Estação do Desenvolvimento encerra primeiro dia com debates sobre transição energética, sustentabilidade e inclusão

Painéis debatem a logística como vetor de integração regional, a importância das concessões sustentáveis e os desafios da transição justa no setor de transporte A Estação do Desenvolvimento, espaço do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) na COP30, encerrou seu primeiro dia de atividades com uma série de painéis que reforçaram o protagonismo do setor na agenda climática global. As discussões abordaram o papel do transporte na transição energética, a importância das concessões sustentáveis e os caminhos para garantir que essa transformação ocorra de forma justa e inclusiva. Ao longo do dia, representantes do governo, da iniciativa privada e de organismos internacionais se reuniram para debater como o transporte pode contribuir de maneira decisiva para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Brasil. Entre os participantes, prevaleceu um consenso: a urgência de equilibrar eficiência logística, inclusão social e responsabilidade ambiental – um compromisso reafirmado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. No painel “OIT Brasil apresenta: desafios da transição justa no Brasil”, mediado pelo oficial nacional da OIT, Raoní Vale, o presidente Vander Costa destacou que a COP30 deve ser um marco na transformação da matriz de transporte brasileira, impulsionando soluções sustentáveis e práticas integradas. Ele ressaltou que a transição energética só será efetiva se considerar todo o ciclo de geração e consumo de energia, e não apenas a substituição de tecnologias. “A transição energética não pode ser focada unicamente em um ponto. É preciso olhar para toda a cadeia, da produção ao consumo, para alcançar uma emissão neutra de carbono”, afirmou. O presidente lembrou que a discussão sobre sustentabilidade, antes centrada no futuro, já se tornou uma questão imediata. “Costumávamos dizer que precisávamos proteger o planeta para nossos filhos. Hoje, precisamos protegê-lo para nós mesmos”, completou. Vander Costa observou que a tecnologia para veículos elétricos já é uma realidade no país, especialmente para curtas distâncias, mas alertou que o impacto positivo depende da origem da energia utilizada. “De nada adianta eletrificar a frota se a energia que carrega essas baterias não for limpa”, ressaltou. Ele também defendeu o fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis sustentáveis, como o etanol e o biogás, e o uso de áreas degradadas para o cultivo de biomassa, “sem derrubar uma árvore a mais”. Segundo ele, essa estratégia pode unir recuperação ambiental, produção agrícola e captura de carbono. O presidente reforçou ainda que uma transição justa deve colocar as pessoas no centro do processo, com foco na qualificação profissional. “Com o aumento da frota elétrica, é fundamental requalificar os profissionais da manutenção automotiva. Mecânicos que conheciam o motor a combustão precisam estar preparados para trabalhar com veículos elétricos”, destacou. Vander lembrou que o SEST SENAT já está promovendo cursos voltados à mobilidade elétrica, à manutenção digital e ao desenvolvimento de software, acompanhando as mudanças tecnológicas do setor. O debate contou também com a presença do diretor do Escritório da OIT no Brasil, Vinicius Pinheiro, que ressaltou a necessidade de manter as pessoas no centro das políticas climáticas. Segundo ele, a COP30 marca um novo momento na agenda global, em que as discussões sobre o clima deixam de ser apenas ambientais e passam a integrar dimensões sociais e econômicas. “A transição justa significa gerar empregos decentes e não deixar ninguém para trás. Essa é a marca da COP brasileira”, afirmou. A enviada especial da presidência da COP30 para os direitos humanos e a transição justa, Denise Dora, destacou que a adaptação às novas formas de produção e energia também exige garantias legais e proteção social. “A transição não pode ser apenas tecnológica, ela precisa ser ética. Não é porque uma energia é limpa que ela é automaticamente justa. É preciso garantir que ninguém perca direitos no processo de mudança”, disse. Denise alertou ainda que, sem diálogo e planejamento, as novas cadeias produtivas correm o risco de reproduzir desigualdades históricas. Também participou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que defendeu a presença ativa dos trabalhadores nos espaços de decisão sobre a transição energética. “A transição justa precisa garantir trabalho decente e sustentável, especialmente na Amazônia, onde a informalidade ainda é alta”, afirmou. Soluções logísticas para o desenvolvimento regional O painel “Soluções logísticas para o desenvolvimento regional”, mediado pela gerente executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, destacou a integração entre modais e os investimentos em infraestrutura resiliente como pilares do desenvolvimento nacional. “Discutir a logística na Amazônia e no Brasil é fundamental. A eficiência logística é um pilar para o desenvolvimento regional, capaz de integrar territórios, reduzir desigualdades e fortalecer a competitividade do nosso país”, afirmou. O diretor-secretário do Sindarpa, Edivaldo Maués Carvalho Neto, reforçou que a navegação fluvial é vital para a Amazônia, onde muitos municípios só são acessíveis por rios. “A navegação fluvial aqui é uma necessidade. Existem cidades que só são acessadas pelos rios, transportando alimentos, combustível, materiais escolares e produtos básicos. Além do papel logístico, a navegação tem uma função social enorme, garantindo o abastecimento e a sobrevivência de inúmeras comunidades ribeirinhas”, afirmou. O vice-presidente da Fetramaz, Daniel Bertollini, destacou que a multimodalidade já faz parte da rotina logística na Amazônia, mas o avanço depende de investimentos estruturais e políticas de longo prazo. “A Amazônia tem rios navegáveis, mas ainda carece de infraestrutura resiliente. Precisamos de dragagem permanente, de licenças ambientais que permitam avançar e de projetos estratégicos, como a Ferrogrão, que simplesmente não saem do papel”, afirmou. Ele lembrou que as limitações de navegabilidade em rios como o Amazonas, o Madeira e o Tapajós reduzem a competitividade da região. “As hidrovias são um eixo de desenvolvimento sustentável, mas precisamos de mais investimentos e planejamento para garantir operação durante todo o ano e reduzir nossa dependência do transporte rodoviário”, completou. O diretor de crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwarts, apresentou números que reforçam a importância do financiamento de longo prazo. “Nos últimos cinco anos, contratamos cerca de R$ 5 bilhões em crédito para logística e transportes, e nossa programação é chegar a R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos”, afirmou. Segundo ele, investir em multimodalidade gera benefícios ambientais e econômicos,
Últimos dias para participar da pesquisa nacional da NTC&Logística sobre os salários dos motoristas de caminhão

Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6 Fonte: NTC&Logística
CS Rodovias Mercosul inicia concessão do Centro Unificado de Fronteira São Borja–Santo Tomé a partir de dezembro

Nova administradora assume operação, modernização e manutenção do CUF e da Ponte Internacional, com atualização das tarifas e nova metodologia de cobrança A Concessionária CS Rodovias Mercosul SPE S.A. anunciou que assumirá, a partir de 2 de dezembro de 2025, a gestão do Centro Unificado de Fronteira (CUF) São Borja–Santo Tomé e da Ponte Internacional que liga o Brasil à Argentina. A empresa foi a vencedora da Concorrência nº 01/2025 promovida pela Comissão Mista Argentino-Brasileira (COMAB). Com o início da nova fase da concessão, a CS Rodovias Mercosul reforça o compromisso de manter e aprimorar os serviços já existentes, assegurando continuidade operacional, eficiência logística, qualidade no atendimento e segurança nas operações aduaneiras. O objetivo é transformar o CUF em uma referência de integração fronteiriça e excelência operacional, com adoção de novas práticas de gestão, tecnologia e infraestrutura. A partir da mesma data, entrará em vigor a nova tabela de serviços e tarifas aplicáveis às operações no local. Os valores serão reajustados anualmente, conforme o Consumer Price Index (CPI) dos Estados Unidos, e convertidos mensalmente em Reais (BRL) e Pesos Argentinos (ARS), conforme previsto no contrato de concessão. A concessionária também apresentou uma nova metodologia de cobrança, que inclui fechamento semanal, validação dos relatórios pelos clientes em até três dias úteis e emissão de notas fiscais ou faturas com prazo de pagamento de até 15 dias corridos. O objetivo é garantir transparência, controle e simplificação dos processos administrativos. De acordo com a empresa, canais dedicados serão mantidos para esclarecimentos, suporte operacional e tratativas comerciais, reforçando o compromisso com um relacionamento transparente e colaborativo. Para mais informações e acesso às tabelas completas de serviços e tarifas, clique aqui e faça o download do documento em PDF. Fonte: NTC&Logística, com informações da CS Rodovias Mercosul
Estação do Desenvolvimento: o transporte no coração da COP30

Hub marca o protagonismo do setor na principal conferência sobre o clima. Abertura contou com o presidente do Sistema Transporte, ministros de Estado de autoridades diversas Pela primeira vez na história das Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o setor de transporte brasileiro ocupa posição de destaque com um espaço próprio e inteiramente dedicado ao tema. A Estação do Desenvolvimento abriu suas portas nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), simbolizando um marco inédito de protagonismo, diálogo e compromisso com um futuro de mobilidade mais sustentável. Instalada na Green Zone – a área da COP onde atuam a sociedade civil, empresas, ONGs, instituições e o público em geral –, a Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) e se consolida como um grande hub de conhecimento e soluções, com uma programação intensa de painéis, debates e ativações ao longo das próximas duas semanas. O espaço ocupa 500 m² e abriga uma arena de debates com capacidade para até 60 pessoas, preparada para receber autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo. Esse momento histórico foi ressaltado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, durante a cerimônia de abertura. “Hoje, estamos aqui para conversar sobre alternativas que possam fazer o setor avançar com segurança, racionalidade e menor emissão de gases de efeito estufa”, afirmou. Em seu discurso, Vander Costa destacou que o Brasil tem um legado consolidado na busca pela descarbonização e pela eficiência energética no transporte. Ele relembrou marcos fundamentais dessa trajetória, como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), iniciado em 1986. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, pontuou o presidente. Ele também defendeu a renovação de frotas como estratégia essencial para alcançar uma redução significativa das emissões no transporte de cargas e passageiros. A abertura do espaço reuniu autoridades de alto nível, entre elas os ministros de Estado Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Jader Filho (Cidades). Também participaram Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil; Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A.; e Rodrigo Favetta, diretor financeiro do Pacto Global no Brasil. O ministro Jader Filho destacou os recentes investimentos do PAC em mobilidade urbana e reforçou o papel estratégico do transporte coletivo. Ele lembrou que um único ônibus tem potencial para retirar de circulação cerca de 50 veículos individuais, contribuindo para a redução do tráfego e das emissões. Em linha semelhante, o ministro Silvio Costa Filho fez uma analogia entre modais, destacando a eficiência da navegação interior: “Vinte e cinco barcaças navegando por nossos rios equivalem a aproximadamente 500 caminhões a menos trafegando em nossas rodovias, o que abre outra via para a redução de emissões em nossa matriz de transporte”, disse. E completou: “O que precisamos é de um grande plano logístico nacional, para avançar a multimodalidade. A COP30 deixará um legado civilizatório para o nosso país.” O ministro dos Transportes, Renan Filho, enfatizou o compromisso do governo federal com o desenvolvimento sustentável da região amazônica: “Para que a gente possa desenvolver a Amazônia com inteligência, com sustentabilidade, nós temos que fazer a infraestrutura. O presidente Lula tem esse compromisso. E o nosso Ministério tem o compromisso de fazer com que a infraestrutura do país seja a prioridade para o desenvolvimento”, afirmou. Infra S.A. e CNT firmam parceria inédita Durante o evento, foi formalizada a assinatura do protocolo de intenções entre a Infra S.A. e a CNT para a implementação e o desenvolvimento do Programa Melhorar. A parceria tem como objetivo promover o intercâmbio de informações e experiências entre as instituições, resultando na elaboração de um relatório técnico com propostas de aprimoramento do programa. O Programa Melhorar busca consolidar uma política pública de transporte sustentável voltada à redução de emissões, ao incentivo à inovação tecnológica e ao fortalecimento de uma logística mais limpa e competitiva. A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população. O programa também prevê a criação de uma rede nacional de postos de avaliação veicular, credenciados e supervisionados pela Infra S.A., responsável por monitorar emissões de poluentes, consolidar dados e emitir certificações ambientais, o Selo Melhorar. “Com esse entendimento, estamos trabalhando para cuidar do combustível que usamos, cuidar da qualidade do ar, cuidar do planeta”, celebrou Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A. Uma iniciativa colaborativa A Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte, correalizada pelos ministérios dos Transportes, de Portos e Aeroportos e das Cidades, e conta com uma ampla rede de patrocinadores, apoiadores e parceiros estratégicos. Os patrocinadores são: Moveinfra, Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem), ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), Eletra Industrial, Gol Linhas Aéreas e Clickbus. A iniciativa tem o apoio de: Pacto Global – Rede Brasil, Abani (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior), Instituto Ethos, Slocat Partnership, Childhood, OIT (Organização Internacional do Trabalho) e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). Além disso, conta com os parceiros estratégicos MWM Motores e Geradores, Loxam – A Geradora e TikTok. Por Agência CNT Transporte Atual
Francisco Cardoso participa do programa Conexão Rural

No dia 8 de novembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou do programa Conexão Rural, apresentado por Alex Soares. Durante a entrevista, foram destacados pontos sobre o setor de transporte rodoviário de cargas e a economia gaúcha. Entre os temas abordados, Cardoso destacou a importância do investimento em infraestrutura das rodovias. Também tratou sobre o impacto do aumento do biodiesel no preço final dos combustíveis. Outro ponto enfatizado por Cardoso foi a valorização dos motoristas profissionais, destacando a relevância das paradas de descanso. O presidente também foi questionado sobre o Piso Mínimo de Frete e outros assuntos. A participação reforçou o compromisso da Fetransul em representar os interesses do transporte rodoviário e contribuir com o debate sobre o futuro da logística e da mobilidade no país. Confira o recorte da entrevista na íntegra: https://drive.google.com/drive/folders/1vxAuNhxzeDxboOMj4zVsk_Hhn4FXxhuT?usp=sharing
CNT propõe soluções para gargalos logísticos no Frotas & Fretes Verdes 2025

Promovido pelo Instituto Besc, o seminário contou com a participação de representantes do setor para discutir estratégias de inovação e sustentabilidade no transporte O Ibesc (Instituto Besc de Humanidades e Economia) realizou, na quinta-feira, 6, em São Paulo (SP), a 14ª edição do Seminário Internacional Frotas & Fretes Verdes. Reconhecido por fomentar o diálogo entre os setores público e privado, o Instituto atua na articulação de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável do país, com foco em infraestrutura, logística, transporte, energia e meio ambiente. O evento, sediado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), reuniu lideranças empresariais, autoridades públicas e especialistas e contou com uma programação dedicada à discussão de temas como financiamento verde, mobilidade sustentável e transição energética. Representando a CNT, a gerente executiva governamental Danielle Bernardes participou do painel “Desafios Estruturais na Cadeia Logística, Políticas Públicas, Regulação e Financiamento Verde”. Em sua apresentação, compartilhou um diagnóstico da infraestrutura rodoviária nacional, com base na Pesquisa CNT de Rodovias. Danielle alertou para os impactos econômicos da má conservação das vias, como o aumento dos custos operacionais e os prejuízos causados por acidentes. “O estado precário de grande parte da malha rodoviária compromete a eficiência logística, eleva o custo do transporte e reduz a competitividade do setor”, afirmou. Ao apresentar propostas para enfrentar os principais gargalos logísticos do país, Danielle Bernardes destacou a necessidade de ampliar os investimentos públicos em infraestrutura, fortalecer parcerias público-privadas e incentivar a atuação de organismos internacionais no financiamento de projetos estratégicos. “É fundamental que o Brasil avance em soluções estruturantes e sustentáveis para garantir uma logística eficiente e segura”, destacou. Ela também reforçou o papel do Sistema Transporte, como interlocutor na formulação de políticas públicas voltadas à qualificação profissional, à modernização da malha viária e à promoção da inovação no setor. O painel contou ainda com a participação de Edson Dalto (BNDES), Marisa Barros (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de São Paulo) e Ricardo Portolan (Marcopolo), sob mediação de Ramon Alcaraz, CEO da JSL. Por Agência CNT Transporte Atual
FETRANSUL participa da última edição de 2025 do Mapa Econômico do RS

No dia 6 de novembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, e o diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler, participaram da terceira temporada de eventos regionais do projeto Mapa Econômico do RS, promovido pelo Jornal do Comércio, no Centro de Convenções da Fiergs. O encontro reuniu lideranças políticas e empresariais para debater os desafios e as oportunidades das Regiões Metropolitana, Vale do Sinos e Litoral Norte. Nesse sentido, os principais indicadores estaduais mapeados no projeto do Jornal do Comércio foram apresentados pelo editor-chefe, Guilherme Kolling. Francisco Cardoso parabeniza a iniciativa e destaca a relevância do evento, ressaltando que a análise dos dados apresentados oferece uma visão mais concreta e abrangente da economia gaúcha, contribuindo para a formulação de estratégias mais assertivas para o desenvolvimento do setor. De acordo com Guilherme Kolling, a série de reportagens e a análise de dados do Mapa Econômico mostram que a economia gaúcha tem se transformado em dois grandes eixos: a inovação e a sustentabilidade. Kolling mostrou uma série de iniciativas para exemplificar, como a transformação da biorrefinaria, a produção de plástico verde no Polo Petroquímico de Triunfo, a instalação de parques eólicos na Região da Fronteira e de fábricas de semicondutores na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A economia do Rio Grande do Sul está se transformando em direção à inovação e à sustentabilidade. Esse é um processo antigo, mas nos últimos anos ele está tendo uma aceleração”, acrescentou Kolling. Kolling também chamou a atenção para os efeitos de eventos extremos do clima sobre a economia gaúcho. Foram quatro estiagens nos últimos seis anos, além da enchente de 2024, gerando um impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto a economia brasileira se manteve relativamente estável, com poucas variações, a do Rio Grande do Sul teve intensa instabilidade, registrando abruptas mudanças a cada ciclo. “Evidentemente, isso afeta a vida de todo mundo, mas também tem um efeito econômico, inclusive sobre o PIB gaúcho”, destacou. Nesse aspecto, o editor-chefe do JC ressaltou a perda de participação do Estado no PIB brasileiro: em 2019, o Rio Grande do Sul representava 6,5% da economia brasileira, percentual que chegou a 5,9% em seus piores momentos — entre 2022 e 2023 — e que, em 2024, teve uma leve recuperação, chegando a 6,02%, ainda distante de uma retomada completa. Observando o copo “meio cheio”, Kolling destacou uma oportunidade de desenvolvimento econômico relacionada ao desafio da questão climática: a irrigação, voltada à resiliência do setor agropecuário diante das sucessivas estiagens que afligiram o território gaúcho recentemente. “A irrigação é um tema central para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, assim como o desafio climático, que deve estar na agenda de todos nos próximos anos”, acrescentou o jornalista. Junto a isso, ele ressaltou as 90 oportunidades de desenvolvimento observadas pelo Mapa Econômico do RS em 2025 entre as regiões do Estado. “Ao fazer o mapeamento das cadeias produtivas gaúchas, nós vemos novas oportunidades, ou seja, desdobramentos dessas atividades que já existem, que podem seguir desenvolvendo o Rio Grande do Sul, ou então novos projetos. O bom é que em todas as regiões do Rio Grande do Sul existem grandes projetos que podem sair do papel e alavancar esse desenvolvimento econômico”, destacou. Entre eles, destaca-se a ampliação da construção civil em Passo Fundo, com mais de 100 prédios sendo erguidos simultaneamente. A isso, na Região Norte, somam-se projetos de industrialização de grãos — como a implantação da Soli3, em Cruz Alta — e o setor de biocombustíveis, que crescerá com a nova planta de produção de etanol e glúten vital da Be8, o que inclui o desenvolvimento de novas variedades de trigo e triticale para abastecê-la enquanto matérias-primas. Alguns dos projetos já haviam sido mapeados como oportunidades em 2023, na primeira edição do Mapa Econômico do RS, e, desde então, saíram do papel. Na Região Sul, por exemplo, foi identificada a possibilidade de o Estado receber uma nova fábrica de celulose. “Vocês podem dizer, bom, mas desde 2003-2004 já se falava do projeto da Stora Enso, da Votorantim Celulose e Papel (VCP) para a parte Sul do Estado. Mas esses projetos estavam adormecidos, ninguém mais falava nesse assunto. E em 2023, ouvindo produtores rurais, prefeitos e o setor florestal, vimos que havia uma expectativa muito grande de uma nova fábrica de celulose, que estava amadurecendo esse projeto e que acabou saindo em 2024 com o anúncio da CMPC, maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul”, explicou Kolling. Na Serra Gaúcha, que tem uma sólida indústria metalmecânica, a expansão do enoturismo é apontada como grande oportunidade de desenvolvimento, aliando o agro na produção de uvas, a indústria na fabricação de vinhos, espumantes e sucos de uva, além do setor de serviços, movimentando turismo, hotelaria e gastronomia. A Região Central avança na indústria de bebidas e alimentos, especialmente no Vale do Taquari. A Região Metropolitana, tema do último capítulo do Mapa Econômico do RS de 2025, se destaca em complexos de inovação e parques tecnológicos. Entre as iniciativas que estão avançando, está o projeto da Tellescom para uma fábrica de semicondutores em Cachoeirinha, que atuará amplamente na área já explorada pelo Ceitec, em Porto Alegre, e a “cidade dos Data Centers“, da Scala Data Centers, que se instalará entre Eldorado do Sul e Guaíba. Como desafios, além da questão climática, Kolling destacou a queixa em todas as regiões sobre a dificuldade de preenchimento de postos de trabalho formais pela mão de obra gaúcha, especialmente a qualificada. E, mais do que isso, a retenção de talentos no Estado frente a um cenário de perda populacional e estagnação demográfica esperado para os próximos anos. “Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 289 perderam população entre 2010 e 2022. A população do Estado teve um crescimento residual, graças às grandes e médias cidades. As pequenas perderam mais população ainda. E acho interessante mencionar que somente três das 28 microrregiões gaúchas tiveram um crescimento populacional de dois dígitos no período”, pontuou Kolling, citando o Litoral, Hortênsias e Vale do Taquari. O editor-chefe ainda explicou a metodologia utilizada pelo Mapa Econômico do RS a partir da divisão do Estado em cinco macrorregiões. A partir disso, são utilizados dados
DNIT confirma que assumirá manutenção das rodovias do Polo de Pelotas a partir de 2026

O presidente do SETCESUL, Egon Rutz, o vice-presidente da FETRANSUL, Rudimar Puccinelli, o presidente da APROCAPEL, Nelson Vergara, e o diretor executivo do SETCESUL, Renato Leite reuniram-se nesta sexta, 07 de novembro com o engenheiro Vladimir Casa, supervisor da Unidade Local do DNIT em Pelotas, para tratar da transição do contrato com a concessionária ECOVIAS SUL. Durante o encontro, Vladimir Casa informou que o DNIT foi oficialmente notificado para assumir a manutenção das rodovias que compõem o Polo de Pelotas a partir de março de 2026, quando se encerra o contrato da Ecovias Sul. Segundo o engenheiro, os estudos técnicos já foram concluídos, e o trecho total de aproximadamente 450 quilômetros de rodovias foi dividido em quatro segmentos, sendo que o processo licitatório está em andamento. Casa destacou ainda que, na avaliação do DNIT, o processo será concluído dentro do prazo necessário para garantir a continuidade dos serviços e a adequada manutenção da malha viária.Questionado sobre o destino da infraestrutura existente nas rodovias após o término da concessão — como praças de pedágio e bases de atendimento ao usuário — Casa esclareceu que o DNIT elaborou um estudo específico para evitar que esses espaços fiquem ociosos ou abandonados, prevenindo que se tornem um transtorno para a sociedade. Para o vice-presidente da FETRANSUL, Rudimar Puccinelli, o diálogo com o DNIT é essencial para assegurar uma transição organizada e transparente: “é importante que essa transição ocorra de forma planejada, sem prejuízos à manutenção das vias. Acompanharemos de perto esse processo, buscando sempre contribuir para que as rodovias da região mantenham boas condições de trafegabilidade”, destacou Puccinelli.A reunião reforça o comprometimento das entidades representativas do transporte com o diálogo institucional e a busca por soluções que assegurem a manutenção e a qualidade das rodovias da região sul do Estado, além de por fim às repetidas incursões da concessionária na busca de apoio para obter uma prorrogação do contrato. As ações da Ecovias Sul confrontam decisão do Ministério dos Transportes explicitada publicamente de que não haverá a continuidade da concessionária, em hipótese alguma.
Mais de 2,5 mil vagas contemplam empresas do RS no Programa Mais Motoristas do SEST SENAT

O SEST SENAT já divulgou três convocações do Edital nº 0001/2025, que faz parte do Programa Mais Motoristas. As empresas do Rio Grande do Sul já foram contempladas com mais de 2.500 vagas. As instituições selecionadas recebem por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa. Essa indicação é obrigatória e garante a vaga dos motoristas no Programa. Para facilitar o andamento das etapas, o SEST SENAT também preparou um manual com o passo a passo que deve ser seguido pelas instituições participantes que pode ser conferido AQUI. As inscrições válidas que não foram contempladas, permanecerão na lista de espera para as próximas convocações, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de vagas. Todas as empresas mencionadas na lista serão chamadas. A quarta convocação está prevista para janeiro de 2026. Com o Programa Mais Motoristas, o SEST SENAT reforça seu compromisso de ampliar a qualificação de profissionais e contribuir para a segurança nas estradas e o fortalecimento do setor de transporte. Para saber mais informações, procure a unidade operacional mais próxima. Clique e confira as empresas do RS selecionadas em todas as convocações até o momento. Com informações do SEST SENAT
FETRANSUL solicita contribuições dos sindicatos para revisão da Política Nacional de Pisos Mínimos de Fretes

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Deliberação nº 431, de 5 de novembro de 2025, que submete à Audiência Pública nº 8/2025 a proposta de revisão da Resolução ANTT nº 5.867/2020, a qual estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização do transporte rodoviário de cargas. O objetivo da audiência é colher subsídios e informações adicionais para o aprimoramento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). Com o intuito de consolidar as contribuições do setor de transporte do Rio Grande do Sul, a FETRANSUL convida os sindicatos filiados a encaminharem suas sugestões e propostas sobre o tema até o dia 10 de novembro de 2025, para o e-mail secretaria@fetransul.com.br da Fetransul. As manifestações recebidas subsidiarão a posição da FETRANSUL na participação do processo de audiência pública, garantindo que as particularidades e necessidades do setor gaúcho sejam devidamente representadas.