Adequação das empresas de transporte à LGPD é tema de webinar

Debate sobre proteção de dados pessoais será transmitido na quinta-feira (21), às 10h30, pelo canal do Sistema CNT no YouTube Em vigor desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais fornece as bases legais para que empresas e o setor público façam a coleta e o tratamento de dados de clientes e usuários. Pautado pela transparência, o setor transportador deve se adequar o quanto antes, de modo a aproveitar novas oportunidades de negócios e se precaver contra riscos. É com o intuito de esclarecer dúvidas e orientar os empresários que o Sistema CNT – formado por CNT, SEST SENAT e ITL – convida para um webinar sobre LGPD e setor de transporte com os especialistas Danilo Doneda e Laura Schertel Mendes. Danilo Doneda é advogado, doutor em Direito Civil pela UERJ, professor do IDP e indicado pela Câmara dos Deputados ao Conselho Nacional de Proteção de Dados. Laura Schertel Mendes é advogada, doutora em Direito Privado pela Universidade de Humboldt de Berlim, professora do IDP e da UnB, diretora do Centro de Direito, Internet e Sociedade do IDP. Ela foi uma das autoras do anteprojeto de lei que resultou na LGPD. O evento será transmitido na próxima quinta-feira (21), às 10h30, pelo canal do Sistema CNT no YouTube. Inscreva-se no canal e participe. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SINDICAR representa o setor na solenidade de posse do Prefeito Municipal de Carazinho

No dia 01 de janeiro, Moisés dos Santos, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Carazinho e Região – SINDICAR, participou da solenidade de posse do Prefeito reeleito da cidade de Carazinho, Milton Schmitz. Schmitz é um dos fundadores do SINDICAR e esteve a frente da presidência por mais de 10 anos. Atuou no ramo de transportes e logística por 46 anos. Foi vice presidente da FETRANSUL e presidente do Conselho do Sest Senat no Rio Grande do Sul entre outros cargos de lideranças. O presidente reforça que o sindicato está à disposição do município para ações em prol do desenvolvimento da cidade e região. “Para nós do SINDICAR é uma honra poder trabalhar e contribuir com o setor de transportes. Nossa entidade busca soluções junto ao poder executivo e organismos intervenientes com o auxílio da Federação, sempre com foco nas empresas de transporte e logística”, conclui Moisés. O sindicato representa os municípios de Carazinho, Não-Me-Toque, Sarandi, Chapada, Tapera, Victor Graeff, Espumoso e Colorado.
Exportações do agro ultrapassam barreira dos US$ 100 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da série histórica, atrás somente de 2018 (US$ 101,17 bilhões). Em relação a 2019, houve crescimento de 4,1% nas vendas externas do setor. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a expansão foi resultado do aumento do quantum exportado (+9,9%), uma vez que o índice de preço caiu 5,3%. O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, alcançando a participação recorde de 48%. Por outro lado, houve queda de 5,2% nas importações de produtos do agronegócio, cuja cifra foi de US$ 13,05 bilhões. O aumento das exportações e queda das importações resultou em um saldo superavitário de US$ 87,76 bilhões para o setor. Soja – O complexo soja (grão, óleo e farelo) foi o principal produto da pauta exportadora, com US$ 35,24 bilhões e 101,04 milhões de toneladas. As exportações do grão representaram 81,1% do valor exportado e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas. A exportação foi maior em valor e quantidade do produto apenas em 2018: US$ 33,05 bilhões e 83,25 milhões de toneladas. Carnes – As carnes ocuparam a segunda posição no ranking de setores exportadores do agronegócio em 2020, com US$ 17,16 bilhões. As vendas de carne bovina representaram 49,4% desse montante, com crescimento de 11,1% ante 2019. As exportações de carne bovina in natura registraram recorde em valor (US$ 7,45 bilhões) e quantidade (1,72 milhão de toneladas). As exportações de carne de frango representaram 34,9% do total exportado pelo setor de carnes nos 12 meses, com US$ 5,99 bilhões. Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 2,25 bilhões, do quais 94,1% corresponderam ao produto in natura. O montante registrado nas exportações de carne suína in natura foi recorde histórico, tanto em valor (US$ 2,12 bilhões), quanto em quantidade (901,10 mil toneladas). China – Em relação aos compradores, a China adquiriu 73,2% da soja em grão exportada, o que correspondeu a US$ 20,91 bilhões (2,2% superior a 2019). E também foi o principal destino da carne bovina in natura exportada, 54,2% (US$ 4,04 bilhões). O país contribuiu para o crescimento dessas vendas, uma vez que adquiriu US$ 1,35 bilhão a mais do que em 2019 (+50,3%). Dezembro – Em dezembro de 2020, as exportações do agronegócio somaram US$ 7,30 bilhões, recuo de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 7,59 bilhões). A queda ocorreu em função da redução do índice de preço e de quantum dos produtos exportados, que caíram 1,1% e 2,7%, respectivamente. As importações de produtos do agronegócio subiram de US$ 1,21 bilhão em dezembro de 2019 para US$ 1,35 bilhão em dezembro de 2020, alta de 11,5%. Destaques – Os destaques do mês foram milho e açúcar. Os embarques de milho foram de 5 milhões de toneladas ou o equivalente a US$ 945,3 milhões (+33,5%). Três países compraram mais de US$ 100 milhões de milho brasileiro: Egito (US$ 164,39 milhões; +427,4%); Vietnã (US$ 148,32 milhões; +96,8%) e Irã (US$ 119,57 milhões; +91,2%). Açúcar – As vendas externas de açúcar em bruto foram de US$ 740,08 milhões (+119,3%) ou 2,6 milhões de toneladas. A China foi a maior importadora de açúcar, com US$ 156,84 milhões (+665,3%). Outros países que importaram mais de US$ 50 milhões foram: Argélia (US$ 98,34 milhões; +72%); Malásia (US$ 69,86 milhões); Nigéria (US$ 56,17 milhões; +15,3%) e Emirados Árabes Unidos (US$ 50,69 milhões). Texto: Mapa/ Foto: AEN/ José Fernando Ogura Fonte: Paraná Cooperativo
Indústria de implementos rodoviários fecha 2020 estável no Brasil

Agronegócio, construção civil e transporte de medicamentos e alimentos garantiram bom resultado Após um susto, no segundo bimestre do ano, a indústria brasileira de implementos rodoviários iniciou uma lenta e gradual recuperação, que levou a um resultado positivo no encerramento do exercício. O setor emplacou perto de 122 mil unidades, incremento abaixo de 1% sobre o ano anterior, que somou 121 veículos. “O resultado mostra como o mercado reagiu em alguns segmentos, repercutindo na estabilização das perdas de forma geral”, analisa Norberto Fabris, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR). O bom desempenho de setores como o agronegócio, responsável por mais de 40% dos negócios no segmento pesado; construção civil, com a retomada de lançamentos residenciais e obras de infraestrutura; e transporte de remédios e alimentos foram os principais responsáveis pela recuperação. O segmento de reboques e semirreboques totalizou 67 mil produtos entregues ao mercado, representando 6% de elevação. O setor de carroceria, influenciado pela demora na recuperação das entregas urbanas, por conta da redução do consumo pelas famílias, consolidou retração de 5%, somando 54,5 mil produtos. “Em 2021, a expectativa é que mais segmentos se juntem a esses pilares da recuperação do setor e também reajam positivamente”, aponta o dirigente, que projeta alta entre 8% e 10% sobre 2020, algo como 132 mil unidades. Quando analisados por atividade, os dados revelam que das 15 famílias de veículos rebocados, oito apresentaram resultado positivo. Em volume, os modelos basculantes somaram perto de 17,3 mil unidades, alta de 32%, assumindo a liderança do setor, historicamente ocupada pela linha de graneleiros/carga seca. Estes registraram recuo de 7%, para pouco mais de 13 mil emplacamentos. Percentualmente, o melhor resultado foi apurado no mercado de silos, com alta de 144% e 230 unidades. Na direção contrária foi o mercado de transporte de toras, com recuo de 42%, para 997 emplacamentos. No segmento de leves, de carrocerias sobre chassi, das sete categorias, três tiveram variação positiva, com destaque para betoneiras para atendimento da construção civil. Foram entregues 890 unidades, alta de 56%. Os modelos baús alumínio e frigorífico, que lideram o segmento, tiveram queda pouco acima de 1%, com mais de 24 mil unidades entregues. Assim como nos equipamentos pesados, os graneleiros e carga seca também registraram declínio de 16%, para pouco mais de 13 mil emplacamentos. Fonte: Jornal do Comércio Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação/JC
Alteração da cota de Menor Aprendiz, por Norma Coletiva

Um dos grandes desafios trabalhistas enfrentados atualmente pelo empresariado nacional consiste no cumprimento das cotas mínimas de contratação de aprendizes e de pessoas com deficiência ou reabilitadas. Prevista no artigo 429 da CLT, a contratação de menor aprendiz é obrigatória para estabelecimentos de qualquer natureza e envolve um contrato de trabalho especial, por no máximo dois anos, para jovens de 14 a 24 anos inscritos em programa de formação técnico-profissional. A norma estabelece que o número de aprendizes deve ser de 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada empresa, cujas funções demandem formação profissional, excluindo-se as que exijam formação de nível técnico ou superior, os cargos de direção, gerência ou de confiança, os empregados em regime de trabalho temporário e os aprendizes já contratados. O objetivo da legislação foi fazer cumprir a função social das empresas e propiciar integração, inclusão e formação profissional de jovens. As repercussões coletivas do descumprimento dessas obrigações costumam ser bastante prejudiciais para as empresas, gerando multas ou assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). Algumas empresas, em razão de sua atividade, não dispõem de posições ou setores em sua estrutura que comportem o número mínimo de aprendizes ou deficientes, conforme exigido pela legislação. Diante dessas dificuldades, algumas categorias têm incluído, em suas Normas Coletivas, cláusulas específicas sobre as particularidades de sua atividade econômica, alterando as regras para a base de cálculo das cotas legais. Sobre as alteração da cota de menor aprendiz por norma Coletiva, cabe informar que já existe decisão da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho – que a norma coletiva extrapola o poder de regular as questões coletivas do trabalho, avançando sobre direitos difusos e indisponíveis, tornando nulas as cláusulas que alteram a base de cálculo do menor aprendiz, pois reúne normas de ordem pública que não podem ser objeto de negociação para fins de redução de direitos. Outra restrição sobre o assunto se refere justamente pelo fato de que já existe proibição, prevista no artigo 611-B da CLT, que acordos ou convenções coletivas suprimam ou reduzam alguns direitos específicos, dentre eles o de proteção a crianças e adolescentes, como é o caso da Lei da Aprendizagem. O entendimento dos magistrados tem sido no sentido de que cláusula que trata da modificação da base de cálculo para a contratação de aprendizes ultrapassa o interesse privado passível de negociação e portanto, não deve constar de instrumento coletivo, determinando às entidades que se abstenham de celebrar acordos ou convenções coletivas que flexibilizem ou alterem a base de cálculo da cota legal de aprendizagem e que reduzam as medidas de proteção legal de crianças e jovens. O objetivo do legislador é não permitir que a negociação coletiva se torne um espaço de discussão de direitos de crianças e adolescentes. Isso está proibido, mesmo após a reforma trabalhista. A reforma tem um dispositivo específico afirmando que não pode haver transações relacionadas a direito de crianças e adolescentes. A solução segura para as empresas seria caminhar rumo a uma mudança legislativa. O que se espera dos cumpridores da lei é que temas sensíveis como esse, tenham um olhar para ambos os lados, pois as empresas estão sujeitas, nos termos do art. 5º, inciso XXIII, da C.F. a cumprirem uma função social específica, a qual gera empregos, pagamentos de tributos, contribuição para o desenvolvimento econômico, social e cultural do entorno e a incompatibilidade de certas atividades com a contratação de aprendizes e deficientes prejudicam sobremaneira as empresas e consequentemente a sociedade como um todo. A justiça social é um conceito aberto, que pode ser redescoberto de tempos em tempos, dependendo do contexto social, histórico e econômico que a sociedade vive. A empresa para cumprir com sua principal função social necessita de auxilio para perseguir a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Ronaldo Vanin Assessor jurídico da FETRANSUL
DNIT estabelece normas para transporte de cargas indivisíveis e excedentes

A Resolução nº 1 publicada pelo DNIT no dia de ontem, 12 de janeiro no DOU, estabelece normas sobre o uso de rodovias federais por veículos ou combinações de veículos e equipamentos, destinados ao transporte de cargas indivisíveis e excedentes em peso ou dimensões, observados os limites e requisitos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Entre as disposições da Resolução, cabe ressaltar: “Art. 2º O uso de rodovias federais por veículos ou combinações de veículos e equipamentos, destinados ao transporte de cargas indivisíveis e excedentes em peso ou dimensões aos limites estabelecidos pela Resolução CONTRAN nº 210/2006, somente poderá ser realizado mediante a obtenção da AET expedida pelo DNIT, sendo o porte desse documento obrigatório, nos termos da Resolução CONTRAN nº 520/2015. Art. 5º O transporte de carga indivisível deverá ser efetuado em veículos adequados, que apresentem estruturas, estado de conservação e potência motora compatíveis com a força de tração a ser desenvolvida, assim como uma configuração de eixos de forma que a distribuição de pesos brutos por eixo não exceda aos limites máximos permitidos no art. 11, observado rigorosamente as especificações do fabricante ou do órgão certificador competente reconhecido pelo Inmetro. Art. 21. Para a combinação de veículos ou veículos especiais, a AET será, inicialmente, fornecida com prazo de 90 (noventa) dias consecutivos e válida para apenas uma viagem, com percurso definido, quando exceder quaisquer dos limites definidos no art. 22, incluído o retorno do veículo vazio ou transportando veículos ou equipamentos usados na execução do transporte.[…]” Ainda, cabe destacar que a Resolução entra em vigor em 60 dias e revoga as seguintes determinações: Resoluções DNIT nº 1 e 2/2020; a Instrução de Serviço DNIT nº 14/2019; e as Portarias DNIT nº 7.771/2019 e nº 64/2021. Confira na íntegra, clicando aqui. Fonte: ABTI
DNIT e Ministério da Justiça firmam acordo para monitoramento das vias federais

Ação mostra uma interlocução entre as pastas em prol da segurança pública do país O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para disponibilizar as imagens do sistema de câmeras instaladas ao longo das rodovias federais sob responsabilidade da Autarquia. O acordo permite ainda que o órgão tenha acesso a uma plataforma integrada de monitoramento de veículos no país. O sistema é alimentado com informações de câmeras de outros órgãos de segurança pública, municípios e concessionárias. Dessa forma, a Autarquia poderá monitorar faixas de domínio das rodovias que se sobrepõem a trechos de vias públicas monitorados por outros entes públicos, bem como fiscalizar a condição de manutenção e de trafegabilidade das vias federais. A operacionalização do acordo foi iniciada esta semana com a integração dos sensores presentes nos, aproximadamente, 1.900 pontos de fiscalização com câmeras da Autarquia instaladas nas rodovias federais de norte a sul do país. Fonte: Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT
Exército e transportadoras privadas podem ajudar na distribuição de vacinas contra o Coronavírus no RS

Centro de Vigilância em Saúde do Estado pretende descentralizar ao máximo a operação A logística de distribuição da vacina contra o coronavírus no Rio Grande do Sul já está sendo preparada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Ainda não há definição, pois é preciso aguardar detalhes pelo Ministério da Saúde, mas várias possibilidades já estão encaminhadas. Em geral, vacinas são transportadas aos Estados por empresas contratadas pelo ministério. No caso do Rio Grande do Sul, o ponto de recebimento é a Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), que fica em Porto Alegre. Desse local, caminhões do Estado transportam para as 19 centrais regionais de saúde, que fazem a distribuição aos municípios, que distribuem aos pontos de aplicação dos imunizantes. A ideia do Centro de Vigilância em Saúde do Estado é descentralizar ainda mais essa entrega para agilizar a chegada do imunizante ao destino final. — A gente pretende distribuir em 36 locais – diz Cynthia Bastos, diretora do Centro de Vigilância em Saúde do Estado. Outra possibilidade que agilizaria ainda mais a distribuição seria de os lotes serem levados direto pelo MS aos pontos definidos pelo Estado, não precisando passar por Porto Alegre. — O Ministério da Saúde já sinalizou a possibilidade de a Defesa Civil (da União) e o Exército auxiliarem na entrega. Pode haver a entrega direta nas centrais – relata Cynthia, que diz que transportadoras privadas já se colocaram à disposição para auxiliar gratuitamente no transporte da vacina. O presidente da Fetransul, Afrânio Kieling, diz que há cerca de 30 empresas no Estado com capacidade para esse tipo de transporte. — Já nos colocamos à disposição do Ministério da Saúde para ajudar. É um transporte que requer uma série de exigências, como a forma de manuseio, refrigeração do produto, etc. Transportadoras (gaúchas) fizeram transporte de graça de produtos durante a pandemia. Mas eram produtos que não exigiam tantos cuidados como a vacina — conta Afrânio, que preside a entidade que representa cerca de treze mil empresas do transporte rodoviário de cargas e logística no Rio Grande do Sul, que operam uma frota estimada em 270 mil caminhões. Ainda não se sabe quantas vacinas serão destinadas num primeiro momento ao Rio Grande do Sul, mas o Estado trabalha com uma quantidade que varia entre 200 e 300 mil doses. Essa primeira remessa emergencial será destinada aos profissionais de linha de frente do enfrentamento ao coronavírus e idosos que ficam em lares de longa permanência. Depois, outros níveis de profissionais da saúde mais diretamente ligados ao combate à doença. Essa primeira leva não deverá chegar ao público em geral. Segundo Cynthia, as doses chegando ao Estado, a vacinação nesse público-alvo é feita em até uma semana. Não há data definida para chegada, nem para o começo da vacinação. Mas o Estado trabalha com a possibilidade de já ter o imunizante até 31 de janeiro. Fonte: Zero Hora
Programa Despoluir à disposição das transportadoras

O Programa Ambiental do Transporte tem como missão promover a melhoria da qualidade de vida dos transportadores, engajando-os em ações de responsabilidade socioambiental. A Avaliação Veicular Ambiental é uma das ações do programa com maior destaque, tendo como propósito melhorar a qualidade do ar, cuidar da saúde dos trabalhadores e estimular o uso racional de combustíveis. Já agendou a visita do Despoluir?Nossa equipe está à disposição para atender gratuitamente as empresas de transporte. Entre em contato através dos telefones abaixo: Porto Alegre: (51) 98297.0129/(51) 98297.0424Bento Gonçalves: (54) 98146.0066Carazinho: (54) 98134.0032 Além das cidades citadas acima, o programa atende todas as regiões do país e do estado do Rio Grande do Sul. Para saber mais acesse e confira todas as linhas de ação que o Despoluir oferece: www.despoluir.com.br Foto: CNT
Perspectivas indicam vendas de 100 mil caminhões no Brasil em 2021

Com a chegada da vacina, Fenatran e a possível safra recorde, as perspectivas para 2021 são melhores que 2020. Mas as resoluções do Contran desafiarão a indústria As perspectivas indicam que em 2021 serão vendidos 100 mil caminhões novos no Brasil. Ainda assim, o transporte rodoviário de cargas foi um dos setores mais afetados pela crise causada pela covid-19. Especialmente no segundo trimestre de 2020. Seja como for, na sexta-feira (8). a Anfavea vai divulgar os dados de produção em 2020. E deve anunciar as perspectivas para 2021. Vice-presidente da associação das montadoras para o segmento de pesados, Marco Antonio Saltini (foto abaixo) diz que as perspectivas indicam que 2021 será um ano de incertezas. Para o executivo, além da pandemia, que deverá se arrastar por mais tempo até a chegada da vacina, a situação econômica ainda é uma incógnita. Economia ainda sofre com o novo coronavírus “Há um novo aumento do nível de contaminação pelo novo coronavírus. E isso já está levando algumas cidades a voltarem atrás na flexibilização”, diz Saltini. Segundo ele, mesmo com o início da vacinação levará tempo para que toda a população seja imunizada. E a economia poderá ser impactada com isso. Para Saltini, o agronegócio continuará indo bem. “Mas outros setores, como o de bares e restaurantes, shoppings e comércio em geral, poderão sofrer algum retrocesso.” Para o vice-presidente da Anfavea, isso deverá impactar diretamente a indústria. Inclusive o negócio de caminhões, segundo as perspectivas. Perspectivas indicam melhora em 2021 Saltini ainda coloca na conta a redução da oferta de recursos do governo federal. Ele lembra que em 2020 foram injetados R$ 600 bilhões no enfrentamento da pandemia. “O ano ainda é incerto. Mas imagino que não será pior do que foi 2020”, afirma Saltini. Em 2019, a economia voltou a crescer. E a média mensal de vendas de caminhões era de 8 mil unidades. Em dezembro de 2020, foram emplacadas 9,6 mil unidades. Para Santini, esse é um sinal de que 2021 será melhor. Pontos de atenção em 2021 Da mesma forma, segmentos que estavam em alta em 2020 devem repetir o bom resultado em 2021. Ou seja, as perspectivas são de que o agronegócio e a mineração vão continuar acelerando. Mas o vice-presidente da Anfavea lembra que há desafios a enfrentar. Entre eles está o atendimento à alta na demanda, que deverá se estender ao longo do ano. No segmento de pesados, a participação nas vendas em 2020 foi a mais expressiva dos últimos anos. Ou seja, os caminhões pesados responderam por quase 50% das vendas. E a procura aumentou ainda mais nos últimos meses de 2020. E essa categoria é um importante termômetro da economia. Além disso, indica que vários setores vão demandar caminhões em 2021. Falta de matéria-prima preocupa Do mesmo modo, somando as vendas dos segmentos de pesados e semipesados dá 75,6% de participação do mercado em 2020. Esse número é muito próximo dos 76,3% registados em 2019. . No entanto, a falta de de matérias-primas para a produção de caminhões está provocando impactos no setor. Por isso, Saltini não descarta a possibilidade de algumas linhas chegarem a parar. Além disso, o preço dos insumos disparou. “Essas são variáveis que vão nortear o início de 2021. E nas quais deveremos prestar atenção.”. Vendas de caminhões chegarão a 100 mil unidades Seja como for, profissionais do setor acreditam que as vendas em 2021 devem ficar próximas das de 2019. Ou seja, as perspectivas apontam para em torno de 100 mil unidades. Esse número considera a projeção de crescimento de importantes segmentos da economia. É o caso do comércio eletrônico e da construção civil, que deslancharam em 2020. No segundo caso, é preciso haver um empurrão do poder público. “O governo precisa voltar a investir em infraestrutura”, diz Saltini. Vendas de caminhões em 2021 chegarão a 100 mil unidades Ainda assim, ele lembra que à medida que as taxas de juros caem, o consumidor volta a ficar de olho na compra da casa própria. E isso atrai investimentos. “Mas estamos observando um ligeiro aumento da inflação. E esse é um ponto de atenção”, afirma o executivo. Mesmo assim, ele diz que as perspectivas são positivas. Para Saltini, o comércio eletrônico crescerá ainda mais. Com isso, deverá impulsionar as vendas de caminhões em 2021. Sobretudo dos segmentos de leves semi-leves e médios. 2021: continuidade da retomada de 2019 Sócio-gestor da consultoria MA8 Management Consulting Group, Orlando Merluzzi (foto abaixo) diz que em 2021 o Brasil verá a retomada do crescimento iniciada em 2019. Mas o avanço foi interrompido pela pandemia. “Se não fosse a covid-19, a queda não teria acontecido. E haveria um aumento de 14% a 15% nas vendas do setor. Tanto que começou a faltar caminhão no mercado.” Mas Merluzzi lembra que isso só será possível se houver previsibilidade econômica. Além disso, será necessário tranquilidade política e que as reformas previstas pelo governo saiam do papel. “Só dessa forma os setores de produção e varejo terão confiança. Isso refletirá na alta do movimento econômico e nas vendas de caminhão”, afirma. Contudo, se não houver imprevistos, Merluzzi, que é especializado no segmento de pesados, projeta alta nas vendas de 15 mil unidades ante 2020. Com isso, as perspectivas apontam para um mercado com os mesmos níveis de 2019. Resoluções do Contran são desafio para a indústria Outro desafio para a indústria de caminhões diz respeito à legislação. E implica resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que passam a vigorar entre 2022 e 2023. A norma do Contran 799, de 22 de outubro de 2020, por exemplo, trata da segurança veicular. Algumas resoluções foram postergadas e outras, mantidas. São normas relacionadas à segurança na cabine e introdução de controle eletrônico de estabilidade. Além da redução de ruído e das emissões de poluentes. As duas últimas entrarão em vigor em 2023. “Essas normas trazem uma série de complexidades. Tanto que essa é a real razão de a Ford ter saído do mercado de caminhões no Brasil”, afirma Merluzzi. “Em outras palavras, quem não começou a trabalhar no desenvolvimento