ITL expande capacitação executiva em 2026 com 14 novas turmas e novas parcerias acadêmicas

O objetivo é formar mais de 500 executivos e gestores do setor de transporte Ao longo de 2026, o ITL pretende abrir inscrições para 14 novas turmas do Programa Avançado de Capacitação do Transporte em seis capitais brasileiras. O objetivo é formar mais de 500 executivos e gestores do setor, com a oferta de especializações, MBAs, cursos executivos e certificações internacionais, voltados à modernização da gestão e ao aumento da competitividade das empresas de transporte. A expansão inclui a entrada do Insper no ecossistema de instituições parceiras do ITL, que já conta com a FDC (Fundação Dom Cabral), a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e o Ibmec. A parceria com o Insper resultará no lançamento da especialização em Gestão de Finanças, com aulas presenciais em São Paulo, enquanto a parceria com a Nova School of Business & Economics vai trazer para a grade um curso executivo em Dados e Inteligência Artificial. “As novas parcerias e os cursos inéditos mantêm o foco do ITL em alinhar a formação executiva às demandas reais do setor de transporte, especialmente em áreas estratégicas como finanças, dados e inovação”, afirma o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes. As atividades presenciais ocorrerão em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Brasília (DF). O cronograma de 2026 prevê cinco turmas do curso de Gestão de Negócios, além de formações em Recursos Humanos, Ciência Política e Marketing. A programação inclui ainda certificações internacionais em Aviation Management e Inovação para o Transporte, além de cursos executivos em ESG e Governança. O ITL também vai promover eventos setoriais em Brasília. No primeiro semestre, será realizada a segunda edição do encontro Mulheres no Setor de Transporte, voltado à liderança feminina e à equidade. No segundo semestre, o Instituto organiza a sexta edição do FIT (Fórum ITL de Inovação do Transporte), com debates sobre Cibersegurança e Gestão de Riscos. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT projeta 2026 com agenda estratégica voltada à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento institucional

Em ano decisivo, entidade estrutura estudos, análises técnicas e ações de defesa setorial para ampliar a competitividade e apoiar o desenvolvimento do transporte brasileiro A CNT inicia 2026 com uma agenda robusta que integra produção técnica, inovação, sustentabilidade e articulação institucional para enfrentar desafios estruturais do setor em um ano marcado por eleições gerais e por mudanças esperadas no ambiente regulatório e institucional do país. O conjunto de projetos da entidade foi estruturado para orientar decisões de empresários, gestores públicos e representantes governamentais, com foco em avanços na infraestrutura, na competitividade e na capacidade operacional do transporte brasileiro. Ao projetar o ano que começa, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou que a atuação da Confederação seguirá de forma integrada para apoiar o setor em um momento estratégico. “Este é um ano decisivo para o Brasil, e o Sistema Transporte continuará trabalhando com visão técnica e articulação política para assegurar avanços concretos para o transporte e para o desenvolvimento do país”, afirmou. Atuação institucional No campo institucional, a CNT estruturou sua atuação para assegurar que as prioridades do transporte avancem ao longo do calendário político de 2026. A agenda inclui ações de defesa setorial, gestão de riscos regulatórios e acompanhamento de pautas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Entre os principais marcos do ano está o lançamento da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reunirá propostas, ações jurídicas e temas legislativos acompanhados pela entidade, com contribuições das federações e associações representativas do setor. A CNT também fará o monitoramento contínuo das concessões de infraestrutura, incluindo novos leilões e o avanço de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos regionais e terminais portuários. O acompanhamento do Plano Nacional de Logística 2050 e das regulamentações decorrentes da reforma tributária integra esse esforço, assim como a análise de votações de grande impacto no Congresso Nacional, entre elas o Marco Regulatório do Transporte Público de Passageiros, a PEC da Segurança Pública, a PEC 22/2025 (chamada Lei do Descanso) e o PL 79/2020, que amplia os recursos destinados ao SEST SENAT. No âmbito jurídico, a CNT seguirá atenta a processos relacionados a temas como desoneração da folha de pagamentos, seguro de carga, tabela do frete, adicional de periculosidade e questões que envolvem motoristas profissionais. A atuação internacional também ganhará relevância, com participação em fóruns como a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Mercosul, reforçando o posicionamento institucional do transporte brasileiro. Ao avaliar o cenário político de 2026, a CNT ressaltou que o ano pode trazer transformações relevantes para o país. “Por isso, a CNT trabalhará para garantir que as prioridades do transporte estejam presentes nas propostas governamentais durante e após o processo eleitoral”, afirmou a entidade. Nesse contexto, a agenda também prevê a realização de uma nova edição do Fórum CNT de Debates, que, em 2026, reunirá os candidatos à Presidência da República para discutir prioridades do setor e apresentar propostas para o avanço da infraestrutura nacional. A pauta ambiental completa a agenda estratégica de 2026, impulsionada por marcos decisivos como o protagonismo do transporte na COP31, a execução dos Planos Clima e o avanço da implementação da Nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira, que estabelece novas metas de mitigação de emissões e exige atuação integrada de diferentes setores da economia, incluindo o transporte. Nesse contexto, a CNT reforça seu compromisso em contribuir tecnicamente para a construção de soluções que conciliem desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade. Agenda técnica No eixo técnico, a CNT dará prioridade a estudos voltados à sustentabilidade das empresas e à modernização do sistema de transporte. Entre os principais destaques está a elaboração de um diagnóstico nacional sobre o déficit de motoristas no transporte rodoviário, que irá analisar as causas da perda de atratividade da profissão e indicar caminhos para a valorização e a retenção da mão de obra. A entidade também prevê a publicação do Catálogo CNT de Práticas Sustentáveis, com foco em economia circular e reciclagem automotiva, apontando oportunidades para a renovação de frotas, a redução de resíduos e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Outro eixo relevante será uma nova edição da Série CNT Energia no Transporte, dedicada à análise dos combustíveis sintéticos como alternativa ao diesel de origem fóssil, abordando vantagens ambientais, desafios operacionais e aspectos regulatórios. Complementando esse conjunto de iniciativas, a CNT desenvolverá um levantamento nacional de cases de boas práticas em empresas de transporte e logística, reunindo soluções replicáveis que já demonstram eficiência em diferentes modais. A agenda técnica de 2026 também contempla a continuidade de levantamentos já consolidados, como o Índice de Confiança do Transportador, que mede a percepção empresarial sobre a economia e o desempenho do setor, e a Pesquisa CNT de Rodovias, responsável por avaliar as condições de pavimento, sinalização e geometria das estradas brasileiras, com o uso de tecnologias modernas de captura e análise de dados. Em um ano eleitoral, a CNT ampliará sua contribuição ao debate nacional por meio da realização da Pesquisa CNT de Opinião, que monitora a percepção da população sobre temas econômicos e políticos. Também está prevista a atualização do Plano CNT de Transporte e Logística, que organiza uma carteira nacional de projetos prioritários de infraestrutura. Complementando o eixo estratégico, será publicada uma nova edição do documento O Transporte Move o Brasil, que reúne propostas do setor para o aprimoramento de políticas públicas e o aumento da eficiência logística do país. Durante a última reunião ordinária dos Conselhos de 2025, a CNT reforçou a relevância de sua produção técnica para o setor. “Os estudos da CNT oferecem ao setor informações estratégicas que qualificam decisões, orientam investimentos e fortalecem a competitividade das empresas de transporte”, destacou a diretora executiva da entidade, Fernanda Rezende. Por Agência CNT Transporte Atual
Alterações no trânsito na BR-116/RS, em Porto Alegre, a partir desta quinta-feira (15)

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta que a BR-116/RS, em Porto Alegre, terá alterações temporárias no trânsito em razão da execução das obras do viaduto de acesso à Região da Fronteira Oeste. Entre quinta-feira (15) e sábado (17), das 21h às 5h, haverá o fechamento da alça de acesso 91A da BR-290/RS para a BR-116/RS, no sentido capital-interior. Durante o período de interdição, o tráfego será desviado pela saída 91B, com circulação pelas avenidas Jaime Vignoli e Fernando Ferrari. Não estão previstas intervenções nas pistas principais da BR-116/RS durante a execução dos serviços. Essas obras integram o Lote 1 das melhorias operacionais e de segurança viária da rodovia BR-116/RS. O DNIT solicita aos motoristas que redobrem a atenção ao transitar pela rodovia e que respeitem a sinalização local, visando garantir a segurança de todos os usuários. Em caso de chuvas, os serviços serão adiados. Fonte: gov.br
Assessor jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueirôa Junior, lança obra jurídica ao lado de advogados do Transporte Rodoviário de Cargas e da logística

Publicação coletiva reúne especialistas do setor e aprofunda o debate sobre temas trabalhistas atuais que impactam a infraestrutura, a logística e o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil O assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, integrou o grupo de autores do livro Temas Atuais da Infraestrutura e Logística, obra coletiva que reúne reflexões jurídicas relevantes sobre as relações de trabalho no setor de Transporte Rodoviário de Cargas e na logística nacional. A publicação foi lançada durante o IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado entre os dias 27 e 29 de novembro de 2025, em Foz do Iguaçu (PR), evento promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT). Coordenado pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Douglas Alencar Rodrigues, e pelo Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira, o livro reúne artigos de especialistas com ampla atuação no meio jurídico, sindical e empresarial, abordando temas trabalhistas atuais que incidem sobre a infraestrutura e a logística de transportes, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país. Entre os assuntos tratados na obra, estão análises de decisões relevantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48, que referendou a Lei nº 11.442/2007, e a ADI 5322, que trouxe alterações significativas à Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista. Os textos buscam conectar a interpretação jurídica à realidade prática do setor, considerando os reflexos dessas decisões na gestão das empresas, nas negociações coletivas e nas relações de trabalho. Representando a NTC&Logística, o assessor jurídico e advogado Narciso Figueirôa Junior assina o artigo “A ADI 5322 e as alterações na Lei do Motorista”, no qual analisa os impactos jurídicos e operacionais decorrentes das mudanças interpretativas trazidas pela decisão do STF. A obra também conta com a contribuição de outros profissionais que atuam juridicamente em entidades representativas do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e da logística e que, além dessa atuação institucional, também integram a CATSIND/NTC – Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas e de Negociações Coletivas, colegiado técnico da NTC&Logística. Entre esses profissionais, estão Andressa Scapini, superintendente de Relações do Trabalho do SETCERGS, autora do artigo “Desafios práticos da Lei 13.103/2015: a correlação entre a legislação e a realidade do transporte rodoviário de cargas no Brasil, sob o olhar do empregador”; Luciana Pamplona Barcelos Nahid, assessora jurídica do SINDICARGA, que aborda o tema “Jornada do motorista e a tripartição de responsabilidades: um novo olhar sobre a segurança viária e a importância da negociação coletiva”, e Raquel Guindani Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL, autora do texto “As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul: impactos e respostas jurídicas, trabalhistas e institucionais no setor de transportes”. Ao comentar a participação na obra, Dr. Narciso Figueirôa Junior destacou a relevância do livro para o setor e para o meio jurídico trabalhista. “Trata-se de uma obra extremamente relevante, pois aborda aspectos jurídicos trabalhistas atuais, que envolvem diretamente a logística e a infraestrutura de transportes, setores essenciais ao desenvolvimento econômico e social do país. Os temas foram tratados por profissionais com larga experiência nas relações trabalhistas do Transporte Rodoviário de Cargas, analisando decisões importantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48 e a ADI 5322, que trouxeram impactos sensíveis à Lei do Motorista. Foi uma satisfação participar desta iniciativa ao lado de colegas que também atuam em entidades representativas do setor e que integram a CATSIND/NTC, em um projeto louvável conduzido pelo Ministro Douglas Alencar Rodrigues e pelo Desembargador Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira”, afirmou. Os artigos do livro estão disponíveis para download por meio do link: https://abfp.com.br/editora/infraestrutura-e-logistica/volume-1-2025?page=2 Fonte: NTC&Logística
Nova norma do CONTRAN muda validade do curso MOPP no transporte de produtos perigosos

Em dezembro de 2025, a publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 introduziu uma mudança relevante na regulamentação do transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil. A norma extinguiu o prazo geral de validade dos cursos especializados exigidos para esse tipo de operação, incluindo o Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (MOPP). A capacitação permanece obrigatória para motoristas que atuam no segmento e continua sendo um dos principais instrumentos para garantir segurança operacional, conformidade regulatória e mitigação de riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Com a nova regra, os condutores cujo vencimento da capacitação ocorreu após a publicação da resolução no Diário Oficial da União, em 9 de dezembro de 2025, deixam de ter a obrigação de renovar o curso. Por outro lado, os motoristas que tiveram o curso MOPP vencido antes dessa data seguem obrigados a realizar a renovação para manter a aptidão legal ao transporte de produtos perigosos, conforme as exigências vigentes à época do vencimento. Dessa forma, a data de expiração do curso passa a ser um critério determinante para o enquadramento dos profissionais. A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) acompanha de forma contínua os efeitos práticos da nova regulamentação. Segundo o presidente da entidade, Oswaldo Caixeta, a regularidade documental e operacional deve seguir como prioridade nas empresas do setor. “A ABTLP é uma entidade que preza pela segurança, pela conformidade regulatória e pela excelência nas operações. Os procedimentos internos de verificação de documentação, capacitação técnica e conformidade do condutor já fazem parte da rotina das empresas associadas e devem ser mantidos normalmente”, afirma Caixeta. O transporte de produtos perigosos envolve milhares de substâncias classificadas com elevado potencial de risco. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de três mil produtos são enquadrados nessa categoria, o que exige regras claras, capacitação técnica adequada e fiscalização eficiente. No Brasil, esse controle é exercido por diferentes instâncias, como o CONTRAN, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e órgãos de fiscalização federais e estaduais, que atuam de forma descentralizada. Diante desse cenário, a ABTLP orienta empresas e profissionais a manterem atenção redobrada à organização interna e à correta interpretação da norma. “O texto regulatório é claro quanto à validade, e essa mesma informação já consta de forma expressa na CNH Digital, com a devida referência à resolução e ao artigo que trata do tema. Isso confere maior segurança jurídica aos condutores e às empresas”, afirma Caixeta. Orientações e desafios regulatórios Apesar da mudança normativa, ainda existem dúvidas no setor sobre situações que podem levar à perda do curso especializado, quais atualizações operacionais poderão ser exigidas no futuro e como eventuais orientações adicionais dos órgãos reguladores serão comunicadas. A expectativa é que novos esclarecimentos tragam maior previsibilidade às operações ao longo de 2026. Nesse contexto, a atuação institucional da ABTLP ganha relevância ao apoiar empresas na interpretação das regras e na manutenção de operações seguras. “Riscos de interpretação sempre vão existir, especialmente em um país de dimensão continental como o Brasil, com diversos órgãos e agentes fiscalizadores atuando de forma descentralizada. Diante disso, estamos averiguando os motivos da suspensão desta renovação para, com base nesse esclarecimento, definir de forma responsável quais serão os nossos próximos passos”, conclui.
CNH 2026: veja como renovar a habilitação automaticamente e de graça

A renovação automática e gratuita é exclusiva para a CNH digital e está disponível para motoristas que respeitam as leis de trânsito à risca. O benefício não é válido para condutores com mais de 70 anos. Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Novas regras para a CNH A medida provisória criou a CNH do Brasil, com novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A iniciativa tem como objetivo modernizar e baratear o processo de obtenção da carteira de motorista. A expectativa do Ministério dos Transportes é que o novo modelo reduza em até 80% o custo para tirar o documento, além de diminuir os entraves e a demora no processo de renovação da carteira. Veja as principais mudanças: Por André Fogaça, g1 Foto: divulgação / infosaj.com
PNL 2050 pode redefinir a logística brasileira, mas precisa virar política de Estado, analisam especialistas

Plano Nacional de Logística aposta em visão de longo prazo, escuta do setor produtivo e integração multimodal, mas sucesso depende de blindagem contra descontinuidades políticas O Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), em fase de consolidação pelo governo federal, reúne condições técnicas e institucionais inéditas para orientar os investimentos em infraestrutura de transportes no Brasil nas próximas décadas. A conclusão é dos especialistas ouvidos pelo portal Transporte Moderno nesta semana. No entanto, o sucesso do plano dependerá essencialmente de sua capacidade de se consolidar como uma política de Estado, e não como mais uma iniciativa restrita a um ciclo de governo. “O maior aprendizado dos últimos 25 anos é que planejamento logístico não pode estar atrelado a mandatos”, afirma Paulo Resende, professor de logística e transporte da Fundação Dom Cabral e diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da instituição. “Se o PNL 2050 não se transformar em um plano de Estado, ele corre o risco de repetir a trajetória dos planos anteriores, que foram descontinuados a cada mudança de governo.” Desde os anos 1990, o país acumulou pelo menos cinco grandes iniciativas de planejamento em infraestrutura e logística, como o Brasil em Ação, o PAC, o Plano de Integração Logística e o PNL 2035. Embora esses programas tenham ajudado a consolidar diagnósticos e a listar projetos estruturantes — como ferrovias, rodovias e corredores de exportação —, poucos conseguiram avançar de forma consistente na execução. Segundo Resende, o PNL 2050 incorpora aprendizados relevantes desse histórico. Um dos principais diferenciais é a visão de longo prazo, com horizonte até 2050, o que confere maior previsibilidade para investidores, especialmente em projetos intensivos em capital, como ferrovias e hidrovias. “Esse tipo de infraestrutura exige planejamento de décadas. O plano coloca o Brasil no radar de investidores globais ao sinalizar claramente quais modais e corredores serão priorizados”, diz. Outro avanço destacado pelo especialista é a escuta estruturada do setor produtivo. Diferentemente de planos anteriores, o PNL 2050 considerou a demanda logística de cerca de 40 setores econômicos, ouvindo embarcadores, operadores e representantes de diferentes cadeias produtivas. “Isso dá mais realismo ao planejamento, porque parte de quem usa efetivamente a infraestrutura”, afirma. A integração entre modais também é central no desenho do plano. O PNL 2050 busca equilibrar a matriz de transportes, hoje fortemente concentrada no modal rodoviário, ao fortalecer ferrovias, hidrovias, cabotagem e portos, organizados em corredores logísticos integrados. A proposta é reduzir custos, aumentar eficiência e mitigar gargalos históricos no escoamento da produção e no atendimento ao mercado interno. Para Olivier Girard, sócio-diretor da consultoria Macroinfra, a principal inovação do PNL 2050 está na hierarquização dos projetos. “Os planos anteriores eram grandes listas de obras, sem uma definição clara de prioridade. Agora, o plano tenta responder à pergunta fundamental: o que fazer primeiro, considerando a escassez de recursos?”, afirma. Segundo Girard, o uso de dados mais sofisticados, baseados em custos logísticos reais — e não apenas em estimativas teóricas — torna o planejamento mais aderente à tomada de decisão das empresas. “Hoje o embarcador escolhe rotas e modais com base em custos efetivos, monitorados por sistemas de controle. O plano passa a dialogar melhor com essa realidade”, diz. Guardião do PNLApesar dos avanços, Girard aponta desafios relevantes. Um deles é a fragmentação de dados, especialmente no transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país. A expectativa é que a reforma tributária, ao unificar bases de informações hoje dispersas entre os Estados, contribua para melhorar a qualidade do planejamento no médio prazo. Os dois especialistas convergem na avaliação de que a governança será decisiva para a perenidade do PNL 2050. Resende defende a criação de uma instância “guardiã” do plano, com participação de instituições não governamentais, universidades, órgãos de controle e Congresso Nacional, capaz de blindar o planejamento contra ciclos políticos. Girard vai na mesma linha e sugere um órgão suprapartidário e autônomo, responsável por assegurar a continuidade das diretrizes ao longo do tempo. Iniciativa privadaNo financiamento, a avaliação é que a maior parte dos investimentos deverá vir da iniciativa privada, por meio de concessões e parcerias público-privadas. O governo estima que a carteira ferroviária associada ao PNL 2050 possa atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos diretos, com potencial de alavancar valores ainda maiores ao longo do desenvolvimento dos projetos. “A previsibilidade regulatória e jurídica é essencial para o investidor de longo prazo”, afirma Girard. Em consulta pública até 18 de janeiro de 2026, o PNL 2050 é o primeiro plano formulado sob as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT). Para os especialistas ouvidos por Transporte Moderno, o desenho técnico é mais robusto do que em experiências anteriores. O principal desafio agora é garantir que o planejamento sobreviva às alternâncias políticas e se consolide como um projeto permanente para o país. Fonte: Transporte Moderno Foto: Banco de imagem Canva
Participe da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026, em Brasília

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade. O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas: 1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor; 2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias. Condições de Inscrição l Inscrições realizadas até 31 de dezembro➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l Inscrições realizadas até 31 de janeiro➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro➝ Valores integrais, sem desconto. As inscrições se encerram em 19 de fevereiro. Hospedagem – Tarifas Especiais Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE: CONETNTCBSB Canal de contato para reservas: l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas l Sábado: das 10h às 14 horas l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br l Telefone: (61) 3424-7018 Patrocine o evento e impulsione a sua marca. Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails assessoria@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br Faça sua inscrição aqui. Realização l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) Entidade Anfitriã l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística) Apoio l Sindicatos filiados à FENATAC Patrocinadores l Geotab l Road Card – Pamcard Apoios Institucionais l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística) l FuMTran (Fundação Memória do Transporte) Apoio Logístico l Braspress Fonte: NTC&Logística
Participe da Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Levantamento reúne informações sobre a remuneração de motoristas em diferentes regiões e segmentos do setor A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, no segmento de carga fracionada. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor. Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo. Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui. Fonte: NTC&Logística
Programa Move Brasil é lançado com R$ 10 bi em crédito a juros baixos para compra de caminhões

Iniciativa de renovação de frota estimula aquisição de veículos novos e seminovos para autônomos, cooperativados e empresas do setor O Governo do Brasil lançou oficialmente, nesta quinta-feira (8/1), o programa Move Brasil, para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade. A iniciativa oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados, além de empresas de transporte rodoviário de cargas, para a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local. No total, o programa disponibiliza R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão são reservados exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou que o programa é importante para o meio ambiente, a saúde pública e a economia. “Ele retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou, durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília (DF), junto com o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. CONDIÇÕES ESPECIAIS — Em dezembro de 2025, o Governo do Brasil publicou Medida Provisória que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por meio de uma portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações (juros, prazo, carência), com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte. FINANCIAMENTO — Segundo as regras definidas pelo CMN, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por usuário do programa. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses. Os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário. Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado. CRITÉRIOS DE HABILITAÇÃO — A Medida Provisória estabelece que o financiamento de caminhões novos será permitido apenas para veículos de fabricação nacional, garantindo que os recursos públicos estejam alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê adensamento de cadeias produtivas, gerando expansão tecnológica, emprego e renda no país. Os seminovos também deverão comprovar conteúdo local, nas condições estabelecidas pela portaria do MDIC. Entram nessa categoria veículos produzidos a partir de 2012, segundo definição da normativa. PERMISSÃO — A MP determina que o uso dos recursos para compra de caminhões seminovos será permitida apenas para autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas do setor. As linhas de financiamento também permitem a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo. CONDIÇÕES — Veja abaixo um resumo das condições estabelecidas na portaria do MDIC: Caminhões Novos Caminhões Seminovos CONTRAPARTIDA — O Procedimento de Desmonte, que funciona como contrapartida do financiamento, estabelece critérios de elegibilidade para o veículo antigo a ser entregue. O automóvel deve estar em condições de rodagem, possuir licenciamento regular referente ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a 20 anos. A medida também define os procedimentos para a baixa definitiva do veículo junto ao órgão de trânsito e seu encaminhamento à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e a nota fiscal de entrada na desmontadora. Fonte: gov.br Foto: Visita do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à Concessionária NASA Caminhões e Ônibus Volkswagen – Fotos: Júlio César Silva/MDIC