Nova portaria do DER-SP limita a 60t a capacidade de carga (lotação) das CVC com prancha carrega tudo de 6 ou mais eixos

É o que determina o item 3.3.5.1.1. (vide abaixo) da Portaria 138/2021 do DER/SP publicada em 21/12/2021, que passou a viger desde 02/02/2022, para mais informações clique no link abaixo: http://200.144.30.104/der/portarias/webportarias/HTML/PRT138-21.ASP A decisão do Governo Doria vai aumentar mais uma vez o custo São Paulo, em especial para as empresas que produzem itens com peso acima de 60t no Estado. Item 3.3.5.1.1. da Portaria 138/2021 do DER/SP: para pranchas de seis eixos o peso líquido máximo (peso da carga) permitido é de 60 toneladas, observado o item 3.3.5. desta Norma. Para o presidente da LOGISPESA, Eng.º João Batista Dominici, essa regra, além de reduzir mais ainda a competitividade das industrias que produzem no estado de São Paulo, causar enormes prejuízos, em especial às pequenas transportadoras e aos fabricantes (nacionais) desses equipamentos, constitui flagrante ilegalidade, especialmente porque entra em contradição com a própria norma e com o parágrafo 1º do Art. 101 do CTB. “Vamos pedir explicação ao secretário estadual de transportes, ao superintendente do DER, assim como ao governador João Doria sobre as razões para decisões estapafúrdias como essa”, completa Dominici, presidente da Logispesa. Fonte: LOGISPESA
Com a presença do Ministro da Infraestrutura, SETCESP realiza a cerimônia de posse da nova diretoria

O evento marcou oficialmente Adriano Depentor como presidente do Conselho Superior e de Administração da entidade e apresentou os demais integrantes nova da diretoria Na noite de ontem (08), aconteceu a cerimônia solene de posse da nova diretoria do SETCESP para a gestão 2022-2024. O evento realizado de forma híbrida, com transmissão pelo canal do SETCESP no YouTube, contou com a presença de vários presidentes de instituições, empresários, autoridades e políticos do setor. Entre eles, Carlos Panzan, presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo) que em seu discurso destacou a indicação de Adriano Depentor ao cargo de presidente, como algo extremamente assertivo. O mesmo foi ressaltado pelo presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte & Logística), Francisco Pelucio, e ambos reiteraram que a nova gestão do SETCESP contará com o apoio total de suas entidades. Flávio Benatti, vice-presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), lembrou a história do SETCESP, “esse sindicato pode ser considerado o embrião do transporte rodoviário de cargas no país”, ele recordou que o SETCESP foi fundado por empresários do transporte de cargas que procuravam uma solução, para escoar a produção de café ao Porto de Santos. “O SETCESP foi o grande organizador da Federação aqui em São Paulo, propiciou também a criação de outros sindicatos extremamente pujantes do estado, sua importância é imensurável. É uma entidade que reuniu e reúne grandes líderes”, afirmou Benatti. Na sequência, o deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB), apontou que o SETCESP é uma entidade a qual aprendeu a admirar e desejou muito sucesso ao novo presidente. Assim também fez Alexandre Trunkel, Secretário Adjunto de Mobilidade e Trânsito da Cidade, ao suceder a Macris. Com a palavra o Ministro da Infraestrutura (MInfra), Tarcísio Gomes Freitas, disse estar honrado em “participar dessa passagem de bastão daquele que é o maior sindicato patronal da América Latina”. Na ocasião o Ministro se dispôs a construir uma agenda em conjunto com o setor e apontou algumas mudanças já feitas pela pasta como a flexibilização da pesagem de caminhões e a criação do DT-e (Documento Eletrônico de Transporte). “Estamos conduzindo um programa de concessão que é bastante ambicioso, do início de 2019 até agora, 125 leilões de concessões foram realizados. Vamos começar a perceber essa mudança quando estes investimentos começarem a se materializar. Posso afirmar sem medo de errar, que o Brasil terá em breve uma infraestrutura de melhor qualidade, e no caso das rodovias, essas serão bem mais modernas. Só na rodovia Dutra serão R$15 bilhões de investimento”, informou o comandante do MInfra. Passagem de gestão Chamado ao palco, o ex-presidente do SETCESP, Tayguara Helou, relembrou as conquistas mais recentes da entidade como a permissão da circulação do VUC, a emissão do comprovante eletrônico de entrega e a criação do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas). Ele também agradeceu o apoio das outras entidades e dos colaboradores, enquanto ocupou o cargo como presidente. “O SETCESP sempre teve muita sinergia entre as gestões, e ela continua porque o nosso objetivo sempre será defender o transportador buscando uma melhor mobilidade e soluções inteligentes. Adriano (Depentor), eu sei que você, está mais do que preparado, para o que vier pela frente, eu mesmo, sempre aprendi muito com você”, afirmou. Em um gesto simbólico, Helou entregou a Depentor a chave do SETCESP, um ato indicando a passagem do comando da entidade. “Me sinto completamente honrado em receber essa chave, sempre transitei pelas entidades e vi muitos empresários discursando, mas nunca imaginei estar aqui”, contou Depentor, bastante emocionado. Ele continuou, “o Tayguara (Helou) deixou a régua bastante alta, pelo brilhante trabalho que desenvolveu, mas tem um detalhe, também ficou fácil, porque essa entidade está muito estruturada”. Em seu discurso, o novo presidente da casa, reforçou que permanecerá lutando pelas bandeiras do setor como a extinção do roubo de cargas e a diminuição da burocracia fiscal e tributária, em defesa da inserção das mulheres no setor de transportes, além da busca constante pelo equilíbrio entre o capital e o trabalho. E aproveitou também para mencionar sua gratidão pela empresa na qual começou, a Jamef Encomendas Urgentes. “Nós vivemos o transporte de cargas 24 horas por dia. Às vezes o cidadão nem nota, mas o remédio, a roupa e o alimento e tudo mais que ele necessita, passou pelo caminhão para chegar até ele. Carregamos as riquezas deste país e a razão do SETCESP existir são os empresários do setor, por isso conto com vocês para fazer uma gestão compartilhada, que atenda a demanda de todos” declarou o presidente do SETCESP. Ao final foram chamados ao palco integrantes da gestão 2022-2024. Veja abaixo a composição da nova diretoria: Presidente do Conselho Superior e de Administração: Adriano Depentor. Vice-presidentes: Marcelo Rodrigues, Roberto Mira, Antônio Luiz Leite, Cesar Francisco Pelucio e Hélio José Rosolen. Secretários gerais: Marinaldo Barbosa dos Reis, Barbara Pereira Calderani e Ramon Peres Martinez Garcia de Alcaraz. Tesoureiros: Altamir Filadelfi Cabral, Gylson Ribeiro da Silva e Celso Rodrigues Salgueiro Filho. Membros do Conselho Fiscal: Thiago Menegon, José Maria Gomes, Luis Felipe Machado, Paulo Estevam Scremim, Antonio Tiburcio de Santana Neto e Armando Masao Abe; Conselho Superior: Rui César Alves, Urubatan Helou, Francisco Pelucio, Manoel Sousa Lima Jr. e Tayguara Helou. Fonte: SETCESP
Reforma tributária é a solução para retomar produção de veículos, diz Anfavea

Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, falou à CNN sobre medidas que deveriam ser adotadas para conter a queda na produção de veículos Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (7), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, comentou sobre algumas medidas que deveriam ser adotadas para conter a queda na produção de veículos, que apresentou 27,4% de queda em janeiro contra o mesmo mês do ano passado. Divulgado nesta segunda-feira (7) pela Anfavea, associação que representa as montadoras, o balanço aponta o pior janeiro em 19 anos para a produção da indústria automotiva. A queda soma 145,4 mil unidades entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com dezembro, a queda foi de 31,1%. “Em janeiro temos outros elementos, chuvas muito fortes que causaram o fechamento de concessionárias, temos também a variante Ômicron que afetou com menos gente circulando nas lojas, menos gente atendendo nas concessionárias e nas montadoras”, disse Moraes. “A gente comparou com outros países e aconteceu que o Japão, França, Coreia do Sul e Itália também tiveram quedas, ou seja, é um efeito que estamos enfrentando, é um desafio e esperamos que a gente consiga melhorar gradativamente a partir de fevereiro e março”, acrescentou o presidente do setor. Sobre o declínio na oferta de carros populares pela montadoras nos últimos anos, o presidente da Anfavea destacou o crescimento no nível de exigência do consumidor em relação aos veículos. “Temos que oferecer carros com redução de consumo, índices adicionais de segurança, redução de poluentes, o carro é outro produto, não dá mais para vender carro sem retrovisor, com câmbio manual, banco de plástico, o consumidor também quer um carro tecnológico,isso é um desafio”, afirmou. Para tornar o mercado mais atrativo, Luiz Carlos Moraes afirmou que uma reforma tributária seria a solução para aumentar a demanda. “Como a gente pode oferecer um produto que o consumidor quer e com condições atrativas? Eu só vejo isso com uma reforma estrutural na reforma tributária, que a gente tenha um sistema tributário mais aceitável, que a gente possa ter produtos mais competitivos no ponto de vista do consumidor em termos de preços”, concluiu. Fonte: CNN
Conectividade nas rodovias foi tema do Fórum ITL de Inovação do Transporte

Com participação de grandes nomes, evento trouxe visões sobre o uso da tecnologia 5G e a implantação do sistema free flow, entre outros assuntos Nesta quarta-feira (9), o ITL (Instituto de Transporte e Logística), ligado à Confederação Nacional do Transporte, realizou a primeira edição do FIT – Fórum ITL de Inovação do Transporte sobre o tema “Novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras”. Os trabalhos foram abertos pelo presidente do Sistema CNT, Vander Costa, que destacou o protagonismo da instituição ao subsidiar um debate de interesse nacional. “Acreditamos que o avanço da conectividade nas rodovias brasileiras representará um marco histórico para o setor e para a sociedade. O que precisamos, agora, é saber quais tecnologias estão disponíveis no Brasil e o que pode ser feito em nome de rodovias mais modernas”, afirmou o presidente. Em sua intervenção, o ministro Marcos Cesar Pontes, de Ciência, Tecnologia e Inovações, ponderou que a busca por inovação favorece todos os modais do transporte, mas que o rodoviário tende a ser beneficiado em dois níveis fundamentais: “A tecnologia vem para ajudar o transportador tanto em segurança da operação, coibindo roubo de cargas e malfeitos (security), quanto em redução de acidentes e controle de riscos (safety)”. Também presente na abertura, o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura (MInfra), Marcelo Sampaio, elencou os esforços da pasta em prol da conectividade de um setor que esteve off-line até recentemente. Ele relembrou o fato de que o leilão do 5G, em novembro de 2021, vincula R$ 39,8 bilhões do total arrecadado a investimentos para ampliar a infraestrutura e a conectividade no Brasil. Comentou, ainda, o fato de que os novos contratos de concessão contemplam, necessariamente, o sistema free-flow – o sistema eletrônico de livre passagem em pedágios, instituído pela Lei n.º 14.157/2021. “O 5G talvez seja o maior tema em telecomunicações nos últimos anos”, corroborou Arthur Coimbra de Oliveira, secretário de Telecomunicações, que representou o Ministério das Comunicações no evento. O secretário comentou a forte sinergia entre os setores de comunicação e transporte, existente desde os tempos em que o marechal Cândido Rondon (1865-1958) determinou a instalação de linhas telegráficas e a abertura de estradas durante a chamada Marcha para o Oeste. Benefícios da tecnologia O professor Sérgio Myssior, da Fundação Dom Cabral, introduziu o primeiro painel da tarde, cujo mote foi: “Modernização das rodovias a serviço do setor de transporte – Caminhos para o transporte conectado”. Ele propôs uma reflexão sobre as dimensões da mobilidade, que incluem espaço urbano, acessibilidade e atividades econômicas. E provocou: “A imobilidade urbana causa doenças, perda da qualidade de vida nas cidades e prejuízos de R$ 11 bilhões ao ano para a economia brasileira”. “As novas tecnologias podem, sim, tornar o trânsito mais eficiente, com uma série de benefícios. Por exemplo, a solução 5G ajudará veículos de emergência a sinalizar, automaticamente, que uma pista precisa estar liberada”, ilustrou. Segundo palestrante do painel, Marcello da Costa, Secretário Nacional de Transportes Terrestres do Minfra, enfatizou que “a tecnologia cabe em todo o ciclo de projetos em infraestrutura”, citando desde a modelagem BIM (building information modeling) até o uso de drones para a aferição topográfica. Com relação ao free-flow, ressaltou que “o sistema induzirá uma justiça tarifária maior, com cobrança por quilômetro rodado e aumento na quantidade pagantes, o que tende a diminuir a tarifa individual”. O secretário também falou sobre o advento da pesagem dinâmica, “o que prolongará a vida útil do pavimento e beneficiará a segurança viária”. Gerente de Contas para o Setor de Transporte da Huawei Brasil (patrocionadora do evento), João Felipe Palma explicou a opção da empresa pela tecnologia wi-fi, em vez da LTE. “Especificamente para o uso em rodovias, a Huawei entende que a tecnologia que mais faz sentido é a wi-fi, pois permite a conexão em movimento até 120 km/h. Se o motorista precisar de ajuda, a concessionária tem condições de saber exatamente a localização do veículo, enquanto que, por LTE, o condutor teria de ligar antes para um 0800”, detalhou no painel, que foi conduzido pela diretora adjunta do ITL, Eliana Costa. Questões regulatórias Mediado por Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, o segundo painel do fórum abordou a “Estrutura regulatória para adoção de novas tecnologias no setor de transporte – Oportunidades e Desafios”. Na oportunidade, o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Rafael Vitale comentou o desafio da autarquia, que precisa compatibilizar avanço tecnológico e regulamentação. “Qualquer inovação tecnológica deve ser pensada para servir o usuário, daí a importância deste fórum. Há demandas urgentes, como oferecer cobertura wi-fi e colocar o free-flow em prática. Para tanto, temos pensado em contratos com cláusulas flexíveis, possa ser observadas e cobradas pela performance – e não pelas especificidades.” Marco Aurélio Barcelos, diretor presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) aproveitou a oportunidade para lançar a seguinte provocação: “As exigências que são feitas a título de facilidade tecnológica não devem travar um determinado modelo. O ‘como’ pode ficar datado rapidamente e um exemplo clássico disso é o termo ‘wi-fi’. Por isso, somos a favor do não engessamento das especificidades técnicas”. Ele classificou o free-flow como um “divisor de águas” e recomendou: “Precisamos estar alertas para que possamos nos valer do que há de melhor em termos tecnológicos, que é o que hoje já funciona e viabiliza o fluxo livre de veículos. E o que é? A tecnologia sedimentada no mercado das operadoras de pagamento”. Em sua fala, o presidente da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, fez um amplo retrospecto da atuação das operadoras de telecomunicações frente às exigências regulatórias e constatou que o edital do 4G foi cumprido com sucesso, embora com grandes disparidades regionais. “O que o leilão do 5G trouxe de diferente? A obrigação de conectar 2.349 trechos de rodovias, totalizando 35.784 quilômetros”, salientou. Segundo ele, os benefícios das estradas conectadas são muitos e vão desde a garantia de comunicação em caso de acidentes até o monitoramento cargas. Fluxo garantido No terceiro painel do encontro foi discutido o tema “Inovações nas rodovias brasileiras – O sistema
Empregos no transporte de cargas crescem 18,1% em 2021 no Brasil

O número de empregos no setor de transporte de cargas cresceu 18.1% em 2021. Isso na comparação com 2020. As empresas fizeram 617.720 contratações e 522.982 demissões. Ou seja, o saldo positivo foi de 94.738 novos postos de trabalho. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) compilados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com o levantamento, o segmento de transporte rodoviário puxou o bom resultado. Conforme os dados da CNT, de janeiro a dezembro de 2021, essas empresas contrataram 438. 546 profissionais. Por sua vez, houve 84.436 demissões. Seja como for, o saldo positivo foi de ´´41.685 postos de trabalho. Na análise por região, o Sudeste se destacou. E somou a criação de 54.010 postos de trabalho em 2021. Em seguida, aparece a região Sul, com 11.324 contratações. Depois, vem o Nordeste com 11.324 novos empregos. Já no Centro-Oeste foram contratadas 7.090 pessoas. Por fim, no Norte do Brasil foram abertas 3.721 vagas. Transporte de passageiros foi o que mais demitiu As empresas de transporte rodoviário de passageiros estão em crise desde o início da pandemia. Houve uma grande retração no número de viajantes. Sobretudo no segmento de turismo. E, com a queda no número de viagens, caiu também a oferta de empregos. De acordo com os dados do Caged, as empresas que atuam em operações urbanas são as que mais sofreram em 2021. Assim, de janeiro a dezembro foram contratadas 66.997 pessoas. Porém, fizeram 90.908 demissões. Como resultado, o saldo ficou negativo em 23.812 postos de trabalho. As companhias do setor de transporte rodoviário de longas distâncias apresentaram situação parecida. Ao longo de 2021, fizeram 24.750 contratações e dispensaram 27.371 profissionais. O único que apresentou resultado positivo foi o segmento de transporte rodoviário por fretamento. Isso tem a ver com a volta gradual do trabalho presencial. Por causa da necessidade de manter o distanciamento, as empresas tiveram de colocar mais veículos para transportar o mesmo número de passageiros. Assim, houve 43.390 contratações e 36.719 demissões. Ou seja, o saldo positivo foi de 6.671 postos de trabalho. Fonte: Estadão – Foto: Divulgação: Mercedes-Benz
RS começa o ano como o principal exportador de calçados do País

No primeiro mês deste ano, as fábricas brasileiras embarcaram 14 milhões de pares Em janeiro, o principal estado exportador do Brasil foi o Rio Grande do Sul. No mês, as fábricas gaúchas embarcaram 3,4 milhões de pares, que geraram US$ 44,7 milhões, altas de 47,2% e de 64,3%, respectivamente, ante o primeiro mês de 2021. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no primeiro mês deste ano, foram embarcados pelas indústrias brasileiras 14 milhões de pares, que geraram US$ 101,2 milhões, incrementos tanto em volume (+43,8%) quanto em receita (+66%) em relação ao mesmo mês de 2021. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8). Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o indicador reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado. “Os fornecedores de calçados brasileiros, com o encarecimento dos fretes internacionais, principalmente da Ásia, estão no radar dos principais compradores internacionais com maior proximidade geográfica, especialmente dos Estados Unidos e América Latina”, avalia. Segundo ele, a tendência, no entanto, é que o incremento arrefeça ao longo do ano em virtude da base de comparação mais fortalecida, especialmente a partir do segundo trimestre. “De toda forma, existe uma perspectiva de incremento em torno de 5% nos embarques em 2022”, acrescenta. O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi os Estados Unidos, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques. No primeiro mês do ano, os norte-americanos importaram 1,75 milhão de pares por US$ 25,87 milhões, incrementos tanto em volume (+85%) quanto em receita (+93,6%) em relação ao mês correspondente do ano passado. No segundo posto entre os importadores de calçados brasileiros aparece a Argentina, para onde foram exportados 778 mil pares que geraram US$ 6,65 milhões, altas tanto em volume (+50,6%) quanto em receita (+75,6%) em relação a janeiro de 2021. O terceiro principal destino do produto foi a França. Em janeiro, as fábricas brasileiras exportaram para lá mais de 758 mil pares, pelos quais foram pagos US$ 5,5 milhões, incrementos tanto em volume (+49,2%) quanto em receita (+14,3%) em relação ao mesmo período do ano passado. Fonte: JC
Porto Seco no município de Novo Hamburgo/RS é alfandegado

O Ministério da Economia através da Superintendência Regional da 10ª Região Fiscal, publicou no Diário Oficial da União o Ato Declaratório Executivo SRRF10 nº 3/2022 que reconhece alfandegado, em caráter precário e a título permanente (até 2/7/2045), o porto seco administrado pela empresa Multi Armazéns Ltda, no município de Novo Hamburgo/RS. A área total do porto seco é de 117.796,92 m², onde estão incluídas as seguintes instalações:I. área útil coberta de armazenagem – 27.756, 24 m²;II. pátio para estacionamento de veículos e caminhões – 68.000 m²;III. pátio para armazenagem de containers cheios e vazios – 25.500 m²;IV. área coberta para armazenagem de carga solta – 2.200 m²;V. área frigorificada – 118 m³. Segundo a normativa, o recinto alfandegado ficará sob a jurisdição da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Novo Hamburgo/RS, que poderá estabelecer as rotinas operacionais necessárias aos controles fiscal e aduaneiro e ao cumprimento do contrato. A fiscalização aduaneira será exercida em horários determinados definidos pela Unidade de Jurisdição, ficando o recinto autorizado a operar com cargas soltas, unitizadas e frigorificadas e executar, sob controle aduaneiro, as seguintes operações: • entrada ou saída, estacionamento ou trânsito de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados;• carga, descarga, transbordo, baldeação, redestinação, armazenagem ou passagem de mercadorias ou bens procedentes do exterior ou a ele destinadas;• despacho de mercadorias em regime de trânsito aduaneiro;• despacho de importação; e• despacho de exportação. Para conferir a normativa na íntegra, clique aqui. Fonte: ABTI
Acidentes e mortes nas rodovias federais aumentam em 2021 e geram um custo estimado de R$ 12 bilhões

Os números fazem parte do Painel CNT de Consultas Dinâmicas dos Acidentes Rodoviários, da Confederação Nacional do Transporte O índice de acidentes nas rodovias federais brasileiras aumentou 1,6% em 2021 em relação a 2020 – as ocorrências passaram de 63.447 para 64.452 casos. O mesmo se deu com as mortes, que cresceram 2,0%, passando de 5.287 vidas perdidas na malha federal, em 2020, para 5.391, no ano passado. Esses dados constam no Painel CNT de Consultas Dinâmicas dos Acidentes Rodoviários, divulgado nesta terça-feira (08) pela Confederação Nacional do Transporte. O Painel reúne dados de acidentes de 2007 a 2021. Nele, é possível realizar pesquisas interativas e recortes, nacional e por estado, que permitem conhecer a realidade de acidentes nas rodovias federais brasileiras. A estratificação das informações é realizada pela CNT, a partir dos registros da Polícia Rodoviária Federal. “Os resultados sinalizam a necessidade de mais investimento em infraestrutura rodoviária e em educação no trânsito com foco na segurança viária, condicionantes que podem contribuir com a redução efetiva do número e da gravidade dos acidentes na malha rodoviária. A diminuição de acidentes gera benefícios para o transporte, para a economia e para a sociedade e, por isso, deve ser buscada”, ressalta o presidente da CNT, Vander Costa. O custo anual estimado dos acidentes ocorridos em rodovias federais no Brasil chegou a R$ 12,19 bilhões. Esse montante é superior ao valor total efetivamente investido em rodovias em 2021 (R$ 5,76 bilhões). Os dados gerais do Painel CNT de Acidentes de 2021 mostram que o tipo mais frequente de casualidade com vítimas é a colisão (60,2%), responsável por 61,3% das mortes relacionadas com acidentes de trânsito nas rodovias federais. A fatalidade acomete, majoritariamente, homens (82,2%) e, predominantemente, acontece de sexta-feira a domingo. Em relação ao ranking de acidentes na malha rodoviária federal, a BR-101 é a rodovia que contabiliza o maior número de ocorrências com vítimas, 9.257. Em seguida está a BR-116. Porém cabe ressaltar que essas são as rodovias mais extensas do país. Em termos de acidentes proporcionais à extensão das rodovias, as mais críticas são a BR-381 e a BR-465, respectivamente com 2.940 e 100 acidentes. Para ajudar a reduzir os acidentes nas rodovias, existe o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), que dispõe de recursos para aumentar a segurança e a educação de trânsito. Mas, entre 2005 e 2021, dos R$ 11,68 bilhões autorizados para ações e programas que contam com recursos do Fundo, apenas R$ 2,30 bilhões foram utilizados no período, ou seja, 19,7%. O Painel CNT de Consultas Dinâmicas dos Acidentes Rodoviários visa chamar a atenção do transportador para o cenário nacional. Ao saber quais são as rodovias onde ocorre o maior número de acidentes e mortes e os tipos de acidente mais frequentes, os usuários podem se programar melhor para adotar medidas preventivas de segurança. Acesse: Painel CNT de Consultas Dinâmicas dos Acidentes Rodoviários Fonte: Agência CNT Transporte Atual
22ª TranspoSul projeta R$1 bilhão em geração de negócios

Feira acontece de 13 a 16 de junho de 2022 Mais de 100 expositores e comercialização recorde de 1 bilhão de reais: essa é a expectativa para a 22ª TranspoSul, promovida pelo Sindicato das Empresas de Transporte e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS). A feira, marcada para junho no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre, deve movimentar a economia gaúcha. A retomada do maior evento de transporte e logística do Sul do país acontece após dois anos em hiato por causa da pandemia. Segundo o presidente da entidade, Sérgio Gabardo, a expectativa é grande, pois o contato direto com os grandes fabricantes do setor favorece os bons negócios. “Nós vamos ter um ano de grandes mudanças e, na TranspoSul, o público terá a oportunidade de ver essas novas tecnologias de perto”, salienta Gabardo. A 22ª TranspoSul terá ampliado seu espaço de exposição de 4.850m² para 8.227m², aumentando em cerca de 70% a área total em comparação à edição anterior. “É uma feira que abre oportunidades para todos, desde pequenos prestadores de serviços e investidores até as grandes montadoras”, destaca Roberto Machado, diretor de Gestão do SETCERGS. A TranspoSul volta para Porto Alegre depois de ter sido realizada em Bento Gonçalves em 2019, quando movimentou 250 milhões de reais em negócios e recebeu mais de 14 mil visitantes.
CNT defende aprovação da PEC n.º 01/2021

Proposta prevê que pelo menos 70% dos recursos obtidos com outorgas onerosas de obras e serviços de transporte sejam investidos no próprio setor A CNT (Confederação Nacional do Transporte) se manifesta em favor da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 01/2021, que deverá ser apreciada pelo plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (09). De autoria do senador Wellington Fagundes (PL/MT), o texto insere o art. 175-A na Constituição Federal de 1988 e estabelece que pelo menos 70% dos recursos obtidos com outorgas onerosas de obras e serviços de transporte sejam reinvestidos no próprio setor. A CNT reforça a importância da disponibilidade desses recursos em um contexto em que o orçamento federal destinado a obras de infraestrutura recua ano após, com consequências danosas aos diversos modais do transporte e ao desenvolvimento do país. A Confederação ressalta, ainda, que a PEC é resultado de um amplo diálogo promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), com o objetivo de sanar a insuficiência de investimentos públicos em infraestrutura. Fonte: Agência CNT Transporte Atual