Argentina: dólar blue e o dólar oficial prestes a convergir. O que significa?

O dólar informal (blue) na Argentina vale agora praticamente o mesmo que o dólar oficial, depois de ter caído 30% desde os $ 1.500, o seu máximo nominal registado em julho passado. O dólar blue caiu $70 em novembro e no início de dezembro acelerou a baixa, caindo na mesma magnitude, mas em apenas uma semana. Neste quadro, o “spread” com o dólar oficial é praticamente inexistente (3,4% contra o atacadista e 0,5% contra o varejista). Por sua vez, a nota paralela vale o mesmo que o dólar MEP, e não é mais uma das taxas de câmbio mais caras do mercado. Diante disso, especialistas opinam sobre como surgiu esse presente e quais sinais essa convergência das taxas de câmbio proporciona, ainda com o cepo. Para Andrés Reschini da F2 Soluciones Financieras, esta situação é resultado do esquema proposto pelo Governo com superávit fiscal, base monetária fixa e inflação decrescente. “É natural que isso aconteça mas, cuidado que, por outro lado, ainda temos diversas restrições cambiais, que embora estejam se flexibilizando, ainda faltam. O blue está convergindo, mas temos que ver o que acontece com o CCL, pois com o desaparecimento do Imposto PAIS é provável que também siga um caminho semelhante”, disse ao jornal Ámbito. Além dos resultados económico-financeiros obtidos pela administração Caputo, a influência da altura do ano tem impacto nos preços. “O que estou vendo nestes dias para mim é um fenômeno sazonal que sempre se repete na primeira quinzena de dezembro”, disse Gustavo Quintana, da PR Operadores de Cambio, e “isso acontece porque o mercado exige pesos (entre outras coisas, para o bônus e feriados) e que alimenta a oferta de moeda estrangeira, o que faz com que os preços caiam”, acrescentou. “A segunda quinzena pode apresentar um panorama diferente, porque quem recebeu bônus, gratificações, antecipação de férias, pode alimentar a demanda por dólares e consequentemente os preços podem reagir. De qualquer forma, pelo que vemos, o cenário não apresenta tensão cambial e não creio que as mudanças sejam significativas. Temos que esperar, as marés sempre quebram e os mercados corrigem em algum momento”, acrescentou Quintana. Brecha cambial: ainda há desafios? Também em conversa com o jornal, Leonardo Anzalone, diretor do Centro de Estudos Políticos e Econômicos (Cepec), garantiu que “a diferença entre o dólar oficial e o dólar paralelo foi diminuída, mas ao custo do envio de 20% das exportações para o CCL e reforço do cepo”. Segundo Orlando Ferreres, a paridade teórica do dólar deverá ficar em torno de US$ 1.605 em dezembro, 60% acima da oficial. Apesar disso, acrescentou: “O desaparecimento da brecha cambial é uma conquista muito boa a curto prazo, mas a sua sustentabilidade está em dúvida sem mudanças estruturais profundas. A consolidação fiscal, o excedente comercial e uma política cambial consistente são necessários para evitar o ressurgimento sem estas medidas, a redução do hiato poderia ser transitória, expondo mais uma vez a economia argentina a riscos de desvalorização e volatilidade.” Por sua vez, o economista Federico Glustein acrescentou: “Isso provavelmente indica que a qualquer momento superaremos todos os obstáculos de acesso à moeda estrangeira e, além disso, considero também que com uma boa colheita não precisaremos de medidas como o blend do dólar. desafio é o acordo com o FMI”. Refira-se que, neste momento, uma delegação de altos responsáveis da Economia está em Washington para avançar nas negociações de um novo empréstimo para a entidade. Fonte: Ámbito
Pelotas recebe pela primeira vez o Programa Motorista de Futuro

O Motorista de Futuro é realizado pela Fetransul e conta com o SEST SENAT como principal parceiro. Com o objetivo principal de trabalhar a atração e sensibilização dos jovens com a profissão motorista, a ação já atendeu mais de 3mil alunos de escolas públicas e conta com apoio da Transpocred. Na tarde de hoje (6), foi a vez da unidade do SEST SENAT de Pelotas, realizar a visita guiada com alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Amilcar Gigante e com a Turma de Jovem Aprendiz da unidade. O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL, se fez presente através do presidente, Egon Bonow Rutz, do diretor Rudimar Puccinelly e do assessor, Renato Leite. O presidente da Aprocapel, Nelson Ricardo Seus Vergara, também prestigiou o evento. Puccinelly, contribuiu com depoimento sobre a importância dos motoristas profissionais e as oportunidades de crescimento de carreira na profissão. Sobre a ação: Os jovens foram recepcionados para um bate-papo conduzido pela coordenadora do SENAT, Bárbara Pinzon, que apresentou informações sobre as atividades do motorista profissional e sua importância na sociedade, juntamente com os instrutores Vanderlei Arnort Berto e Tais de Castro Moura Silveira. Márcio Slhessarenko, diretor da unidade, fez a abertura do evento e deu as boas-vindas aos jovens. A apoiadora Transpocred através do Progrid, oportunizou uma palestra, conduzida pelo coach, Thiago Pianezzer, que abordou o tema “Iniciando no Mercado de Trabalho” e compartilhou diversas dicas sobre carreira profissional. Os alunos compartilharam suas opiniões, esclareceram dúvidas e posteriormente foram conduzidos a conhecerem de perto um caminhão de alta tecnologia, que nesta ação foi disponibilizado pela Transportadora Hammes. O motorista do veículo explicou aos alunos sobre as funcionalidades e sistemas do cavalinho. Simulador de direção é atração entre os jovens: O equipamento possui tecnologia de ponta a serviço da qualificação profissional para o transporte. A prática no simulador faz parte do treinamento de motoristas de cargas e de passageiros e dá aos alunos experiência para enfrentar desafios reais da profissão. COMO PARTICIPAR: Interessados em saber mais sobre o programa, poderão entrar em contato através do e-mail comunicacao@fetransul.com.br
Fetransul recebe visita do Diretor Alexandre Schmitz

Na manhã de hoje (6), o Diretor da Fetransul, Alexandre Schmitz, acompanhado do empresário Ricardo Schmitz, foi recebido na sede da entidade pelo presidente Francisco Cardoso e pelo diretor executivo Gilberto da Costa Rodrigues. Durante o encontro, Cardoso compartilhou os principais pontos discutidos na Reunião da Sessão II do Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, realizada no dia 3 de dezembro, em Brasília, na sede da Confederação. Além disso, as lideranças aproveitaram a oportunidade para debater temas sindicais, demandas do setor e o trabalho da Fetransul em prol do desenvolvimento do TRC Gaúcho.
SEST SENAT inicia capacitação para implementar o programa Rota da Acessibilidade

Iniciativa marca o Dia Nacional da Acessibilidade e reforça o compromisso do Sistema Transporte com a inclusão, acessibilidade e diversidade no setor transportador. O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) deu início, nesta quinta-feira (5), a uma capacitação de seus colaboradores para embasar a implementação do programa Rota da Acessibilidade e da Política de Acessibilidade, assinada pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, em setembro. A iniciativa visa compartilhar conhecimento e experiências e propor ações práticas voltadas a pessoas com mobilidade reduzida, transtornos de neurodesenvolvimento e outras deficiências. Representando o diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, o gerente executivo de Promoção Social do SEST SENAT, Jean Michel, destacou a importância da data escolhida: o Dia Nacional da Acessibilidade. “Este evento é um passo significativo para ações concretas no Sistema Transporte e no setor transportador como um todo”, afirmou. Ele apresentou ainda os seis eixos principais do Programa: sensibilização e capacitação; infraestrutura e mobiliários; tecnologia e web; tecnologia assistiva; produtos, serviços e eventos acessíveis; e entrada, permanência e desenvolvimento de carreira. O gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica da CNT (Confederação Nacional do Transporte), João Guilherme Abrahão, por sua vez, enfatizou a maneira como a representação institucional da CNT trabalha o tema da acessibilidade junto aos três Poderes. “A Política de Acessibilidade e o programa Rota da Acessibilidade reafirmam o compromisso do setor com a acessibilidade e com diversos outros temas relacionados à diversidade e inclusão. Para que essas questões sejam efetivas, é necessário oferecer garantias”, afirmou. Já a diretora executiva adjunta da CNT, Fernanda Rezende, destacou estudos, pesquisas, análises e publicações da Confederação que tratam de questões referentes à acessibilidade no transporte, como a Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana e a Pesquisa CNT Perfil Empresarial – Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros, ambas lançadas neste ano. “Com esses levantamentos, as empresas de transporte conseguem avançar nesse tema e garantir um transporte mais acessível e inclusivo para que todos tenham o direito de serem atendidos nas mesmas condições”, frisou. Ainda durante a abertura do evento, o diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística), João Victor Mendes, reforçou a importância da acessibilidade como um direito universal, indo além de estruturas físicas. “A acessibilidade vai muito além de rampas e elevadores. Ela simboliza o direito de cada pessoa de participar plenamente da vida social, cultural e econômica, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais ou emocionais”, afirmou Mendes. O diretor ressaltou que a inclusão deve ser prioridade no planejamento urbano, na educação, na tecnologia e na comunicação, beneficiando toda a população a partir de ambientes mais seguros. Ele também enfatizou o papel do ITL em apoiar iniciativas como a Rota da Acessibilidade e garantir instalações acessíveis em busca de um futuro inclusivo e sustentável, uma vez que essa é uma causa de todos. Capacitação intensiva Ao longo do dia, o evento de capacitação contou com a participação de especialistas e representantes de instituições ligadas às pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e transtornos do neurodesenvolvimento. Eles compartilharam perspectivas e conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento de boas práticas de acessibilidade e interação inclusiva. O Núcleo ESG da Gerência Executiva de Governança e Estratégia do SEST SENAT abriu a programação com a apresentação “Estratégia ESG para a Cultura e Desenvolvimento Humano”, que reforçou a importância das práticas sustentáveis e inclusivas no setor. Na sequência, a consultora Adriana Barufaldi apresentou o “Plano de Trabalho para a Execução do Programa Rota da Acessibilidade e Implantação da Política de Acessibilidade do Sistema Transporte”, detalhando diretrizes práticas para consolidar a acessibilidade como um pilar estruturante do setor de transporte. Histórias que inspiram O evento também deu voz a pessoas com deficiência que lideram iniciativas transformadoras. A fundadora da empresa Acessibilizei, Luiza Habib, abordou como a acessibilidade impulsiona a inovação; enquanto Gabriel Leandro, do programa Incluo, do Instituto Mano Down, discutiu a necessidade de substituir preconceitos por novos conceitos. Na abertura da tarde, Raquel Moreno, do movimento Caminhoneiros Surdos do Brasil, compartilhou as conquistas e os desafios enfrentados por pessoas com surdocegueira no setor de transporte. Já o presidente do Instituto de Promoção das Pessoas com Deficiência Visual, Fernando Rodrigues, apresentou suas vivências e reflexões sobre como superar barreiras. Tecnologia, saúde e mercado de trabalho A programação incluiu palestras sobre práticas inclusivas em saúde, com Adriana Modesto, da Universidade de Brasília, e sobre o papel da tecnologia na acessibilidade digital, com Victoria Albuquerque, UX Writing da Localiza. Outro destaque foi a apresentação do novo formato da Feira de Empregabilidade, liderada pela Gerência Executiva de Negócios e Serviços Corporativos do SEST SENAT. O evento foi encerrado com a palestra de Adinilson Marins, representante do Conade (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência) e da Fenapaes (Federação Nacional das Apaes): “Inclusão em Movimento: desconstruindo estigmas e ampliando caminhos no mercado de trabalho”. Política de Acessibilidade do Sistema Transporte A Política de Acessibilidade do Sistema Transporte reúne diretrizes, práticas e medidas para assegurar que todos os produtos, serviços e ambientes físicos e virtuais sejam acessíveis e utilizáveis por todas as pessoas. Isso inclui pessoas com mobilidade reduzida, transtornos de neurodesenvolvimento e outras deficiências. Acesse aqui a íntegra da Política. Rota da Acessibilidade O Programa Rota da Acessibilidade, iniciativa do SEST SENAT, busca promover a inclusão e a acessibilidade, de maneira ampla, tanto para colaboradores quanto para os trabalhadores e clientes do setor de transporte. O objetivo é garantir igualdade de oportunidades e atendimento a legislações, como a Lei de Cotas e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O Programa visa transformar o setor de transporte, historicamente desafiado na empregabilidade de pessoas com deficiência, em um ambiente mais diversificado e inclusivo, corrigindo barreiras de acessibilidade e contribuindo para um mercado de trabalho mais justo e alinhado às exigências legais e sociais. Fonte: CNT
CEOs confiam no crescimento da economia mundial em 2025

O evento Tá na Mesa da Federasul desta quarta, 04 dezembro, reuniu executivos da KPMG, Altair Toledo e Cristiano Seguecio, o CEO da Marítimal, Josias Hoffmann e Cristiane Cunha, CEO da Aeromot. O tema do encontro foi tendências econômicas, geopolítica, ESG e IA generativa. A KPMG apresentou uma pesquisa internacional com 1.300 CEOs, em que 72% deles confiam no crescimento da economia mundial no ano que vem. Segundo o levantamento, o risco mais identificado pelos consultados é com a cadeia de suprimentos. Inteligência Artificial e ESG igualmente são pautas centrais no mundo corporativo. Segundo os panelistas, tecnologia e IA se constituem num binômio a ser seguido. Por outro lado, 66% dos pesquisados reconhecem não estar preparados para as práticas ESG. A pesquisa completa pode ser consultada no site da KPMG. A CEO da Aeromot relatou os problemas ocasionados pela enchente de maio. Segundo ela, a empresa teve de transferir operações para MG. O objetivo da Aeromot é ser a segunda empresa brasileira a produzir aeronaves certificadas no Brasil. Cristiane Cunha igualmente destacou a importância da IA, que segundo ela, é a terceira revolução, antecedida pela industrial e a digital. Gilberto Rodrigues e Paulo Ziegler, diretores da Fetransul, representaram a Federação neste evento corporativo promovido semanalmente pela Federasul.
Unidade do SEST SENAT de Pelotas recebe o nome de Paulo Augusto Motta de Oliveira

O nome oficial da unidade do SEST SENAT de Pelotas foi definido como Paulo Augusto Motta de Oliveira. O empresário possui uma importante contribuição para o desenvolvimento do setor de transporte rodoviário de cargas da região. A solenidade de nomeação acontecerá em 2025. Sobre o homenageado: Motta é considerado o associado mais antigo do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL. Desde 1994, desenvolve um trabalho significativo junto ao sindicato, fazendo parte da diretoria há 28 anos. Foi presidente da entidade por 6 anos, nos mandatos de 2010-2013 e 2013-2016. O homenageado é responsável pela gestão da empresa Expresso Augusto desde 1980. Foi membro do Conselho de Administração da Transulcred. Atua ativamente na gestão de projetos, na representatividade do setor de transporte e logística, na liderança de negociações sindicais e na promoção do desenvolvimento do setor. A Fetransul, parabeniza o homenageado e reconhece o importante trabalho desenvolvido em prol do transporte rodoviário de cargas no RS. Sobre o SEST SENAT:Atende profissionais do transporte e comunidade, oferecendo serviços na área da saúde como odontologia, fisioterapia, psicologia e nutrição, além de atividades esportivas e culturais. Desde a sua inauguração, oferece qualificação profissional qualificada.
Participe da primeira edição do CONET&Intersindical 2025, em Foz do Iguaçu, Paraná

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado) de 2025 nos dias 6 e 7 de fevereiro, no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, interior do Paraná. O evento é organizado em parceria com a FETRANSPAR (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) e conta com o apoio dos sindicatos filiados à entidade. O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas: 1 – o CONET, cujo enfoque é a apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, e a discussão de custos e tarifas do setor; 2 – a Intersindical, que aborda temas essenciais para o desenvolvimento das atividades do Transporte RODOVIáRIO de Cargas. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, salienta a importância do CONET&Intersindical e o destacado papel do Paraná na economia nacional: “Com ampla produtividade em diversos setores econômicos, o estado do Paraná tem significativo desempenho no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e na Logística, nos âmbitos regional, nacional e internacional. Estamos certos de que esse encontro em Foz do Iguaçu será de grande valor. Esperamos ver reunidos todos os empresários, representantes de entidades e executivos do setor nesse tradicional fórum do TRC”. O CONET&Intersindical é reconhecido por reunir os principais protagonistas do Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo debates de alto nível, troca de experiências e construção de soluções inovadoras para o setor. Além disso, o evento é uma oportunidade para fortalecer parcerias estratégicas e compartilhar boas práticas que impulsionam o desenvolvimento econômico e social. “Estamos entusiasmados com a realização desse grande encontro do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), que, em parceria com a NTC&Logística, empresários, executivos, representantes e líderes sindicais, além de palestrantes e especialistas nos assuntos a serem abordados, busca unir esforços para encontrar as melhores e mais eficientes soluções para o setor. Já tivemos uma edição do CONET em Curitiba e, agora, será a vez de Foz do Iguaçu receber esse relevante evento”, ressalta o presidente do Sistema Fetranspar, Coronel Sérgio Malucelli. Faça já sua inscrição clicando aqui Realização: ● NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) ● Entidade anfitriã: FETRANSPAR (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) ● Apoio: Sindicatos filiados à entidade Apoios institucionais: ● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística) ● FuMTran (Fundação Memória do Transporte) Apoio logístico: ● Braspress Faça já sua inscrição clicando aqui. Fonte: NTC&Logística
ANTT conclui revisão da Resolução sobre Transporte de Produtos Perigosos

Projeto foi parte da Agenda Regulatória 2023/2024, sob o Eixo Temático 5 Em mais um marco regulatório voltado à segurança e à modernização do transporte rodoviário no Brasil, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concluiu, no dia 28 de novembro, os trabalhos de revisão da Resolução nº 5.998/2022. Após ampla consulta pública e análise técnica detalhada, a nova resolução foi aprovada por unanimidade durante a 996ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir), propondo alterações significativas no Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e suas Instruções Complementares. O relator do processo é o diretor da ANTT, Guilherme Theo Sampaio. A resolução está disponível na edição desta sexta-feira (29/11) do Diário Oficial da União (D.O.U). O projeto foi parte da Agenda Regulatória 2023/2024, sob o Eixo Temático 5 – Transporte Rodoviário de Cargas, tendo sua importância destacada pela Deliberação nº 406/2023. A iniciativa buscou sanar lacunas e problemas identificados por meio da Análise de Impacto Regulatório (AIR), instrumento que orientou o desenvolvimento das propostas de aprimoramento. Entre 11 de junho e 25 de julho de 2024, a Audiência Pública nº 005/2024 coletou contribuições de diversos setores da sociedade, totalizando 1.355 sugestões via 52 protocolos no sistema ParticipANTT. Além disso, manifestações orais apresentadas em sessão pública híbrida foram analisadas para fundamentar o relatório final. “O alto engajamento demonstra o comprometimento de transportadores, entidades reguladoras e sociedade civil com a segurança e a eficiência no transporte de cargas perigosas”, disse Sampaio. Recomendações e ajustes técnicos O relatório final, acompanhado de parecer jurídico elaborado pela Procuradoria Federal junto à ANTT (PF-ANTT), destacou pontos importantes para ajustes na minuta da resolução. Entre os destaques: Proibição do uso de carros-pipa: Apesar de recomendada pela PF-ANTT, a inclusão dessa medida foi descartada para evitar redundância, já que a minuta já prevê conformidade com normas sanitárias específicas. Correção de contradições: Alterações foram realizadas no texto para alinhamento entre o relatório final e a minuta da resolução, garantindo maior clareza e precisão normativa. Realocação de disposições legais: Ajustes técnicos reorganizaram a tipificação de infrações sem alterar seu conteúdo. Avanço no transporte seguro A nova resolução reflete um esforço contínuo da ANTT para alinhar-se às melhores práticas internacionais no transporte de produtos perigosos, priorizando a segurança da população, a preservação ambiental e a eficiência operacional do setor. Assista, na íntegra, à transmissão da 996ª Redir Assessoria Especial de Comunicação – AESCOM ANTT
CNT apresenta a transportadores do Sul desafios do setor acerca de problemas relacionados ao biodiesel

A palestra realizada pela Confederação fez parte da programação do 5º Encontro Gaúcho do Transporte – Fetransul A Fetransul (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul) realizou, no último sábado (30/11), em Gramado (RS), sua reunião de diretoria para fazer um balanço das atividades realizadas em 2024 e debater o planejamento para 2025. Durante o encontro, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) apresentou os principais desafios relacionados ao uso de biodiesel pelo setor. A palestra foi conduzida pelo técnico da Gerência Ambiental da CNT Raflem Santos. No Brasil, o biodiesel de base éster é misturado ao diesel fóssil em teor de 14%, índice superior ao praticado internacionalmente, que gira em torno de 7%. Além da formação de borra no tanque e do entupimento de bicos injetores, os transportadores sofrem com o comprometimento da potência do veículo e a redução de vida útil das peças. Na Região Sul, esse problema pode ser agravado devido às suas baixas temperaturas, que solidifica o biocombustível em função das características físico-químicas do insumo. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, reforçou a necessidade de reduzir o teor de biodiesel na mistura para um limite de 10%. Além disso, defendeu que o Brasil precisa de um plano incentivado de renovação da frota para viabilizar a retirada do mercado de veículos mais antigos, maiores emissores de CO2, com mais rapidez. Para auxiliar o setor, a CNT lançou recentemente um guia de orientações aos transportadores rodoviários que demonstra os procedimentos necessários para o registro de reclamações, manifestações ou denúncias junto ao governo federal sobre problemas enfrentados em relação ao biodiesel. “O guia orienta como as empresas podem relatar ao governo problemas enfrentados durante a atividade, em especial, falhas mecânicas relacionadas ao uso do biodiesel. Os relatos podem ser feitos junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e à CGU (Controladoria-Geral da União)”, orientou Raflem Santos, que também apresentou as diversas alternativas energéticas disponíveis no Brasil. A reunião contou também com painéis do economista André Matcin, do Banco Itaú, que analisou o cenário da economia global e seus efeitos no setor de transporte do Brasil, além de trazer as projeções para o crescimento do país para 2025. Também fizeram parte da agenda do dia temas jurídicos. Raquel Caleffi, assessora jurídica da Federação, abordou questões trabalhistas e a recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a jornada de trabalho de motoristas. Já o advogado Fernando Massignan, do escritório Zanella Advogados, tratou de assuntos tributários que impactam diretamente o setor. Com informações da Fetransul Por Agência CNT Transporte Atual
Mais de 93% das empresas de transporte rodoviário interestadual de passageiros estão sob gestão familiar, revela CNT

Novo estudo da Confederação Nacional do Transporte traça perfil de empresas que movimentaram mais de 90% dos passageiros do segmento. Ao todo, o serviço regular do transporte interestadual de passageiros atendeu, em 2023, 43 milhões de pessoas O transporte rodoviário interestadual de passageiros é um segmento majoritariamente familiar que vem se modernizando ao longo dos anos. Atualmente, 93,3% das empresas do ramo estão sob gestão familiar, e 73,8% são comandadas pela segunda ou terceira geração de gestores. Apesar da tradição familiar e dos avanços tecnológicos, os desafios persistem, como os altos custos operacionais e a concorrência desleal de serviços irregulares, muitas vezes associados a novas ferramentas tecnológicas. Esses dados fazem parte da Pesquisa CNT Perfil Empresarial Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros, divulgada, nesta terça-feira (3), pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), com o apoio da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros). O estudo abrange empresas de diferentes portes e de todas as regiões do país, que, juntas, movimentam mais de 90% dos passageiros do segmento. Ao todo, o serviço regular do transporte interestadual de passageiros atendeu, em 2023, 43 milhões de pessoas – um crescimento de 2,3% em relação a 2022. A publicação também revela a solidez da área: 82,2% das empresas têm mais de 20 anos de mercado, refletindo a tradição do transporte rodoviário interestadual de passageiros no Brasil. Além disso, 84,4% dessas empresas atuam em outras modalidades, com destaque para o transporte de cargas, escolhido por 52,6% dos entrevistados. Outro ponto de destaque é a modernização da venda de passagens. A aquisição de bilhetes tornou-se mais acessível e ágil, com 95,6% das empresas oferecendo vendas online. No entanto, canais tradicionais, como agências de venda e bilheterias, continuam relevantes, alcançando 80% das preferências de oferta de bilhetes, empatando com o uso de aplicativos. Em contrapartida, as transportadoras enfrentam desafios na empregabilidade. Entre as atividades com maior escassez de profissionais estão motoristas, mencionado por (84,4%) das empresas e mecânicos/manutenção (73,3%). A dificuldade de contratação está ligada ao pouco tempo de experiência na função (55,6%) e à falta de qualificação específica (53,3%), evidenciando a necessidade de cursos e treinamentos direcionados. Na avaliação do presidente da CNT, Vander Costa, as informações presentes na publicação podem subsidiar a CNT e outras entidades representativas, permitindo uma atuação mais eficaz na defesa dos interesses do setor. “Os dados são cruciais para que os empresários tomem decisões estratégicas, aprimorando seu posicionamento em um ambiente competitivo e alinhado aos critérios de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Para a sociedade, os resultados reforçam a relevância dos serviços prestados pelas empresas do setor em todo o Brasil”, afirma. Segundo Vander Costa, essas informações também são valiosas para o poder público, pois oferecem subsídios para a elaboração de políticas mais assertivas para o setor. Conforme a ANTT, o Brasil conta com mais de 8 mil empresas habilitadas, responsáveis por gerar aproximadamente 89 mil empregos diretos para motoristas, com mais de 39 mil veículos registrados no transporte rodoviário interestadual de passageiros. Nos últimos anos, tem-se observado uma maior participação do modo aéreo em relação ao rodoviário no transporte interestadual de passageiros no país. Em 2022, a participação foi de 75,6% para o aéreo e 24,4% para o rodoviário. A despeito das oscilações nos preços das tarifas domésticas, o setor aéreo manteve um bom desempenho. Contudo, o rodoviário se destaca por sua capilaridade, com ampla rede de terminais e pontos de parada, além de oferecer maior flexibilidade para bagagens e transporte de pequenas mercadorias. Entre os desafios enfrentados pelo rodoviário, destaca-se o avanço de novas tecnologias, como aplicativos que conectam usuários e motoristas que compartilham destinos comuns em veículos particulares. Outro ponto crítico é a venda individual de passagens por empresas cadastradas para fornecer serviços de fretamento ou empresas que nem estão cadastradas para operar no segmento., configurando uma concorrência desleal para as empresas regularmente cadastradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). As empresas também relatam prejuízos significativos com depredações e incêndios em suas frotas: 37,5% delas informaram ter registrado mais de 50 casos de vandalismo no último ano. Esses incidentes são impactantes, considerando que cada empresa possui, em média, 170 veículos, de acordo com os dados do levantamento. Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abrati, Paulo Porto Lima, a Pesquisa CNT Perfil Empresarial é de grande valor para o setor, tornando sua estrutura e capacidade operacional mais transparente para a sociedade. “A ABRATI reconheceu e apoiou a Confederação desde o início do projeto”, afirmou. Custos A frota das empresas é formada predominantemente por ônibus movidos a diesel (99,98%), com presença, mesmo que reduzida, de veículos movidos por energia elétrica (0,02%). Considerando os custos operacionais, os gastos com combustível (33,3%) e mão de obra (31,9%) são os mais significativos. Inclusive, 82,2% delas acreditam que o aumento dos preços dos combustíveis e a inflação terão maior impacto nos seus negócios nos próximos três anos. Já a manutenção dos veículos mostrou-se como o fator que mais sobrecarrega as empresas de um modo geral, tendo sido citada por 86,7% dos entrevistados, o que poderia ser minimizado com a manutenção das rodovias em condições adequadas de qualidade e segurança. Além disso, a renovação da frota de ônibus também tem o potencial de contribuir para a redução do consumo de óleo diesel e, consequentemente, da emissão de poluentes. A necessidade de promoção da sustentabilidade se soma à adoção de ações ambientais que visem reduzir o impacto das operações. Tais iniciativas podem resultar também em economias financeiras e em uma imagem corporativa mais positiva. Nesse sentido, o monitoramento do uso do combustível (71,1%) e da água (68,9%) são medidas que mais se sobressaem em aspecto de implementação de ações ambientais. Na contramão da sustentabilidade, o teor de biodiesel de base éster misturado ao diesel fóssil é apontado pelas empresas que responderam ao levantamento como um contrassenso no quesito alternativa energética menos poluente. Aproximadamente 49% delas já identificaram em seus veículos problemas relacionados ao biodiesel. Desses, 81,8% são questões que dizem respeito ao aumento da frequência da troca de filtros, 63,6% a falhas no