Portos do Rio Grande do Sul movimentaram 38mi toneladas em 2020

A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS) divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado do ano de 2020 dos três portos públicos do estado sob sua administração. Assim, mostrando os números do Porto do Rio Grande, de Pelotas e Porto Alegre. Ao longo do ano de 2020, foram mais de 38 milhões de toneladas de carga no complexo público. Um dos destaques do ano foi o mês de junho, período em que foram movimentadas 4.401.716 toneladas. Dessa forma, batendo o recorde que havia sido verificado no mês de setembro de 2018. Na ocasião, haviam sido movimentadas 4.340.915 toneladas. A movimentação dos três portos públicos, que vem operando durante a pandemia com todos os protocolos indicados pelas autoridades sanitárias internacionais, soma 39.917.286 de toneladas. O Porto de Pelotas mostrou no fechamento de 2020 um incremento da movimentação de toras de madeira de 23 mil toneladas a mais em relação ao ano de 2019. Portanto, uma diferença positiva de 2,60%. Atualmente a movimentação de toras de madeira responde por mais de 90% da movimentação do porto pelotense. Fonte: FROTA&CIA
Adequação à LGPD é um fator de competitividade, dizem especialistas

Em webinar do Sistema CNT, os professores Danilo Doneda e Laura Schertel apontam oportunidades para o setor transportador durante a implementação da Lei de Proteção de Dados Quando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais entrou em vigor, em setembro do ano passado, muito se falou sobre as sanções previstas pelo texto. Porém, trata-se de uma norma de natureza regulatória, que busca fomentar a cultura de proteção de dados no Brasil, tanto no setor público como no privado. Esses e outros pontos foram elucidados durante o webinar “Implementação da LGPD no Setor de Transporte”, transmitido pelo Sistema CNT nesta quinta-feira (21). “A LGPD traz grandes desafios para as empresas, mas é, acima de tudo, uma norma que garantirá mais segurança aos empresários, que operarão em um ambiente com regras claras com relação à proteção de dados”, introduziu o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. O foco em governança de dados foi retomado pelos dois palestrantes convidados: o advogado e professor Danilo Doneda, indicado pela Câmara dos Deputados ao Conselho Nacional de Proteção de Dados; e a advogada e professora Laura Schertel Mendes, uma das autoras do anteprojeto de lei que resultou na LGPD. Danilo Doneda lembrou que o setor transportador, tradicionalmente, valoriza a segurança de seus clientes e usuários e que, portanto, não terá dificuldade em zelar por mais esse valor, que é o correto tratamento dos dados pessoais. “Essa tradição deve ser levada em conta, basta lembrarmos que a preocupação com a pessoa não é apenas no sentido fisiológico, da materialidade, mas com os aspectos informacionais”, ponderou. Segundo ele, as empresas têm condições de assumir uma postura de vanguarda quanto ao assunto e, assim, acumular capital simbólico. “Aponto três benefícios potenciais da LGPD para o setor de transporte. Primeiro, a maior confiança do cidadão e da sociedade. Segundo, segurança para a utilização de dados pessoais e novos modelos de negócio. Terceiro, melhor adaptação e competitividade no cenário internacional”, enumerou. Em sua fala, Laura Schertel pontuou que os principais ativos econômicos da atualidade são informação e, principalmente, confiança. “Vejam que o problema não é multa nem indenização, mas o dano reputacional que uma marca sofre se acontecem vazamentos de dados e abusos no tratamento. Portanto, a única forma de se ter esse ativo, a confiança, é adequar as empresas à LGPD e, assim, buscar tratar os dados de forma transparente”, reforçou. A especialista explica que cada setor, por meio de códigos de conduta, ajuda a construir um panorama regulatório que complementa a legislação. “Existe um papel do setor privado nessa adequação. A LGPD acaba premiando as empresas que conseguem fazer um programa de governança”, esclarece. “É um modelo de regulação responsiva, que não depende só da autoridade pública, mas do engajamento das empresas. Vejo que a CNT está imbuída desse espírito”, afirmou. Para assistir ao webinar “Implementação da LGPD no Setor de Transporte” na íntegra, basta acessar o canal da CNT no YouTube. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Tarifa de importação de pneus para transporte de cargas é zerada

Imposto de 16% será retirado para diminuir custos para caminhoneiros A partir de amanhã (21), os pneus para transporte de cargas entrarão no país sem pagar Imposto de Importação. A medida foi decidida pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com o objetivo de reduzir os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Em nota, o Ministério da Economia informou ter atendido a pedido do Ministério da Infraestrutura. A Camex informou ter ouvido empresas do setor que, informaram que os preços dos pneus de carga no mercado nacional têm ficado mais caros por causa da alta do dólar, do aumento da demanda pelo produto e pela elevação do preço das commodities (bens primários com cotação internacional). A medida valerá a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (21). Em 2020, 1,28 milhão de pneus novos de borracha, usados em caminhões, foram importados pelo Brasil, num total de US$ 141,8 milhões. Fonte: Agência Brasil
O papel da logística na recuperação da economia mundial

Os efeitos do distanciamento social causado pela COVID-19, como fronteiras fechadas, proibição de viagens e linhas aéreas suspensas, mudaram completamente o fluxo de mercadorias, pessoas, serviços e informações. Com isso, o contato pessoal foi substituído pelas conexões on-line, aumentando o tráfego internacional de internet, telefonemas e gerou uma explosão no comércio eletrônico, que alcançou R$ 41,92 bilhões de faturamento em agosto/20 no Brasil (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABComm). Dessa forma, a pesquisa Global Connectedness Index 2020 (GCI), da DHL, indica que, apesar de o índice de conectividade do ano passado ter sido menor que em 2019, ele não chega aos níveis preocupantes da crise econômica global de 2008 e 2009. Na verdade, o estudo aponta que os fluxos de comércio e de capital já começaram a se recuperar e que as conexões internacionais se mantiveram ativas durante os meses de recessão. Isso foi indispensável para a manutenção da economia global, uma vez que as redes logísticas integradas auxiliaram no fortalecimento dos níveis de comércio em todo o mundo e protegeram as fontes de sustento dos cidadãos. Assim, traçando um paralelo entre os tráfegos de pessoas e mercadorias, notamos que, conforme previsto, houve um colapso no turismo internacional, que provavelmente não retornará ao faturamento do nível pré-pandêmico antes de 2023. No entanto, todos os outros tipos de fluxos e transações se mantiveram surpreendentemente ativos: o comércio internacional se recuperou após uma grande queda e continua a ser a espinha dorsal das economias; já os fluxos de informação digital tiveram um rápido crescimento, uma vez que a pandemia levou o trabalho, o entretenimento e a educação para a esfera on-line. No Brasil, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, o comportamento de consumo digital superou as barreiras transfronteiriças e impactou o lucro entre janeiro e abril de 2020. Neste período, a modalidade somou US$ 123,4 bilhões de faturamento, sendo a variação ano a ano mais expressiva entre as 20 principais economias do mundo (G20). Já o tráfego global de internet chegou a crescer dois dígitos, com pessoas e empresas cada vez mais conectadas digitalmente para manter as operações em funcionamento. Nesse sentido, os fluxos de capital foram atingidos mais intensamente. No entanto, fortes respostas políticas por parte de governos e bancos centrais ajudaram a estabilizar os mercados. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,772 bilhões em novembro de 2020, expansão de 4,7% frente ao alcançado no mesmo mês do ano anterior. Assim, apesar de ter interferido nos negócios e na ordem social, a pandemia não conseguiu romper as conexões entre os países. Ela, de fato, transformou as relações, pelo menos momentaneamente, e evidenciou os desafios de manter a conectividade global ativa. Contudo, foi possível estabelecer uma rápida adaptação nesse processo, que nos deixou mais fortes e preparados para enfrentar estes e novos desafios. Ou seja, as cadeias de suprimento e as redes conectadas se tornaram essenciais na manutenção do funcionamento do mundo e na estabilização da globalização, especialmente neste momento de crise que assola o planeta. Além disso, os recentes avanços da produção de vacinas para conter o coronavírus colocaram um holofote na importância sistêmica de uma logística especializada rápida e segura, dependente de uma rede interconectada, que garanta efetivamente a distribuição internacional. Hoje o Brasil se encontra pouco inserido na conectividade global, ocupando o 60° lugar no ranking feito pela DHL. Porém, olhando apenas para as Américas do Sul, Central e Caribe, apenas o Chile está à frente do Brasil, na posição de número 47, o que indica um avanço nesse processo de transformação. Agora, com os países mais conectados, é possível vislumbrar a recuperação mundial, puxada pelo crescimento econômico entre as nações mais estabilizadas em relação à globalização. Nesse sentido, uma boa cadeia logística é o que nos ajuda a ir mais longe! Fonte: NTC
Ministério da Saúde atende pedido e trabalhadores do transporte serão priorizados na vacinação contra a covid-19

Trabalhadores do transporte estão incluídos no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a covid-19. Esta é mais uma conquista para o setor, que não parou suas atividades durante a pandemia. A FETRANSUL vem trabalhando há meses com o pedido de priorização para vacinação dos profissionais junto ao Ministério da Saúde e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Para o presidente da federação e do Conselho Regional do SEST SENAT no RS, Afrânio Kieling “os profissionais do transporte merecem o reconhecimento pelo trabalho realizado. Nosso setor é fundamental para o abastecimento do país. A entidade agradece o entendimento do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello que atendeu o pedido do setor”, conclui. Kieling também colocou à disposição do Ministério da Saúde todas as unidades do SEST SENAT do estado como ponto de vacinação. “O SEST SENAT é a casa dos trabalhadores do transporte, o que estiver ao nosso alcance iremos fazer. Nossas empresas também estão à disposição para o transporte e logística das vacinas de forma gratuita”, afirma o presidente. Confira abaixo os requisitos para a vacinação dos profissionais: (informações CNT) Caminhoneiro: Quem tem direito: Motorista de transporte rodoviário de cargas definido no art. 1º, II da Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015, que trata da regulamentação da profissão de motoristas Comprovação: documento que comprove o exercício efetivo da função de motorista profissional do transporte rodoviário de cargas (caminhoneiro). Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros Urbano e de Longo Curso: Quem tem direito: Motoristas e cobradores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso. Comprovação: documento que comprove o exercício efetivo da função de motorista profissional do transporte de passageiros. Trabalhadores Portuários: Quem tem direito: Qualquer trabalhador portuário, incluindo os funcionários da área administrativa. Comprovação: documento que comprove o exercício efetivo da função de trabalhador portuário. Trabalhadores de Transporte Aéreo: Quem tem direito: Funcionários das companhias aéreas nacionais, definidos pelo Decreto nº 1.232/1962 e pela Lei nº 13.475/ 2017 (Aeroviários e Aeronautas). Comprovação: documento que comprove a situação de trabalhador empregado de companhias aéreas nacionais. Trabalhadores de Transporte Metroviário e Ferroviário: Quem tem direito: Funcionários das empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas. Comprovação: documento que comprove a situação de trabalhador empregado de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas. Trabalhadores de Transporte Aquaviário: Quem tem direito: Funcionários das empresas brasileiras de navegação. Comprovação: documento que comprove a situação de trabalhador empregado das empresas brasileiras de navegação.
ANTT aprova reajuste na tabela dos pisos mínimos

Houve atualização de acordo com o IPCA acumulado e o preço do óleo diesel S10 Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deliberou, na Reunião de Diretoria desta segunda-feira (18/1), pela atualização dos coeficientes dos pisos mínimos de frete, referentes à Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), de acordo com o art. 5º, § 3º, da Lei nº 13.703/2018. A Lei nº 13.703/2018 estabelece que a ANTT deverá publicar nova tabela com os coeficientes de pisos mínimos atualizados, até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, estando tais valores válidos para o semestre em que a norma for editada. Além disso, determina que, na hipótese de a norma não ser publicada nos prazos estabelecidos, os valores anteriores permanecerão válidos, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou por outro que o substitua, no período acumulado. Segundo a nota técnica da ANTT, “Os indicadores aqui propostos para revisão são o IPCA e o preço do diesel S10 divulgado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O IPCA é calculado e disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo como objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo. Trata-se, portanto, de indicador de variação de preços cuja aplicação está expressamente prevista na Lei nº 13.703/2018”. Além disso, conforme explica o documento, “o preço do óleo diesel S10 é calculado e disponibilizado semanalmente pela ANP, por meio de pesquisa de mercado junto a uma amostra de postos de combustíveis com abrangência nacional. Reforça-se que a ANP é o órgão legalmente responsável pelo acompanhamento dos preços de combustíveis no país e o uso deste indicador vem sendo aplicado desde a edição da Resolução ANTT nº 5.820/2018”. A nota técnica conclui que “O IPCA acumulado entre julho de 2020 – data da entrada em vigor da Resolução ANTT nº 5.899/2020 – até novembro de 2020 – valor disponível mais atual do IPCA no momento da elaboração desta nota técnica –, cujo valor foi de 3,02424%, e o preço do óleo diesel S10 – de acordo com valor mais recente divulgado pela ANP, referente à semana de 29/11 a 05/12/2020 –, cujo valor foi de R$3,663 por litro, foram aplicados nos parâmetros mercadológicos”. O resultado do reajuste pelo IPCA acumulado e da atualização do preço do óleo diesel S10 gerou impactos médios variando de aumentos de 2,34%, para operações de alto desempenho com contratação somente do veículo automotor de cargas, a 2,51%, para operações de carga lotação. Histórico – A Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi estabelecida pela Medida Provisória nº 832/2018 e convertida na Lei nº 13.703/2018. Saiba mais sobre a PNPM aqui. Saiba como calcular o piso mínimo. Confira o histórico completo da implantação da regulação da ANTT sobre PNPM-TRC. Fonte: ANTT
Setor transportador comemora início da campanha de vacinação contra a covid-19
Empresas participam da operação para distribuir 44 toneladas de vacinas nos estados e no DF O setor transportador celebra o início da campanha nacional de vacinação contra a covid-19 pelo governo federal. A anúncio foi feito nesta segunda-feira (18) em cerimônia com a presença de governadores e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Centro de Distribuição Logística de Guarulhos (SP), onde estão armazenadas 6 milhões de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan. De lá, as vacinas seguem para as unidades da Federação em voos da Força Aérea e das companhias Gol, Azul, Latam e Voepass, que atuam gratuitamente. Ao todo, são 44 toneladas em materiais. As vacinas estão acondicionadas em caixas de isopor de modo a conservar a temperatura recomendada. Tão logo as aeronaves aterrissem, as doses serão distribuídas para os municípios por transporte terrestre, em uma operação que conta com 100 veículos refrigerados das transportadoras brasileiras e rastreados por satélite. Nesta primeira fase, serão vacinados trabalhadores de saúde; pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas; pessoas com deficiência institucionalizadas; e população indígena aldeada, informou o Ministério da Saúde. “A imunização em massa dos brasileiros é uma prioridade e conta com o total apoio do setor transportador, que segue disponibilizando suas frotas e sua organização logística para concretizar as entregas”, destacou o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. O presidente reiterou, ainda, a importância de se vacinar com prioridade os profissionais do transporte de todos os modais, incluindo cobradores, portuários, aeroviários, aeronautas e funcionários do metroferroviário. Divulgado em dezembro, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 considera os trabalhadores do transporte coletivo de passageiros e os do transporte rodoviário de cargas como grupo prioritário. Em comunicação ao Ministério da Saúde, o Sistema CNT disponibilizou as unidades do SEST SENAT em todo o país para a utilização como pontos de vacinação. Além disso, colocou à disposição do governo federal a vasta experiência da entidade em campanhas de conscientização, com o intuito de orientar adequadamente a população sobre os benefícios coletivos da vacina. Fonte: CNT
O SEST SENAT inicia 2021 com uma novidade para as empresas do transporte.

A partir de agora, é possível matricular jovens aprendizes em turmas já em andamento. Ou seja, atendemos ao seu pedido e, agora, a sua empresa não precisa mais aguardar a formação de uma nova turma nas unidades operacionais de todo o país. Isso auxilia os transportadores no cumprimento das melhores práticas de aprendizagem profissional. Procure a unidade mais próxima e aproveite essa facilidade. Veja o contato aqui: https://sestsenat.org.br/unidades
Fux deve definir em fevereiro data para nova audiência sobre fretes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, pretende definir em fevereiro, após o recesso do Poder Judiciário, uma nova data para a audiência de conciliação sobre o tabelamento do frete rodoviário. O encontro teria ocorrido em 27 de abril do ano passado, mas o ministro decidiu adiá-lo por tempo indeterminado, em razão da pandemia. Com a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros para fevereiro, o tema deve voltar à pauta, ainda que a audiência ocorra por videoconferência. A última tentativa de acordo foi em 10 de março, quando o governo federal e entidades representativas dos caminhoneiros “por muito pouco” não chegaram a uma negociação, segundo o próprio Fux informou, na ocasião. Naquela reunião, a sugestão de solução para o impasse – que já se estende há quase três anos – foi a fixação de um valor médio para o frete a ser aplicado por um tempo determinado, para depois se tornar um valor de referência. “O próprio mercado se regularia. Eu fiz questão de indagar se eles preferiam que o feito fosse imediatamente pautado, mas eles preferiram uma nova rodada de negociações”, afirmou Fux, à época. Ele é o relator das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) que tramitam no STF contra o tabelamento. As partes estão em disputa desde que o então presidente Michel Temer editou medida provisória (MP), depois convertida em lei, para criar o frete mínimo – reivindicação dos caminhoneiros atendida pelo governo para encerrar a greve de 2018, que durou 11 dias e gerou problemas de abastecimento em todo o país. Nos autos do processo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu a derrubada da lei – segundo ele, o tabelamento do frete rodoviário viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, previstos na Constituição Federal. Nesta quinta-feira, a Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANB) e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) anunciaram paralisação nacional da categoria a partir de 1º de fevereiro. Os líderes do movimento esperam se reunir com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, no próximo dia 26. Em nota, o Ministério da Infraestrutura não confirma a data, mas afirma ter “agenda permanente de diálogo” com as principais entidades representativas da categoria e que o Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), recriado em 2019, “tem sido o principal canal interativo” entre o governo e os caminhoneiros. “Qualquer associação representativa que deseje contribuir para a formulação das políticas públicas pode requerer a sua participação para debater eventuais temas de interesse da categoria”, diz o texto enviado pela pasta. Atualmente, os caminhoneiros se queixam do preço do diesel, defendem uma série de revisões nas resoluções da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e reivindicam maior fiscalização do governo sobre as transportadoras, para que cumpram direitos trabalhistas. Fonte: Valor
Indústria de oito estados cresce mais do que a média nacional, diz IBGE

Rio Grande do Sul apresentou expansão de 3,8% no setor, de acordo com a pesquisa divulgada hoje A produção industrial apresentou alta em dez dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, na passagem de outubro para novembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, oito localidades já superaram o patamar de fevereiro do ano passado, período anterior a pandemia do novo coronavírus: Amazonas (14,9%), Santa Catarina (9,5%), Ceará (7,5%), Minas Gerais (6,2%), São Paulo (6%), Paraná (5,9%), Rio Grande do Sul (5,2%) e Pernambuco (1,8%). Isso mostra também que as indústrias destas oito localidades superaram a produção industrial média nacional. Em novembro, o setor cresceu 1,2%. Os locais que se destacaram na análise divulgada hoje foram a Bahia, com crescimento de 4,9%, o Rio Grande do Sul, com expansão de 3,8% da produção industrial local e o Amazonas, que teve alta de 3,4%. “Esse aumento em novembro na Bahia foi impulsionado pelo resultado do setor de celulose e do setor de bebidas”, afirma o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida. Já a produção industrial gaúcha, a segunda maior influência positiva, registra a sétima alta consecutiva, com acumulado de 67% entre maio e novembro. Segundo Bernardo, o Rio Grande do Sul contou com boa participação do setor de couro, artigos de viagens e calçados. Já o Amazonas, com a alta em novembro influenciada pelo setor de bebidas, eliminou a queda de 0,7% registrada em outubro. O Estado de São Paulo, que tem a maior participação nos resultados da indústria nacional, cresceu 1,5% em novembro, após recuar 0,5% em outubro. Antes disso, o estado havia registrado cinco meses de crescimento, entre maio e setembro, quando acumulou ganhos de 47%. “Como nos últimos meses, as influências positivas na indústria paulista foram do setor de veículos e do setor de máquinas e equipamentos”, diz Bernardo. Influências negativas Por outro lado, entre os locais que registram as maiores quedas em novembro, destaque para o Pará e o Mato Grosso, que viram a produção industrial em seus territórios encolher 5,3% e 4,3%, respectivamente. O Pará teve a maior queda em termos absolutos e foi a principal influência negativa no mês. “É a terceira taxa negativa consecutiva da indústria paraense, com perda acumulada de 10,4%”, registra Bernardo, citando como influências negativas para o estado o setor extrativo, que concentra cerca de 88% de toda produção industrial do Pará, e o setor de alimentos. Já o Mato Grosso voltou a recuar após crescer 0,8% em outubro. O principal componente da queda foram os resultados negativos dos setores de alimentos, muito influente na indústria local, e de derivados do petróleo e biocombustíveis. Os outros três locais que apresentaram queda em novembro foram Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%). Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / Divulgação / CP