Produção de caminhões supera volume de 2019, 2020 e 2021

A produção de caminhões, em janeiro, somou 9,5 mil unidades, incremento de 7,5% sobre igual período de 2021 e expansão ainda maior sobre 2019 e 2020, de 39,7% e de 31,9%, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 7, durante evento online. Na comparação com dezembro houve retração de 23,7%, mas Gustavo Bonini, vice-presidente da entidade que responde pelo segmento pesado, justificou um pouco do recuo: “Temos que olhar para os últimos quatro meses do setor, pelo menos, porque algum mês pode receber impacto de um pedido específico. Nos últimos meses o setor segue estável e o segmento pesado segue representando 50% das vendas”. As vendas de caminhões somaram 8,7 mil unidades, incremento de 15,5% sobre janeiro de 2021. Nessa base comparativa os pesados puxaram o avanço do setor, com alta de 25,8%, enquanto os leves também apresentam expansão 21%. Com relação a dezembro a queda foi de 26,8%, recuo causado pela sazonalidade do período, pois as encomendas seguem estáveis, segundo a entidade. As vendas de caminhões e ônibus com motores a gás ou elétricos somaram 77 unidades, representando 0,8% do total comercializado pelo mercado, participação que era de 0,3% em janeiro de 2021. O resultado negativo do setor veio das exportações, que somaram 1,2 mil unidades, recuo 13,8% ante janeiro de 2021. Com relação a dezembro a queda foi de 39%. Fonte: AutoData / Foto: Reprodução AutoData
Investimento da indústria em pesquisa cresce 33,4% em três anos, aponta CNI

Falta de insumos leva Fenabrave a reduzir as expectativas de venda de veículos em 2021 Um levantamento da CNI aponta crescimento de 33,4% no investimento da indústria em pesquisa e desenvolvimento de 2016 a 2019, antes da pandemia. Dados da ferramenta Perfil Setorial mostra que o aporte em inovação no setor industrial subiu de R$ 12,7 bilhões para R$ 16,9 bilhões nesses três anos. O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ressalta a importância da inovação para o setor, sobretudo em tempos de crise. “Investimentos em pesquisa e desenvolvimento garante a continuidade da produção. É uma adequação à produtividade, às mudanças tecnológicas que já vinham acontecendo e que continuam acontecendo na indústria para conseguir espaço ou até ganhar espaço no mercado, seja doméstico seja no interno”, diz Azevedo. As montadoras tiveram um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento. Foram R$ 2,8 bilhões apenas em 2019. A indústria química veio em seguida, com R$ 2,5 bilhões aplicados no mesmo ano. Os setores farmacoquímico e farmacêutico apresentaram o maior crescimento percentual, ampliando o investimento em 63,9% – R$ 955 milhões para R$ 1,6 bilhão. O gerente da CNI ressalta que a aposta em pesquisa foi certeira, mas acabou perdendo força nos últimos dois anos com o surgimento da Covid-19. “2020 e 2021 certamente foram anos desafiadores para a indústria brasileira. Os impactos na questão financeira foram muito pesados, e, infelizmente, boa parte desses investimentos são feitos com o próprio recurso das empresas. É claro que, até pela necessidade de sobrevivência, esses investimentos devem ter acontecido, ainda que parte deles certamente foi frustrada por causa das dificuldades financeiras e da própria incerteza trazida pela pandemia”, explica. A plataforma da CNI revela, por exemplo, que a indústria de alimentos é a que mais emprega no Brasil, com mais de 1,6 milhão de funcionários. Em seguida vem a construção civil, com cerca de 820 mil servidores. O segmento alimentício também representa a maior parcela do PIB industrial, com 8,35% do total, seguido pela extração de petróleo e gás natural, com 6,6% dessa fatia. A ferramenta ainda mostra que os profissionais do setor são os mais bem remunerados da indústria brasileira. Fonte: Jovem Pan / Foto: Jovem Pan
Inscrições abertas para Especialização em Gestão de Negócios

Estão abertas as inscrições para a Especialização em Gestão de Negócios nas cidades de Belo Horizonte-MG e Campinas-SP, oferecida gratuitamente para gestores de empresas de transporte associadas ao Sistema CNT, pelo SEST SENAT e pelo ITL. É uma oportunidade especial para líderes de empresas e entidades de transporte se capacitarem com uma das melhores escolas de negócios do mundo, segundo o jornal Financial Times: a Fundação Dom Cabral. Acesse itl.org.br para saber mais e se inscrever!
Caixa lança linha de antecipação de frete para caminhoneiros

O governo federal lançou no dia 04 de fevereiro uma nova linha de crédito exclusiva para antecipação de custos de frete aos caminhoneiros. Os créditos do Caixa Giro Transporte antecipam os recursos na conta de motoristas autônomos em até 120 dias, com taxa a 1,99% ao mês. Durante cerimônia com a presença do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, apresentou os detalhes dessa operação de capital de giro estruturada pelos ministérios da Economia e Infraestrutura. O presidente da Caixa destacou que a linha de crédito com taxas de juros mais baixas dará aos caminhoneiros um alívio para pagar o diesel ou fazer reformas no caminhão. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, explicou que as empresas poderão antecipar os fretes que tiverem registro no sistema da Secretaria da Fazenda, a partir da emissão do MDF-e, Manifesto Eletrônico Fiscal. Para contratação dessa nova linha, a empresa de transporte deve solicitar a habilitação do limite em qualquer agência da Caixa, mediante avaliação de crédito. Com a aprovação, o crédito é realizado digitalmente na conta do caminhoneiro. Fonte: Agência Brasil – Por Daniella Longuinho / Edição: Nádia Faggiani / Guilherme Strozi
Implantação da metodologia iRAP pelo DNIT recebe o selo inov@BR

Programa do Ministério da Infraestrutura visa a modernização das rodovias federais A implantação da metodologia iRAP – Programa Internacional de Avaliação de Rodovias pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi certificada com o selo inov@BR, do Ministério da Infraestrutura. O inov@BR consiste na Política de Modernização da Infraestrutura Federal de Transporte Rodoviário que visa garantir a segurança e eficiência logística das rodovias federais. Trata-se da estratégia do Governo Federal para reduzir o número e a severidade dos acidentes rodoviários, visando alcançar padrões internacionais de segurança viária e de inovação nas rodovias federais. A Codificação iRAP integra o Programa inov@BR associada ao pilar Segurança Viária. A implantação da metodologia iRAP pelo DNIT tem como base a avaliação da rodovia, a partir de um sistema de classificação da qualidade das vias, com foco na segurança de todos os usuários. Portanto, ela contribui para a redução do número e grau de severidade de acidentes, para a melhoria da segurança de trechos de rodovias em aclive ou declive e para a ampliação das ações que promovam o conforto e segurança dos usuários e motoristas das rodovias. A metodologia iRAP possibilita o levantamento de dados, a codificação e a classificação de trechos rodoviários federais em estrelas, o que viabiliza a identificação de necessidades de melhorias para tais trechos rodoviários referentes, principalmente, à segurança viária. “A codificação pela metodologia iRAP permite a priorização de investimentos que buscam reduzir os riscos relacionados à infraestrutura”, destaca o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello. Em dezembro passado, o DNIT foi agraciado com o prêmio “5 Star Performer Award” (Prêmio 5 Estrelas) do Programa Internacional de Avaliação de Rodovias (iRAP). A premiação é um reconhecimento à liderança do DNIT na implantação do programa BrazilRAP, o Programa Brasileiro de Avaliação de Rodovias, bem como aos seus esforços para fomentar discussões e aplicar a metodologia iRAP extensivamente nas rodovias brasileiras. Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT
Vendas de pneus no mercado interno subiram 9,6% no ano passado

Os modelos de passeio somaram 29,7 milhões de unidades em 2021, com alta de 8,8% As empresas fabricantes de pneus instaladas no Brasil, representadas pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), registraram crescimento de 9,6% nas vendas de pneus em 2021 diante do resultado de 2020, de acordo com comunicado divulgado na semana passada. O volume comercializado no ano passado foi de 56,7 milhões de unidades, 4,5% a menos do que em 2019, ano pré-pandemia. As vendas no ano passado ainda ficaram distante do total verificado em anos anteriores, como 2019 e 2019, que registraram 59,3 milhões de unidades vendidas. “Essa baixa pode ser entendida considerando as vendas de pneus de passeio para as montadoras, que em 2019 foi de 10,6 milhões e, em 2021, fecharam em 7,5 milhões”, avisa o presidente executivo da Anip, Klaus Curt Müller. Avaliando as vendas por segmento, os pneus de passeio somaram 29,7 milhões de unidades comercializadas no ano, alta de 8,8% sobre 2020, puxada pela reposição que demandou 10,8% a mais, enquanto as compras das montadoras aumentaram em 3,4%. Mesmo com esse crescimento o volume ainda ficou abaixo de 2019. Os pneus de comerciais leves alcançaram 8,2 milhões de vendas, crescimento de 22,9% sobre 2020 e de 6,9% ante 2019. Na reposição, a expansão foi de 17,8% com relação ao ano anterior e de 12,4% ante 2019, enquanto as entregas para montadoras cresceram 32,9% no ano passado, mas ainda recuaram 1,5% quando comparadas a 2019. Os pneus de carga registraram crescimento 10,6% ante 2020 e de 8,7% sobre 2019, superando os volumes antes da pandemia e impulsionando as vendas totais do ano, com pouco mais de 8 milhões de unidades vendidas. Na reposição, o crescimento foi de 7,4% na comparação com 2020 e de 10,3% com relação a 2019, enquanto as compras das montadoras cresceram 22,7% e 3,5%, respectivamente. O pior desempenho veio do segmento de motos, que somou 9,7 milhões de pneus vendidos, recuo de 1,4% sobre 2020 e de 0,3% ante 2019. A balança comercial do setor de pneumáticos encerrou 2021 com resultado negativo de US$ 75,3 milhões. Em unidades, o déficit foi de 28,6 milhões. Fonte: JC
Governo Federal investe na redução de burocracia e na digitalização para dinamizar operações de transportes

Durante lançamento de linha de crédito da Caixa para caminhoneiros, ministro da Infraestrutura destacou ações do MInfra para a categoria, como o Gigantes do Asfalto e o DT-e Medidas de redução de burocracia e de digitalização elaboradas pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, têm propiciado diversas melhorias nas condições de trabalho dos caminhoneiros, analisou nesta sexta-feira (4) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. À tarde, ele participou do lançamento do Giro Caixa Transportes, nova linha de crédito para a categoria criada pela Caixa. Segundo a Caixa, os caminhoneiros poderão antecipar o recebimento do frete por meio de empréstimo com juros a partir de 1,99% ao mês. Por meio da linha de crédito, a antecipação do frete será depositada diretamente na conta dos transportadores autônomos com até 120 dias de antecedência. “É uma medida [o Giro Caixa Transportes] que se soma a tantas outras, como foi o aumento do prazo da carteira de motorista, o aumento da pontuação, a mudança das regras de pesagem, a incorporação dos postos de parada e descanso nas concessões, novas concessões com diminuição de tarifa e tantas outras coisas que vêm sendo pensadas para dinamizar as nossas operações de transportes”, explicou o ministro. Benefícios Entre as medidas de redução de burocracia e de digitalização colocadas em prática, está o Gigantes do Asfalto, programa pensado unicamente para a categoria, que trouxe uma série de avanços, sejam legislativos ou de modernização digital e redução de burocracia. Como o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), que reúne aproximadamente 90 documentos em uma única ferramenta, permitindo que o caminhoneiro autônomo diminua seu custo e aumente seu lucro por transporte de carga. O limite da pesagem de eixo subiu de 10% para 12,5%. Além disso, ficou definida uma tolerância de peso por eixo para os veículos com peso bruto total (PBT) inferior a 50 toneladas maior do que 12,5%. Já a exigência da inclusão dos pontos de parada e descanso (PPDs) nas concessões garante conforto e segurança nas estradas brasileiras à categoria. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério da Infraestrutura
Câmara aprova projeto que pune quem veicula violência no trânsito

O plenário da Câmara aprovou na última quarta-feira (2) o projeto de lei que proíbe a divulgação de infração que coloque em risco a segurança no trânsito. O texto pune a divulgação feita por meios digitais, eletrônicos ou impressos de qualquer tipo. A matéria segue para sanção presidencial. “Pessoas que se utilizando dos seus instrumentos de redes sociais, publicam em redes sociais conhecidas, importantes, rachas, velocidade acima de 200 quilômetros por hora, toda série de infrações, de infrações de trânsito que acabam, às vezes, ocasionando morte, ou, às vezes, colocando em risco a vida das pessoas. Este projeto vem estabelecer normas e punição especificamente para esse quadro”, explicou o relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). A proposta aprovada estende a proibição à divulgação, publicação ou disseminação de condutas que coloquem em risco a integridade física própria e de terceiros ou que configurem crime de trânsito e à divulgação em meios eletrônicos e impressos. A exceção será para as publicações de terceiros que pretendem denunciar esses atos como forma de utilidade pública. De acordo com o texto aprovado, quem divulgar esses atos será punido com multa de natureza gravíssima multiplicada por dez, aplicável também à pessoa jurídica. Empresas proprietárias do canal de divulgação ou de plataformas digitais que não retirarem o conteúdo em até 24 horas da notificação terão pena de multa gravíssima multiplicada por 50. Nos casos de reincidência nesses crimes dentro de 12 meses, as penalidades serão aplicadas em dobro. Para quem divulgar imagens com esses conteúdos, a proposta prevê ainda a penalidade de suspensão por 12 meses da habilitação ou permissão de dirigir, aplicável também ao condutor de veículos que participar das infrações. A pena será aplicada independentemente se ato de infração e o processo de suspensão poderá começar em até 12 meses contados a partir da divulgação das imagens. Mesmo que retire o conteúdo, o conteúdo, o infrator poderá ser punido com a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No caso de reincidência na divulgação das infrações dentro de dois anos, haverá a cassação da CNH. Nos casos em que não houver habilitação, o condutor será proibido de obtê-la pelo prazo da suspensão ou da cassação, conforme a penalidade aplicável ao caso. *Com informações da Agência Câmara Fonte: Agência Brasil / Edição: Denise Griesinger – Foto: Marcello Casal Jr
ANP: produção de gás natural cresce 5% em 2021 e bate recorde

O Brasil produziu um volume recorde de gás natural em 2021, com aumento de 5% sobre a produção de 2020, informou hoje (3), no Rio de Janeiro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já a produção de petróleo teve queda de 1,18% em relação a 2020. O total de gás natural produzido nos poços do país por dia no ano passado chegou a uma média de 134 milhões de metros cúbicos. Em 2020, a produtividade média foi de 127 milhões de metros cúbicos por dia (MMm³/d). No caso do petróleo, a produção caiu de 2,940 milhões de barris por dia em 2020, indo para 2,905 milhões de barris por dia em 2021. Os dados fazem parte do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP de dezembro de 2021, divulgado nesta quinta-feira. Quando considerado somente o último mês do ano passado, a produção de petróleo teve queda de 0,5% ante novembro, enquanto a de gás natural recuou 3,2%. Já na comparação de dezembro de 2021 com dezembro de 2020, ambas cresceram 4,1%. O boletim da agência reguladora informou, ainda, que os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93% da produção nacional de óleo e gás em dezembro. Pré-sal Outro dado destacado é que os 133 poços em atividade no pré-sal foram responsáveis por 73,8% de todo o óleo e gás produzidos no Brasil. Nesses poços, o crescimento da produção no mês de dezembro, em relação a 2020, chegou a 11,5%, enquanto ante novembro de 2021, houve queda de 0,2%. O aproveitamento do gás natural extraído dos poços em dezembro foi de 97,5%, segundo a ANP. Foram disponibilizados ao mercado 54,4 MMm³/dia, enquanto a queima de gás foi de 3,3 MMm³/d. O montante queimado foi 12,12% menor se comparado ao mês anterior e 9,2% maior frente ao mesmo mês em 2020. A ANP destacou que o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural do país, enquanto a plataforma Petrobras 70, no campo de Búzios, foi a instalação com a maior produção de petróleo, e o navio plataforma FPSO Cidade de Itaguaí, no campo de Tupi, foi a com maior produção de gás natural. Os campos marítimos produziram em dezembro 97% do petróleo e 84,4% do gás natural do país. Fonte: Agência Brasil
Movimentação de cargas nos portos cresce 4,8% em 2021 e chega a 1,2 bi de toneladas, diz Antaq

Montante abrange portos públicos e privados. Resultado ficou em linha com o previsto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, de 1,218 bilhão de toneladas. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou nesta quarta-feira (2) que o setor portuário brasileiro movimentou 1,21 bilhão de toneladas em 2021. O valor representa crescimento de 4,8% em relação ao ano de 2020 e abrange os portos públicos e terminais privados. O número divulgado nesta quarta-feira ficou em linha com o projetado pela agência, que esperava a movimentação de 1,218 bilhões de toneladas. “É uma alegria muito grande perceber o que está acontecendo no nosso setor [portuário], que deixou de ser um gargalo e vem respondendo as demandas do setor produtivo. Cresceu em 2020, ao longo da pandemia, e cresceu também em 2021, apesar das dificuldades”, destacou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. No ano passado, o mundo enfrentou falta de insumos em várias cadeias produtivas, gerando gargalos de produção “Os portos não são mais gargalos, eles estão tendo capacidade de recepcionar e distribuir a carga e operam com cada vez mais eficiência”, afirmou o ministro. “Com os investimentos que estão vindo, vamos ter cada vez mais um setor portuário mais eficiente”, completou. Para 2022, a Antaq prevê movimentação de 1,239 bilhão de toneladas, o que, se confirmado, representará crescimento de 2,4% em relação a 2021. BR do Mar Durante a apresentação dos dados, o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, destacou a aprovação do BR do Mar, projeto de incentivo à cabotagem (transporte entre portos do mesmo país). “Os números[…] são positivos e mostram o sucesso dos programas de arrendamento e agora da BR do Mar, da nossa cabotagem, que pode ser ainda mais alavancada”, disse Nery. O projeto foi aprovado no ano passado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no começo deste ano. Tipo de cargas Em relação às principais cargas movimentadas em 2021, o minério de ferro continua representando a quantidade. Ao todo, foram 370,4 milhões de toneladas (alta de 4% em comparação com 2020). Depois do minério de ferro, aparecem: petróleo; contêineres; soja; derivados de petróleo; fertilizantes; carvão mineral. Houve queda na movimentação de: milho (-35,6%); açúcar (-8,1%); bauxita (-3,3%). Tipos de navegação Em relação aos tipos de navegação, a de longo curso (entre portos de diferentes países) transportou 853,4 milhões de toneladas em 2021. O número representou crescimento de 5,4% em relação a 2020. Os dados da Antaq mostram que 51% do que o Brasil exporta por esse tipo de navegação vão para China. Nas importações, os principais parceiros comerciais são os Estados Unidos (24%), China (11%), Rússia (7%) e Argentina (6%). Já navegação de cabotagem (entre portos do mesmo país) transportou 288,3 milhões de toneladas em 2021. Isso representou um crescimento de 5,6% em comparação com 2020. As principais cargas transportadas por cabotagem foram: petróleo (49%), derivados de petróleo (16%) e contêineres (13%). A movimentação de derivados de petróleo e de contêineres registraram alta de mais de 15% no período. Por fim, a navegação de interior (por meio de rios) registrou um transporte de 65,2 milhões de toneladas, o que significou uma redução de 6,1%. As principais cargas transportadas pelos rios brasileiros foram soja e milho, que registraram queda de 0,5% e 38,7%, respectivamente. A Região Norte foi responsável por 74% da movimentação de cargas, seguida pela Região Sul (19%), Centro-Oeste (6%) e Sudeste (1%). Portos Em relação aos portos públicos, Santos (SP) se manteve na liderança. O porto movimentou 113,3 milhões de toneladas no ano passado, queda de 0,9% em comparação com 2020. O Porto de Itaguaí (RJ) apareceu na segunda posição, com 51,7 milhões de toneladas, um incremento de 11,9%. No terceiro lugar, está o porto de Paranaguá (PR), que movimentou 51,6 milhões de toneladas, com um decréscimo de 0,9% em 2021 se comparado com 2020. Em relação aos terminais privados, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) foi a instalação que mais movimentou em 2021, com 182,4 milhões de toneladas, porém com uma queda de 4,7% em relação a 2020. O Terminal de Tubarão (ES) ficou em segundo lugar, com 64,139 milhões de toneladas (+14,2%). Em terceiro, apareceu o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ). A instalação movimentou 64,085 milhões de toneladas em 2021, com incremento de 6,4% em comparação com o ano anterior. Fonte: G1/ Foto: Divulgação/SPA – Imagem aérea do Porto de Santos (SP)