Porto Seco de Foz do Iguaçu será o maior da América Latina

O investimento da empresa Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, é de R$ 500 milhões e deve gerar 250 empregos diretos. O empreendimento vai impulsionar as operações logísticas e o comércio exterior na região de tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, ganhará uma nova estrutura que vai consolidar a cidade como o principal hub alfandegário da Tríplice Fronteira. Foi lançada, nesta segunda-feira (4), a pedra fundamental do novo Porto Seco de Foz, o maior da América Latina, com capacidade de receber 2 mil caminhões por dia, aumentando em 30% a movimentação do atual terminal da cidade. O investimento da empresa Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, é de R$ 500 milhões e deve gerar 250 empregos diretos. O empreendimento vai impulsionar as operações logísticas e o comércio exterior na região de tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. “Esse empreendimento é um marco para a logística paranaense e brasileira, que vai trazer muito mais tranquilidade e eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na Tríplice Fronteira”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.  O projeto conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal e integra uma série de obras para melhorar a logística na região, como a duplicação da Rodovia das Cataratas e a construção da Perimetral Leste e da Ponte da lntegração Brasil-Paraguai, além do pacote de concessões rodoviárias do Paraná. “Foz do Iguaçu passa por uma grande transformação, com um grande pacote de infraestrutura, com a segunda ponte Brasil-Paraguai, as obras de acesso que vão trazer muito mais conforto no acesso entre os dois países, além de desviar o tráfego pesado da área urbana”, ressaltou Ratinho Junior. “E agora, com esse investimento gigantesco no Porto Seco, toda a logística da região será beneficiada, ampliando a movimentação nos setores de importação e exportação e comércio exterior com a Argentina e o Paraguai”. Com previsão de entrar em operação em dezembro de 2026, a empresa tem um prazo de concessão de 35 anos. A nova unidade está localizada na saída da cidade, às margens da BR-277, em um terreno de 550 mil metros quadrados de área. Ela também vai ajudar a desafogar o trânsito na área urbana de Foz do Iguaçu, onde está localizado o atual Porto Seco.  “O novo Porto Seco representa uma mudança de patamar na mobilidade e no transporte de cargas na nossa cidade e região, com um grande potencial de fomentar o comércio internacional. Essa obra demonstra a confiança do setor privado em investir em Foz do Iguaçu”, destacou o prefeito Joaquim Silva e Luna.  O presidente do grupo Multilog, Djalma Vilela, salientou que a empresa aposta na transformação de Foz do Iguaçu em um grande hub logístico do Mercosul. “Este novo terminal é praticamente três vezes maior que o antigo, com capacidade de atender 2 mil caminhões por dia”, disse. “Pensamos nessa área como uma nova fronteira para Foz, desafogando o trânsito na atual estrutura. Aqui teremos um tráfego fluído e com maior capacidade de carga, pensando também no fluxo de crescimento nos próximos anos”. A previsão é de que o novo terminal duplique a capacidade da atual estrutura, que movimentou, em 2024, 8,6 milhões de toneladas de cargas, chegando a uma receita de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões). OBRA – A licença de operação para o início da obra foi emitida em julho pelo Instituto Água e Terra (IAT). “Temos feito diversos licenciamento em todo o Paraná. Nessa velocidade que o Estado tem implantado novas obras de infraestrutura, nosso trabalho também tem sido célere, com uma segurança técnica muito grande, para fazer com que desenvolvimento econômico possa acontecer, mas diante do cumprimento das regras ambientais”, explicou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza. A construção será dividida em duas fases. Na primeira etapa, serão aplicados R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões. O projeto inclui também uma área coberta para armazenagem, vistoria e câmaras frias com docas exclusivas para produtos que exigem controle de temperatura. Serão 197 mil metros quadrados de pátios, 7,2 mil metros quadrados de área coberta para armazenagem e vistoria e 600 metros quadrados de câmeras frias, com três docas exclusivas. O complexo contará com equipamentos de última geração, como balanças rodoviárias, scanners para inspeção não invasiva e modernos sistemas de vigilância por câmeras, atendendo aos requisitos de segurança alfandegária. Os acessos serão automatizados, com sistemas de pesagem e identificação de veículos, incluindo estrutura específica para cargas com dimensões excedentes. O projeto também contempla áreas de apoio aos motoristas, com espaços internos e externos equipados com sanitários, áreas de descanso e estrutura para permanência segura e confortável. A Multilog planeja ainda construir no local um terminal de contêineres para absorver parte da carga paraguaia, que hoje é escoada pelo Porto de Montevidéu, no Uruguai, passando então a ser movimentada pelo Porto de Paranaguá. “A distância entre Assunção e Paranaguá é 400 quilômetros menor do que em relação a Montevidéu. Por isso apostamos na construção de um terminal de contêineres para atender essa demanda”, disse Vilela. Lançamento das obras ocorreu em Foz do Iguaçu. Foto: Ari Dias/AEN País. É líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, incluindo os pontos de fronteiras secas no Mercosul. Possui certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) para atuar em cinco centros logísticos industriais e aduaneiros e dois portos secos. A empresa conta com dois escritórios corporativos e 35 unidades, com 2,2 milhões de metros quadrados de áreas de armazenagem, e atende clientes de diversos setores, incluindo alimentos, bens de consumo, saúde, químico, automotivo, industrial, agronegócio e tech.   Fundada em Santa Catarina, com mais de duas décadas de expertise de logística, a empresa recebeu a autorização da primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI) em 1996, começando a operar. Em 2016, passou a atuar no Paraná e no Rio Grande do Sul após aquisição de outras empresas do mercado e, ao final de 2017, iniciou em São Paulo. Em 2022,

Prêmio CNT de Jornalismo 2025: reta final das inscrições

Edição celebra o “Jornalismo que abre novas rotas” e premia reportagens que impulsionam o desenvolvimento do transporte brasileiro As inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2025, a maior premiação jornalística do Brasil, entraram na reta final. Com o tema “Jornalismo que abre novas rotas”, a edição deste ano busca reconhecer os profissionais que exploram caminhos alternativos na comunicação, dando visibilidade aos desafios e avanços do transporte em meio às transformações tecnológicas e sustentáveis. As inscrições vão até as 18h do dia 12 de agosto de 2025 e podem ser feitas pelo site oficial do Prêmio. Podem concorrer conteúdos jornalísticos veiculados entre 6 de agosto de 2024 e 12 de agosto de 2025, com pautas relacionadas ao setor de transporte e logística nas suas mais diversas dimensões. A grande novidade deste ano é a estreia de duas novas categorias: Ao todo, são sete categorias em disputa: Os vencedores de cada categoria recebem R$ 35 mil, além da disputa pelo Grande Prêmio CNT, no valor de R$ 60 mil, concedido ao melhor trabalho entre todos os inscritos. O julgamento será feito em duas etapas. A primeira consiste em uma triagem técnica realizada por jornalistas especialistas, que selecionam os finalistas. Na segunda, uma comissão julgadora formada por quatro grandes nomes da imprensa nacional e um especialista em transporte escolhe os vencedores. Os critérios de avaliação incluem: O resultado será divulgado em novembro de 2025. Acesse o regulamento completo, confira os critérios detalhados para cada categoria e inscreva seu trabalho. Por Agência CNT Transporte Atual

2º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas reunirá autoridades e empresários em São Paulo. Faça já a sua inscrição!

Evento promovido pela NTC&Logística tem como foco o enfrentamento aos crimes que ameaçam o setor de Transporte Rodoviário de Cargas A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 27 de agosto de 2025, em sua subsede em São Paulo, a segunda edição do Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o tema “Atos de Interferência Ilícita contra o Modal Rodoviário – Veículos e Cargas”. A iniciativa tem como objetivo aprofundar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades setoriais, autoridades públicas e forças de segurança de diferentes regiões do Brasil. O evento contará com painéis temáticos, discussões técnicas, apresentação de soluções tecnológicas e um espaço de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também exporá a atuação das organizações criminosas, abrindo espaço, em seguida, para a proposição de estratégias para o enfrentamento desse desastroso cenário de agressão à economia nacional e à sociedade. De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 10.193 ocorrências de roubos de carga no Brasil em 2024, o equivalente a uma média de 28 casos por dia. Sete estados concentram 93% das ocorrências: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Goiás. O levantamento aponta, ainda, que mais de 88% das cargas subtraídas não são recuperadas, o que reforça a necessidade de articulações efetivas de combate à receptação – crime que alimenta a cadeia de ações ilícitas contra o setor. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, é enfático ao ratificar que “a receptação é a raiz de uma cadeia criminosa que envolve o roubo, a violência nas estradas e o prejuízo às empresas e à sociedade. Com este encontro, queremos ouvir as regiões, entender os principais desafios e construir, juntos, soluções que resultem na redução desses crimes. A união entre o setor produtivo e os órgãos públicos é essencial para mudar esse cenário”. O vice-presidente de segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, também destacou a importância da mobilização nacional. “A criminalidade contra o transporte de cargas não é pontual, ela está espalhada em todo o território e assume formas cada vez mais sofisticadas. Este evento é um espaço de construção coletiva, onde podemos identificar vulnerabilidades, mapear realidades regionais e avançar com propostas que protejam não só o setor, mas toda a cadeia de abastecimento do país”, declarou. Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes para fortalecer o combate aos crimes contra o transporte rodoviário de cargas. A entidade atua com base em legislações específicas, promovendo eventos, estudos técnicos, propostas legislativas e articulações institucionais, com foco na proteção da vida, da carga e da infraestrutura logística. Faça já sua inscrição aqui Programação Preliminar 8h | Credenciamento 8h30 às 9h | Abertura Institucional 9h às 11h | Painel 1 Panorama atual dos crimes contra o transporte rodoviário l  Dados e estatísticas nacionais sobre roubos de carga l  Ações e diretrizes da política nacional de combate à criminalidade l  Novas modalidades criminosas e desafios emergentes 11h às 12h | Painel 2 Aspectos jurídicos e impactos econômicos l  Leis e regulamentos aplicáveis l  Consequências operacionais e financeiras para o setor l  Propostas legislativas para reforço no enfrentamento aos crimes 12h às 13h | Painel 3 Tecnologia, comércio ilegal de peças e rastreabilidade l  Papel da indústria e do e-commerce no combate à receptação l  Soluções tecnológicas em rastreabilidade e gestão de riscos l  Iniciativas e parcerias para proteger a cadeia logística 13h30 | Encerramento e Brunch Faça já sua inscrição aqui Realização ● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística Patrocínio ● ROADCARD Apoio Institucional ● Sistema Transporte – Confederação Nacional do Transporte – CNT / Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SEST SENAT / Instituto de Transporte e Logística – ITL ● FuMTran – Fundação Memória do Transporte Fonte: NTC&Logística

NTC&Logística apoia posicionamento do Movimento Vez & Voz em defesa das mulheres

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, como signatária do Movimento, reforça seu compromisso com a promoção de ambientes mais seguros, éticos e inclusivos no setor de Transporte Rodoviário de Cargas A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, como signatária do Movimento Vez & Voz — uma iniciativa do SETCESP, Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região —, manifesta total apoio à Nota Oficial emitida pela campanha, que denuncia a crescente violência de gênero no Brasil e convoca autoridades, empresas e toda a sociedade para uma ação coletiva urgente. Como representante nacional das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas, a NTC&Logística entende que a transformação do setor passa pelo enfrentamento das desigualdades e da violência em todas as suas formas. Ressaltamos que promover o respeito, a equidade e a proteção das mulheres é um compromisso que deve ser assumido diariamente por todos. A seguir, publicamos a nota na íntegra, destacando a importância desse posicionamento para todo o setor. NOTA OFICIAL DE REPÚDIO Movimento Vez & Voz se posiciona contra a violência de gênero e convoca empresas e sociedade à ação coletiva Com base em dados alarmantes e na crescente ameaça à integridade das mulheres, o Movimento reforça o papel das autoridades, empresas e cidadãos no enfrentamento à violência e na promoção de ambientes mais justos e seguros. O Movimento Vez & Voz, iniciativa do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região, que atua para a ampliação da presença e da permanência das mulheres no setor de transporte rodoviário de cargas, manifesta seu mais profundo e veemente repúdio aos crescentes casos de violência de gênero registrados em todo o país. O caso recente da agressão brutal sofrida por Juliana Garcia dos Santos, no dia 26 de julho de 2025, em Natal (RN), é mais uma representação trágica de um cenário alarmante, que exige ação imediata, coletiva e permanente de todos os setores da sociedade. A violência contra a mulher no Brasil é estrutural, complexa e multifacetada. Em 2024, o país registrou 1.492 feminicídios — o maior número desde que a tipificação penal foi criada em 2015 —, além de 71.892 casos de estupro, uma média de 196 por dia, sendo 65% ocorridos dentro de casa e 76,8% classificados como estupro de vulnerável. Mulheres negras representam 68% das vítimas de homicídio, reforçando a interseccionalidade entre racismo e machismo que potencializa as desigualdades e os riscos. Apesar de pequenas reduções em alguns índices gerais de homicídio, a violência letal contra mulheres segue em crescimento e tende a se agravar diante da omissão ou ineficácia das políticas públicas. Além disso, a violência se expressa em outras formas igualmente destrutivas, como a violência psicológica, moral, patrimonial, institucional, digital e simbólica, que muitas vezes são invisibilizadas, mas impactam profundamente a saúde, a autonomia e a dignidade das mulheres. Esse cenário exige respostas imediatas, firmes e integradas. É dever das autoridades públicas garantir que as leis sejam cumpridas com rigor, que a Lei Maria da Penha seja fortalecida e que sua recente ampliação chegue de fato à ponta do atendimento. É preciso aprimorar o funcionamento das redes de proteção, acelerar o acesso à justiça e assegurar que nenhuma vítima fique desamparada. Reafirmamos também que a responsabilidade pelo enfrentamento à violência contra a mulher não é apenas do Estado. As empresas têm papel decisivo nessa transformação. Devem fomentar uma cultura organizacional ética, inclusiva e segura, promovendo ações efetivas de prevenção, acolhimento e combate ao assédio e à violência. Precisam entender que esse é também um tema estratégico para os negócios. O impacto da violência doméstica e do assédio no ambiente de trabalho resulta em afastamentos, perda de produtividade, adoecimento mental e financeiro, aumento da rotatividade e danos reputacionais. Valorizar a presença das mulheres nas empresas, em todos os níveis, não é apenas uma questão de justiça social, é também um caminho comprovado para o crescimento sustentável, inovação e perenidade das organizações. As mulheres movimentam a economia, lideram equipes, tomam decisões e fortalecem cadeias produtivas inteiras. E, quando são silenciadas ou afastadas por medo ou violência, toda a sociedade perde. O Vez & Voz acompanha de perto essa realidade por meio do Índice de Equidade de Gênero, desenvolvido em parceria com o IPTC – Instituto Paulista do Transporte de Cargas, que avalia empresas do setor em diversos aspectos. Desde 2022, o índice passou a incluir o acompanhamento de iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica como um de seus pilares. Nos últimos três anos, 30% das empresas participantes já demonstram algum tipo de ação ou monitoramento sobre o tema — um avanço importante, mas ainda insuficiente diante da urgência que o tema exige. É importante lembrar que a violência não acontece apenas nos momentos extremos que ganham as manchetes. Ela começa muitas vezes com uma fala desrespeitosa, com um comportamento que humilha ou intimida, com a tentativa de calar ou desacreditar uma mulher. E é por isso que o enfrentamento precisa começar nos pequenos gestos, nas posturas do dia a dia, na forma como cada pessoa escolhe se posicionar diante das injustiças. Precisamos falar sobre isso em casa, nas ruas, nas escolas, nas empresas e nas mesas de tomada de decisão. Precisamos envolver homens e mulheres nessa conversa. Homens que compreendem a gravidade do problema e que rejeitam qualquer tipo de violência devem ser nossos aliados, rompendo o silêncio e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, respeitosa e segura para todas. Reforçamos, ainda, que a culpa nunca é da vítima. Denunciar é um ato de coragem e um passo fundamental para romper o ciclo da violência. Por isso, incentivamos que qualquer sinal de agressão, seja ela física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial, seja imediatamente denunciado por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, com funcionamento gratuito, sigiloso e 24 horas por dia em todo o território nacional. O Movimento Vez & Voz reafirma sua solidariedade a todas as vítimas e suas famílias. Seguiremos atuando

Reuniões debatem dificuldades de entregas na região central de Canguçu

A prefeitura de Canguçu publicou decreto que restringe a circulação de caminhões na área central da cidade. A medida foi adotada sem a preocupação de observar as necessidades de abastecimento do comércio desta área. Fetransul e Setcesul estiveram reunidos com o prefeito Arion Luiz Borges Braga com o propósito de reivindicar a flexibilização da legislação, justificando que o decreto traz grandes dificuldades para a realização de entregas na região central do município. O prefeito mostrou-se irredutível, não dando margem a revisões. Em razão disso, no dia 29 de julho o vice-presidente da Fetransul e do Setcesul, Rudimar Puccinely, reuniu-se com as lideranças do comércio e vereadores na sede da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Canguçu (Acican). O comércio local reconhece as dificuldades impostas pelo decreto municipal, assinalando que nem mesmo as calçadas da área central são transitáveis para carrinhos manuais de entrega.  Já Puccinely acrescentou que a topografia do centro de Canguçu é muito acidentada, tornando difícil o manuseio de cargas neste espaço. Ele ponderou que a municipalidade precisa definir áreas de descarga mais próximas dos logradouros comerciais, tal como ocorre em todas as cidades. Por fim, o dirigente lembrou que os transportadores têm previsão tarifária para cobrar a TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega, que será a alternativa para superar este obstáculo logístico, pois demandará mais tempo de trabalho e pessoas para executar a estiva em inúmeras quadras do centro urbano. Considerando que os transportadores já buscaram dialogar com o executivo municipal, caberá ao comércio local negociar uma solução que permita o acesso de caminhões em pontos mais próximos dos estabelecimentos comerciais.

Preço do querosene de aviação é pressionado por dólar, petróleo e concentração de mercado, aponta CNT

Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que o combustível representa 36% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, acima da média mundial O QAV (querosene de aviação), combustível que responde por 99% do consumo da aviação comercial no Brasil, representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas, acima da média global, de 31%. Seu preço é fortemente influenciado pelo valor do petróleo, pela taxa de câmbio, pela elevada concentração da indústria de refino e distribuição do combustível e por gargalos logísticos. Esses dados estão no estudo inédito Caracterização da Cadeia de Produção e Comercialização de Querosene de Aviação no Brasil, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta quinta-feira (31). A pesquisa detalha como fatores externos e estruturais determinam o preço do QAV. O petróleo e o dólar são as principais variáveis, somadas aos custos de refino. Em 2024, a produção nacional atingiu 5,86 bilhões de litros, recuperando-se da queda registrada durante a pandemia. No entanto, o Brasil continua dependente de importações, que representaram, em média, 17,4% da oferta total (consumo aparente) do combustível entre 2000 e 2024. Essa dependência é agravada por limitações logísticas. O transporte do QAV exige navios-tanque de grande porte e infraestrutura portuária adequada, o que reduz a rentabilidade da operação para muitas distribuidoras. A situação se torna ainda mais desafiadora devido à concentração da produção em poucos estados e refinarias. Em 2024, apenas duas refinarias foram responsáveis por 96,6% da produção nacional, enquanto duas distribuidoras dominaram 80,8% do mercado. O estudo aponta que a demanda pelo combustível exerce pouco impacto sobre as variações do seu preço, o que é muito comum em mercados oligopolizados, como no caso do refino e da distribuição do QAV. As variações do preço do QAV estão mais relacionadas às variáveis que impactam o custo do combustível do que ao número de voos ou ao volume de vendas. A concorrência entre o QAV e o óleo diesel, dentro das refinarias, – ambos derivados das mesmas frações do petróleo – também influencia a disponibilidade e o preço, exigindo ajustes técnicos constantes. Outro ponto de destaque é o impacto da antiga política de PPI (Preço de Paridade de Importação), vigente de 2016 a 2023, que elevou os preços internos ao vinculá-los ao mercado externo. Embora o fim do PPI tenha trazido maior flexibilidade, gargalos logísticos e a complexa tributação ainda limitam a redução de custos. O futuro do setor, segundo o estudo, passa pela adoção gradual dos SAF (Combustíveis Sustentáveis de Aviação), capazes de reduzir até 80% das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, o alto custo desse combustível, que pode ser até quatro vezes maior do que o do QAV tradicional, ainda é um grande desafio. Para Fernanda Rezende, diretora executiva interina da CNT, a publicação é um marco para o setor. “Além de ampliar a transparência sobre o principal insumo do transporte aéreo, o estudo oferece subsídios para a formulação de políticas públicas, estratégias empresariais e decisões de investimentos no setor. Entender o preço do QAV é compreender os rumos da aviação brasileira”, afirma. Por dentro da logística que movimenta o setor aéreo O mercado brasileiro de QAV é marcado por concentração e forte dependência de fatores externos. A Petrobras ainda domina a capacidade de refino do combustível. A distribuição é controlada por poucas empresas, sendo as principais a Vibra Energia, Raízen e Air BP Brasil, que respondem por 98% do mercado. De acordo com o estudo, apesar da autossuficiência brasileira em petróleo bruto, o país ainda depende da importação de QAV refinado para atender à totalidade da demanda interna. A infraestrutura logística é outro ponto crítico: apenas dois aeroportos, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), contam com dutos que ligam refinarias diretamente aos terminais aeroportuários. Nos demais, o abastecimento é feito por caminhões-tanque, tornando o processo mais vulnerável a falhas operacionais. CNT aponta soluções para um mercado de QAV mais eficiente O estudo da CNT propõe uma abordagem estratégica para enfrentar os principais entraves do mercado de QAV no Brasil, com ênfase na transparência da formação de preços, no fortalecimento da regulação e na ampliação da eficiência logística. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, a elevada concentração nas etapas de refino e distribuição, aliada às barreiras à entrada de novos agentes, exige uma atuação mais robusta do poder público. “A CNT recomenda o fortalecimento da agência reguladora do mercado de combustíveis como medida essencial para promover um ambiente mais competitivo e equilibrado”, destaca. A Entidade também defende maior previsibilidade e clareza nos mecanismos de precificação como formas de reduzir a volatilidade e estimular o crescimento sustentável do setor aéreo. Outro ponto central é a necessidade de investimentos em infraestrutura logística. A CNT sugere a ampliação das estruturas de armazenamento e a modernização dos portos e terminais para aumentar o potencial de importação do combustível. Por fim, o estudo aponta a necessidade de redução da carga tributária sobre os combustíveis de aviação, uma vez que o transporte aéreo é essencial em um país com as dimensões do Brasil, pois promove a conectividade, o turismo, o acesso a mercados, o aumento da competitividade econômica, a geração de empregos e renda e o desenvolvimento regional. Caminhos para um mercado de QAV mais eficiente no Brasil 1. Redução tributária – reduzir a carga tributária incidente sobre o QAV. 2. Regulação e concorrência – fortalecer a agência reguladora do mercado de combustíveis no Brasil e ampliar a transparência na formação de preços. 3. Infraestrutura logística – investir em dutos, tancagens e terminais dedicados para reduzir custos e riscos no abastecimento dos aeroportos. 4. Gestão de custos pelas companhias aéreas – diante do limitado poder de negociação sobre o preço do QAV, as empresas devem adotar estratégias internas, como otimização de rotas e aumento da eficiência operacional, para mitigar os impactos financeiros. Por Agência CNT Transporte Atual

Programa Mais Motoristas impulsiona empregabilidade de pessoas advindas do CadÚnico

Iniciativa conjunta entre SEST SENAT e MDS alia inclusão produtiva à demanda por profissionais qualificados no mercado de trabalho Uma parceria entre o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) está fortalecendo a inclusão produtiva no setor de transporte, ao oferecer formação profissional para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Desde a assinatura do protocolo de intenções, em janeiro de 2024, o programa Mais Motoristas, desenvolvido pelo SEST SENAT, já atendeu 2.717 inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). A ação integra a iniciativa Acredita no Primeiro Passo, do governo federal, e tem como foco a habilitação e capacitação de condutores profissionais. O SEST SENAT oferece o custeio do processo de mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para C, D ou E e promove a qualificação nas unidades da instituição em todo o país, por meio da Escola de Motoristas Profissionais. Resultados que transformam Até julho, 1.338 pessoas participam de diferentes fases do Programa – da etapa inicial à conclusão do processo de formação. Parte dos candidatos passa por avaliação de saúde e capacitação, enquanto outros já estão prontos para ingressar no mercado. Um dos destaques é a alta participação feminina: 466 mulheres já foram contempladas, o equivalente a 17% dos participantes, superando a meta inicial, de 5%. A presença crescente das mulheres representa um importante avanço rumo à equidade de gênero no transporte e reforça o impacto social da iniciativa. Moradora de Crato (CE), Michele Macedo Alves, de 40 anos, viu no Programa a chance de ampliar seu papel em sua pequena empresa familiar de fretamento e turismo. Após enfrentar imprevistos em viagens, decidiu trocar sua habilitação para a categoria D e fazer o curso de Transporte Escolar. “Com cada etapa concluída, eu me sentia mais preparada e confiante. Receber o certificado de condutora profissional é mais do que uma conquista pessoal; é saber que estou pronta para novas oportunidades”, afirma. Compromisso com a transformação social Entre os participantes que já concluíram a mudança da CNH, 321 receberam a habilitação profissional e seguem em capacitação. O SEST SENAT acompanha a trajetória desses novos profissionais, até mesmo verificando se estão empregados na categoria desejada. Para Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, a parceria vai além da formação técnica. “Estamos falando de inclusão produtiva com responsabilidade social. Esses trabalhadores têm acesso à qualificação gratuita, ao emprego formal e a uma rede de cuidados, com serviços como odontologia, psicologia, fisioterapia e nutrição. Nossas 172 unidades estão prontas para acolher esses profissionais e suas famílias”, ressalta. Por Agência CNT Transporte Atual

Vander Costa defende plano estratégico de logística com foco em equilíbrio regional e qualificação profissional

Em evento do Valor Econômico, presidente do Sistema Transporte destacou a importância de um planejamento nacional de longo prazo, com investimentos bem distribuídos A construção de um plano nacional de logística deve priorizar o reequilíbrio do desenvolvimento entre as regiões, a qualificação da mão de obra e uma visão abrangente sobre as diferentes infraestruturas de transporte. A avaliação é do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que participou, nessa quarta-feira (30), do evento Logística no Brasil, promovido pela Infra S.A. e pelo Ministério dos Transportes e realizado pelo jornal Valor Econômico em São Paulo (SP). Durante o painel “A visão do setor produtivo: gargalos logísticos e prioridades para a infraestrutura brasileira até 2050”, Vander Costa destacou a necessidade de um planejamento estratégico de longo prazo, estruturado como política de Estado e sustentado por critérios técnicos. “A iniciativa de desenvolver um plano nacional de logística é essencial para pensarmos o Brasil dos próximos 25 anos, especialmente para reduzir as desigualdades regionais. Precisamos levar infraestrutura para o interior”, afirmou. Segundo ele, o PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), proposto pelo governo federal, deve impulsionar a eficiência da matriz de transporte nacional, com foco na redução de custos logísticos, na sustentabilidade e no aumento da competitividade do país. Para isso, é preciso articular investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O presidente também destacou a importância de o Plano ir além da infraestrutura física e incorporar uma visão prática de operação multimodal. “É preciso que todos os corredores e seus respectivos modos de transporte sejam identificados, assim como a existência e os acessos aos terminais de consolidação de cargas necessários à operação multimodal”, afirmou. Ele ressaltou ainda que, para viabilizar essa integração, é indispensável revisar a legislação tributária relacionada ao CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), que atualmente não reconhece a multimodalidade e exige a emissão de um CT-e distinto para cada modal utilizado. Isso encarece a operação com a cobrança cumulativa de tributos e reduz a atratividade do modelo. Desafios Vander Costa frisou a necessidade de capacitar profissionais para esse novo cenário que se propõe e reforçou a atuação do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) como instituição preparada para isso. “Precisamos preparar a mão de obra para atuar em diversas operações logísticas, com competências alinhadas às exigências de um setor em transformação”, disse. Ao comentar os desafios de financiamento, ele reforçou que a logística multimodal exige aportes robustos e bem distribuídos. “Estamos apostando muito no transporte aquaviário, que tem grande potencial e menor impacto ambiental, assim como na cabotagem ao longo da costa brasileira”, afirmou. Ele ainda defendeu mudanças no modelo de gestão ferroviária e destacou a necessidade de recursos públicos para destravar o setor. “Investidores privados priorizam projetos com retorno garantido. Por isso, precisamos de bons estudos e de um plano que oriente os investimentos de forma equilibrada e eficiente”, concluiu. Também participaram do painel representantes da Abani (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior), da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), da Infra S.A. e da Autoridade Portuária de Santos. Para o presidente da Abani, José Rebelo III, o Brasil precisa enxergar a navegação interior como uma solução estratégica para a redução de custos logísticos e o desenvolvimento regional. “O modal tem ganhado notoriedade, especialmente no escoamento da produção para exportação, e deve ser fortalecido com menos burocracia e mais previsibilidade”, ressaltou. Rebelo III completou que essa mentalidade está muito integrada às atividades da CNT (Confederação Nacional do Transporte), ao mencionar estudos da Confederação que indicam o crescimento do modal aquaviário como parte fundamental para as metas de descarbonização do país. “Potencial existe. É uma solução para longas distâncias com menor custo social, de implementação e operação, além de menos emissão de gases de efeito estufa. Precisamos de que a sociedade entenda a importância e cobre celeridade sobre as concessões. O ganho é para todos”, disse. Investimento em logística Outro painel do evento contou com a presença dos ministros Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes da Silva. A ministra Simone Tebet defendeu a diversificação da matriz de transporte e a transição para uma economia de baixo carbono. “A logística é fundamental para garantir a competitividade dos nossos produtos. Para isso, é preciso pensar o Brasil para longo prazo, para os próximos 25 anos”, afirmou. O ministro Renan Filho destacou que o país atingiu, em 2024, um volume histórico de investimentos em infraestrutura de transporte e reforçou a expectativa de crescimento contínuo. “Com mais investimento em infraestrutura, conseguimos elevar também o investimento dos outros setores. É preciso investimento crescente em hidrovias, ferrovias, para diversificar aquilo que a gente produz e garantir competitividade”, completou. Já o ministro Silvio Costa Filho ressaltou o papel estratégico das hidrovias no novo modelo logístico nacional. “A pauta ambiental é muito importante, sobretudo neste momento em que há a oportunidade de maiores investimentos logísticos no Brasil. É hora de avaliar o que deve ser preservado e o que já é comprovado que existe um impacto muito grande na área ambiental”, afirmou. O evento integra uma série de debates organizados pelo Ministério dos Transportes e pela Infra S.A. com o objetivo de construir um diagnóstico aprofundado do setor e estabelecer metas de longo prazo para orientar investimentos e políticas públicas até 2050. Foto: Flavio Santana/Valor Econômico Por Agência CNT Transporte Atual

Motorista Série A tem inscrições prorrogadas até 20 de agosto

Motoristas ganham mais tempo para se inscreverem no projeto do SEST SENAT, demonstrarem sua excelência na profissão e poderem concorrer a prêmios O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) prorrogou para o dia 20 de agosto o prazo final para as inscrições no projeto Motorista Série A, iniciativa que visa identificar, reconhecer e valorizar motoristas que desempenham com excelência suas funções profissionais. Com a nova data, motoristas de todo o país ganham mais tempo para garantir presença em um dos projetos mais relevantes voltados à valorização de motoristas que levam a profissão a sério e atuam com segurança e responsabilidade em suas funções profissionais. Os participantes passam por uma jornada gamificada, com duração de um ano, que envolve diagnósticos de saúde e técnicos, avaliações comportamentais sobre a forma de condução dos veículos, avaliações práticas, gestão do sono e da fadiga e ações de desenvolvimento profissional e pessoal. O projeto também promove etapas de reconhecimento, em fases regionais e nacional, como forma de incentivar a excelência na categoria e valorizar a profissão. “O Motorista Série A foi criado para reconhecer o protagonismo de quem move o Brasil com competência e responsabilidade”, afirma a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. Para participar, é necessário que o motorista esteja vinculado a uma empresa de transporte ou seja autônomo com contribuição regular ao SEST SENAT, além de ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria E ou AE. Premiação Os 20 participantes que obtiverem os melhores resultados ao longo do processo serão convidados para a final nacional, prevista para acontecer no litoral de Pernambuco, com todas as despesas de viagem pagas para o motorista finalista, acompanhado de mais três convidados.   Os três primeiros colocados serão premiados com um carro zero quilômetro (primeiro lugar) e duas motocicletas (segundo e terceiro lugares). Para realizar as inscrições, basta acessar a página do Motorista Série A.

Está aberta a consulta pública sobre plano de descarbonização dos transportes

População pode contribuir entre 28 de julho a 18 de agosto pela plataforma Brasil Participativo omeçou nesta segunda-feira (28) a consulta pública do Plano Setorial de Mitigação de Transportes. O documento estabelece diretrizes e metas para a transição do setor rumo a uma economia de baixo carbono, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa nos modais aéreo e aquaviário até 2050. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou ativamente da elaboração do plano, em parceria com o Ministério dos Transportes (MT). O trabalho envolveu áreas técnicas da pasta, como as Secretarias Nacionais de Aviação Civil, Portos, Hidrovias e Navegação, além da Diretoria de Sustentabilidade, com apoio de agências reguladoras. Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, a iniciativa reúne 19 órgãos federais e integra a Estratégia Nacional de Mitigação (ENM) e o Plano Clima. Entre os principais eixos do plano estão a ampliação do uso de combustíveis sustentáveis, a eletrificação de frotas e infraestrutura, e o incentivo a modais menos poluentes, como ferrovias, hidrovias e a cabotagem. A população pode participar da consulta pública até o dia 18 de agosto, por meio da plataforma Brasil Participativo. O conteúdo completo do plano está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente. https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima/plano-clima-mitigacao/plano-clima-mitigacao . Assessoria Especial de Comunicação SocialMinistério de Portos e Aeroportos Fonte: gov.br – Foto: Divulgação