SEST SENAT abre inscrições para cursos técnicos a distância de Segurança do Trabalho e de Logística

Candidatos podem se inscrever gratuitamente até 8 de janeiro para capacitação oferecida em 7 polos de apoio educacional Estão abertas, até 8 de janeiro de 2024, as inscrições para as novas turmas dos cursos técnicos a distância de Segurança do Trabalho e de Logística. As capacitações são gratuitas para profissionais do setor de transporte e serão ministradas de maneira híbrida, sendo 20% de encontros presenciais e 80% online, pela plataforma de educação a distância do SEST SENAT. O início das aulas está previsto para 29 de janeiro de 2024. Os encontros presenciais são realizados em polos de apoio educacional em sete Unidades Operacionais do SEST SENAT: Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Deodoro (RJ), Manaus (AM), Simões Filho (BA), São Mateus (ES) e Parque Novo Mundo (SP). O polo de apoio educacional deverá ser escolhido no ato da inscrição. A classificação dos candidatos será definida por sorteio, realizado eletronicamente no dia 12 de janeiro de 2024. A efetivação das matrículas ocorrerá de modo presencial, com a entrega da documentação, entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2024, no polo educacional escolhido no ato da inscrição. A oferta da capacitação busca atender às necessidades da atividade transportadora, qualificando trabalhadores e a sociedade em geral para a melhoria da mão de obra para o setor. Assim, o objetivo do SEST SENAT é contribuir para o aumento da competitividade das empresas, preparando novos profissionais para o mercado de trabalho e colocando o setor em evidência. Acesse o edital e plataforma de inscrições Formações progressivas O grande diferencial dos cursos técnicos do SEST SENAT é que os alunos saem com uma certificação de qualificação profissional antes da finalização do curso. Dessa maneira, antes de completar a formação, já é possível conquistar titulações que vão ajudar o profissional a comprovar sua competência técnica. Assim, os cursos têm o objetivo de promover a formação integral dos alunos, para que desenvolvam as competências necessárias e estejam preparados para o atual mercado de trabalho. Conheça, a seguir, um pouco mais sobre os cursos. Logística O curso Técnico em Logística foi pensado para atender às demandas de um mercado em grande expansão no Brasil, caracterizado pela alta de estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas, organismos direcionados às atividades de gestão do sistema governamental, além de empresas dos setores de transporte, tecnologia, construção civil e serviços. O curso tem o objetivo de formar profissionais com competência para aplicar os principais procedimentos de transporte, armazenamento e logística. Ao final da capacitação, o profissional técnico em Logística estará apto a executar, controlar e colaborar para o planejamento dos processos e das operações logísticas, atendendo a suprimentos, produção e distribuição de bens e serviços em conformidade com as normas de saúde, higiene, meio ambiente, segurança e legislação vigente. As inscrições estão disponíveis nesta página Segurança do Trabalho O curso Técnico em Segurança do Trabalho busca formar mão de obra qualificada para os diversos setores produtivos, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de uma cultura preventiva de segurança e saúde no ambiente laboral. A segurança e a saúde do trabalho caracterizam-se pela adoção de estratégias que auxiliem os trabalhadores a desenvolverem atitudes conscientes e cuidadosas na realização de suas atividades. Isso ocorre por meio da disseminação de valores ligados à segurança para integrá-los à qualidade do trabalho e do meio ambiente, ao processo produtivo e ao controle de custos das empresas. Dessa maneira, os profissionais técnicos formados pelo SEST SENAT vão ter competência para atuarem em ações de prevenção nas mais diversas empresas, com o auxílio de métodos de identificação, avaliação e medidas de controle de riscos ambientais, de acordo com normas regulamentadoras e princípios de higiene e saúde. As inscrições estão disponíveis nesta página Por Agência CNT Transporte Atual

Congresso Nacional promulga a reforma tributária

Solenidade foi realizada nesta quarta-feira (20/12) e contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa Convidado pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, participou nesta quarta-feira (20/12) da sessão solene que promulgou a reforma tributária (Emenda Constitucional nº 132 de 2023). A solenidade contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; do presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira; do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, além de centenas de parlamentares. O Sistema Transporte participou, desde o início da tramitação da matéria, defendendo os interesses do setor. Foram feitas reuniões com parlamentares, participações em audiências públicas, bem como um trabalho de sensibilização sobre o impacto da proposta no transporte brasileiro. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o texto final da reforma tributária. Sob a condução do presidente Arthur Lira (PP-AL), os parlamentares votaram o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O que acontece agora? Com a promulgação, o trabalho da CNT continuará na fase de regulamentação da EC nº 132/2023, o que deverá ocorrer com leis complementares. O objetivo é assegurar uma reforma ampla, que traga justiça, neutralidade e simplicidade ao sistema tributário nacional, sem aumento da atual carga tributária global e setorial. Vale lembrar que a reforma tributária estabelece um período de transição de 49 anos, portanto os dispositivos começarão a vigorar gradativamente. O objetivo é permitir que estados e municípios se adéquem para compensar quedas de arrecadação e ajustar as receitas à nova regra de cobrança dos tributos. Como o transporte foi contemplado na reforma A maior parte dos avanços garantidos para o setor transportador foi mantida no texto. Apenas dois pontos ficaram de fora: a exclusão do trecho que tratava sobre o regime para investimento em infraestrutura do transporte, o que pode causar aumento da carga tributária; e a retirada do setor aéreo do regime específico, incluído pelos senadores. Redução de alíquota em 60% e possibilidade de isenção total de alíquota para o setor de transporte: válidas para o transporte coletivo público de passageiros rodoviário e metroferroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual. Manutenção da sistemática do Simples: haverá recolhimento de IBS e de CBS de forma opcional, garantindo o repasse de crédito na proposição do montante recolhido. Garantia de isenção do IPVA para embarcações e aeronaves: exclusiva para pessoas jurídicas que detenham outorga para prestar serviços de transporte aquaviário e para aeronaves agrícolas e de operador certificado para prestar serviços aéreos a terceiros. Concessão de crédito ao contribuinte adquirente de serviços de transportador autônomo: válida para pessoas físicas que não sejam contribuintes do imposto, nos termos da respectiva lei complementar. Garantia do crédito na compra do combustível: importante para o setor, já que se trata do insumo mais consumido. IVA dual: mantém-se a unificação de cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em apenas três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. Regime diferenciado para parte do setor: mantido para evitar a oneração das empresas e dos usuários dos serviços. Financiamento do transporte público: autorização para a utilização da Cide-Combustível no pagamento de subsídios a tarifas de transporte público coletivo de passageiros. Por Agência CNT Transporte Atual

Representantes da Prefeitura de Cachoeira do Sul reúnem-se com o Presidente do Conselho Regional do SEST SENAT

Na manhã de hoje (20), o presidente do Sistema Fetransul e do Conselho Regional do SEST SENAT, Afrânio Kieling, recebeu na sede da entidade, a Prefeita de Cachoeira do Sul, Angela Schuh que esteve acompanhada do Procurador-Geral do Município, Helio Garcia Júnior e da Secretária de Educação, Solanje Louzada. Durante a reunião a Prefeita agradeceu a instalação da unidade do SEST SENAT no município que, em 2024 estará em funcionamento. Pedro Lopes, presidente de honra da ABTC e idealizador da unidade em Cachoeira do Sul, participou da reunião e juntamente com os representantes da prefeitura, se colocou à disposição para trabalhar no fomento e divulgação dos serviços que o SEST SENAT, em breve oferecerá aos trabalhadores do transporte e comunidade cachoeirense. O investimento nesta obra foi de aproximadamente 20 milhões em estrutura física e equipamentos, incluindo um simulador de direção de última geração. Sobre a unidade:Abrigará um centro de formação profissional com 03 salas com cursos e treinamentos; cabine com simulador de direção para treinamento de motoristas de ônibus, de caminhão e van, e laboratório de informática, contando também com centro de promoção social, que ofertará serviços de odontologia, fisioterapia, psicologia e nutrição, além de um espaço multiuso para a realização de eventos. Terá uma capacidade instalada para até 53.000 atendimentos de treinamento e de saúde por ano, gerando até 35 empregos diretos.

CNT integra Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Comissão visa trabalhar em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas e na conservação e proteção do planeta, valores compartilhados pelo Sistema Transporte A partir desta terça-feira (19), a CNT (Confederação Nacional do Transporte) passa a ter dois assentos na Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS). A indicação foi publicada, nessa segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, por meio de portaria da Secretaria- Geral da Presidência da República.  A presidência da Comissão será exercida pelo ministro-chefe da Secretaria- Geral da Presidência da República, e a CNT atuará como órgão de assessoramento técnico. Tomaram posse, pela Confederação, como membros da Comissão, a gerente executiva Ambiental, Erica Marcos, e o gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica, João Guilherme. A CNODS também é composta por representantes de órgãos de governo federal, de governos subnacionais, sociedade civil e do setor privado, todos também empossados hoje. O grupo é assessorado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e estará reunido até esta quarta-feira (20), para pactuar os instrumentos e as condições necessárias para a abertura dos trabalhos da Comissão, além de criar o ambiente para uma mobilização nacional sobre a implementação da Agenda 2030. A Agenda 2030 é um compromisso global, construído por 193 estados-membros da ONU, expresso na Resolução 70 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Essa agenda estabelece um horizonte do modelo sustentável que deve abarcar dimensões econômica, social e ambiental.  Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são parte da referida Agenda 2030 e expressam, a partir de metas e indicadores, caminhos focados na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na conservação e proteção do planeta, valores compartilhados pelo Sistema Transporte. Como desdobramentos, a Comissão, nos próximos três anos do governo, implantará e monitorará medidas que levam à redução dos gases de efeito estufa (GEE). Também fazem parte das metas a serem alcançadas equidade, inclusão e combate à pobreza. A expectativa é de que os Objetivos cheguem aos diferentes territórios brasileiros, considerando as demandas locais, processo chamado de territorialização dos ODS. Por Agência CNT Transporte Atual

Aberto o período para a Revalidação Ordinária do RNTRC

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) está realizando a Revalidação Ordinária do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). A atualização dos dados cadastrais é obrigatória para TAC (Transportador Autônomo de Cargas), ETC (Empresa de Transporte de Cargas) e CTC (Cooperativa de Transporte de Cargas).  A medida é essencial para manter o cadastro atualizado e seguro, conforme estabelecido na Resolução ANTT nº 5.982, de 23 de junho de 2022. Além da atualização dos dados cadastrais, devem ser revalidadas também as informações dos veículos utilizados por esses condutores, bem como feitas as adequações dos requisitos para inscrição e manutenção dos respectivos registros.  O não cumprimento das obrigações de Revalidação Ordinária pode resultar na suspensão do RNTRC e na aplicação de multas. Acesse o cronograma da Revalidação Ordinária Por Agência CNT Transporte Atual

CNT divulga tabela de contribuição sindical de 2024

A contribuição sindical está prevista no artigo 149 da Constituição Federal de 1988 e nos artigos 578 a 591 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Possui natureza tributária e é facultativamente recolhida pelos empregadores, no mês de janeiro, e pelos transportadores autônomos, no mês de fevereiro de cada ano. A contribuição sindical, anteriormente denominada de imposto sindical, é essencial para o funcionamento e a manutenção da autonomia das entidades na defesa dos interesses do setor transportador junto às esferas de Poder. Por previsão legal, os valores arrecadados a título de contribuição sindical serão divididos entre o sindicato que representa a categoria (60%), a Conta Especial Emprego e Salário (CEES) do Ministério do Trabalho (20%), a Federação Estadual (15%) e a Confederação (5%). Acesse o documento Por Agência CNT Transporte Atual

Aumento do ICMS: governo do RS retira projeto que elevava imposto após resistência dos deputados

Em anúncio, governador disse que plano B, decretado no fim de semana com medidas retirando benefícios fiscais, será posto em prática. O governador do RS, Eduardo Leite, anunciou na noite de segunda-feira (18) a retirada do projeto de lei que aumentava a cobrança do Imposto sobre Circulação de Comércio e Serviços (ICMS), que seria votado na terça (19), na Assembleia Legislativa do RS, em Porto Alegre. Veja pronunciamento completo acima. “A gente chega as vésperas da votação com a manifestação de muitos parlamentares de não desejarem avançar com a proposta. Nós respeitamos essa percepção, portanto estamos encaminhando a retirada e vamos dar sequência ao plano alternativo que temos pra garantir as receitas do estado”, disse Leite. O plano alternativo são decretos, publicados no último sábado sábado (16), com cortes e alterações em benefícios fiscais, que atingem setores produtivos e também impactam na cesta básica. Como afirmou o governo ao apresentar os decretos, são medidas que seriam adotadas caso o projeto de aumento da alíquota do ICMS não fosse aprovado. O pacote define as seguintes medidas: Cortes nos incentivos fiscais concedidos a 64 setores produtivos gaúchos; Isenção ou redução de base de cálculo do ICMS condicionada a depósito de 10% a 40% do montante do benefício em um fundo estadual; Tributação de impostos dos produtos da cesta básica, que atualmente são isentos ou com até 7% de ICMS. Com a medida, todos os itens passarão a ter cobrança de 12%. Outra medida passará a exigir 100% de comprovação das compras de matéria-prima feita por empresas do RS. Isso para que o empreendedor se beneficie da alíquota menor de ICMS. Atualmente, os empresários só precisam apresentar a comprovação de 15% das compras. As medidas passam a valer em abril de 2024. Sem consenso no legislativo A segunda-feira (18), antes do anúncio do governador, foi marcada por negociações na base governista que, em tese, tem 32 votos. O Progressistas reuniu os sete deputados a porta fechadas. Mesmo sendo aliados do governo, quatro parlamentares resistem em votar a favor do aumento da alíquota, entre eles o líder da bancada, Guilherme Pasin. “Para mim, aumento de imposto nunca foi e nunca será solução para os problemas que o estado tem, acredito muito no aumento da base de arrecadação e não em colocar peso maior nas costas dos que já pagam”, afirma. A oposição também se declarou contra o projeto. “A bancada PT e PCdoB já tem posição firmada, nós votaremos contra o aumento do ICMS”, disse o deputado petista Miguel Rosseto, na segunda, antes do anúncio da suspensão. O PL, que também é de oposição e tem cinco deputados, pediu à Comissão de Constituição e Justiça para sustar os decretos. A justificativa é que reduzir em até 40% os incentivos fiscais vai prejudicar o setor produtivo e pode gerar desemprego. Além dos deputados, uma intensa mobilização se formou entre as entidades que representam os setores produtivos. A Fiergs, que representa as indústrias, pediu o adiamento da votação e a anulação dos decretos que reduzem os incentivos fiscais. E o Rodrigo Sousa Costa, presidente da Federasul, representante das entidades empresariais do estado, também criticou a medida. “Nós entendemos que esses decretos foram uma verdadeira violência contra todo o povo gaúcho, não apenas porque vão extinguir empresas, e com elas os empregos, mas porque elevam o custo da cesta básica de todas as famílias do Rio Grande do Sul”, afirma. PL do ICMS O projeto de aumento do ICMS foi apresentado em 16 de novembro. A proposta não atingiria preços do gás e dos combustíveis, como gasolina e diesel. A proposta de Leite contraria uma das suas propostas de campanha, que previa não só que impostos não aumentariam, mas que eles seriam reduzidos. Para a lei vigorar em 2024, o PL precisaria ser aprovado pela Assembleia Legislativa (a aprovação depende do apoio da maioria simples entre os 55 parlamentares) e ser sancionado pelo governador até o dia 31 de dezembro deste ano. Leite diz que, se mantivesse o ICMS em 17% durante o período de transição de governos, o Estado vai perder com a reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional, nos próximos anos. “A redução do ICMS aprovada em 2022 pelo Congresso Nacional derrubou as alíquotas de combustíveis, energia e comunicação de forma artificial, unilateral e forçada”, disse Leite, alegando que o Governo Federal compensou os estados apenas pelas perdas do ano passado. Além disso, ele explicou que ter uma alíquota baixa de ICMS vai reduzir os valores que a União terá de compensar nos próximos anos. No caso do Rio Grande do Sul, a perda seria de R$ 4 bilhões anuais. Por Jonas Campos, Janaína Lopes, RBS TV Foto: Mauricio Tonetto / Secom / Divulgação / CP

Câmara aprova PEC da reforma tributária com benefícios para o transporte

Com o trabalho da CNT, o texto validado pelos deputados foi praticamente igual ao aprovado pelos senadores, com garantias para o setor transportador Sob a liderança do presidente Arthur Lira (PP/AL), a Câmara dos Deputados aprovou o texto da reforma tributária nessa sexta-feira (15). O parlamentar anunciou, na noite de quinta-feira (14), que colocaria o substitutivo em votação de maneira virtual. A análise, portanto, não ocorreu com todos os deputados em Plenário, como da última vez. Orientados pelas bancadas, os parlamentares apenas deram seu voto pelo aplicativo, dizendo se concordavam ou não com o texto posto em votação. Transporte segue contemplado, mas com mudanças A maior parte dos avanços garantidos para o setor transportador foi mantida no texto. Apesar disso, o parecer do relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), suprimiu dois pontos da proposta proveniente do Senado. As perdas tratam de conquistas resultantes do trabalho de convencimento e corpo a corpo com parlamentares, atividade conduzida pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), por sindicatos e por associações do transporte. Confira, a seguir, o que mudou: Regime para investimento em infraestrutura do transporte: sem o trecho, é provável haver aumento da carga tributária, especialmente, para quem opera no crédito presumido, pois mudará a sistemática e fará com que incida PIS/Cofins e contribuições sociais, além do Imposto de Renda. Exclusão do setor aéreo do regime específico: embora todos os outros modais tenham sido contemplados, o relator suprimiu o transporte aéreo. Em ambos os casos, a CNT conversou com parlamentares durante a votação, para tentar realizar a apreciação de destaques em separado ao texto final, como forma de alterar o conteúdo aprovado pelo Plenário. Infelizmente, não houve consenso; e o pedido acabou negado nas duas situações. O que ainda se manteve na reforma tributária Redução de alíquota em 60% e possibilidade de isenção total de alíquota para o setor de transporte: válidas para o transporte coletivo público de passageiros rodoviário e metroferroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual. Manutenção da sistemática do Simples: haverá o recolhimento do IBS e do CBS de forma opcional, garantindo o repasse de crédito na proposição do montante recolhido. Garantia de isenção do IPVA para embarcações e aeronaves: exclusiva para pessoas jurídicas que detenham outorga para prestar serviços de transporte aquaviário e para aeronaves agrícolas e de operador certificado para prestar serviços aéreos a terceiros. Concessão de crédito ao contribuinte adquirente de serviços de transportador autônomo: válida para pessoas físicas que não sejam contribuintes do imposto, nos termos da respectiva lei complementar. Garantia do crédito na compra do combustível: importante para o setor, já que se trata do insumo mais consumido. IVA Dual: mantém-se a unificação de cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em apenas três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. Regime diferenciado para parte do setor: mantido para evitar a oneração das empresas e dos usuários dos serviços. Financiamento do transporte público: Autorização para a utilização da CIDE-Combustível no pagamento de subsídios a tarifas de transporte público coletivo de passageiros. A gerente executiva do Poder Legislativo, da CNT, Andrea Cavalcanti, avalia que o setor transportador tem o que comemorar, apesar dos impactos. “É fato que nenhum texto vai atender a todas as necessidades do transporte brasileiro, mas esse que foi aprovado no Senado e mantido, em sua maior parte, pela Câmara corrigiu algumas distorções, evitando a penalização do setor responsável por mover o Brasil”, celebrou. Cavalcanti lembrou que o trabalho não se extinguirá com essa aprovação. “Mesmo após a promulgação, prevista para ocorrer nesta semana, ainda será necessário trabalhar na elaboração das leis complementares, além de definir as alíquotas e outras questões. A PEC é apenas o primeiro passo, uma forma de garantir constitucionalmente as particularidades do setor transportador. Contudo, temos um longo trabalho para a regulamentação das previsões estabelecidas em nossa Constituição”, analisa a gerente da CNT. Como foi a votação? Lira passou boa parte da quinta-feira (14) reunido com os relatores, senador Eduardo Braga (MDB/AM) e deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), em busca de um consenso para a votação da reforma. O foco era fechar um acordo para evitar mudanças substanciais no texto, o que o obrigaria a remeter o substitutivo para uma nova análise dos senadores. Conforme análise preliminar dos técnicos da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o transporte não seria afetado pelas divergências que emperravam a votação. As polêmicas estavam em trechos incluídos por Braga sobre a manutenção de benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus. Supressão de pontos Em novembro, chegou-se a cogitar o fatiamento da proposta, deixando de fora os pontos mais polêmicos e sem consenso. Mas essa estratégia foi abandonada em prol de um texto mais coeso, para não atrasar os prazos traçados pela equipe econômica do Poder Executivo federal. Alguns trechos divergentes foram apenas suprimidos pelos deputados, sem prejuízo ao texto aprovado no Senado. Isso significa que não existe alteração de sentido nem criação de novos mecanismos. O que acontece agora? Agora, a proposta seguirá para a promulgação do Congresso Nacional. Como já mencionado, o trabalho da CNT continuará na fase de regulamentação da PEC nº 45/2019, o que deverá ocorrer com leis complementares. O objetivo é assegurar uma reforma ampla, que traga justiça, neutralidade e simplicidade ao sistema tributário nacional, sem aumento da atual carga tributária global e setorial. Também está prevista para 2024 a reforma tributária da renda. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT alerta sobre o risco ambiental que novo aumento do percentual de biodiesel pode causar

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) expressa sua grande preocupação com o risco de novo aumento do percentual de biodiesel de base éster ao diesel. A Confederação entende que, para essa decisão, não deve ser considerada apenas a capacidade de produção do insumo no Brasil, mas as consequências desse aumento sobre o funcionamento dos veículos e os impactos econômico, ambiental e de segurança sobre toda a cadeia de transporte e logística do país. Um estudo inédito da UnB (Universidade de Brasília) mostrou que o aumento no percentual de biodiesel a partir de 7% eleva a emissão de CO2 e diminui a potência dos motores, o que gera, por consequência, mais consumo de diesel e impacta a necessidade de maior importação desse combustível, comprometendo a segurança energética nacional. A medida mais equilibrada, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental, já parametrizada há bastante tempo, é a mistura de 7%, adotada na Europa. Diversos países têm aplicado percentuais maiores de HVO (sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado – diesel verde), biocombustível mais evoluído e que não causa problemas mecânicos, em detrimento do uso de biodiesel de base éster. O diesel é o principal insumo do transporte rodoviário, que é responsável pela movimentação de 65% das cargas e 95% dos passageiros no país. O setor, que não pode parar de mover o Brasil devido a problemas com combustível, tem se desdobrado, por meio de ações responsáveis e eficazes, para encontrar soluções ambientais que efetivamente descarbonizem a atividade transportadora. Por Agência CNT Transporte Atual

SETCESP por meio do Vez&voz realizará prêmio que reconhece iniciativas de mulheres no Transporte de Cargas

O movimento Vez&Voz, projeto do SETCESP dedicado a iniciativas que contribuam para o desenvolvimento das mulheres no setor de transporte, vai realizar sua primeira premiação. Assim, reconhece trabalhos e realizações feitas por transportadoras que tenham implementado soluções para ampliação da presença e reconhecimento de mulheres no segmento.   Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e idealizadora do movimento, explica que a premiação visa alavancar essa mensagem em um setor predominantemente masculino. “O prêmio consolida as ações que vêm sendo feitas pelo movimento, na medida em que reconhece as empresas que já contam com iniciativas para aumentar a presença das mulheres no TRC”, diz a executiva. Vale ressaltar ainda que o projeto Vez&Voz tem como proposta transformar as empresas em ambientes mais diversos e inclusivos. “Acreditamos que o reconhecimento é necessário para motivar a empresa e seus colaboradores. Do mesmo modo, ser inspiração para que demais organizações adotem boas práticas em busca da equidade de gênero no nosso setor”, diz Jarrouge. A NTC&Logística é signatária do Movimento. Inscrições Seja como for, as empresas de transporte de carga têm até a próxima sexta-feira (15) para inscrever seus cases. Nesse sentido, as iniciativas devem integrar as categorias Motorista, Liderança e Mais Mulheres no TRC. Dessa forma, a inscrição pode ser feita no site https://www.vezevoz.org/1premiovezevoz FONTE: ASSESSORIA DIVULGAÇÃO/VEZ&VOZ