Programação do SEST SENAT aborda os desafios da transformação tecnológica, o uso estratégico de dados e o desenvolvimento de pessoas
Entre 18 e 20 de agosto, o SEST SENAT participa do CONARH 2026 com uma programação voltada aos desafios da gestão de pessoas e às transformações que impactam o mundo do trabalho. Nesta terça-feira (18), a instituição apresentou, em seu estande, painéis sobre os impactos da velocidade das transformações tecnológicas, o uso de dados para orientar decisões, saúde, bem-estar, gestão de pessoas e desenvolvimento profissional.
Para a diretora-executiva do SEST SENAT, Nicole Goulart, o evento é uma oportunidade para o Sistema Transporte compartilhar conhecimento e apresentar soluções para desafios atuais das empresas. “O mercado de trabalho está passando por diversas mudanças, incluindo as tecnológicas. Isso exige que as organizações também mudem a forma de desenvolver e cuidar das pessoas. Nosso objetivo, enquanto instituição, é contribuir para que empresas e profissionais estejam preparados para essas transformações, oferecendo conhecimento, qualificação e soluções que apoiem o desenvolvimento das pessoas e dos negócios”, explicou.
A gerente executiva de RH do SEST SENAT, Daniele Martos, ressaltou que a participação no CONARH também permite ampliar o alcance da atuação da instituição para além do setor transportador. “Nós já atendemos às empresas do transporte, aos trabalhadores do setor e às famílias desses trabalhadores. O CONARH é uma oportunidade de ampliar esse alcance, levando nossa experiência, nossos serviços e tudo o que construímos para contribuir também com outros segmentos e com a população”, disse.
No primeiro dia do evento, a instituição apresentou possibilidades de atuação em qualificação profissional, requalificação e desenvolvimento de competências, conectando os debates realizados no congresso às soluções oferecidas a trabalhadores e empresas do setor de transporte.
Liderança e transformação
A programação começou à tarde com o painel “Liderando a transformação: como conduzir as pessoas em cenários de mudança?”, mediado por Daniele Martos e com participação da caçadora de tendências e futurista Sabina Deweik.
O debate abordou a velocidade das transformações tecnológicas, os impactos da IA (inteligência artificial) sobre o trabalho e os desafios das lideranças para conduzir equipes em um ambiente de mudanças constantes.
Sabina destacou que a velocidade da transformação tecnológica amplia a sensação de obsolescência e exige adaptação contínua. Segundo ela, a inteligência artificial está no centro de um novo ciclo tecnológico, em convergência com outras áreas, como biotecnologia e computação quântica.
A especialista também chamou atenção para os impactos dessas mudanças nas relações humanas e na saúde mental. Para ela, as organizações precisam criar espaços mais intencionais para diálogo, reconhecimento e pertencimento.
Sabina apontou ainda um paradoxo do momento atual: ao mesmo tempo em que a tecnologia pode solucionar problemas e ampliar a produtividade, o mundo enfrenta níveis elevados de ansiedade, depressão e burnout.
Nesse cenário, segundo a futurista, a saúde social, relacionada à qualidade dos relacionamentos, aos vínculos e ao senso de pertencimento e comunidade, ganha importância. “Nós já sabíamos que a saúde física e a saúde mental eram importantes e vamos continuar olhando para elas, mas temos uma outra dimensão dentro do cuidado com a saúde: a saúde das nossas relações, dos nossos vínculos”, afirmou.
People Analytics na prática
Na sequência, o painel “People Analytics na prática: estratégia, pessoas e resultados” discutiu o uso estratégico de dados na gestão de pessoas. A conversa foi mediada por Jessica Ribeiro, analista de desenvolvimento organizacional do SEST SENAT, e contou com a participação de Renan Nishimoto, cofundador e CEO da empresa de tecnologia Minehr.
O debate apresentou diferentes níveis de maturidade na utilização de dados para a gestão de pessoas. A metodologia apresentada por Renan passa pelas etapas de coleta, visibilidade, inteligência, decisão e impacto.
Segundo o executivo, o desafio está em transformar dados brutos em informações capazes de gerar insights para o negócio e apoiar as decisões do dia a dia. “Precisamos dos dados ali, no dia a dia, para auxiliar na tomada de decisões”, afirmou.
O painel também destacou a importância de aproximar o RH das demais áreas das empresas. Para avançar no uso estratégico dos dados, é necessário que cultura e liderança compreendam o papel dos indicadores nos processos de decisão.
Dados que cuidam
Encerrando a programação do dia, o painel “Dados que Cuidam: transformando o bem-estar das pessoas e os resultados das organizações” reuniu Jader da Silva, analista de projetos da CNT, e Juliana Vasconcelos, analista de atração e seleção do SEST SENAT.
Jader apresentou estudos e pesquisas produzidos pela CNT e mostrou como os dados ampliam a compreensão sobre os desafios enfrentados pelas organizações e contribuem para a construção de soluções integradas entre o RH e outras áreas.
Entre os exemplos apresentados esteve a Pesquisa CNT de Rodovias, que avalia as condições da infraestrutura rodoviária brasileira e produz informações utilizadas em análises operacionais, econômicas e financeiras. O levantamento também contribui para identificar questões que afetam diretamente a rotina dos profissionais do transporte, como a falta de pontos de parada e descanso.
Por Agência CNT Transporte Atual



