Assessor jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueirôa Junior, lança obra jurídica ao lado de advogados do Transporte Rodoviário de Cargas e da logística

Publicação coletiva reúne especialistas do setor e aprofunda o debate sobre temas trabalhistas atuais que impactam a infraestrutura, a logística e o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil O assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, integrou o grupo de autores do livro Temas Atuais da Infraestrutura e Logística, obra coletiva que reúne reflexões jurídicas relevantes sobre as relações de trabalho no setor de Transporte Rodoviário de Cargas e na logística nacional. A publicação foi lançada durante o IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado entre os dias 27 e 29 de novembro de 2025, em Foz do Iguaçu (PR), evento promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT). Coordenado pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Douglas Alencar Rodrigues, e pelo Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira, o livro reúne artigos de especialistas com ampla atuação no meio jurídico, sindical e empresarial, abordando temas trabalhistas atuais que incidem sobre a infraestrutura e a logística de transportes, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país. Entre os assuntos tratados na obra, estão análises de decisões relevantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48, que referendou a Lei nº 11.442/2007, e a ADI 5322, que trouxe alterações significativas à Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista. Os textos buscam conectar a interpretação jurídica à realidade prática do setor, considerando os reflexos dessas decisões na gestão das empresas, nas negociações coletivas e nas relações de trabalho. Representando a NTC&Logística, o assessor jurídico e advogado Narciso Figueirôa Junior assina o artigo “A ADI 5322 e as alterações na Lei do Motorista”, no qual analisa os impactos jurídicos e operacionais decorrentes das mudanças interpretativas trazidas pela decisão do STF. A obra também conta com a contribuição de outros profissionais que atuam juridicamente em entidades representativas do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e da logística e que, além dessa atuação institucional, também integram a CATSIND/NTC – Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas e de Negociações Coletivas, colegiado técnico da NTC&Logística. Entre esses profissionais, estão Andressa Scapini, superintendente de Relações do Trabalho do SETCERGS, autora do artigo “Desafios práticos da Lei 13.103/2015: a correlação entre a legislação e a realidade do transporte rodoviário de cargas no Brasil, sob o olhar do empregador”; Luciana Pamplona Barcelos Nahid, assessora jurídica do SINDICARGA, que aborda o tema “Jornada do motorista e a tripartição de responsabilidades: um novo olhar sobre a segurança viária e a importância da negociação coletiva”, e Raquel Guindani Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL, autora do texto “As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul: impactos e respostas jurídicas, trabalhistas e institucionais no setor de transportes”. Ao comentar a participação na obra, Dr. Narciso Figueirôa Junior destacou a relevância do livro para o setor e para o meio jurídico trabalhista. “Trata-se de uma obra extremamente relevante, pois aborda aspectos jurídicos trabalhistas atuais, que envolvem diretamente a logística e a infraestrutura de transportes, setores essenciais ao desenvolvimento econômico e social do país. Os temas foram tratados por profissionais com larga experiência nas relações trabalhistas do Transporte Rodoviário de Cargas, analisando decisões importantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48 e a ADI 5322, que trouxeram impactos sensíveis à Lei do Motorista. Foi uma satisfação participar desta iniciativa ao lado de colegas que também atuam em entidades representativas do setor e que integram a CATSIND/NTC, em um projeto louvável conduzido pelo Ministro Douglas Alencar Rodrigues e pelo Desembargador Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira”, afirmou. Os artigos do livro estão disponíveis para download por meio do link: https://abfp.com.br/editora/infraestrutura-e-logistica/volume-1-2025?page=2  Fonte: NTC&Logística 

Nova norma do CONTRAN muda validade do curso MOPP no transporte de produtos perigosos

Em dezembro de 2025, a publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 introduziu uma mudança relevante na regulamentação do transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil. A norma extinguiu o prazo geral de validade dos cursos especializados exigidos para esse tipo de operação, incluindo o Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (MOPP). A capacitação permanece obrigatória para motoristas que atuam no segmento e continua sendo um dos principais instrumentos para garantir segurança operacional, conformidade regulatória e mitigação de riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Com a nova regra, os condutores cujo vencimento da capacitação ocorreu após a publicação da resolução no Diário Oficial da União, em 9 de dezembro de 2025, deixam de ter a obrigação de renovar o curso. Por outro lado, os motoristas que tiveram o curso MOPP vencido antes dessa data seguem obrigados a realizar a renovação para manter a aptidão legal ao transporte de produtos perigosos, conforme as exigências vigentes à época do vencimento. Dessa forma, a data de expiração do curso passa a ser um critério determinante para o enquadramento dos profissionais. A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) acompanha de forma contínua os efeitos práticos da nova regulamentação. Segundo o presidente da entidade, Oswaldo Caixeta, a regularidade documental e operacional deve seguir como prioridade nas empresas do setor. “A ABTLP é uma entidade que preza pela segurança, pela conformidade regulatória e pela excelência nas operações. Os procedimentos internos de verificação de documentação, capacitação técnica e conformidade do condutor já fazem parte da rotina das empresas associadas e devem ser mantidos normalmente”, afirma Caixeta. O transporte de produtos perigosos envolve milhares de substâncias classificadas com elevado potencial de risco. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de três mil produtos são enquadrados nessa categoria, o que exige regras claras, capacitação técnica adequada e fiscalização eficiente. No Brasil, esse controle é exercido por diferentes instâncias, como o CONTRAN, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e órgãos de fiscalização federais e estaduais, que atuam de forma descentralizada. Diante desse cenário, a ABTLP orienta empresas e profissionais a manterem atenção redobrada à organização interna e à correta interpretação da norma. “O texto regulatório é claro quanto à validade, e essa mesma informação já consta de forma expressa na CNH Digital, com a devida referência à resolução e ao artigo que trata do tema. Isso confere maior segurança jurídica aos condutores e às empresas”, afirma Caixeta. Orientações e desafios regulatórios Apesar da mudança normativa, ainda existem dúvidas no setor sobre situações que podem levar à perda do curso especializado, quais atualizações operacionais poderão ser exigidas no futuro e como eventuais orientações adicionais dos órgãos reguladores serão comunicadas. A expectativa é que novos esclarecimentos tragam maior previsibilidade às operações ao longo de 2026. Nesse contexto, a atuação institucional da ABTLP ganha relevância ao apoiar empresas na interpretação das regras e na manutenção de operações seguras. “Riscos de interpretação sempre vão existir, especialmente em um país de dimensão continental como o Brasil, com diversos órgãos e agentes fiscalizadores atuando de forma descentralizada. Diante disso, estamos averiguando os motivos da suspensão desta renovação para, com base nesse esclarecimento, definir de forma responsável quais serão os nossos próximos passos”, conclui.

CNH 2026: veja como renovar a habilitação automaticamente e de graça

A renovação automática e gratuita é exclusiva para a CNH digital e está disponível para motoristas que respeitam as leis de trânsito à risca. O benefício não é válido para condutores com mais de 70 anos. Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Novas regras para a CNH A medida provisória criou a CNH do Brasil, com novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A iniciativa tem como objetivo modernizar e baratear o processo de obtenção da carteira de motorista. A expectativa do Ministério dos Transportes é que o novo modelo reduza em até 80% o custo para tirar o documento, além de diminuir os entraves e a demora no processo de renovação da carteira. Veja as principais mudanças: Por André Fogaça, g1  Foto: divulgação / infosaj.com

PNL 2050 pode redefinir a logística brasileira, mas precisa virar política de Estado, analisam especialistas

Plano Nacional de Logística aposta em visão de longo prazo, escuta do setor produtivo e integração multimodal, mas sucesso depende de blindagem contra descontinuidades políticas O Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), em fase de consolidação pelo governo federal, reúne condições técnicas e institucionais inéditas para orientar os investimentos em infraestrutura de transportes no Brasil nas próximas décadas. A conclusão é dos especialistas ouvidos pelo portal Transporte Moderno nesta semana. No entanto, o sucesso do plano dependerá essencialmente de sua capacidade de se consolidar como uma política de Estado, e não como mais uma iniciativa restrita a um ciclo de governo. “O maior aprendizado dos últimos 25 anos é que planejamento logístico não pode estar atrelado a mandatos”, afirma Paulo Resende, professor de logística e transporte da Fundação Dom Cabral e diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da instituição. “Se o PNL 2050 não se transformar em um plano de Estado, ele corre o risco de repetir a trajetória dos planos anteriores, que foram descontinuados a cada mudança de governo.” Desde os anos 1990, o país acumulou pelo menos cinco grandes iniciativas de planejamento em infraestrutura e logística, como o Brasil em Ação, o PAC, o Plano de Integração Logística e o PNL 2035. Embora esses programas tenham ajudado a consolidar diagnósticos e a listar projetos estruturantes — como ferrovias, rodovias e corredores de exportação —, poucos conseguiram avançar de forma consistente na execução. Segundo Resende, o PNL 2050 incorpora aprendizados relevantes desse histórico. Um dos principais diferenciais é a visão de longo prazo, com horizonte até 2050, o que confere maior previsibilidade para investidores, especialmente em projetos intensivos em capital, como ferrovias e hidrovias. “Esse tipo de infraestrutura exige planejamento de décadas. O plano coloca o Brasil no radar de investidores globais ao sinalizar claramente quais modais e corredores serão priorizados”, diz. Outro avanço destacado pelo especialista é a escuta estruturada do setor produtivo. Diferentemente de planos anteriores, o PNL 2050 considerou a demanda logística de cerca de 40 setores econômicos, ouvindo embarcadores, operadores e representantes de diferentes cadeias produtivas. “Isso dá mais realismo ao planejamento, porque parte de quem usa efetivamente a infraestrutura”, afirma. A integração entre modais também é central no desenho do plano. O PNL 2050 busca equilibrar a matriz de transportes, hoje fortemente concentrada no modal rodoviário, ao fortalecer ferrovias, hidrovias, cabotagem e portos, organizados em corredores logísticos integrados. A proposta é reduzir custos, aumentar eficiência e mitigar gargalos históricos no escoamento da produção e no atendimento ao mercado interno. Para Olivier Girard, sócio-diretor da consultoria Macroinfra, a principal inovação do PNL 2050 está na hierarquização dos projetos. “Os planos anteriores eram grandes listas de obras, sem uma definição clara de prioridade. Agora, o plano tenta responder à pergunta fundamental: o que fazer primeiro, considerando a escassez de recursos?”, afirma. Segundo Girard, o uso de dados mais sofisticados, baseados em custos logísticos reais — e não apenas em estimativas teóricas — torna o planejamento mais aderente à tomada de decisão das empresas. “Hoje o embarcador escolhe rotas e modais com base em custos efetivos, monitorados por sistemas de controle. O plano passa a dialogar melhor com essa realidade”, diz. Guardião do PNLApesar dos avanços, Girard aponta desafios relevantes. Um deles é a fragmentação de dados, especialmente no transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país. A expectativa é que a reforma tributária, ao unificar bases de informações hoje dispersas entre os Estados, contribua para melhorar a qualidade do planejamento no médio prazo. Os dois especialistas convergem na avaliação de que a governança será decisiva para a perenidade do PNL 2050. Resende defende a criação de uma instância “guardiã” do plano, com participação de instituições não governamentais, universidades, órgãos de controle e Congresso Nacional, capaz de blindar o planejamento contra ciclos políticos. Girard vai na mesma linha e sugere um órgão suprapartidário e autônomo, responsável por assegurar a continuidade das diretrizes ao longo do tempo. Iniciativa privadaNo financiamento, a avaliação é que a maior parte dos investimentos deverá vir da iniciativa privada, por meio de concessões e parcerias público-privadas. O governo estima que a carteira ferroviária associada ao PNL 2050 possa atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos diretos, com potencial de alavancar valores ainda maiores ao longo do desenvolvimento dos projetos. “A previsibilidade regulatória e jurídica é essencial para o investidor de longo prazo”, afirma Girard. Em consulta pública até 18 de janeiro de 2026, o PNL 2050 é o primeiro plano formulado sob as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT). Para os especialistas ouvidos por Transporte Moderno, o desenho técnico é mais robusto do que em experiências anteriores. O principal desafio agora é garantir que o planejamento sobreviva às alternâncias políticas e se consolide como um projeto permanente para o país. Fonte: Transporte Moderno Foto: Banco de imagem Canva

Participe da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026, em Brasília

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade. O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas: 1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor; 2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias. Condições de Inscrição l  Inscrições realizadas até 31 de dezembro➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l  Inscrições realizadas até 31 de janeiro➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l  Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro➝ Valores integrais, sem desconto. As inscrições se encerram em 19 de fevereiro. Hospedagem – Tarifas Especiais Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE: CONETNTCBSB Canal de contato para reservas: l  Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas l  Sábado: das 10h às 14 horas l  E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br l  Telefone: (61) 3424-7018 Patrocine o evento e impulsione a sua marca. Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails assessoria@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br Faça sua inscrição aqui. Realização l  NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) Entidade Anfitriã l  FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística) Apoio l  Sindicatos filiados à FENATAC Patrocinadores l  Geotab l  Road Card – Pamcard Apoios Institucionais l  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística) l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte) Apoio Logístico l  Braspress Fonte: NTC&Logística

Participe da Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Levantamento reúne informações sobre a remuneração de motoristas em diferentes regiões e segmentos do setor A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, no segmento de carga fracionada. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor. Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo. Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui. Fonte: NTC&Logística

Programa Move Brasil é lançado com R$ 10 bi em crédito a juros baixos para compra de caminhões

Iniciativa de renovação de frota estimula aquisição de veículos novos e seminovos para autônomos, cooperativados e empresas do setor O Governo do Brasil lançou oficialmente, nesta quinta-feira (8/1), o programa Move Brasil, para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade. A iniciativa oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados, além de empresas de transporte rodoviário de cargas, para a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local. No total, o programa disponibiliza R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão são reservados exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou que o programa é importante para o meio ambiente, a saúde pública e a economia. “Ele retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou, durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília (DF), junto com o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. CONDIÇÕES ESPECIAIS — Em dezembro de 2025, o Governo do Brasil publicou Medida Provisória que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por meio de uma portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações (juros, prazo, carência), com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte. FINANCIAMENTO — Segundo as regras definidas pelo CMN, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por usuário do programa. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses. Os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário. Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado. CRITÉRIOS DE HABILITAÇÃO — A Medida Provisória estabelece que o financiamento de caminhões novos será permitido apenas para veículos de fabricação nacional, garantindo que os recursos públicos estejam alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê adensamento de cadeias produtivas, gerando expansão tecnológica, emprego e renda no país.  Os seminovos também deverão comprovar conteúdo local, nas condições estabelecidas pela portaria do MDIC. Entram nessa categoria veículos produzidos a partir de 2012, segundo definição da normativa.  PERMISSÃO — A MP determina que o uso dos recursos para compra de caminhões seminovos será permitida apenas para autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas do setor. As linhas de financiamento também permitem a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo.  CONDIÇÕES — Veja abaixo um resumo das condições estabelecidas na portaria do MDIC: Caminhões Novos Caminhões Seminovos CONTRAPARTIDA — O Procedimento de Desmonte, que funciona como contrapartida do financiamento, estabelece critérios de elegibilidade para o veículo antigo a ser entregue. O automóvel deve estar em condições de rodagem, possuir licenciamento regular referente ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a 20 anos. A medida também define os procedimentos para a baixa definitiva do veículo junto ao órgão de trânsito e seu encaminhamento à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e a nota fiscal de entrada na desmontadora. Fonte: gov.br Foto: Visita do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à Concessionária NASA Caminhões e Ônibus Volkswagen – Fotos: Júlio César Silva/MDIC

Fetransul divulga Pesquisa CNT 2025: rodovias do RS seguem estáveis, mas em nível crítico

Avaliação aponta avanços pontuais, como a redução de pontos críticos, mas alerta que a malha estadual concentra o principal gargalo da infraestrutura rodoviária Acesse aqui os resultados das pesquisas CNT de Rodovias e Índice de Confiança do Transportador Gaúcho A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Fetransul) apresentou sua avaliação institucional da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 19, destacando que a malha rodoviária gaúcha permaneceu estável entre 2024 e 2025, porém em um patamar crítico, distante das condições necessárias para sustentar o desenvolvimento econômico e a competitividade do Estado. O levantamento analisou 8.813 quilômetros de rodovias no Rio Grande do Sul, abrangendo a totalidade das rodovias federais e os principais trechos estaduais, o que representa 7,7% da malha avaliada no Brasil. Na análise da malha geral, os dados indicam avanço pontual, mas insuficiente. Em 2025, 27% das rodovias do Estado foram classificadas como ótimas ou boas, frente a 24,4% em 2024, enquanto 46,7% permanecem em condição regular e 26,3% seguem classificadas como ruins ou péssimas. Para a Fetransul, esse quadro confirma a ausência de mudança estrutural significativa, mantendo elevados os custos logísticos, os riscos operacionais e os impactos negativos sobre a economia regional. Um dado positivo foi a redução expressiva dos pontos críticos, que passaram de 144 registros em 2024 para 81 em 2025, resultado de ações emergenciais e corretivas adotadas ao longo do último ano. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, ressalta que o avanço é relevante, mas limitado: “A Federação reconhece o esforço e os resultados dessas intervenções, mas ações emergenciais não substituem uma política permanente de manutenção, prevenção e recuperação estrutural das rodovias”. Malha federal O recorte por tipo de gestão evidencia diferenças importantes. A malha federal no Rio Grande do Sul apresentou desempenho relativamente superior, com 37% da extensão classificada como ótima ou boa em 2025, embora 50% ainda estejam em condição regular. Já a malha estadual permanece como o principal gargalo, com apenas 10,1% em condição ótima ou boa e cerca de 49,1% da extensão classificada como ruim ou péssima, cenário que compromete a fluidez logística e amplia desigualdades regionais. Diante desse contexto, a Fetransul defende a implementação de uma política permanente de infraestrutura rodoviária, com fontes estáveis de financiamento, planejamento de longo prazo e gestão eficiente, priorizando a recuperação da malha estadual, sem prejuízo da manutenção e modernização da malha federal. A entidade reforça que estradas em boas condições, aliadas à renovação da frota, são decisivas para reduzir custos logísticos, aumentar a segurança viária, fortalecer a competitividade do setor produtivo e acelerar a agenda de descarbonização do transporte rodoviário de cargas no Rio Grande do Sul. Rodovias do RS permanecem estáveis, mas em patamar crítico, aponta Pesquisa CNT 2025 A malha rodoviária do Rio Grande do Sul permanece praticamente estável entre 2024 e 2025, porém em um patamar ainda crítico, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, cuja avaliação institucional foi apresentada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Fetransul). O levantamento analisou 8.813 quilômetros de rodovias no Estado, o equivalente a 7,7% da malha pesquisada em todo o país, considerando rodovias federais e os principais trechos estaduais . Na avaliação geral do Estado, 27% da extensão avaliada foi classificada como ótima ou boa em 2025, ante 24,4% em 2024. Apesar da leve melhora, 46,7% da malha segue em condição regular, enquanto 26,3% permanecem em situação ruim ou péssima, o que indica ausência de mudança estrutural consistente. Para a Fetransul, os dados reforçam um cenário de estabilidade em nível insatisfatório, com impactos diretos na competitividade e nos custos logísticos do transporte rodoviário de cargas . Malha geral do Rio Grande do Sul – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 24,4% 27% Regular 47,7% 46,7% Ruim + Péssima 27,9% 26,3% Redução de pontos críticos: avanço relevante, mas emergencial Um dos principais avanços identificados pela Pesquisa CNT foi a redução expressiva dos pontos críticos nas rodovias gaúchas, que passaram de 144 registros em 2024 para 81 em 2025. Houve queda em ocorrências como buracos de grande porte, erosões de pista e quedas de barreira, reflexo de ações corretivas adotadas ao longo do último ano. Para o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, o resultado representa um avanço importante, porém limitado: “A Fetransul reconhece esse avanço como resultado de ações emergenciais e corretivas, ressaltando, contudo, que tais intervenções não substituem uma política permanente de manutenção e prevenção”. Malha federal apresenta desempenho superior, mas segue majoritariamente regular No recorte das rodovias federais localizadas no Rio Grande do Sul, os dados indicam desempenho relativamente melhor em comparação à média geral do Estado. Em 2025, 37,0% da extensão federal foi classificada como ótima ou boa, frente a 32,7% em 2024. Ainda assim, a maior parcela da malha federal permanece enquadrada como regular, representando 50,0% da extensão em 2025. Os trechos classificados como ruins ou péssimos recuaram de 14,9% para cerca de 13,0%, mantendo-se como fator relevante de impacto nos custos operacionais do setor . Malha federal no RS – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 32,7% 37,0% Regular 52,3% 50,0% Ruim + Péssima 14,9% 13,0% Malha estadual concentra o principal gargalo estrutural A malha estadual do Rio Grande do Sul permanece como o ponto mais crítico identificado pela Pesquisa CNT de Rodovias 2025. Em 2025, apenas 10,1% da extensão estadual foi classificada como ótima ou boa, percentual praticamente idêntico ao observado em 2024 (10,0%). Quase metade da malha estadual segue em condição ruim ou péssima, somando 49,1% em 2025, enquanto os trechos regulares representam 40,8%. Para Francisco Cardoso, “esses números evidenciam a ausência de evolução estrutural significativa e reforçam a necessidade de um programa robusto e contínuo de recuperação da malha estadual” . Malha estadual no RS – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 10,0% 10,1% Regular 40,2% 40,8% Ruim + Péssima 49,8% 49,1% Posicionamento da Fetransul A Fetransul reconhece os esforços realizados em 2025, especialmente a redução dos pontos críticos,

Paulo Ziegler: Embaixador do Transporte Rodoviário Internacional

Texto da homenagem de entrega da comenda de Embaixador do Transporte Rodoviário Internacional ao jornalista Paulo Ziegler, editor-chefe da revista “Cenário do Transporte” da ABTI, realizada durante o 7° Congresso ITRI. Há quem mova o transporte pelas estradas e há quem o mova pelas palavras. Em um setor onde cada decisão depende de informação confiável, interpretar a realidade com honestidade é quase um ato de coragem. E poucos entendem isso tão bem quanto alguém que fez da comunicação uma ferramenta de clareza, equilíbrio e responsabilidade. Na última década, a história recente do transporte internacional foi sendo registrada por um olhar atento, crítico quando precisava ser, sensível quando o momento exigia cuidado. Um olhar que não se contenta com a superfície. Que pesquisa, estuda, revisa, explica, questiona e traduz para todos nós aquilo que, muitas vezes, passa despercebido. A voz por trás das análises que moldaram debates. A mente que ajudou a contar e preservar a trajetória de uma entidade inteira. O profissional que transformou informações dispersas em conhecimento acessível, fortalecendo decisões, conectando pessoas e permitindo que o setor enxergasse a si mesmo com mais nitidez. Comunicar bem não é apenas relatar fatos. É sustentar a memória, iluminar problemas, celebrar avanços e, principalmente, dar sentido ao caminho que seguimos. Hoje, reconhecemos alguém cuja dedicação silenciosa construiu pontes entre o que acontece e o que realmente importa. Homenageamos agora, o guardião das palavras que movem o nosso transporte, Paulo Ziegler.

Responsabilidade compartilhada entre poder público e iniciativa privada é caminho para enfrentar o roubo de cargas, afirma CNT

Entidade defende cooperação como eixo central no combate ao roubo e furto de cargas durante encontro nacional de enfrentamento ao roubo de cargas realizado em Brasília A segurança no transporte exige responsabilidade compartilhada e atuação integrada entre o poder público e o setor produtivo, afirmou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, ao defender que apenas a cooperação será capaz de enfrentar o roubo e o furto de cargas no país. A declaração marcou a abertura do 1º Encontro da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga, realizado nesta terça-feira (16), na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília. “O crime organizado hoje figura como um dos maiores fatores de impacto na gestão das empresas de transporte, e o roubo de cargas está entre os reflexos mais graves dessa realidade. Este desafio da segurança no transporte exige responsabilidade compartilhada, visão de futuro e ação coordenada entre o setor produtivo e o poder público”, disse. Ao apresentar o posicionamento institucional da CNT, Valter Souza destacou que a segurança pública no transporte está no centro da agenda do Sistema Transporte e figura entre as maiores preocupações do setor. Ele lembrou que o crime organizado aparece como um dos principais riscos à atividade transportadora, conforme apontado pelo estudo Análise de Grandes Riscos no Setor de Transporte, da CNT. O diretor ressaltou que, apesar da redução de 13% nas ocorrências de roubo de cargas em 2024, com pouco mais de 10 mil registros, o cenário segue preocupante. “Somente no primeiro trimestre de 2025, já foram mais de 2,2 mil roubos, gerando prejuízos bilionários, afetando a competitividade das empresas e comprometendo a segurança dos trabalhadores”, disse Valter Souza. Segundo ele, o impacto do crime vai além das perdas diretas e interfere no ambiente de negócios e na eficiência logística do país. Valter Souza também chamou atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre o problema, que não se restringe ao transporte rodoviário, citando o transporte de valores, o modal aquaviário, especialmente na região Norte, e a apropriação indébita de veículos locados que são utilizados em cadeias criminosas. Para o diretor, esse cenário demonstra que o tema vai muito além do ambiente empresarial. “É uma questão nacional, que envolve segurança pública, desenvolvimento logístico e a integridade das cadeias produtivas”, reforçou. Na abertura do encontro, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou que a segurança pública é dever do Estado, mas também responsabilidade de toda a sociedade. “Por isso, precisamos da colaboração de todos os setores para enfrentar a criminalidade. Quando unimos forças, a resposta ao crime se torna mais eficaz e abrangente”, afirmou. Sarrubbo enfatizou que a criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga representa um avanço importante para ampliar a cooperação entre a União, os Estados e as forças de segurança. Ele ressaltou ainda que o trabalho em rede tem se consolidado como um dos instrumentos mais eficazes no enfrentamento ao crime organizado. Segundo o secretário, a integração institucional é fundamental para reduzir gradualmente os índices criminais e a sensação de insegurança, além de contribuir para a redução de custos logísticos e para a construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico. “A sensação de insegurança só muda de fato quando conseguimos reduzir efetivamente os índices de criminalidade, e isso só é possível com integração e trabalho conjunto”, completou. Além do posicionamento institucional, o encontro reuniu representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, da Polícia Rodoviária Federal e das polícias civis dos Estados, totalizando 19 unidades federativas presentes, que destacaram a importância da troca de informações, do uso de inteligência e da aproximação com a iniciativa privada para o aprimoramento das políticas públicas de segurança voltadas ao transporte. Dados complementares reforçam a dimensão do desafio. Em 2024, os prejuízos causados pelos roubos de carga chegaram a R$ 1,2 bilhão, segundo dados da NTC&Logística, mesmo com a queda no número de ocorrências, reflexo do alto valor agregado das mercadorias visadas. O Sudeste concentrou 87% dos casos, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. O setor também tem ampliado investimentos em tecnologias de rastreamento, monitoramento e seguros especializados. Nesse contexto, iniciativas como o Programa Transporte Seguro, realizado pelo SEST SENAT em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), que já soma mais de 21 mil matrículas em cursos gratuitos, reforçam o compromisso do Sistema Transporte com a prevenção, a qualificação profissional e a construção de soluções conjuntas para fortalecer a segurança no país. A programação do 1º Encontro da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga continua nesta quarta-feira, dia 17, com a participação de representantes governamentais e das forças de segurança pública.  Integração entre modais e setores  Durante painel promovido pela CNT, representantes do transporte fluvial, da locação de veículos e do transporte de valores destacaram que o enfrentamento ao roubo e furto de cargas exige uma abordagem integrada, capaz de considerar as especificidades de cada segmento e região do país. A discussão reforçou que o crime organizado atua de forma transversal sobre diferentes cadeias logísticas, o que demanda coordenação entre forças de segurança, poder público e iniciativa privada para respostas mais eficazes. O vice-presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), Daniel Bertolini, alertou para a gravidade da pirataria fluvial na região amazônica, especialmente no transporte de combustíveis e de produtos agrícolas. Segundo ele, os ataques a comboios fluviais geram prejuízos expressivos e expõem as operações a riscos constantes. “É um problema que não acaba, ele migra”, afirmou, ao destacar que a atuação do crime organizado se desloca conforme o reforço da fiscalização em determinados pontos das hidrovias. Já a presidente executiva da Anav (Associação Nacional de Empresas de Aluguel de Veículos e Gestão de Frotas), Roberta Marchesi, e a presidente executiva da ABTV (Associação Brasileira de Transporte de Valores), Daniele Capobiango, ressaltaram que o setor privado tem ampliado