ITL inicia nova turma de curso em Governança, Compliance e Gestão de Riscos com aula magna de ministro do TCU

Capacitação integra o Programa Avançado do Transporte do ITL e SEST SENAT em parceria com o IGCP, com conteúdo focado em transporte e infraestrutura O ITL (Instituto de Transporte e Logística) deu início nesta quarta-feira (1º), em sua sede em Brasília (DF), à nova turma do curso executivo Governança, Compliance e Gestão de Riscos com Ênfase no Transporte e Infraestrutura. O evento contou com a presença do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Augusto Nardes, que ministrou aula magna, além de representantes do Sistema Transporte, do IGCP (Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público) e de empresas do setor. Em sua palestra de abertura para empresários, gestores e representantes de empresas do setor transportador, o ministro Augusto Nardes destacou que a governança é um dos maiores desafios do Brasil e que seu fortalecimento é decisivo para a sustentabilidade das instituições. “A confiança passa pela governança. Ela é a base de tudo. Por isso escrevi o livro Governança e Esperança. Não podemos perder a esperança, mesmo diante das dificuldades do país. É preciso avaliar riscos com responsabilidade e priorizar a inovação. Governança significa planejamento, transparência e responsabilidade com as futuras gerações”, afirmou Nardes. Entre os temas abordados, o ministro Augusto Nardes enfatizou que a responsabilidade fiscal é a base da boa governança, lembrando que a forma como os recursos públicos são administrados hoje tem impacto direto no futuro do país. Ele acrescentou que a inovação precisa caminhar junto com a governança, especialmente em um cenário global marcado por mudanças rápidas. “Se quisermos gerar empregos e oportunidades, precisamos priorizar a inovação. A boa governança garante confiança e abre espaço para o desenvolvimento sustentável”, afirmou. O ministro também fez comparações internacionais, citando exemplos de países como Suíça, Japão e Alemanha, que se tornaram referências em governança pública e privada, e ressaltou que o TCU atua não apenas na conformidade, mas também na avaliação da operacionalidade das instituições. O diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, ressaltou que o curso foi pensado para preparar lideranças empresariais para um cenário de constantes mudanças e crescente exigência de transparência, destacando que o transporte precisa estar preparado para esse cenário de constante mudança, com responsabilidade e visão estratégica. “Nós vivemos um tempo em que transparência e integridade se tornaram inadiáveis. Este curso é uma oportunidade de elevar o setor com robustez e integridade, em todos os níveis de gestão, do estratégico ao operacional. Queremos que os participantes saiam ainda mais capacitados. e, acima de tudo, melhores como pessoas”, destacou. Representando a CNT (Confederação Nacional do Transporte), a diretora executiva Fernanda Rezende lembrou que a entidade atua de forma integrada em duas frentes: as relações institucionais junto aos poderes públicos e a produção de estudos e pesquisas que apoiam a tomada de decisão do setor. “Tratar de governança nas empresas às vezes pode ser um tema delicado, mas é sempre essencial. A pauta ESG ganha cada vez mais relevância, porque as empresas que não se adaptarem terão dificuldades para acessar crédito, fechar contratos e se manter competitivas. O curso ajuda a indicar os melhores caminhos para fortalecer a governança no transporte”, pontuou. O coordenador executivo do curso, José Luis Vidal, explicou que a capacitação busca despertar nos participantes uma visão sistêmica da gestão. “Meu objetivo é trazer a semente dos processos. Muitas vezes, as empresas agem de forma reativa diante de eventos inesperados. A proposta é criar uma linguagem que leve ao pensamento do todo, e não apenas das partes, estimulando ações estruturadas e sustentáveis”, afirmou. Já o gerente executivo de compliance do SEST SENAT, João Varga, enfatizou a importância de os profissionais absorverem ao máximo o conteúdo do programa. “O curso trata de sistemas de risco, normas ISO e da história do compliance, mostrando como essas práticas são fundamentais para a sustentabilidade das empresas. É uma oportunidade de aprimorar processos e fortalecer a cultura da integridade”, destacou. O diretor de novos negócios do IGCP, Henrique Farinon, reforçou que a governança é a sustentação das instituições e que o curso foi estruturado com as melhores práticas internacionais de gestão de riscos e compliance. Sobre o curso O curso executivo Governança, Compliance e Gestão de Riscos com Ênfase no Transporte e Infraestrutura tem duração de seis meses, com carga horária de 200 horas (160 presenciais e 40 online). A formação integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT, em parceria com o IGCP. A iniciativa é gratuita para profissionais de empresas vinculadas ao Sistema Transporte e voltada a diretores, gerentes, consultores e colaboradores das áreas de logística, governança, compliance, jurídico, recursos humanos e licitação. O objetivo é oferecer subsídios práticos e conceituais para que gestores adotem padrões elevados de governança e desenvolvam modelos de gestão de riscos aplicados ao transporte e à infraestrutura. Por Agência CNT Transporte Atual

ITL promove workshop sobre Inteligência Artificial na logística e mobilidade

Alysson Ribeiro das Neves discutiu a aplicabilidade da IA em concessões rodoviárias, frotas e mobilidade urbana A inteligência artificial, antes considerada uma promessa tecnológica, passou a ocupar papel central nas discussões estratégicas sobre mobilidade e logística. Sob essa ótica, o ITL (Instituto de Tecnologia e Logística), em parceria com o IBMEC, promoveu o Workshop IA Integrada em Logística e Mobilidade: eficiência, segurança, sustentabilidade e compliance, reunindo especialistas e representantes do setor, nessa terça-feira (30). A iniciativa dá continuidade à série de encontros preparatórios para a quinta edição do FIT (Fórum ITL de Inovação do Transporte), que será realizada em 15 de outubro. Na abertura, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, destacou a urgência de integrar soluções inteligentes às cadeias logísticas nacionais. “Estamos diante de uma revolução silenciosa, mas profunda. A IA não é mais uma promessa; é uma realidade que exige preparo técnico, visão e colaboração entre setores”, afirmou. O workshop contou com a palestra magna de Alysson Ribeiro das Neves, engenheiro com 28 anos de atuação em inovação e inteligência artificial, especialista em Data Science e Machine Learning, com MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Sua apresentação abordou temas como algoritmos preditivos, gestão inteligente de frotas, mobilidade urbana e segurança viária. Alysson apresentou soluções práticas por meio de estudos de caso que demonstram a aplicação da inteligência artificial em concessões rodoviárias e no transporte público. As experiências mostram como a IA pode ser utilizada para automatizar rotinas operacionais, reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços, com foco na eficiência dos sistemas e na experiência dos usuários. “O uso da inteligência artificial representa uma mudança de paradigma na forma como planejamos, operamos e otimizamos sistemas logísticos e de mobilidade”, afirmou. “Ao integrar IA aos processos, conseguimos ganhos expressivos em eficiência, segurança e sustentabilidade, além de ampliar a capacidade de resposta das operações frente a cenários complexos e dinâmicos.” Outro ponto abordado tratou dos impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes do avanço da inteligência artificial, com destaque para sua relação com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pelas Nações Unidas. Neste contexto, o palestrante falou sobre o consumo energético de grandes servidores, uso intensivo de recursos naturais; como a água, e os desafios relacionados à segurança no trabalho, privacidade e inclusão digital. “A IA também pode contribuir para a eficiência no transporte por meio de logística otimizada e estratégias de fornecimento local, reduzindo deslocamentos desnecessários e promovendo cadeias mais sustentáveis”, destacou o palestrante, fazendo uma correlação com o setor de transporte. Segundo Alysson, o aumento do uso da IA tem impactos ambientais significativos, principalmente devido ao consumo de energia necessário para treinar e operar modelos, especialmente aqueles que envolvem aprendizagem profunda. O palestrante também mencionou iniciativas de TI verde como caminho para mitigar esses efeitos. Inovação no transporte Ao término do encontro, foi realizado sorteio de quatro bolsas integrais para o novo curso de Ciência de Dados do SEST SENAT, voltado para profissionais do setor de transporte. O curso oferece uma formação prática e aplicada, com foco em análise de dados, modelagem estatística e uso de ferramentas de IA para tomada de decisão em ambientes logísticos, contribuindo diretamente para a qualificação técnica e a inovação no setor. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT e Ministério dos Transportes reforçam diálogo sobre obras e concessões rodoviárias

Encontro em Brasília tratou de concessões, obras públicas e novas políticas para ampliar conectividade e segurança nas rodovias A CNT (Confederação Nacional do Transporte) e o Ministério dos Transportes reafirmaram, nesta quarta-feira (1º), a importância do diálogo institucional para o avanço de projetos estratégicos da infraestrutura rodoviária brasileira. Em reunião realizada no edifício-sede do Sistema Transporte, em Brasília, foram discutidos os leilões de concessões, obras públicas em andamento e políticas voltadas à modernização da malha rodoviária, com benefício direto para as empresas do setor. A secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, informou que o ministério prevê a realização de 15 leilões de rodovias, dos quais 13 devem ser concluídos. Somente neste ano, oito já foram efetivados e cinco ainda estão previstos. Segundo ela, a CNT será atualizada sobre cada avanço, garantindo transparência e previsibilidade ao setor. Viviane também apresentou um panorama dos projetos de melhoria viária em execução, incluindo construção de pontes e manutenção de rodovias em trechos estratégicos. Durante o encontro, o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, ressaltou a importância de transformar o Plano Integrado de Transporte em uma política de Estado. Ele destacou que, embora já exista uma estrutura composta pelo PNL (Plano Nacional de Logística), planos setoriais e o plano geral de outorgas, é fundamental que sua execução não seja interrompida a cada mudança de governo. “Esses projetos exigem tempo de maturação superior a um mandato. Por isso, defendemos que seja um plano de Estado, independente de partidos políticos”, afirmou Valter Souza. Viviane Esse também destacou duas iniciativas em desenvolvimento pela secretaria: o projeto de conectividade nas rodovias, que inclui a instalação de internet Wi-Fi em toda a malha concedida; e o programa de segurança dos ativos, que deverá ampliar a rastreabilidade e reduzir custos de apólices de seguro para transportadoras e seguradoras. O encontro reforçou a parceria entre a CNT e o Ministério dos Transportes, que mantêm diálogo constante para atualizar as empresas do setor sobre os avanços na área rodoviária. Pela CNT, também participaram da reunião Danielle Bernardes, gerente executiva governamental, e Maria Carolina Noronha, assessora governamental. Representando o Ministério dos Transportes, estiveram presentes, ao lado da secretária, Allan Magalhães Machado, diretor de Obras Públicas; Fernanda de Godoy Penteado, diretora do Departamento de Outorgas Rodoviárias; e Rogério Lezino, gerente de Projeto. Por Agência CNT Transporte Atual

Modificada, regulamentação da reforma tributária volta à Câmara

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (30),  o texto alternativo ao projeto de lei complementar (PLP 108/2024) que regulamenta a segunda parte da reforma tributária sobre consumo e outros pontos da Emenda Constitucional 132. O substitutivo do senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi aprovado por 51 votos a favor, 10 contrários e 1 abstenção. Modificado, o projeto volta à Câmara dos Deputados. O texto aprovado regulamenta a governança, a fiscalização e as regras para o funcionamento do novo sistema tributário, criando o Comitê Gestor do  Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) que vai substituir o principal imposto estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o  Imposto Sobre Serviços (ISS) municipal. O Comitê Gestor será responsável pela arrecadação e distribuição do novo imposto, que será dividido entre estados e municípios. A reforma tributária também criou a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS),  na esfera federal. Apesar do elevado número de emendas analisadas na Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ), 519 mudanças, o relator precisou dar parecer a cerca de 200 novos pedidos apresentados em Plenário ao seu subtitutivo do PLP 108/2024.  Braga acatou total ou parcialmente quase 65 das modificações solicitadas. Por conta de todas essas modificações, a Câmara terá que analisar o texto aprovado pelo Senado. Para Braga, a regulamentação da reforma tributária é necessária para a retomada do crescimento econômico e a geração de emprego e renda.  — O Senado, hoje, está diante da oportunidade de poder marcar historicamente o encerramento de um passo importante da reforma tributária para bens de consumo e serviços (…) Esta é a primeira reforma que o Brasil faz em regime democrático. Portanto, podemos dizer que esta reforma pertence a todos — ressaltou Braga. O relator destacou que uma das modificações mais importantes da reforma é mudar a tributação da origem para o destino do produto. Mudanças Algumas das principais emendas de Plenário acatadas pelo relator buscam atender demandas de estados e municípios. Entre elas, está a atualização do cálculo da alíquota de referência do IBS, que usará dados de 2024 a 2026 — em vez do período de 2012 a 2021, como previa a versão que foi aprovada inicialmente na CCJ.  A calibragem do IBS será feita gradualmente entre 2029 e 2032, com o objetivo de evitar impactos bruscos nas finanças públicas, segundo Braga. Também deverá ser criada, para que haja mais segurança jurídica, a Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo, voltada à harmonização da jurisprudência fiscal envolvendo os novos tributos (IBS e CBS).  Braga incluiu, a pedido do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), redução de alíquotas para os institutos de ciência, tecnologia e inovação sem fins lucrativos e suas fundações de apoio. Também foi incluído o aumento do teto, de R$ 70 mil para R$ 100 mil, para isenção de imposto no caso de veículos comprados por pessoas com deficiência, emenda apresentada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Para o líder do governo em exercício, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o Brasil terá um dos sistemas tributários mais modernos do mundo, ao contrário do que ocorre atualmente. O senador Efraim Filho (União-PB) disse que o atual modelo tributário brasileiro “está esgotado”. — É um sistema arcaico, obsoleto, ultrapassado, que nos joga nas últimas posições no ranking Doing Business, como um dos piores ambientes para se fazer negócio no mundo. Mesmo assim, o empreendedor brasileiro, que é um herói da resistência, não sucumbe a esse manicômio tributário, a esse caos emaranhado de leis e sobrevive. Era missão nossa entregar um modelo mais simples, menos burocrático e que facilita a vida de quem produz — disse Efraim. Distribuição do IBS Serão divididos entre os estados e os municípios o valor arrecadado com o IBS e os rendimentos de aplicações financeiras, juros e multas de mora. A divisão do ICMS seguirá os índices vigentes até 2032. Como o IBS só começa a valer de forma plena a partir de 2033, até lá o ICMS e o ISS continuam sendo cobrados normalmente. Em 2032, o que cada estado receber de ICMS servirá de referência para definir quanto ele vai receber do IBS a partir de 2033. Braga estendeu até 2096 o prazo de vigência do seguro-receita, um mecanismo para compensar perdas de arrecadação para estados e municípios com a reforma tributária. O Fundo de Combate à Pobreza só começará a receber recursos do IBS em 2033. Plataformas digitais As plataformas digitais (market places e similares) poderão ser responsabilizadas se não fornecerem ao Fisco ou ao prestador de serviço de pagamento as informações mínimas sobre as operações. O mesmo vale se o fornecedor não emitir documento fiscal eletrônico. Também está prevista a possibilidade de a plataforma atuar como substituta tributária, com o consentimento do fornecedor, quando ele não emitir a nota fiscal. Nesse caso, caberá à plataforma emitir o documento e recolher o imposto. Se a nota fiscal não for emitida em até 30 dias, a plataforma será obrigada a emitir e a recolher os tributos devidos. A responsabilidade será solidária. Imposto seletivo O chamado Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para atingir produtos que fazem mal à saúde, como bebidas açucaradas, cigarros e bebidas alcoólicas. Braga acatou emenda do senador Izalci Lucas (PL-DF) para limitar a 2% a alíquota máxima sobre esses produtos. O teto não consta do texto aprovado pelos deputados federais. O tributo será introduzido de forma gradual de 2029 a 2033. Alguns senadores criticaram o limite de 2% de Imposto Seletivo para as bebidas açucaradas, como os refrigerantes. O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que esse tipo de imposto é usado em muitos países desenvolvidos por acarretar aumento de arrecadação aliada à promoção da saúde pública. Com imposto mais alto, disse o senador, haveria redução do consumo de produtos que contribuem para obesidade, pressão alta e outros problemas crônicos de saúde. — Muitos desses produtos, especialmente as bebidas açucaradas, são causas importantes de doenças graves, doenças crônicas e que têm um elevadíssimo custo no seu tratamento para o serviço público de saúde, para o Sistema Único de Saúde — afirmou Humberto, que

Comissão aprova ingresso mais fácil de jovens motoristas nas categorias C e D

Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou a criação de duas novas subcategorias de habilitação, C1 e D1, para facilitar o ingresso de jovens motoristas profissionais nas categorias C (caminhões pequenos, vans de carga e picapes) e D (microônibus e vans de passageiros). A proposta permite que os candidatos obtenham a primeira habilitação nessas subcategorias e conquistem a licença definitiva após cumprirem os requisitos previstos no Código de Trânsito Brasileiro, sem precisar fazer a mudança formal de categoria. Pelo texto aprovado, para se obter a categoria C, será necessário ter pelo menos um ano de habilitação na categoria B ou na subcategoria C1, e não ter mais de uma infração gravíssima em 12 meses. Para a categoria D, o tempo exigido será de dois anos na categoria B ou na subcategoria D1. O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 3666/24, do deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), que criava a figura do “aprendiz” para as categorias C, D e E (veículos das categorias C ou D acrescidos de reboque ou semirreboque). Leal retirou o termo “aprendiz” para evitar conflitos com a legislação trabalhista e permitiu que aulas e exames possam ser feitos em veículos da categoria pretendida. Por fim, o texto aprovado autoriza motoristas com habilitação nas subcategorias C1 e D1 a dirigir conjuntos veiculares, desde que o veículo principal seja da categoria habilitada e o reboque pese até 6 mil kg e tenha no máximo 8 lugares. Próximas etapasA proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Reportagem – Murilo SouzaEdição – Marcelo Oliveira Fonte: Agência Câmara de Notícias – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

CNT convida senador Veneziano Vital do Rêgo para debater descarbonização do transporte

Diretor de Relações Institucionais da Confederação entregou ao parlamentar convite para o 10º Fórum CNT de Debates e apresentou documento da Coalizão com propostas para uma transição energética justa e eficiente no setor O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, se reuniu, em Brasília, com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB) para entregar o convite oficial para participar da mesa de abertura do 10º Fórum CNT de Debates, que será realizado no dia 23 de outubro. O evento terá como tema central “Caminhos para a Descarbonização dos Transportes”. O Fórum ocorrerá na sede do Sistema Transporte, em Brasília, e reunirá autoridades públicas, lideranças políticas e especialistas. Entre os palestrantes confirmados, estão a presidente da Petrobras, Magda Chambriard; o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; e o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, líder do projeto Transporte e a COP30. >> Para participar, clique aqui e faça a sua inscrição. Durante o encontro dessa quarta-feira (1º), Valter Souza discutiu com o senador os caminhos para uma descarbonização justa, segura e eficiente, alinhando propostas do setor com o Congresso Nacional. Veneziano foi relator do projeto que deu origem à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) e preside a Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia do Congresso Nacional. Os debates que serão tratados no 10º Fórum anteciparão discussões de relevância para a COP30, que será realizada em Belém (PA), abordando diversos temas, como a adoção de combustíveis mais limpos, a ampliação do uso de biocombustíveis e investimentos em infraestrutura verde. Coalização pela Descarbonização dos Transportes O diretor da CNT também apresentou a Coalizão pela Descarbonização dos Transportes, iniciativa que visa impulsionar a transição energética no setor de transporte e logística no Brasil. Ele entregou o documento da Coalizão, que reúne mais de 50 entidades, incluindo o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), o Grupo Motiva e o Insper. O estudo apresenta mais de 90 recomendações estratégicas para políticas públicas de redução de emissões de gases de efeito estufa, incluindo modernização da infraestrutura, renovação de frotas e eletrificação correta dos modais, em consonância com as metas climáticas do Brasil para 2050. A Coalizão funcionará como um espaço permanente de articulação entre governo, setor produtivo e sociedade civil, promovendo a sustentabilidade na logística e na mobilidade nacional, em linha com os compromissos internacionais do país. Foto: Agência Senado Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema VAI – ABTI orienta para boas práticas no uso da ferramenta

A Alfândega da Receita Federal de Uruguaiana criou e implementou no Terminal Aduaneiro da BR-290 o Sistema de Vigilância Aduaneira Inteligente (VAI), que opera por meio de cancelas inteligentes. O objetivo é otimizar o fluxo de cargas, agilizar processos e reforçar a segurança aduaneira. A partir da Portaria nº 47/2025 e do Comunicado nº 9/2025, o uso do VAI se tornou obrigatório para todos os veículos em Trânsito Aduaneiro com origem ou destino no Porto Seco de Uruguaiana e para todos os veículos de carga provenientes do exterior. COMO FUNCIONA O sistema utiliza um QR Code, que é gerado após a antecipação por parte dos operadores das informações necessárias para fiscalização da Receita. O motorista apresenta esse código diretamente na cancela, que faz a leitura e autoriza a entrada ou saída do veículo. Importações • Apresentação obrigatória do QR Code na entrada e saída do Terminal da BR-290. • Cancelas abrem automaticamente se as informações tiverem sido antecipadas corretamente. • Bloqueios por falta de dados exigem regularização imediata. Exportações • Antecipação das informações no VAI é requisito para liberação. • O QR Code autoriza a saída e conclui automaticamente o TAS. • Dispensada a entrega física de via do MIC/DTA no terminal. BOAS PRÁTICAS NO USO DO SISTEMA VAI • QR Code no celular: Não é necessário imprimir o QR Code. O motorista pode apresentar o código por meio de imagem diretamente na tela do celular. • Entrar na fila somente com o QR Code: Veículos sem código geram filas e prejudicam o fluxo. • Agendamento com antecedência: É possível agendar o QR Code até 72 horas antes tanto para importação quanto exportação, inclusive para cruzes vazios (en lastre). • Agendamento remoto: O agendamento do cruze e emissão do QR Code pode ser feito de qualquer lugar, sem necessidade de estar em Uruguaiana ou no território brasileiro, basta ter internet e certificado digital válido. • Comunicação com o motorista: é importante incentivar os motoristas a informarem com antecedência a previsão de cruze por Uruguaiana para que se possa antecipar o agendamento do QR Code. • Reagendar QR Code vencido: Se o prazo de validade do QR Code expirar, é possível reagendar sem necessidade de nova emissão ou de repetir o envio das informações de transporte. Confira os processos para acesso ao VAI e solicitação do QR Code pelo Manual oficial da plataforma. Clique aqui. BENEFÍCIOS PARA O TRANSPORTE -Mais agilidade na Ponte Internacional de Uruguaiana/Paso de los Libres, reduzindo filas e tempo de espera. -Fluxo mais eficiente e previsível, evitando prejuízos ao transporte e transtornos a demais usuários da via. -Controle antecipado das operações, diminuindo a burocracia no ingresso do veículo no terminal. Em resumo: O VAI é uma ferramenta estratégica para tornar o trânsito aduaneiro mais rápido, seguro e organizado. O cumprimento correto das boas práticas garante eficiência às transportadoras, benefício aos motoristas e contribui para o bom funcionamento da fronteira. Fonte: ABTI

Projeto do Sistema Transporte para a COP30 é apresentado a embaixador da Arábia Saudita e ao presidente do Senado

Estação do Desenvolvimento busca aproximar o Brasil de novos investimentos internacionais e fortalecer o debate sobre a descarbonização do setor O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, apresentou nessa quarta-feira (1º) ao embaixador da Arábia Saudita no Brasil, Faisal Ghulam, e ao presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (UNIÃO/AP), o projeto da Estação de Desenvolvimento, iniciativa que será instalada durante a COP30, em Belém (PA). O encontro foi realizado na residência oficial da Presidência do Senado, em Brasília. A audiência também contou com a presença dos senadores Wellington Fagundes (PL/MT) e Esperidião Amin (PP/SC). Vander Costa destacou que a Estação será um espaço estratégico de diálogo com autoridades, empresários e representantes internacionais sobre a transição energética e soluções sustentáveis para o setor de transporte. “Foi uma satisfação participar desse encontro, que evidenciou o empenho do Congresso em ampliar o diálogo com a Arábia Saudita. Além disso, tivemos a oportunidade de apresentar iniciativas em andamento, com o projeto do Sistema Transporte na Conferência Climática. Nosso compromisso é garantir que os investimentos em infraestrutura e mobilidade estejam sempre alinhados a soluções sustentáveis e gerem impacto positivo para toda a sociedade”, afirmou. O embaixador Faisal Ghulam ressaltou o interesse da Arábia Saudita em investir em infraestrutura e logística no Brasil. Segundo ele, a aproximação institucional com a CNT e com o Congresso Nacional abre caminho para investimentos de longo prazo e para a consolidação de parcerias sólidas entre os dois países. O senador Davi Alcolumbre enfatizou o potencial do diálogo entre as duas nações e reforçou o compromisso de realizar uma missão internacional que contribuirá para o estreitamento dos laços e para a construção de uma cooperação bilateral. “Foi um encontro muito produtivo para estreitar as relações entre o Parlamento brasileiro, o Parlamento da Arábia Saudita e a CNT. O embaixador nos trouxe a mensagem de que há cerca de 10 bilhões de dólares disponíveis para investimentos em logística e infraestrutura. Agora, organizamos também a perspectiva de uma ida à Arábia Saudita, a fim de aprofundar entendimentos e criar oportunidades para o desenvolvimento do Brasil”, disse. O senador Wellington Fagundes, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil – Reino da Arábia Saudita, ressaltou que a aproximação com o país árabe pode trazer resultados significativos para o Brasil, com avanços em protocolos que deverão ser firmados em novas reuniões, inclusive durante a visita da comitiva brasileira à Arábia Saudita. “Com o apoio da CNT, que já é parceira histórica na infraestrutura, temos condições de fortalecer essa relação internacional e avançar em soluções logísticas sustentáveis e de grande impacto para o país”, declarou. O encontro contou ainda com a presença da chefe de gabinete do senador Davi Alcolumbre, Ana Paula Magalhães; do chefe de gabinete do senador Wellington Fagundes, Fernando Damaceno; da gerente executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti; e do gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica da CNT, João Guilherme Abrahão. Por Agência CNT Transporte Atual

Na ExpoPetro, CNT reforça papel do transporte na transição energética e no futuro dos combustíveis

Diretora Fernanda Rezende integrou painel com líderes da Ipiranga, Raízen e Vibra, destacando os desafios da matriz energética A CNT integrou a programação da ExpoPetro 2025, realizada nos dias 25 e 26 de setembro, em Porto Alegre (RS). O evento reuniu representantes das principais distribuidoras de combustíveis, lideranças do varejo e especialistas em mobilidade para debater os rumos da matriz energética brasileira. No painel “O Futuro da Mobilidade e dos Combustíveis no Brasil”, realizado na sexta-feira (26/9), a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, compartilhou a visão do setor de transporte sobre os desafios da transição energética e os impactos da criminalidade na logística nacional. “Não há transição energética bem-sucedida sem planejamento de longo prazo. Estamos diante de uma oportunidade histórica de fazer essa transição de forma inteligente e responsável. O setor de transporte está pronto para liderar essa mudança, com o uso racional de energias limpas, a diversificação de fontes energéticas e a integração entre as modalidades de transporte”, afirmou Fernanda. A diretora ressaltou que não há solução única para a transição energética. “Para que o processo seja eficaz, o Brasil precisa considerar as especificidades regionais, aproveitando o potencial de cada área do país e adotando soluções locais”, destacou. Na oportunidade, também reforçou os riscos enfrentados nas vias do país, em todas as modalidades, com a atuação do crime organizado: “Enquanto os revendedores e distribuidores sofrem com evasão fiscal e concorrência desleal, o setor de transporte enfrenta o roubo de cargas e a insegurança nas estradas. A criminalidade gera muitos prejuízos para o setor, inibe a contratação de motoristas e exige que as empresas optem por investir em equipamentos de segurança para se protegerem do crime em vez de renovar ou ampliar a frota, por exemplo”, pontuou. O debate foi mediado pelo jornalista Léo Saballa e contou com a participação de Leonardo Linden, presidente da Ipiranga; Vanessa Gordilho, vice-presidente executiva de Varejo e Marketing da Vibra; e Marcelo Besteiro, vice-presidente comercial da Raízen. Sobre o evento A ExpoPetro 2025, realizada em Porto Alegre (RS), reuniu marcas, especialistas e revendedores em dois dias de debates, networking e exposição voltados à retomada do setor de combustíveis no Rio Grande do Sul. Com a presença de distribuidoras como Charrua, Ipiranga, Raízen, Vibra e Sulgás, o evento simbolizou a reconstrução do segmento após os impactos das enchentes no estado. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT aponta riscos ao transporte em audiência sobre PEC que trata do fim da escala 6×1

Em São Paulo, parlamentares, especialistas e representantes de trabalhadores debatem possíveis impactos da medida A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, sem uma análise aprofundada de seus impactos, pode resultar em um “país mais caro” e na piora de serviços essenciais, como transporte público e logística de cargas. O alerta foi feito pelo gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Melo, durante audiência pública realizada nessa terça-feira (30), na unidade do SESC (Serviço Social do Comércio) de Santana, em São Paulo (SP). O evento integrou os trabalhos de uma subcomissão da Câmara dos Deputados que analisa a proposta. Segundo a CNT, o impacto mais imediato seria percebido no cotidiano da população que depende do transporte coletivo. “Com a redução da jornada, haveria menos ônibus nas ruas, agravando um problema já existente nos grandes centros. Esse cenário com as pessoas esperando nas paradas e com ônibus passando abarrotados seria mais frequente”, afirmou Frederico Melo. Na logística, os reflexos também seriam severos, com atrasos nas entregas, perda de eficiência e redução na produção, especialmente de produtos perecíveis e cargas vivas. “O resultado seria uma pressão na economia e na inflação”, destacou. De acordo com o gerente, para manter as operações com trabalhadores atuando menos horas e recebendo o mesmo salário, as empresas precisariam repassar o aumento de custos para a sociedade. Essa alta de preços, explicou, reduziria o poder de compra da população e poderia levar parte dos trabalhadores a buscar um segundo emprego, anulando os supostos ganhos de bem-estar da proposta. Déficit de motoristas inviabiliza mudança Frederico Melo apresentou ainda dados que mostram a dificuldade de viabilizar a medida. Segundo a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros 2019, mais de 44% das empresas entrevistadas apresentavam vagas disponíveis para motoristas de caminhão. “Além disso, a carreira enfrenta barreiras, como o alto custo e a demora para obter as habilitações profissionais”, disse. Ele lembrou os esforços do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) para requalificar profissionais do setor, como cobradores, para a função de motorista, mas reconheceu que a iniciativa “ainda é muito aquém” para suprir a demanda. A escassez de mão de obra qualificada, acrescentou, também atinge os modais aquaviário, aeroviário e ferroviário, o que impede que absorvam a demanda do transporte rodoviário. Alternativas para o fim da escala de trabalho 6×1 A audiência integra os trabalhos da subcomissão presidida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC 8/25 (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita na Câmara e prevê a redução da jornada de trabalho. A proposta ainda está em fase inicial de debates, mas já mobiliza parlamentares, especialistas e entidades de classe. O relator da subcomissão, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), acompanha as discussões e deve apresentar parecer após as audiências públicas. Quem presidiu os trabalhos foi o deputado Leo Prates (PDT-BA), substituindo Erika Hilton, que não estava presente na audiência. O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) também participou do encontro. O encontro expôs visões opostas. Representando as centrais sindicais, Ricardo Patah, da UGT (União Geral dos Trabalhadores), e Juruna, da Força Sindical, defenderam a redução da jornada como uma reparação histórica aos trabalhadores. Já o sociólogo José Pastore alertou que “a conta não fecha”, pois manter salários, reduzir horas, sustentar a mesma receita e preservar a produtividade podem inviabilizar empresas e comprometer empregos formais. Por Agência CNT Transporte Atual