Fetransul participa do Conexão Legal, que debateu os impactos da ADI 5322 no transporte rodoviário

A Fetransul esteve representada pelo presidente Francisco Cardoso, nesta terça-feira, 26 de agosto. O evento realizado em São Paulo, reuniu ministros do STF e TST, executivos e lideranças do setor de transporte rodoviário para discutir os efeitos da decisão da ADI 5322 e seus reflexos nas negociações coletivas, custos operacionais e contratos de frete. Promovido pelo Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) e pelo Instituto Iter, o encontro teve como tema central “Trabalho e Produtividade: a ADI 5322 e as perspectivas do transporte rodoviário” e buscou alinhar autoridades e setor privado em torno da construção de um ambiente de maior segurança jurídica e eficiência logística. Entre os participantes, estiveram os ministros André Mendonça (STF e TSE), Morgana de Almeida Richa, Agra Belmonte, Liana Chaib, Breno Medeiros e Alexandre Ramos (todos do TST), além de lideranças do setor privado, como Renan Chieppe (Grupo Águia Branca) e Urubatan Helou (Braspress), além de presidentes e diretores de federações de transporte e advogados especializados. As discussões reforçaram a necessidade de equilibrar produtividade, dignidade do trabalho e competitividade, destacando que a decisão do STF sobre a Lei dos Motoristas impacta pontos sensíveis como jornada, intervalos e tempo de espera. Segundo a CNT, a medida pode exigir revisões contratuais no setor. “É um momento estratégico para aproximar o setor de transporte das principais autoridades responsáveis por decisões que impactam diretamente nossa operação. Nosso objetivo é esclarecer dúvidas e orientar os empresários sobre como conduzir da melhor forma e de acordo com a legislação vigente, a fim de mitigar a litigiosidade”, destacou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. “O Conexão Legal foi um espaço fundamental de diálogo com autoridades e especialistas. As discussões sobre a ADI 5322 permitem ao setor compreender melhor os impactos da decisão e buscar soluções conjuntas para garantir segurança jurídica e competitividade ao transporte rodoviário”, afirmou o Francisco Cardoso, presidente da Fetransul. Com painéis e palestras ao longo do dia, o Conexão Legal consolidou-se como espaço de diálogo institucional e de formulação de propostas para o futuro do transporte rodoviário. Com informações da CNT
FETRANSUL entrega homenagem os 40 anos da Apisul

Em nome de sua diretoria, o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, entregou uma placa em reconhecimento à trajetória e contribuição da Apisul, que completa 40 anos de história e dedicação ao setor de transportes. O Grupo Apisul encerrou as comemorações dos seus 40 anos na noite do dia 21 de agosto, em um evento especial que reuniu os principais players do setor de transporte e logística brasileiro, no Vale dos Vinhedos, na Serra gaúcha. A celebração aconteceu no Centro de Eventos Marco Luigi, em Bento Gonçalves (RS), com a presença de clientes, parceiros e amigos que fazem parte da trajetória da companhia e do desenvolvimento do setor. “Completar 40 anos de empresa é gratificante e, especialmente, emocionante. Esse marco significativo nos faz refletir sobre o caminho que percorremos, sobre tudo o que construímos e sobre os parceiros com quem pudemos contar nessa jornada. Mais do que isso, nos traz a renovação do desejo de seguir contribuindo e impulsionando o setor, através da geração de soluções inteligentes e sustentáveis”, afirmou o Presidente do Grupo Apisul, Paulo Cunha. Com uma história marcada pelo pioneirismo, inovação e confiança, a companhia foi fundada em 1985, no Rio Grande do Sul, focada exclusivamente no ramo de administração e corretagem de seguros. Ao longo dos anos, ampliou atuação com a fundação e a incorporação de novas empresas, e expandiu atividades para todo o Brasil. Hoje, o Grupo Apisul constitui um ecossistema completo de soluções em seguros, gerenciamento de riscos e inteligência logística, preparado para atender de ponta a ponta às reais necessidades do cliente. Com mais de 1.200 colaboradores, a empresa monitora mais de 5 milhões de viagens por ano e protege um volume superior a R$ 1,2 trilhão em cargas seguradas. Para o Vice-presidente do Conselho Administrativo, José Di Napoli, esses 40 anos de empresa representam um marco que coroa anos de dedicação, esforço e comprometimento. “Foram quatro décadas de muita realização e satisfação. Temos muito a comemorar e, principalmente, a agradecer aos amigos, colaboradores, parceiros e clientes que nos apoiaram nessa trajetória e nos permitiram viver tudo isso”, pontua. Com o compromisso em cuidar da jornada de operações logísticas que movimentam o mundo, a companhia tornou-se referência no setor e, para o futuro, almeja seguir impulsionando o desenvolvimento do mercado. Para isso, a empresa planeja investir R$ 17,5 milhões em inovação tecnológica, digitalização de processos e ações sustentáveis. Ainda em 2025, pretende abrir novas filiais em regiões estratégicas, fortalecendo a presença da marca e o compromisso com clientes em todo o Brasil. Sobre o Grupo Apisul O Grupo Apisul é uma referência nacional em soluções personalizadas para seguros (Apisul Corretora), gerenciamento de riscos (Multisat), inteligência logística (Integra) e regulação de sinistros (Excel). Com quatro décadas de atividades, a companhia tem como um dos seus grandes diferenciais a expertise em tecnologia, inteligência e inovação com foco em transações de alta performance. A empresa é pioneira no Brasil na implementação de Torre de Controle Logístico, uma solução que gerencia diariamente mais de 32 mil entregas em diversas localidades e rastreia R$ 1,2 trilhão em cargas por meio de suas centrais de monitoramento, reforçando sua competência e credibilidade no segmento. Fonte: APISUL
Nova campanha de publicidade do SEST SENAT destaca presença em todo o Brasil

Iniciativa protagonizada pelo cantor Daniel valoriza saúde, qualificação e acolhimento para trabalhadores e a sociedade em geral O SEST SENAT lançou, nessa segunda-feira (18), sua nova campanha publicitária, que será exibida em todo o país. Com o mote “Tem sempre um SEST SENAT perto de você”, a iniciativa reforça o papel da instituição no desenvolvimento nacional e sua presença constante na vida dos trabalhadores do transporte, de suas famílias e da sociedade em geral. A campanha é protagonizada pelo cantor Daniel, um dos nomes mais reconhecidos da música brasileira, que empresta sua imagem para transmitir valores como estrada, família, trabalho e cuidado – princípios que dialogam diretamente com a missão do SEST SENAT. De acordo com a diretora executiva nacional da entidade, Nicole Goulart, o conceito vai além da proximidade física. “Além de apoiar os trabalhadores do transporte em sua rotina, o SEST SENAT também contribui para o bem-estar das comunidades onde atua, com serviços de saúde, qualificação profissional e ações sociais”, destacou. A estratégia de comunicação contempla ampla presença em TV, rádio, internet, redes sociais, mídia exterior e em materiais específicos para as mais de 170 Unidades espalhadas pelo Brasil. Nos próximos meses, também serão divulgados vídeos curtos em plataformas digitais, ressaltando serviços como cursos presenciais e a distância, atendimentos de saúde e iniciativas voltadas à qualidade de vida. Com essa mobilização nacional, o SEST SENAT reafirma sua identidade como uma instituição essencial para o transporte brasileiro e para a sociedade, mostrando que está sempre presente e próxima de todos os brasileiros. Assista ao vídeo da campanha.
CNT realiza sondagem sobre impacto do “tarifaço” dos EUA no setor de transporte

Questionário, que leva até oito minutos para ser respondido, estará disponível até 31 de agosto.A CNT (Confederação Nacional do Transporte) iniciou uma sondagem para mensurar o impacto no setor transportador das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. O questionário foi enviado, nessa quinta-feira (21), para transportadores de todo o país e de todas as modalidades e receberá respostas até o dia 31 de agosto. A pesquisa tem como objetivo principal entender como as medidas norte-americanas podem afetar a cadeia logística e a rentabilidade das empresas de transporte no Brasil. A partir dos dados obtidos, a Confederação poderá traçar um panorama mais preciso da situação, fornecendo subsídios para ações que reduzam os impactos das tarifas sobre os transportes rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. O questionário pode ser preenchido em cerca de oito minutos, com todas as informações fornecidas mantidas em sigilo. A CNT fará a análise dos dados de forma agregada, sem qualquer identificação individual dos participantes. Clique aqui para participar.
CATSIND promove reunião em Bento Gonçalves durante o CONET&Intersindical 2025

Lideranças, empresários e assessores jurídicos de federações e sindicatos filiados à NTC&Logística debateram temas relevantes das relações trabalhistas e sindicais no setor. Ontem, 21 de agosto de 2025, em Bento Gonçalves (RS), foi realizada a reunião da Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas Sindicais e de Negociações Coletivas da NTC&Logística (CATSIND). O encontro aconteceu na cidade em virtude da segunda edição de 2025 do CONET&Intersindical, reunindo representantes de diversos estados do país. Na pauta, foram discutidos temas centrais para o Transporte Rodoviário de Cargas, como as negociações coletivas em andamento em 2025, as recentes alterações da Norma Regulamentadora nº 1, com destaque para os riscos psicossociais, além da aplicação da Súmula 340 do TST no caso de motoristas que recebem comissões como base de remuneração. A reunião foi conduzida pelo assessor jurídico e coordenador da Câmara, Dr. Narciso Figueirôa Júnior, e contou com a participação do vice-presidente extraordinário de Assuntos Trabalhistas da NTC&Logística, Dagnor Schneider, reforçando a importância estratégica do encontro. Para o Dr. Narciso, a relevância da reunião está na oportunidade de alinhamento entre lideranças do setor: “Ao reunir representantes de sindicatos e federações de diferentes regiões, fortalecemos o diálogo e a compreensão sobre os principais desafios trabalhistas do setor. Esses debates contribuem para que a NTC&Logística siga oferecendo suporte qualificado às empresas e entidades em um momento de mudanças e de novas interpretações jurídicas”, destacou. Fonte: NTC&Logística
FETRANSUL participa do lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança

A FETRANSUL esteve representada pelo presidente Francisco Cardoso na tarde desta segunda-feira (18), durante o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança, realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Gustavo Victorino, tem como propósito debater, propor e apoiar ações voltadas ao fortalecimento da indústria de defesa no Estado, estimulando políticas públicas, atração de investimentos e a integração entre poder público, iniciativa privada e instituições de pesquisa. De acordo com o parlamentar, a expectativa é realizar de três a quatro reuniões anuais, que servirão como espaço para a coleta de demandas e formulação de propostas a serem encaminhadas ao poder público. A Frente também pretende alertar as autoridades sobre a importância estratégica da indústria de defesa e segurança, destacando-a como vetor de desenvolvimento econômico e geração de empregos qualificados. Cardoso destaca a importância da frente parlamentar. “Parabenizo o deputado Gustavo Vitorino pela iniciativa de instalar esta Frente Parlamentar. A indústria de defesa e segurança é estratégica para o país: protege a sociedade, gera empregos de qualidade e impulsiona inovação. Como representante do setor de transporte e logística, destaco que não se trata apenas de infraestrutura segura, mas também do papel fundamental que a logística exerce no funcionamento dessa indústria, seja no abastecimento de insumos, seja no transporte de seus produtos até os destinos estratégicos. Uma cadeia logística eficiente, ágil e segura é parte indissociável do fortalecimento da indústria de defesa e, consequentemente, da soberania nacional. Que esta Frente seja um espaço de união entre o poder público, a indústria e a logística, para transformar segurança em desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, conclui o presidente. Foto: BRENO BAUER/JC
Presidente da Fetransul participa do SEST SENAT Summit

A edição 2025 do SEST SENAT Summit foi realizada nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo, com o tema “Inovação em Movimento: O Transporte na Era Digital”. O encontro anual, promovido pelo Sistema Transporte e voltado a líderes do setor, teve como objetivo discutir o futuro do transporte no Brasil, com foco em inovação, transformação digital e inteligência artificial. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, representou a entidade e compartilhou insights do evento: “A inteligência artificial está remodelando setores inteiros, do transporte à engenharia, e pode gerar ganhos de eficiência sem precedentes. Especialistas como Jonathan Brill e Sandor Caetano, palestrantes do encontro, ressaltaram que o maior desafio não é tecnológico, mas cultural e estratégico. É preciso direcionar a IA com propósito claro, foco em resultados e preparação das equipes para essa nova era”, destacou Cardoso. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, acompanhado dos diretores do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e do ITL (Instituto de Transporte e Logística). Também participaram do momento inicial o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; a diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende; o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes; e a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa. Vander Costa ressaltou que o evento é um momento de conexão, troca de informações e provocações com o objetivo de compartilhar experiências, fomentar a inovação e debater a digitalização, um fenômeno que, como destacou, já é parte do presente, e não apenas do futuro. “A realidade está mudando rapidamente. Aqui, queremos refletir sobre o que acontecerá nos próximos cinco ou dez anos. Não é só uma questão econômica, mas também cultural, ligada a costumes e hábitos. Precisamos discutir o uso das tecnologias, que podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal. Por isso, é fundamental distinguir o que realmente contribui para o desenvolvimento social e empresarial.” A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, fez um breve histórico das edições anteriores do evento, destacando que a curadoria foi construída coletivamente, a partir do feedback dos participantes. “Nosso objetivo é criar uma rede de relacionamento forte, um networking de alta qualidade. Não existe empresa forte em um setor fraco. Este evento é um investimento para fortalecer e desenvolver as empresas de vocês.” A representatividade do público e o potencial de aprendizado entre diferentes segmentos foram ressaltados pelo diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. “Hoje contamos com representantes de todos os modais, o que nos permite entender as diversas formas pelas quais a transformação digital impacta o setor de transporte.”
SEST SENAT Summit: na era da inteligência artificial, o diferencial está no que é humano

Palestra e experiências de empresas de transporte mostraram que habilidades humanas são diferenciais competitivos no processo de transformação digital. A verdadeira vantagem competitiva diante da inteligência artificial está no que é exclusivamente humano: imaginação, pensamento crítico e humor. Esse foi o ponto central da palestra “Os impactos da transformação digital e da IA generativa na cultura organizacional e na experiência de colaboradores e clientes”, ministrada por Paula Marques, diretora de Business Transformation na Nova SBE Executive Education. O evento ocorreu nesta quarta-feira (13), em São Paulo, durante o segundo dia do SEST SENAT Summit. Segundo a palestrante, a tecnologia sempre transformou a humanidade – e foi, ao mesmo tempo, moldada por ela – desde a invenção da roda até a chegada da inteligência artificial. O desafio agora é compreender como essas ferramentas redefinem nossa identidade e a forma como trabalhamos. Paula lembrou que, no passado, as organizações eram estruturadas em rígidas hierarquias, nas quais o conhecimento e as decisões ficavam concentrados no topo. A transformação digital, porém, horizontalizou o acesso à informação, descentralizou a tomada de decisões e abriu espaço para a diversidade de pensamento e para a segurança psicológica. “Hoje não temos medo de dizer que não entendemos ou de compartilhar erros, e isso acelera inovação e aprendizado”, afirmou. Ela também destacou a mudança na forma de encarar o trabalho: antes, o cargo definia a pessoa; agora, o que importa é seu portfólio de habilidades. Empresas como a Delta Airlines e o porto italiano de Gioia Tauro já mapeiam competências para aproveitar melhor os talentos e organizar o trabalho com mais eficiência. Para Paula, líderes devem deixar de focar apenas em corrigir fraquezas e passar a ampliar os pontos fortes e as paixões de seus times. A palestrante alertou que nem tudo deve ser automatizado. Muitas soluções digitais fracassam por tentar substituir processos que exigem presença humana. Nesse sentido, apontou que a imaginação – a capacidade de criar futuros possíveis –, o pensamento crítico, que ajuda a decidir o que automatizar, e o humor, que acelera o aprendizado e humaniza relações, são ativos essenciais na era da IA. “Não se trata de competir com as máquinas no que elas já fazem melhor, mas de usar a tecnologia para ampliar o que nos torna únicos”, concluiu. Casos de sucesso no transporte “Como grandes empresas do transporte estão avançando na transformação digital e no uso da IA nos seus negócios” foi o tema de um painel que reuniu, também no segundo dia do evento, quatro líderes do setor para apresentar experiências de inovação. Mediado pela diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, o debate mostrou soluções que podem inspirar outras empresas. “Aprendemos muito com o que vemos fora do Brasil, mas aqui temos muito a aprender com o que se faz no nosso país. Por isso convidamos empresários para dividir conosco essas experiências de sucesso em transformação digital”, destacou Nicole na abertura. O CEO do Grupo JSL, Ramon Alcaraz, apresentou o “JSL Digital”, plataforma voltada para aumentar eficiência, conectividade e visibilidade na cadeia logística. Usando inteligência artificial, a solução otimiza desde a contratação e rastreamento até a comprovação de entrega e pagamento, reduzindo deslocamentos ociosos. O projeto, em fase de implementação, será expandido para operações de empresas adquiridas pela JSL. “O que queremos oferecer ao mercado é eficiência operacional, com redução de custos, escalabilidade, visibilidade em tempo real e inteligência de dados. Entendemos que a digitalização vai ser o grande salto para o futuro, e o nosso projeto é um passo para isso”, afirmou. Alexei Korb, CTIO do Grupo Unidas, apresentou o “Iris”, programa de transformação digital criado em 2022, após a fusão entre Ouro Verde e Unidas. Composto por 14 projetos para substituir, eliminar ou integrar sistemas, o programa deve concluir as duas últimas iniciativas ainda este ano. “Estamos criando o futuro da companhia, preparando para inovação e adaptação ágil aos novos tempos do mercado. A transformação digital é uma transformação de negócios e cultural, pois mexe com toda a forma de pensar da companhia”, disse Korb. Representando o Mercado Livre, Frederico Rezeck, diretor sênior de Transporte, explicou como é operar logística em uma empresa “nascida digital”. O modelo combina dados e IA para promover melhorias contínuas e fortalecer a cultura de inovação, com equipes multidisciplinares que integram tecnologia, produto, transporte regional e operações. A companhia trabalha com roadmaps anuais e sprints trimestrais para manter a agilidade. “Operar a logística em uma empresa nascida digital significa ter processos, sistemas e culturas diferentes de empresas que migram para o digital. A gente encara a tecnologia não como ferramenta, mas como um motor que impulsiona nossa companhia”, afirmou. Por fim, o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues, apresentou o uso de inteligência artificial no apoio à precificação em contexto de tarifa desregulamentada. Batizado de “Wilson”, inspirado na bola de vôlei do filme Náufrago, o algoritmo começou a ser desenvolvido em 2019 e já mostra resultados: no primeiro semestre de 2025, as rotas precificadas exclusivamente pela IA tiveram desempenho 20% superior às definidas com intervenção humana. “Passamos por uma jornada de dois anos aprendendo, compartilhando nossas dúvidas e avanços. Se nós tivéssemos trazido apenas a tecnologia, os resultados não seriam os mesmos”, ressaltou. Leia também SEST SENAT Summit: quando mentalidade, IA e cultura se unem para reinventar o transporte SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte SEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: quando mentalidade, IA e cultura se unem para reinventar o transporte

No encerramento do primeiro dia do SEST SENAT Summit, especialistas mostram que a verdadeira inovação nasce da combinação entre mentalidade de crescimento, criatividade e colaboração. O setor de transporte e logística vive uma transformação profunda, impulsionada pela inteligência artificial, por novas formas de pensar e pela urgência de repensar o que significa inovar. O que conecta todas essas reflexões é uma pergunta central: como preparar empresas e pessoas para um futuro que já começou, mas ainda não é visível para todos? O diretor executivo da Stockholm School of Entrepreneurship, Rasmus Rahm, lança uma provocação incômoda: “Por que algumas pessoas conseguem transformar ideias em realidade, e outras não?” Segundo ele, a resposta não está no talento, mas, sim, na mentalidade. Inspirado pelas pesquisas da psicóloga Carol Dweck, Rahm encerrou o primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025 mostrando que a diferença entre quem inova e quem se paralisa está na crença de que habilidades podem ser desenvolvidas. “Crianças que falham, mas dizem ‘não sei como, mas quero aprender’, têm o mindset certo. Empresas que punem o erro matam a inovação”, afirmou. Para Rahm, o empreendedorismo não é um cargo nem um projeto isolado, mas, sim, um método de criação de valor. É um processo em que indivíduos interagem com oportunidades que, muitas vezes, ainda não existem. “Oportunidades não estão lá fora, prontas para serem encontradas. Elas surgem da percepção, da criatividade e da coragem de enxergar o invisível”, explicou. O equilíbrio que quase ninguém consegue Essa ideia de explorar o novo foi reforçada por Mauricio Bueno, cofundador da Weme, que provocou o público ao mostrar uma caixa de papelão transformada em robô por seus filhos. “Por que nós, adultos, não pensamos assim? Porque o novo é desconfortável”, disse. Para ele, um dos maiores desafios das empresas é equilibrar exploration (busca por ideias novas) e exploitation (otimização do que já existe). Hoje, o que vivemos já não é mais “transformação digital”, mas, sim, evolução digital, e em um ritmo sem precedentes. Enquanto a Netflix levou 3,5 anos para atingir 1 milhão de usuários, o ChatGPT alcançou esse número em apenas cinco dias. “A adoção de tecnologia nunca foi tão rápida”, alertou. Bueno observou que as empresas que usam a IA (inteligência artificial) costumam estar em três estágios: uso incremental, que é a melhoria de processos com automação; desenvolvimento de novos produtos e experiências, como a personalização baseada em dados; e criação de novos modelos de negócios, como um banco 100% no WhatsApp para empresas. Apesar dos ganhos – aumento de 63% na receita e redução de 44% nos custos –, 80% dos projetos de IA falham. “Isso ocorre porque não entregam valor real. Tecnologia por tecnologia não funciona. O design, aqui, é tudo: não é a tela do app, é a solução para um problema real”, concluiu. A maturidade digital das cadeias de suprimento Se Rahm e Bueno falaram do “como” inovar, Ana Blanco, CEO da Accenture no Brasil, trouxe o diagnóstico de onde estamos e para onde precisamos avançar. Em uma pesquisa com 50 empresas brasileiras, a Accenture mapeou quatro estágios de maturidade digital nas cadeias de suprimento: A maioria das empresas ainda está no estágio “Agora”, mas há surpresas: setores como bens de consumo, tradicionalmente vistos como mais avançados, estão atrás de serviços públicos, como fornecimento de água e energia, em que a criticidade exige maior maturidade digital. Já a América Latina, de forma geral, segue atrás do restante do mundo. As empresas mais avançadas investem até 7% da receita em digitalização e automação. E já utilizam a IA em áreas como compras inteligentes, com predição de custos e gestão de riscos, e logística ágil, com otimização contínua da malha logística por IA. O ponto de encontro: cultura, criatividade e colaboração A tecnologia, sozinha, não transforma nada. O que realmente muda o jogo é a cultura. Esta é a verdade que atravessa todas as transformações do século 21: investir em IA, automação ou plataformas digitais não garante inovação. O fator decisivo é o ambiente em que essas tecnologias são aplicadas. Nesse sentido, a IA não deve ser vista como ameaça, mas, sim, como aliada, não para substituir, mas, sim, para liberar as pessoas para o que elas fazem de melhor: imaginar, criar, cocriar. “Se você quer inovar, não basta ter um plano de negócio”, disse Rahm. “Você precisa de um método. E esse método começa com a coragem de articular uma ideia, mesmo quando ela ainda é invisível.” O recado final de Rahm é claro: o futuro não será escrito por quem tem o melhor plano, mas, sim, por quem tem a melhor mentalidade. Leia também SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte SEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte

Avanço tecnológico reduz tempo de inovação, mas reforça a importância do equilíbrio entre cibersegurança e o papel das pessoas na tomada de decisões A transformação digital no setor de transporte está avançando em um ritmo sem precedentes. Se antes as inovações levavam décadas para se consolidarem, hoje o ciclo médio caiu para dez anos, e a tendência é reduzir ainda mais, para cinco ou até três anos. Essa velocidade impõe a necessidade urgente de compreender e garantir o uso seguro das novas tecnologias. A avaliação foi feita pelo diretor de Tecnologia da CyberArk Latam, Claudio Neiva, durante a palestra “Cibersegurança na era da transformação digital e da IA no transporte”, realizada nessa terça-feira (12), no primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025, em São Paulo (SP). Segundo Neiva, a segurança da informação deixou de ser um assunto restrito à área técnica para se tornar uma questão estratégica, capaz de impactar diretamente a sustentabilidade dos negócios. Um incidente pode gerar perdas financeiras relevantes e até responsabilização criminal. O especialista lembrou que, a partir de 2014, com a popularização da computação em nuvem, as empresas passaram a prototipar e testar soluções tecnológicas em ritmo acelerado. A IoT (Internet das Coisas), antes considerada um conceito distante, já está integrada a áreas como veículos autônomos e sistemas de monitoramento no transporte, que produzem grandes volumes de dados e abrem novas oportunidades de negócios. Nesse cenário, a IA (inteligência artificial) tem papel central, processando informações e apoiando decisões estratégicas. Apesar disso, ressaltou Neiva, a IA não substitui o fator humano, especialmente diante de “decisões ambíguas”, situações que não têm resposta única ou puramente baseada em dados e que exigem julgamentos complexos envolvendo ética, contexto social e valores humanos. Ele também alertou para o uso malicioso da tecnologia. Cibercriminosos, mesmo sem conhecimento técnico avançado, já utilizam a IA para executar ataques cada vez mais sofisticados. “O aumento da complexidade tecnológica cria uma grande superfície de ataque, ampliando os pontos vulneráveis que podem ser explorados, o que torna imprescindível que as empresas adotem estratégias para garantir a segurança e, sobretudo, a resiliência.” Segundo ele, a segurança absoluta não existe, mas é essencial estar preparado para detectar, responder e se recuperar rapidamente de incidentes, reduzindo ao máximo seus impactos. Para isso, as organizações precisam alinhar-se a regulamentações, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), e investir tanto em governança e cultura organizacional quanto no uso estratégico das tecnologias. Ele ressaltou que o modelo tradicional de confiança, baseado na localização física e na hierarquia corporativa, tornou-se insuficiente no ambiente digital. Hoje, vigora o conceito de “confiança zero” (zero trust), no qual a identidade digital de cada dispositivo, usuário ou sistema é o elemento central. Nesse modelo, todo acesso a dados deve ser rigorosamente controlado e limitado ao mínimo necessário para a execução de cada função. O palestrante citou exemplos já presentes no setor de transporte, como o uso intensivo de dispositivos com GPS, veículos elétricos conectados por 5G e drones. No entanto, observou que a ausência de regulamentação específica no Brasil ainda freia a adoção de inovações, como táxis aéreos, comuns na China, ou frotas totalmente autônomas. Neiva concluiu que a segurança da informação deve ser incorporada desde a concepção de qualquer processo inovador, protegendo todo o ecossistema, inclusive a cadeia de suprimentos, e garantindo que o transporte evolua de forma sustentável, confiável e segura. Neurociência e inteligência artificial A tomada de decisão é um processo profundamente emocional, e entender essa dimensão é essencial para integrar a inteligência artificial de forma humana e eficaz. Essa foi a mensagem central da palestra “Como usar a neurociência e a IA na tomada de decisão”, ministrada pela neurocientista e CEO da Ilumne, Carla Tieppo, na qual ela abordou os desafios que a tecnologia e as tensões do mundo atual impõem ao cérebro humano e às nossas escolhas diárias. A partir do conceito de “superciclo tecnológico”, definido por Amy Webb, que combina biotecnologia, computação quântica, inteligência artificial, robótica e Internet das Coisas, Carla Tieppo destacou que perdemos o monopólio da inteligência e do desempenho. Hoje, humanos e máquinas competem nesse quesito em um cenário complexo de tensões globais, como crises econômicas, mudanças climáticas, disputas geopolíticas e dilemas pessoais, como a pressão pelo desempenho constante e a incerteza do futuro. Nesse contexto, a palestrante chamou a atenção para a síndrome BANI (sigla em inglês para Fragilidade, Ansiedade, Não Linearidade e Incompreensibilidade), que define a sociedade atual, na qual o cérebro humano é o mesmo há 50 mil anos, portanto encontra dificuldades para lidar com a velocidade e complexidade dos desafios modernos. “O nosso cérebro funciona com predição e redundância, mas, sob pressão contínua, perde a capacidade criativa que o mundo atual exige.” Reforçando essa ideia, a neurocientista apresentou o experimento “Iowa Gambling Task”, que revela como as emoções guiam nossas decisões. Por isso, a qualidade dessa tomada de decisão está diretamente ligada ao equilíbrio emocional do indivíduo. Outro ponto relevante da palestra foi a discussão sobre a “síndrome da solidão” e a dificuldade crescente de convívio social, que afetam negativamente o ambiente de trabalho e o potencial coletivo. Ela alertou que a competição individualista em busca de ganhos rápidos pode minar a colaboração e a inovação, desafios que só serão superados com ambientes que despertam novamente o desejo humano de se conectar e criar juntos. Por fim, Carla Tieppo defendeu a necessidade de um “superciclo humano” em que a criatividade, curiosidade, adaptabilidade e flexibilidade cognitiva serão as principais forças para agregar valor. Essas são algumas capacidades que a IA, que não tem dores nem desejos humanos, não pode substituir. Além da inteligência artificial, a racionalidade humana deve saber levar as emoções para onde elas fazem a diferença, preservando o que há de mais humano na tomada de decisões. “No fim, o que importa é que nossa racionalidade leve as emoções aonde elas precisam”, concluiu. Veja tambémSEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual