Sustentabilidade: ESG é prioridade nas empresas de transportes de cargas

Empresas, de diversos setores, tentam incorporar cada vez mais essas práticas em suas estratégias de negócios. Como resultado da crescente conscientização ambiental e das demandas por operações mais sustentáveis, o setor de Transporte rodoviário de Cargas (TRC) tem vivenciado um significativo crescimento das práticas de ações sustentáveis. No painel da COP-28, que aconteceu em Dubai, promovido pelo Pacto Global da ONU, diversos executivos compartilharam desafios e soluções durante o debate de posicionamento de empresas com compromisso ESG. Segundo estudos da KPMG, 76% das empresas, de diversos setores, tentam incorporar cada vez mais essas práticas em suas estratégias de negócios. Na categoria de transporte RODOVIáRIO de cargas, por exemplo, que é responsável por 5,1% do Produto Interno Bruto do Brasil no primeiro trimestre deste ano e movimentando mais de 65% da produção nacional, o viés ambiental tem ganhado cada vez mais espaço. Dentre as modalidades de transporte terrestre, o rodoviário de carga é o que mais tem participação na emissão de Co2 no Brasil, a outros modais. Esse número gira em torno de 20,5%, o que representa em número relativos a 151.633 gigagramas, segundo Boletim Ambiental do Despoluir, Programa Ambiental do Transporte. O setor, inclusive, tem se engajado mais nas ações preventivas e estratégicas para uma gestão mais sustentável atuando em várias frentes de trabalho. De acordo com a economista Raquel Serini, Coordenadora do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), do ponto de vista econômico, as ações sustentáveis podem motivar uma redução considerável nas despesa. Assim, alavancando consequentemente os rendimentos das empresas. Ela enfatiza que, inicialmente a organização ou entidade pode implantar o ISO 14001. Isso auxilia a empresa sustentável a redesenhar seus processos com base nos principais padrões de sustentabilidade. “Uma empresa bem gerida deve se preocupar com os aspectos ambientais. No setor de transportes, essas práticas geram impactos em várias áreas, como: um aumento médio de 34% a.a na produtividade das operações, redução de 6,3% a.a do turnover, quase 1 milhão de litros por ano de combustíveis economizados, entre outros”, analisa. ESG: Benefícios para o meio ambiente e para o setor de cargas Atualmente, as ações voltadas para a sustentabilidade, quando colocadas em prática, podem ser uma questão confrontadora de empresas. Isso, independentemente do seu tamanho ou posição no mercado, elas não só contribuem para a imagem da empresa, mas ajudam no crescimento dos negócios. “Além de promover a rentabilidade para os negócios, o consumo consciente de recursos está ligado diretamente à competitividade do mercado. Dessa forma, evitando desperdícios para as organizações e para a sociedade como um todo”, reforça Raquel. Por fim, a economista também ressalta que diversas iniciativas têm sido adotadas para minimizar o impacto ambiental. Além disso, melhorar a eficiência energética no setor de transporte rodoviário de cargas. Como, por exemplo, soluções em torno de boas práticas em gestão ambiental, treinamento de motoristas, realização de manutenção preventiva, inspeção veicular, controle de qualidade do combustível, controle de qualidade do combustível, utilização e destino correto do óleo lubrificante e renovação de frota. FONTE: PORTAL DO TRÂNSITO Foto: CHRISROLL PARA DEPOSITPHOTOS.

SEST SENAT prepara grandes ações para 2024

Em 2024, a instituição crescerá ainda mais, com inaugurações, projetos e iniciativas que vão continuar transformando a vida dos profissionais de transporte e seus familiares O SEST SENAT impulsiona o que move o Brasil. Com a prestação de serviços de desenvolvimento profissional, saúde e qualidade de vida, a instituição realizou mais de 13 milhões de atendimentos, de janeiro a dezembro de 2023, em todo o país. Um recorde histórico desde sua inauguração, ocorrida há 30 anos. Importantes projetos nacionais foram lançados e fortalecidos nesse período. Para 2024, os planos são de impactar ainda mais vidas. “Nós encerramos um ciclo de 30 anos de atuação marcados por um crescimento pujante e uma busca pelo reconhecimento nacional a respeito da importância do SEST SENAT. Agora, iniciamos uma nova fase, a de consolidação e intensificação do nosso trabalho, porque, assim como o transporte, nossa instituição também não para de se modificar para atender cada vez melhor os trabalhadores do setor”, afirma a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. A rede de unidades operacionais continua em expansão. Hoje, são 165 estruturas em todo o país, sendo mais de 40 delas inauguradas nos últimos cinco anos. A instituição está presente em todos os estados brasileiros e continua abrindo caminhos e multiplicando o negócio em presença física e digital, para atender às mais diversas necessidades. Ao longo de 2024, a previsão é de que mais 10 unidades sejam inauguradas. As instalações prezam pela eficiência e pela sustentabilidade e têm tecnologia de ponta para proporcionar cuidados com a saúde e capacitação profissional. São ofertados atendimentos nas especialidades de fisioterapia, nutrição, odontologia e psicologia, além de projetos voltados ao esporte e ao lazer. Em todas as iniciativas, os profissionais responsáveis são de alto nível e treinados para servir de forma humanizada. A capilaridade da rede é outro grande diferencial, sobretudo para os motoristas profissionais que viajam muito e que, frequentemente, estão acompanhados de algum dependente. Quando inicia um tratamento no SEST SENAT, o paciente tem o histórico de atendimento disponível em qualquer unidade do país, o que facilita o acompanhamento por outros profissionais e a continuidade mesmo que em trânsito. Os avanços ocorrem em diversos níveis operacionais. Por exemplo, em 2023, o SEST SENAT lançou a Central de Pagamentos online, uma plataforma que simplifica o processo de pagamento dos seus serviços, cursos e débitos em atraso. A nova ferramenta faz parte do compromisso contínuo da instituição com a inovação, a comodidade, a transparência e a excelência no atendimento ao cliente. Os carros-chefes de 2024 Além das novidades e das inaugurações que estão por vir, o ano será marcado pela continuidade de projetos bem-sucedidos. Veja quatro deles: 1. Feira de Empregabilidade SEST SENAT O SEST SENAT realiza, desde 2022, a Feira de Empregabilidade. Trata-se de um evento para promover a conexão entre empresas em busca de profissionais e trabalhadores do transporte em busca de oportunidade. Palestras, rodas de conversa, painéis, orientação profissional e networking são as atrações que compõem a programação. Durante as feiras, as empresas participantes montam estandes para apresentar suas propostas e receber os candidatos interessados. Em 2023, a Feira passou por sete cidades, em cinco regiões do país, levando oportunidades para os profissionais do setor. Eles puderam se candidatar a mais 4,2 mil vagas de emprego, oferecidas por 151 empresas. Para 2024, a previsão é que o evento passe por, pelo menos, cinco grandes polos. “O evento é uma ocasião para a troca de experiências e boas práticas sobre contratação de grandes empresas de transporte. A iniciativa oportuniza capacitação para quem busca entender que tipo de ocupações o mercado oferece. Acima de tudo, orienta os interessados em concorrer a uma vaga. Quem participa da Feira tem, ainda, a chance de conhecer cursos e oficinas ofertados pelo SEST SENAT”, explica Nicole Goulart. De forma complementar à feira, o SEST SENAT disponibiliza o Emprega Transporte, uma plataforma digital que reúne vagas de empregos e currículos de trabalhadores do transporte. Recentemente, o portal foi reformulado, de modo a facilitar ainda mais a conexão entre empregadores e empregados. Agora, os usuários dispõem de novas funcionalidades, novos filtros e uma navegação mais simples. 2. Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society A Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society é um dos maiores torneios de futebol amador do país. Em 2023, ela chegou à sua 10ª edição. Expressão da paixão dos brasileiros pelo futebol, a competição é realizada em âmbito nacional e, a cada ano, registra aumento no número de participantes. “Muitos são os impactos positivos desse projeto. Para os trabalhadores do transporte, a Copa amplia o acesso ao esporte, bem como contribui para aumentar a disposição, o bem-estar físico e o espírito de equipe. Nas empresas que participam da iniciativa, os efeitos aparecem, por exemplo, na elevação do engajamento e da produtividade e na diminuição de doenças ocupacionais, o que, consequentemente, possibilita a redução das ausências por motivo de saúde”, enumera o diretor adjunto do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. Em 2023, o torneio contou com mais de 13,5 mil jogadores inscritos, divididos em 898 equipes masculinas e femininas, representando 88 unidades operacionais do SEST SENAT. A novidade foi a introdução da modalidade feminina, um marco na conscientização sobre a importância da igualdade de gênero no esporte e no transporte. O próximo torneio ocorrerá em Manaus, terra natal da equipe campeã feminina, a Via Verde. 3. SEST SENAT de Portas Abertas O SEST SENAT de Portas Abertas é uma iniciativa com o objetivo de, como o próprio nome sugere, abrir as portas das unidades operacionais do SEST SENAT para toda a comunidade. Trata-se de um evento para receber todos os interessados para um dia de vivência, a fim de experimentar tudo o que a instituição oferece. Entre ações realizadas, estão atividades para toda a família, como prática de esportes e atividades de lazer, atendimento de saúde (nutrição, odontologia, fisioterapia e psicologia) e capacitação profissional. “Neste evento, as pessoas têm a oportunidade de conhecer de perto as instalações, os serviços e os programas oferecidos pelo SEST SENAT. É uma

Investimento em infraestrutura rodoviária precisa priorizar a solução de pontos críticos

A constatação faz parte do Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2023, publicado pela Confederação nesta segunda-feira (15) As rodovias brasileiras começam 2024 com um triste legado herdado do ano passado. Em 2023, cresceu o número de pontos críticos na malha rodoviária do país, de acordo com levantamento feito pela Pesquisa CNT de Rodovias. Ao todo, foram identificadas 2.648 ocorrências graves na malha rodoviária do país, 38 a mais que em 2022. O aumento de pontos críticos representa um percentual de 1,5% em relação ao ano anterior. Os detalhes estão na publicação Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2023, lançada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta segunda-feira, 15. Os perigos iminentes envolvem desde quedas de barreiras e erosões na pista a buracos grandes (cujo tamanho é igual ou maior que um pneu de veículo de passeio) e pontes estreitas ou caídas. Situações que tornam a movimentação rodoviária mais arriscada para o motorista e para a segurança viária, além de impactar a fluidez da via e elevar os custos operacionais do setor transportador. As três Unidades da Federação que tiveram os maiores números de pontos críticos em termos absolutos, em 2023, foram Minas Gerais (383), Acre (374) e Maranhão (258). Levando-se em conta o total de pontos críticos em relação à extensão da rodovia pesquisada pela CNT, a região Norte lidera a densidade de problemas. O Acre contabiliza 27 pontos críticos a cada 100 quilômetros. Em segundo e terceiro lugares estão os estados de Roraima e do Amazonas, nos quais o motorista pode encontrar, onze pontos críticos a cada 100 quilômetros. Com avaliação positiva em termos absolutos destaca-se o Distrito Federal, que não teve registros de pontos críticos nesta edição da Pesquisa. Já Paraíba e Mato Grosso tiveram, respectivamente, uma e seis ocorrências. Na avaliação por densidade, esses mesmos estados e Goiás obtiveram as menores concentrações de pontos críticos em suas malhas. Locais com ocorrência de buracos grandes lideram o número de casos, com 1.803 registros, sendo que, no ano passado, 99% deles não tinham qualquer tipo de sinalização de advertência. No histórico de onze anos de análise de pontos críticos pela CNT, a contagem de trechos com buracos grandes saltou de 64, em 2012, para 1.803, em 2023. O aumento de quedas de barreira também foi expressivo no período. Passou de 20 ocorrências, em 2012, para 207, no ano passado. O mesmo caso ocorreu com as erosões na pista. Há onze anos foram identificadas 162 e em 2023 passaram para 504. Diante dos resultados, a CNT estima que sejam necessários R$ 4,88 bilhões para a resolução dos problemas de 2023 apontados na publicação. Desse total, 38,5% devem ser destinados à correção de quedas de barreiras e 21,7%, à adequação ou reconstrução de pontes estreitas. Levando-se em conta o investimento necessário para intervenção de melhorias emergenciais, como reconstrução, restauração e manutenção dos trechos da malha rodoviária federal que apresentam problemas, a estimativa da necessidade de recurso sobe para R$ 46,8 bilhões. A Confederação defende que sejam empreendidos maiores esforços na priorização em infraestrutura do transporte, diante dos impactos e riscos que os pontos críticos exercem sobre a fluidez do trânsito e a segurança dos usuários. “O investimento na prevenção e/ou na correção imediata de pontos críticos é a melhor forma de evitar que os problemas nas vias se agravem”, afirma o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.  A CNT disponibiliza ainda o Painel CNT dos Pontos Críticos nas Rodovias Brasileiras, uma ferramenta dinâmica de consulta dessas ocorrências com dados dos últimos três anos. Nele, é possível acessar dados acerca da localização, quantidade, tipo e densidade de pontos críticos registrados nas rodovias federais e estaduais do país, bem como suas condições de sinalização e fotos das ocorrências. As informações podem ser agrupadas por Unidade da Federação e por ano. Clique aqui para acessar o Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2023. Clique aqui para acessar o Painel CNT dos Pontos Críticos nas Rodovias Brasileiras. Por Agência CNT Transporte Atual

DNIT bloqueia tráfego de veículos pesados em ponte da BR-432/RR

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) publicou ontem no Diário Oficial da União a Portaria Nº57, que proíbe o tráfego de veículos pesados sobre a ponte sobre o Rio Cachorro, localizada no km 165,57 da Rodovia BR-432/RR. De acordo com o DNIT, a ponte apresenta problemas estruturais graves, e não suporta veículos com Peso Bruto Total Combinado acima de 25,5 toneladas. “Fica proibido, até que sejam sanadas as intervenções imediatas, com vistas a assegurar e manter o tráfego seguro, a passagem de veículos e de cargas com a capacidade de Peso Bruto Total Combinado -PBTC acima de 25,5 (vinte e cinco vírgula cinco) toneladas caracterizados pelos veículos caminhões trucados, reboques, semirreboque, rodotrem, bitrem e hexatrem, no tocante ao transporte de passageiros e de cargas para o atendimento às cidades lindeiras da rodovia BR-432/RR, no segmento compreendido entre o início do Rio Cachorro, (Km 163,9) e o entroncamento rodovia RR-461(B)”, diz a Portaria. Com isso, caminhões e ônibus com peso superior ao estabelecido, não poderão trafegar no referido trecho, até que equipes do DNIT realizem as intervenções necessárias na ponte para evitar acidentes. A estrutura da ponte é de ferro, e já apresentou problemas em anos anteriores, com queda de parte dos reforços e placas. Fonte: BLOG DO CAMINHONEIRO

Especial CNT 70 anos: uma história em movimento

Durante o mês de janeiro, a Agência CNT publica conteúdos que contam um pouco da trajetória da instituição e sua luta em prol do transporte No mês de janeiro, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) celebra aniversário. Para ser mais preciso, a entidade veio ao mundo em 28 de janeiro de 1954 e, à época, chamava-se CNTT (Confederação Nacional dos Transportes Terrestres). Seu início foi no Rio de Janeiro (RJ), apoiada por um grupo de transportadores rodoviários de cargas e autônomos. Esses pioneiros identificaram a necessidade de uma instituição que representasse as empresas de transporte e logística, em âmbito nacional, e desenvolvesse ações que fortalecessem a atividade empresarial.  Na década de 1990, foi renomeada e ganhou um novo estatuto. Com isso, passou a desempenhar um papel muito mais amplo na matriz de transporte brasileira, voltado para a promoção da multimodalidade e para o fortalecimento do setor. “A CNT, desde o seu início, foi protagonista na formulação de propostas e na defesa de medidas para o transporte e o Brasil superarem os desafios que se apresentaram ao longo da história”, reconhece Vander Costa, presidente da Confederação desde 2019. “São 70 anos de trabalho dedicados à melhoria das condições para a atividade transportadora e do ambiente de negócios, ao aumento da competitividade e ao desenvolvimento econômico e social do país”, acrescenta o presidente.  Vander Costa pondera que o setor de transporte é um dos pilares da economia, sendo elemento primordial para o seu desenvolvimento e a expansão da sua capacidade produtiva. “Afinal, pessoas precisam se locomover e produtos precisam ser entregues dentro e fora do território nacional”, arremata.  Compromisso com o desenvolvimento Ao comemorar 70 anos, a CNT reafirma o seu compromisso de ajudar o país a crescer de forma sustentável e a criar empregos. A instituição prega que esse desafio só será superado com o aumento da segurança jurídica; a implementação de reformas estruturantes; a redução da burocracia; e a modernização da infraestrutura. Em todas essas décadas, a Confederação consolidou sua atuação e, hoje, realiza um trabalho imprescindível nos segmentos de cargas ou de passageiros, apresentando soluções para os transportadores, para a sociedade e para o governo em relação a questões que envolvam todos os modais — rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário (transporte marítimo de longo curso, cabotagem e navegação interior).  Para Clésio Andrade, que presidiu a entidade de 1993 a 2019, os 70 anos da CNT representam um legado de luta pela melhoria contínua do transporte no Brasil. “O aniversário da CNT é uma oportunidade não apenas de celebrar suas conquistas, mas também de reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento do transporte no Brasil, buscando sempre a excelência e a inovação em prol de um setor vital para a economia nacional”, acredita.  “Olhando para o futuro, espera-se que a CNT continue desempenhando um papel central na evolução do transporte no país, adaptando-se às novas demandas, tecnologias e desafios que surgirão, sempre em busca de um sistema de transporte mais integrado, moderno e competitivo”, aponta Clésio Andrade. Clique aqui e veja a matéria completa sobre os 70 anos da CNT. Por Agência CNT Transporte Atual

PESQUISA: MERCADO NO ANO DE 2023

A NTC&Logística está realizando uma pesquisa com as empresas de Transporte de Carga e Logística para verificar a situação econômica do TRC no ano de 2023. São algumas questões, todas de múltipla escolha, que podem ser respondidas em poucos minutos. A sua participação é muito importante. Clique aqui FONTE: NTC&LOGÍSTICA

Fórum debate a situação dos pedágios no Polo Rodoviário de Pelotas

Entre as sugestões levantadas está a realização de uma nova licitação no segundo semestre deste ano A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul (FETRANSUL) promoveu na noite desta terça-feira, em Pelotas, um fórum de debates. O evento teve como tema “O futuro das rodovias federais no sul do RS”. A iniciativa teve a parceria do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul (SETCESUL) e da Associação dos Proprietários de Caminhões de Pelotas (APROCAPEL). O objetivo do evento foi debater e ouvir todas as entidades sobre o aumento de tarifas de mais de 28% praticado desde o último dia 1º e o pedido de prorrogação do contrato realizado pela Ecosul. “O contrato está sob judice e tem um erro de origem. Há 20 anos nos reunimos, pois há trechos em que o caminhoneiro gasta mais com pedágio do que com óleo diesel, o que não faz sentido”, relata o presidente da FETRANSUL, Afrânio Kieling. Além de Kieling, a mesa de debates foi composta pelo presidente do SETCESUL, Rudimar Pulcunelli, o presidente da APROCAPEL, Nélson Vergara, o vice-presidente de infraestrutura da Federasul, Antônio Carlos Bacchieri Duarte e o deputado Federal, Alexandre Lindenmeyer. Kieling observou que por causa dos pedágios outros Estados são mais competitivos. “Temos nos reunir e não permitir que de novo venha a prorrogação. Não estamos brigando somente pelo setor de transporte, isto vai para o custo do serviço”, destaca. O diretor de infraestrutura da FETRANSUL, Paulo Ziegler realizou uma exposição sobre o que Federação entende em relação aos pedágios. “Muito se fala sobre concessão, valores e tudo que temos assistido. Do ponto de vista do transporte estamos trazendo propostas pare reduzir a tarifa até o fim do contrato”, expôs. Uma das propostas prevê uma nova licitação no segundo semestre, com a diminuição da tarifa em 50%, mediante a um termo aditivo onde a empresa vencedora iria indenizar a Ecosul com o valor relativo até o fim do contrato em março de 26. A ideia é que a nova empresa comece a trabalhar no primeiro trimestre de 2025 e indenize a rescisão do contrato da Ecosul. “Há também várias razões para não prorrogar o contrato com a Ecosul, pois ele foi renovado uma vez e está sob judice há 11 anos. A empresa opera há 24 anos, porque só agora apresenta proposta de investimento”, questiona. Ainda segundo ele, a empresa opera com tarifas elevadas, com um lucro anual entre 70%e 80%. Ziegler também comparou com a operação da CCR Via Sul, no Estado. A empresa é responsável por 475 quilômetros, com um investimento previsto de R$ 12,7 milhões e uma tarifa para automóveis de R$5,80 em um contrato de 30 anos. “Pela proposta da Ecosul, segundo se sabe pela imprensa serão nove quilômetros de duplicação, construção de três viadutos, um investimento estimado de R$ 1,2 bilhão, para uma tarifa de R$ 11 para automóveis e um contrato de 15 anos”, compara. Para ele a proposta que o Ministério dos Transportes encaminhou para análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vem sendo trabalhada sem audiências públicas. Duarte disse não ser contra o pedágio, mas contra o modelo atual. “O pedágio atrapalha toda a população, porque no preço de qualquer alimento ou remédio vai estar o custo da tarifa. Não me parece que a renovação é a melhor opção”, opinou. O deputado disse que o Porto do Rio Grande se mante pela eficiência e mesmo assim está perdendo cargas devido ao pedágio. “Temos a questão da segurança jurídica há 23 anos, não teve transparência e tudo se tornou mais caro na região”, lamentou. Ele confirmou que o lote 4 da BR 392 não está no PAC 3 do Governo Federal, pois não tem projeto concluído. “Estamos tentando uma agenda com o Ministro dos Transportes, Renan Filho para tratar do tema. Vamos mostrar o sentimento do povo e que retire da concessão o lote 4”, observou. Pulcunelli comparou que para uma pessoa de Camaquã é mais barato ir a Curitiba pagando em torno de R$ 50 em pedágios, do que ir a Rio Grande que terá que pagar quase R$ 60. “As indústrias estão indo embora. O pedágio tem que ser reduzido e o contrato acabar”, pediu. Vergara lembrou que desde que a APROCAPEL foi criada há 14 anos o pedágio é discutido. “Neste tempo somos contra os valores praticados. Sentimos os efeitos na suba do valor do frete”, lamenta. Quando a palavra foi aberta ao público, a primeira a falar foi a Prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas. “Não tem cabimento sermos submetidos a isto. É uma causa da região. O valor do pedágio é inconstitucional”, disse. O Coordenador Geral de Concessões do Ministério dos Transportes, Anderson Santos Bella participou de forma remota do evento. Ele lembrou que o Ministério ainda não tem opinião de mérito formada sobre o pedido de prorrogação feito pela Ecosul. “A ANTT irá avaliar se será discutido. Só sai com aval do TCU. Também solicitamos aos Estados a situação sobre novas concessões, pensando em novas licitações. Trabalhamos em todas as frentes abrindo margem para a tarifa ser reduzida”, garantiu. O Ministro das Comunicações, Paulo Pimenta, confirmou por áudio que também é politicamente contra a renovação. “Vou me reunir com o Renan para acompanhar de perto a situação. Sou parceiro de luta”, observou. O suplente de deputado Estadual, Halley Lino Souza sugeriu que seja estabelecido um consórcio entre os municípios e a União, para que os mesmos administrem as praças de pedágios da região. Lindenmeyer disse que a Associação dos Municípios da Zona Sul (AZONASUL) poderia realizar um estudo mais aprofundado desta opção. O prefeito de São Lourenço do Sul, Rudinei Harter disse que devem ser construídas rotas alternativas aos pedágios. “Somos obrigados a pagar a tarifa. Devemos criar um acesso secundário as cidades. No momento que isto ocorrer, dando opção ao povo, duvido a tarifa não baixar”, aposta. Municípios como Pelotas e Rio Grande entraram individualmente na justiça contra o reajuste. Quatorze concessionárias de

714 mil transportadores podem ser suspensos de realizar frete a partir de março, diz ANTT

Transportadores ainda não atualizaram seus dados cadastrais e de seus veículos A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aponta que mais da metade dos transportadores de carga do País ainda não fizeram a Revalidação Ordinária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). As informações constam em balanço encaminhado ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O processo está em andamento desde março do ano passado e terá o prazo encerrado entre este mês e o mês de março deste ano, conforme a categoria do transportador. Dos cerca de 1,33 milhão de transportadores registrados, aproximadamente 714 mil ainda não atualizaram seus dados cadastrais e de seus veículos. Segundo explica a ANTT, a medida também visa a adequação aos requisitos para inscrição e manutenção dos registros. Para a categoria de Cooperativas de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC), o prazo vai até o dia 21 deste mês. Para Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC), o limite é o dia 26 de fevereiro. Já para a categoria Transportador Autônomo de Cargas (TAC), o prazo vai até 22 de março. Os procedimentos para a Revalidação Ordinária foram regulamentados pela Portaria SUROC Nº 220 de 23 de dezembro de 2022. A atualização não alterará o status do RNTRC do transportador que, se estiver em conformidade com todos os requisitos, terá seu registro automaticamente revalidado, sem a necessidade de nenhuma ação adicional. No entanto, se houver pendências ou inconformidades, será necessário realizar a “Revalidação Ordinária” no sistema RNTRC para regularizar o status. A não atualização poderá acarretar em infração prevista no Art. 19 da Resolução Nº 5.982, que prevê multa de R$ 750,00. No caso do Transportador Rodoviário Remunerado de Cargas (TRRC) sem inscrição no RNTRC ou com inscrição pendente, suspensa ou cancelada, está prevista multa de R$ 3.000,00 para os que forem contratados ou que efetuarem o transporte da carga por terceiros, mediante remuneração. Fonte: Correio do Povo

Fórum de debates sobre o futuro das rodovias federais no sul do RS reúne lideranças em Pelotas

Na noite do dia 09 (terça-feira), o Sistema Fetransul em parceria com o sindicado filiado Setcesul e Aprocapel, realizaram o Fórum de debates que reuniu lideranças da região de Pelotas, entidades de classe, empresários, prefeitos e vereadores. O encontro foi conduzido pelo presidente da federação, Afrânio Kieling. O Diretor de Infraestrutura da entidade, Paulo Ziegler, fez uma explanação técnica apresentando alternativas para mitigar o alto preço dos pedágios e defendeu a visão do Sistema Fetransul de que uma nova licitação é o caminho para resolver os problemas hoje existentes nesta concessão rodoviária. Fizeram parte da mesa Rudimar Pulcunelli, diretor do Setcesul, Nelson Vergara, presidente da Aprocapel, Antônio Carlos Bacchieri, vice-presidente de Infraestrutura da Federasul e o Deputado Federal, Alexandre Lindenmeyer. Anderson Bellas, Coordenador Geral de Concessões Rodoviárias, da Secretaria Nacional de Transportes Rodoviários do Ministério dos Transportes participou no formato virtual. Razões para não prorrogar contrato da Ecosul; Alternativas para reduzir a tarifa até o fim do contrato; e Custos de pedágio no RS e novas licitações (efeitos de comparação) foram os assuntos discutidos no encontro.

Volta às aulas com a COMJOVEM

Núcleo realiza sua primeira ação de 2024 com apoio do SISTEMA FETRANSUL, SETCERGS, NAS, e a Prefeitura de Porto Alegre Nesta segunda semana de janeiro a COMJOVEM Porto Alegre do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul – SETCERGS começa a realizar sua primeira ação social do ano. A campanha traz o slogan “A educação passa pelo transporte de cargas”, reforçando a essencialidade do setor de TRCL, que é o responsável pela logística nas entregas não só dos materiais escolares, mas de todo item que entra dentro dos lares, mercados e lojas. O objetivo da ação é adotar uma escola municipal, criar kits para as crianças, através da arrecadação de materiais escolares e realizar uma recepção na volta às aulas. Essa ação conta com o apoio do SETCERGS, NAS, FETRANSUL e Prefeitura de Porto Alegre. As arrecadações serão realizadas até o dia 15 de fevereiro, sendo o SETCERGS e a Fetransul os postos autorizados para receber as doações. Contamos com a presença de todos nesse movimento pela educação! Endereços para doações:– SETCERGS: av. São Pedro, 1420 – São Geraldo, Porto Alegre.– FETRANSUL: Plínio Kroeff, 1550 – Sarandi, Porto Alegre.