Reuniões debatem dificuldades de entregas na região central de Canguçu

A prefeitura de Canguçu publicou decreto que restringe a circulação de caminhões na área central da cidade. A medida foi adotada sem a preocupação de observar as necessidades de abastecimento do comércio desta área. Fetransul e Setcesul estiveram reunidos com o prefeito Arion Luiz Borges Braga com o propósito de reivindicar a flexibilização da legislação, justificando que o decreto traz grandes dificuldades para a realização de entregas na região central do município. O prefeito mostrou-se irredutível, não dando margem a revisões. Em razão disso, no dia 29 de julho o vice-presidente da Fetransul e do Setcesul, Rudimar Puccinely, reuniu-se com as lideranças do comércio e vereadores na sede da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Canguçu (Acican). O comércio local reconhece as dificuldades impostas pelo decreto municipal, assinalando que nem mesmo as calçadas da área central são transitáveis para carrinhos manuais de entrega. Já Puccinely acrescentou que a topografia do centro de Canguçu é muito acidentada, tornando difícil o manuseio de cargas neste espaço. Ele ponderou que a municipalidade precisa definir áreas de descarga mais próximas dos logradouros comerciais, tal como ocorre em todas as cidades. Por fim, o dirigente lembrou que os transportadores têm previsão tarifária para cobrar a TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega, que será a alternativa para superar este obstáculo logístico, pois demandará mais tempo de trabalho e pessoas para executar a estiva em inúmeras quadras do centro urbano. Considerando que os transportadores já buscaram dialogar com o executivo municipal, caberá ao comércio local negociar uma solução que permita o acesso de caminhões em pontos mais próximos dos estabelecimentos comerciais.
Preço do querosene de aviação é pressionado por dólar, petróleo e concentração de mercado, aponta CNT

Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que o combustível representa 36% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, acima da média mundial O QAV (querosene de aviação), combustível que responde por 99% do consumo da aviação comercial no Brasil, representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas, acima da média global, de 31%. Seu preço é fortemente influenciado pelo valor do petróleo, pela taxa de câmbio, pela elevada concentração da indústria de refino e distribuição do combustível e por gargalos logísticos. Esses dados estão no estudo inédito Caracterização da Cadeia de Produção e Comercialização de Querosene de Aviação no Brasil, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta quinta-feira (31). A pesquisa detalha como fatores externos e estruturais determinam o preço do QAV. O petróleo e o dólar são as principais variáveis, somadas aos custos de refino. Em 2024, a produção nacional atingiu 5,86 bilhões de litros, recuperando-se da queda registrada durante a pandemia. No entanto, o Brasil continua dependente de importações, que representaram, em média, 17,4% da oferta total (consumo aparente) do combustível entre 2000 e 2024. Essa dependência é agravada por limitações logísticas. O transporte do QAV exige navios-tanque de grande porte e infraestrutura portuária adequada, o que reduz a rentabilidade da operação para muitas distribuidoras. A situação se torna ainda mais desafiadora devido à concentração da produção em poucos estados e refinarias. Em 2024, apenas duas refinarias foram responsáveis por 96,6% da produção nacional, enquanto duas distribuidoras dominaram 80,8% do mercado. O estudo aponta que a demanda pelo combustível exerce pouco impacto sobre as variações do seu preço, o que é muito comum em mercados oligopolizados, como no caso do refino e da distribuição do QAV. As variações do preço do QAV estão mais relacionadas às variáveis que impactam o custo do combustível do que ao número de voos ou ao volume de vendas. A concorrência entre o QAV e o óleo diesel, dentro das refinarias, – ambos derivados das mesmas frações do petróleo – também influencia a disponibilidade e o preço, exigindo ajustes técnicos constantes. Outro ponto de destaque é o impacto da antiga política de PPI (Preço de Paridade de Importação), vigente de 2016 a 2023, que elevou os preços internos ao vinculá-los ao mercado externo. Embora o fim do PPI tenha trazido maior flexibilidade, gargalos logísticos e a complexa tributação ainda limitam a redução de custos. O futuro do setor, segundo o estudo, passa pela adoção gradual dos SAF (Combustíveis Sustentáveis de Aviação), capazes de reduzir até 80% das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, o alto custo desse combustível, que pode ser até quatro vezes maior do que o do QAV tradicional, ainda é um grande desafio. Para Fernanda Rezende, diretora executiva interina da CNT, a publicação é um marco para o setor. “Além de ampliar a transparência sobre o principal insumo do transporte aéreo, o estudo oferece subsídios para a formulação de políticas públicas, estratégias empresariais e decisões de investimentos no setor. Entender o preço do QAV é compreender os rumos da aviação brasileira”, afirma. Por dentro da logística que movimenta o setor aéreo O mercado brasileiro de QAV é marcado por concentração e forte dependência de fatores externos. A Petrobras ainda domina a capacidade de refino do combustível. A distribuição é controlada por poucas empresas, sendo as principais a Vibra Energia, Raízen e Air BP Brasil, que respondem por 98% do mercado. De acordo com o estudo, apesar da autossuficiência brasileira em petróleo bruto, o país ainda depende da importação de QAV refinado para atender à totalidade da demanda interna. A infraestrutura logística é outro ponto crítico: apenas dois aeroportos, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), contam com dutos que ligam refinarias diretamente aos terminais aeroportuários. Nos demais, o abastecimento é feito por caminhões-tanque, tornando o processo mais vulnerável a falhas operacionais. CNT aponta soluções para um mercado de QAV mais eficiente O estudo da CNT propõe uma abordagem estratégica para enfrentar os principais entraves do mercado de QAV no Brasil, com ênfase na transparência da formação de preços, no fortalecimento da regulação e na ampliação da eficiência logística. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, a elevada concentração nas etapas de refino e distribuição, aliada às barreiras à entrada de novos agentes, exige uma atuação mais robusta do poder público. “A CNT recomenda o fortalecimento da agência reguladora do mercado de combustíveis como medida essencial para promover um ambiente mais competitivo e equilibrado”, destaca. A Entidade também defende maior previsibilidade e clareza nos mecanismos de precificação como formas de reduzir a volatilidade e estimular o crescimento sustentável do setor aéreo. Outro ponto central é a necessidade de investimentos em infraestrutura logística. A CNT sugere a ampliação das estruturas de armazenamento e a modernização dos portos e terminais para aumentar o potencial de importação do combustível. Por fim, o estudo aponta a necessidade de redução da carga tributária sobre os combustíveis de aviação, uma vez que o transporte aéreo é essencial em um país com as dimensões do Brasil, pois promove a conectividade, o turismo, o acesso a mercados, o aumento da competitividade econômica, a geração de empregos e renda e o desenvolvimento regional. Caminhos para um mercado de QAV mais eficiente no Brasil 1. Redução tributária – reduzir a carga tributária incidente sobre o QAV. 2. Regulação e concorrência – fortalecer a agência reguladora do mercado de combustíveis no Brasil e ampliar a transparência na formação de preços. 3. Infraestrutura logística – investir em dutos, tancagens e terminais dedicados para reduzir custos e riscos no abastecimento dos aeroportos. 4. Gestão de custos pelas companhias aéreas – diante do limitado poder de negociação sobre o preço do QAV, as empresas devem adotar estratégias internas, como otimização de rotas e aumento da eficiência operacional, para mitigar os impactos financeiros. Por Agência CNT Transporte Atual
Programa Mais Motoristas impulsiona empregabilidade de pessoas advindas do CadÚnico

Iniciativa conjunta entre SEST SENAT e MDS alia inclusão produtiva à demanda por profissionais qualificados no mercado de trabalho Uma parceria entre o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) está fortalecendo a inclusão produtiva no setor de transporte, ao oferecer formação profissional para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Desde a assinatura do protocolo de intenções, em janeiro de 2024, o programa Mais Motoristas, desenvolvido pelo SEST SENAT, já atendeu 2.717 inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). A ação integra a iniciativa Acredita no Primeiro Passo, do governo federal, e tem como foco a habilitação e capacitação de condutores profissionais. O SEST SENAT oferece o custeio do processo de mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para C, D ou E e promove a qualificação nas unidades da instituição em todo o país, por meio da Escola de Motoristas Profissionais. Resultados que transformam Até julho, 1.338 pessoas participam de diferentes fases do Programa – da etapa inicial à conclusão do processo de formação. Parte dos candidatos passa por avaliação de saúde e capacitação, enquanto outros já estão prontos para ingressar no mercado. Um dos destaques é a alta participação feminina: 466 mulheres já foram contempladas, o equivalente a 17% dos participantes, superando a meta inicial, de 5%. A presença crescente das mulheres representa um importante avanço rumo à equidade de gênero no transporte e reforça o impacto social da iniciativa. Moradora de Crato (CE), Michele Macedo Alves, de 40 anos, viu no Programa a chance de ampliar seu papel em sua pequena empresa familiar de fretamento e turismo. Após enfrentar imprevistos em viagens, decidiu trocar sua habilitação para a categoria D e fazer o curso de Transporte Escolar. “Com cada etapa concluída, eu me sentia mais preparada e confiante. Receber o certificado de condutora profissional é mais do que uma conquista pessoal; é saber que estou pronta para novas oportunidades”, afirma. Compromisso com a transformação social Entre os participantes que já concluíram a mudança da CNH, 321 receberam a habilitação profissional e seguem em capacitação. O SEST SENAT acompanha a trajetória desses novos profissionais, até mesmo verificando se estão empregados na categoria desejada. Para Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, a parceria vai além da formação técnica. “Estamos falando de inclusão produtiva com responsabilidade social. Esses trabalhadores têm acesso à qualificação gratuita, ao emprego formal e a uma rede de cuidados, com serviços como odontologia, psicologia, fisioterapia e nutrição. Nossas 172 unidades estão prontas para acolher esses profissionais e suas famílias”, ressalta. Por Agência CNT Transporte Atual
Vander Costa defende plano estratégico de logística com foco em equilíbrio regional e qualificação profissional

Em evento do Valor Econômico, presidente do Sistema Transporte destacou a importância de um planejamento nacional de longo prazo, com investimentos bem distribuídos A construção de um plano nacional de logística deve priorizar o reequilíbrio do desenvolvimento entre as regiões, a qualificação da mão de obra e uma visão abrangente sobre as diferentes infraestruturas de transporte. A avaliação é do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que participou, nessa quarta-feira (30), do evento Logística no Brasil, promovido pela Infra S.A. e pelo Ministério dos Transportes e realizado pelo jornal Valor Econômico em São Paulo (SP). Durante o painel “A visão do setor produtivo: gargalos logísticos e prioridades para a infraestrutura brasileira até 2050”, Vander Costa destacou a necessidade de um planejamento estratégico de longo prazo, estruturado como política de Estado e sustentado por critérios técnicos. “A iniciativa de desenvolver um plano nacional de logística é essencial para pensarmos o Brasil dos próximos 25 anos, especialmente para reduzir as desigualdades regionais. Precisamos levar infraestrutura para o interior”, afirmou. Segundo ele, o PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), proposto pelo governo federal, deve impulsionar a eficiência da matriz de transporte nacional, com foco na redução de custos logísticos, na sustentabilidade e no aumento da competitividade do país. Para isso, é preciso articular investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O presidente também destacou a importância de o Plano ir além da infraestrutura física e incorporar uma visão prática de operação multimodal. “É preciso que todos os corredores e seus respectivos modos de transporte sejam identificados, assim como a existência e os acessos aos terminais de consolidação de cargas necessários à operação multimodal”, afirmou. Ele ressaltou ainda que, para viabilizar essa integração, é indispensável revisar a legislação tributária relacionada ao CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), que atualmente não reconhece a multimodalidade e exige a emissão de um CT-e distinto para cada modal utilizado. Isso encarece a operação com a cobrança cumulativa de tributos e reduz a atratividade do modelo. Desafios Vander Costa frisou a necessidade de capacitar profissionais para esse novo cenário que se propõe e reforçou a atuação do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) como instituição preparada para isso. “Precisamos preparar a mão de obra para atuar em diversas operações logísticas, com competências alinhadas às exigências de um setor em transformação”, disse. Ao comentar os desafios de financiamento, ele reforçou que a logística multimodal exige aportes robustos e bem distribuídos. “Estamos apostando muito no transporte aquaviário, que tem grande potencial e menor impacto ambiental, assim como na cabotagem ao longo da costa brasileira”, afirmou. Ele ainda defendeu mudanças no modelo de gestão ferroviária e destacou a necessidade de recursos públicos para destravar o setor. “Investidores privados priorizam projetos com retorno garantido. Por isso, precisamos de bons estudos e de um plano que oriente os investimentos de forma equilibrada e eficiente”, concluiu. Também participaram do painel representantes da Abani (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior), da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), da Infra S.A. e da Autoridade Portuária de Santos. Para o presidente da Abani, José Rebelo III, o Brasil precisa enxergar a navegação interior como uma solução estratégica para a redução de custos logísticos e o desenvolvimento regional. “O modal tem ganhado notoriedade, especialmente no escoamento da produção para exportação, e deve ser fortalecido com menos burocracia e mais previsibilidade”, ressaltou. Rebelo III completou que essa mentalidade está muito integrada às atividades da CNT (Confederação Nacional do Transporte), ao mencionar estudos da Confederação que indicam o crescimento do modal aquaviário como parte fundamental para as metas de descarbonização do país. “Potencial existe. É uma solução para longas distâncias com menor custo social, de implementação e operação, além de menos emissão de gases de efeito estufa. Precisamos de que a sociedade entenda a importância e cobre celeridade sobre as concessões. O ganho é para todos”, disse. Investimento em logística Outro painel do evento contou com a presença dos ministros Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes da Silva. A ministra Simone Tebet defendeu a diversificação da matriz de transporte e a transição para uma economia de baixo carbono. “A logística é fundamental para garantir a competitividade dos nossos produtos. Para isso, é preciso pensar o Brasil para longo prazo, para os próximos 25 anos”, afirmou. O ministro Renan Filho destacou que o país atingiu, em 2024, um volume histórico de investimentos em infraestrutura de transporte e reforçou a expectativa de crescimento contínuo. “Com mais investimento em infraestrutura, conseguimos elevar também o investimento dos outros setores. É preciso investimento crescente em hidrovias, ferrovias, para diversificar aquilo que a gente produz e garantir competitividade”, completou. Já o ministro Silvio Costa Filho ressaltou o papel estratégico das hidrovias no novo modelo logístico nacional. “A pauta ambiental é muito importante, sobretudo neste momento em que há a oportunidade de maiores investimentos logísticos no Brasil. É hora de avaliar o que deve ser preservado e o que já é comprovado que existe um impacto muito grande na área ambiental”, afirmou. O evento integra uma série de debates organizados pelo Ministério dos Transportes e pela Infra S.A. com o objetivo de construir um diagnóstico aprofundado do setor e estabelecer metas de longo prazo para orientar investimentos e políticas públicas até 2050. Foto: Flavio Santana/Valor Econômico Por Agência CNT Transporte Atual
Motorista Série A tem inscrições prorrogadas até 20 de agosto

Motoristas ganham mais tempo para se inscreverem no projeto do SEST SENAT, demonstrarem sua excelência na profissão e poderem concorrer a prêmios O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) prorrogou para o dia 20 de agosto o prazo final para as inscrições no projeto Motorista Série A, iniciativa que visa identificar, reconhecer e valorizar motoristas que desempenham com excelência suas funções profissionais. Com a nova data, motoristas de todo o país ganham mais tempo para garantir presença em um dos projetos mais relevantes voltados à valorização de motoristas que levam a profissão a sério e atuam com segurança e responsabilidade em suas funções profissionais. Os participantes passam por uma jornada gamificada, com duração de um ano, que envolve diagnósticos de saúde e técnicos, avaliações comportamentais sobre a forma de condução dos veículos, avaliações práticas, gestão do sono e da fadiga e ações de desenvolvimento profissional e pessoal. O projeto também promove etapas de reconhecimento, em fases regionais e nacional, como forma de incentivar a excelência na categoria e valorizar a profissão. “O Motorista Série A foi criado para reconhecer o protagonismo de quem move o Brasil com competência e responsabilidade”, afirma a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. Para participar, é necessário que o motorista esteja vinculado a uma empresa de transporte ou seja autônomo com contribuição regular ao SEST SENAT, além de ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria E ou AE. Premiação Os 20 participantes que obtiverem os melhores resultados ao longo do processo serão convidados para a final nacional, prevista para acontecer no litoral de Pernambuco, com todas as despesas de viagem pagas para o motorista finalista, acompanhado de mais três convidados. Os três primeiros colocados serão premiados com um carro zero quilômetro (primeiro lugar) e duas motocicletas (segundo e terceiro lugares). Para realizar as inscrições, basta acessar a página do Motorista Série A.
Está aberta a consulta pública sobre plano de descarbonização dos transportes

População pode contribuir entre 28 de julho a 18 de agosto pela plataforma Brasil Participativo omeçou nesta segunda-feira (28) a consulta pública do Plano Setorial de Mitigação de Transportes. O documento estabelece diretrizes e metas para a transição do setor rumo a uma economia de baixo carbono, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa nos modais aéreo e aquaviário até 2050. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou ativamente da elaboração do plano, em parceria com o Ministério dos Transportes (MT). O trabalho envolveu áreas técnicas da pasta, como as Secretarias Nacionais de Aviação Civil, Portos, Hidrovias e Navegação, além da Diretoria de Sustentabilidade, com apoio de agências reguladoras. Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, a iniciativa reúne 19 órgãos federais e integra a Estratégia Nacional de Mitigação (ENM) e o Plano Clima. Entre os principais eixos do plano estão a ampliação do uso de combustíveis sustentáveis, a eletrificação de frotas e infraestrutura, e o incentivo a modais menos poluentes, como ferrovias, hidrovias e a cabotagem. A população pode participar da consulta pública até o dia 18 de agosto, por meio da plataforma Brasil Participativo. O conteúdo completo do plano está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente. https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima/plano-clima-mitigacao/plano-clima-mitigacao . Assessoria Especial de Comunicação SocialMinistério de Portos e Aeroportos Fonte: gov.br – Foto: Divulgação
ANTT abre tomada de subsídios sobre exigência de seguros no transporte de cargas

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) abrirá, nessa quinta-feira (31), a Tomada de Subsídios 4/2025, para receber contribuições sobre os impactos da exigência de seguros no transporte rodoviário remunerado de cargas. A iniciativa será conduzida pela Suroc (Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas) e servirá de base para a elaboração da versão 1.0 do Relatório de AIR (Análise de Impacto Regulatório). O prazo para envio das contribuições se encerrará no dia 20 de setembro, e os interessados poderão acessar os documentos e orientações diretamente na plataforma ParticipANTT. Fonte: CQCS
Entender o comportamento humano é chave para decisões melhores, afirma professor do Insead

Ziv Carmon destaca como líderes do transporte podem usar a intuição a seu favor para motivar pessoas e transformar organizações A maioria das decisões humanas é guiada por impulsos, intuições e emoções, e não pela lógica, afirma o professor Ziv Carmon, especialista em economia comportamental da escola de negócios Insead (Instituto Europeu de Administração de Empresas). Segundo ele, mesmo quando acreditamos agir racionalmente, o lado emocional domina nossas escolhas. Entender essa dinâmica é fundamental para líderes que atuam em ambientes complexos, como o setor de transporte. A partir da metáfora do “elefante e o cavaleiro” – em que o elefante representa o sistema emocional, intuitivo e rápido; e o cavaleiro, o sistema racional e analítico –, Carmon explica que as emoções têm papel central na forma como escolhemos, reagimos e nos engajamos. Por isso, o professor sentencia: bons líderes são aqueles que compreendem e respeitam esse funcionamento humano e sabem como utilizá-lo com ética e inteligência. Dados, argumentos lógicos e análises são importantes, mas não bastam para engajar pessoas ou promover mudanças duradouras. De acordo com o especialista, é a emoção que impulsiona a ação. E o uso sincero de ferramentas, como a empatia, a gratidão e o reconhecimento, pode ser mais eficaz do que qualquer recompensa material. “Apreciar de forma específica e inesperada pode ter mais efeito do que bônus financeiros”, explica. Na visão de Carmon, além de compreender os outros, o líder deve também voltar o olhar para si mesmo. Para ele, autorreflexão, consciência emocional e domínio das próprias reações são atributos indispensáveis para quem deseja liderar com mais humanidade, assertividade e clareza. As reflexões de Ziv Carmon foram apresentadas nessa terça-feira (29), em Brasília, durante o Warm Up da Missão Internacional do Transporte – França 2025, promovido pelo Sistema Transporte. França aposta em tecnologia, intermodalidade e descarbonização A experiência francesa em mobilidade urbana foi mencionada, como o ambicioso projeto Grand Paris Express, que vai expandir significativamente a rede de metrôs automatizados da capital; a integração eficiente de modais por meio de um cartão único de transporte, que facilita a mobilidade de milhões de passageiros; e o incentivo à mobilidade ativa, com programas como o “Savoir Rouler à Vélo”, voltado à formação de ciclistas conscientes e seguros. O panorama detalhado foi mostrado por Ludovic Doyennette, conselheiro de Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da França no Brasil, que ajudou os empresários a compreenderem melhor a estrutura, os avanços e as prioridades do sistema de transporte francês. Formar para gerar valor O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, reforçou o propósito do encontro: promover a integração da delegação e alinhar as etapas da Missão. “A Missão começa aqui, no Warm Up. A construção de relacionamento entre os empresários é um dos pilares dessa iniciativa. A França tem muito a nos ensinar sobre transporte e mobilidade. Por isso, a programação vai reunir tanto conteúdo acadêmico quanto experiências práticas”, afirmou. A importância das Missões Internacionais para o desenvolvimento de lideranças foi um dos aspectos ressaltados durante o encontro. Segundo a diretora executiva nacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Nicole Goulart, os objetivos são estimular reflexões, trazer novas ideias e compreender diferentes abordagens de liderança. “Nosso compromisso é formar pessoas capazes de gerar mais valor e entregar melhores resultados para suas empresas”, afirmou. Como parte da preparação da delegação, Philippe Gassmann, chefe do Serviço de Economia da Embaixada da França no Brasil, falou aos participantes sobre o espírito de hospitalidade do país anfitrião, ressaltando o interesse da França em estreitar conexões institucionais e comerciais com o Brasil. Também estiveram presentes no evento o ex-presidente do Sistema Transporte, Clésio Andrade; a diretora executiva interina da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Fernanda Rezende; o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira; e a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa. Missão Internacional do Transporte – França 2025 A Missão Internacional do Transporte – França 2025 será realizada de 28 de agosto a 7 de setembro, em Fontainebleau, em parceria com o Insead, uma das escolas de negócios mais renomadas do mundo. A delegação, formada por 51 participantes – entre empresários, parlamentares e representantes do Sistema Transporte –, viverá uma imersão estratégica que combina formação executiva, visitas técnicas, intercâmbio cultural e networking internacional. Por Agência CNT Transporte Atual
NTC&Logística e ANTT realizam pesquisa nacional para mapear situação econômica do TRC no 1º semestre de 2025

Resultado será apresentado durante o CONET&Intersindical, no dia 21 de agosto, em Bento Gonçalves (RS), com o objetivo de orientar ações estratégicas para o setor A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), lançou uma importante pesquisa voltada às empresas transportadoras de carga de todo o Brasil. A iniciativa tem como objetivo avaliar a situação econômica do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no primeiro semestre de 2025, identificando os principais desafios enfrentados, além de oportunidades e tendências que impactam o desenvolvimento e a sustentabilidade do setor. A coleta de dados será feita por meio de um questionário objetivo, com perguntas de múltipla escolha, o que garante uma participação ágil por parte das empresas. O envolvimento do setor é fundamental para que a pesquisa reflita a realidade do transporte de cargas no país e apresente dados qualificados para o embasamento de políticas públicas e estratégias. Os resultados serão divulgados durante a segunda edição de 2025 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que ocorrerá no dia 21 de agosto, na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a iniciativa reforça o compromisso de a entidade ouvir o setor e construir caminhos eficientes. “Precisamos de dados reais para tomar decisões assertivas. Essa pesquisa é uma ferramenta essencial para traduzir a realidade do nosso setor, contribuindo na formulação de estratégias que favoreçam o desenvolvimento, a competitividade e sustentabilidade do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.” Clique aqui e participe: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeNx5LUopo-Rf3qKj2x-C-SvQu35lhGrxfhzr1T4w-UGjXWAA/viewform Fonte: NTC&Logística
Economista Zeina Latif trará análise de cenários para o TRC na segunda edição do CONET&Intersindical 2025, em Bento Gonçalves

Palestra trará uma visão atualizada do cenário econômico que impacta o setor de transporte de cargas e logística A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a segunda edição do CONET&Intersindical 2025 nos dias 21 e 22 de agosto, no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves (RS). O evento tem como entidade anfitriã a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL), com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade. Reconhecido por reunir os principais protagonistas do Transporte Rodoviário de Cargas, o CONET&Intersindical promove debates de alto nível, troca de experiências e a construção de soluções inovadoras para o setor. O evento também é uma oportunidade para fortalecer parcerias estratégicas e compartilhar boas práticas, que impulsionam o desenvolvimento econômico e social. Em seu formato tradicional, o evento é dividido em duas etapas: o CONET – voltado à discussão empresarial de custos, em que o Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), da NTC&Logística, apresenta pesquisas de mercado e aponta os direcionamentos relacionados ao frete – e a Intersindical, cuja pauta inclui temas relacionados ao desenvolvimento das atividades do setor. No CONET, uma das palestras confirmadas é “Cenário Econômico e Perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas”, que será apresentada pela economista Zeina Latif. Consultora econômica e sócia da Gibraltar Consulting, Zeina é mestre e doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e possui uma sólida trajetória no mercado financeiro, com passagens por instituições como a XP, onde atuou como economista-chefe. Foi Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, é professora do Insper, colunista do jornal O Globo e autora do livro “Nós do Brasil: nossa herança e nossas escolhas”, publicado pela Editora Record. A palestra trará uma análise aprofundada das tendências econômicas que devem impactar o Transporte Rodoviário de Cargas no segundo semestre de 2025, oferecendo insights estratégicos para o planejamento e o desenvolvimento do setor. Faça já sua inscrição aqui Confira a programação preliminar do evento 21 de agosto de 2025 | CONET 9h30 – Credenciamento e Abertura Oficial Painel Técnico • Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte) • Pesquisa de Mercado DECOPE 2025 • Nova ferramenta da NTC para simulação de frete Gestão e Inovação • Apresentação de soluções práticas para gestão de custos e tomada de decisão nas transportadoras Coffee-break e networking Palestra Magna – “Cenário Econômico e Perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas” Palestrante: Zeina Latif, economista, colunista do jornal O Globo e uma das principais vozes da macroeconomia no Brasil Painel Empresarial por Segmento Discussão sobre os principais desafios e oportunidades em diferentes áreas do TRC: Farmacêuticos | Perigosos | Fracionados | Granéis | Lotação | Bebidas | Alimentícios 18h30 – Encerramento ⸻ 22 de agosto de 2025 | INTERSINDICAL 9h – Abertura INTERSINDICAL Painel Trabalhista • Negociações coletivas • Lei do Motorista • Precedentes normativos do TST Painel de Seguros • Atualizações legislativas e novas práticas Painel de Segurança • Aliança Nacional pela Segurança Logística Painel de Infraestrutura Painel Tributário • Aplicação da Reforma Tributária no TRC: impactos e oportunidades 17h – Considerações Finais – Encerramento 20h30 – Jantar de Encerramento Realização l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) Entidade Anfitriã l FETRANSUL (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul)/ Apoio l Sindicatos filiados à FETRANSUL Patrocínio l AUTOTRAC l FENATRAN l RANDS l TOTVS l TRANSPOCRED l XBRI PNEUS Apoios Institucionais l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística) l FuMTran (Fundação Memória do Transporte) l Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) Apoio Logístico l Braspress Fonte: NTC&Logística