Porto de Rio Grande (RS) receberá R$ 24 bilhões para logística de exportação de celulose

Projeto prevê novos terminais, renovação da frota marítima e reforço da infraestrutura de exportação no Sul do país O Porto de Rio Grande (RS) deve ampliar a relevância na logística nacional de exportação de celulose, com investimentos estimados em R$ 24 bilhões voltados à implantação de infraestrutura portuária e à organização da cadeia de escoamento da produção. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), durante cerimônia realizada no terminal gaúcho, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O evento marcou a assinatura do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, no Porto de Rio Grande, além da formalização de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação da frota de apoio marítimo. O empreendimento envolve a implantação de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e a estruturação da logística de exportação, integrando porto, hidrovias e transporte marítimo. Os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões em investimentos, destinados à construção de embarcações, com impacto direto na logística marítima e na indústria naval brasileira. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo atua para reposicionar o Porto de Rio Grande como vetor de desenvolvimento econômico. “A gente quer criar todas as condições para que esse porto volte a funcionar com toda a força possível. Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando e comida chegando mais barata na mesa do povo. Quando o Estado investe, a economia cresce, o Brasil exporta mais e quem trabalha sente a diferença na vida real”, declarou. INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA E CAPACIDADE DE ESCOAMENTO O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras, além de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, volume que motivou a implantação de dois novos Terminais de Uso Privado no estado, localizados em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão. No Porto de Rio Grande, o novo TUP terá capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura de armazenagem para cerca de 194 mil toneladas e possibilidade de operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2,1 mil indiretos, além de aproximadamente 1,5 mil postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026. Fonte: mundologistico.com.br — por Camila Lucio Imagem ilustrativa (Foto: Shutterstock)
CNT projeta futuro sustentável para o setor a partir da reciclagem veicular do Grupo Sada

Confederação conheceu detalhes do centro de reciclagem veicular IGAR e destacou a importância de iniciativas que unem inovação e responsabilidade ambiental O setor de transporte se prepara para uma inovação de grande impacto. O projeto IGAR – Centro de Reciclagem Veicular –, desenvolvido pelo Grupo Sada em Minas Gerais, foi apresentado à CNT na última quinta-feira (15). A iniciativa, idealizada para operar em escala industrial, traz soluções para a destinação de veículos em fim de vida útil, fortalecendo a economia circular e contribuindo para a renovação da frota nacional. Com capacidade para triturar até 300 mil veículos por ano e descontaminar outros 150 mil, a planta ocupa cerca de 80 mil m² e tem pátio para 1.500 unidades. O centro está integrado à malha logística do Grupo Sada, que percorre cerca de 600 milhões de quilômetros por ano, criando oportunidades para logística reversa, redução de custos e diminuição de emissões. O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destacou a importância da iniciativa: “O IGAR mostra como é possível transformar desafios em soluções, dando destino adequado aos veículos em fim de vida útil e fortalecendo a economia circular. A CNT reconhece sua importância e está pronta para dialogar e contribuir com ações que impulsionem o setor”, ressaltou. Durante a reunião, foram discutidos desafios regulatórios especialmente na captação de veículos e na heterogeneidade de regras entre os Detrans estaduais. Nesse contexto, foi citado o Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação), política industrial lançada pelo governo federal em 2024 que substituiu o Rota 2030. O programa incentiva a eficiência energética, descarbonização e reciclagem de veículos, funcionando como eixo estruturante para viabilizar a renovação da frota. A inauguração oficial do IGAR está marcada para o dia 25 de fevereiro. O projeto já havia sido destaque na COP30, durante o painel Soluções do Transporte, quando a iniciativa integrou o portfólio de exposição da CNT com um vídeo de apresentação operacional. Além de Valter Souza, participaram da reunião a gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, e a gerente executiva de Negócios, Luciana Malamin. Pelo Grupo Sada, estiveram presentes o gerente executivo de Relações Institucionais, Diego Santos; o diretor de Gente e Gestão, Cauê Salles; a especialista em Relações Institucionais, Graciela Perotti; e o gerente de Operações da IGAR, Mark Watson. Por Agência CNT Transporte Atual
Caminhões brasileiros podem emitir até 35% menos CO₂ frente aos europeus

Um trabalho de formatura desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) adiciona novos elementos ao debate sobre descarbonização do transporte rodoviário. Segundo o estudo, caminhões que operam no Brasil podem alcançar desempenho ambiental superior ao de modelos europeus quando a análise considera as emissões de CO₂ por carga transportada, e não apenas o consumo absoluto de combustível. A pesquisa, conduzida pelo engenheiro mecânico Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, indica que veículos pesados em operação no país emitem até 35% menos CO₂ por tonelada-quilômetro do que caminhões equivalentes que circulam na Europa. Dessa forma, o trabalho sugere que a logística brasileira, marcada por alta capacidade de carga, pode representar uma vantagem ambiental relevante. Simulação europeia adaptada à realidade brasileira Para chegar a esse resultado, Fortes aplicou de forma pioneira no Brasil a ferramenta VECTO (Vehicle Energy Consumption Calculation Tool), utilizada obrigatoriamente na União Europeia para certificar consumo energético e emissões de caminhões. No entanto, em vez de replicar o modelo europeu, o pesquisador adaptou os parâmetros do simulador às condições nacionais. Assim, o estudo incorporou rotas longas, topografia mais severa e composições veiculares com até 74 toneladas, realidade bastante distinta do limite europeu de 40 toneladas. Além disso, Fortes comparou caminhões padrão 6×4 operando em rotas típicas da Europa com o corredor logístico entre Campo Grande (MS) e o Porto de Paranaguá (PR), eixo estratégico para o escoamento da produção de grãos. “O setor de transporte de cargas responde por níveis relevantes de emissão de CO₂. Como o modal rodoviário movimenta mais de 60% das cargas no Brasil, precisamos de métricas mais precisas e aderentes à nossa realidade”, explica o autor. Capacidade de carga como fator-chave Os resultados da simulação mostram que, embora o caminhão brasileiro consuma mais combustível em termos absolutos, devido ao maior peso total, a eficiência cresce quando o consumo se dilui pela quantidade de mercadoria transportada. Enquanto o caminhão padrão europeu Euro VI emite 29,0 gCO₂/ton·km, o modelo brasileiro analisado alcança 18,8 gCO₂/ton·km. Nesse contexto, o estudo identifica a carga transportada como o principal diferencial ambiental, superando até mesmo a influência da topografia. “Mesmo com tecnologias veiculares por vezes defasadas, consequência de uma frota envelhecida, a escala de transporte no Brasil compensa ambientalmente quando avaliamos a emissão por unidade de carga”, afirma Fortes. Rigor técnico e uso de dados reais Para assegurar consistência metodológica, o pesquisador utilizou dados reais de repositórios oficiais do VECTO, além da legislação brasileira para caracterizar os veículos padrão do Brasil e da Europa. Além disso, para mapear uma rota de mais de mil quilômetros, Fortes combinou informações reais com Inteligência Artificial integrada ao Google Maps, a fim de identificar limites de velocidade ao longo do trajeto. Posteriormente, algoritmos desenvolvidos em Python processaram mais de 100 mil pontos de dados, o que elevou o nível de detalhamento da simulação. Dessa maneira, o trabalho conseguiu refletir com maior fidelidade as condições operacionais do transporte rodoviário nacional. Para o professor Marcelo Augusto Leal Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP e orientador do projeto, o estudo preenche uma lacuna importante. “No Brasil, onde o transporte rodoviário domina o escoamento de cargas, a avaliação das emissões de CO₂ de caminhões é estratégica. Como o país não dispõe de uma ferramenta equivalente ao VECTO, pesquisas como essa ganham ainda mais relevância”, destaca. Desafios climáticos e frota envelhecida Embora os resultados indiquem eficiência relativa elevada, o estudo também dialoga com desafios estruturais do setor. O Brasil assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. No transporte rodoviário, os caminhões respondem por cerca de 42% das emissões do segmento, segundo o Observatório do Clima. Além disso, a idade média da frota brasileira, próxima de 12 anos, compromete a eficiência energética e reforça a necessidade de renovação tecnológica, conforme dados do Anuário CNT do Transporte. Ainda assim, o trabalho da Poli-USP demonstra que a forma de medir as emissões pode alterar significativamente a percepção sobre sustentabilidade no setor. Ao considerar a emissão por carga efetivamente transportada, a pesquisa sugere que o Brasil pode contribuir de maneira mais eficiente para as metas climáticas do que indicam análises baseadas apenas em padrões europeus. Nesse sentido, o estudo abre espaço para um debate mais técnico e ajustado à realidade do transporte pesado nacional. Fonte: Transporte Mundial
Frete mínimo atualizado: ANTT conclui revisão técnica que alinha custo real, segurança jurídica e transparência no transporte de cargas

Norma já está em vigor e redefine parâmetros que impactam diretamente caminhoneiros, transportadores e o preço dos produtos no país Com a aprovação do Relatório Final da Audiência Pública nº 08/2025, aprovado nesta segunda-feira (19/1) durante a 1024ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir), a primeira do ano, a Agência encerra um processo técnico, participativo e transparente que atualiza a metodologia e os coeficientes usados no cálculo do frete mínimo por quilômetro rodado, conforme previsto na Lei nº 13.703/2018. O foco é direto: valores mais próximos da realidade do transporte, menos conflito nas contratações e mais previsibilidade para quem vive da estrada e para quem depende dela. O piso mínimo do frete não é um número abstrato. Ele influencia a renda do caminhoneiro, o planejamento das transportadoras, a logística das empresas e, no fim da cadeia, o preço que chega ao consumidor. Quando esse valor não acompanha os custos reais da operação, o desequilíbrio se espalha: insegurança jurídica, disputas comerciais e pressão sobre quem está na ponta. A revisão conduzida pela ANTT atualiza parâmetros técnicos justamente para reduzir essas distorções. O resultado é uma base regulatória mais clara, com critérios compreensíveis e alinhados à dinâmica atual do transporte rodoviário de cargas. Escuta ativa e participação efetiva O processo foi construído com ampla participação social. A Audiência Pública permaneceu aberta por 30 dias e utilizou diferentes canais de diálogo: sistema ParticipANTT, e-mail, peticionamento eletrônico, atendimento presencial e sessão pública híbrida, realizada na sede da ANTT, em Brasília, com transmissão ao vivo. Foram registradas 196 contribuições formais, que se desdobraram em 381 proposições técnicas efetivamente analisadas. Todas as manifestações — acolhidas, parcialmente acolhidas ou não acolhidas — estão disponíveis no processo, acompanhadas de justificativas técnicas, permitindo que qualquer cidadão entenda como e por que cada decisão foi tomada. O que muda na prática A resolução revisada mantém a estrutura legal já conhecida pelo setor, mas refina a metodologia e atualiza os coeficientes de cálculo, tornando o piso mínimo mais aderente aos custos operacionais reais do transporte rodoviário. Isso significa mais clareza nas negociações de frete, redução de conflitos contratuais, maior segurança jurídica para transportadores e contratantes, além de atualização periódica, conforme determina a lei. A nova norma deverá entrar em vigor dia 20 de janeiro de 2026, data prevista para a publicação semestral dos pisos mínimos, com validade para o respectivo período. Regulação que explica, não impõe Com a conclusão da Audiência Pública nº 08/2025, a ANTT reforça um modelo de regulação que prioriza informação clara, participação social e decisões técnicas bem fundamentadas. Em um setor essencial para o abastecimento do país, a previsibilidade é tão importante quanto o diálogo — e a atualização do piso mínimo do frete responde exatamente a essa necessidade. “Essa revisão busca, além de ajustar números, rever e organizar expectativas, reduzir ruídos e dar estabilidade a um mercado que move o Brasil todos os dias, de ponta a ponta das rodovias”, disse o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), Amaral Filho. Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
SETCESUL e FETRANSUL têm reunião como deputados da base do Governo Federal

O deputado federal Paulo Pimenta e o deputado estadual Halley Lino estiveram reunidos com o presidente do SETCESUL, Egon Rutz, o vice-presidente da Fetransul, Rudimar Puccinelly, e o diretor secretário do Sindicato,Everaldo Carvalho Born. O encontro foi nesta sexta, 16 de janeiro, na sede do SETCESUL. A pauta envolveu a infraestrutura rodoviária do RS. Os transportadores mencionaram obras atrasadas na BR 285, a falta de manutenção na BR 116 no trecho entre Eldorado do Sul e Camaquã, assim como a paralização das obras duplicação das BR 290, no trecho que se aproxima a Pantano Grande. O deputado Pimenta, que vai concorrer ao Senado em outubro próximo, ao mesmo tempo que mencionou as dificuldades orçamentárias do Governo Federal, comprometeu-se em tratar estas questões com o Ministério dos Transportes. Pimenta trouxe à tona a possibilidade de estender o contrato da Ecosul enquanto não seja definida a nova concessionária da Região Sul. As lideranças do transporte foram taxativas na rejeição desta hipótese, ressaltando que o governo teve todo o tempo necessário para planejar a nova concessão num período anterior ao seu término. Puccinelly sustentou que a extensão do contrato seria um prêmio a uma empresa que, cobrando tarifas abusivas, nunca dialogou com a sociedade gaúcha, servindo-se desta situação de maneira oportunista. O vice-presidente da Federação reforçou a necessidade de que o Ministério dos Transportes aporte os recursos necessários para que o DNIT mantenha as rodovias até que a nova concessionária assuma. Por outro lado, o deputado Paulo Pimenta informou que o ministro dos Transportes, Renan Filho, visitará o RS no final de janeiro. Os transportadores solicitaram ao deputado federal que se crie a oportunidade de uma reunião com o ministro quando da sua vinda ao estado.
SEST SENAT e Ministério de Portos e Aeroportos ofertam 74 bolsas para formação de mecânicos aeronáuticos

Instituição abre vagas gratuitas para suprir carência de profissionais qualificados e fortalecer a segurança da aviação civil brasileira O SEST SENAT firmou parceria com o MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) para viabilizar 74 bolsas de estudo integrais no curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica (MMA). A iniciativa tem como objetivo enfrentar o déficit de profissionais especializados no setor, promovendo a qualificação técnica necessária para a segurança das operações aéreas. O programa conta com investimento de cerca de R$ 500 mil, realizado por meio de contratação direta entre o SEST SENAT e a SAC (Secretaria de Aviação Civil). A seleção dos alunos priorizará candidatos de baixa renda, inscritos no CadÚnico, estudantes oriundos da rede pública de ensino e residentes em áreas próximas a aeroportos ou em regiões com menor oferta de profissionais da área. A expectativa é que o edital seja publicado no final de janeiro, com início das aulas previsto para o mês de março. O curso técnico terá carga horária de 1.200 horas, com duração estimada de 18 meses. Os bolsistas poderão optar pelas especializações em Célula (CEL), Grupo Motopropulsor (GMP) ou Aviônicos (AVI). As aulas serão realizadas na unidade do SEST SENAT em Samambaia (DF), com fornecimento de material didático pela instituição. Para a conclusão do curso, será exigida frequência mínima de 70% e aproveitamento de 75%. Reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o SEST SENAT já formou mais de 1.200 mecânicos de manutenção aeronáutica desde 2020, com elevados índices de empregabilidade. Para a diretora nacional executiva da instituição, Nicole Goulart, a iniciativa evidencia a contribuição do SEST SENAT para o desenvolvimento do setor. “O SEST SENAT utiliza sua expertise técnica para entregar ao mercado profissionais prontos para os desafios da aviação e esse programa democratiza não só o acesso a uma carreira de alta complexidade, como garante que a mão de obra brasileira siga os mais rígidos padrões internacionais de segurança”, afirmou. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a ação conjunta com o SEST SENAT não apenas atende às demandas técnicas das empresas aéreas, mas também cria oportunidades de transformação social para famílias brasileiras por meio da educação profissional gratuita. Próximos passos As inscrições serão abertas após a publicação do edital pelo SEST SENAT, prevista para a última semana de janeiro. Os interessados devem acompanhar os canais oficiais da instituição para realizar a matrícula em março. Por Agência CNT Transporte Atual
Inovação e aprimoramento do atendimento pautam a agenda do SEST SENAT em 2026

Instituição intensifica investimentos em tecnologia, sustentabilidade e novos programas para o setor de transporte ao longo do ano O SEST SENAT definiu para 2026 um conjunto de projetos voltados à qualificação profissional, à inovação e à ampliação do atendimento aos trabalhadores e às empresas do transporte. O plano prioriza eficiência operacional, modernização dos serviços, cuidado com as pessoas e fortalecimento da atuação institucional em todo o país. A capacitação profissional segue como eixo central da estratégia. O portfólio de ensino será ampliado com novos cursos, como Técnico em Transporte, além do reforço na formação em Manutenção Automotiva. No ensino a distância, a plataforma SEST SENAT Digital receberá novos cursos com foco em transição energética, tecnologia e desenvolvimento de habilidades profissionais, alinhados às demandas atuais do mercado de transporte. Acesse a site do EAD e saiba mais: https://digital.sestsenat.org.br/ As ações de qualificação por modal ganham destaque em 2026. Estão previstas iniciativas específicas para os segmentos aéreo, ferroviário, aquaviário e de transporte de valores, com foco na formação técnica e na atração de novos talentos. Programas voltados à ampliação do número de motoristas no mercado terão continuidade, apoiados por mudanças na CNH que reduzem custos e permitem a formação profissional nas próprias unidades do SEST SENAT. A instituição vai avançar na modernização dos métodos de ensino, com o uso de tecnologias, e vai ampliar as atividades do Learning Village, ambiente que conecta empresas do transporte a startups com soluções voltadas a desafios reais do setor. Na gestão interna, os projetos concentram esforços no aumento da eficiência operacional. Adoção de ferramentas de inteligência artificial, automação de processos e integração de sistemas buscam tornar os serviços mais ágeis, melhorar a comunicação entre as unidades e qualificar a experiência dos clientes. Na área de saúde, bem-estar e segurança, o SEST SENAT amplia o portfólio de soluções, com destaque para ações alinhadas à nova NR-1. O programa Prevenção de Acidentes passa a operar em um novo modelo, com maior presença nas empresas e foco em orientação preventiva, em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária. As iniciativas de inclusão, esporte e cultura também integram a agenda de 2026. Projetos como Rota da Acessibilidade, Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society, o programa Nós, Elas e Todo Mundo e a expansão do Proteção e do SEST SENAT Com Você reforçam o compromisso com equidade, inclusão social e fortalecimento do vínculo com as comunidades atendidas. A ampliação e modernização da rede de unidades operacionais também seguem como prioridade. Estão previstos novos investimentos em inaugurações, obras e requalificação de estruturas existentes. A instituição vai avançar na agenda de sustentabilidade, com a meta de alcançar a autossuficiência em geração de energia elétrica até o fim de 2026, por meio da implantação de sistemas fotovoltaicos, além da ampliação do reúso de água nas unidades. Com esse conjunto de ações, o SEST SENAT consolida, em 2026, uma estratégia integrada para fortalecer o setor de transporte, combinando qualificação profissional, inovação, eficiência na gestão e cuidado com os trabalhadores. Para saber mais sobre os projetos do SEST SENAT e ver a unidade mais próxima de você, acesse https://www.sestsenat.org.br Por Agência CNT Transporte Atual
ITL expande capacitação executiva em 2026 com 14 novas turmas e novas parcerias acadêmicas

O objetivo é formar mais de 500 executivos e gestores do setor de transporte Ao longo de 2026, o ITL pretende abrir inscrições para 14 novas turmas do Programa Avançado de Capacitação do Transporte em seis capitais brasileiras. O objetivo é formar mais de 500 executivos e gestores do setor, com a oferta de especializações, MBAs, cursos executivos e certificações internacionais, voltados à modernização da gestão e ao aumento da competitividade das empresas de transporte. A expansão inclui a entrada do Insper no ecossistema de instituições parceiras do ITL, que já conta com a FDC (Fundação Dom Cabral), a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e o Ibmec. A parceria com o Insper resultará no lançamento da especialização em Gestão de Finanças, com aulas presenciais em São Paulo, enquanto a parceria com a Nova School of Business & Economics vai trazer para a grade um curso executivo em Dados e Inteligência Artificial. “As novas parcerias e os cursos inéditos mantêm o foco do ITL em alinhar a formação executiva às demandas reais do setor de transporte, especialmente em áreas estratégicas como finanças, dados e inovação”, afirma o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes. As atividades presenciais ocorrerão em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Brasília (DF). O cronograma de 2026 prevê cinco turmas do curso de Gestão de Negócios, além de formações em Recursos Humanos, Ciência Política e Marketing. A programação inclui ainda certificações internacionais em Aviation Management e Inovação para o Transporte, além de cursos executivos em ESG e Governança. O ITL também vai promover eventos setoriais em Brasília. No primeiro semestre, será realizada a segunda edição do encontro Mulheres no Setor de Transporte, voltado à liderança feminina e à equidade. No segundo semestre, o Instituto organiza a sexta edição do FIT (Fórum ITL de Inovação do Transporte), com debates sobre Cibersegurança e Gestão de Riscos. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT projeta 2026 com agenda estratégica voltada à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento institucional

Em ano decisivo, entidade estrutura estudos, análises técnicas e ações de defesa setorial para ampliar a competitividade e apoiar o desenvolvimento do transporte brasileiro A CNT inicia 2026 com uma agenda robusta que integra produção técnica, inovação, sustentabilidade e articulação institucional para enfrentar desafios estruturais do setor em um ano marcado por eleições gerais e por mudanças esperadas no ambiente regulatório e institucional do país. O conjunto de projetos da entidade foi estruturado para orientar decisões de empresários, gestores públicos e representantes governamentais, com foco em avanços na infraestrutura, na competitividade e na capacidade operacional do transporte brasileiro. Ao projetar o ano que começa, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou que a atuação da Confederação seguirá de forma integrada para apoiar o setor em um momento estratégico. “Este é um ano decisivo para o Brasil, e o Sistema Transporte continuará trabalhando com visão técnica e articulação política para assegurar avanços concretos para o transporte e para o desenvolvimento do país”, afirmou. Atuação institucional No campo institucional, a CNT estruturou sua atuação para assegurar que as prioridades do transporte avancem ao longo do calendário político de 2026. A agenda inclui ações de defesa setorial, gestão de riscos regulatórios e acompanhamento de pautas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Entre os principais marcos do ano está o lançamento da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reunirá propostas, ações jurídicas e temas legislativos acompanhados pela entidade, com contribuições das federações e associações representativas do setor. A CNT também fará o monitoramento contínuo das concessões de infraestrutura, incluindo novos leilões e o avanço de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos regionais e terminais portuários. O acompanhamento do Plano Nacional de Logística 2050 e das regulamentações decorrentes da reforma tributária integra esse esforço, assim como a análise de votações de grande impacto no Congresso Nacional, entre elas o Marco Regulatório do Transporte Público de Passageiros, a PEC da Segurança Pública, a PEC 22/2025 (chamada Lei do Descanso) e o PL 79/2020, que amplia os recursos destinados ao SEST SENAT. No âmbito jurídico, a CNT seguirá atenta a processos relacionados a temas como desoneração da folha de pagamentos, seguro de carga, tabela do frete, adicional de periculosidade e questões que envolvem motoristas profissionais. A atuação internacional também ganhará relevância, com participação em fóruns como a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Mercosul, reforçando o posicionamento institucional do transporte brasileiro. Ao avaliar o cenário político de 2026, a CNT ressaltou que o ano pode trazer transformações relevantes para o país. “Por isso, a CNT trabalhará para garantir que as prioridades do transporte estejam presentes nas propostas governamentais durante e após o processo eleitoral”, afirmou a entidade. Nesse contexto, a agenda também prevê a realização de uma nova edição do Fórum CNT de Debates, que, em 2026, reunirá os candidatos à Presidência da República para discutir prioridades do setor e apresentar propostas para o avanço da infraestrutura nacional. A pauta ambiental completa a agenda estratégica de 2026, impulsionada por marcos decisivos como o protagonismo do transporte na COP31, a execução dos Planos Clima e o avanço da implementação da Nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira, que estabelece novas metas de mitigação de emissões e exige atuação integrada de diferentes setores da economia, incluindo o transporte. Nesse contexto, a CNT reforça seu compromisso em contribuir tecnicamente para a construção de soluções que conciliem desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade. Agenda técnica No eixo técnico, a CNT dará prioridade a estudos voltados à sustentabilidade das empresas e à modernização do sistema de transporte. Entre os principais destaques está a elaboração de um diagnóstico nacional sobre o déficit de motoristas no transporte rodoviário, que irá analisar as causas da perda de atratividade da profissão e indicar caminhos para a valorização e a retenção da mão de obra. A entidade também prevê a publicação do Catálogo CNT de Práticas Sustentáveis, com foco em economia circular e reciclagem automotiva, apontando oportunidades para a renovação de frotas, a redução de resíduos e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Outro eixo relevante será uma nova edição da Série CNT Energia no Transporte, dedicada à análise dos combustíveis sintéticos como alternativa ao diesel de origem fóssil, abordando vantagens ambientais, desafios operacionais e aspectos regulatórios. Complementando esse conjunto de iniciativas, a CNT desenvolverá um levantamento nacional de cases de boas práticas em empresas de transporte e logística, reunindo soluções replicáveis que já demonstram eficiência em diferentes modais. A agenda técnica de 2026 também contempla a continuidade de levantamentos já consolidados, como o Índice de Confiança do Transportador, que mede a percepção empresarial sobre a economia e o desempenho do setor, e a Pesquisa CNT de Rodovias, responsável por avaliar as condições de pavimento, sinalização e geometria das estradas brasileiras, com o uso de tecnologias modernas de captura e análise de dados. Em um ano eleitoral, a CNT ampliará sua contribuição ao debate nacional por meio da realização da Pesquisa CNT de Opinião, que monitora a percepção da população sobre temas econômicos e políticos. Também está prevista a atualização do Plano CNT de Transporte e Logística, que organiza uma carteira nacional de projetos prioritários de infraestrutura. Complementando o eixo estratégico, será publicada uma nova edição do documento O Transporte Move o Brasil, que reúne propostas do setor para o aprimoramento de políticas públicas e o aumento da eficiência logística do país. Durante a última reunião ordinária dos Conselhos de 2025, a CNT reforçou a relevância de sua produção técnica para o setor. “Os estudos da CNT oferecem ao setor informações estratégicas que qualificam decisões, orientam investimentos e fortalecem a competitividade das empresas de transporte”, destacou a diretora executiva da entidade, Fernanda Rezende. Por Agência CNT Transporte Atual
Alterações no trânsito na BR-116/RS, em Porto Alegre, a partir desta quinta-feira (15)

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta que a BR-116/RS, em Porto Alegre, terá alterações temporárias no trânsito em razão da execução das obras do viaduto de acesso à Região da Fronteira Oeste. Entre quinta-feira (15) e sábado (17), das 21h às 5h, haverá o fechamento da alça de acesso 91A da BR-290/RS para a BR-116/RS, no sentido capital-interior. Durante o período de interdição, o tráfego será desviado pela saída 91B, com circulação pelas avenidas Jaime Vignoli e Fernando Ferrari. Não estão previstas intervenções nas pistas principais da BR-116/RS durante a execução dos serviços. Essas obras integram o Lote 1 das melhorias operacionais e de segurança viária da rodovia BR-116/RS. O DNIT solicita aos motoristas que redobrem a atenção ao transitar pela rodovia e que respeitem a sinalização local, visando garantir a segurança de todos os usuários. Em caso de chuvas, os serviços serão adiados. Fonte: gov.br