Vice Alckmin defende causa indefensável: aumentar teor do biodiesel

Por Boris FeldmanQuando se tentou passar de 10% para 12%: “A Anfavea não recomenda o aumento do teor de biodiesel no óleo diesel comercial” Os produtores de biodiesel voltaram à carga e tentam convencer o governo a aumentar seu percentual de mistura ao diesel. Hoje é de 10% (B10), mas querem elevá-lo para 15% (B15). O vice-presidente Geraldo Alckmin se manifestou favorável à idéia, provavelmente por desconhecer os meandros – e o complicado histórico – dessa questão. Que representa risco até para pacientes em hospitais. Como assim? Quando se mistura o biodiesel ao diesel em percentuais superiores a 10%, está comprovado tecnicamente que o resultado é problemático. Pois ele é higroscópico, ou seja, absorve umidade que vira água, que provoca borra nos tanques e entupimento de filtros, bombas de combustível e injetoras. Principalmente em regiões com alto índice de umidade. Todos os hospitais contam com geradores movidos a diesel no caso de faltar energia elétrica. São exatamente estes motores, parados por períodos mais longos, os mais sujeitos a formar a temida borra do biodiesel no fundo do tanque. Na hora da emergência, ou eles se recusam a funcionar, ou rodam por alguns minutos e param pelo entupimento no sistema de injeção. Sugestão – quase inacreditável – dos responsáveis pelo biodiesel é de “descartá-lo de tempos em tempos”. Então, teoricamente trata-se de uma excelente solução para o meio ambiente, por não ser um combustível fóssil, mas produzido a partir de grãos, porém ainda faltam acertos técnicos para que o biodiesel seja misturado ao diesel em proporções superiores a 10%. Diesel B11: primeiras queixas O programa de implantação do biodiesel previa aumentos graduais da mistura, de 5% até 15%. As primeiras queixas surgiram quando se atingiu 11% (B11) em 2019 e B12 em 2020. Seus produtores são enfáticos em negar problemas e tentam provar que o percentual poderia até superar 15%. Têm um poderoso lobby, o argumento do combustível “limpo” que sensibiliza e estão integrados à mais forte bancada no congresso, a do setor agropecuário. Mas a verdade é outra, pois são dezenas as queixas de donos de picapes e SUVs a diesel enguiçados na estrada rebocadas para oficinas independentes ou de concessionárias. O laudo foi sempre o mesmo: “combustível adulterado”, insinuando culpa do posto ou da distribuidora. Até bombas de posto A Fecombustíveis (associação de distribuidoras e postos), consultada, não somente nega, mas acusa: além dos motores diesel entupidos nos veículos, centenas de bombas dos postos emperraram quando o percentual do biodiesel vai além dos 10%. Além do problema técnico, tem o político: o combustível “limpo” acrescentado ao fóssil custa cerca do dobro, encarecendo o preço do diesel na bomba. Ou seja, direto no bolso dos caminhoneiros. O percentual que já tinha chegado a 13% foi então reduzido em 2021 para 12% em setembro e 10% em novembro. Os produtores de biodiesel defendem sua qualidade e alegam que a Anfavea testou e aprovou o aumento de B10 para B15. Não é verdade: a associação dos fabricantes de veículos fez os testes, nega ser adequado e seu relatório final diz textualmente: “A Anfavea não recomenda o aumento do teor de biodiesel no óleo diesel comercial”. Justifica seu parecer com o aumento da nocividade (emissões de NOx), irregularidades no funcionamento do motor e desgaste de seus componentes. Além disso, comprovou-se também a rápida degradação do combustível. Solução? Existe outro biocombustível também obtido de grãos, com molécula idêntica à do diesel e que, por isso, pode ser usado em qualquer proporção nos motores, até puro, o HVO: óleo vegetal hidrotratado. Também chamado “Diesel Verde”, tem custo mais elevado pelo tratamento com hidrogênio. Vantagens, desvantagens e alternativa: HVO O resumo da ópera é que o biodiesel tem vantagens, é limpo, contribui para a descarbonização e para o desenvolvimento do setor agropecuário. Entretanto, custa o dobro do diesel fóssil e provoca problemas no funcionamento dos motores quando o teor de mistura cresce além de 10%. Como tem um poderoso lobby, até o vice-presidente da república foi convencido e aderiu à esta mais que discutível idéia. Solução? Nada hipotético, mas já existe na prática: o HVO (óleo vegetal hidrotratado), também produzido (em vários países) a partir de grãos e resíduos (óleo de cozinha) e que pode ser utilizado até 100% nos motores. A Petrobrás já iniciou sua produção experimental. Fonte: UOL Foto: Shutterstock
Campanha de comunicação destaca o papel das mulheres no setor de transportes

O Ministério dos Transportes celebra o Dia Internacional das Mulheres com uma campanha de comunicação digital que vai mostrar a importância do papel das mulheres em todo o setor. Com o tema “A Segurança de Ser Quem Eu Sou”, o projeto, que durará o mês todo, busca inspirar e mostrar que todas as mulheres devem abraçar quem elas são e os caminhos que escolheram trilhar, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. A campanha enfatiza a importância da segurança da mulher, primeiramente, como sinônimo de confiança, garantia, firmeza, estabilidade e certeza. Também evidencia medidas que vem sendo tomadas para garantir a segurança das trabalhadoras do setor e dos cidadãos, bem como criar um ambiente de trabalho mais seguro e inclusivo. Importante papel Além da websérie com personagens do setor, o mês contará com lives temáticas, caixinha de perguntas no Instagram, avatar nas redes do Ministério e das vinculadas, fundo de telas para celulares e mais. O projeto é uma celebração das mulheres no setor de transportes e um lembrete do importante papel que elas desempenham na indústria. “O Ministério reconhece e valoriza as contribuições significativas das mulheres no setor. Sabemos que a infraestrutura é dominada por pessoas do sexo masculino. Estamos empenhados em criar um ambiente de trabalho diversificado para todos, mais inclusivo e com oportunidade, independente da origem de cada um”, disse o ministro dos Transportes, Renan Filho. Assessoria Especial de Comunicação Categoria Infraestrutura, Trânsito e Transportes Fonte: www.gov.br
Giro do transporte

39ª autorização ferroviária A autorização para a construção e exploração da estrada de ferro entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), pela TAV Brasil, foi a 39ª concedida pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O modelo de operação busca trazer investimentos do setor privado na construção de ferrovias sem a necessidade de leilão e pagamentos de outorga. Das 39 autorizações, 33 tiveram seus contratos de adesão assinados e seis estão em via de assinatura. Com as autorizações, a projeção de recursos ultrapassa R$ 170 bilhões, com previsão de 12 mil quilômetros de novos trilhos, cruzando 19 Unidades da Federação. As autorizações ferroviárias começaram com a medida provisória nº 1.065/2021. Durante sua vigência, foram recebidos 80 requerimentos, dos quais foram assinados 27 contratos de autorização, totalizando 9.923 possíveis novos quilômetros de ferrovias, com um investimento aproximado de R$ 133 bilhões. Primeira concessão de ferrovias O novo governo prepara a sua primeira concessão de ferrovias. A intenção do Ministério dos Transportes é apresentar a concessão integrada da Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste) e de dois trechos da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Os estudos de viabilidade econômica serão expostos até o fim de abril pela Infra S.A., estatal ligada à pasta que nasceu da fusão da Valec com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística). A Fico, que terá 383 quilômetros de extensão entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), está sendo construída pela mineradora Vale como contrapartida à renovação contratual da Estrada de Ferro Vitória a Minas até 2057. A Fiol corta o estado da Bahia e está desmembrada em três trechos. O primeiro, entre Ilhéus e Caetité, foi concedido à mineradora Bamin. O segundo, entre Caetité e Barreiras, está em construção pela Infra S.A. e tem cerca de 58% das obras executadas até agora. Transporte interior fecha 2022 positivo O transporte de cargas em navegação interior no Brasil apresentou balanço positivo em 2022. Ao longo do ano, o modal transportou 38.438.453 toneladas – um aumento de 5,36% em comparação a 2021. Os números são do Estatístico Aquaviário de 2022 da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Os destaques foram para as regiões hidrográficas Amazônica e Tocantins-Araguaia – responsáveis por 76% do transporte interior no país – com 14,5% e 13,1% de aumento, respectivamente. A hidrovia do Paraguai também anotou acréscimo, de 45,9%. Já as hidrovias Atlântico Sul, Paraná – que completam o montante transportado nas regiões hidrográficas brasileiras – registraram queda de 31,9% e 27,4%, respectivamente. Valor do frete por quilômetro rodado em alta Estimulado pela alta no valor do litro do diesel, o preço médio do frete por quilômetro rodado cresceu 38,91% no consolidado de 2022 em relação ao ano anterior, fechando o período com média de R$ 7,14. O dado é do IFR (Índice de Frete Repom). Ao longo de 2022, o preço médio apresentou oscilações e em julho chegou a R$ 8,04. Já no comparativo com 2019, ano pré-pandemia, em que o preço médio do frete fechou a R$ 4,41, o aumento foi de 62%. O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição, levantado com base nas 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Repom. 2,8 milhões de veículos a menos A crise de semicondutores vem trazendo prejuízos para as montadoras. Projeção da AutoForecast Solutions aponta que a indústria automotiva global vai deixar de produzir quase 2,8 milhões de veículos até o fim do ano devido à crise. Apenas em uma semana de fevereiro, os dados mostram que a indústria deixou de fabricar 147 mil unidades em todo o mundo em razão da falta de semicondutores – a maioria na América do Norte, que deve deixar de produzir 900 mil unidades. Quanto à previsão para a América do Sul, a estimativa é de uma perda de 134.900 unidades até o último mês de 2023. O número de carros que não serão produzidos: – América do Norte: 914.000 – Europa: 828.500 – Resto da Ásia: 709.600 – China: 188.300 – América do Sul: 134.900 – África e Oriente Médio: 19.800 Total: 2.795.200 Uso de máscara em aviões e aeroportos não é mais obrigatório A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu derrubar o uso obrigatório de máscaras em aviões e em aeroportos. A decisão considerou o arrefecimento do número de casos de covid-19 no país e o aumento da vacinação. Permanecem valendo o desembarque por filas para impedir aglomeração, os procedimentos de limpeza e a disponibilização de álcool em gel nos ambientes. O uso de máscaras em aeronaves e aeroportos após a pandemia havia sido liberado pela primeira vez em agosto de 2022, mas a reguladora decidiu voltar com a norma em novembro do mesmo ano, diante da alta do vírus no país e a proximidade com as festas de fim de ano. Fonte: www.cnt.org.br
Atitudes que fortalecem as mulheres no Transporte Rodoviário de Cargas

Com intuito de criar um ecossistema mais saudável para as mulheres, diversos movimentos vêm ganhando espaço e unindo forças, como A Voz Delas, Vez&Voz, e Programa Rota Feminina. A Voz Delas Atenta às necessidades das caminhoneiras e esposas dos caminhoneiros de todo o Brasil, a Mercedes-Benz criou o movimento A Voz Delas. “Queremos conscientizar a sociedade da importância destas mulheres no transporte e buscar parcerias para tornar este movimento ainda maior. O Movimento A Voz Delas nasceu justamente com o propósito de ouvir as histórias de mulheres que trabalham nas estradas, visando encontrar maneiras de transformar suas realidades. Afinal, quem faz o transporte de cargas acontecer, merece receber atenção e encontrar mais segurança, respeito, dignidade e melhores condições no seu percurso”, ressalta Ebru Semizer, gerente sênior de Marketing Comunicação & Inteligência de Mercado Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “E para que esse grito seja cada vez mais alto, precisamos que mais pessoas e mais parceiros juntem-se a nós”. De acordo com a executiva, infelizmente a infraestrutura das estradas brasileiras e também o preconceito são obstáculos que as caminhoneiras ainda enfrentam, o que se repete em outras profissões. “Mas quando atuamos juntas e por uma causa que traz mudanças positivas, os resultados podem até demorar, mas vão aparecer e mostrar a importância de acreditar na força feminina no mercado de trabalho”. Vez&Voz O Movimento Vez&Voz – Mulheres no TRC é uma iniciativa do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), criado em 2020, para valorizar as mulheres que trabalham no setor de transporte rodoviário de cargas, fomentar o crescimento profissional delas dentro do próprio segmento e atrair novos talentos para o TRC. Além disso, tem como um dos objetivos criar uma rede de apoio e incentivo para discutir outros assuntos que permeiam os diversos universos femininos, como: auto-conhecimento, relacionamento, maternidade, saúde, beleza e todos os desafios que são inerentes às mulheres. De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Paulista do Transporte (IPTC), órgão de pesquisa parceiro do Setcesp, em 2021, houve um crescimento de 61% do público feminino no setor. É uma nova realidade e essa participação das mulheres está aumentando. Por isso, torna-se ainda mais necessário movimentos que possam abordar essa inclusão e ser força dentro do setor para ter ainda mais espaço. Idealizadora e principal porta-voz do Movimento: Ana Jarrouge, presidente Executiva do Setcesp. Rota Feminina Este projeto surgiu do desejo de contribuir com a evolução da diversidade de gênero no ecossistema logístico, fazendo diferença na vida das pessoas que trabalham ou desejam trabalhar no segmento. E com muito amor à profissão, que o programa acredita que a participação das mulheres pode contribuir muito, pois as características, formas de pensar e atuar são complementares ao perfil masculino. E a diversidade de ideias geram negócios promissores. “Acreditamos que, desta forma, todas as mulheres se sentirão cada vez mais preparadas para o mercado logístico e ao mesmo tempo que este ecossistema entenda e atenda cada vez melhor as mulheres na logística”, segundo o Rota Feminina. Fonte: NTC Foto: Divulgação/Revista Caminhoneiro
Confira os prazos para revalidação dos dados cadastrais do RNTRC

Fique atento ao cronograma de revalidação ordinária. A revalidação ordinária tem como objetivo a atualização dos dados cadastrais dos transportadores inscritos no RNTRC e dos respectivos veículos cadastrados em sua frota. Os procedimentos de revalidação ordinária deverão ser observados pelos transportadores rodoviários remunerados de cargas, inscritos nas categorias TAC, ETC e CTC, que estejam com o registro na situação “ativo”, “pendente” ou “suspenso”. Para os transportadores que se inscreveram no RNTRC a partir de 1º de setembro de 2022 ficam dispensados de realizar os procedimentos de revalidação ordinária. A ANTT fará, de forma automatizada, a atualização das informações cadastrais dos transportadores a partir das bases de dados da Receita Federal do Brasil e a verificação das informações dos veículos junto à base RENAVAM. Caso sejam verificadas inconformidades quanto aos requisitos para manutenção no RNTRC o transportador deverá realizar um pedido de “Revalidação Ordinária” no sistema RNTRC, para regularizar a situação de seu registro, conforme cronograma estabelecido. Os pedidos de “Revalidação Ordinária” poderão ser realizados pelo próprio transportador, por meio da plataforma RNTRC Digital, ou em um ponto de atendimento de sua categoria, habilitado pela ANTT. Fonte: Setcergs
Setor de transporte apresenta bom desempenho em 2022

Os detalhes estão no Boletim de Conjuntura Econômica de março de 2023 divulgado pela CNT nesta sexta-feira, 03 de março O bom desempenho do setor de transporte em 2022 está retratado no Boletim de Conjuntura Econômica de março, publicado pela CNT nesta sexta-feira, 03. O Produto Interno Bruto (PIB) do transporte, armazenagem e correios cresceu 8,4%, enquanto o PIB brasileiro fechou o ano em 2,9%. O volume de serviços do setor cresceu ainda mais em 2022, 13,3%. Apesar disso, a manutenção da taxa de juros elevada e o encarecimento do crédito preocupam o setor e serão determinantes para o desempenho da economia em 2023. Além da análise dos resultados do PIB, o informe econômico da CNT traz a evolução do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e da inflação em janeiro/2023. Acesse o Boletim de Conjuntura Econômica Fonte: CNT
Presidente da CNT recebe medalha da ANTT por sua atuação em prol dos transportes terrestres

Em solenidade em Brasília, na primeira edição do Prêmio AVANTT, o Sistema CNT foi agraciado pelas suas contribuições para setor de regulação do transporte terrestre no Brasil Foi realizada, nessa quarta-feira (1º), a primeira edição do Prêmio AVANTT, que tem como objetivo homenagear e fomentar as condutas dos servidores, colaboradores e autoridades junto aos setores regulados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Durante o evento – que foi promovido na sede da Agência, em Brasília –, o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, recebeu a medalha do Mérito Institucional, pelos relevantes serviços que prestou ao setor de transportes terrestres no Brasil. O diretor de relações institucionais da CNT, Valter Luis Souza, também foi agraciado com a honraria. Para Vander Costa, é uma honra receber esse prêmio da ANTT, que vem transformando o transporte em várias frentes e avançando na regulação brasileira. “As concessões ferroviárias e rodoviárias renovadas de forma antecipada são uma mostra da importância do trabalho da Agência. A atuação está de acordo com as necessidades dos players e mostra por que as agências foram criadas para serem independentes. Isso é fundamental para dar continuidade ao trabalho, mas ainda temos muito a fazer”, afirmou. O diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, enfatizou que o Prêmio AVANTT veio para reconhecer todas aqueles “que ajudaram na resolução de problemas e na melhoria das concessões e das regulações do transporte de passageiros como um todo, mostrando a importância do trabalho de regulação no país”. O Prêmio AVANTT conta com duas categorias: Mérito Institucional e Mérito Funcional. Na primeira, é entregue a medalha de ouro para as autoridades que tenham prestado serviços relevantes ao setor de transportes terrestres no Brasil. A indicação é referente ao trabalho realizado pelo homenageado no setor regulado no ano anterior. O Mérito Funcional busca reconhecer o papel institucional de quem contribuiu com resultados para a Agência, sociedade e o setor regulado. Fonte: www.cnt.org.br
O marketing como caminho para fidelizar clientes

Como diretor de marketing, Celso Henrique Sartori brilhou à frente de grandes marcas, como a Coca-Cola e a Nike. Atualmente, é consultor-chefe da C&S Consulting, atuando com clientes como a Raízen, O Boticário e a Renault. Essa experiência prática é transposta para as aulas e palestras que ministra, nas quais ele ajuda a entender um importante fenômeno que vem confundindo o mundo dos negócios: a centralidade do cliente. “Antigamente, você criava um serviço e o oferecia ao cliente. Ganhava-se dinheiro assim. Esse é o passado”, resume o professor, um dos discípulos brasileiros do austríaco Peter Drucker, o pai da administração moderna. “Agora, monta-se uma solução integrada, que vai depender de toda a cadeia de valor da empresa para acontecer. O objetivo final passa a ser o lucro por meio da satisfação do cliente”, ensina. Sartori não poupa palavras para afirmar o quão importante é essa mudança de polos. Com o cliente no centro da estratégia, as empresas precisam humanizar seus processos e sopesar custos e benefícios. Os programas de encantamento são um grande diferencial; e o consumidor fiel se tornou, praticamente, um advogado da marca – e um cúmplice dos valores da empresa. Bem-vindos a um novo mundo! Por que o marketing é importante? Marketing é uma estratégia de negócios. Tudo o que o marketing faz é um jeito de ir ao mercado e encantar o cliente. Isso você nunca vai fazer apenas com um departamento; vai precisar da empresa inteira, do porteiro ao presidente. Todo mundo que tem contato com o cliente tem de fazer parte dessa jornada e dessa experiência, com o objetivo de encantar o cliente. A centralidade do cliente reconfigurou o mundo corporativo nos últimos anos. Como chegamos aqui? A resposta vem do século passado. O pai da administração moderna, Peter Drucker, que não está mais entre nós e de quem eu tive a honra de ser aluno, perguntava o seguinte: “Por que as empresas focam no cliente?”. E a resposta dele era muito simples e direta: “Porque, sem clientes, as empresas não existem”. Quais são as consequências disso? Em que essa centralidade se difere da velha máxima que diz: “O cliente sempre tem razão”? Primeiramente, vamos combinar que o cliente nem sempre tem razão, mas você tem de saber lidar com ele. O conceito de empresa mudou no século 21. Antigamente, você criava um serviço e oferecia ao cliente. Ganhava-se dinheiro assim. Esse é o passado. Hoje em dia, você precisa se perguntar em primeiro lugar: qual é o mercado que eu quero atender? É preciso conhecer toda a dinâmica desse mercado, saber quem são os concorrentes, quais são os fatores externos que podem interferir no negócio. Você precisa fazer a análise “Pestal”, ou seja, olhar para os ambientes político, econômico, social, tecnológico, ambiental e legal. Em seguida, você precisa entender a necessidade do seu cliente. A partir daí, você monta uma solução integrada, que vai depender de toda a cadeia de valor da empresa para acontecer. Desse modo, o objetivo final é o lucro por meio da satisfação do cliente. Por que é importante “fidelizar” os clientes? Cliente fiel é aquele que sai mais barato para a empresa, ou seja, você ganha muito mais com ele por causa de vários fatores. Ele gera receita, compra com frequência e gosta de você. Esse é o conceito de LTV (lifetime value), ou seja, receita recorrente ao longo do tempo. Esse cliente poderá comprar mais do mesmo serviço ou comprar outros serviços que você oferecer. Por conta desse encantamento, ele está menos suscetível a preços. Esse cliente gosta de você por outras razões – não é o preço que define a relação. Estamos falando do “valor percebido” na equação de valor. Como assim? Equação de valor é uma coisa que todos nós fazemos. É uma coisa simples, mas muito importante, que é a relação custo-benefício. O cliente satisfeito é aquele que vê os benefícios sendo muito maiores do que os custos. Você tem dois tipos de benefícios. Os tangíveis são aqueles que você consegue mensurar, como, por exemplo, conforto e pontualidade da entrega. Benefícios intangíveis são quando o cliente acha muito legal participar de algo. Esse sentimento tem a ver com todos os pontos de contato para que a experiência ocorra. É o lado emocional. Deve-se trabalhar o tangível e o intangível para que o cliente conclua que a experiência foi ótima. O senhor falou sobre os benefícios. Como os clientes percebem os custos? Todo mundo pensa no custo financeiro, mas existem também outros. Existe o custo de tempo – tempo é dinheiro para todo mundo. Então, se o cliente tem de esperar demais para embarcar, isso é custo para ele. Outro custo é o esforço. O quão fácil é adquirir um serviço? O cliente precisou reclamar de alguma coisa? Na equação de valor, a gente considera, ainda, o custo psicológico. É aquele custo de se comprar um “mico”, ou seja, algo que não satisfaz. Nesse caso, a experiência não foi boa. Portanto, na equação de valor, você precisará equilibrar dois tipos de benefícios e quatro tipos de custos. Aí os empresários me perguntam: “Ah, então eu tenho que aumentar muito os benefícios e diminuir os custos?”. E eu respondo: “Sim, é exatamente isso que tem de ser feito! Por exemplo, se eu diminuir o esforço, melhorarei o valor percebido pelo cliente na equação de valor”. É como se o prestador de serviços tentasse oferecer aos clientes uma experiência livre de atritos? Exato. Existem duas máximas quando se fala em centralidade no cliente. Uma delas é facilitar a vida dele. A outra é criar uma experiência memorável. Essas duas coisas andam juntas, né?! Por fim, é preciso dizer que a fidelidade do cliente vale a pena para as empresas. O cliente fiel é mais difícil de ser atraído pela concorrência. Além disso, ele pode ser uma fonte de ideias e informações. Ele vira uma espécie de discípulo, pois fala bem da marca, e acaba se tornando uma forma de medir o desempenho. Se você tiver uma
SEST SENAT e Observatório Nacional de Segurança Viária lançam Selo Mobilidade Segura na Intermodal

O Selo será conferido a empresas que preenchem requisitos relacionados a gestão responsável, adoção de boas práticas, qualidade da gestão de frota e conformidade legal O SEST SENAT e o Observatório Nacional de Segurança Viária (OBNSV) lançaram, nesta terça-feira (28), durante a 27ª edição da Intermodal South América, em São Paulo (SP), o Selo Mobilidade Segura. Idealizado pelo OBNSV, o Selo será conferido a empresas que preenchem requisitos relacionados a gestão responsável, adoção de boas práticas, qualidade da gestão de frota e conformidade legal. O lançamento ocorreu durante a Conferência Nacional de Logística, que integra a programação da Intermodal, e contou com as participações de Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, e de Paulo Guimarães, presidente da OBNSV, parceiro de longa data do SEST SENAT no que se refere a ações de educação no trânsito, como o movimento Maio Amarelo, Na ocasião, Nicole Goulart destacou a importância do Selo, que chega como um garantidor da integridade das operações. “Essa é uma iniciativa que vem para valorizar as empresas e fortalecer o setor de transporte como um todo”, afirmou. Ela lembrou que o SEST SENAT defende a melhoria das condições de trabalho, o atendimento às normas de segurança do trabalho e a profissionalização da atividade transportadora como um todo. “O lançamento de hoje aprofunda a nossa parceria com o Observatório em proveito das empresas de transporte”, finalizou. Sobre o Selo Mobilidade Segura De acordo com Paulo Guimarães, o Selo Mobilidade Segura foi criado para atender a uma necessidade das empresas de “centralizar” a documentação de conformidade. Para conquistar o Selo, as empresas interessadas devem submeter ao OBNSV informações que atestem conformidade nos seguintes pilares: Responsabilidade da alta gestão Gestão de Riscos Requisitos legais Desempenho humano na organização Gestão de frota Processos operacionais Gestão de fornecedores subcontratados Processos de análise e investigação de acidentes e quase acidentes Gestão de emergências Instalações Melhoria contínua e responsabilidade social Boas práticas Sobre a Intermodal A Intermodal South América é considerada o maior e mais completo evento das Américas nas áreas de transporte de cargas, logística, intralogística e armazenagem e comércio exterior. Neste ano, ela trouxe uma grande variedade de soluções para toda a cadeia de valor, com participação de empresas-referência dos quatro modais de transporte de cargas: rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. Esta 27ª edição reúne mais de 500 marcas nacionais e internacionais de todos os elos da cadeia de produção, suprimentos e distribuição. Fonte: Sest Senat
Faça parte do primeiro Seminário Itinerante 2023 no Rio de Janeiro

No próximo dia 24 de março, a NTC&Logística por meio da COMJOVEM realiza mais uma edição do seminário itinerante, desta vez, na capital do Rio de Janeiro. No próximo dia 24 de março, a NTC&Logística por meio da COMJOVEM realiza mais uma edição do seminário itinerante, desta vez, na capital do Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo há 19 anos, aproximar a NTC&Logística de seus associados e do transportador rodoviário de cargas em suas regiões, fazendo assim, com que suas demandas, necessidades e sugestões, sejam ouvidas e levadas a uma discussão maior, fazendo assim, com que a entidade possa buscar soluções nas esferas estaduais e federais. Você pode participar do evento se inscrevendo no link: https://www.portalntc.org.br/eventos/seminario-itinerante-comjovem-rio-de-janeiro/ Confira a programação do evento 14h00 – Abertura André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM Geovani Serafim – Vice-coordenador Nacional da COMJOVEM Felipe Almeida – Coordenador do Núcleo da COMJOVEM Rio de Janeiro Francisco Pelucio – Presidente da NTC&Logística Eduardo Rebuzzi – Presidente da Fetranscarga Silvio Carvalho – Presidente do Sindicarga 14h20 – Momentos Volkswagen Caminhões e Ônibus 14h30 – Apresentação COMJOVEM 14h40 – Comunicados especiais / Ação Social COMJOVEM Rio de Janeiro 14h50 – Contratação de Transportadores Autônomos após o julgamento da ADC 48 pelo STF Palestrante: Narciso Figueiroa Jr – Assessor Jurídico da NTC&Logística 15h40 – A importância de uma comunicação efetiva e as novas tendências Palestrante: Rodrigo Bernardino – Assessor de Comunicação da NTC&Logística 16h30 – Momentos Parceiros NTC 16h40 – Planilha de Custos Operacionais Veiculares Palestrante: Lauro Valdivia – Assessor Técnico da NTC&Logística 17h20 – Encerramento O Seminário Itinerante é uma realização da NTC&Logística por meio da COMJOVEM e tem como entidades anfitriãs, FETRANSCARGA e SINDICARGA e o Núcleo da COMJOVEM Rio de Janeiro. Recebe o patrocínio da FENATRAN, Mercedes-Benz e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Apoio Logístico da BRASPRESS e Apoio Institucional da CNT, SEST SENAT, ITL e da FUMTRAN. Fonte: NTC