Brasil quer chegar a 2030 com 30% de combustíveis renováveis
Atualmente, 25% dos combustíveis usados no país são renováveis O Brasil atualmente a segunda posição no que se refere à produção de biodiesel no mundo e é o maior produtor de etanol vindo da cana de açúcar, afirmou o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Coelho, em entrevista ao programa A Voz do Brasil. Segundo ele, nossa matriz energética e de transporte é uma das mais limpas do mundo. Cerca de 25% do combustível que utilizamos é proveniente de fontes renováveis e a meta é de chegar a 2030 com uma participação de 30%. “Isso é único no mundo”. Um dos responsáveis por esse incremento será o programa Combustível do Futuro. Lançado em abril deste ano, ele tem como objetivo aumentar a participação de combustíveis renováveis e de baixo teor de emissões na nossa matriz e desenvolver tecnologias veiculares nacionais. “O Brasil avançou muito nos veículos Flex Fuel, na utilização dos biocombustíveis. Nesse período de transição energética temos de desenvolver ainda mais essa tecnologia veicular.” Outro objetivo é desenvolver novos biocombustíveis: “Estamos olhando pra frente e vendo novos combustíveis que possam ser inseridos na nossa matriz energética, na nossa matriz de transportes”, disse. De acordo com Coelho, o mercado de biocombustíveis já é uma realidade no transporte de cargas com o uso do biodiesel. Outras opções são o diesel verde, que já vem sendo usado na Europa, o gás natural e o biometano. Segundo ele, a ideia é, por meio do meio do Combustível do Futuro, desenvolver opções para o setor aéreo e aquaviário. No caso da aviação, será utilizado o bioquerosene de aviação. O programa Combustível do Futuro também traz estímulos para que operadores de Petróleo e Gás Natural invistam em pesquisa e desenvolvimento. Acompanhe a entrevista completa: https://youtu.be/ipcaVD7GkEc Fonte: Agência Brasil
DNIT restringe trânsito de caminhões e ônibus na ponte sobre o Arroio Bossoroca – BR-290/RS
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta os usuários da BR-290/RS que, a partir das 12 horas desta terça-feira (03), o tráfego de caminhões e ônibus será totalmente bloqueado na ponte sobre o Arroio Bossoroca, localizada no km 353,9, entre o entroncamento com a BR-392/RS e o município de Vila Nova do Sul. A intervenção é necessária para a execução de serviços de manutenção da ponte e a restrição de tráfego visa atender a questões de segurança para usuários da rodovia e colaboradores. O bloqueio total para veículos pesados deve permanecer em vigor por um período de 20 dias. Até a conclusão dos trabalhos, o DNIT sugere como rota alternativa para quem se desloca no sentido Porto Alegre-Uruguaiana e vice-versa, a BR-392/RS e a BR-158/RS, passando por Santa Maria. Outra opção são as BR-153/RS, BR-293 e BR-158, via municípios de Caçapava do Sul, Bagé e Dom Pedrito até o retorno à BR-290/RS. Caminhoneiros que se deslocam de Uruguaiana em direção ao Porto de Rio Grande devem seguir pelas BR-158/RS, BR-293/RS e BR-392/RS. Para veículos leves, o fluxo permanece com bloqueio parcial, com trânsito em meia pista, orientado por um semáforo. O DNIT alerta que a sinalização dos bloqueios foi reforçada em todos os municípios da região e que não será permitido, em nenhuma hipótese, o tráfego de caminhões e ônibus na ponte sobre o Arroio Bossoroca. A ação conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT Fonte: DNIT
Atividade na indústria gaúcha cresce 17,6% no primeiro semestre
IDI-RS volta a subir após três meses de queda, aponta pesquisa da Fiergs O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa segunda-feira (2) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), voltou a crescer em junho, na comparação com maio, feito o ajuste sazonal. Após três meses de queda, subiu 0,6%. Embora o nível de atividade acumule baixa de 1,7% no acumulado desde janeiro, aparece 4,2% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020. “Tivemos um primeiro semestre bastante difícil, marcado por medidas de fechamento e abertura da economia, acompanhando a dinâmica da pandemia. Durante o período, a economia contou com menos estímulos governamentais e a indústria continuou enfrentando problemas de escassez e altas expressivas nos preços de insumos e matérias-primas”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. O dirigente reforça que a conjuntura favorável ao agronegócio impulsionou a extensa cadeia produtiva do segmento metalmecânico do RS, amenizando a situação. Entre os componentes do IDI-RS, apenas as compras industriais caíram em junho, um recuo de 1,1% na comparação com maio. O resultado no mês foi puxado pelo faturamento real, aumento de 3,9%, pelas horas trabalhadas na produção, 2,1%, e pela utilização da capacidade instalada-UCI, com mais 2,1 pontos percentuais, atingindo 82,4% em junho. Os indicadores de mercado de trabalho do setor também cresceram no período: emprego, 0,5%, pelo 13º mês seguido, e a massa salarial real, 0,3%. Na comparação com o ano passado, as taxas em 2021 também subiram, mas continuam influenciadas pelas baixas bases de comparação. O IDI-RS cresceu 18,5% em junho e 17,6% no acumulado do primeiro semestre, taxa recorde, ambos relativamente ao mesmo período de 2020. Comparativamente a 2019, os aumentos foram de 6,4% e de 4,9%, respectivamente. Sob a ótica dos indicadores no acumulado dos primeiros seis meses de 2021, comparativamente a igual período de 2020, a decomposição do IDI-RS mostra que as principais influências foram dadas pelas compras industriais (+43%), pelas horas trabalhas na produção (+20,4%) e pelo faturamento real (+18,8%). A UCI aumentou sete pontos percentuais, com média de 81,8% no período, enquanto o emprego e a massa salarial cresceram, nessa ordem, 5,6% e 3,2%. “Para o segundo semestre, a tendência é positiva em um contexto de abertura mais ampla das atividades, recuperação econômica global e menores dificuldades na cadeia de suprimentos”, reforça o presidente da Fiergs. O primeiro semestre de 2021 também foi de expansões disseminadas em termos setoriais. Entre os 16 pesquisados, o único com queda na atividade foi o de máquinas e materiais elétricos, recuo de 1,9%. As maiores contribuições para o resultado global vieram de máquinas e equipamentos, com elevação de 37,4%, de veículos automotores (22,2%) e de produtos de metal (32,1%). Destaque igualmente para os desempenhos da metalurgia (32,7%), de móveis (22,7%), de têxteis (25%) e de vestuário e acessórios (19,4%). Fonte: Jornal do Comércio
Sanções relativas a LGPD já podem ser aplicadas
Desde 1º de agosto, descumprimento de preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais pode ensejar advertências, multas e outras sanções administrativas Em vigor desde setembro do ano passado, a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (lei nº 13.709/2018) passa a produzir todos os seus efeitos neste mês de agosto. Até então, haviam sido adiados os efeitos do capítulo VIII da lei, no qual se prescrevem atos de fiscalização e a aplicação de sanções administrativas, incluindo multas pecuniárias, diante de infrações à norma. Antecedeu essa nova etapa da proteção de dados em nosso país a realização, por parte da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), de audiência pública, nos dias 15 e 16 de julho, para tratar dos mecanismos de fiscalização a serem adotados. As propostas encaminhadas por membros da sociedade civil serão agora consolidadas. O teor da regulamentação, porém, já pode ser conhecido no site da autoridade (https://www.gov.br/anpd/pt-br). “Em linhas gerais, a autoridade não tem intenção de aplicar multas em um primeiro momento. Será um trabalho de conscientização, em que a autoridade entrará em contato com as empresas e solicitará a alteração de processos. Em caso de reincidência, preverá a sanção devida”, esclarece Fred Maranhão, chefe de Segurança da Informação do SEST SENAT e encarregado de Proteção de Dados Pessoais (DPO) do Sistema CNT. Maranhão explica que essa orientação da ANPD não exclui a aplicação de multas resultante de denúncias. “Outro ponto divulgado é a intenção de fazer a fiscalização com base em temas definidos a cada dois anos, a partir de janeiro de 2022”, acrescenta. Segundo ele, adentraremos um período de consolidação da figura do encarregado de dados, que as empresas devem constituir para prestar assistência aos titulares de dados que se sintam lesados em seus direitos. “A principal orientação para empresários do transporte, neste momento, é a de se pautar pela transparência. Quando solicitar o preenchimento de um cadastro, sempre explique o que vai ser feito com os dados, qual será o tratamento. A lei não proíbe a comunicação de dados – ela apenas exige a transparência com o usuário”, reforça Maranhão. Sistema CNT disponibiliza material e treinamento para o setor O Sistema CNT está desenvolvendo um conjunto de iniciativas para apoiar os transportadores no desenvolvimento de medidas para a proteção de dados pessoais, esclarecer os principais aspectos teóricos e práticos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e suas aplicações nos diferentes modos de transporte. O trabalho que o Sistema CNT está desenvolvendo tem três vertentes: sensibilização, capacitação profissional e aplicação. Isso inclui a realização de eventos, o desenvolvimento de material informativo e a oferta de cursos de capacitação. Veja aqui o site especial que o Sistema CNT preparou sobre a LGPD para orientar as empresas do setor de transporte. Conheça o curso executivo LGPD para o Setor de Transporte para gestores de empresas transportadoras ofertado pelo ITL. Conheça o curso LGPD Descomplicada para trabalhadores do setor, ministrado pelo SEST SENAT. Pesquisa identificou ponto de atenção O Sistema CNT está confeccionando um manual de boas práticas em tratamento e proteção de dados pessoais com foco no setor de transporte. Nesse processo, contou com a participação de entidades afiliadas, representando os vários modais. O Setcesp (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região) e a Fetcesp (Federação das empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), juntamente com o IPTC (Instituto Paulista de Transporte de Cargas), deram uma importante contribuição ao realizar uma pesquisa sobre o tema com empresários do setor. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados entre 1º e 9 de abril. Foram colhidas 128 respostas (121 delas foram validadas), que ajudam a traçar um panorama do atual estágio de adequação do setor aos preceitos da LGPD. Chama a atenção o fato de que 39% das empresas afirmaram ter iniciado o processo, sendo que a maior parcela ainda está nos estágios preliminares e intermediários da adequação. Uma minoria afirmou ter concluído os estágios necessários à conformidade. “Como mostra a pesquisa, o setor de transporte rodoviário de cargas precisa se atentar à implantação de processos e adquirir clareza quanto à aplicabilidade da LGPD dentro das atividades diárias do segmento”, ressalta Ana Carolina Jarrouge, presidente-executiva do Setcesp. “Preocupa o fato que, das 61% das empresas que declararam não terem iniciado qualquer processo de adequação em abril de 2021, 5% sequer entenderam que precisariam se adequar.” “Sabemos o quão complexa é a adequação à LGPD e podemos afirmar que sim, todas as empresas de transporte, por menor que sejam, manipulam de alguma forma, ou em algum momento, dados pessoais”, continua. A presidente conclama todos os empresários do TRC a procurar especialistas na área de proteção de dados pessoais a fim de obterem um diagnóstico de suas atividades. “O ‘projeto’ de adequação é complexo, moroso e interdisciplinar. Ele envolve muitos atores e, inclusive, a alta administração. As penalidades são altas e a demora para iniciar esse processo pode trazer grandes prejuízos, não só financeiros, mas principalmente à imagem das empresas”, adverte. “Nossa pesquisa mostrou que as empresas ainda não estão em um nível de conhecimento e entendimento da lei como a gente deveria estar”, reforça Fernando Zingler, diretor-executivo do IPTC. “É bem necessário que todos os empresários estejam atentos aos novos conceitos que a lei traz e como eles podem fazer a proteção de dados pessoais dentro das empresas, porque essa é uma tendência não apenas nacional, mas internacional nos últimos anos”, salienta. “É muito importante que o transporte, tanto o de cargas quanto o de passageiros, esteja preparado para verificar seus processos e ver se estão em conformidade com a lei”, conclui. Fonte Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT capacita jovens para o transporte internacional de cargas
Oferecer capacitação para jovens aprendizes que queiram iniciar a atuação no setor de transporte, contribuindo com a empregabilidade e ao mesmo tempo atender a uma demanda das empresas que atuam no transporte rodoviário internacional de cargas. Esse é o foco central do curso Jovem Aprendiz – Assistente Administrativo no Transporte Rodoviário Internacional de Cargas que está sendo ofertado pelo SEST SENAT Uruguaiana (RS). Customizado para atender exigências de qualificação profissional do segmento, o curso traz conteúdos como a ISO (Organização Internacional de Normalização), SASSMAQ – conjunto de boas práticas, monitoramento e melhoria contínua, com indicadores de desempenho – e OEA (Organização dos Estados Americanos). Além disso, aborda temas como estações aduaneiras do interior; autorização para o TRIC (Licença Originária, Licença Complementar); documentação obrigatória e trâmites de exportação e importação. A unidade de Uruguaiana está localizada fronteira com a Argentina. A região é marcada pela forte atuação das empresas de transporte internacional de cargas. Francisco Cardoso, presidente da ABTI (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais), acredita que o curso é uma grande conquista para o segmento que precisa atrair mão de obra qualificada. “Faço um agradecimento ao SEST SENAT por reconhecer a importância desse treinamento para o nosso setor. Ele vai fazer a diferença e será fundamental para o desenvolvimento da nossa atividade. Poder contar com esse apoio nos motiva a seguir crescendo”, afirma ele. A próxima turma tem início previsto para setembro. Interessados devem entrar em contato com a unidade de Uruguaiana por meio do telefone (55) 3413-4930 ou e-mail paulolobo@sestsenat.org.br Fonte: SEST SENAT
Punições pelo uso indevido de dados pessoais começam a valer no domingo
A partir deste domingo (1º) entram em vigor os artigos 52, 53 e 54 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Esses dispositivos tratam das multas e demais sanções administrativas que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar a qualquer “agente de tratamento de dados” que infringir normas da LGPD, a Lei 13.709/2018. Tanto os órgãos públicos, quanto as empresas privadas, poderão receber sanção pelo uso incorreto dos dados pessoais do cidadão. Embora a lei tenha sido publicada em 2018, a maior parte dela só entrou em vigor em setembro de 2020, para que todos tivessem tempo de se ambientar às novas normas. Agora, três anos depois da sanção, as multas e sanções poderão começar a ser aplicadas. A LGPD teve origem no PLC 53/2018, aprovado por unanimidade e em regime de urgência pelo Plenário do Senado, em julho de 2018. O texto é aplicável mesmo a empresas com sede no exterior, desde que a operação de tratamento de dados seja realizada no território nacional. A sanção foi feita pelo então presidente da República Michel Temer, em agosto de 2018. Entre outros pontos, a lei proíbe o tratamento dos dados pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva. Sanções Dentre as sanções administrativas previstas na LGPD para o caso de violação das regras previstas, destacam-se a advertência, com possibilidade de medidas corretivas; a multa de até 2% do faturamento, com limite de até R$ 50 milhões; o bloqueio ou a eliminação dos dados pessoais relacionados à irregularidade, a suspensão parcial do funcionamento do banco de dados ou a proibição parcial ou total da atividade de tratamento. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados já está completa. Seus cinco diretores foram aprovados pelo Senado, em outubro de 2020. Em novembro, a ANPD iniciou suas atividades, com a posse de seu atual diretor-presidente, Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior. Também compõem a diretoria Arthur Pereira Sabbat, Joacil Basilio Rael, Nairane Farias Rabelo Leitão e Miriam Wimmer. Em dezembro do mesmo ano, o Senado se adiantou e regulamentou internamente o cumprimento das regras e as rotinas de atendimento aos cidadãos titulares dos dados. A ANPD tem a missão de implementar e fiscalizar o cumprimento da lei geral. Entre as atribuições da agência estão a elaboração de políticas nacionais de preservação das informações pessoais e de punição a quem descumprir a norma, poder público ou iniciativa privada. Cabe à entidade, por exemplo, cobrar dos governos e das empresas a transparência no uso de dados de qualquer pessoa. A LGPD garante a cada cidadão a privacidade de informações pessoais, como nome, endereço, e-mail, idade, estado civil, e obriga os sites, por exemplo, a esclarecer como os dados são tratados, armazenados e para que finalidade. Além dos cinco diretores, a ANPD tem um conselho, com integrantes indicados pelo Poder Público e pela sociedade civil. Regulamentação Também no dia 1º de agosto passa a valer a Portaria 16 da ANPD, que dispõe sobre o processo de regulamentação no âmbito da entidade. Essa portaria estabelece procedimentos para a elaboração da agenda regulatória e de atos normativos editados pela autoridade nacional, incluindo regras aplicáveis sobre consultas à sociedade, elaboração de análises e avaliações de impacto regulatório. A LGPD tem 65 artigos, distribuídos em 10 capítulos. O texto foi inspirado em linhas específicas da regulação europeia – o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, em sua sigla em inglês). Estão abrangidos pela proteção da lei quaisquer dados, como nome, endereço, e-mail, idade, estado civil e situação patrimonial, obtido em qualquer tipo de suporte (papel, eletrônico, informático, som e imagem, etc). Nos casos de contratos de adesão, quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço, o titular deverá ser informado com destaque sobre isso. Quem infringir a lei fica sujeito a advertência, multa simples, multa diária, suspensão parcial ou total de funcionamento, além de outras sanções. O responsável que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados, causar dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, é obrigado a repará-lo. O juiz, no processo civil, poderá inverter o ônus da prova a favor do titular dos dados quando, a seu juízo, for verossímil a alegação, houver hipossuficiência para fins de produção de prova ou quando a produção de prova pelo titular resultar-lhe excessivamente onerosa. A lei tem o conceito de dados sensíveis, que recebem tratamento diferenciado: sobre origem racial ou étnica; convicções religiosas; opiniões políticas; filiação a sindicatos ou a organizações de caráter religioso, filosófico ou político; dados referentes à saúde ou à vida sexual; e dados genéticos ou biométricos quando vinculados a uma pessoa natural. Para mais informações sobre a proteção de seus dados pessoais, veja os canais de atendimento da ANPD. A autoridade nacional também já publicou duas cartilhas de segurança para a internet, uma sobre proteção de dados e a outra sobre vazamento de dados. Há, ainda, guia voltado para os agentes de tratamento de dados pessoais. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Fonte: Agência Senado
Sede do SETCERGS completa 50 anos
Prédio da avenida São Pedro faz parte da história do transportador rodoviário de cargas O período entre o final dos anos 60 e início dos 70 foi turbulento para os transportadores rodoviários de cargas. Buscava-se a regulamentação do setor, com projetos apresentados ao Ministério dos Transportes. A lei da balança limitava o peso dos veículos em 10 toneladas por eixo, enquanto os empresários reivindicavam 15 toneladas, como era feito na Europa. O transporte de combustíveis enfrentava dificuldades, com distribuidoras multinacionais entrando no mercado e tomando para si as melhores linhas. E amargava fretes com valores inferiores aos custos. Enquanto isso, o Brasil investia na pavimentação de estradas e os transportadores acompanhavam com interesse a construção da BR 101. Foi essa época de lutas intensas – mas também de grandes realizações – que inspirou o desejo de construir uma sede própria para o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Rio Grande do Sul. A compra do terreno da avenida São Pedro, em Porto Alegre, aconteceu em 1966. De imediato, se formou uma comissão para a construção. O então presidente do SETCERGS, Arnoldo Waclawovsky, foi o coordenador da obra, que teve projeto do arquiteto Vicente Marsiglia Filho. Anos se passaram antes da finalização. Seu Arno, como era conhecido o presidente, relatou que o terreno era muito ruim de trabalhar pois, no local, antigamente existia um banhado. Os recursos vieram de reservas de caixa, de contribuições sindicais e, no final, foi necessário recorrer a empréstimos concedidos pelas empresas associadas. Em nenhum momento se buscou recursos nos bancos. Seu Arno visitava o prédio de duas a três vezes por dia. Os transportadores gaúchos estavam construindo a maior e melhor sede de entidade da categoria da época em todo o Brasil, com materiais trazidos de São Paulo especialmente para isso. A sede foi inaugurada em julho de 1971, em cerimônia que contou com a presença do governador do Estado, Coronel Euclides Triches, do prefeito de Porto Alegre, Telmo Thompson Flores, e do arcebispo de Porto Alegre, Vicente Scherer. Com a nova sede, se intensificaram as atividades do SETCERGS. Nos anos seguintes aconteceram reformulações administrativas; a criação de comissões para temas específicos como finanças e tarifas; projetos para atrair associados para a entidade; e estudos para a implantação de um terminal rodoviário para empresas de transportes no Porto Seco. Vendo a necessidade de manter os associados informados sobre tantas atividades, foi nessa época que o sindicato criou um jornal chamado Transnotícias, precursor da revista SETCERGS. A nova sede também passou a abrigar a promoção de cursos voltados para as necessidades dos transportadores, como atualizações sobre leis e aperfeiçoamento de profissionais. E permitiu a realização de ainda mais reuniões com políticos e autoridades para tratar de assuntos do interesse do setor. Aos 50 anos de existência, o prédio da avenida São Pedro já passou por reformas e ampliações, mas não perdeu sua principal qualidade: ser a sede sólida de um dos setores mais importantes da sociedade. Nele, os transportadores rodoviários de cargas construíram muitas histórias – e vão continuar traçando novos caminhos pelas décadas que virão. Com informações do livro “…Até o último rincão: a história do transporte rodoviário de cargas no Rio Grande do Sul”, de Ricardo Russo e Paulo Ziegler. Fonte: SETCERGS
Últimos dias para inscrição do Prêmio CNT de Jornalismo!
O Prêmio CNT de Jornalismo é o maior e uma das mais tradicionais premiações jornalísticas do Brasil. Na edição 2021, serão avaliadas as matérias e fotografias veiculadas entre 18 de agosto de 2020 e 9 de agosto de 2021. A data-limite para se inscrever é 9 de agosto, até as 18h, pelo site: premiocnt.cnt.org.br/. As pautas devem abordar aspectos do transporte, seja ele rodoviário, ferroviário, aquaviário ou aéreo – nos segmentos de passageiros ou cargas. Os melhores trabalhos concorrerão ao Grande Prêmio, no valor R$ 60 mil, e às premiações por categoria (R$ 35 mil cada). As matérias devem se enquadrar em uma das seguintes categorias: Impresso, Internet, Vídeo, Áudio, Fotografia, Meio Ambiente e Transporte. Acompanhe as novidades do Prêmio CNT:Facebook: @cntbrasil/@sestsenatbrasilInstagram: @agenciacntTwitter: @agenciacntLinkedIn: CNT/SEST SENAT – ITLSaiba mais em premiocnt.cnt.org.brContato com a Comissão Organizadora: (61) 3315-7247 / 7142 – imprensa@cnt.org.br
1ª etapa da fiscalização do exame toxicológico já começou
EXAME TOXICOLÓGICO: Já está em andamento a fiscalização em todo o País da primeira etapa da obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas que possuem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoriais C, D e E. Foto: Divulgação Motorista deve ficar atento para se certificar se a medida o inclui de imediato Está em andamento a fiscalização da primeira etapa da obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas que possuem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoriais C, D e E. Os profissionais que renovaram a CNH entre março e junho deste ano devem ter realizado o exame até 30 de junho e a fiscalização já foi iniciada. O descumprimento da norma é considerado infração gravíssima de acordo com o Artigo 165-B do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pode resultar em multa de R$1.467,35. Segundo a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), o exame toxicológico – capaz de detectar o uso de drogas nos últimos 90 dias – é benéfico e age diretamente na diminuição do número de acidentes (sinistros). Para aumentar ainda mais a adesão ao exame, o CTB passou por alterações a respeito: o exame que antes era solicitado a cada cinco anos para caminhoneiros e profissionais do transporte, agora é exigido a cada dois anos e meio para motoristas de até 69 anos, e a cada três anos, aos profissionais que têm 70 anos ou mais. O exame toxicológico negativo passou a ser exigência também para a renovação da CNH nas categorias C, D e E. O documento de habilitação, por sua vez, passa a valer por 10 anos a partir da próxima renovação para motoristas com menos de 50 anos, por cinco anos para motoristas que possuem entre 50 e 69 anos e por três anos para quem tem 70 anos ou mais. Antes, o vencimento da permissão para dirigir variava entre três e cinco anos. A concessionária Rota do Oeste, responsável pela BR-163, no Mato Grosso, acompanha de perto os integrantes que atuam como motorista profissional e orienta a realização do exame toxicológico em laboratórios conveniados ao longo do trecho. Em 2021, a fiscalização para verificar o cumprimento da nova legislação está sendo realiza em etapas de acordo com a data de vencimento da CNH. A partir de 1º de janeiro de 2022, a fiscalização passará a valer para todos os motoristas das categorias C, D e E, independentemente da data de renovação do documento. Confira o cronograma de fiscalização: ARTE: Divulgação/Rota do Oeste Fonte: Estradas
Reunião da COMJOVEM discute seguros e gestão de motoristas
Comissão também deu as boas-vindas aos novos integrantes O núcleo da COMJOVEM Porto Alegre participou, nesta terça-feira (27), de uma reunião na sede do SETCERGS para conhecer os serviços da Wallerius Corretora de Seguros e trocar ideias sobre gestão de motoristas. “Tratamos também de questões internas da Comissão e das campanhas de doação de sangue e do agasalho, que foram um sucesso”, disse o coordenador Tony Bernardini. O encontro marcou a apresentação oficial de Tais Lorenz, da Unidão Transportes, como vice-coordenadora da Comissão. “Estou muito contente e agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês. Conto muito com a ajuda de todos.” A apresentação de serviços ficou por conta da Wallerius, que oferece coberturas completas em diversos tipos de seguros, personalizadas para cada perfil de cliente. A corretora possui coberturas para cada tipo de carga e risco de viagem, oferecendo inclusive combinações de coberturas. “Viemos apresentar nossas soluções no ramo de transporte e fazer uma interação com o pessoal da COMJOVEM, para ver o que que a gente pode acrescentar para o setor”, informou Marcelo Giovanella, da área de vendas da empresa. “Os transportadores hoje impulsionam o país, geram muitos empregos e respostas às necessidades da sociedade, e a gente quer estar junto deles, agregando.” Gestão de motoristas Foram discutidos também temas como a falta de motoristas, principalmente para viagens de longa distância. Eduardo Richter, diretor da Transportadora TransVR, trouxe a experiência da empresa e falou da necessidade de adaptação dos profissionais às novas tecnologias. “Nosso desafio é conscientizar, capacitar e treinar os motoristas, além de manter uma reciclagem constante. Isso acaba gerando resultados melhores em termos de sinistralidade, mas é um trabalho que tem que ser diário”, alertou. Na reunião, novos participantes do SETCERGS e da COMJOVEM também puderam se integrar ao grupo. Foi o caso de Gisiane Michellon, diretora da Rodoviário Nova Era. Ela contou que está animada com a experiência. “Fiquei feliz por estar interagindo com essa turma que tem muita experiência e nome no mercado. Para mim, está sendo muito legal essa troca. Quem sabe, lá na frente, eu possa também ajudar a trazer ainda mais mulheres para este nosso segmento.” Fonte: SETCERGS