Na COP15, indústria brasileira discute iniciativas em bioeconomia
Em painel promovido pela CNI, empresas vão apresentar projetos de sucesso que aliam desenvolvimento econômico e conservação ambiental A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove nesta quinta-feira (15), em Montreal, no Canadá, um painel sobre as iniciativas da indústria brasileira em bioeconomia. O debate faz parte da programação paralela da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, maior fórum global sobre o tema. O painel da CNI vai apresentar ações bem-sucedidas que reconhecem a importância de modelos de negócios baseados em bioeconomia sustentável. São propostas que conectam biodiversidade à pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerando os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica. Mediador do debate, o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, destaca que a indústria brasileira valoriza o potencial das florestas através de projetos que conservam biodiversidade e geram renda e desenvolvimento. “A indústria tem mostrado que é possível estimular a economia e promover o desenvolvimento social em sintonia com a conservação ambiental, através do uso sustentável da biodiversidade”. Representantes das empresas Natura, Reservas Votorantim e da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) vão participar do painel. A indústria de base florestal planta mais de 1,5 milhão de árvores por dia, geralmente eucalipto e pinus, de rápido crescimento, que sequestram e estocam gás carbônico, auxiliando na batalha contra as mudanças do clima, e geram retorno financeiro. O setor possui uma carteira de investimentos em andamento ou anunciados (2022-2028) que alcança R$ 60,4 bilhões. Para o diretor-executivo da Ibá, José Carlos da Fonseca Jr., o país “tem uma enorme oportunidade de se posicionar como grande potência agroambiental, da bioeconomia em larga escala, com soluções para o meio ambiente e a sustentabilidade”. Crédito de carbono é oportunidade A Reservas Votorantim vai mostrar como as áreas plantadas e conservadas podem gerar renda, proteger florestas e a biodiversidade por meio do mercado de carbono. A empresa investe em áreas de Cerrado e Mata Atlântica, que somam 63 mil hectares de mata nativa conservada, estocando 20 milhões de toneladas de carbono, e lidera projetos inéditos nos dois biomas. Em Montreal, o diretor executivo, David Canassa, vai apresentar a primeira metodologia de crédito de carbono na Mata Atlântica. A iniciativa, batizada de PSA-Carbonflor e desenvolvida em parceria com a Eccon Consultoria, é inédita para o bioma e vai viabilizar o pagamento por serviços ambientais, com sequestro de carbono e preservação da biodiversidade. A Reservas Votorantim também foi pioneira em certificar o primeiro projeto de REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) do Cerrado. No período de 2017 a 2021, foram certificados 11,5 mil hectares para emissão de 316 mil créditos de carbono. Outro case que será apresentado é o da Natura, empresa líder em negócios sustentáveis com bioingredientes da Amazônia e atuação em conservação do meio ambiente e desenvolvimento das populações locais. Por meio desse modelo de negócios, desde 2011, a Natura já movimentou R$ 2,55 bilhões em volume de negócios na região Amazônica. A empresa estabeleceu relacionamento com 85 cadeias da sociobiodiversidade e desenvolveu 41 bioingredientes, gerando renda para mais de 8 mil famílias de comunidades extrativistas e contribuindo para a conservação de 2 milhões de hectares de floresta na Amazônia. A meta é aumentar a área conservada para 3 milhões de hectares até 2030. “A Amazônia, por exemplo, é o maior ativo da biodiversidade do mundo – o que deve ser visto como um ativo econômico com muitas oportunidades de negócios. Com investimentos em tecnologia, pesquisa e estratégia podemos explorar essa vantagem competitiva e tornar o país uma potência em bioeconomia”, diz Denise Hills, diretora de Sustentabilidade da empresa. Fonte: Portal NTC / Foto: Divulgação/CNI
ANTT realiza segunda sessão pública da AP nº 13/2022 sobre novo modelo de alocação de risco
O objetivo é construir uma nova modelagem contratual de governança de riscos nos contratos de concessão de infraestrutura rodoviária federal Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, nesta quinta-feira (15/12), na sede da Agência, em brasília/DF, a segunda sessão pública da Audiência Pública nº 13/2022, que visa colher sugestões e contribuições sobre o novo modelo proposto de alocação de risco, permitindo assim a construção de uma nova modelagem contratual de governança de riscos nos contratos de concessão de infraestrutura rodoviária no âmbito da ANTT. De acordo com a área técnica da Agência, todo contrato de concessão possui um determinado grau de risco, seja de uma das partes não vir a cumprir com o que foi pactuado, seja que se deflagre um caso fortuito que não havia sido previsto, dentre outras possibilidades. Dessa forma, os contratos de concessão de rodovias vêm evoluindo seu arcabouço regulatório nesse escopo durante todo o Programa de Concessões de Rodovias Federais (Procrofe), buscando estabelecer, naquilo que é possível, regras para disciplinar o risco e a incerteza, distribuindo-se os riscos entre as partes. Além disso, a ANTT destaca que o adequado compartilhamento de riscos pode trazer benefícios às concessões rodoviárias em estudos e planejamento, o que pode gerar consequências financeiras eficientes, segurança jurídica e maiores incentivos e atratividade aos projetos. O período para envio de contribuições escritas vai até as 18 horas do dia 13 de janeiro de 2023 (horário de Brasília). As informações específicas sobre a matéria, bem como as orientações acerca dos procedimentos relacionados à realização e participação nas sessões da Audiência, estão disponíveis, na íntegra, no Sistema ParticipANTT. Informações e esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo endereço de e-mail ap013_2022@antt.gov.br. Para entender mais sobre o procedimento de audiência pública, assista ao vídeo. Para saber como enviar sua contribuição, acesse o tutorial do Sistema ParticipANTT. SERVIÇO Audiência Pública nº 13/2022 Período para contribuições: até as 18 horas de 13/1/2023 (horário de Brasília) Sessão pública virtual e presencial (híbrido) Cidade: Brasília/DF Data: 15 de dezembro de 2022 Horário: 14 horas (horário de Brasília) Local: Setor de Clubes Esportivos Sul – SCES, trecho 03, lote 10, Projeto Orla Polo 8 – Brasília – DF Capacidade: 350 lugares A sessão pública realizada em Brasília/DF será transmitida ao vivo pelo Canal ANTT no Youtube. Fonte: ANTT
Transporte de cargas teve crescimento acima da expansão do PIB
Apesar disso, nos últimos 18 meses, os três itens de maior peso na composição tarifária foram: veículo, mão de obra e combustível O transporte rodoviário de cargas registrou, no primeiro semestre de 2022, uma crescente contínua pós-período pandêmico e com as variantes políticas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 houve um crescimento de 11,4% do setor de transportes, número acima da expansão do Produto Interno Bruto do país, que foi de 4,6%. Para 2022, a estimativa do mercado, refletida no Boletim Focus do Banco Central, é de uma expansão de 1,93% do PIB brasileiro. Com esse novo recorde, o reflexo obtido com a expansão do transporte de cargas no modal rodoviário muito se deu pelo excelente desempenho do agronegócio, com uma produção de 16,73 milhões de toneladas de grãos em 2022 – aumento de 9% frente à safra anterior – e também pela interiorização da produção, ampliando as rotas para as transportadoras. A lista de produtos que são transportados diariamente no Brasil é extensa, como no caso dos bens de consumo, máquinas, siderúrgicos, químicos, combustível, entre outros. Mas, apesar de o setor de transporte rodoviário de cargas movimentar, hoje, 65% das mercadorias produzidas no país, o segmento enfrenta gargalos já conhecidos. Dados do PIB, divulgados pelo IBGE, mostraram que o setor cresceu 2,1% no primeiro trimestre de 2022, em relação ao anterior. Esse desempenho se deve a uma combinação de fatores e, em especial, pode-se destacar o retorno das atividades com a redução de casos de infecção por Covid-19, bem como a melhor situação das cadeias logísticas internacionais. No comparativo com o primeiro trimestre de 2021, o crescimento da atividade foi de 9,4%. Apenas no fechamento do primeiro semestre de 2022, o transporte rodoviário de cargas apresentou saldo positivo de 42.956 postos formais de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), valor que representa 76% das oportunidades geradas pelos outros modais de transporte entre cargas e passageiros no país. De acordo com dados da última Pesquisa Mensal de Serviços, apresentada pelo IBGE no dia 14 de julho, o segmento exibe um aumento de 23,1% em volumes transportados, relacionado com o registrado em fevereiro de 2020. Mas, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), nos últimos 18 meses, os três itens de maior peso na composição tarifária foram: veículo, mão de obra e combustível, com crescimento de 42%, 12,5% e 104%, respectivamente: 90% dos custos básicos aumentam exponencialmente sem que as empresas tivessem tempo de absorver, quanto mais de repassar esses valores, já que o repasse médio praticado não chegou à casa dos 7% para o período. Fonte: PORTAL NTC / Foto: Divulgação/Monitor Mercantil
Baixe o Guia de Boas Práticas para ampliar a participação de mulheres no TRC
Material foi criado pelo movimento Vez e Voz O movimento Vez & Voz, desenvolveu um material gratuito com sugestões de ações já implementadas por empresas, que as fizeram alcançar excelentes resultados em suas políticas de gestão para atração, retenção e desenvolvimento de talentos femininos. O objetivo deste guia é incentivar as empresas de transporte e logística a realizar ações para ampliar a participação das mulheres no transporte rodoviário de cargas. E, com isso, ter empresas mais inclusivas, equânimes e com melhores resultados. Baixe o material gratuito. Fonte: SETCESP
A importância do ESG na mobilidade urbana sustentável
“Planos diretores inteligentes são elementos fundamentais para uma nova proposta de mobilidade nas cidades.” Muito se tem falado sobre a valorização, em todos os mercados, dos princípios ESG – iniciativas voltadas ao meio ambiente, ao social e à governança. No âmbito da mobilidade, já foram elencadas algumas ações para que o setor possa desenvolver um papel de pioneirismo e referência nas pautas de ESG. Um dos maiores desafios é diminuir a emissão de gases poluentes, um dos grandes vilões na qualidade do ar. Planos diretores inteligentes, que diminuam o tempo de deslocamento das pessoas nas grandes cidades, incentivos governamentais no transporte elétrico em carros, caminhões e ônibus, incentivos a caronas e horários flexíveis de trabalho, além de transportes economicamente viáveis para a população, independentemente da condição social, são algumas das tendências adotadas pelas grandes cidades e que tornaram-se elementos fundamentais para uma proposta integrada de mobilidade urbana sustentável. Elenco, a seguir, alguns pontos cruciais tanto para a evolução como para o atraso da mobilidade urbana sustentável no Brasil e no mundo. Política, burocracia e cultura Os entraves da sociedade estão diretamente ligados a esses três fatores: política, burocracia e cultura da sociedade. Para que as mudanças sejam feitas, é necessário que os governos (federal, estadual e municipal) tenham a mobilidade sustentável como uma de suas prioridades para, assim, realizar as ações necessárias. Além disso, encontramos as burocracias propostas por leis e regulamentações que devem ser respeitadas, mas que deveriam ter um processo mais ágil, eficiente e transparente. E um último ponto tão importante quanto os demais: o comportamento da população. Multimodalidade Com um ecossistema de transporte público e privado, podemos ter carros, ônibus, metrôs, trens, carros de aplicativos, bicicletas, patinetes e outros veículos criando conexões e melhorando as rotas, o tempo de deslocamento, os custos e as possibilidades dos usuários de ir e vir. Conectividade Na sociedade contemporânea, é impossível pensar em ESG e em um transporte urbano sustentável sem associá-los à tecnologia. A melhor conectividade que a chegada do 5G irá proporcionar é um movimento claro para integrar o motorista a seu veículo e aos demais entes do ecossistema de mobilidade, transformando a forma como nos deslocamos pelas cidades, com forte impacto na qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, a Estapar já oferece algumas facilidades aos motoristas, como o Estapar Reserva, em que o cliente reserva o estacionamento, tendo acesso a melhores tarifas e benefícios exclusivos, antes mesmo de sair de casa, e o pagamento do estacionamento via aplicativo pelo Estapar Pay, com comodidade e segurança de não enfrentar filas nem passar pelo caixa, além do serviço de localização do veículo e ocupação de vagas na Zona Azul, em real time. Inovação na estrutura das cidades Com a utilização, ao máximo, das infraestruturas já existentes, é possível racionalizar e gerar novas funcionalidades nos espaços para os principais modais e serviços. Um exemplo é a própria Estapar, que, há cerca de seis anos, já se transformou em um hub de mobilidade e implementou diferentes pontos de conexão com seus estacionamentos, como áreas de embarque e desembarque de aplicativos, de entrega e retirada de veículos compartilhados e de aluguel, além da Ecovagas/Zletric, que é a maior rede de eletropostos do Brasil, e muito mais. Tudo isso nas infraestruturas de estacionamentos já existentes, ampliando e melhorando sua utilização nos maiores polos geradores de tráfego das grandes cidades do nosso País. Fonte: portal NTC
Governo regulamenta programa para renovar frota rodoviária
Iniciativa beneficia profissionais de transporte e o meio ambiente Governo federal regulamentou as regras do Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária (Programa Renovar) ao publicar o Decreto nº 11.276/2022. Com a medida, será possível colocar em prática a política proposta pelo Ministério da Economia para estimular, de forma voluntária, a retirada de circulação de veículos que não atendam aos parâmetros técnicos de rodagem ou que tenham mais de 30 anos de fabricação. Os benefícios se aplicam a caminhões, implementos rodoviários, ônibus, micro-ônibus, vans e furgões. As novidades deverão ajudar, especialmente, os motoristas autônomos, que detêm frota mais antiga. Os princípios do Programa Renovar já estavam presentes na Lei nº 14.440/2022, de setembro deste ano (originária da Medida Provisória nº 1.112/2022). A regulamentação, entretanto, era etapa indispensável para permitir a efetiva execução do programa. O novo Decreto nº 11.276/2022, publicado na edição da última sexta-feira (9/12) do Diário Oficial da União, foi assinado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro; e pelos ministros da Economia, Paulo Guedes; da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho; e do Meio Ambiente, Joaquim Leite. O objetivo do Programa Renovar é aumentar a produtividade, a competitividade e a eficiência da logística no país, além de melhorar a qualidade de vida dos profissionais de transporte. A medida também dá mais segurança nas estradas e reduz a emissão de gases no meio ambiente, ao equipar a frota nacional com veículos menos poluentes. Ao lançar o programa, o governo alertou que estudo da Universidade de São Paulo (USP) demonstra que caminhões e ônibus respondem por 47% da poluição do ar por carbono negro na cidade de São Paulo, apesar de representarem somente 5% da frota veicular. Ao mesmo tempo, a iniciativa ajuda a reduzir o “Custo Brasil”, ampliando a competitividade do país no mercado internacional. Eficiência Quando encaminhou a proposta de criação do Programa Renovar ao Congresso, o Poder Executivo citou, entre outros dados, informações da Secretaria Nacional de Trânsito, indicando haver 3,5 milhões de caminhões em circulação no Brasil. Desse total, cerca de 26% dos veículos tinham mais de 30 anos de fabricação, considerada a idade em que o veículo já atingiu o fim de sua vida útil. Ao justificar a importância da proposta, o governo também mencionou que a idade média da frota de transporte de cargas nacional acima de 3,5 toneladas é de 14,8 anos, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Trata-se, portanto, de uma idade média avançada em comparação com os países desenvolvidos, nos quais a idade média da frota circulante gira em torno de oito anos. O Renovar integra ações público-privadas. A União oferecerá recursos para a recompra dos caminhões em final de vida útil. Já o setor privado, em contrapartida, poderá ofertar produtos e serviços — crédito cooperativado, garantia estendida, revisões, seguros, consórcios, etc. — que beneficiarão os usuários do programa na aquisição de veículos novos. Etapas O programa será implantado em etapas, sob a coordenação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). No primeiro momento, promoverá a recompra do caminhão a ser sucateado e o caminhoneiro receberá o valor de mercado do veículo, com recursos das empresas contratadas para exploração e produção de petróleo e gás natural. A prioridade para o acesso aos benefícios previstos será dos transportadores autônomos de cargas e associados das cooperativas de transporte de carga. A adesão ao programa é voluntária. Os interessados em participar deverão comprovar a baixa definitiva do registro do bem elegível e de seu desmonte ou destruição, como sucata. O Renovar está alinhado aos preceitos de outra iniciativa do governo, o Programa de Incentivo ao Transporte Rodoviário de Cargas, o “Gigantes do Asfalto”, lançado em maio de 2021. O Gigantes do Asfalto é um instrumento de coordenação, articulação e incentivo a programas, além de facilitar a promoção da saúde e do bem-estar dos brasileiros que trabalham no setor. Com a execução do programa, espera-se prover melhores condições de trabalho para os caminhoneiros e contribuir para o equilíbrio da remuneração no âmbito da estrutura logística rodoviária do país, além de reduzir burocracia. Fonte: portal NTC / Foto: Divulgação/AutoIndustria
Especialistas divergem sobre como melhorar formação de motoristas e impulsionar setor de transportes
Número de motoristas habilitados para o transporte de cargas vem caindo no Brasil desde 2015; envelhecimento da profissão também preocupa Especialistas que participaram de debate na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados discordaram sobre as formas de impulsionar a formação de motoristas profissionais no país. O debate, que ocorreu nesta terça-feira (13), reuniu executivos do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), que oferece cursos de aperfeiçoamento para motoristas; da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) e da Associação de Autoescolas e Centro de Formação de Condutores. A oferta de motoristas habilitados na categoria C (transporte de cargas) caiu 18,97% desde 2015 no país (uma perda de mais de 1 milhão de motoristas), segundo levantamento do representante do Sest/Senat, Christian Riger. “A falta desses motoristas profissionais gera rotatividade nas empresas o que gera um custo considerável, e isso afeta a economia como um todo, considerando principalmente o setor de transporte”, salientou Riger. Um setor que, segundo ele, gerou 100 mil novos postos de trabalho em 2022. Ainda conforme dados do Sest/Senat, em 2020, a maioria dos habilitados com a categoria C estava na faixa dos 50 a 60 anos, o que aponta para o déficit de motoristas jovens no mercado. Custo e tempo Uma das razões para o baixo atrativo pela carreira, observou o executivo, é o custo para tirar a habilitação (a primeira habilitação custa R$ 2.500 e a troca de categoria R$ 2.900), além do tempo gasto para habilitar-se (um ano e meio em média para chegar à categoria C), o que corresponde ao tempo dispendido em um curso técnico. Como medida para reduzir os preços e ampliar a oferta de cursos a SEST/SENAT defende que lhe seja atribuída a competência pela formação direta de condutores, e não apenas a participação em cursos para condutores já habilitados. No entanto, o representante da Feneauto, que representa mais de 14 mil autoescolas, Magnelson Carlos de Souza, discorda dessa demanda. Segundo ele, a entrada da Sest/Senat no mercado representaria uma “concorrência desleal”. Souza, por sua vez, acredita que a solução é levar a educação de trânsito, hoje restrita às 28 mil salas especializadas, para o ensino fundamental, médio e superior. “Não foi aprovado aquilo que está no Código de Trânsito Brasileiro que é levar a educação de trânsito às escolas de ensino fundamental, médio e superior. Infelizmente o MEC não entendeu dessa maneira, não criou uma disciplina e trata isso de maneira transversal, o que é um equívoco”, sustentou. Reforma na legislação Nesse ponto, o deputado Zé Neto (PT-BA), que solicitou o debate, defendeu uma reforma na legislação. “Se você não tem obrigatoriedade, vai virar um caos, porque o Sest-Senat não tem condições de atender o país inteiro, e não é essa sua função”, reforçou. O parlamentar acredita que a formação de condutores pode ser aplicada por uma escola pública de trânsito, proposta que é estudada pelo governo baiano. Em nome dos centros de formação de condutores, Etevaldo Lima da Silva defendeu a desburocratização do processo de ensino, mas fez a ressalva que o aprimoramento dos cursos não pode ser feito por meio do sistema EaD (Educação a Distância). “O EAD não cabe no nosso processo de primeira habilitação”, reiterou. Fonte: portal NTC / Fotos: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados
Crescente movimentação de serviços sobre máquinas-equipamentos anima as empresas de transporte de cargas
O transporte rodoviário de cargas vem contribuindo para continuar sendo o modal responsável pela movimentação de mercadorias e, consequentemente, da economia do país. Neste ano, no primeiro semestre, o setor cresceu cerca de 38% em seu volume de carga transportada em rodovias, em comparação ao mesmo período de 2021, segundo os dados da 8ª edição do relatório Fretebras. Os dados do balanço também apresentam registros do movimento de R$ 49 bilhões, contribuindo na elevação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,1% em comparação ao mesmo momento do ano anterior. Dentre os números, um dos transportes que demonstraram forte crescimento foi o de máquinas-equipamentos, que correspondeu a 10,9% da distribuição pela malha brasileira. Para Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas, empresa com carro-chefe no transporte de máquinas, caminhões e ônibus pela América do Sul, a situação é animadora. “Nosso negócio está diretamente ligado à indústria automobilística de caminhões e de máquinas de construção civil e agrícolas. O crescimento em ambos os setores impulsionou nossa receita e, consequentemente, os investimentos em nossos equipamentos e caminhões, concomitante a capacitação de nossos funcionários”, conta. Segundo a Associação das Montadoras (Anfavea), a produção de veículos leves e pesados em setembro registrou alta de 19,3%. Em contraponto, apesar de a indústria automotiva estar em crescimento durante o ano, a falta de semicondutores, peças responsáveis pela condução das correntes elétricas e indispensáveis para a montagem de automóveis e eletrônicos, vem causando impacto na mão de obra dos caminhões. “Essa falta afeta diretamente o ritmo da produção e ainda trouxe algumas consequências para o desempenho logístico da nossa empresa. A tendência é que o volume de vendas de caminhões seja muito parecido a 2021, mas nossa expectativa de crescimento é de 30% aproximadamente, o que consideramos ótimo”, relata o executivo sobre a importância de encontrar soluções e estratégias para suprir a ausência desses componentes. A promessa do Euro 6 para o segmento Atualmente, observa-se que o transporte rodoviário de cargas vem se movimentando para suprir as demandas do dia a dia e que está comprometido a tornar seus processos ainda mais modernos e sustentáveis. A chegada do Euro 6 em 2023 trará uma dinâmica diferente aos bastidores do segmento, pois se trata de uma tecnologia inovadora para um setor que historicamente possui altas emissões em seus movimentos nas operações de transporte. Sobretudo, o presidente da ABC descreve o próximo ano como desafiador e incerto: “Não sabemos ao certo como serão os rumos da economia para o próximo governo, as concessões de créditos, a adaptabilidade e a aceitação dos novos caminhões Euro 6. Minha leitura é um crescimento de 10%, com o primeiro trimestre mais lento e com recuperação nos meses subsequentes”, pondera Guedes. Considerando todos os fatores, a ABC Cargas visualiza seus modelos de trabalhos em planejamentos a médio e longo prazo. Com isso, a tendência é continuar investindo em seus caminhões e implementos rodoviários. “Este ano investimos aproximadamente de R$ 15 milhões em caminhões e em carretas para atender a alta demanda dos nossos clientes. Projetamos algo similar para 2023, até porque temos novos mercados e parceiros em nosso pipeline de vendas”, finaliza. Fonte: portal NTC
Vendas do comércio eletônico na Black Friday crescem 60%
Número de pedidos online cai 25% A receita das vendas realizadas pelo comércio eletrônico no fim de semana da Black Friday, de 25 a 27 de novembro, aumentou 60% em comparação ao mesmo período de 2021. Os dados, divulgados hoje (8), em São Paulo, são da empresa de inteligência analítica Boa Vista, medidos pelo sistema antifraude Konduto. Em contrapartida ao crescimento da receita, o número de pedidos online caiu 25% na comparação com a edição de 2021. Segundo a Boa Vista, os dados apontam que os consumidores optaram por adquirir menos produtos, mas de maior valor. Acompanhando a redução do número de pedidos de compra online, as tentativas de fraudes nesta Black Friday também recuaram (-26%) em comparação com 2021. Mesmo assim, a empresa registrou tentativas de fraude que poderiam gerar prejuízo de R$ 71,5 milhões. Celular Os dados mostram, ainda, que as compras via celular têm aumentado ano a ano no país. Em 2020, as compras via mobile passaram de 50% do número total de aquisições online. Em 2022, esse número chegou a 74%. E as fraudes também acompanharam: 72% das tentativas de golpe foram originadas desses dispositivos. Na análise por região, o Sudeste se destacou, registrando 62% das vendas e 59% das tentativas de fraude em todo o Brasil. Fonte: NTC / Foto: Rovena de Paula/Agência Brasil
Restrição de trânsito na Freeway no final de ano

Atenção! Mudanças acontecem a partir do dia 20 Conforme previsto na Resolução 4.513 – DNIT – A PARTIR DE 20/12 INICIA A RESTRIÇÃO DE TRÂNSITO DE VEÍCULOS COM PRODUTOS PERIGOSOS NA FREEWAY. Esta resolução dispõe sobre a restrição de veículos transportando produtos perigosos no trecho entre o Km 00 – Osório e Km 92 – Posto da PRF próximo à divisa POA-Canoas. Restrição: Art. 1º Proibir o tráfego de veículos transportadores de produtos perigosos, todos os dias da semana, no horário entre as 22 horas e as 6 horas, nos dois sentidos do trecho compreendido entre o km 00 e o km 92 da BR¬290/RS. Art. 2° Fica proibido, no período entre 20 de dezembro e o carnaval, o tráfego de veículos transportadores de produtos perigosos no sentido de maior fluxo do trecho compreendido entre o km 00 e o km 92 da BR¬290/RS, conforme se segue: 1° Nas sextas¬ feiras, no sentido do litoral, a proibição se dará no período compreendido entre as 15 horas e as 12 horas do dia seguinte; 2° Aos domingos, no sentido da capital, a proibição se dará no período compreendido entre as 15 horas e as 06 horas do dia seguinte; e 3º Na terça ¬feira do período de carnaval, no dia 1º do ano e na véspera deste, a proibição se dará a partir das 15 horas, salvo, nesses últimos dois casos, se for sábado. Clique aqui e acesse a resolução. Fonte: SETCERGS