CNT entrega Agenda Institucional 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública e reforça apoio ao PL Antifacção

Confederação apresentou prioridades do setor de transporte e logística e destacou a importância de medidas de combate ao crime organizado Representantes do Sistema Transporte entregaram, nessa quinta-feira (12), a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública. A publicação reúne o posicionamento da CNT sobre temas prioritários para o setor que estarão em discussão nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ao longo do ano. Participaram da reunião o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; a gerente executiva governamental da Confederação, Danielle Bernardes; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Durante o encontro, os representantes do Sistema Transporte apresentaram os principais pontos da Agenda e destacaram a importância de medidas voltadas ao enfrentamento da criminalidade diante dos impactos para o transporte e a logística no país. Na ocasião, a CNT também manifestou apoio à sanção do Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, e apresentou uma nota técnica com argumentos favoráveis à medida. O documento aponta que o roubo de cargas passou a representar uma importante fonte de financiamento do crime organizado, gerando prejuízos bilionários e ampliando a insegurança nas operações logísticas. A análise também destaca que o projeto traz avanços ao prever instrumentos mais rigorosos para combater estruturas criminosas que utilizam a violência para interromper o fluxo de transporte e desafiar a atuação do Estado. A nota técnica ressalta ainda a importância de medidas voltadas ao enfrentamento do braço econômico das organizações criminosas, como a possibilidade de suspensão ou declaração de inaptidão do CNPJ de empresas envolvidas na receptação de mercadorias ilícitas. Para a CNT, a nova legislação representa uma ferramenta relevante para proteger a infraestrutura logística do país, ampliar a segurança dos transportadores e combater práticas que impactam diretamente a economia nacional. O PL Antifacção é um dos projetos de destaque da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, lançada nessa quarta-feira (11), durante a Reunião dos Conselhos da CNT. Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema Transporte é referência em relatório nacional sobre emissões

Publicação do governo federal sustenta políticas de qualidade do ar e reconhece contribuição técnica do setor de transporte A poluição atmosférica é um dos principais desafios ambientais e de saúde pública enfrentados pelo Brasil. O setor de transporte, responsável por parte das emissões de gases de efeito estufa e poluentes, ocupa papel determinante nesse cenário. Com o objetivo de mitigar os impactos, inventários de emissões se tornaram ferramentas estratégicas, pois permitem medir impactos, orientar políticas públicas e apoiar decisões empresariais e regulatórias. Nesta semana, o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), em parceria com o Ministério dos Transportes, divulgou o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, consolidando uma série histórica de 45 anos (1980–2024). Entre os principais pontos da publicação, estão três iniciativas: a consolidação do inventário nacional rodoviário, o desenvolvimento de ferramenta para apoiar estados na elaboração de inventários próprios e a realização de treinamento técnico para gestores públicos e especialistas. O relatório é considerado essencial para a formulação de políticas de qualidade do ar e ação climática e reconhece a contribuição da CNT na construção dessa agenda. O Sistema Transporte é diretamente mencionado no item que aponta iniciativas do setor de transporte, trazendo destaque para o programa Despoluir, o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e a Coalizão pela Descarbonização do Transporte. Para a CNT, o reconhecimento oficial na publicação do governo representa uma conquista relevante, especialmente diante da complexidade de seu Inventário, que atualizou curvas nacionais de intensidade de uso antes defasadas há mais de uma década. “Esse reconhecimento revela uma parte importante da atuação institucional da CNT, que é estar próxima dos grandes tomadores de decisão do país. Sermos nominalmente mencionados em um relatório tão importante para a formulação de políticas públicas revela que o setor tem tido sua voz ouvida”, destacou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. Acesse o Inventário do Ministério. Complementaridade entre estudos O Inventário Nacional concentra-se no transporte rodoviário e se destaca por consolidar dados de mais de quatro décadas. Paralelamente, a CNT concluiu, com base em 2023, um levantamento que ampliou o escopo para incluir as infraestruturas portuária e aeroportuária, além de atualizar curvas de intensidade de uso. Técnicos da Entidade ressaltam que os dois trabalhos têm escopos distintos e metodologias próprias, não sendo comparáveis nem excludentes. O documento do MMA incorpora avanços metodológicos, como a inclusão de poluentes climáticos de vida curta, emissões por desgaste de pneus e freios, desagregação por estado e contabilização de veículos elétricos e híbridos. Já o inventário da CNT foi elaborado com coleta de dados em campo, o que reforça sua abrangência e complexidade. Inventário CNT Lançado oficialmente na COP30, em Belém (PA), o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte apresentou o diagnóstico mais completo já produzido pela iniciativa privada. O estudo apontou que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023, contabilizando 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Produzido com metodologia internacional e dados primários do setor, o levantamento detalhou impactos por modal, categoria veicular e infraestrutura. O modo rodoviário foi identificado como responsável por 92,89% das emissões, reflexo da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira. O estudo também reuniu 18 casos de boas práticas já implementadas por empresas, evidenciando iniciativas de transição energética, eficiência operacional e inovação. Acesse a publicação. Coalizão A Coalizão pela Descarbonização do Transporte é uma iniciativa que reúne entidades do setor produtivo, empresas, especialistas e instituições públicas com o objetivo de acelerar a transição do transporte brasileiro para uma matriz energética mais limpa. A proposta é promover o diálogo e a cooperação entre diferentes atores para desenvolver soluções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas e de passageiros, sem comprometer a eficiência logística e a competitividade do país. Entre as prioridades da Coalizão, estão a ampliação do uso de combustíveis de baixa emissão, o estímulo à inovação tecnológica, a renovação de frotas e o incentivo a políticas públicas que favoreçam uma mobilidade mais sustentável. A iniciativa, liderada pela CNT, pela Motiva, pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper, busca contribuir para que o Brasil avance no cumprimento de compromissos climáticos internacionais, ao mesmo tempo em que fortalece o papel estratégico do setor transportador no desenvolvimento econômico e na integração do território nacional. Acesse o documento completo com o resultado do trabalho da Coalizão. Programa Despoluir O Despoluir – Programa Ambiental do Transporte é uma iniciativa do Sistema Transporte que tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental no setor transportador brasileiro. Por meio de ações de monitoramento, orientação técnica e educação ambiental, o programa incentiva empresas e transportadores a adotarem práticas que reduzam a emissão de poluentes e aumentem a eficiência energética das operações. Entre as principais atividades do Despoluir, estão as avaliações ambientais veiculares gratuitas, que medem os níveis de emissão de poluentes da frota e orientam os transportadores sobre manutenção preventiva e condução mais eficiente. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, o programa também ajuda as empresas a reduzirem custos operacionais e a fortalecerem uma cultura de responsabilidade ambiental no transporte. Por Agência CNT Transporte Atual

Francisco Cardoso comenta no Bom Dia Rio Grande os reflexos da guerra no Irã para o diesel e a economia do RS

Assista à matéria completa aqui. Confira abaixo a reportagem publicada na GZH, assinada pelo jornalista Mathias Boni: Desde o último dia 28, quando ocorreram os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, os efeitos dos confrontos na cadeia global de suprimentos têm crescido diariamente. Entre as principais consequências econômicas da guerra no Oriente Médio está o aumento do preço do barril de petróleo, que disparou nas últimas semanas e já impacta o comércio de combustíveis pelo planeta. Além de o Irã ser um dos maiores produtores da commodity no mundo, o país também detém o controle do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido mundialmente. Ainda, em razão da guerra e dos ataques militares, outros países produtores de petróleo da região, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, diminuíram suas produções nos últimos dias, reforçando a tendência de subida no preço do barril — após atingir pico de US$ 120, o valor tem orbitado ao redor de US$ 90 nos últimos dias. No Rio Grande do Sul, esse desequilíbrio já é sentido na prática. Diferentes setores, como o de transportes e o agronegócio, afirmam encontrar dificuldades para abastecimento, principalmente de diesel. Confira, nesta reportagem, os impactos sentidos em cada segmento e no dia a dia, além das expectativas sobre o abastecimento e pelos próximos passos da Petrobras no mercado. Impactos por setor Transporte público Na manhã desta quarta-feira (11), a Transpessoal, empresa responsável pelo transporte coletivo no município de Rio Grande, anunciou redução na tabela de horários, alegando “não ter disponibilidade imediata do combustível (diesel) e, quando há oferta, os preços repassados estão até 25% acima dos valores praticados há cerca de duas semanas”. Consultadas pela reportagem, tanto a Associação Riograndense de Transporte Intermunicipal (RTI) quanto a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informam que monitoram a situação da distribuição de combustíveis no Estado, mas que, por enquanto, não planejam redução dos serviços. Agronegócio Já no início desta semana, produtores rurais passaram a comunicar que estavam enfrentando desafios para o abastecimento, relatando inclusive falta de diesel. A situação é ainda mais sensível no campo em razão do período atual, que é de colheita de alguns dos grãos mais importantes para a economia do Estado. — Desde os primeiros dias da guerra, já começamos a ouvir de produtores que estavam com dificuldades para receber diesel, e que em alguns lugares o preço já estava mais caro. Encaramos esse cenário com muita preocupação, ainda mais por estarmos no período de colheita do arroz e nos aproximando do da soja. Já tivemos muitas perdas no campo nos últimos anos e não podemos ter mais essa dificuldade agora — destaca Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O setor do transporte de cargas também tem relatado problemas com a oferta de diesel no Estado. Apesar de não relatarem casos de falta do combustível, os motoristas do segmento já encontram preços muito acima dos encontrados antes do conflito no Oriente Médio. — Apesar de já ouvir relatos de falta de diesel em alguns pontos do Brasil, mais no Nordeste, ainda não encontramos essa situação aqui no Rio Grande do Sul. O que já estamos vendo, sim, é um aumento no valor do litro vendido, de até mais de um real. O diesel representa cerca de 45% de nossos custos variáveis e, com o encarecimento do combustível, nesse nível, fica impossível não repassar pelo menos uma parte deste aumento ao consumidor — aponta Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Risco de desabastecimento descartado O Sulpetro, sindicato que representa os postos de combustíveis, afirma que o cenário no Rio Grande do Sul não é de risco de desabastecimento, mas de “restrição”. O presidente da entidade, João Carlos Dal’Aqua, reconhece que a demanda pelo combustível se aqueceu nos últimos dias, mas ressalta que os relatos sobre falta de diesel são pontuais. — O que vemos que tem acontecido é que muitas TRRs, empresas que abastecem lavouras com diesel, não tinham contrato regular de abastecimento com distribuidoras e agora, como o combustível está mais caro no mercado e a demanda aumentou, essas empresas ou não estão comprando, ou estão comprando e oferecendo muito mais caro a seus clientes. A demanda aumentou, o preço aumentou, mas falta do produto, não estamos sabendo — diz o presidente do Sulpetro. A Petrobras informou no domingo (8) que não houve alterações na venda do combustível por parte de suas refinarias nos últimos dias e que as entregas no Rio Grande do Sul estão ocorrendo “dentro do volume programado”. No aguardo da Petrobras A disparada do valor do barril de petróleo criou uma defasagem entre os preços do mercado internacional e o praticado pela Petrobras no mercado brasileiro, já que a empresa não segue mais a política de paridade internacional de preços e, desde o início da guerra, ainda não reajustou o valor de venda do seu combustível. Com a disparidade, os importadores pararam de comprar o combustível, o que pode causar ainda mais desequilíbrio no mercado brasileiro, pois cerca de 30% do diesel consumido no país é importado. Por isso, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) tem conclamado a Petrobras a anunciar um reajuste no valor de venda do diesel. A estatal, entretanto, até agora tem manifestado cautela para lidar com o cenário atual. Em nota enviada à reportagem nesta semana, a Petrobras destacou que “por questões concorrenciais, não antecipa decisões sobre manutenção ou reajustes de preços”. Em complemento, a empresa afirmou que sua estratégia visa reduzir “a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país”. Mesmo assim, as entidades gaúchas ainda aguardam posicionamento da estatal brasileira para dar mais segurança ao setor. — O mercado inteiro está aguardando a Petrobras, para saber se a empresa vai aumentar a importação por conta própria e reforçar os estoques nacionais ou se vai anunciar um reajuste no seu valor de venda, o que voltaria a incentivar a importação de combustível — destaca João Carlos Dal’Aqua. O

Inscreva-se para a Especialização em Gestão de Negócios – Porto Alegre

Estão abertas as inscrições para a Especialização em Gestão de Negócios, que será realizada em Porto Alegre, integrando o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL) e promovido pelo SEST SENAT. A especialização é gratuita e destinada a gestores e executivos de empresas de transporte associadas ao Sistema Transporte. A iniciativa atende a uma das demandas da Fetransul junto ao Sistema Transporte, com o objetivo de fortalecer a capacitação, a profissionalização e a competitividade do setor. As inscrições estão abertas também para São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). INSCREVA-SE AQUI! Sobre o curso: A Especialização em Gestão de Negócios é uma pós-graduação lato sensu, ministrada pela Fundação Dom Cabral (FDC), referência nacional e internacional em educação executiva. O curso tem como foco capacitar gestores e executivos de empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão, desenvolvendo competências estratégicas para tornar o setor cada vez mais competitivo. O currículo foi desenvolvido com base em uma abordagem prática e alinhada à realidade do mundo dos negócios, avaliando práticas de gestão aplicadas ao setor de transportes. O programa equilibra teoria e prática, estimulando uma visão empreendedora, criativa e estratégica nos participantes. Objetivo: Capacitar gestores e executivos das empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão de negócios, desenvolvendo as competências necessárias para tornar o setor mais competitivo. O curso trabalha a visão sistêmica nas organizações, identificando aspectos fundamentais para o desenvolvimento de equipes de alta performance operacional. A ideia é desenvolver uma visão crítica e analítica, embasada em técnicas tradicionais e inovadoras que são fundamentadas e trabalhadas por professores com experiência prática em importantes instituições. Público-alvo: A especialização é destinada exclusivamente a profissionais de empresas de transporte dos modais: Os participantes devem ser filiados às federações e/ou associações que integram o Sistema Transporte. Com informações do ITL

ANTT inicia integração nacional para verificação automática dos seguros obrigatórios do transporte de cargas

Período de homologação do sistema começa em 10 de março e permitirá o intercâmbio automatizado de dados entre seguradoras e o RNTRC; verificação passará a valer para inscrição e manutenção do registro dos transportadores a partir de julho de 2026 Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), informa aos transportadores rodoviários de cargas, sociedades seguradoras e demais interessados sobre o cronograma de implementação do intercâmbio automatizado de informações relativas à contratação dos seguros obrigatórios do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A medida decorre da implementação das disposições da Lei nº 14.599/2023, que estabeleceu a obrigatoriedade de contratação, pelo transportador rodoviário de cargas, dos seguros de: A operacionalização desses seguros vem sendo conduzida em conjunto com o mercado segurador e com a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que também vem promovendo adequações regulatórias para implementação do novo marco legal. Intercâmbio de dados entre seguradoras e ANTT Nos termos da Portaria SUROC nº 27, de 7 de agosto de 2025, as sociedades seguradoras deverão encaminhar automaticamente à ANTT as informações relativas à comprovação de contratação dos seguros obrigatórios, RCTR-C, RC-DC e RC-V, por meio de webservice integrado ao sistema do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). Início do período de homologação A data 10 de março de 2026 marca o início do período de homologação do webservice destinado ao intercâmbio de informações entre as sociedades seguradoras e a ANTT. O período de homologação ocorrerá entre: 10 de março de 2026 e 30 de junho de 2026. Durante essa fase, as seguradoras poderão realizar testes de integração, envio e validação das informações, com o objetivo de garantir a correta comunicação entre os sistemas e a qualidade dos dados transmitidos. Fiscalização durante o período de homologação Durante o período de homologação, a atuação da ANTT terá caráter educativo e orientativo, podendo ocorrer ações de fiscalização voltadas à conscientização do setor quanto à obrigatoriedade de contratação dos seguros e à futura verificação automatizada dessas informações. Entrada em produção do sistema A partir de 1º de julho de 2026, o webservice entrará em ambiente de produção, com integração efetiva ao sistema RNTRC. Nessa etapa, conforme cronograma a ser divulgado pela SUROC, será iniciada a verificação automática da contratação dos seguros obrigatórios, que passará a ser considerada para fins de: Fundamentação do cronograma A definição da data de 1º de julho de 2026 considera que o ramo de seguro RC-V (ramo 0659) foi instituído pela regulamentação da SUSEP com vigência a partir de 1º de julho de 2025, permitindo ao mercado segurador estruturar os novos produtos e possibilitando que as apólices contratadas tenham seu ciclo anual completo antes do início da verificação automática. Próximas comunicações A ANTT divulgará oportunamente orientações técnicas adicionais, incluindo: Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Foto: Divulgação / Comunicação ANTT

FATO RELEVANTE – Alta do diesel pressiona fretes e pode impactar custos logísticos

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta preocupação com os recentes aumentos no preço do diesel registrados no mercado. O combustível representa entre 40 a 45 por cento do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, sendo o principal insumo da atividade. Em um cenário de sucessivas elevações, torna-se inevitável que parte desse aumento seja refletida nas tarifas de frete praticadas no mercado. O transporte rodoviário é responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil e responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas no Rio Grande do Sul, desempenhando papel essencial no abastecimento da população e no funcionamento das cadeias produtivas. O preço do diesel no país é influenciado por diferentes fatores, como o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda e também a política de biocombustíveis. Diante desse cenário, a FETRANSUL reforça que o transportador não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos do combustível, o que tende a pressionar as tarifas de frete, uma vez que cada empresa precisará avaliar individualmente os impactos em suas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos A entidade também destaca a importância de previsibilidade na política energética e de combustíveis, condição fundamental para que empresas transportadoras e embarcadores possam planejar suas operações e manter a competitividade da economia. FETRANSULFederação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

FETRANSUL participa da CPI dos Pedágios

O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou da CPI dos Pedágios, nesta segunda, 02 de março, na condição de convidado. Ele destacou que o setor de transporte de cargas apoia os investimentos na infraestrutura rodoviária, pois eles reduzem custos operacionais e o tempo de viagem. Agregou ainda, que contribuem para a segurança viária. Cardoso lembrou que a Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 90 % das rodovias estaduais do RS são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, fato que onera em 37% os custos operacionais das transportadoras. O presidente da Federação defendeu  as concessões rodoviárias, ressalvando que as tarifas devem ser compatíveis com a realidade econômica do estado. Outro aspecto debatido na reunião foi a pesquisa de opinião contratada pela Fetransul, versando sobre a aceitação dos projetos de concessão. Cardoso explicou que a iniciativa visou compreender melhor como os usuários de rodovias (automóveis e caminhões) enxergam este tema. Sua observação foi de que o levantamento se presta a inúmeras interpretações, de aprovação e reprovação. “A Federação se empenhou em trazer informações que podem subsidiar os gestores públicos, sem a pretensão de ser uma peça conclusiva”, ponderou Cardoso. A participação do representante dos transportadores contribuiu para o trabalho de análise dos membros da CPI, trazendo a perspectiva de um setor que depende diretamente do provimento de infraestrutura rodoviária.    veja abaixo registros da participação na CPI dos Pedágios

Fetransul projeta pedágio mais justo com fim da concessão dos trechos das BRs 116 e 392

A partir desta quarta-feira (4), trechos das rodovias BR-116 e BR-392 no Sul do Rio Grande do Sul passam a ser administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), marcando o fim definitivo do contrato de concessão com a Ecovias Sul e a suspensão temporária da cobrança de pedágios. O término desse ciclo encerra um histórico de embates entre a concessionária e os usuários da via, cenário no qual a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do RS (Fetransul) assumiu uma postura combativa contra a permanência da empresa. Para a Fetransul, a saída da Ecovias Sul é vista como uma vitória. Segundo Paulo Ziegler, diretor de infraestrutura da entidade, a federação trabalhou ativamente junto ao governo federal e ao DNIT para garantir que a transição ocorresse sem qualquer prorrogação de contrato, mesmo que de forma provisória. Segundo ele, a concessionária mantinha um histórico problemático com os transportadores de carga, caracterizado pela falta de diálogo e pelo uso constante de interditos proibitórios na Justiça para impedir protestos da categoria. “Nossa posição sempre foi contra a permanência da Ecovias, os motivos são muitos. Diversos transportadores de carga tiveram chamados interditos proibitórios obtidos na justiça pela Ecovias no período em que ela teve a concessão e que houve protestos e intenções de expressar situação com eles, que nunca se dispuseram a dialogar”, ponderou A tarifa cobrada pela Ecovias Sul, no valor de R$ 22,20, chamava a atenção por ser uma das mais caras do país em rodovias federais. A Fetransul aponta que, com a proximidade do fim do contrato e a demora do governo para o lançamento de um novo edital, a empresa mudou subitamente de postura e tentou se apresentar como a “solução provisória” em uma tentativa de se manter na administração das rodovias. Com o fim da cobrança de pedágio nos trechos, existe uma preocupação sobre como será financiada a manutenção dos serviços nas vias, como socorro médico imediato e atendimentos mecânicos, antes garantidos pela Ecovias Sul. Ziegler, contudo, minimiza o impacto dessa mudança e classifica o temor como uma “narrativa”. Durante este período sem concessão, o atendimento a acidentes com vítimas seguirá a regra adotada no restante do estado, sendo realizado pelo SAMU do município mais próximo ou pelo Corpo de Bombeiros. Já os problemas mecânicos deverão ser cobertos por seguros particulares dos motoristas ou contratação de socorro privado. “No Rio Grande do Sul, nós temos 5.700 km de rodovias federais comandadas pelo Dnit e a maioria delas se encontra ou bem conservada ou razoavelmente conservada e em nenhuma delas você tem ambulância e guincho. Isso é assim em todo lugar. Por que não poderia ser assim lá para Pelotas enquanto não se resolve a concessão?”, destacou. Além disso, Ziegler demonstrou otimismo com o novo leilão e uma possível redução de tarifas. Segundo ele, a Fetransul enxerga o futuro dessas rodovias com bastante otimismo, considerando que o antigo contrato, assinado entre 1998 e 2000, já era tido como “anacrônico”.  Ziegler afirma que já teve acesso aos estudos completos sobre a nova concessão e confia que o novo modelo será bem mais moderno e estruturado. Uma análise preliminar dos estudos do governo indica que a tarifa de referência para o próximo leilão deve cair drasticamente, girando em torno de R$ 0,10 por quilômetro em pista simples e R$ 0,13 em trechos duplicados – o que, segundo ele, são valores equilibrados, compatíveis com o mercado. “Estamos falando de uma concessão anacrônica, de um modelo que já nem existe mais. O Ministério dos Transportes e a ANTT aperfeiçoaram muito o modelo de concessões, que hoje são bem estruturadas do ponto de vista dos projetos e dos preços. Pode ser que o vencedor do leilão ofereça um desconto ainda melhor, mas os estudos mostram um valor um pouquinho abaixo do que se cobra hoje e que consideramos uma tarifa equilibrada. Como os compromissos de investimento não são da mesma grandeza de outras vias, isso explica por que é um pouco mais barato e nos faz confiar numa boa solução”, ponderou. Fonte: Jornal do Comércio – Foto: TÂNIA MEINERZ/JC

Líderes de entidades reconhecem importância do Marcas

A relevância do Marcas de Quem Decide para a economia gaúcha também foi enaltecida por líderes de entidades empresariais do Rio Grande do Sul, que reconheceram a importância do evento, promovido há 28 edições pelo Jornal do Comércio, para o mercado do Rio Grande do Sul. “O Marcas é uma premiação bastante relevante e importante para o setor da construção civil. Ele reconhece não só as marcas preferidas como as mais lembradas e isso é um grande guia orientador tanto para o mercado consumidor quanto institucional. O Jornal do Comércio vem trabalhando de maneira muito séria baseada em pesquisas estruturadas. É uma grande biblioteca viva que o jornal vai levando ao longo das décadas”. Claudio Teitelbaum, presidente do Sindsucon/RS  “O Marcas é uma premiação consagrada e com muita credibilidade. Então, participar do Marcas de Quem Decide e ser reconhecido pelo Marcas é a demonstração de que o mercado reconhece um trabalho feito com profissionalismo e qualidade. Portanto, é muito relevante, é muito importante essa premiação. Meus parabéns ao Giovanni Tumelero e à toda diretoria do Jornal do Comércio pela realização de mais um Marcas de Quem Decide”. Leonardo Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) “O Marcas de Quem Decide é uma premiação que tem uma credibilidade extraordinária no Rio Grande do Sul. O evento realizado há 28 anos tornou-se um selo da nossa cidade e para nós é motivo de muito orgulho. O Marcas é um símbolo de prestígio e orgulho para o setor profissional no Rio Grande do Sul”. Claudio Lamachia, ex-presidente da OAB/Rs e integrante vitalício da OAB nacional  “O Marcas de Quem Decide é uma oportunidade de valorizar não só as marcas, mas as empresas e todos aqueles segmentos que constroem e dão pujança à economia do Rio Grande do Sul. A premiação é fundamental para valorizar as empresas e os diversos setores que impulsionam o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.” Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte do Rio Grande do Sul (Fetransul)-foto “O Marcas de Quem Decide é importante porque permite conhecer as principais empresas e as principais marcas que se destacam no cenário do Rio Grande do Sul. O Marcas serve inclusive de referência para a formulação de políticas públicas, inclusive de investimentos em pesquisa. É super importante o trabalho que o Jornal do Comércio realiza porque contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental”. Diretor-presidente da Fapergs, Odir Dellagostin Fonte: Jornal do Comércio Foto: ROSI BONINSEGNA/ ESPECIAL/JC

Jornal do Comércio distingue as grandes marcas do RS

O Jornal do Comércio promoveu ontem, 03 de março, no Salão de Atos da PUC, em Porto Alegre, a entrega dos certificados da pesquisa Marcas de quem Decide. O evento marca o calendário de eventos corporativos do RS, pois concentra as organizações empresariais mais reconhecidas no mercado do RS. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, foi um dos dirigentes de entidades empresariais convidados para realizar a entrega de certificados para parte dos segmentos de atividade econômica pesquisados pelo veículo de comunicação. Cardoso assinala que a iniciativa do Jornal do Comércio traz destaque a um aspecto central da força econômica das organizações empresariais gaúchas, constituindo-se numa oportunidade de valorizar empreendimentos que apostam no mercado e investem no RS.