Inventário da CNT revela: automóveis respondem por 48,25% das emissões do transporte

FETRANSUL defende modernização da frota de caminhões e políticas de mobilidade mais eficientes A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou o primeiro Inventário Nacional de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte, com dados inéditos e detalhados sobre o perfil emissor de todos os modais. O estudo mostra que o modo rodoviário concentra 92,89% das emissões do setor, mas revela um dado fundamental: os automóveis leves são, isoladamente, a principal fonte, respondendo por 48,25% de todas as emissões do transporte em 2023. A mudança nos padrões de uso dos veículos leves, impulsionada pelo avanço do e-commerce, dos aplicativos de entrega e da mobilidade individual, tem ampliado o impacto climático dessa categoria, reforçando a necessidade de políticas públicas que estimulem transporte coletivo eficiente e soluções logísticas profissionais. No transporte de cargas, os caminhões aparecem como o segundo maior grupo emissor, mas com uma agenda clara de transformação. A evolução tecnológica, especialmente com a chegada dos modelos Euro 6, permite uma redução de até 95% das emissões de poluentes locais (material particulado e NOx) e uma redução significativa na pegada de carbono por tonelada transportada, representando um caminho concreto e imediato para reduzir emissões no Brasil. A FETRANSUL reforça que o setor de transporte de cargas tem contribuído de forma contínua para a redução de emissões, por meio da modernização da frota, da adoção de tecnologias mais limpas, da eficiência operacional e do uso crescente de alternativas energéticas. Para que esses avanços ganhem escala e gerem impacto nacional, o setor precisa estar apoiado por políticas públicas estruturantes, como:– programas permanentes de renovação de frota,– incentivo à transição energética,– investimentos em infraestrutura rodoviária,– e maior integração entre modais para elevar a eficiência logística do país. O inventário da CNT é um marco técnico que oferece ao Brasil uma base sólida para orientar decisões públicas e privadas rumo à descarbonização. Para o Rio Grande do Sul, que depende majoritariamente do transporte rodoviário, o estudo reforça a importância de discutir o tema com dados, técnica e responsabilidade.
Governo Federal reduz investimentos em rodovias para 2026

A Confederação Nacional do Transporte – CNT produziu o documento Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte em que analisa o Projeto de Lei Orçamentária de 2026 (PLOA 2026) enviado pelo Poder Executivo para apreciação do Congresso Nacional em 29 de agosto de 2025. O Projeto estabelece as principais diretrizes e orientações para a elaboração do orçamento do próximo ano, contemplando os gastos públicos, as metas fiscais e os investimentos previstos. Deverá ser analisado pelo Congresso Nacional, e poderá ser modificado por meio de emendas. O foco do estudo da CNT são os investimentos previstos em infraestruturas de transporte, em que se verifica uma redução de R$ 2,7 bilhões nos investimentos federais previstos para 2026, em relação a 2025. O transporte rodoviário está contemplado com R$ 11,90 bilhões, bem abaixo da necessidade estimada pela CNT para as rodovias federais sob gestão pública, de R$ 48,51 bilhões. A escassez de recursos é motivo de preocupação para os empresários do setor de transporte e logística no Brasil, pois a qualidade da infraestrutura é essencial para a eficiência da logística do país. Os problemas na infraestrutura elevam os custos operacionais do setor, impactando tanto o valor das mercadorias quanto o preço das passagens, o que, por sua vez, influencia a inflação e o desempenho econômico. Historicamente, os valores efetivamente aprovados e executados anualmente têm sido muito inferiores às reais necessidades de investimento no setor. Alinhada com a visão estratégica da Confederação, a Fetransul – Federação das Empresas de Logística e Transporte do RS entende ser fundamental que durante a análise do PLOA 2026 no Congresso Nacional, os parlamentares se mobilizem para a ampliação de recursos destinados às obras de infraestrutura de transportes. Francisco Cardoso, presidente da Federação, destaca que o RS tem 5.800 quilômetros de rodovias federais (7,2% da malha) e apenas 591 encontram-se duplicadas. Ele reconhece que o Governo Federal aportou recursos para a recuperação das rodovias atingidas pela enchente de 2024, sendo que ainda existem obras em andamento, como na BR 470. Porém, adverte que precisamos planejar o futuro: “o RS precisa de R$ 1,2 bilhão/ano para prover o estado de uma malha rodoviária com 1.800 quilômetros duplicados, conforme foi proposto para o Plano Nacional de Logística – PNL 2050. Rodovias como a BR 290 e 285, além de sobrecarregadas de tráfego em alguns trechos, encontram-se mal conservadas, tal como a BR 116, entre Eldorado do Sul e Camaquã”, analisa Cardoso. Ele acrescenta que pontes internacionais estão em fase de construção, como a de Jaguarão e de Porto Xavier. A redução dos recursos ameaça a eficiência mínima da malha rodoviária federal do RS. Cumpre à bancada federal gaúcha trabalhar por este interesse estratégico do Estado. Coluna da FETRANSUL publicada no Jornal do Comércio em 17/11/2025
FETRANSUL participa da II Conferência Nacional do Trabalho

No dia 13 de novembro, a FETRANSUL, com apoio de seus sindicatos filiados, participou da II Conferência Nacional do Trabalho – Etapa Estadual, que reuniu representantes do governo, empregados e empregadores. A etapa gaúcha tratou de temas como segurança jurídica nas negociações coletivas, mercado e futuro do trabalho, políticas públicas de emprego, trabalho e renda e seus mecanismos de financiamento, além de proteção e inclusão produtiva diante das transformações tecnológicas. O debate reforçou o papel do Estado na promoção do emprego digno e do desenvolvimento social. A etapa nacional está prevista para março de 2026. A FETRANSUL integrou a bancada patronal representando a CNT – Confederação Nacional do Transporte, juntamente com FIERGS, FECOMÉRCIO, FEHOSUL, FARSUL e FENAVAL. Dentro dos temas e limites estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, as entidades patronais apresentaram propostas voltadas à valorização da negociação coletiva, com ênfase na prevalência do negociado sobre o legislado; publicidade de direitos coletivos e individuais; fortalecimento da efetividade e governança tripartite do SINE; qualificação profissional; governança baseada em evidências e melhor articulação dos recursos do FAT; estímulo à inovação e à qualificação na era da Inteligência Artificial (IA); e segurança jurídica para o trabalho autônomo. Essas propostas foram analisadas em conjunto com as apresentadas pelas bancadas dos empregados e do governo. Entre as propostas patronais, foram levadas ao plenário, para votação tripartite, aquelas relacionadas à prevalência do negociado sobre o legislado, à governança tripartite do SINE, à promoção da inclusão e reinserção no mercado formal de trabalho e à segurança jurídica do trabalho autônomo. Embora tais propostas não tenham recebido votos favoráveis da bancada dos empregados, todas seguirão para a Conferência Nacional, em março de 2026, na qual a FETRANSUL participará como delegada. Propostas das bancadas dos empregados e do governo também serão encaminhadas para a etapa nacional. A etapa regional realizada no Rio Grande do Sul foi a primeira do país a contar com maior número de delegados por bancada. A representação patronal preencheu integralmente as 65 vagas com direito a voz e voto. As bancadas dos empregados e do governo participaram, respectivamente, com 61 e 46 delegados.
Veículos leves dominam emissões de carbono do transporte, indica Inventário CNT de Emissões divulgado na Estação do Desenvolvimento

Com lançamento oficial na COP30, levantamento apresenta metodologia internacional e detalha impactos por modal, categoria veicular e infraestrutura A Confederação Nacional do Transporte lançou, nessa quinta-feira (13), o Inventário CNT de Emissões do Setor de Transporte, na Estação do Desenvolvimento, na Zona Verde da COP30, em Belém. O estudo inédito aponta que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023. No total, a publicação contabiliza 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, ao apresentar o diagnóstico de emissões de carbono mais completo já produzido pela iniciativa privada, quantificando as emissões por modal, categoria veicular e infraestrutura com metodologia internacional. Durante o lançamento, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou que o Inventário consolida uma base técnica indispensável para orientar a agenda climática do setor, servindo como marco para aferição periódica do desempenho do transporte brasileiro. “Reduzir percentuais sem um parâmetro sólido vira discurso vazio”, observou, reforçando que o inventário permitirá repetir a análise nos próximos anos com a mesma metodologia para verificar avanços reais. Vander Costa também ressaltou que o documento fortalecerá a formulação de políticas públicas de descarbonização e servirá como instrumento para decisões técnicas, seja para renovação de frota, investimentos ou avaliação regulatória. “Precisávamos de uma ferramenta com credibilidade técnica, assinada por uma empresa qualificada, para ajudar o país a tomar decisões melhores”, concluiu. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, explicou que o Inventário foi construído com forte articulação entre o setor privado, associações empresariais e ministérios do governo federal, com dados primários do próprio setor. “Além dos dados do setor de transporte, foram utilizados dados de uso e deslocamento real, baseados no nosso programa Despoluir, o maior programa ambiental do setor de transporte do país, que coleta quanto os veículos rodam por ano. Esse é um grande diferencial.” Fernanda Rezende reforçou que o estudo também evidencia práticas já implementadas pelas empresas, com 18 casos compilados, revelando que o setor está em movimento, na elaboração de seus próprios inventários corporativos, na neutralização de emissão em parte de suas operações, na troca de equipamentos antigos por tecnologias mais limpas, placas solares e na adoção de programas internos de eficiência energética. O subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, elogiou a iniciativa da CNT e destacou a importância do estudo para a política pública brasileira. “Quero parabenizar à CNT pela inciativa. Quando começamos a discutir inventário, o debate era sobre ausência de dados confiáveis para começar a fazer discussões sérias, hoje temos dados sólidos”, declarou. Segundo ele, o inventário reposiciona o setor na agenda climática do país. “A partir de agora, seja na atuação direta de cada empresa, seja na política pública, entramos em uma nova realidade. A modelagem dos projetos e dos ativos que vão a leilão precisa considerar o inventário. Ele deixa de ser uma narrativa e passa a ser um caminho para o país.” O presidente de Sustentabilidade da Ambipar, Rafael Tello, destacou o caráter inédito e metodologicamente rigoroso do estudo, adaptado à realidade nacional. “O nosso setor de transporte se desenvolveu de forma muito própria, pelas características do território, pelas necessidades da população, pelo nosso modelo de urbanização. Se não conhecermos profundamente essa realidade, vamos acabar adotando modelos internacionais que podem não ser os mais adequados para o Brasil.” Representando o Ministério de Portos e Aeroportos, o coordenador de Políticas de Descarbonização e Mudanças do Clima, Vitor Brasil, destacou a importância de dados confiáveis para definir metas realistas de descarbonização. “Se a gente não conhecer a nossa realidade, não vai criar metas que realmente possam ser realizadas e que façam diferença na sociedade”, afirmou. Ele reforçou a vocação brasileira para ampliar modais menos poluentes, como a cabotagem e o transporte hidroviário, de modo a permitir que o Brasil apresente resultados concretos de descarbonização nas próximas COPs. Panorama dos modais Produzido em parceria com a líder em gestão ambiental Ambipar utilizando metodologias internacionalmente reconhecidas, o estudo evidencia a predominância do modo rodoviário, responsável por 92,89% das emissões do setor, reflexo direto da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira, que responde por 65% da movimentação de cargas e por mais de 90% da circulação de passageiros. Dentro desse universo, os veículos leves se confirmam como a principal fonte de impacto climático, superando os veículos pesados, como caminhões, ônibus e microônibus. O levantamento também destaca que o transporte coletivo, apesar de representar parcela menor nas emissões totais, possui maior eficiência energética e menor impacto por passageiro, reforçando a necessidade de políticas que ampliem participação deste meio de transporte nas cidades. O modal aeroviário aparece em segundo lugar, com 4,89% das emissões referentes aos voos domésticos. Em seguida vêm o ferroviário, com 1,80%, somando cargas, trens urbanos e VLTs (veículos leves sobre trilhos), e o aquaviário, responsável por apenas 0,41%, incluindo cabotagem marítima e fluvial, destacado como o modal de menor impacto ambiental do setor. O estudo reúne informações robustas, atualizadas e detalhadas, analisando as emissões por categoria veicular, tipo de operação, região e infraestrutura, o que permite identificar focos de impacto e oportunidades de mitigação. Segundo a CNT, esse nível de detalhamento reforça transparência e governança, apoia decisões empresariais e contribui para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à descarbonização do transporte. Além do diagnóstico, o documento reúne um capítulo com boas práticas já implementadas pelo setor, apresentando 18 estudos de caso que ilustram iniciativas de transição energética, eficiência operacional, reflorestamento e inovação. Acesse o estudo Por Agência CNT Transporte Atual
Prêmio Catarinense Despoluir premia transportadoras em Chapecó

Solenidade reconhece boas práticas de sustentabilidade de empresas do setor de transporte no estado de Santa Catarina A quarta edição do Prêmio Catarinense Despoluir, iniciativa que reconhece transportadoras que se destacam pela consciência ambiental e pela adoção de boas práticas de sustentabilidade no setor de transporte, foi realizada nessa quarta-feira (12), durante a Fetranslog (Feira de Transporte e Logística), que acontece de 11 a 14 de novembro, em Chapecó (SC). O evento reuniu lideranças do transporte e representantes de diversas entidades, entre eles o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT de Santa Catarina e da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider; a gestora nacional do Programa Despoluir, Daniela Fraga; o presidente do Sitran (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Chapecó) e da Fetranslog, Ivalberto Tozzo, entre outras autoridades. Criado pela CNT e pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), o Despoluir é o maior programa ambiental da iniciativa privada no Brasil. Em Santa Catarina, é executado pela Fetrancesc e pelos seus 13 sindicatos associados. A iniciativa realiza avaliações veiculares gratuitas, medindo o nível de emissão de poluentes e incentivando a adoção de práticas mais limpas e eficientes. Além de reduzir os impactos ambientais, o programa traz benefícios econômicos e sociais ao contribuir para a saúde e qualidade de vida dos profissionais de transporte. Durante a cerimônia, Schneider destacou o papel do prêmio como estímulo à inovação e à responsabilidade ambiental. “Enalteço a iniciativa que aqui é promovida na terceira edição da Fetranslog. É um evento que marca e demonstra a representatividade do TRC de Santa Catarina. As empresas que hoje são reconhecidas mostram que é possível unir competitividade, eficiência e sustentabilidade”, afirmou o presidente. Para a gestora nacional do Despoluir, Daniela Fraga, o engajamento do setor em iniciativas dessa natureza é de suma importância. Na ocasião, Fraga recebeu um troféu em reconhecimento aos mais de dez anos de atuação no programa. “O envolvimento das empresas e dos sindicatos mostra que o compromisso ambiental já faz parte da cultura do transporte no estado. O Despoluir está em todos os estados do Brasil. Temos mais de 5 milhões de aferições ao longo desses 18 anos de programa. Isso é muita coisa!”, destacou ela. Na edição de 2025, foram premiadas empresas que se destacaram em cinco categorias, de acordo com o tamanho de suas frotas: Por Agência CNT Transporte Atual
Estrutura Rodoviária e o Descanso dos Motoristas: O Que Diz a SENATRAN?

A Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), por meio da Nota Técnica nº 838/2025, manifestou-se acerca de solicitação encaminhada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) sobre a insuficiência de pontos de parada e descanso (PPDs) nas rodovias brasileiras e as dificuldades enfrentadas pelos motoristas profissionais para o cumprimento dos períodos obrigatórios de repouso previstos na legislação. O documento esclarece que: Atualmente, segundo informações do Ministério dos Transportes, o Brasil conta com 184 PPDs reconhecidos, sendo 176 certificados diretamente pelo órgão e 8 decorrentes de concessões rodoviárias, distribuídos em 23 estados e 139 municípios, totalizando 14.395 vagas de estacionamento. Há previsão de implantação de mais 90 pontos nos próximos anos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por sua vez, incluiu a obrigatoriedade de construção, operação e manutenção de PPDs em todos os novos contratos de concessão e vem buscando incluir a exigência também nos contratos antigos. Já o DNIT mantém ações voltadas à implantação de PPDs nas rodovias federais sob sua gestão e incentiva estabelecimentos privados, por meio de isenção de taxas e do Programa de Certificação de PPDs. A SENATRAN conclui que a regulamentação vigente já contempla as situações excepcionais para não aplicação de penalidades quando não houver locais adequados para descanso, e que o poder público vem adotando medidas para ampliar a rede de PPDs no país.Apesar da Nota Técnica estar diretamente relacionada à fiscalização das normas de trânsito, o posicionamento do órgão governamental implica no reconhecimento de que a estrutura rodoviária atual impossibilita a prática do descanso das 11horas ininterruptas entre as jornadas de trabalho dos motoristas, nos termos da decisão da ADI 5322. Dra. Raquel Caleffi – Assessora Jurídica da FETRANSUL
Debate sobre o filme Manas sensibiliza público na Zona Verde

Sistema Transporte e Childhood exibiram cenas do filme, que retrata a violência sexual de crianças e adolescentes em comunidades ribeirinhas O Sistema Transporte, em parceria com a Childhood Brasil, promoveu, nessa quarta-feira (12), na Estação do Desenvolvimento (espaço do transporte localizado na Zona Verde da COP30), uma exibição comentada de trechos do filme Manas (2025), dirigido por Marianna Brennand. A sessão, repleta de emoção e reflexão, contou com a presença da atriz Jamilli Corrêa, protagonista da obra, e da produtora e corroteirista Carolina Benevides, além de outros convidados especiais. Ao mesmo tempo dura e sensível, a produção vem emocionando plateias em todo o Brasil com a história de Marcielle (Jamilli Corrêa), uma menina que se vê presa em um ciclo de abuso e violência em uma comunidade do Arquipélago de Marajó (PA). Nessa trajetória de dor e resistência, ela recebe ajuda da delegada Aretha, interpretada por Dira Paes. O tema retratado no filme é de grande relevância para o Sistema Transporte, que atua ativamente no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes por meio do projeto Proteção, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Childhood Brasil desde 2017. O projeto tem como foco os trabalhadores do setor de transporte, que são orientados a identificar situações de vulnerabilidade e a denunciar casos de violência que possam testemunhar. “Hoje, o projeto está presente em 106 unidades operacionais do SEST SENAT, em todo o país. Colocamos nossa capilaridade, nosso conhecimento do setor e nossa influência institucional a serviço da transformação dessa realidade de violência e abuso. Atuamos nas rodovias, em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), para que os motoristas profissionais se tornem, de fato, defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes”, afirmou a diretora executiva nacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Nicole Goulart. A diretora executiva da Childhood Brasil, Laís Peretto, explicou que a exploração sexual se diferencia do abuso sexual por envolver uma relação de poder econômico e ressaltou que, infelizmente, esse é um problema que segue crescendo em todo o país. “Nossa campanha é para que esse crime não fique embaixo do tapete. Esse não é um problema da casa ao lado”, enfatizou. Laís destacou ainda que o SEST SENAT é um importante multiplicador do Programa Na Mão Certa e mencionou o apoio da Entidade ao Barco Infância Segura – nova iniciativa realizada em parceria com o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). A embarcação será destinada ao atendimento de vítimas ou testemunhas de violência, especialmente sexual, no Arquipélago do Marajó (PA). Os diálogos realizados na Estação do Desenvolvimento foram mediados por Eva Dengler, superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, e contaram com a participação de Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, defensora de direitos humanos no IDA (Instituto Dom Ascona), e do delegado da Polícia Civil Rodrigo Amorim. Os relatos desses dois heróis da vida real inspiraram a construção da personagem vivida por Dira Paes na ficção. O encerramento contou ainda com a participação de Felipe Saboya, diretor adjunto do Instituto Ethos, que reforçou a importância da união entre setor produtivo, poder público e sociedade civil no combate à exploração sexual infantojuvenil. Infância protegida no transporte Durante o evento Mulheres Inspiradoras Hub COP30, promovido pela Vibra Energia em Belém (PA), a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa, destacou o papel do Sistema Transporte no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela também apresentou os resultados do projeto Proteção. “Mais de 1,6 milhão de pessoas já foram sensibilizadas sobre o tema. É nossa responsabilidade, como instituição e como cidadãos, ajudar a identificar e combater essas situações”, afirmou. Eliana explicou que o projeto tem alcance nacional e utiliza os mapeamentos da PRF para identificar pontos de vulnerabilidade em rodovias, portos e aeroportos. As ações incluem o estímulo à denúncia por meio do Disque 100 e a articulação com conselhos tutelares, delegacias especializadas e órgãos de justiça. “Nós, do setor de transporte, somos milhares espalhados pelo Brasil. Muitas vezes, chegamos a lugares onde o poder público não chega com tanta facilidade. Não temos poder de polícia, mas temos o poder do cidadão de denunciar. Nosso setor está presente em todo o território nacional e pode ser a voz dessas crianças e desses adolescentes que, muitas vezes, não conseguem ser ouvidos”, disse. A dirigente também comentou sobre a adesão do Sistema Transporte ao projeto Barco Infância Segura, uma iniciativa da Childhood Brasil em parceria com o CNMP. “Não devemos deixar a marca de sermos o país da violência. Somos o país da empatia, da responsabilidade e da paz”, declarou Eliana, emocionada. O painel, mediado por Geovana Quadros, fundadora da plataforma Mulheres Inspiradoras, também contou com a participação da diretora executiva da Childhood Brasil, Laís Peretto, e da vice-presidente da Vibra Energia, Clarissa Sadock. Laís defendeu a implementação efetiva da Lei da Escuta Protegida e a integração entre os serviços públicos de atendimento para evitar a revitimização de crianças e adolescentes. Já Clarissa relatou as ações da Vibra em mais de 8 mil postos de combustíveis pelo país, promovendo campanhas de conscientização e engajamento de motoristas e frentistas. “Trazer essa pauta para dentro das empresas é fundamental. Quando falamos abertamente, geramos empatia, quebramos o silêncio e criamos uma rede de proteção real”, afirmou. Por Agência CNT Transporte Atual
Projeto que inclui setor de transporte no Conselho do Sebrae é aprovado em Comissão da Câmara

PL 2831/2025, que busca garantir representatividade ao setor de transporte, agora segue para CICS e CCJC A CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 2.831/2025, de autoria do deputado Jilmar Tatto (PT/SP). A proposta altera a Lei nº 8.029/1990 para incluir um representante do setor de transporte no CDNS (Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae). A medida busca corrigir uma lacuna de representatividade, já que o setor é um dos grandes contribuintes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), mas ainda não tem assento no Conselho. Com a aprovação na CVT, a matéria segue agora para a análise da CICS (Comissão de Indústria, Comércio e Serviços) e, posteriormente, será deliberada pela CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). O Projeto tem caráter conclusivo nas Comissões, o que significa que, se for aprovado nas duas próximas etapas, poderá seguir diretamente para a apreciação do Senado Federal. Atualmente, o setor de transporte não está representado no CDNS, diferentemente de áreas como a indústria (CNI), o comércio (CNC) e a agricultura (CNA). A aprovação do Projeto permitirá que a CNT indique um representante para ocupar uma cadeira no Conselho Nacional, o que, por consequência, possibilitará a participação também nos conselhos regionais e estaduais do Sebrae. O relator da matéria na Comissão, deputado Guilherme Uchoa (PSB-PE), votou pela aprovação do Projeto. Em seu parecer, Uchoa destacou que “o transporte é um elo essencial para as atividades produtivas, o escoamento da produção e a viabilização do comércio e dos serviços”. O relator ressaltou ainda a expressiva participação de micro e pequenas empresas no setor, especialmente com o crescimento do comércio eletrônico, o que reforça a necessidade de inclusão. O parecer considera a medida um avanço para o fortalecimento do Sebrae e a valorização das empresas de transporte, corrigindo uma lacuna histórica. Articulação e tramitação A aprovação foi resultado de um trabalho de articulação da CNT, que participou da formulação do texto e da sugestão da proposta ao autor da matéria. Também houve mobilização para a designação da relatoria e a construção do parecer favorável, além de esforços para pautar e votar a matéria na Comissão. O tema está entre as principais pautas institucionais da CNT e conta com um trabalho conjunto do presidente da Confederação, Vander Costa, e das federações representantes do setor transportador nos estados. Por Agência CNT Transporte Atual
Comissão do Senado aprova projeto que amplia a base de arrecadação para o SEST SENAT

PL 79/2020 aprovado na Comissão de Assuntos Sociais destina contribuições dos setores portuário, aéreo e aeroportuário à Entidade, fortalecendo ações de qualificação, treinamento e assistência aos trabalhadores do transporte A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (12), o Projeto de Lei nº 79/2020, que destina ao SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) as contribuições compulsórias das empresas dos setores portuário, aéreo e aeroportuário. A proposta, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL/MT), foi relatada pelo senador Laércio Oliveira (PP/SE). A proposição tem caráter terminativo, o que significa que, após a aprovação do turno suplementar pela Comissão, o projeto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação no Plenário – salvo se houver apresentação de recurso. A deliberação do turno suplementar poderá ocorrer na próxima quarta-feira (19). O texto aprovado é fruto das negociações lideradas pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, junto ao Parlamento, à Marinha do Brasil e à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A matéria determina que as contribuições compulsórias de empresas públicas e privadas do setor portuário, bem como de empresas privadas do setor aéreo e das empresas de serviço aeroportuário, passem a integrar a base de arrecadação do SEST SENAT. A medida representa um avanço significativo no financiamento dos serviços oferecidos aos diferentes modais. Atualmente, todos os modais do transporte são atendidos pelo SEST SENAT, mas os recursos têm origem exclusivamente nas contribuições do transporte rodoviário. O projeto dialoga diretamente com o princípio do fomento à multimodalidade e à intermodalidade. Essa destinação correta da base de arrecadação vai fortalecer as ações de qualificação profissional, assistência social e promoção da saúde voltadas aos trabalhadores, às suas famílias e às empresas do setor de transporte, sem representar aumento de custos para os empresários. Além disso, a medida promove maior integração e eficiência na gestão dos recursos, possibilitando a expansão e melhoria dos serviços prestados à sociedade. O PL também proporciona segurança jurídica ao SEST SENAT, ao estabelecer em lei que o Sistema S do Transporte pode formar profissionais de diversos modais. O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, avalia que a aprovação do PL 79/2020 representa um passo importante para o setor de transporte. “Ampliar a base de contribuições do SEST SENAT reforça nossas ações de qualificação e de apoio aos trabalhadores de todos os modais, evidenciando o compromisso do setor com a eficiência e o desenvolvimento sustentável do transporte no país e com a formação e a qualidade de vida dos profissionais do transporte”, afirmou. A gerente executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, ressaltou que essa é uma conquista relevante, mas ainda há etapas importantes pela frente na tramitação do Projeto. “Por ser um projeto terminativo, a proposição ainda precisa passar por turno suplementar. Estamos trabalhando para que essa votação ocorra na próxima semana. Posteriormente, ainda teremos toda a tramitação na Câmara dos Deputados. Mas a aprovação de hoje espelha o entendimento do Parlamento em favor da formação e da saúde dos profissionais do transporte em todos os seus modos de atuação”, disse. Nos próximos dias, os senadores poderão apresentar emendas ao parecer aprovado, e o relator deverá se manifestar sobre essas propostas. Em seguida, o Projeto retornará à pauta da CAS para a deliberação final. Após essa segunda votação, será aberto o prazo para apresentação de recurso ao Plenário. Caso pelo menos um décimo dos senadores subscreva o pedido, o Projeto será enviado para apreciação do Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara. A CNT trabalha para que a matéria siga diretamente à Câmara dos Deputados após a votação suplementar na CAS. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado Por Agência CNT Transporte Atual
ITL lança nova turma da pós-graduação em Gestão de Negócios em Curitiba

Programa realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral fortalece a formação de lideranças no setor de transporte Uma nova turma da pós-graduação em Gestão de Negócios foi inaugurada em Curitiba (PR), nessa segunda-feira (10). A cerimônia reuniu dirigentes nacionais e regionais do Sistema Transporte e professores da FDC (Fundação Dom Cabral) na unidade operacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) da cidade. A programação contou com a presença do diretor de Especialização da FDC, Bruno Fernandes; do presidente do Conselho Regional do SEST SENAT do Paraná, Sérgio Malucelli; e do diretor da unidade do SEST SENAT de Curitiba, Ronaldo Domingo. A palestra magna foi ministrada pelo gerente executivo de Desenvolvimento do Transporte da CNT, Tiago Fernandes Távora Veras, seguida de atividades de integração e do módulo Mindset Global, conduzido pela professora Claudia Rososchansky. Durante sua apresentação, Tiago Veras destacou a importância de aproximar os transportadores da produção de conhecimento realizada pelo Sistema Transporte. “Há um acervo riquíssimo de estudos e pesquisas e outras publicações elaboradas pela CNT. Essa fonte de conhecimento, com atualizações periódicas, pode ser uma grande aliada dos transportadores e pode ser usada para orientar decisões, enfrentar desafios e enriquecer os projetos que cada participante desenvolverá durante a pós-graduação”, ressaltou. Segundo o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, o Programa demonstra o compromisso com a qualificação de novos gestores. “A especialização em Gestão de Negócios é uma oportunidade de transformar conhecimento acadêmico em soluções práticas. Estamos formando gestores capazes de conduzir o transporte rumo a novos horizontes, com foco em inovação e sustentabilidade”, afirmou. O evento também contou com a presença do vice-presidente do Conselho Regional do Paraná, Felipe Busnardo Gulin, e do supervisor do Conselho Regional do Paraná, Roberto Teixeira de Freitas. Formação em expansão Com o início da Turma 75 em Curitiba (PR), o Programa Avançado de Capacitação do Transporte segue ampliando sua presença em diferentes regiões do país. Recentemente, a cidade de Vitória (ES) inaugurou a Turma 74 e, atualmente, também estão em andamento edições da especialização em Gestão de Negócios em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campinas (SP), Fortaleza (CE) e Vitória (ES). Voltado exclusivamente a profissionais do Sistema Transporte, o curso tem carga horária de 370 horas e aborda temas como liderança, inovação, ESG, finanças, marketing, inteligência artificial, diversidade e negociação. A especialização é coordenada pelo ITL e promovida pelo SEST SENAT, em parceria com a FDC e regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação). Por Agência CNT Transporte Atual