FETRANSUL e sindicatos filiados realizaram evento técnico com diretor da ANTT sobre fiscalização eletrônica do frete

A FETRANSUL promoveu, no dia 10 de outubro, um evento técnico híbrido com a presença do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Aires Amaral Filho. O encontro foi realizado no auditório do SETCERGS, em Porto Alegre, e transmitido online via Zoom. Durante a atividade, foram esclarecidas dúvidas sobre a fiscalização eletrônica do Piso Mínimo de Frete, Vale-Pedágio e Seguro Obrigatório. Confira a gravação completa: https://youtu.be/CPC1WEnTbOU?si=VWYawq6ANZm–ALt

MOTORISTA DE FUTURO ultrapassa 4 mil jovens no RS – Ação alusiva ao Dia das Crianças em Bento Gonçalves mobilizou 500 participantes

A unidade do SEST SENAT de Bento Gonçalves recebeu, neste sábado (11), cerca de 500 jovens em uma ação especial em comemoração ao Dia das Crianças. O Programa MOTORISTA DE FUTURO marcou presença, oferecendo orientações sobre a profissão de motorista e destacando a importância do transporte para o desenvolvimento do país. Durante a atividade, os jovens puderam conhecer de perto um caminhão e vivenciar a experiência no simulador de direção. Além das ações educativas, o evento contou com brincadeiras e lanche para os participantes. A iniciativa também permitiu que as famílias conhecessem mais sobre os serviços oferecidos pelo SEST SENAT, instituição que atua no cuidado e desenvolvimento dos trabalhadores do transporte e da comunidade. Com essa edição, o MOTORISTA DE FUTURO ultrapassa a marca de 4 mil jovens participantes no Rio Grande do Sul, reforçando seu compromisso em despertar o interesse das novas gerações pela profissão e pelo setor de transporte e logística. A ação é uma realização da FETRANSUL, com o SEST SENAT como principal parceiro. Nesta edição, contou também com o apoio do Sindibento e das empresas Reiter Logística, Transportes Bertolini, Transportes Cristofoli e Grupo Farrapos, que disponibilizaram seus veículos para proporcionar aos jovens uma experiência prática e inspiradora. A FETRANSUL agradece a todos que fazem o MOTORISTA DE FUTURO acontecer. JUNTE-SE AO MOTORISTA DE FUTURO!(51) 99872-0864comunicacao@fetransul.com.brAssista AQUI o vídeo com os principais registros do Programa

SEST SENAT reforça papel da educação profissional como pilar da infraestrutura nacional no Exponential Summit 2025

Diretora Nicole Goulart mediou painel com CEOs e ressaltou a importância do investimento em inovação para o desenvolvimento do país A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, destacou, durante o Exponential Summit 2025, realizado nessa quarta-feira (8), que a capacitação profissional é um dos fatores que mais contribuem para transformar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento do Brasil. O evento, em sua quarta edição, reuniu mais de 200 CEOs e executivos de grandes empresas para debater tendências que estão moldando o futuro da economia e dos negócios no país. Ao mediar o painel “Infraestrutura: novos caminhos para construir o Brasil”, Nicole Goulart ressaltou a importância de colocar as pessoas no centro das discussões do setor. “Nós nos preocupamos com todos os pontos de relação com as pessoas, mas um dos que mais chamam nossa atenção é a capacitação profissional, porque isso tem um impacto real no dia a dia das pessoas. Além disso, ainda há uma ausência de investimentos em intermodalidades, portanto precisamos nos debruçar em caminhos para mudar esse cenário”, comentou. Nicole reforçou ainda que o Brasil tem muito a aprender com experiências internacionais bem-sucedidas, em especial no campo da cooperação entre diferentes atores sociais. “Acredito que devemos olhar para fora e aprender com aqueles que já têm conseguido entregar soluções inteligentes. É o caso de Israel, por exemplo, que conseguiu reunir governo, academia e sociedade privada em prol da evolução como um todo. É isto que devemos fazer: reunir o melhor de cada um para que todos possam usufruir de um mundo melhor”, explicou. O painel contou ainda com a participação do diretor-país da Acciona no Brasil, André De Angelo; do diretor executivo de Clientes e Tecnologia da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Denis Maia; e do CEO da JSL S.A., Ramon Garcia de Alcaraz. Com a mediação de Nicole Goulart, os executivos discutiram temas como inovação, tecnologia e sustentabilidade em setores estratégicos (saneamento básico, construção civil e transporte) que demandam novos modelos de gestão e formação profissional. Ao final, os participantes refletiram sobre os legados que desejam deixar, tanto no campo profissional quanto pessoal, e sobre o papel das lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável e humano do país. Por Agência CNT Transporte Atual

Em Belém (PA), Vander Costa defende renovação de frota e IPVA progressivo como pilares da transição energética no transporte

Durante painel no evento Esfera Internacional, presidente do Sistema Transporte apresentou propostas para descarbonização do setor até 2050 O presidente do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), Vander Costa, destacou, durante o Fórum Esfera Internacional, em Belém (PA), a necessidade de políticas públicas que acelerem a transição energética no setor de transporte brasileiro. Ao participar do painel “Legado Sustentável: estratégias para um novo ciclo”, ele reforçou que a renovação da frota e a reconfiguração da matriz de transporte são passos decisivos para reduzir emissões e garantir um desenvolvimento de baixo carbono. Vander Costa ressaltou os avanços já obtidos com o controle da frota pesada. Ele lembrou que ônibus e caminhões modernos emitem até 95% menos poluentes do que há algumas décadas e defendeu a criação de um IPVA progressivo, no qual veículos mais antigos paguem impostos mais altos. “É uma medida necessária para preservar o planeta”, afirmou, citando o exemplo europeu, em que a frota é significativamente mais nova e a transição energética já está em curso. O presidente também destacou a importância de diversificar os modais e tornar o transporte nacional mais equilibrado e sustentável. Defendeu incentivos à cabotagem, concessões de hidrovias que assegurem navegabilidade perene e investimentos em ferrovias estratégicas, como a Ferrogrão. Com base em dados do inventário de emissões do setor, Vander alertou que dois terços dos gases de efeito estufa vêm de motos e automóveis e ressaltou que é preciso uma ação coordenada para reverter esse cenário. “A transição energética exige ação coordenada, investimento e coragem para mudar a lógica atual”, concluiu. Durante o painel, Vander Costa também apresentou a Estação do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte que funcionará como um espaço de articulação técnica e institucional voltado à COP30. Segundo ele, o ambiente será uma plataforma para posicionar o transporte como protagonista na construção de uma mobilidade sustentável no Brasil. O debate reuniu lideranças políticas e empresariais de destaque, como Mauro Mendes (governador do Mato Grosso), Clécio Luís (governador do Amapá), Radamés Casseb (Aegea) e Rachel Maia (Vale), sob a mediação do jornalista Leonardo Attuch. Sobre o evento Realizado entre os dias 9 e 12 de outubro, o Fórum Esfera Internacional – Belém 2025 reuniu ministros de Estado, governadores e representantes de grandes empresas para debater o desenvolvimento sustentável do Brasil, com foco na COP30. Entre os participantes, estiveram Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Celso Sabino (Turismo) e Ricardo Lewandowski (Justiça), além de Helder Barbalho (governador do Pará), anfitrião do encontro. Por Agência CNT Transporte Atual

Presidente da FETRANSUL participa do programa Pampa Debates

O presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, participou nesta quinta-feira (10) do programa Pampa Debates, apresentado por Paulo Sérgio Pinto. A edição contou ainda com a presença dos deputados estaduais Marcus Vinícius e Joel Wilhelm, do Procurador de Justiça do MPRS, Eduardo de Lima Veiga, e dos advogados Cláudio Lamachia e Marcelo Della Giustina. Durante sua participação, Cardoso destacou os desafios enfrentados pelo setor de transporte no Brasil e na Europa. Ele ressaltou que o Brasil depende cerca de 65% do transporte rodoviário, enquanto na Espanha esse índice chega a 92%, evidenciando a importância estratégica do modal para o desenvolvimento econômico. O presidente também abordou a inconstitucionalidade da Lei do Motorista, o piso mínimo de frete e a nova fiscalização eletrônica da ANTT, que entrou em vigor no último dia 6 de outubro. Ao final, Cardoso convidou o público a participar do evento promovido pela FETRANSUL e seus sindicatos filiados, que contará com a participação virtual do diretor da ANTT, José Aires Amaral Filho, abordando o tema “Fiscalização do Piso Mínimo de Frete, RNTRC, Vale-Pedágio e Seguro Obrigatório”. O encontro ocorre na sede do Setcergs, em formato presencial e virtual hoje às 15h Ele também destacou a inauguração da nova unidade do SEST SENAT de Ijuí, marcada para o dia 16 de outubro, e convidou todos a prestigiarem o momento. Confira o programa completo: https://www.youtube.com/watch?v=WoqgOzQBxLs Assista ao recorte da FETRANSUL no Pampa Debates: https://drive.google.com/file/d/1YJw4C-bzwteY4ErwwAhZvK6nfwWqn2ym/view

Câmara aprova acordo internacional sobre transporte de cargas

Texto ainda será analisado pelo Senado A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (9), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 655/25, que contém a Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR. O texto, relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP), seguirá para análise do Senado. O Brasil mantém acordos internacionais com diversos países e entidades, e, pela Constituição, esses instrumentos devem ser aprovados pelo Congresso Nacional. TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é um sistema de trânsito de cargas baseado em convenção da Organização das Nações Unidas (assinada em 1949 e atualizada em 1975), implementado em âmbito global como parceria público-privada. O acordo abrange quase 80 países. Os titulares de Cadernetas TIR são os transportadores que podem desenvolver as atividades sob regime aduaneiro que facilita, a veículos com determinados selos alfandegários, a circulação entre os diferentes países. O benefício exige aprovação de veículos e contêineres, sistema de garantia internacional, o uso de Cadernetas TIR, o reconhecimento recíproco dos controles aduaneiros e o acesso controlado ao sistema TIR. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Sistema Transporte fortalece presença do setor na COP30 com participação confirmada nas Blue e Green Zones

A instituição promoverá quatro painéis na área oficial da ONU durante a Conferência do Clima, em Belém O Sistema Transporte tem participação confirmada na programação da área oficial da COP30, em Belém (PA), que acontece em novembro. A Entidade promoverá quatro painéis – três na Blue Zone e um na Green Zone – selecionados pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e divulgados pelo órgão federal. Os temas dos painéis contemplam eixos importantes para o debate sobre descarbonização do setor e aceleração da transição energética no país: “Infraestrutura Resiliente e Adaptação Climática no Transporte”, “Pactos Multiníveis e Descarbonização do Transporte”, “Múltiplas Soluções para a Descarbonização do Transporte” – apresentados no pavilhão Azul; e o painel “Financiamento Verde e Políticas Econômicas para o Transporte Sustentável”, que integra a programação do pavilhão Verde. “A presença ativa do Sistema Transporte na COP30 é resultado de um trabalho contínuo que fazemos desde a COP27, para colocar o transporte no foco do debate, pois sabemos do potencial do setor para a aceleração da transição energética no país”, pontua Vander Costa, presidente do Sistema Transporte. A Instituição tem uma longa trajetória em iniciativas que promovem práticas sustentáveis, com programas como o Despoluir, que completou 18 anos em 2025. “Os painéis que apresentaremos na área oficial representam uma oportunidade valiosa para amplificar nossas propostas e somar forças a integrantes de governos e das empresas para o desenvolvimento sustentável”, completa o executivo. Com sólida participação nas Blue e Green Zones, o Sistema Transporte reafirma o setor como parte essencial da solução na descarbonização e com capacidade para impulsionar a inovação, atrair investimentos e promover uma transição energética justa e eficaz alinhada às metas climáticas globais. Setor que movimenta o Brasil A transversalidade do setor, cujas atividades interagem com toda a cadeia produtiva e das quais dependem a agricultura, a indústria e o comércio, o posiciona como um vetor fundamental para a transição energética e para o desenvolvimento sustentável no Brasil, trazendo também desafios, como a redução das emissões de GEE (gases de efeito estufa) em todos os modais — rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. Entre as soluções, o Sistema Transporte defende iniciativas integradas que compreendam mudanças estruturais, como a multimodalidade e a renovação da frota; inovações com o desenvolvimento de novas tecnologias e biocombustíveis; além do fomento da transformação comportamental por meio de conscientização e capacitação dos profissionais do setor – desde motoristas até a alta gestão das empresas. Dessa forma, o Sistema Transporte chega à COP30 como um importante articulador e mobilizador multissetorial capaz de contribuir ativamente para a transição energética e a descarbonização no Brasil. A seguir, confira os painéis do Sistema Transporte na área oficial da COP30: “Infraestrutura Resiliente e Adaptação Climática” 10/11 – Pavilhão Azul | Eixo 2 – Adaptação aos efeitos da emergência climática O painel propõe o debate sobre como preparar rodovias, portos, ferrovias e hidrovias para o enfrentamento dos impactos em eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e deslizamentos, garantindo a segurança da população, a continuidade operacional e da logística nacional. Serão apresentadas experiências de medidas de adaptação já em curso, como a inclusão de cláusulas de sustentabilidade em contratos de concessão, a implementação de infraestruturas resilientes, além de aprendizados recentes a partir de situações que causaram impactos severos no Brasil. O objetivo é avaliar estratégias para adaptar a infraestrutura de transporte às mudanças climáticas a partir de políticas nacionais, planos regionais e inovações do setor privado, como infraestrutura verde, sistemas de alerta, digital twins e investimentos, além de discutir sobre a Portaria MT nº 622/2024, do Ministério dos Transportes, que destina recursos de concessões rodoviárias à adaptação. Financiamento Verde e Políticas Econômicas para o Transporte Sustentável 14/11 – Pavilhão Verde | Eixo 3 – Financiamento climático O painel propõe o debate sobre como o Brasil pode promover o desenvolvimento sustentável do setor por meio de políticas fiscais, tributárias, creditícias, regulatórias e financeiras que incentivem investimentos públicos e privados em iniciativas sustentáveis, considerando meios de acesso das empresas de transporte a linhas de financiamento, crédito, debêntures, green bonds, títulos verdes soberanos, entre outros.  O objetivo é identificar caminhos para fortalecer o arcabouço de financiamento climático no transporte, alinhados à NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) do Brasil, à Taxonomia Sustentável e ao Plano Clima, com foco em escalabilidade, inclusão e cooperação entre governos, bancos de desenvolvimento e setor privado. O painel também buscará destacar como os instrumentos financeiros internacionais podem ser acessados por empresas do setor. Pactos Multiníveis para a Descarbonização do Transporte 14/11 – Pavilhão Azul | Eixo 4 – Governança climática participativa e multinível O painel discutirá como diferentes arranjos e estratégias institucionais podem cocriar compromissos de descarbonização junto aos setores público e privado, fortalecendo a governança climática participativa no transporte. Serão debatidas experiências nacionais de pactos climáticos, a integração com o Plano Clima, Taxonomia Sustentável e a NDC brasileira, além dos desafios para garantir transparência, monitoramento e inclusão de todos os atores.  A atividade visa mostrar como iniciativas multilaterais (Programa Despoluir, Hub de Biocombustíveis e Elétricos e Coalizão do Transporte pela Descarbonização, Aliança pelo Transporte Sustentável Resiliente e Integrado na Amazônia), além de estudos e diagnósticos setoriais (Inventário de Emissões e Pesquisa de Perfil Empresarial), podem estruturar, em alinhamento com as metas nacionais e globais, compromissos conjuntos de descarbonização do transporte e transformar esses pactos em ações que fortaleçam a resiliência, a competitividade e a justiça climática no setor. Múltiplas Soluções para a Descarbonização do Transporte 15/11 – Pavilhão Azul | Eixo 1 – Mitigação de emissões de GEE O painel apresentará as diversas possibilidades de soluções para reduzir as emissões do setor de transporte, destacando projetos já em curso e novas tecnologias para diferentes modais. Serão discutidos desafios e experiências na adoção de combustíveis alternativos, como o SAF, o diesel verde, o biometano e o etanol, além do hidrogênio de baixo carbono e da eletrificação, ressaltando o papel do Brasil como líder global em biocombustíveis e inovação logística.  Será uma oportunidade para aprofundar o debate sobre o papel dessas tecnologias para acelerar a redução de emissões em alinhamento às metas da NDC do Brasil e à Lei nº 14.993/2024 (Combustível

3º Fórum Varanda da Amazônia: Sistema Transporte e o legado da COP30 em foco

Diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, apresentou as pautas do setor e como ele é interlocutor estratégico da transição energética no Brasil Belém (PA) foi palco, nos dias 7 e 8 de outubro, de um encontro estratégico para o futuro da região: a terceira edição do Fórum Varanda da Amazônia. Idealizado pela cantora Fafá de Belém, o evento reuniu mais de 50 especialistas, gestores públicos, artistas e acadêmicos para discutir caminhos que conciliem preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico sustentável na Amazônia. O Sistema Transporte foi representado pela diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa, que participou da plenária de encerramento com o tema “Belém e Amazônia Pós-COP30: Como Transformar Visibilidade em Ação”. O painel, moderado pela jornalista Cristina Serra, contou também com a presença de André Facó (Águas do Pará), Lavinia de Hollanda (Copa Energia), Marcello Brito (Consórcio Amazônia Legal) e José Alves (Banco do Brasil). O debate propôs refletir sobre como transformar a visibilidade de um evento histórico como a COP30 em avanços reais para o território e as suas populações, fortalecendo o orgulho amazônico e garantindo um novo posicionamento global para a região. Sistema Transporte em destaque Em sua fala, Eliana Costa ressaltou que a COP30 representa uma oportunidade única para o setor de transporte ir além da adaptação e assumir protagonismo na transição para uma economia de baixo carbono. Segundo ela, o evento em Belém pode consolidar um legado de avanços reais para a Amazônia e o Brasil, com o transporte atuando como agente central na descarbonização. “É uma oportunidade única de nós, como Sistema, mostrarmos nosso trabalho, que vem sendo feito ao longo de anos para melhorar, porque nós somos o transporte, nós somos um setor essencial ao país e nós transportamos desenvolvimento”, destacou. Debates estratégicos Durante o painel, André Facó, diretor-presidente da Águas do Pará, concessionária responsável pelos serviços de água, coleta e tratamento de esgoto no estado, destacou que a COP vai além das discussões e deve deixar legados de longo prazo. “Temos que tirar da invisibilidade o que é essencial. Aqui, no Pará, temos, por exemplo, dois milhões de paraenses que não têm acesso à água potável”, enfatizou. O líder da ação estratégica COP30 no Banco do Brasil, José Alves, complementou lembrando que o país já possui muitas soluções a apresentar ao mundo. “Possuímos muitas soluções completas, mas, primeiramente, precisamos conhecer e trazer para o centro das discussões as comunidades originárias, por exemplo. Elas têm muito o que nos ensinar e conhecem muito bem as reais necessidades locais.” Para Lavínia Hollanda, diretora da Copa Energia, o legado da COP30 é claro. “É um chamado à ação coletivo, com parcerias e cooperação entre todos os setores, público e privado. Porém, precisamos entender qual a realidade dessa região, a região Norte, que tanto se fala agora, mas pouco se conhece”, concluiu. Legado do transporte Ao encerrar sua participação, Eliana Costa reforçou a mensagem central do Sistema Transporte. O setor se consolida como interlocutor estratégico da transição energética no Brasil, promovendo soluções concretas de descarbonização e contribuindo para a formulação de políticas públicas que acelerem esse processo. “A COP30 é vista não apenas como um evento, mas como uma chance para consolidar um legado de conhecimento, parcerias e ações concretas. Esse legado será construído a partir de ações focadas em conhecimento, como fazemos com os nossos cursos em todo o Brasil. Se prepararmos a comunidade de Belém, para trazer e deixar esse legado de forma efetiva, essas pessoas têm que estar qualificadas.” Por Agência CNT Transporte Atual

CNT destaca papel da qualificação e da prevenção na transição justa para o trabalho decente

A participação ocorreu durante o “Seminário Pré-COP30: promovendo trabalho decente e transição justa”, realizado em Brasília pelo MTE A CNT apresentou, nessa quarta-feira (8), as contribuições do Sistema Transporte para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre os trabalhadores, com foco na prevenção, qualificação profissional e promoção de empregos verdes. A participação ocorreu durante o “Seminário Pré-COP30: promovendo trabalho decente e transição justa”, realizado em Brasília pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). O evento reuniu representantes do setor produtivo, do governo, de centrais sindicais e de organismos internacionais com o objetivo de debater políticas públicas voltadas à transição justa e ao fortalecimento do trabalho decente diante das mudanças climáticas. Durante o painel “Proteção Social, Estresse Térmico e Saúde e Segurança do Trabalho”, o gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Melo, fez um alerta sobre os riscos da exposição prolongada ao calor extremo, especialmente para os profissionais do transporte. “Pagar pelo perigo não reduz o perigo. Pagar pela insalubridade não afasta os trabalhadores dos agentes nocivos”, afirmou ao avaliar a prática de compensações financeiras sem a implementação de medidas efetivas de proteção. Melo ressaltou que o Brasil tem uma das regulamentações mais avançadas do G20 sobre exposição ao calor – a exemplo do Anexo 3 da NR-9 (Norma Regulamentadora nº 9) – e defendeu que esse marco seja valorizado e continuamente aprimorado. Ele lembrou que o setor de transporte, que reúne cerca de 190 mil empresas e emprega 2,8 milhões de trabalhadores, está diretamente exposto aos efeitos do estresse térmico e depende de políticas públicas que incentivem a adaptação tecnológica e a prevenção. Descarbonização e qualificação como pilares da transição Outros pontos abordados foram a descarbonização da frota rodoviária e o reequilíbrio da matriz de transporte. O gerente destacou que, embora o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tenha destinado R$ 10 bilhões para a compra de ônibus elétricos, o custo elevado e a falta de infraestrutura ainda representam obstáculos à expansão do modelo. Melo defendeu o uso de alternativas como o diesel verde e o biometano, que reduzem o impacto ambiental sem exigir grandes adaptações na infraestrutura. A qualificação e requalificação profissional também foram tratadas como prioridades. O Sistema Transporte, por meio do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e do ITL (Instituto de Transporte e Logística), já oferece cursos voltados à saúde e à segurança do trabalhador, além de capacitações técnicas para gestores a fim de promover o trabalho decente. “A transição justa não é apenas sobre tecnologia. Ela é, antes de tudo, sobre pessoas”, reforçou Melo. Participação institucional  O evento também abordou a inclusão de migrantes e grupos vulneráveis na nova economia. Com cerca de 1,5 milhão de migrantes no Brasil e apenas 230 mil em empregos formais, os chamados empregos verdes foram apontados como oportunidade de integração e dignidade. Ao final do Seminário, os participantes ressaltaram que o enfrentamento das mudanças climáticas exige diálogo, técnica e solidariedade entre os diversos setores da sociedade. A CNT destacou que o Sistema Transporte estará presente na COP30, por meio da da Estação do Desenvolvimento – espaço temático que será instalado em Belém (PA), durante a Conferência, voltado à apresentação de iniciativas para uma transição justa. A Estação funcionará como ambiente de articulação entre governo, setor produtivo, trabalhadores e sociedade civil, reunindo experiências, tecnologias e políticas públicas que promovam trabalho decente, proteção social e geração de empregos verdes em resposta à crise climática. A programação do Seminário Pré-COP30 contou com quatro painéis temáticos ao longo do dia, abordando transição justa, proteção social, saúde e segurança no trabalho, formação profissional e criação de empregos verdes. A abertura oficial teve a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; do diretor da OIT Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro; da diretora executiva da COP30, Ana Toni; do campeão climático de alto nível da COP30, Dan Ioschpe; e do enviado especial da Presidência da COP30 para os sindicatos, Clemente Ganz Lúcio.  Veja aqui como foi o Seminário. Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema Transporte destaca ações de qualificação de mão de obra na logística na Semana ESG da Abralog

Iniciativas do SEST SENAT e do ITL ampliam a qualificação e fortalecem a empregabilidade no transporte A falta de motoristas qualificados e a necessidade de ampliar a inclusão no setor de transporte foram temas centrais da participação do Sistema Transporte na 3ª Semana ESG da Abralog (Associação Brasileira de Logística), realizada nos dias 7 e 8 de outubro, em São Paulo (SP). Durante o painel “Escassez de Mão de Obra na Logística – Quem Vai Movimentar o Futuro?”, a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa, apresentou dados que evidenciam o desafio do setor: mais de 56 mil vagas abertas para motoristas profissionais em todo o país. Ela destacou que o Sistema Transporte, por meio do SEST SENAT, atua de forma decisiva para enfrentar esse cenário, com programas voltados à formação, valorização e permanência dos trabalhadores no transporte. Entre as iniciativas, o Mais Motoristas se destaca por facilitar a mudança de categoria da CNH, tendo entregado mais de 12 mil habilitações no último edital. Eliana ressaltou também o avanço da participação feminina, com 5.300 mulheres inscritas, demonstrando um movimento crescente de inclusão no setor. O programa está em nova fase, voltada a pessoas jurídicas, com 42 mil vagas solicitadas e 14 mil já disponibilizadas nas duas primeiras chamadas, em um investimento de cerca de R$ 50 milhões. Ela citou ainda outras ações estratégicas, como a Escola de Motoristas Profissionais, voltada à capacitação de condutores já habilitados, o Programa Motorista Série A, que valoriza os mais experientes, e o Emprega Transporte, que gera oportunidades e promove qualificação em todo o país. Dentro desse programa, as Feiras de Empregabilidade têm se destacado como ponto de conexão entre empresas e profissionais – neste ano, 24 edições reuniram 441 empresas, mais de 12 mil inscritos e 8 mil vagas de emprego. “Transportamos diariamente cerca de oito milhões de pessoas entre cidades. Essa operação exige mão de obra qualificada em todos os modais, e essa qualificação ainda é um grande desafio”, afirmou Eliana. Ela também apresentou o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT, que busca aumentar a competitividade do setor e oferecer formação de alta performance acadêmica e profissional. O painel contou ainda com a participação de Andréa Simões (Log-In), Ramon Alcaraz (JSL) e Rogério Rodrigues (Martin Brower), sob mediação de Alessandro Dessimoni (Abralog). Transição energética Outro momento de destaque do evento foi o painel “O Custo de Não Mudar – Lições da Transição Energética na Logística”, que contou com a participação da analista de ESG do SEST SENAT Larissa Machado. O debate discutiu os impactos da inação, os desafios regulatórios e a pressão do mercado para a adoção de práticas sustentáveis, além de abordar o papel da inovação e da tecnologia e os caminhos colaborativos para viabilizar a transição energética no transporte. “O Sistema Transporte vem atuando para posicionar o setor como protagonista da transição para uma economia de baixo carbono e busca contribuir, tecnicamente e institucionalmente, para que as políticas públicas e os normativos brasileiros incentivem a transição e não criem barreiras ao setor”, afirmou Larissa. Também participaram do painel Vanessa Reiter Pilz (Reiter Log), Rodrigo Brito (Mercado Livre) e Beto Zampini (Imediato Nexway), sob a moderação de Pedro Moreira, presidente da Abralog. Sobre o evento Em sua terceira edição, a Semana ESG da Abralog (Associação Brasileira de Logística) é um dos principais fóruns nacionais sobre sustentabilidade, inovação e responsabilidade social na logística.  Realizada sob o tema “Logística pela Vida: conectando clima, inovação e desenvolvimento sustentável”, a iniciativa reuniu especialistas, executivos e lideranças do setor para discutir os desafios e oportunidades da transição para uma economia mais sustentável. A programação incluiu painéis temáticos, palestras magnas, apresentações de cases e visitas técnicas a empresas reconhecidas por boas práticas de ESG, como Suzano, Ypê e Ambev. Por Agência CNT Transporte Atual