejam motivados, as pessoas devem estar nas posições certas. Acionistas recebem dividendos; quem trabalha ativamente recebe salário. Executivos podem ser substituídos mais facilmente do que acionistas, que comprometem seu patrimônio no negócio. Por isso, bons acionistas devem ser mantidos. Vale destacar que os papéis podem mudar com o tempo. Um familiar pode, em certo momento, interessar-se pela governança e, em outro, querer atuar como operador. Desde que tenha desenvolvido as competências, ele pode mudar de papel. Ao criar incentivos corretos e capacitar as pessoas para suas funções, o engajamento e a valor gerado por cada tipo de acionista são maximizados. Antes de valorizar apenas os filhos que operam o negócio, pense que aqueles que não o fazem diretamente, mas são bem-preparados e têm as habilidades para desempenhar seus papéis, podem ser tão valiosos quanto. No mínimo, aumenta-se a probabilidade que todos sejam mais felizes, menos conflitos aconteçam e mais o negócio prospere. *Ana Silvia Resende é especialista em empresas familiares, sócia da ALMA Consultoria e professora do Insper. (Os artigos publicados nesta seção não refletem necessariamente a opinião do Sistema Transporte e são de inteira responsabilidade de seus autores.) por Ana Silvia Resende* Por Agência CNT Transporte Atual
“Precisamos transformar diálogo em soluções”, diz presidente da Fetransul

Empresários, especialistas e lideranças do transporte rodoviário de cargas se reuniram nesta segunda-feira (10), em Porto Alegre, para discutir os principais gargalos de infraestrutura e logística que afetam a economia do Rio Grande do Sul. Promovido pela Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), o encontro também realizou a entrega do Troféu Alma Gaúcha. O evento, realizado no Hotel Deville Prime, iniciou a tarde com o Painel Diálogos, trazendo diversas perspectivas dos participantes. Dentre os painelistas, estavam a gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes; o superintendente de Relações Institucionais da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), Hideraldo Caron; e o economista Marcelo Portugal, professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Ufrgs. Infraestrutura como entrave ao desenvolvimento Em um Estado cuja movimentação de cargas depende majoritariamente das rodovias, a discussão foi essencial para o setor. Além das questões relacionadas à infraestrutura, o encontro colocou em debate os caminhos para aumentar a eficiência do transporte e, consequentemente, melhorar as condições para o desenvolvimento econômico do Estado. A avaliação do setor é de que problemas logísticos acabam ultrapassando os limites das transportadoras, atingindo assim diferentes segmentos da economia. Segundo a Fetransul, cerca de 85% das cargas movimentadas no Rio Grande do Sul utilizam o modal rodoviário. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, ressalta que escolheu a palavra “diálogo” para representar o painel. “Escolhemos essa palavra de forma muito intencional porque os desafios da infraestrutura e da logística brasileira não serão resolvidos isoladamente. Necessitamos de diálogo entre o setor produtivo, especialistas, entidades e o poder público. Precisamos, principalmente, tornar esse diálogo em soluções”, salienta. Nesse cenário, as condições das estradas, os congestionamentos e outros gargalos de infraestrutura têm impacto direto sobre os custos e a competitividade das empresas. Troféu Alma Gaúcha reconhece destaques do Estado Após o painel, a Fetransul realiza a segunda edição do Troféu Alma Gaúcha, criado para reconhecer pessoas e instituições que tiveram atuação relevante diante de desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul e que desenvolvem iniciativas voltadas ao crescimento do Estado. Nesta segunda edição, a escolha foi acordada por uma comissão formada por representantes de diferentes áreas, e os homenageados foram reconhecidos em sete categorias: Economia, Negócios e Empresas; Responsabilidade Social e Interesse Coletivo; Arte e Cultura; Saúde e Compromisso com o Interesse Público; Infraestrutura, Resiliência e Reconstrução; Educação, Inovação e Tecnologia; e Meio Ambiente e Sustentabilidade. Entre os premiados estão Nora Teixeira (representante); Julio Flávio Dornelles de Matos; Dody Sirena (representante); Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA); Plano Rio Grande; Fundação Gaia; Junior Achievement Rio Grande do Sul. Fonte: JC – Sofia Kramp Leke Foto: FABIOLA CORREA/JC
Candidatos ao Piratini apresentam propostas para infraestrutura e transporte

Os candidatos ao governo do Estado apresentam suas propostas para o setor de logística e transporte nesta segunda-feira (10) durante o almoço organizado pela Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul (Fetransul) no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. Os candidatos que marcaram presença foram o vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB). Juliana Brizola (PDT) enviou o seu vice, Edegar Pretto (PT), para representá-la. Luciano Zucco (PL) não compareceu e não enviou representante. Conforme a assessoria da Fetransul, todos os nomes foram convidados. Um tema recorrente no debate foram as concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul. O tema veio à tona quando os candidatos responderam às perguntas formuladas por líderes do setor de transportes e logística. Gabriel Souza defendeu o modelo de concessões rodoviárias apresentado pelo governo Eduardo Leite (PSDB) nos últimos anos. “Está comprovado que o caixa do Estado não é capaz de investir em rodovias. São necessárias concessões à iniciativa privada”, ponderou. Desde o final de 2025, a concessão dos blocos 1, 2 e 3 das rodovias gaúchas recebeu diversas críticas pelo número de pedágios, pelo preço da tarifa, entre outros pontos. O modelo chegou a ser investigado no primeiro semestre de 2026 em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa. Souza criticou Edegar Pretto e o candidato ausente, Luciano Zucco, porque os partidos dos dois se manifestaram contra a modelagem proposta pelo Palácio Piratini durante as reuniões da CPI. Para o emedebista, a posição contrária às concessões foi meramente eleitoreira, visto que aliados de Pretto e Zucco – como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) – promovem concessões rodoviárias nas suas administrações. Edegar Pretto respondeu às críticas: “Não somos contra as concessões. Somos contra esse modelo, que cobra um pedágio caro e não realiza obras.” O petista exemplificou com o caso da concessão do Bloco 3, administrado pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha desde 2023. Segundo o vice de Juliana Brizola, “o bloco 3 está vigente há três anos, já houve quatro aumentos das tarifas, e as obras com as quais a empresa se comprometeu não aconteceram (como a duplicação de algumas estradas da região)”. Ele encerrou dizendo que a modelagem não pode ser boa apenas para a concessionária, mas para a população também. Mais tarde, Gabriel Souza voltou ao tema. Ele disse que, ao criticar a modelagem das concessões no Estado, Edegar Pretto estava criticando o governo do presidente Lula, pois o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – órgão federal – ajudou o Palácio Piratini a formular os projetos de concessão. Marcelo Maranata lembrou que, apesar de o governo Leite ter privatizado empresas públicas como a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), vai entregar o Estado com um déficit de mais de R$ 4,8 bilhões. Diante desse cenário, o tucano acredita que o próximo governador terá que atrair recursos federais ao Rio Grande do Sul para investir em obras de infraestrutura. Quanto às concessões rodoviárias, o ex-prefeito de Guaíba resumiu sua posição assim: “Sou a favor das concessões, mas não a esse modelo que está aí”. Ele lembrou ainda que, quando era prefeito, sua região perdeu praças de pedágios e a cidade recebeu o maior investimento privado da história. Fonte: JC / Marcus Meneghetti – Foto: Fernanda Davoglio/Especial/JC
Governo Federal sanciona lei do piso mínimo do frete rodoviário

O Presidente da República sancionou em 05 de agosto a Lei n° 15.485/2026 que aperfeiçoa a Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete. A Lei confirmou a exigibilidade imediata de obrigações materiais já previstas, como pisos mínimos, quitação do frete, normas fiscais, previdenciárias, ambientais, de segurança e trânsito. Contratos de embarcadores que estejam em vigência devem ser adequados em até 90 dias, sendo, no entanto, desde já vedada a contratação ou quitação de frete abaixo do piso mínimo. O texto contempla a fiscalização de embarcadores, intermediários e plataformas digitais que anunciarem frete abaixo do piso ou sem valor expresso. As sanções ao descumprimento do piso mínimo do frete abrangem a suspensão cautelar do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), o cancelamento deste registro, e multa de até R$ 1.000.000,00 para quem contratar ou subcontratar frete abaixo do piso, em caso de reincidência (nova infração em até 12 meses da decisão administrativa definitiva anterior). Outro aspecto central da lei é a obrigatoriedade de quitação do frete no prazo máximo de trinta dias. Segundo Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL, o prazo máximo em até 30 dias úteis deixa de ser apenas uma condição comercial e passa a ser um parâmetro estabelecido em lei. “A nova regra fortalece o equilíbrio nas relações entre embarcadores e transportadores, promove maior segurança jurídica e contribui para a sustentabilidade de toda a cadeia logística”, observa ele. O piso mínimo do frete terá atualizações semestrais. A ANTT deverá publicar os pisos mínimos até 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, acompanhados da planilha de cálculo, memória de cálculo, coeficientes, parâmetros e fontes de dados, com ampla publicidade e transparência. A legislação também prevê que acordos e convenções coletivas instituirão piso salarial ao motorista profissional empregado em operações de longa distância. As operações de transporte rodoviário remunerado de cargas devem ser previamente registradas e formalizadas por meio do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), contendo dados do contratante, contratado e subcontratado, modalidade de recolhimento previdenciário, informações da carga, origem e destino, valor do frete (observado o piso mínimo), valor a quitar, forma e prazo de quitação. Para transportadores autônomos a emissão do CIOT é de responsabilidade do contratante. Este controle documenta o cumprimento da legislação e habilita a fiscalização. *Conteúdo publicado da Coluna FETRANSUL – JC – 10/08/2026
Inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2026 entram na reta final

Jornalistas têm até sexta-feira (7) para concorrer com reportagens sobre transporte e logística; vencedores receberão prêmios de até R$ 60 mil Jornalistas de todo o país têm até a próxima sexta-feira (7) para inscrever reportagens no Prêmio CNT de Jornalismo 2026. Promovida pelo Sistema Transporte, a iniciativa reconhece produções que destacam a importância do transporte e da logística para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com o tema Sempre em Movimento, a edição deste ano convida profissionais da imprensa a inscreverem trabalhos que evidenciem os desafios, as transformações e as contribuições do setor para a vida da população. O conceito da campanha reforça o transporte como um dos motores do crescimento do país e destaca o papel do jornalismo na cobertura de um segmento estratégico para a economia brasileira. Podem concorrer reportagens e fotografias publicadas ou veiculadas entre 13 de agosto de 2025 e 7 de agosto de 2026 em veículos de comunicação de todo o país, desde que abordem temas relacionados ao transporte e à logística. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da premiação. Ao todo, o Prêmio contempla sete categorias: Texto, Vídeo, Áudio, Fotojornalismo, Multiplataforma, Meio Ambiente e Transporte e Comunicação Setorial — esta última destinada às entidades representativas do setor transportador. Além dos vencedores de cada categoria, a CNT concederá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo ao trabalho de maior destaque entre todos os finalistas, com premiação de R$ 60 mil. Os vencedores de cada categoria receberão R$ 35 mil. O resultado será divulgado em novembro. O regulamento completo e o formulário de inscrição estão disponíveis no portal oficial do Prêmio CNT de Jornalismo. Por Agência CNT Transporte Atual
Summit 2026: Levantamento inédito apoia o setor na implementação dos pilares ESG

Estudo de Materialidade do Setor Rodoviário aponta descarbonização e busca por eficiência energética como ações prioritárias O setor transportador tem na transição ambiental e na eficiência energética alguns dos principais desafios para avançar em sua agenda ESG. É o que aponta o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, divulgado nesta terça-feira (4), em São Paulo, no primeiro dia do SEST SENAT Summit 2026. O levantamento identifica prioridades comuns ao setor. No transporte rodoviário, essa leitura é especialmente importante diante da amplitude da agenda ESG e da diversidade de desafios que envolvem a atividade. O levantamento inédito oferece referências para orientar decisões e a construção de programas e indicadores. Para chegar aos resultados, o Estudo partiu de uma lista de 30 temas potencialmente relevantes para o transporte, complementada pela análise de padrões ESG, do ambiente regulatório e de tendências relacionadas à atividade transportadora. Desses, 10 temas foram classificados como de alta relevância, com destaque para descarbonização e eficiência energética. Agenda conectada Os resultados revelam uma agenda ESG conectada, que reúne questões ambientais, sociais e de governança. Além dos temas relacionados à transição ambiental, o Estudo destaca: saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores do transporte; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; gestão integrada; qualidade e segurança no atendimento aos usuários; governança corporativa; condições de trabalho dignas em toda a cadeia produtiva; relações governamentais, regulamentação e políticas públicas; e ética, integridade e compliance. “A agenda ESG do transporte é ampla e envolve diferentes dimensões da atividade. A materialidade nos ajuda a olhar para esse conjunto de temas de forma estratégica, identificando as prioridades que são comuns ao setor e que podem orientar decisões e ações concretas. É um ponto de partida para transformar sustentabilidade em gestão e fortalecer a capacidade do setor de responder aos desafios do presente e do futuro”, afirma Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT. O estudo constitui um ponto de partida para que empresas, entidades e os demais atores do ecossistema do transporte compreendam seus impactos, reconheçam riscos e oportunidades e avancem na construção de uma agenda de sustentabilidade conectada à gestão e à realidade do setor. Conheça o documento na íntegra, no site da CNT. Por Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit 2026 conecta lideranças do transporte aos grandes temas da atualidade

Primeiro dia do evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir inteligência artificial, geopolítica, gestão de pessoas e a transformação do ambiente de negócios Palestrantes do Brasil e do exterior abordaram, nesta terça-feira (4), durante o primeiro dia do SEST SENAT Summit 2026, temas como inteligência artificial, inovação, geopolítica, gestão de pessoas e tecnologias emergentes que impactem a competitividade das empresas nos próximos anos. O evento é realizado no Teatro Santander, em São Paulo, e reúne mais de 350 executivos e gestores de 150 empresas transportadoras para tratar dos principais desafios da liderança em um cenário de renovação acelerada. O professor e especialista em estratégia e transformação digital Howard Yu defendeu, na palestra de abertura, que as companhias mais bem preparadas para o futuro não são necessariamente aquelas que conseguem prever o que acontecerá, mas as que desenvolvem continuamente novas capacidades para se adaptar às mudanças. Para Yu, organizações resilientes conseguem equilibrar desempenho e transformação, mantendo a excelência operacional enquanto investem em novas competências. O especialista destacou a importância da experimentação constante e da construção de ambientes colaborativos, nos quais diferentes ideias possam contribuir para a inovação. Ao abordar o avanço da inteligência artificial, o professor chamou a atenção para o crescimento dos agentes de IA, aptos a tomar decisões, comparar fornecedores e realizar escolhas em nome dos consumidores. Nesse cenário, as empresas precisarão estar preparadas para se relacionar não apenas com pessoas, mas também com sistemas inteligentes. Mudanças globais podem trazer oportunidades para o Brasil A geopolítica também esteve no centro das discussões. O diplomata e ex-presidente do Banco do BRICS, Marcos Troyjo, avaliou que as mudanças no cenário internacional estão redesenhando cadeias produtivas e fluxos comerciais em todo o mundo. Para ele, a combinação entre segurança alimentar, disponibilidade de recursos energéticos e oferta de minerais estratégicos coloca o Brasil em posição favorável para ampliar sua relevância global. O especialista destacou ainda que a reorganização dos processos produtivos pode criar oportunidades para atração de investimentos, embora a questão da competitividade continue exigindo atenção. Troyjo também apontou que o crescimento populacional e econômico de países emergentes tende a elevar a demanda por mobilidade e logística nas próximas décadas, reforçando o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico. Liderança humanística ganha relevância na era da IA A dimensão humana da liderança foi um dos temas mais recorrentes da programação. Em sua palestra, a ex-vice-presidente de Estratégia de Inclusão da Netflix, Verna Myers, afirmou que o principal desafio das organizações não está na tecnologia em si, mas na forma como os dirigentes conduzem pessoas em meio às mudanças. Ela apresentou cinco competências consideradas essenciais para os líderes do futuro: curiosidade, consciência, compaixão, coragem e comunidade. Myers também destacou que o maior legado de uma liderança não está nos resultados financeiros ou nos ativos da empresa, mas na cultura construída ao longo do tempo. Na mesma direção, o escritor e psicanalista Emanuel Aragão defendeu que emoções como motivação, pertencimento e segurança psicológica influenciam diretamente o desempenho das equipes e a capacidade de inovar. De acordo com ele, os tomadores de decisões precisam estar mais preparados para lidar com aspectos emocionais e criar ambientes que favoreçam a colaboração, a aprendizagem e a construção de vínculos que sustentem as organizações em períodos de transição constante. Tecnologias emergentes entram na pauta A programação também incluiu análises sobre aplicações práticas de novas tecnologias para as operações. Um dos destaques foi a palestra de Lucas Kubaski, da Dahua Technology, que apresentou o conceito de digital twins (gêmeos digitais). A tecnologia cria réplicas virtuais de ativos físicos e permite monitoramento em tempo real, simulação de cenários e previsão de falhas antes que elas ocorram. No transporte, a solução pode apoiar a gestão de frotas, a manutenção preditiva, a segurança operacional e o monitoramento de motoristas e cargas. Apesar do potencial, o especialista ressaltou que desafios relacionados a integração de sistemas, qualidade dos dados, cibersegurança e adequação à LGPD ainda precisam ser enfrentados em nosso país. A atenção como vantagem competitiva O primeiro dia do evento contou ainda com a palestra de Tay Dantas. A especialista em negócios digitais afirmou que, na economia da atenção, as corporações precisam ir além da publicidade tradicional para construir relevância e fortalecer a relação com seus públicos. Segundo Dantas, marcas competitivas são aquelas que criam comunidade, geram identificação e colocam o cliente no centro da narrativa. A palestrante também destacou que ativos do próprio setor de transporte, como veículos, eventos e experiências presenciais, podem se reverter em relevantes canais de comunicação e engajamento. Para ela, a capacidade de conquistar atenção e manter conexões genuínas com as pessoas será um diferencial cada vez mais importante para o crescimento dos negócios. SEST SENAT Summit 2026 Durante a abertura do encontro, representantes do Sistema Transporte destacaram a importância de preparar lideranças que convertam tendências em resultados concretos para os negócios. O presidente Vander Costa ressaltou que a velocidade das mudanças tecnológicas exige líderes preparados para tomar decisões em ambientes cada vez mais complexos. “As transformações tecnológicas avançam em uma velocidade que não permite respostas lentas. Esse cenário exige lideranças capazes de tomar decisões em ambientes complexos, engajar pessoas, antecipar tendências e converter desafios em oportunidades concretas de crescimento”, afirmou. Já a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, destacou a necessidade de desenvolver competências que permitam às empresas transformar inovação em ganhos efetivos. “Construímos o Summit deste ano olhando diretamente para a realidade das empresas. Queremos refletir como a liderança pode potencializar resultados, antecipar tendências e preparar os negócios para um ambiente de mudanças constantes”, resumiu. Participaram também da abertura do evento o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira; o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes; a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa; a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende; e o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. O SEST SENAT Summit 2026 segue nesta quarta-feira (5) com novos debates sobre liderança, transformação digital e inovação. A expectativa é aprofundar diálogos iniciados no primeiro dia e apresentar caminhos para que as
Fetransul promove Painel Diálogos – Transporte e Logística

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) reunirá, no próximo dia 10 de agosto, das 14h às 18h, no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre, empresários, executivos, especialistas e lideranças do setor para uma programação voltada à discussão dos principais desafios da infraestrutura e da logística, ao reconhecimento de personalidades e instituições que contribuem para o desenvolvimento do Estado e à apresentação das propostas dos candidatos ao governo do RS para o transporte e a logística. Painel Diálogos – Transporte & Logística Com a participação de representantes dos 12 sindicatos filiados à Fetransul, empresários e lideranças do transporte rodoviário de cargas e da logística, o Painel Diálogos versará sobre os desafios da infraestrutura nos próximos anos. Entre os painelistas confirmados estão a gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes; o diretor-presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), Danniel Zveiter; o superintendente de Relações Institucionais da entidade, Hideraldo Caron; e o economista Marcelo Portugal, professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Ufrgs. Troféu Alma Gaúcha Após o Painel Diálogos haverá a solenidade de entrega do Troféu Alma Gaúcha – 2ª Edição, homenagem criada pela Fetransul para reconhecer pessoas e instituições que, por meio de ações concretas, contribuem para superar os momentos mais desafiadores vividos pelo RS e continuam promovendo iniciativas relevantes para o desenvolvimento do Estado. Na primeira edição, realizada em 2025, a premiação destacou entidades e instituições que tiveram atuação decisiva durante e após as enchentes que atingiram o território gaúcho. Este ano serão distinguidas sete entidades ou personalidades que se destacam em setores estratégicos da sociedade. Francisco Cardoso destaca que o Troféu Alma Gaúcha representa o reconhecimento a pessoas e instituições que transformam compromisso em resultados concretos para a sociedade gaúcha. Segundo ele, valorizar essas iniciativas também significa fortalecer uma cultura de responsabilidade, inovação e desenvolvimento capaz de inspirar novos exemplos em benefício do Estado. Presença de candidatos ao governo A programação do dia começará às 11h30min, com uma reunião-almoço reservada a convidados, durante a qual a Fetransul receberá os candidatos ao Governo do Estado. Em formato de exposição, cada participante terá o mesmo tempo para apresentar as propostas previstas em seu plano de governo voltadas ao transporte rodoviário de cargas, especialmente nos temas relacionados à infraestrutura, à segurança, à inovação e ao desenvolvimento sustentável. As inscrições gratuitas para o painel Diálogos – Transporte & Logística devem ser pela plataforma sympla. *Conteúdo publicado na Coluna da FETRANSUL no Jornal do Comércio – 05/08