Prêmio Catarinense Despoluir premia transportadoras em Chapecó

Solenidade reconhece boas práticas de sustentabilidade de empresas do setor de transporte no estado de Santa Catarina A quarta edição do Prêmio Catarinense Despoluir, iniciativa que reconhece transportadoras que se destacam pela consciência ambiental e pela adoção de boas práticas de sustentabilidade no setor de transporte, foi realizada nessa quarta-feira (12), durante a Fetranslog (Feira de Transporte e Logística), que acontece de 11 a 14 de novembro, em Chapecó (SC). O evento reuniu lideranças do transporte e representantes de diversas entidades, entre eles o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT de Santa Catarina e da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider; a gestora nacional do Programa Despoluir, Daniela Fraga; o presidente do Sitran (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Chapecó) e da Fetranslog, Ivalberto Tozzo, entre outras autoridades. Criado pela CNT e pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), o Despoluir é o maior programa ambiental da iniciativa privada no Brasil. Em Santa Catarina, é executado pela Fetrancesc e pelos seus 13 sindicatos associados. A iniciativa realiza avaliações veiculares gratuitas, medindo o nível de emissão de poluentes e incentivando a adoção de práticas mais limpas e eficientes. Além de reduzir os impactos ambientais, o programa traz benefícios econômicos e sociais ao contribuir para a saúde e qualidade de vida dos profissionais de transporte. Durante a cerimônia, Schneider destacou o papel do prêmio como estímulo à inovação e à responsabilidade ambiental. “Enalteço a iniciativa que aqui é promovida na terceira edição da Fetranslog. É um evento que marca e demonstra a representatividade do TRC de Santa Catarina. As empresas que hoje são reconhecidas mostram que é possível unir competitividade, eficiência e sustentabilidade”, afirmou o presidente. Para a gestora nacional do Despoluir, Daniela Fraga, o engajamento do setor em iniciativas dessa natureza é de suma importância. Na ocasião, Fraga recebeu um troféu em reconhecimento aos mais de dez anos de atuação no programa. “O envolvimento das empresas e dos sindicatos mostra que o compromisso ambiental já faz parte da cultura do transporte no estado. O Despoluir está em todos os estados do Brasil. Temos mais de 5 milhões de aferições ao longo desses 18 anos de programa. Isso é muita coisa!”, destacou ela. Na edição de 2025, foram premiadas empresas que se destacaram em cinco categorias, de acordo com o tamanho de suas frotas: Por Agência CNT Transporte Atual

Estrutura Rodoviária e o Descanso dos Motoristas: O Que Diz a SENATRAN?

A Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), por meio da Nota Técnica nº 838/2025, manifestou-se acerca de solicitação encaminhada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) sobre a insuficiência de pontos de parada e descanso (PPDs) nas rodovias brasileiras e as dificuldades enfrentadas pelos motoristas profissionais para o cumprimento dos períodos obrigatórios de repouso previstos na legislação. O documento esclarece que: Atualmente, segundo informações do Ministério dos Transportes, o Brasil conta com 184 PPDs reconhecidos, sendo 176 certificados diretamente pelo órgão e 8 decorrentes de concessões rodoviárias, distribuídos em 23 estados e 139 municípios, totalizando 14.395 vagas de estacionamento. Há previsão de implantação de mais 90 pontos nos próximos anos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por sua vez, incluiu a obrigatoriedade de construção, operação e manutenção de PPDs em todos os novos contratos de concessão e vem buscando incluir a exigência também nos contratos antigos. Já o DNIT mantém ações voltadas à implantação de PPDs nas rodovias federais sob sua gestão e incentiva estabelecimentos privados, por meio de isenção de taxas e do Programa de Certificação de PPDs. A SENATRAN conclui que a regulamentação vigente já contempla as situações excepcionais para não aplicação de penalidades quando não houver locais adequados para descanso, e que o poder público vem adotando medidas para ampliar a rede de PPDs no país.Apesar da Nota Técnica estar diretamente relacionada à fiscalização das normas de trânsito, o posicionamento do órgão governamental implica no reconhecimento de que a estrutura rodoviária atual impossibilita a prática do descanso das 11horas ininterruptas entre as jornadas de trabalho dos motoristas, nos termos da decisão da ADI 5322. Dra. Raquel Caleffi – Assessora Jurídica da FETRANSUL

Debate sobre o filme Manas sensibiliza público na Zona Verde

Sistema Transporte e Childhood exibiram cenas do filme, que retrata a violência sexual de crianças e adolescentes em comunidades ribeirinhas O Sistema Transporte, em parceria com a Childhood Brasil, promoveu, nessa quarta-feira (12), na Estação do Desenvolvimento (espaço do transporte localizado na Zona Verde da COP30), uma exibição comentada de trechos do filme Manas (2025), dirigido por Marianna Brennand. A sessão, repleta de emoção e reflexão, contou com a presença da atriz Jamilli Corrêa, protagonista da obra, e da produtora e corroteirista Carolina Benevides, além de outros convidados especiais. Ao mesmo tempo dura e sensível, a produção vem emocionando plateias em todo o Brasil com a história de Marcielle (Jamilli Corrêa), uma menina que se vê presa em um ciclo de abuso e violência em uma comunidade do Arquipélago de Marajó (PA). Nessa trajetória de dor e resistência, ela recebe ajuda da delegada Aretha, interpretada por Dira Paes. O tema retratado no filme é de grande relevância para o Sistema Transporte, que atua ativamente no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes por meio do projeto Proteção, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Childhood Brasil desde 2017. O projeto tem como foco os trabalhadores do setor de transporte, que são orientados a identificar situações de vulnerabilidade e a denunciar casos de violência que possam testemunhar. “Hoje, o projeto está presente em 106 unidades operacionais do SEST SENAT, em todo o país. Colocamos nossa capilaridade, nosso conhecimento do setor e nossa influência institucional a serviço da transformação dessa realidade de violência e abuso. Atuamos nas rodovias, em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), para que os motoristas profissionais se tornem, de fato, defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes”, afirmou a diretora executiva nacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Nicole Goulart. A diretora executiva da Childhood Brasil, Laís Peretto, explicou que a exploração sexual se diferencia do abuso sexual por envolver uma relação de poder econômico e ressaltou que, infelizmente, esse é um problema que segue crescendo em todo o país. “Nossa campanha é para que esse crime não fique embaixo do tapete. Esse não é um problema da casa ao lado”, enfatizou. Laís destacou ainda que o SEST SENAT é um importante multiplicador do Programa Na Mão Certa e mencionou o apoio da Entidade ao Barco Infância Segura – nova iniciativa realizada em parceria com o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). A embarcação será destinada ao atendimento de vítimas ou testemunhas de violência, especialmente sexual, no Arquipélago do Marajó (PA). Os diálogos realizados na Estação do Desenvolvimento foram mediados por Eva Dengler, superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, e contaram com a participação de Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, defensora de direitos humanos no IDA (Instituto Dom Ascona), e do delegado da Polícia Civil Rodrigo Amorim. Os relatos desses dois heróis da vida real inspiraram a construção da personagem vivida por Dira Paes na ficção. O encerramento contou ainda com a participação de Felipe Saboya, diretor adjunto do Instituto Ethos, que reforçou a importância da união entre setor produtivo, poder público e sociedade civil no combate à exploração sexual infantojuvenil. Infância protegida no transporte Durante o evento Mulheres Inspiradoras Hub COP30, promovido pela Vibra Energia em Belém (PA), a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa, destacou o papel do Sistema Transporte no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela também apresentou os resultados do projeto Proteção. “Mais de 1,6 milhão de pessoas já foram sensibilizadas sobre o tema. É nossa responsabilidade, como instituição e como cidadãos, ajudar a identificar e combater essas situações”, afirmou. Eliana explicou que o projeto tem alcance nacional e utiliza os mapeamentos da PRF para identificar pontos de vulnerabilidade em rodovias, portos e aeroportos. As ações incluem o estímulo à denúncia por meio do Disque 100 e a articulação com conselhos tutelares, delegacias especializadas e órgãos de justiça. “Nós, do setor de transporte, somos milhares espalhados pelo Brasil. Muitas vezes, chegamos a lugares onde o poder público não chega com tanta facilidade. Não temos poder de polícia, mas temos o poder do cidadão de denunciar. Nosso setor está presente em todo o território nacional e pode ser a voz dessas crianças e desses adolescentes que, muitas vezes, não conseguem ser ouvidos”, disse. A dirigente também comentou sobre a adesão do Sistema Transporte ao projeto Barco Infância Segura, uma iniciativa da Childhood Brasil em parceria com o CNMP. “Não devemos deixar a marca de sermos o país da violência. Somos o país da empatia, da responsabilidade e da paz”, declarou Eliana, emocionada. O painel, mediado por Geovana Quadros, fundadora da plataforma Mulheres Inspiradoras, também contou com a participação da diretora executiva da Childhood Brasil, Laís Peretto, e da vice-presidente da Vibra Energia, Clarissa Sadock. Laís defendeu a implementação efetiva da Lei da Escuta Protegida e a integração entre os serviços públicos de atendimento para evitar a revitimização de crianças e adolescentes. Já Clarissa relatou as ações da Vibra em mais de 8 mil postos de combustíveis pelo país, promovendo campanhas de conscientização e engajamento de motoristas e frentistas. “Trazer essa pauta para dentro das empresas é fundamental. Quando falamos abertamente, geramos empatia, quebramos o silêncio e criamos uma rede de proteção real”, afirmou. Por Agência CNT Transporte Atual

Projeto que inclui setor de transporte no Conselho do Sebrae é aprovado em Comissão da Câmara

PL 2831/2025, que busca garantir representatividade ao setor de transporte, agora segue para CICS e CCJC A CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 2.831/2025, de autoria do deputado Jilmar Tatto (PT/SP). A proposta altera a Lei nº 8.029/1990 para incluir um representante do setor de transporte no CDNS (Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae). A medida busca corrigir uma lacuna de representatividade, já que o setor é um dos grandes contribuintes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), mas ainda não tem assento no Conselho. Com a aprovação na CVT, a matéria segue agora para a análise da CICS (Comissão de Indústria, Comércio e Serviços) e, posteriormente, será deliberada pela CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). O Projeto tem caráter conclusivo nas Comissões, o que significa que, se for aprovado nas duas próximas etapas, poderá seguir diretamente para a apreciação do Senado Federal. Atualmente, o setor de transporte não está representado no CDNS, diferentemente de áreas como a indústria (CNI), o comércio (CNC) e a agricultura (CNA). A aprovação do Projeto permitirá que a CNT indique um representante para ocupar uma cadeira no Conselho Nacional, o que, por consequência, possibilitará a participação também nos conselhos regionais e estaduais do Sebrae. O relator da matéria na Comissão, deputado Guilherme Uchoa (PSB-PE), votou pela aprovação do Projeto. Em seu parecer, Uchoa destacou que “o transporte é um elo essencial para as atividades produtivas, o escoamento da produção e a viabilização do comércio e dos serviços”. O relator ressaltou ainda a expressiva participação de micro e pequenas empresas no setor, especialmente com o crescimento do comércio eletrônico, o que reforça a necessidade de inclusão. O parecer considera a medida um avanço para o fortalecimento do Sebrae e a valorização das empresas de transporte, corrigindo uma lacuna histórica. Articulação e tramitação A aprovação foi resultado de um trabalho de articulação da CNT, que participou da formulação do texto e da sugestão da proposta ao autor da matéria. Também houve mobilização para a designação da relatoria e a construção do parecer favorável, além de esforços para pautar e votar a matéria na Comissão. O tema está entre as principais pautas institucionais da CNT e conta com um trabalho conjunto do presidente da Confederação, Vander Costa, e das federações representantes do setor transportador nos estados. Por Agência CNT Transporte Atual

Comissão do Senado aprova projeto que amplia a base de arrecadação para o SEST SENAT

PL 79/2020 aprovado na Comissão de Assuntos Sociais destina contribuições dos setores portuário, aéreo e aeroportuário à Entidade, fortalecendo ações de qualificação, treinamento e assistência aos trabalhadores do transporte A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (12), o Projeto de Lei nº 79/2020, que destina ao SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) as contribuições compulsórias das empresas dos setores portuário, aéreo e aeroportuário. A proposta, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL/MT), foi relatada pelo senador Laércio Oliveira (PP/SE). A proposição tem caráter terminativo, o que significa que, após a aprovação do turno suplementar pela Comissão, o projeto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação no Plenário – salvo se houver apresentação de recurso. A deliberação do turno suplementar poderá ocorrer na próxima quarta-feira (19). O texto aprovado é fruto das negociações lideradas pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, junto ao Parlamento, à Marinha do Brasil e à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A matéria determina que as contribuições compulsórias de empresas públicas e privadas do setor portuário, bem como de empresas privadas do setor aéreo e das empresas de serviço aeroportuário, passem a integrar a base de arrecadação do SEST SENAT. A medida representa um avanço significativo no financiamento dos serviços oferecidos aos diferentes modais. Atualmente, todos os modais do transporte são atendidos pelo SEST SENAT, mas os recursos têm origem exclusivamente nas contribuições do transporte rodoviário. O projeto dialoga diretamente com o princípio do fomento à multimodalidade e à intermodalidade. Essa destinação correta da base de arrecadação vai fortalecer as ações de qualificação profissional, assistência social e promoção da saúde voltadas aos trabalhadores, às suas famílias e às empresas do setor de transporte, sem representar aumento de custos para os empresários. Além disso, a medida promove maior integração e eficiência na gestão dos recursos, possibilitando a expansão e melhoria dos serviços prestados à sociedade. O PL também proporciona segurança jurídica ao SEST SENAT, ao estabelecer em lei que o Sistema S do Transporte pode formar profissionais de diversos modais. O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, avalia que a aprovação do PL 79/2020 representa um passo importante para o setor de transporte. “Ampliar a base de contribuições do SEST SENAT reforça nossas ações de qualificação e de apoio aos trabalhadores de todos os modais, evidenciando o compromisso do setor com a eficiência e o desenvolvimento sustentável do transporte no país e com a formação e a qualidade de vida dos profissionais do transporte”, afirmou. A gerente executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, ressaltou que essa é uma conquista relevante, mas ainda há etapas importantes pela frente na tramitação do Projeto. “Por ser um projeto terminativo, a proposição ainda precisa passar por turno suplementar. Estamos trabalhando para que essa votação ocorra na próxima semana. Posteriormente, ainda teremos toda a tramitação na Câmara dos Deputados. Mas a aprovação de hoje espelha o entendimento do Parlamento em favor da formação e da saúde dos profissionais do transporte em todos os seus modos de atuação”, disse. Nos próximos dias, os senadores poderão apresentar emendas ao parecer aprovado, e o relator deverá se manifestar sobre essas propostas. Em seguida, o Projeto retornará à pauta da CAS para a deliberação final. Após essa segunda votação, será aberto o prazo para apresentação de recurso ao Plenário. Caso pelo menos um décimo dos senadores subscreva o pedido, o Projeto será enviado para apreciação do Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara. A CNT trabalha para que a matéria siga diretamente à Câmara dos Deputados após a votação suplementar na CAS. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado Por Agência CNT Transporte Atual

ITL lança nova turma da pós-graduação em Gestão de Negócios em Curitiba

Programa realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral fortalece a formação de lideranças no setor de transporte Uma nova turma da pós-graduação em Gestão de Negócios foi inaugurada em Curitiba (PR), nessa segunda-feira (10). A cerimônia reuniu dirigentes nacionais e regionais do Sistema Transporte e professores da FDC (Fundação Dom Cabral) na unidade operacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) da cidade. A programação contou com a presença do diretor de Especialização da FDC, Bruno Fernandes; do presidente do Conselho Regional do SEST SENAT do Paraná, Sérgio Malucelli; e do diretor da unidade do SEST SENAT de Curitiba, Ronaldo Domingo. A palestra magna foi ministrada pelo gerente executivo de Desenvolvimento do Transporte da CNT, Tiago Fernandes Távora Veras, seguida de atividades de integração e do módulo Mindset Global, conduzido pela professora Claudia Rososchansky. Durante sua apresentação, Tiago Veras destacou a importância de aproximar os transportadores da produção de conhecimento realizada pelo Sistema Transporte. “Há um acervo riquíssimo de estudos e pesquisas e outras publicações elaboradas pela CNT. Essa fonte de conhecimento, com atualizações periódicas, pode ser uma grande aliada dos transportadores e pode ser usada para orientar decisões, enfrentar desafios e enriquecer os projetos que cada participante desenvolverá durante a pós-graduação”, ressaltou. Segundo o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, o Programa demonstra o compromisso com a qualificação de novos gestores. “A especialização em Gestão de Negócios é uma oportunidade de transformar conhecimento acadêmico em soluções práticas. Estamos formando gestores capazes de conduzir o transporte rumo a novos horizontes, com foco em inovação e sustentabilidade”, afirmou. O evento também contou com a presença do vice-presidente do Conselho Regional do Paraná, Felipe Busnardo Gulin, e do supervisor do Conselho Regional do Paraná, Roberto Teixeira de Freitas. Formação em expansão Com o início da Turma 75 em Curitiba (PR), o Programa Avançado de Capacitação do Transporte segue ampliando sua presença em diferentes regiões do país. Recentemente, a cidade de Vitória (ES) inaugurou a Turma 74 e, atualmente, também estão em andamento edições da especialização em Gestão de Negócios em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campinas (SP), Fortaleza (CE) e Vitória (ES). Voltado exclusivamente a profissionais do Sistema Transporte, o curso tem carga horária de 370 horas e aborda temas como liderança, inovação, ESG, finanças, marketing, inteligência artificial, diversidade e negociação. A especialização é coordenada pelo ITL e promovida pelo SEST SENAT, em parceria com a FDC e regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação). Por Agência CNT Transporte Atual

Últimos dias para participar da pesquisa nacional da NTC&Logística sobre os salários dos motoristas de caminhão

Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6 Fonte: NTC&Logística

Encerramento da Tarde do Transporte reuniu especialistas internacionais do setor

Encontro celebrou fortalecimento da agenda do transporte no âmbito das cúpulas do clima Existe o sonho de se criar, de modo permanente, um pavilhão internacional do transporte na Conferência das Partes. Esse ideal nunca esteve tão próximo de ser realizado, apontou Maruxa Cardama, secretária-geral da SLOCAT, no encerramento da Tarde do Transporte, nessa terça-feira (11). A Tarde do Transporte é o momento em que a programação da Estação do Desenvolvimento concentra painéis com a participação do Ministério dos Transportes, correalizador do espaço. Segundo Maruxa, a COP atual alcançou um patamar inédito com as discussões lideradas pelo Sistema Transporte – tanto na Blue Zone, espaço oficial de negociações, quanto na Green Zone, onde está a Estação do Desenvolvimento. Para ela, o formato simboliza uma união inédita de esforços entre o setor privado e o governo, acompanhada de perto por representantes de organizações internacionais. O evento especial reuniu especialistas ligados à SLOCAT (Parceria para Transporte Sustentável de Baixo Carbono), plataforma global dedicada a promover o transporte de baixo carbono, sustentável e inclusivo, que é uma das apoiadoras do espaço. Ao lado de Holger Dalkmann, líder da equipe de Descarbonização do Transporte do programa CCG (Crescimento Compatível com o Clima), Maruxa fez um histórico das cúpulas anteriores, destacando a COP21, em que os países signatários do Acordo de Paris assumiram o compromisso de mitigar emissões. Ressaltou ainda que, com esse foco, ficou mais evidente a relevância da descarbonização do setor de transporte. Também participaram do painel Mark Howells, professor da Imperial College London e especialista em CCG; Stefanie Sohm, pesquisadora do Kuehne Climate Center; e Sheila Watson, da FIA Foundation, que enviou uma mensagem em vídeo ao grupo. A mediação foi conduzida por Ramon Cruz, da SLOCAT. Convergência de forças Em um segundo momento, Joo Hyun Ha, especialista em transporte terrestre no grupo High-Level Climate Champions, conduziu uma conversa com Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, e Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes. “Ainda em Dubai (COP28), tivemos a percepção de que o transporte estava sendo discutido sem a presença do transportador e de que outros setores estavam avançando na transição energética e na descarbonização. Nós sabíamos que podíamos colaborar, então fizemos um trabalho persistente e consistente. Por isso, hoje, estamos aqui, participando de dois pavilhões da COP”, frisou Vander Costa. “Nós estamos vendo dois pavilhões que são responsabilidade da CNT. A Confederação assumiu esse protagonismo de ocupar dois espaços, de modo que, hoje, a comunidade internacional de transporte, depois de 15 anos, tem seu primeiro pavilhão internacional na Blue Zone. E a comunidade de transporte do Brasil tem um pavilhão na Green Zone. Os dois pavilhões se encontram, dialogam e mostram resultados”, celebrou Cloves Benevides. Por Agência CNT Transporte Atual

Setor de transporte avança em soluções para reduzir emissões

Coliderada pela CNT, Coalizão pela Descarbonização do Transporte atraiu público para a Estação do Desenvolvimento O auditório da Estação do Desenvolvimento ficou pequeno para acomodar o público interessado no painel “CEBDS apresenta: como tornar o setor de transporte um contribuidor ativo para a redução de emissões brasileiras”. Realizado na terça-feira (11), durante a COP30, o encontro apresentou a trajetória da Coalizão pela Descarbonização dos Transportes, que congrega mais de uma centena de atores comprometidos com soluções sustentáveis para o setor.   Incentivada pelo presidente da COP, o embaixador André Corrêa do Lago, a Coalizão surgiu a partir de um entendimento entre a CNT, o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), a Motiva e o Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper. O esforço conjunto resultou em um plano estratégico que propõe 90 alavancas (ações integradas) que visam reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa do setor até 2050. Entre essas alavancas, três são consideradas fundamentais: “Como representante das empresas do setor e de todos os modais, a CNT se vê na obrigação de liderar a transição energética do transporte. Porém, esse é um trabalho feito a muitas mãos”, afirmou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, na abertura do painel. Em sua fala, ele destacou a importância do advento do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), criado em 1986, como um marco para colocar o país no caminho da descarbonização.  “Para avançar, há a necessidade de políticas públicas de estímulo à mobilidade urbana em detrimento do uso do transporte individual”, ressaltou o dirigente. Segundo o presidente, essa diretriz precisa estar associada à renovação da frota. “É preciso tirar de circulação o veículo poluidor. Não adianta colocar ônibus elétricos se ônibus velhos continuarem circulando. Para isso, a solução é IPVA progressivo, como já é feito na Europa”, ressaltou. Ele reforçou que essas soluções têm impacto imediato, ao contrário da mudança da matriz, que demanda mais tempo. “A beleza do plano estratégico é que todas as 90 alavancas são relevantes, embora não haja bala de prata”, continuou Miguel Setas, CEO da Motiva. De acordo com seu entendimento, o país tem um potencial imenso para expandir o uso de biocombustíveis. “Já a eletrificação terá um percurso mais longo. Precisamos compreender que a eletrificação atende a segmentos específicos e que sua rede de abastecimento não seguirá a mesma lógica dos postos de combustíveis atuais”, pontuou.  Para Daniela Mignani, diretora executiva de Gestão do CEBDS, o fato de o Plano Clima, do governo federal, ter aproveitado os resultados apresentados pela Coalizão demonstra que a iniciativa está no caminho certo. “A Coalizão não se encerra quando o documento é entregue. Depois, há uma fase muito importante de advocacy”, sublinhou. Ela explicou que o CEBDS conquistou a confiança dos agentes públicos justamente por sua capacidade de articulação. “Nosso mandato é o que nos é dado pelas empresas. O nível executivo do governo nos requisita quando busca levar uma visão multisetorial para a formulação das políticas públicas”, finalizou.  Mediado por Ana Patrizia, diretora-presidente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), o painel contou ainda com a participação de Fábio Guido, superintendente de Sustentabilidade do Itaú, e de Bruno Temer, gerente de Sustentabilidade para a América do Sul na Michelin. Acesse o documento completo com o resultado do trabalho da Coalizão Por Agência CNT Transporte Atual

CNT alerta para risco de falta de profissionais no transporte em debate sobre jornada 6×1 na Câmara

Subcomissão especial discute impactos do regime de trabalho no transporte e no comércio A CNT participou, nessa segunda-feira (10), de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o regime de escala 6×1. O evento, realizado no Auditório Nereu Ramos, foi solicitado pelos deputados Luiz Gastão (PSD/CE) e Luiz Carlos Motta (PL/SP) e integra as atividades da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1. As autoridades presentes destacaram a importância de avaliar os efeitos do atual regime de seis dias de trabalho por um de folga na saúde e na vida social dos trabalhadores. Representando a CNT, o assessor trabalhista Brunno Batista Contarato chamou a atenção para os riscos que uma mudança abrupta na jornada pode trazer ao setor de transporte, especialmente diante da crescente escassez de mão de obra. O assessor ressaltou que o transporte vive um cenário crítico de falta de profissionais. Segundo ele, qualquer alteração no regime de trabalho impacta diretamente a mobilidade urbana, o abastecimento e serviços essenciais. Para Contarato, a simples contratação de mais trabalhadores não é viável diante da carência de mão de obra qualificada. No modal aquaviário, por exemplo, o déficit estimado até 2030 varia entre dois e quatro mil marítimos. No setor aéreo, estudos apontam a necessidade de 1,3 milhão de novos profissionais no mundo, nos próximos dez anos. O modal rodoviário, responsável por 65% da movimentação de cargas no Brasil, também enfrenta forte pressão. A idade média dos caminhoneiros é de 46 anos, sendo 22% deles com mais de 50 anos, um indicativo de que boa parte da força de trabalho se aproxima da aposentadoria sem reposição adequada. Estudos da Confederação mostram ainda que 65,1% das empresas de transporte relatam dificuldade para encontrar motoristas. O assessor alertou que uma alteração repentina na jornada poderia gerar consequências diretas para a população. “A redução da escala poderia não garantir qualidade de vida se gerar inflação, levando o trabalhador a buscar um segundo emprego”, explicou Bruno. Segundo ele, o impacto poderia ser sentido na redução da oferta de ônibus, em entregas mais demoradas e na elevação de custos logísticos. A CNT defende que eventuais mudanças sejam conduzidas por meio da negociação coletiva, considerando as especificidades de cada segmento do transporte. Proposta de mudança na jornada tramita na Câmara Paralelamente aos debates na Subcomissão, tramita na Câmara a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 8/2025, que propõe a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso, extinguindo a escala 6×1 e limitando a jornada a 36 horas semanais. A proposta ainda será analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) e, se for aprovada, seguirá para uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário. A audiência pública contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além de representantes de confederações patronais – CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) – e de centrais sindicais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores). Por Agência CNT Transporte Atual

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