ANTT aprova aumento de pedágio para compensar concessionárias por perdas na pandemia

Para mitigar o impacto para os motoristas, Agência Nacional de Transportes Terrestres poderá elaborar uma forma de diluir os reajustes tarifários As perdas de receita das concessionárias de rodovias federais que foram afetadas pela pandemia do coronavírus serão recompostas por reajustes nas tarifas de pedágio cobradas dos usuários. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por reequilibrar os contratos das empresas que administram estradas federais, aprovou na última quinta-feira (4) a metodologia que vai reger esse processo, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8). Para mitigar o impacto para os motoristas, a ANTT poderá implementar a recomposição do equilíbrio de forma parcelada, ou seja, elaborar uma forma de diluir os aumentos tarifários. O reequilíbrio das concessões afetadas pela pandemia é um assunto discutido há meses pela ANTT. Pela lei, concessionárias de serviços públicos têm o direito de recompor suas perdas quando um acontecimento não pactuado mexe com o equilíbrio financeiro do contrato. Isso foi reconhecido também em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), produzido no ano passado, quando os serviços de transporte começaram a sentir os efeitos da redução drástica de locomoção de veículos em função da pandemia. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), no acumulado de 2020, o fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil caiu 13,1%, afetado mais fortemente pela redução do tráfego de leves (-16,9%) do que de pesados (-1,1%). Há várias formas de o poder público compensar o concessionário nessas situações, entre elas o reajuste tarifário — escolhido pela ANTT no caso das rodovias —, o pagamento direto pelos danos, o alívio nas exigências de investimentos e o aumento do prazo da concessão, por exemplo. Os impactos para cada concessionária serão medidos no mesmo período em que as empresas têm seus contratos revisados ordinariamente pela ANTT. Em razão disso, a metodologia publicada nesta segunda passa a vigorar somente a partir de 3 de março de 2022. A data foi definida para que não haja atraso nas revisões em andamento neste ano. Dessa forma, os efeitos financeiros dos reequilíbrios extraordinários serão percebidos juntamente das revisões ordinárias analisadas pela ANTT ao longo do próximo ano. Segundo a norma, o cálculo do reequilíbrio extraordinário deverá ser aplicado apenas para o período de março a dezembro de 2020. Na avaliação da ANTT, apesar de os efeitos sanitários da pandemia terem se estendido para este ano, em 2021 a crise não impactou o tráfego das rodovias concedidas. Para medir os efeitos da pandemia nas concessionárias — o que será analisado caso a caso —, será comparado mês a mês o tráfego mensal projetado, quando a crise sanitária não estava no radar, e o tráfego real no período. O cálculo será dado a partir da oscilação do tráfego real acima ou abaixo dos limites superior ou inferior do intervalo de confiança de 95% em relação à projeção central. Para as concessionárias da primeira etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais, com termo final originalmente pactuado em 2021, a recomposição será pela apuração de haveres e deveres, o que também se aplica nos contratos de concessão relicitados, com termo aditivo celebrado até a publicação da resolução da ANTT. Usuários A opção por reequilibrar os contratos por aumento de pedágio é criticada pela Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut). Desde que o tema é discutido pela ANTT, a entidade vem afirmando que o órgão poderia ter adotado outras formas de recomposição dos contratos, sem aumentar a tarifa. — Nós sempre fomos contra essa posição de só fazer reequilíbrio por aumento de tarifa. Infelizmente a ANTT não concordou com a nossa posição — disse o presidente da Anut, Luis Henrique Teixeira Baldez. A previsão de reajuste tarifário com análise caso a caso, sem uma aplicação geral, por sua vez, tem o apoio da Anut. Para Baldez, essa discussão individual é importante para que somente concessões realmente prejudicadas pela pandemia tenham as tarifas revisadas extraordinariamente. — Nós vamos acompanhar caso a caso, se aquele tráfego verificado realmente impactou as finanças de cada concessão. Vamos acompanhar com muita cautela e calma esses cálculos — disse o presidente da Anut. Na visão de Baldez, nessas revisões, a ANTT precisará levar em conta reduções de custo que as concessionárias eventualmente tiveram durante março e dezembro do ano passado — o que, no limite, poderia anular as perdas decorrentes da redução no tráfego, argumenta ele. — Esperamos que a ANTT leve isso em conta — afirmou Baldez, que apresentará até amanhã um ofício à agência com essas ponderações. Fonte: GauchaZH
A internet mudou os hábitos de consumo e o digital veio para ficar
Faça um exercício comigo: se neste momento você precisar adquirir qualquer item que esteja precisando, vai pensar primeiro em “onde” ou em “qual aplicativo” comprar? Se fosse há alguns anos – até mesmo meses, antes da pandemia chegar –, a primeira questão seria o pensamento intuitivo a surgir na sua mente; atualmente, a tendência já mudou. Nós desenvolvemos uma nova relação de consumo nos dias atuais. Isso é fato. A tecnologia acabou transformando as formas como consumimos, acelerada pela crescente disseminação da covid-19 que afetou os comércios e as vidas das pessoas. Dentro desse contexto, tivemos que nos adaptar à nova realidade e algumas das mudanças já dão indicativos de que vieram para ficar. Os sinais são evidentes: a pandemia impulsionou, entre outras mudanças, o processo de aceleração digital do comércio, como aponta o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni. Mais do que uma tendência, comprar pela internet se tornou uma urgência na atualidade. Antigamente, era preciso sair de casa para comprar. Hoje, com toques no celular ou por meio de cliques no computador, as pessoas têm acesso a uma extensa quantidade de produtos, preços e opções que são entregues diretamente nas portas de suas casas. E isso contempla todos os setores. Supermercados, farmácias, lojas de sapatos, roupas, eletrônicos… Qualquer área que sua mente puder imaginar estará no ambiente digital. Conforme revelado por uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Creio, mais da metade dos consumidores brasileiros (56%) afirmou ter comprado online pela primeira vez durante os primeiros meses da pandemia. Além desse, outro dado impactante: 94% pretendem continuar comprando pela internet nas lojas que descobriram no período. A presença digital se tornou mais do que essencial para se adequar a esse novo hábito de consumo. Além disso, outro fator que contribui para esse “boom” da internet é a comunicação envolvida nas redes. Presente na forma como as lojas e empresas dialogam com seus públicos no meio digital, no trabalho realizado pelas plataformas para aproximar o consumidor, no marketing envolvido nos sites e mídias sociais. Todo esse ambiente online propiciado pelas marcas faz com que tenhamos um saldo muito positivo tanto em termos de compra quanto de alcance de consumidores. E a tendência, com certeza, é de esse processo aumentar ainda mais. De acordo com o estudo global “Visa Back to Business Study”, realizado em novembro de 2020 em países como Brasil, EUA, Canadá, Alemanha e Hong Kong, os novos hábitos de consumo devem permanecer em 2021. A pesquisa mapeou que, no final do ano passado, 82% das micro e pequenas empresas consultadas tinham adotado novas formas de tecnologia digital para se adequarem ao cenário. Além disso, no Brasil, 88% dos pequenos empresários já alteraram a sua forma de operar nos últimos meses. Apesar de todo esse cenário de migração para o online, acredito que a parte sinestésica do processo de compra presencial não irá acabar. A questão é que todas as empresas precisam marcar presença nos meios digitais para conseguirem um alcance maior de clientes. E investir na comunicação com esse público. Desta forma, será possível agradar tanto os consumidores conectados quanto os que preferirem a nova “moda antiga”. Rodrigo Bernardino, jornalista Assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística Fonte: NTC&Logística
Venda de caminhões cresce 48,6% no Brasil em 2021
A venda de caminhões novos cresceu 48,6% no Brasil em 2021. De janeiro a outubro, foram feitos 104.826 emplacamentos. Por sua vez, no mesmo período de 2020 as vendas somaram 70.515 unidades. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias de veículos no País. Contudo, em outubro as vendas caíram 4,13% em relação às 11.565 unidades de setembro. No mês passado, foram 11.087 unidades. Seja como for, na comparação com as 7.965 vendas de outubro de 2020 houve alta de 39,20%. Conforme a Fenabrave, no acumulado de 2021 a Mercedes-Benz lidera as vendas por marca. Em outras palavras, tem 29,80% de participação de mercado. Em seguida está a Volkswagen/MAN, com 29,30% dos emplacamentos no período. Logo depois vem a Volvo, na terceira posição, com 17,05% de participação. A Scania ficou com a quarta colocação, com 12,31% do bolo. Ao passo que a Iveco responde por 6,49% das vendas e a DAF, por 4,33%. Além disso, como é praxe os pesados lideram a venda de caminhões por segmento. Pesados representam 51% da venda de caminhões novos Assim, de janeiro a outubro a participação da categoria foi de 51,14%. Depois vêm os semipesados, com 26,26% das vendas. Em terceiro lugar estão os leves (9,34%) e em quarto, os médios (8,68%). Por fim, os semileves fecham a lista com 4,58% das vendas. Segundo a Fenabrave, o Volvo FH 540 teve 7.271 emplacamentos de janeiro a outubro de 2021. Com isso, é o caminhão mais vendido de 2021. Em seguida está o Scania R 450, com 5.648 vendas. Na terceira posição está o Volkswagen Delivery 11.180, com 4.998 unidades emplacadas. Com isso, tomou a posição do DAF XF, que caiu para a quarta posição ao somar 4.422 vendas de janeiro a outubro. O segmento de implementos rodoviários não para de crescer. No acumulado de 2021, são 75.238 vendas. Ou seja, houve alta de 40,29% na comparação com o mesmo período de 2020. Em números absolutos, foram emplacados 53.631 implementos rodoviários de janeiro a outubro deste ano. Implementos em alta e ônibus patinando Do mesmo modo, na comparação de outubro com setembro também houve alta nas vendas. Assim, no mês passado foram emplacados 6.940 implementos rodoviários. Ou seja, um aumento de 1,63% em relação às 6.829 unidades vendidas em setembro. Por sua vez, as vendas de ônibus novos continuam patinando. Em outubro, foram emplacadas 1.199 unidades. Seja como for, houve um tímido aumento de 3,10% ante as 1.163 vendas de setembro. Porém, no acumulado de 2021 o setor registra retração. Segundo dados da Fenabrave, de janeiro a outubro de 2021 foram emplacadas 14.858 unidades. Ou seja, houve um recuo de 0,44% na comparação com as 11.924 vendas registradas no mesmo período do ano passado. Fonte: SETCESP
Segundo e terceiro dias do Congresso NTC 2021 XIV Encontro Nacional da Comjovem contou com Sidney Magal e discussões importantes para o TRC
Segundo dia Na abertura do segundo dia do evento, o coordenador nacional da COMJOVEM, Andre de Simone subiu ao palco para agradecer aos feedbacks recebidos no primeiro dia de evento e convidou o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio para realizar oficialmente os trabalhos do segundo dia do Congresso NTC 2021 – XIV Encontro Nacional da COMJOVEM. “O dia de ontem (04) foi realmente muito emocionante e positivo, quero parabenizar aos coordenadores e membros da COMJOVEM, mas ainda temos muitos conteúdos e espero que todos vocês presentes possam tirar proveito das nossas discussões e apresentações nesse segundo dia”, ressaltou Pelucio. Em seguida, os coordenadores da COMJOVEM convocaram o cantor e artista Sidney Magal para contar um pouco mais da sua história na palestra “Muito Mais Que Um Amante Latino”. Com mais de 50 anos de carreira, Sidney trouxe para o evento um outro lado, no qual ele mesmo nomeou como “Sidney Magalhães”, para abrir ao público um pouco mais sobre seu lado humano e sobre as questões pessoais que o acompanharam durante toda a sua carreira e principalmente, trouxe uma reflexão sobre as questões que o impactaram na pandemia, com o objetivo de trazer novas visões para os empresários presentes no evento. Na ocasião, Magal também agradeceu a NTC e COMJOVEM pela oportunidade e destacou a importância do setor. “Eu conversei anteriormente com o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio, e ele me contou todo o trabalho que vocês realizam aqui e na empresa de todos vocês e a conclusão que chego é que vocês fazem do Brasil um país melhor. O desenvolvimento que aqui está sendo feito é muito importante para que as atividades econômicas no país sigam acontecendo”, comentou o cantor. Após seu breve bate-papo, Sidney Magal fez o que faz de melhor: cantar. O que levou o público presente no espaço de eventos do Resort ao delírio. Com o fim de sua apresentação, foi a vez de Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres conversar com o coordenador nacional da COMJOVEM, Andre de Simone, e os vice-coordenadores da comissão, Joyce Bessa e Geovani Serafim sobre as ações da ANTT e os planos futuros do diretor, que tomou posse em julho deste ano. Formado em direito e com atuações em transportadoras e em entidades de classe como SETCEMG, FETCEMG e CNT, Guilherme se tornou o diretor mais jovem a tomar posse na agência, com 32 anos. “Para mim é um prazer estar aqui, me sinto em casa. Apesar de não ser transportador, tenho toda minha formação profissional voltada ao setor e foi isso que me credenciou a estar ocupando o cargo de diretor na ANTT atualmente”, comentou Guilherme. O diretor da agência também comentou sobre as ações que estão sendo tomadas pela entidade para aprimorar os serviços e a forma como regulamenta os segmentos em que atua. “Queremos ser uma agência parceira do setor, mudar a forma como somos vistos pelas empresas e não ser mais apenas uma entidade que aplica multas”, destacou. Quando perguntado sobre as questões das altas multas e a falta de clareza para a identificação das infrações e erros no atendimento para o recebimento de reclamações, Guilherme foi incisivo. “Nós sabemos dessa questão, é algo que também incomoda a nova direção e estamos discutindo maneiras de encontrarmos as soluções. Acredito que até o final do ano teremos a resolução desse problema”. Com a finalização das discussões com o diretor da ANTT, os participantes do evento foram para um Coffee Break e na volta, os membros da COMJOVEM participaram da reunião de alinhamento da comissão que historicamente acontece durante os encontros nacionais. Na parte da tarde, os membros da comissão do evento participaram da Gincana COMJOVEM e para finalizar o dia, frequentaram a Festa Sunset, patrocinada pela Mercedes-Benz. Terceiro dia O terceiro dia de atividades do Congresso NTC 2021 – XIV Encontro Nacional da COMJOVEM começou novamente no Plenário do Costão do Santinho, com a palestra de David César, jovem de 32 anos, que nasceu com a síndrome de Hanhart, deficiência genética que acarreta a falta de membros superiores e inferiores, mas isso não o impediu de seguir em frente e, mais do que isso, fazer parte da transformação do mundo onde vive. David é ganhador do prêmio Brasil + Inclusão, a mais importante premiação brasileira relacionada à acessibilidade e inclusão social e em sua palestra, trouxe para os participantes do evento, com muito bom humor e vivacidade, seus desafios de vida e provou que os sonhos são exatamente do tamanho da nossa força de vontade. Na sequência, foi a vez do advogado e assessor para assuntos internacionais da NTC e assessor Jurídico do SETCESP, Dr. Adauto Bentivegna Filho, apresentar o conteúdo “A Justiça Privada no TRC – Arbitragem”. Na ocasião, o advogado, que marca presença nos eventos da COMJOVEM, relembrou a história de criação da comissão e trouxe para os empresários mais informações sobre a Câmara de Arbitragem do Transporte de Cargas. “A Câmara de Arbitragem do Transporte de Cargas é de todos os empresários e entidades de classe, não apenas do SETCESP, o grupo possui CNPJ próprio, está à disposição dos empresários de todo o Brasil e o nosso objetivo é resolver os desacordos no transporte de cargas. A utilização da Câmara traz uma solução definitiva de maneira muito mais rápida que a Justiça Comum, apresenta um baixo custo e conta com especialistas técnicos no assunto para cada tema em discussão para definição da sentença”. Após o Coffee Break, foi a vez do coordenador nacional, André de Simone e os vice-coordenadores, Joyce Bessa e Geovani Serafim, apresentarem o tão esperado o “Shark Tank COMJOVEM” patrocinado pela Apisul, com a participação do Patrono da COMJOVEM, Flávio Benatti, vice-presidente de assuntos internacionais da NTC, Danilo Guedes e representantes do Grupo Apisul como jurados, avaliaram os três projetos finalistas desenvolvidos pelos núcleos de Curitiba, Belém e São Paulo. “Nós desenvolvemos o Projeto COMJOVEM com o intuito de promover maior integração entre os núcleos. Durante o ano, os membros criaram projetos com a intenção de
Roubo de cargas tem queda de 23%, mas ainda preocupa setor

No ano passado, foram registradas 14.159 ocorrências de roubo de cargas no Brasil, segundo dados da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). Apesar de o número representar queda de 23% em relação ao ano anterior, o cenário ainda é preocupante. Além do aspecto financeiro, existem os prejuízos psicológicos causados aos motoristas e as perdas de vidas humanas durante as ações criminosas. Por isso, o SEST SENAT realiza uma grande campanha nacional entre os dias 7 e 12 de novembro para alertar motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e caminhoneiros autônomos sobre a importância do planejamento das rotas para evitar roubo de cargas e também acidentes. Com o tema “Por mais segurança para você e para a sua carga”, a campanha será feita em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Infraestrutura. O Paraná é um dos estados mais afetados. Aqui, o que mais chamou a atenção em 2020 foi o roubo de cargas de óleo vegetal. Foram 237 ocorrências de roubos de cargas deste tipo de alimento no estado. Fonte: Bem Paraná
CNI: redução de tarifa do Mercosul deve ser acompanhada de reformas
Para entidade, medida só será efetiva com o aumento da competitividade A redução em 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para 87% dos produtos de fora do bloco incentiva a integração da economia brasileira, mas precisa vir acompanhada de medidas que reduzam o Custo Brasil e aumentem a competitividade do país. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defendeu ações complementares para estimular as exportações nacionais. “Para produzir os resultados esperados em termos de aumento da produtividade da indústria e de aumento do emprego e renda para a sociedade brasileira, a redução de tarifas deve vir acompanhada pela intensificação das medidas para redução do Custo Brasil e de uma agenda específica voltada ao aumento da competitividade das exportações brasileiras”, afirmou em nota o superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, Renato da Fonseca. A CNI considerou “surpreendente” a decisão do governo brasileiro de reduzir unilateralmente as tarifas de importação, sem o aval dos demais países do bloco. Para a entidade, a diminuição sem um acordo com os sócios do Mercosul só se justifica em situações urgentes. Segundo a CNI, a abertura da economia deve ser feita, prioritariamente, por meio de acordos de livre-comércio e deve ser acompanhada por instrumentos adequados de defesa do comércio justo, em condições isonômicas. A entidade também pede transparência e previsibilidade na hora de reduzir tarifas, para que tanto as empresas como o governo façam os ajustes necessários. A entidade sugeriu quatro eixos para melhorar a competitividade da indústria brasileira que deveriam acompanhar a redução tarifária de produtos importados. O primeiro é a redução do Custo Brasil, por meio de uma ampla reforma tributária e da ampliação da oferta de energia no país. O segundo eixo é a promoção das exportações e a internacionalização das empresas brasileiras, por meio da correção de distorções na legislação e na tributação, principalmente de multinacionais e do alinhamento com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O terceiro ponto sugerido pela CNI refere-se à promoção de acordos comerciais, com prioridade para a ratificação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O Brasil deveria avançar no acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), fechar acordos com países da América Latina e economias como Canadá, Reino Unido e norte da África e iniciar diálogos com os Estados Unidos. A última reivindicação da CNI é o estímulo do comércio justo, com a abertura de um grupo de diálogo entre o setor público e a indústria para fortalecer o combate às importações desleais e ilegais. Fonte: NTC
SEST SENAT realiza grande campanha nacional por mais segurança nas rodovias
A ação será em todo o país, de 8 a 12 de novembro, e conta com a parceria da PRF e dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Infraestrutura No ano passado, foram registradas 14.159 ocorrências de roubo de cargas no Brasil, segundo dados da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). Apesar de o número representar queda de 23% em relação ao ano anterior, o cenário ainda é preocupante. Além do aspecto financeiro – o prejuízo para as empresas chegou a R$ 1,2 bilhão –, existem os prejuízos psicológicos causados aos motoristas e as perdas de vidas humanas durante as ações criminosas. Por isso, o SEST SENAT realiza uma grande campanha nacional entre os dias 8 e 12 de novembro para alertar motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e caminhoneiros autônomos sobre a importância do planejamento das rotas para evitar roubo de cargas e também acidentes. Com o tema “Por mais segurança para você e para a sua carga”, a campanha será feita em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Infraestrutura. Uma gestão de transporte de cargas eficiente garante que empresas e motoristas profissionais pratiquem boas práticas no processo logístico, o que assegura uma imagem de sucesso no mercado e maior segurança em todo o processo. Apesar de as empresas estarem investindo cada vez mais em tecnologias de rastreamento dos veículos e controle de rotas como forma de reduzir o problema, a boa gestão dos motoristas também é fundamental para coibir esse crime. Dessa forma, o SEST SENAT busca sensibilizar os profissionais do transporte sobre a importância de eles se capacitarem com cursos que auxiliam na gestão do seu trabalho, na análise de riscos do trajeto, no planejamento de percurso e no cuidado com o caminhão. Os atendimentos serão realizados em locais como pontos de parada, postos de combustíveis e Postos da PRF. Durante a ação, também serão oferecidos atendimentos de saúde nas especialidades de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Reconhecimento da Família Dalla Valle
Em quase 96 anos de vida, Seu Arsile Dalla Valle não percorreu sozinho a sua estrada.Familiares, amigos e colegas com ele dividiram bons e maus momentos, sendo parte inseparável de sua trajetória. Dentre esses tantos momentos esteve o da partida! E quando a presença física deu lugar a uma imensa saudade, mais uma vez o nosso querido Arsile demonstrou ser um homem de grandes companhias. A todos que manifestaram seu carinho, presencialmente ou à distância, o nosso fraterno abraço. Cada oração, mensagem de conforto ou coroa de flores, ajudou a melhor enfrentarmos a dor da despedida. Outubro, 2021. Família Dalla Valle
Venda de caminhões cresce 48,6% no Brasil em 2021
De janeiro a outubro deste ano, a venda de caminhões novos soma 104.826 unidades, ante 70.515 emplacamentos feitos em igual período em 2020 A venda de caminhões novos cresceu 48,6% no Brasil em 2021. De janeiro a outubro, foram feitas 104.826 emplacamentos. Por sua vez, no mesmo período de 2020 as vendas somaram 70.515 unidades. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias de veículos no País. Contudo, em outubro as vendas caíram 4,13% em relação às 11.565 unidades de setembro. No mês passado, foram 11.087 unidades. Seja como for, na comparação com as 7.965 vendas de outubro de 2020 houve alta de 39,20%. Conforme a Fenabrave, no acumulado de 2021 a Mercedes-Benz lidera as vendas por marca. Em outras palavras, tem 29,80% de participação de mercado. Em seguida está a Volkswagen/MAN, com 29,30% dos emplacamentos no período. Logo depois vem a Volvo, na terceira posição, com 17,05% de participação. A Scania ficou com a quarta colocação, com 12,31% do bolo. Ao passo que a Iveco responde por 6,49% das vendas e a DAF, por 4,33%. Além disso, como é praxe os pesados lideram a venda de caminhões por segmento. Pesados representam 51% da venda de caminhões novos Assim, de janeiro a outubro a participação da categoria foi de 51,14%. Depois vêm os semipesados, com 26,26% das vendas. Em terceiro lugar estão os leves (9,34%) e em quarto, os médios (8,68%). Por fim, os semileves fecham a lista com 4,58% das vendas. Segundo a Fenabrave, o Volvo FH 540 teve 7.271 emplacamentos de janeiro a outubro de 2021. Com isso, é o caminhão mais vendido de 2021. Em seguida está o Scania R 450, com 5.648 vendas. Na terceira posição está o Volkswagen Delivery 11.180, com 4.998 unidades emplacadas. Com isso, tomou a posição do DAF XF, que caiu para a quarta posição ao somar 4.422 vendas de janeiro a outubro. O segmento de implementos rodoviários não para de crescer. No acumulado de 2021, são 75.238 vendas. Ou seja, houve alta de 40,29% na comparação com o mesmo período de 2020. Em números absolutos, foram emplacados 53.631 implementos rodoviários de janeiro a outubro deste ano. Implementos em alta e ônibus patinando Do mesmo modo, na comparação de outubro com setembro também houve alta nas vendas. Assim, no mês passado foram emplacados 6.940 implementos rodoviários. Ou seja, um aumento de 1,63% em relação às 6.829 unidades vendidas em setembro.Por sua vez, as vendas de ônibus novos continuam patinando. Em outubro, foram emplacadas 1.199 unidades. Seja como for, houve um tímido aumento de 3,10% ante as 1.163 vendas de setembro. Porém, no acumulado de 2021 o setor registra retração.Segundo dados da Fenabrave, de janeiro a outubro de 2021 foram emplacadas 14.858 unidades. Ou seja, houve um recuo de 0,44% na comparação com as 11.924 vendas registradas no mesmo período do ano passado. Fonte: Estradão
Troféu “Melhor Artigo” – Se o presente é digital, o futuro inevitavelmente será analítico! O que isso quer dizer?
Thaís Bandeira Cardoso, Diretora do Sistema Fetransul, recebeu na noite de ontem, 04 de novembro o Troféu “Melhor Artigo” durante o Congresso NTC 2021 – Encontro Nacional da COMJOVEM. Confira na íntegra o artigo premiado: Se o presente é digital, o futuro inevitavelmente será analítico! O que isso quer dizer? Muito se fala que dados são o novo petróleo, afinal, em um mundo com muitos deles, tomar decisões de negócios sem consumir e usar as melhores informações eleva o risco de um fracasso. Os dados trabalhados podem produzir informações valiosas, desde que o armazenamento seja de forma organizada e haja interpretação adequada, mas será que as empresas e seu líderes estão preparados para trabalharem esse caldeirão de dados e acelerar esse processo tecnológico e analítico? Para respondermos esta pergunta é necessário entendermos que não se trata apenas de termos líderes da área de dados e tecnologia, e sim, de líderes de qualquer área de negócios que já percebam que a tecnologia da informação pode contribuir muito para liderar essa revolução, ou seja, precisamos evoluir para um mindset e uma cultura mais aberta a consultar os dados. É perceptível que muitas empresas, principalmente da área de tecnologia e que se utilizam do comercio eletrônico, e-commerce, já se beneficiam da tecnologia da informação para acelerar o processo de consumo reduzindo o fator, achismo, existente no processo decisório, no entanto quando estudamos as empresas com perfis mais tradicionais, como o setor de transportes, percebermos que ainda se utilizam pouco do poder destas análises. Hoje, a informação é o dado que está inserido no contexto dos processos, mas o conhecimento só é adquirido pela capacidade de interpretação destes dados, obtendo respostas como padrões, tendências, melhorias e oportunidades. E como trabalhar esses dados? Para fazermos parte deste contexto mundial precisamos diferenciar a cultura analítica, também conhecida como cultura de dados ou cultura Data-Driven, das ferramentas tecnológicas. A cultura está ligada à como uma organização faz as coisas, digamos que é o seu jeitão, seu DNA, onde uma empresa que possui a cultura de dados é reconhecida por ser orientada por dados, já as ferramentas, resumem-se a um conjunto de tecnologias, métricas, regras de negócio e pessoas que vão auxiliar na velocidade e na análise de um grande volume de dados. No dia a dia dos negócios já ouvirmos muitos termos que se tornam cada vez mais populares, como: Big Data, Data Lake, Data Mining e BI, todos eles se referem ao uso de dados, mas cada um está ligado a uma maneira diferente de se fazer isso, então vamos explorar um pouco: Big Data – se refere a trabalhar com grandes conjuntos de dados, complexos e variados. Data Lake – está relacionado ao tipo de repositório em que os arquivos são organizados em seus formatos originais para que possam ser utilizados pela empresa junto a ferramentas de tecnologia. Data Mining – é minerar os dados organizacionais para obter análises cada vez mais precisas. BI – Business Intelligence – combina análise empresarial, mineração de dados, ferramenta/infraestrutura de dados e práticas para ajudar a obter respostas as perguntas da empresa e assim nortear as decisões. Todos esses recursos, usados de maneira independente ou combinada, ajudam as empresas a serem mais assertivas, o grande desafio é criar o hábito de consultar os dados para tomar uma decisão, isso é, criar uma cultura, pois é preciso executar um determinado conjunto de ações por um longo tempo para que esteja presente no DNA. Na frase de Willliam Thomson, tudo deve ser medido, analisado e melhorado, fica claro que estudar os dados vai contribuir para que as empresas perdurarem neste mundo cada vez mais analítico. Com isso podemos dizer que os principais pilares para obtermos uma cultura analítica são: Regra de negócio – saber quais questões queremos responder, objetivo, o que iremos medir, para que iremos medir, aonde queremos chegar… isso é importante, pois não adianta iniciarmos este processo se não sabemos o que queremos responder; Cultura – jeitão de fazer as coisas, ambiente, engajamento, hábito de fazer algo todos os dias, governança; Pessoas – time com habilidades analíticas; Ferramentas tecnológicas – método, técnica, prática e sistemas e infraestrutura para tratar os dados; As vantagens mais visíveis de iniciarmos esta cultura está na economia de tempo, informações com acesso instantâneo, tomada de decisões baseadas em dados, mapeamento do perfil do cliente ideal, informações em um só lugar, previsões de tendências de mercado etc. Muitos estudiosos da área de ciência de dados acreditam que a formatação de um time ideal para análise de dados é composta por 20% de pessoas que entendam do Business, 40% por pessoas de tecnologia e 40% por matemáticos e estatísticos. Mas não é preciso começar robusto, lembre-se quanto mais simples melhor! Então procure observar que sua organização já possui uma determinada geração de dados, aprenda com eles, entenda o volume e a variedade, procure um sistema que organize pra você estes dados e mais importante, faça a pergunta certa, mais importante do que ter a informação é saber perguntar! START!! Lembre-se: objetivos + pessoas + sistema + informação = evolução analítica. Autora: Thais Bandeira Cardoso – COMJOVEM POA