Vem aí a décima edição da Copa SESTSENAT de Futebol 7 Society

A bola volta a rolar nos gramados do maior torneio de futebol amador do Brasil, voltado exclusivamente para trabalhadores do setor de transporte; em 2023, a grande novidade é a oferta da categoria feminina A nova edição da Copa SESTSENAT de Futebol 7 Society, um dos maiores torneios de futebol amador do Brasil, já começou. Disputada exclusivamente por atletas que são trabalhadores do setor de transporte, a Copa busca a democratização do acesso ao esporte, incentivando a prática desportiva entre esses profissionais. Neste ano, a grande novidade é a categoria feminina. Agora, as mulheres também poderão montar times e medir forças nesse grande campeonato. A Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society é realizada em duas etapas: a local e a nacional. Na fase local, cada unidade operacional realiza um campeonato regional. Na fase nacional, os campeões regionais duelam entre si, em regime de eliminatória simples (mata-mata). Em 2023, as finais serão disputadas na unidade do SEST SENAT de Boa Vista (RR) e serão abertas à comunidade. O período de inscrições para a fase local da competição será entre 1º e 31 de março, em 85 unidades localizadas em todas as regiões do país. Podem se inscrever empresas do setor de transporte de todos os modais e transportadores autônomos (caminhoneiros, taxistas, mototaxistas e motofretistas). Na categoria feminina, também podem participar dependentes de trabalhadores do transporte com, no mínimo, 18 anos completos; e os times podem ser formados por até 30% de atletas provenientes da comunidade. Esporte e qualidade de vida O presidente do Sistema CNT, Vander Costa, ressalta que o objetivo desse projeto está diretamente relacionado à missão do SEST SENAT de promover a saúde dos trabalhadores. “Profissionais felizes produzem mais; e o futebol é a paixão nacional. Possibilitamos a integração, despertamos o espírito de equipe e proporcionamos mais qualidade de vida”, diz. Vander Costa ainda destaca a importância do torneio na elevação do engajamento e da produtividade dos trabalhadores nas empresas de transporte e na redução de doenças ocupacionais. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, celebra a oferta da categoria feminina no torneio. “O momento do futebol feminino é realmente especial, com diversos torneios e um protagonismo nunca visto até então. E o SEST SENAT atua, em diversas frentes, para ampliar a presença feminina no setor de transporte. Afinal, o lugar da mulher é onde ela quiser”, afirma. Futebol 7 Society Essa é uma modalidade em que cada equipe conta com sete jogadores em campo – seis na linha e um no gol. As partidas da Copa SEST SENAT seguem as regras oficiais da Confederação Brasileira de Futebol 7 Society vigentes. As disputas têm dois árbitros e duração de dois tempos de 25 minutos corridos cada, além de dez minutos de intervalo para descanso e orientação dos times. Cada equipe é composta por, no mínimo, dez e, no máximo, 15 atletas, além de um técnico. Pode ser inscrito, ainda, um auxiliar técnico, desde que ele também seja comprovadamente de empresa do setor. Números O torneio, desde o seu início, em 2012, já realizou mais de 11.500 jogos e contou com a participação de mais de 5 mil times. A edição de 2022, cuja campeã foi a Asatur Transporte, de Boa Vista (RR), contou com mais de 10 mil jogadores, divididos em 683 equipes, que carregaram o nome de 1.002 empresas de transporte dos modais rodoviário, ferroviário e aeroviário. Ao todo, em todo o torneio de 2022, foram realizados 1.575 jogos. Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Copa SEST SENAT. Fonte: CNT
Sistema CNT marca presença na 27ª edição da Intermodal South América

A estratégica integração entre tecnologia, logística, intralogística e armazenagem e o transporte nacional e internacional de cargas promete pautar a 27ª edição da Intermodal South América, que acontece, nesta semana, em São Paulo. Por isso, o Sistema CNT marca forte presença nos três dias do evento – até esta quinta-feira (2/3) –, no São Paulo Expo, localizado na capital paulista (SP). Na manhã desta terça-feira (28/2), durante a cerimônia de abertura, que reuniu autoridades públicas e importantes representantes de setor de transporte, o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, destacou a importância do transporte intermodal para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Para ele, é preciso avançar na agenda de aprimoramento da política pública de infraestrutura de transporte, de modernização do ambiente negocial e do arcabouço regulatório nacional. “Isso pode fazer com que a redução do Custo Brasil seja significativa”, afirmou. Também participaram a abertura o ministro dos Transportes, Renan Filho; o ministro de Porto e Aeroportos, Márcio França; o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale Rodrigues; o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery Machado Filho; o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva; o presidente da Afilog, Claude Samson; e o presidente da Informa Markets Latam, Marco Basso; e a diretora da Infra S.A., Mariana Pescatori. A Intermodal South América é considerada o maior e mais completo evento das Américas nas áreas de transporte de cargas, logística, intralogística e comércio exterior. Nesta edição, o evento reúne mais de 500 marcas nacionais e internacionais de todos os elos da cadeia de produção, suprimentos e distribuição. Além disso, disponibiliza uma grande variedade de soluções, com participação de empresas-referência dos quatro modais de transporte de cargas: rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. Sistema CNT na Intermodal Uma das novidades do evento, neste ano, é a Intermodal Summit, a união inédita de dois grandes congressos: a tradicional Conferência Nacional de Logística, que, em 2023, chega à sua 26ª edição, e a primeira edição do Congresso Intermodal South América. Dentro da programação do Summit, o Sistema CNT participou, nesta terça-feira (28/2), de três momentos: o lançamento do Selo Mobilidade Segura – iniciativa do Observatório Nacional de Segurança Viária, em parceria com o SEST SENAT; um painel sobre perspectivas e tendências na infraestrutura e logística do transporte nacional, com a presença do presidente do Sistema CNT, Vander Costa; e outro sobre tecnologias e fontes alternativas de energia para o transporte, com a participação do diretor executivo da CNT, Bruno Batista. Além dessas agendas, o SEST SENAT levou para a Intermodal sua Unidade Móvel de Treinamento – Módulo Simulador, que usa tecnologia de ponta para qualificar os profissionais de transporte em segurança viária, direção defensiva. A iniciativa, que está acessível para o uso dos visitantes da feira, é fruto de uma parceria entre a instituição e a Mercedes-Benz, que adaptou em um ônibus da montadora um simulador de direção do SEST SENAT. Outra forma de se relacionar com o Sistema CNT, na Intermodal, é visitar o estande da Abralog (Associação Brasileira de Logística), no qual a CNT, o SEST SENAT e o ITL apresentam seus produtos e serviços e realizam network. SERVIÇO 27ª edição da Intermodal South AméricaOnde: São Paulo Expo, em São Paulo (SP)Quando: de 28 de fevereiro a 2 de março de 2023Público-alvo: empresário do setor de transporte e demais interessados em transporte de cargas, logística, intralogística e comércio exterior.Programação: acesse aqui o site da Intermodal South América. Fonte: CNT
CNT lança série sobre combustíveis que analisa, entre outros aspectos, fatores que impactam a elevação de preço do óleo diesel

O primeiro volume mostra como está organizada a cadeia de produção e de distribuição do insumo no país, desde a extração de petróleo até a revenda ao consumidor final O Brasil é expressivo na produção de petróleo — no cenário internacional, ocupou a 9ª posição entre os principais produtores em 2021. Mas existem gargalos que fazem com que o país dependa da importação, principalmente dos produtos derivados dessa matéria-prima. Um dos impasses está no refino. É o caso do diesel. Em 2022, as importações do combustível corresponderam a 25,8% do volume disponível para atender o mercado nacional. Entre os fatores que contribuem para isso está a insuficiência de refinarias no país. A análise faz parte do primeiro volume da Série Especial de Economia – Combustíveis, que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) acaba de lançar. A primeira publicação da série retrata a caracterização da cadeia de produção e comercialização do óleo diesel no Brasil. Os demais volumes trarão informações sobre o mercado de combustíveis utilizados em todas as modalidades de transporte: bunker, querosene de aviação e diesel ferroviário. Os assuntos explorados incluem a caracterização da cadeia de produção e distribuição de cada combustível, a análise da formação de preço dos combustíveis, os impactos de políticas de desoneração tributária, características do abastecimento no Brasil, medidas que outros países adotaram para conter a alta dos preços e a discussão de medidas aderentes à realidade brasileira para reduzir o impacto das oscilações de preços aos transportadores e à sociedade. A discussão sobre a tributação incidente sobre o óleo diesel rodoviário é tema desta primeira edição. O informe aponta, inclusive, por que os combustíveis fazem parte do grupo que mais contribui para a persistência da inflação nacional. Fato que deve se agravar caso prevaleça a retirada da isenção de tributos federais (PIS, Pasep e Confins) incidentes sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular, prevista para ocorrer a partir desta quarta-feira, 1º de março. A série inaugura também o Painel CNT de Combustíveis, uma ferramenta dinâmica com informações sobre o mercado de combustíveis. Nesse primeiro momento, é possível consultar dados de óleo diesel, como preço semanal, produção anual, importações e exportações, além das vendas. O repositório de dados tem como vantagem o acesso facilitado a análises comparativas sobre a evolução das variáveis relacionadas ao assunto. Acesse a primeira edição da Série Especial de Economia – Combustíveis Conheça o Painel CNT de Combustíveis Fonte: CNT
NOTA PÚBLICA

A FETRANSUL, entidade que representa 24 mil empresas de transporte de cargas localizadas no RS, vem a público manifestar que, apesar da confiança que deposita no Sistema Judiciário, repudia a decisão proferida pelo STF nos autos dos Recursos Extraordinários RE 955227 (Tema 885) e RE 949297 (Tema 881). No último dia 08/02, o Supremo Tribunal Federal, em julgamento unânime, entendeu pela impossibilidade de decisões em matéria tributária se perpetuem em caso de mudança de entendimento, concluindo pela cessação da eficácia da coisa tributária. Em face do referido julgamento, o STF definiu sobre a possibilidade de quebra do trânsito em julgado sem a necessidade de a União Federal propor ação rescisória, em matéria tributária de trato continuado/sucessivo. Considerando que referido julgado poderá ter efeitos retroativos, com impactos ainda inimagináveis e imensuráveis às empresas de todos os setores, a Federação espera que o Tribunal reveja seu entendimento, em atenção à segurança jurídica e respeito à irretroatividade das decisões.
COMUNICADO

Informamos que não haverá expediente interno no dia 20/02/2023 segunda feira de carnaval. Estaremos com plantão em home office e a comunicação poderá ser feita através de e-mails e fones:• Gilberto Rodrigues: diretor.executivo@fetransul.com.br – Fone: 51 991171622• Carla Bordignon: secretaria@fetransul.com.br – Fone: 51 982730066 Retornaremos o expediente normal partir das 8:00 do dia 22/02/2023. Atenciosamente, Sistema FETRANSUL
Paulo Caleffi participa da primeira edição do CONET&INTERSINDICAL

No dia 10/02/2023, em São Paulo aconteceu a primeira edição do CONET&Intersindical de 2023. O Sistema FETRANSUL, esteve representado pelo Secretário Geral da CIT- Câmara Interamericana de Transporte, Paulo Caleffi que participou do painel em que o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Alexandre Luiz Ramos abordou temas da legislação trabalhista, em especial a incidência do adicional de periculosidade. Caleffi é redator do Projeto de Lei 1949/21 , que descaracteriza como periculosa o uso de tanque com capacidade superior a 200 litros de combustível em caminhões e ônibus, e que foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Caleffi afirmou que com a aprovação no Senado deste PL, não haverá mais margem para interpretações equivocadas como se verifica atualmente e que gera insegurança jurídica às empresa do setor.
COMJOVEM realiza reunião com integrantes de todo o Brasil

Aconteceu ontem (9), a primeira reunião da COMJOVEM com a coordenação nacional, que aconteceu de forma híbrida, na subsede da NTC&Logística em São Paulo. A mesma foi conduzida pelo coordenador nacional, André de Simone e os vice-coordenadores, Joyce Bessa e Geovani Serafim. Na oportunidade, o presidente da entidade, Francisco Pelucio compareceu à reunião, acompanhado do diretor financeiro, Marcelo Rodrigues, e do presidente do SETCESP, Adriano Depentor. Pelucio enfatizou o trabalho da entidade e também restaurou as atividades da comissão, “Para nós é uma alegria ver a casa cheia de jovens empresários, parabéns pelo trabalho desenvolvido por vocês em suas regiões, continuem contando com o apoio da NTC&Logística para que o grupo continue crescendo e se desenvolvendo, uma vez que é o papel de vocês preparem o futuro do transporte de cargas”. Durante a reunião foram tratados diversos assuntos de interesse do setor, principalmente sobre a condução dos núcleos, com a apresentação do quadro de metas para 2023, o andamento dos números dos núcleos e o desenvolvimento de cada um. Informações sobre visitas técnicas, ações sociais e comunicação, também esteve em pauta. Houve a participação de representantes de 25 núcleos, dos 26 existentes. Os assessores, Kamyla Pereira da COMJOVEM e Rodrigo Bernardino de Comunicação e Imprensa da entidade, também se apresentaram e deram orientações sobre demandas específicas de cada área, para o bom andamento da comissão. Fonte: NTC
Modelo da Serra divide opiniões e preocupa o Vale

Desde o começo do mês, seis rodovias do bloco 3 estão sob gestão privada. Contrato de 30 anos prevê investimento bilionário na qualificação da infraestrutura viária de uma das regiões mais ricas do RS. Mas fim de isenções e valores elevados da tarifa geram críticas. Enquanto o Vale do Taquari aguarda por um projeto que contemple as necessidades locais, outras regiões buscam reverter pontos de um contrato de 30 anos. Desde o dia 1º, as rodovias do Bloco 3 do plano de concessões estão sob nova direção. E os primeiros dias têm sido de dúvidas, incertezas e críticas da comunidade, gestores públicos e do setor produtivo. Vencedor do leilão promovido ano passado, pelo governo do Estado, o consórcio Integrasul foi o único a apresentar proposta. Para administrar os 271,5 quilômetros de rodovias da Serra e do Vale do Caí, foi criada a empresa Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), que também vai operar as praças de pedágio. Ao todo, a concessionária promete investir R$ 3,4 bilhões em obras de duplicação, vias marginais, terceiras faixas e construção de pontes, viadutos e passarelas. Entre os 119 quilômetros de rodovias que serão duplicadas, estão trechos da ERS-122, entre São Vendelino e Farroupilha, e da ERS-446, de Bento Gonçalves a Carlos Barbosa. Ao mesmo tempo em que aprovam a concessão à iniciativa privada – antes sob responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) – para garantir os investimentos necessários, líderes apontam uma série de problemas no contrato vigente. Alguns pontos, inclusive, semelhantes às críticas existentes no Vale do Taquari, conforme o presidente da CIC-VT, Ivandro Rosa. “Vamos até a última instância” Cidade de 35 mil habitantes, Portão foi surpreendida com um aumento de mais de 80% no valor do pedágio. A tarifa passou de R$ 6,50 para R$ 11,80 a partir do início da concessão. O maior impacto, porém, é o fim da isenção para moradores, o que motivou a judicialização do processo por parte do Executivo. “Nós vamos até a última instância em busca da isenção. São 15 mil moradores que transitam por ali. É inconcebível o que está acontecendo. Um pedágio dento de área urbana afeta vários comércios e principalmente os munícipes de menor poder aquisitivo”, afirma o prefeito Delmar Hoff. Na primeira instância, a ação ajuizada pelo município foi negada. No próximo ano, a praça de pedágio será deslocada para São Sebastião do Caí, quase na divisa com Portão. Mesmo assim, Hoff entende que o projeto, da forma como foi conduzido, é prejudicial para a região como um todo. “Nós discordamos desde o primeiro momento. O valor da tarifa é um absurdo. Fizeram audiências mas nada do que solicitamos foi levado em consideração”. Em São Sebastião do Caí, manifestações no ano passado pediam ao governo que recuasse na implantação da praça de pedágio no município. O mesmo ocorreu em Capela de Santana, que também terá cancelas. Os governos das duas cidades, inclusive, cogitam a construção de desvios alternativos. Apagão de investimentos As discussões para elaboração do projeto de concessão das rodovias da Serra iniciou em 2020. Uma construção, na visão da presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede Serra), Mônica Mattia, que foi benéfica para a região, por ser a melhor alternativa para garantir as obras necessárias à qualificação da infraestrutura viária. “Até 2031 toda a duplicação prevista estará pronta, incluindo as pontes, viadutos e passarelas. Somos a segunda região mais industrializada e nossas rodovias estão num nível muito inferior à capacidade de produção e consumo. Nós tivemos um apagão de praticamente 30 anos em investimentos de rodovias”, argumenta. Com relação às críticas por conta da tarifa, Mônica entende que o pedágio é a única forma de viabilizar os investimentos nas rodovias. “As obras de duplicação e manutenção a serem feitas precisam ser pagas por alguém”. Além disso, também ressalta a existência de descontos na tarifa para usuários frequentes que passam pela mesma praça em um mês. “Infelizmente o período da concessão pegou um momento de inflação alta. Caso contrário, teríamos uma tarifa mais satisfatória. Mas os descontos podem ser significativos”. Fiscalização Presidente da CICS Serra, Elton Gialdi, lamenta a forma como o processo de construção foi conduzido. Ele sustenta que, desde o começo, o projeto foi “mal desenvolvido”. Tanto que resultou em apenas uma empresa interessada no leilão. “Somente uma participou, e é pouco expressiva nesse ramo de rodovias. Não tem uma grande bagagem e ofereceu um deságio inexpressivo”, avalia. Com a concessão já em vigor, Gialdi salienta que agora resta às entidades e gestores públicos fiscalizarem o processo e garantir que as obras sejam implementadas no tempo estabelecido em contrato. “Pelo menos, esperamos que executem as obras propostas. E, claro, cabe a nós pagar um pedágio exorbitante”. Fonte: A Hora Lajeado – Mateus Souza / mateus@grupoahora.net.br Foto: Aldo Lopes
Prefeitura e transportadores avaliam benefícios da construção de ponte em Porto Xavier

Maquete eletrônica mostra nova ligação entre os países, que vai custar R$ 220 milhões Para a prefeitura de Porto Xavier, a construção da ponte ligando Brasil e Argentina, cuja ordem de serviço foi assinada nesta quarta-feira (8) pelo Ministério dos Transportes e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), significa o aumento inicial de 30% no fluxo de produtos exportados e importados na travessia pelo município. O JC havia noticiado na segunda-feira que a assinatura ocorreria nesta semana. Do ponto de vista das transportadoras de carga, embora a inclusão de mais um ponto de passagem seja positiva, o real impacto dependerá das condições que serão oferecidas aos caminhoneiros neste ponto de escoamento. A estrutura de 950 metros de extensão, que ligará o município gaúcho de 10 mil habitantes à cidade argentina San Javier e passará sobre o Rio Uruguai, tem investimento liberado de R$ 220 milhões. Com o lançamento da pedra fundamental prevista para ocorrer em setembro deste ano, o prefeito de Porto Xavier, Gilberto Menin, calcula iniciar no meio do ano a seleção dos cerca de 500 trabalhadores necessários para as obras. “Estamos nos preparando há tempo para este momento, já temos tudo planejado. Tão logo saia a licença ambiental, vamos começar selecionar profissionais. Temos empenhada uma verba de R$ 12,4 milhões de 2022 e orçados mais R$ 41,6 milhões para 2023”, destaca Menin. A ponte deverá ser concluída até 2026, prazo lamentado pelo diretor de infraestrutura da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Paulo Ziegler. “É um absurdo que se precise cerca de quatro anos a execução deste projeto. Por exemplo, uma ponte em Foz do Iguaçu, muito maior e mais exigente em termos de infraestrutura, levou um ano e meio”, compara o dirigente. Na avaliação de Ziegler, independentemente do tempo que irá demorar para ficar pronta, a nova travessia será benéfica para o transporte. “A economia relacionada ao Oeste do Estado vai ser ampliada e isso é ótimo para nós, pois estamos sempre em busca de pontos de passagem eficientes. Ter mais opções sempre é bom, além de trazer estímulo e crescimento para a cidade”, explica. Porto Xavier corresponde cerca de 3% a 4% do total de caminhões que atravessam o rio Uruguai. O trânsito, atualmente por balsa, é muito inferior a outras ligações de cidades do Rio Grande do Sul com a Argentina, como São Borja e Uruguaiana. Segundo a Fetransul, o movimento de transporte internacional de Porto Xavier representa 9% do movimento de Uruguaiana e 10% do movimento de São Borja. Uruguaina tem 157 mil caminhões por ano, ao passo que Porto Xavier tem 14 mil ao ano. Um cenário que pode mudar com a nova ponte. O incremento do fluxo ainda não foi estimado, mas a expectativa é de que haja uma ampliação nas rotas para mercadorias de maior valor agregado. Do montante destinado pelo governo federal para a execução da ponte, estão incluídos: a elaboração dos projetos básicos e executivo de engenharia; gestão e execução de todas as etapas e ações necessárias, bem como cumprimento de todas as obrigações e condicionantes, requeridas no processo de licenciamento ambiental; apoio aos serviços de desapropriação, remoção e reassentamento; execução das obras da ponte internacional, acessos nas duas margens e infraestrutura dos complexos integrados de fronteira (Aduana), na rodovia BR-392/RS. Fonte: JC / Imagem: Oito Arquitetura e Sustentabilidade/DIVULGAÇÃO/JC
Afrânio Kieling participa de reunião com a vereadora Mônica Leal

Presidente do Sistema Fetransul, Afrânio Kieling esteve reunido na manhã de hoje (09) com a vereadora da cidade de Porto Alegre, Mônica Leal. Na oportunidade a vereadora sugere o tema mobilidade urbana. Sendo um assunto específico da cidade, Kieling orientou Mônica a unir forças com o sindicato local, filiado ao sistema, SETCERGS. A entidade continua à disposição para atender as demandas e trabalhar junto aos sindicatos filiados a federação.