BC eleva projeção de crescimento da economia de 1,7% para 2,7%
Estimativa de inflação caiu de 8,8% para 5,8%, ainda acima da meta O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) passou de 1,7% para 2,7%. A projeção consta do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado hoje (29). “A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro, e estímulos não contemplados no Relatório de Inflação anterior – notadamente o aumento do valor do benefício do Auxílio Brasil e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação – são os principais fatores para a revisão”, explicou o BC. O último relatório foi divulgado em junho. No segundo trimestre, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, puxado pelo aumento do consumo das famílias, a retomada dos serviços presenciais e o avanço dos transportes de carga e de passageiros. Foi o quarto resultado positivo consecutivo do indicador após o recuo de 0,3% no segundo trimestre do ano passado. Segundo o BC, uma nova expansão deve ser registrada no terceiro trimestre de 2022, “mas em magnitude menor do que a observada nos últimos três trimestres”. Entre os componentes da oferta, a previsão de alta para a indústria foi alterada de 1,2% para 2,4%, com melhora nas previsões para todos os setores, com exceção da indústria extrativa. Em serviços, a estimativa foi revista de 2,1% para 3,4%, com elevação nas estimativas de crescimento para todos os setores, exceto para serviços ofertados pelo governo. Em sentido oposto, a projeção para a agropecuária foi alterada de alta de 2,2% para estabilidade, em linha com revisões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentaram ligeira redução nas projeções para a produção de grãos e forte recuo na previsão para cana-de-açúcar. No mesmo sentido, as expectativas para a pecuária foram reduzidas, refletindo dados mais recentes de produção de carne, leite e ovos disponibilizados pelo IBGE. Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve elevação nas projeções para o consumo das famílias, de 1,7% para 3,9%, e para a formação bruta de capital fixo das empresas, de queda de 2,7% para queda de 0,4%, e redução na projeção para o consumo do governo, de 1,8% para 0,7%. As exportações e as importações de bens e serviços, em 2022, devem variar, na ordem, 1,5% e queda de 2,5%, ante projeções respectivas de 2,5% e queda de 4% no Relatório de Inflação anterior. Pela primeira vez, o BC trouxe a projeção para o PIB de 2023. A estimativa é de crescimento de 1%, “sob influência da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica”. Inflação A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2022 em 5,8%, no cenário com taxa de juros (Selic) em 13,75% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,20. No relatório anterior, em junho, a projeção era 8,8%. O BC também projeta que a inflação deve ser de 4,6% em 2023 e de 2,8% em 2024 e 2025. Nessa trajetória, a taxa Selic chega ao final de 2023, 2024 e 2025 em 11,25%, 8% e 7,50%, respectivamente. A meta para 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% de inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023 e 2024, o CMN estabeleceu meta de 3,25% e 3% para o IPCA, respectivamente, também com 1,5 ponto percentual de tolerância. No relatório de junho, o BC reconheceu oficialmente o estouro da meta deste ano, mas, agora, reduziu essa probabilidade. “Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a redução da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2022, que passou de próximo de 100% no relatório anterior para cerca de 93% neste relatório, e o aumento da probabilidade para 2023, de cerca de 29% para em torno de 46%”, aponta o relatório. Segundo o BC, a inflação acumulada em quatro trimestres atingiu o pico de 11,9% no segundo trimestre deste ano, e deve cair de forma significativa nos trimestres seguintes. Especificamente para a revisão para baixo de 2022, o relatório destaca, entre outros, o efeito das reduções de tributos federais sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. Já a elevação das projeções para 2023 – de 4% para 4,6% – resultou, justamente, da hipótese de retorno das tributações sobre combustíveis no início do ano que vem, além da depreciação cambial e de indicadores de atividade econômica mais fortes do que o esperado. Com as quedas recentes da inflação, o Banco Central encerrou o ciclo de elevação da Selic e manteve a taxa básica em 13,75% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Entretanto, a instituição considera que a inflação ao consumidor continua elevada e sinalizou que “não hesitará” em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Esse é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Fonte: Agência Brasil / Por Andreia Verdélio / Edição: Fernando Fraga Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Proposta exige postos de parada para caminhoneiros em contratos com concessionárias de rodovias
O Projeto de Lei 2161/22 prevê como cláusula obrigatória nos convênios e nos contratos de concessão das rodovias federais e estaduais a construção de pontos de parada e descanso para motoristas profissionais do transporte de cargas e de passageiros. O texto está em análise na Câmara dos Deputados. “A ideia é dar efetividade aos dispositivos da Lei dos Caminhoneiros que tratam do exercício profissional do motorista do transporte de cargas e de passageiros, com enfoque no regramento da jornada de trabalho e do tempo de direção”, afirmou o autor da proposta, deputado Ney Leprevost (União-PR). A Lei do Caminhoneiro proíbe o motorista profissional dirigir por mais de cinco horas e 30 minutos de maneira ininterrupta. No transporte de cargas, deverá descansar 30 minutos após aquela jornada. No caso de passageiros, o descanso é obrigatório a cada período de no máximo de quatro horas na direção. TramitaçãoO projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei Reportagem – Ralph Machado / Edição – Rachel Librelon Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Documento da CNT trata da importância de investimentos nos terminais de cargas para a cadeia logística
Os terminais são responsáveis pela organização e distribuição dos fluxos de mercadorias, embarque e desembarque de produtos, além de funcionarem como ponto de referência de importação e exportação Praticamente todas as cargas que circulam no país passam, em algum momento, por pelo menos um tipo de terminal de cargas. Assim, seu uso traz diversas vantagens e possibilidades para melhorias do serviço de transporte, como, por exemplo, a maior coordenação da cadeia logística; a conexão entre os diversos modais; o espaço para operações de transbordo; o armazenamento de cargas; a consolidação e desconsolidação de cargas; o desembaraço aduaneiro, entre outros serviços. De modo geral, os terminais de cargas, em localizações apropriadas e que prestem um serviço de qualidade, podem reduzir os custos de transporte, tornando a operação mais eficiente e sustentável, além de viabilizar a multimodalidade. A problemática é abordada em “O Transporte Move o Brasil” (LINK), que menciona as soluções: – Fomentar a construção e adequação dos terminais. – Incentivar a construção de áreas de estacionamento para veículos de cargas. – Estimular a construção de plataformas logísticas. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Fretes do agronegócio do Brasil cresceram 33,2% no 1º semestre, diz levantamento
Produtos com maiores aumentos nos volumes de frete no semestre, na comparação anual, foram trigo (+182,5%), açúcar (+75,4%) e milho (+64,7%) O volume de fretes rodoviários do agronegócio brasileiro aumentou em 33,2% no primeiro semestre de 2022 na comparação com o mesmo período do ano passado, com impulso do transporte de fertilizantes, mostrou relatório divulgado nesta terça-feira (27) pela Fretebras, plataforma online de transporte de cargas. Os produtos com maiores aumentos nos volumes de frete no semestre, na comparação anual, foram trigo (+182,5%), açúcar (+75,4%) e milho (+64,7%). No caso dos cereais, houve impulso de forte exportações no período. Mas os produtos mais transportados no setor entre janeiro e junho foram os fertilizantes, respondendo por 25,6%. A movimentação desses insumos teve um incremento de 17,4%, semestre a semestre, com importadores buscando garantir ofertas diante de preocupações com impactos da guerra na Ucrânia. Apesar dos problemas de estiagem no Sul que afetaram a produção da soja no primeiro semestre, o frete do grão cresceu 29,3% na comparação anual, e sua participação no grupo de produtos agro foi de 13%, atrás apenas dos fertilizantes. As exportações da oleaginosa foram mais fortes nos primeiros dois meses do ano, com uma colheita mais antecipada. O agronegócio representou 36% de todas as cargas publicadas na plataforma no primeiro semestre. O Rio Grande do Sul foi o Estado mais representativo, com 15,6% dos fretes, seguido por São Paulo (12,6%), Minas Gerais (11,9%) e Mato Grosso (11,5%). O relatório foi desenvolvido com base na análise de 4,7 milhões de fretes publicados na Fretebras entre janeiro e junho, dos quais 1,7 milhão foram de produtos do agronegócio. Fonte: CNN Brasil / Foto: REUTERS/Jorge Adorno
Congresso de Inteligência Emocional acontece em outubro
A Inteligência Emocional é uma das principais competências exigidas pelo mercado Pesquisas apontam que a Inteligência Emocional é uma das principais competências exigidas pelo mercado de trabalho. Diante disso, cada vez mais é preciso das pessoas e organizações, a capacidade de dar respostas rápidas, às necessidades deste novo cenário. O caminho está no desenvolvimento de ferramentas, que promovam uma cultura de aprendizado contínuo, e o desenvolvimento de novas habilidades como a inteligência emocional. Dentro desta perspectiva, o II Congresso Internacional de Inteligência Emocional contribuirá para a promoção da saúde mental e do bem-estar das pessoas nas organizações. O evento acontece dia 20 de outubro, on-line e ao vivo. Este é o momento que sua empresa precisava para colocar em foco a saúde mental de seus colaboradores. Afinal, ela é o ponto de conexão entre o equilíbrio e a produtividade, a felicidade e a resiliência e o crescimento. O evento contará com a participação de profissionais reconhecidos no mercado nacional e internacional, garantindo que este seja um momento único de networking e aprendizado! Para mais informações, acesse: congressoie.com.br. Associados SETCERGS têm desconto! II Congresso Internacional em Inteligência Emocional Quando: dia 20 de outubro, das 8h às 12h e das 14h às 18h; Onde: plataforma on-line (Zoom); Inscrições: clique aqui. Fonte: SETCERGS
Petrobras vende 1ª carga de diesel R5 para testes; aguarda regulamentação

A Petrobras (BVMF:PETR4) concluiu neste mês a primeira venda para testes comerciais do diesel R5, produzido a partir do coprocessamento de óleos vegetais, disse a empresa nesta quinta-feira. A produção vendida a distribuidoras, realizada na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, chegou a um total de 1.500 metros cúbicos. “Trata-se de um importante passo para a venda regular e de maiores volumes do produto”, disse a Petrobras, citando que atualmente está em discussão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a possibilidade desse produto também ser considerado no mandato de biocombustível presente no diesel. “Caso seja aceita, a introdução do novo combustível viabilizará a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel, possibilitando, também, o aumento da competitividade na oferta de biocombustíveis no Brasil”, acrescentou a petroleira. O Brasil mistura atualmente 10% de biodiesel no diesel, após o governo ter definido uma mistura menor para 2022 citando questões de custos e qualidade. O “mix” deveria estar em 14%, conforme o cronograma original do programa. No caso da carga comercializada pela Petrobras, ela foi produzida a partir de óleo de soja refinado. O combustível com teor renovável saiu da refinaria da Petrobras com 95% de diesel e 5% de R5. Neste produto, as distribuidoras farão a adição dos 10% de biodiesel éster, conforme estabelece a legislação atual. Uma novidade no lote comercializado, ressaltou a empresa, foi a emissão de declarações para as distribuidoras que adquiriram o produto, indicando a redução da emissão de gases de efeito estufa. No caso do diesel R5, evita-se, potencialmente, a emissão de uma tonelada de CO2 equivalente a cada 9,5 mil litros, aproximadamente, comparando-se com o diesel 100% fóssil, disse a companhia. No cálculo, estão consideradas as emissões do combustível fóssil durante as etapas de extração, produção e uso. Fonte: br.investing.com – Roberto Samora Foto: © Reuters. Unidade da Petrobras em Paulínia 1/8/2017 REUTERS/Paulo Whitaker
Transportadores recebem atualização em legislação de produtos perigosos
Curso promovido pelo SETCERGS abordou transporte, armazenagem e manuseio As leis brasileiras aplicadas ao transporte, armazenagem e manuseio de produtos perigosos estão entre as mais complexas e restritivas, com penalidades que vão da multa ao processo civil criminal, apreensão do veículo e prisão pelo não cumprimento das normas. “Principalmente pela legislação ambiental, a Lei 9605 (Lei dos Crimes Ambientais), que determina que todo aquele envolvido no manuseio e transporte de fontes potencialmente poluidoras tem que cumprir todos regulamentos”, informa o assessor de Produtos Perigosos do SETCERGS, Gilberto Cheiran. “Quem deixa de cumprir os regulamentos está sujeito a multa e processo civil criminal que pode culminar com a prisão do motorista ou dos responsáveis pela gestão da empresa.” Essas normas foram tema do curso “Atualização da Legislação para Transporte de Produtos Perigosos”, ministrado por Cheiran e realizado nesta quarta-feira (28), no SETCERGS. “São leis voltadas principalmente para o resguardo da vida dos equipamentos e do meio ambiente, que tiveram uma série de mudanças de 2019 pra cá”, informa Cheiran. “Exemplo disso são os dois principais regulamentos da ANTT, a resolução 5232, que é a relação dos produtos perigosos, e a 5947, que é o regulamento com o transporte, manuseio e armazenagem de produtos perigosos.” Mais tranquilidade para os transportadores Jonatan Araújo, gerente Comercial da Translíquidos, foi um dos participantes do curso. “Essas informações agregam muito. As explicações do Gilberto (Cheiran) são aplicadas no dia a dia do transportador. No meu caso, que trabalho com clientes, trago elas para dentro das cotações. Além disso, entendemos nossa responsabilidade perante a sociedade”, destaca. Jonatan estava acompanhado do colega Leandro Oteiro, gerente Operacional da Translíquidos. Para ele, a atualização é uma oportunidade imperdível. “Trabalhamos com operações de granéis líquidos, produtos perigosos, e sempre há necessidade de ter essa síntese de toda a legislação. O Gilberto é muito feliz nas explanações e a gente adquire um bom conhecimento”, elogia. Leandro também enfatiza a oportunidade de aprendizado trazida pelo SETCERGS. “Em virtude da grande gama de legislações para o transporte, nos deixa mais tranquilos ter uma entidade que se preocupa com isso e nos mantém atualizados. É importantíssimo saber que tem alguém que já está fazendo esse caminho de buscar as atualizações da legislação para nós”, conclui. Fonte: SETCERGS
ANP propõe plano para descontinuidade do óleo diesel
Agência revelou plano e cronograma de descontinuidade dos combustíveis no prazo de até quatro anos Na busca incessante por combustíveis que agridem cada vez menos o meio-ambiente, principalmente no Brasil, onde a eletrificação ainda barra em uma série de desafios, os biocombustíveis levam a vantagem. Nesse cenário, a grande batalha é a discussão da melhor alternativa na redução da emissão de poluentes dos veículos e máquinas com motor de combustão interna , pois a qualidade do óleo diesel se apresenta como um obstáculo importante à sua modernização tecnológica. “Além de dificultar ou mesmo inviabilizar os possíveis ganhos ambientais, isso coloca o Brasil em situação comercial desfavorável , isolando-o frente ao mercado internacional”, afirma Gabriel Murgel Branco, consultor técnico da Afeevas (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul). De olho nisso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) submeteu a Minuta de Resolução 2120631 – SEI/ANP à audiência pública CP 11/2022, em julho no qual propõe a definição de um plano e cronograma de descontinuidade dos óleos diesel S500 para uso rodoviário e S1800 para uso não rodoviário no prazo de até quatro anos , em conjunto com produtores de óleo diesel “A” (sem adição de biodiesel) e importadores. “Para que a eletrificação produza os efeitos ambientais almejados, é fundamental também que se estimule a atualização tecnológica dos motores dessas usinas para o controle de emissões de última geração ”, analisa Elcio Luiz Farah, Diretor Adjunto da Afeevas. Com isso, os especialistas defendem que a existência de um programa de emissões para equipamentos não rodoviários, em consonância com o novo plano da ANP , permitirá que o Brasil acompanhe os melhores níveis tecnológicos do mercado das máquinas movidas por motores a diesel. No caso do transporte rodoviário, com vida útil superior a 30 anos, as locomotivas são algumas das máquinas que não possuem leis de controle de emissões no Brasil. Em 2017, a EnvironMentality fez um estudo de impacto ambiental para implantar o trecho do Ferroanel que interliga os ramais que vêm de Jundiaí (SP), do Rio de Janeiro (RJ) e de Santos (SP), com longos trechos em túneis por baixo da Serra da Cantareira. O local citado é uma reserva ambiental que não pode receber altos índices de gases poluentes . Gabriel explica que o estudo verificou que trens que estão trabalhando no Brasil têm um alto nível de emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado. “Por conta disso, o projeto recomendou o emprego de locomotivas com o padrão de emissões “Tier 4” norte americano para poder ser aprovado e implantado”, conta. O especialista indica que, globalmente, existem quatro níveis de controles de emissões. Nos Estados Unidos, eles são chamados de Tier 1, Tier 2, Tier 3 e Tier 4. Para que fosse possível o trecho Ferroanel sair do papel, a melhor solução ambiental seria eletrificar o trecho . Fonte: FROTA&Cia / Fotos: FROTA&Cia
Confiança em aplicativos de frete elevou volume de cargas

De acordo com a Fretebras, o uso das plataformas conseguiu preparar o mercado para enfrentar as crises econômicas Estudo da Fretebras revela que a confiança das empresas nos aplicativos de fretes levou a um crescimento de 38% no volume de cargas, na comparação com o primeiro semestre de 2021. Ao todo foram movimentados R$ 49 bilhões em fretes de janeiro a junho de 2022. Segundo a empresa, com o uso das plataformas de fretes para contratar caminhoneiros, o mercado conseguiu se preparar melhor para enfrentar os desafios do primeiro semestre, como a alta inflação, a crise dos preços dos combustíveis e as incertezas econômicas em decorrência dos conflitos internacionais, como a guerra da Ucrânia. Com isso, o PIB do setor de transporte de cargas cresceu 2,1% no primeiro trimestre de 2022, o dobro do PIB nacional (+1%), na comparação com o mesmo período de 2021. O relatório demonstra que as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste puxaram o crescimento durante o período, além de registrarem o maior volume de fretes publicados na plataforma. No Sudeste, o número de fretes teve aumento de 43,5%. No Sul, o aumento foi de 19,4%. Já no Centro-Oeste, o salto foi de 67,4%, em comparação com o mesmo período no ano passado. Safra de milho movimenta os fretes marítimos no Paraná Os três setores O estudo da Fretebras analisa três grandes setores, que representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil: o agronegócio, a indústria e a construção. A tendência de uso dos aplicativos para movimentação dos fretes tem sido uma constante em todos eles. O agronegócio puxou a oferta de fretes no período, com 36% das cargas registradas na plataforma da Fretebras, um salto de 33% em comparação com o ano passado, representando cerca de R$ 17,5 bilhões em fretes distribuídos. Já a movimentação de produtos industrializados originou quase 28% dos fretes anunciados na Fretebras no primeiro semestre de 2022, o que representa R$ 13,5 bilhões pagos aos caminhoneiros contratados via Fretebras. Na comparação com o mesmo período de 2021, o setor teve crescimento de 37,6% no volume de transportes. Os fretes de insumos para construção representaram quase 15% das cargas registradas na Fretebras nos primeiros seis meses de 2022, movimentando R$ 7,2 bilhões das empresas para os motoristas autônomos. Em relação ao primeiro semestre de 2021, houve crescimento de 58,9% em 2022 no volume de fretes da categoria. Os dados foram levantados pela Fretebras e publicados na 8ª edição do Relatório Fretebras. O levantamento é realizado com base na análise de 4,7 milhões de fretes publicados no primeiro semestre de 2022. Fonte: FROTA&Cia / Foto: FROTA&Cia
Índice da confiança da construção cresce 3,5 pontos em setembro
É o maior nível desde novembro de 2012, diz FGV-Ibre O Índice de Confiança da Construção (ICST) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) avançou 3,5 pontos em setembro e alcançou 101,7 pontos. É o maior nível desde novembro de 2012, quando ficou em 102,3 pontos. A alta no acumulado do ano atingiu 5 pontos. Já nas médias móveis trimestrais, o índice registrou elevação de 1,4 ponto. De acordo com o Ibre, a melhora das avaliações sobre o momento atual e das perspectivas para os próximos meses contribuíram para o resultado no mês. O Índice de Situação Atual subiu 1,3 ponto e atingiu 97,7 pontos. Desde janeiro de 2014, quando ficou em 98,3 pontos, não tinha nível tão alto. Na avaliação dos pesquisadores, a variação resulta, principalmente, de uma percepção mais favorável dos empresários sobre a situação atual dos negócios. Esse indicador subiu 1,8 ponto, passando para 98 pontos. Outro aumento foi registrado no indicador que mede volume da carteira de contratos (0,9 ponto), que com o desempenho atingiu 97,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 5,6 pontos chegando a 105,7 pontos. A alta, segundo o Ibre, teve impacto do otimismo em relação à tendência dos negócios nos próximos 6 meses e da demanda no curto prazo, cujos indicadores avançaram 8,8 ponto e 2,5 pontos para 106,1 pontos e 105,3 pontos, respectivamente. Capacidade Com a variação de 0,3 ponto percentual (p.p), atingindo 78%, o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção ficou relativamente estável, como também o Nuci de Mão de Obra, que se manteve aos 78,9%. Já o Nuci de Máquinas e Equipamento variou 0,5 ponto percentual para 73,2%. Ainda em setembro, 26,1% dos empresários continuaram apontando o custo da matéria-prima como a principal limitação à melhoria dos negócios. Apesar de ainda ser um patamar muito superior ao período pré-pandemia, já representa uma queda expressiva após alcançar um recorde 40% de citações em 2021, o que reflete o movimento de desaceleração de alta nos preços dos materiais no período. Se comparado a setembro de 2021, a queda é de 11,5 pontos percentuais. A coordenadora de Projetos da Construção do FGV-Ibre, Ana Maria Castelo, considerou bastante significativa a indicação de melhora do ambiente de negócios da construção em setembro. Para ela, o índice de confiança ultrapassou a marca de neutralidade, revelando a prevalência de um sentimento de otimismo. A coordenadora ressaltou que nem todos os segmentos setoriais avançaram na mesma direção, mas no segmento de Edificações houve uma recuperação importante, que mostra um sentimento de confiança semelhante ao alcançado no início de 2014. “O resultado da sondagem de setembro fortalece as projeções de um crescimento vigoroso para a construção em 2022, impulsionado pelo ciclo de negócios das empresas. No entanto, os desafios para a continuidade desse crescimento permanecem ante as fragilidades fiscais, que devem comprometer os investimentos públicos e a perspectiva da manutenção das taxas de juros elevadas por muito mais tempo”, disse. Fonte: Agência Brasil / Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil