SEST SENAT Summit: na era da inteligência artificial, o diferencial está no que é humano

Palestra e experiências de empresas de transporte mostraram que habilidades humanas são diferenciais competitivos no processo de transformação digital. A verdadeira vantagem competitiva diante da inteligência artificial está no que é exclusivamente humano: imaginação, pensamento crítico e humor. Esse foi o ponto central da palestra “Os impactos da transformação digital e da IA generativa na cultura organizacional e na experiência de colaboradores e clientes”, ministrada por Paula Marques, diretora de Business Transformation na Nova SBE Executive Education. O evento ocorreu nesta quarta-feira (13), em São Paulo, durante o segundo dia do SEST SENAT Summit. Segundo a palestrante, a tecnologia sempre transformou a humanidade – e foi, ao mesmo tempo, moldada por ela – desde a invenção da roda até a chegada da inteligência artificial. O desafio agora é compreender como essas ferramentas redefinem nossa identidade e a forma como trabalhamos. Paula lembrou que, no passado, as organizações eram estruturadas em rígidas hierarquias, nas quais o conhecimento e as decisões ficavam concentrados no topo. A transformação digital, porém, horizontalizou o acesso à informação, descentralizou a tomada de decisões e abriu espaço para a diversidade de pensamento e para a segurança psicológica. “Hoje não temos medo de dizer que não entendemos ou de compartilhar erros, e isso acelera inovação e aprendizado”, afirmou. Ela também destacou a mudança na forma de encarar o trabalho: antes, o cargo definia a pessoa; agora, o que importa é seu portfólio de habilidades. Empresas como a Delta Airlines e o porto italiano de Gioia Tauro já mapeiam competências para aproveitar melhor os talentos e organizar o trabalho com mais eficiência. Para Paula, líderes devem deixar de focar apenas em corrigir fraquezas e passar a ampliar os pontos fortes e as paixões de seus times. A palestrante alertou que nem tudo deve ser automatizado. Muitas soluções digitais fracassam por tentar substituir processos que exigem presença humana. Nesse sentido, apontou que a imaginação – a capacidade de criar futuros possíveis –, o pensamento crítico, que ajuda a decidir o que automatizar, e o humor, que acelera o aprendizado e humaniza relações, são ativos essenciais na era da IA. “Não se trata de competir com as máquinas no que elas já fazem melhor, mas de usar a tecnologia para ampliar o que nos torna únicos”, concluiu. Casos de sucesso no transporte “Como grandes empresas do transporte estão avançando na transformação digital e no uso da IA nos seus negócios” foi o tema de um painel que reuniu, também no segundo dia do evento, quatro líderes do setor para apresentar experiências de inovação. Mediado pela diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, o debate mostrou soluções que podem inspirar outras empresas. “Aprendemos muito com o que vemos fora do Brasil, mas aqui temos muito a aprender com o que se faz no nosso país. Por isso convidamos empresários para dividir conosco essas experiências de sucesso em transformação digital”, destacou Nicole na abertura. O CEO do Grupo JSL, Ramon Alcaraz, apresentou o “JSL Digital”, plataforma voltada para aumentar eficiência, conectividade e visibilidade na cadeia logística. Usando inteligência artificial, a solução otimiza desde a contratação e rastreamento até a comprovação de entrega e pagamento, reduzindo deslocamentos ociosos. O projeto, em fase de implementação, será expandido para operações de empresas adquiridas pela JSL. “O que queremos oferecer ao mercado é eficiência operacional, com redução de custos, escalabilidade, visibilidade em tempo real e inteligência de dados. Entendemos que a digitalização vai ser o grande salto para o futuro, e o nosso projeto é um passo para isso”, afirmou. Alexei Korb, CTIO do Grupo Unidas, apresentou o “Iris”, programa de transformação digital criado em 2022, após a fusão entre Ouro Verde e Unidas. Composto por 14 projetos para substituir, eliminar ou integrar sistemas, o programa deve concluir as duas últimas iniciativas ainda este ano. “Estamos criando o futuro da companhia, preparando para inovação e adaptação ágil aos novos tempos do mercado. A transformação digital é uma transformação de negócios e cultural, pois mexe com toda a forma de pensar da companhia”, disse Korb. Representando o Mercado Livre, Frederico Rezeck, diretor sênior de Transporte, explicou como é operar logística em uma empresa “nascida digital”. O modelo combina dados e IA para promover melhorias contínuas e fortalecer a cultura de inovação, com equipes multidisciplinares que integram tecnologia, produto, transporte regional e operações. A companhia trabalha com roadmaps anuais e sprints trimestrais para manter a agilidade. “Operar a logística em uma empresa nascida digital significa ter processos, sistemas e culturas diferentes de empresas que migram para o digital. A gente encara a tecnologia não como ferramenta, mas como um motor que impulsiona nossa companhia”, afirmou. Por fim, o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues, apresentou o uso de inteligência artificial no apoio à precificação em contexto de tarifa desregulamentada. Batizado de “Wilson”, inspirado na bola de vôlei do filme Náufrago, o algoritmo começou a ser desenvolvido em 2019 e já mostra resultados: no primeiro semestre de 2025, as rotas precificadas exclusivamente pela IA tiveram desempenho 20% superior às definidas com intervenção humana. “Passamos por uma jornada de dois anos aprendendo, compartilhando nossas dúvidas e avanços. Se nós tivéssemos trazido apenas a tecnologia, os resultados não seriam os mesmos”, ressaltou. 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SEST SENAT Summit: quando mentalidade, IA e cultura se unem para reinventar o transporte

No encerramento do primeiro dia do SEST SENAT Summit, especialistas mostram que a verdadeira inovação nasce da combinação entre mentalidade de crescimento, criatividade e colaboração. O setor de transporte e logística vive uma transformação profunda, impulsionada pela inteligência artificial, por novas formas de pensar e pela urgência de repensar o que significa inovar. O que conecta todas essas reflexões é uma pergunta central: como preparar empresas e pessoas para um futuro que já começou, mas ainda não é visível para todos? O diretor executivo da Stockholm School of Entrepreneurship, Rasmus Rahm, lança uma provocação incômoda: “Por que algumas pessoas conseguem transformar ideias em realidade, e outras não?” Segundo ele, a resposta não está no talento, mas, sim, na mentalidade. Inspirado pelas pesquisas da psicóloga Carol Dweck, Rahm encerrou o primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025 mostrando que a diferença entre quem inova e quem se paralisa está na crença de que habilidades podem ser desenvolvidas. “Crianças que falham, mas dizem ‘não sei como, mas quero aprender’, têm o mindset certo. Empresas que punem o erro matam a inovação”, afirmou. Para Rahm, o empreendedorismo não é um cargo nem um projeto isolado, mas, sim, um método de criação de valor. É um processo em que indivíduos interagem com oportunidades que, muitas vezes, ainda não existem. “Oportunidades não estão lá fora, prontas para serem encontradas. Elas surgem da percepção, da criatividade e da coragem de enxergar o invisível”, explicou. O equilíbrio que quase ninguém consegue Essa ideia de explorar o novo foi reforçada por Mauricio Bueno, cofundador da Weme, que provocou o público ao mostrar uma caixa de papelão transformada em robô por seus filhos. “Por que nós, adultos, não pensamos assim? Porque o novo é desconfortável”, disse. Para ele, um dos maiores desafios das empresas é equilibrar exploration (busca por ideias novas) e exploitation (otimização do que já existe). Hoje, o que vivemos já não é mais “transformação digital”, mas, sim, evolução digital, e em um ritmo sem precedentes. Enquanto a Netflix levou 3,5 anos para atingir 1 milhão de usuários, o ChatGPT alcançou esse número em apenas cinco dias. “A adoção de tecnologia nunca foi tão rápida”, alertou. Bueno observou que as empresas que usam a IA (inteligência artificial) costumam estar em três estágios: uso incremental, que é a melhoria de processos com automação; desenvolvimento de novos produtos e experiências, como a personalização baseada em dados; e criação de novos modelos de negócios, como um banco 100% no WhatsApp para empresas. Apesar dos ganhos – aumento de 63% na receita e redução de 44% nos custos –, 80% dos projetos de IA falham. “Isso ocorre porque não entregam valor real. Tecnologia por tecnologia não funciona. O design, aqui, é tudo: não é a tela do app, é a solução para um problema real”, concluiu. A maturidade digital das cadeias de suprimento Se Rahm e Bueno falaram do “como” inovar, Ana Blanco, CEO da Accenture no Brasil, trouxe o diagnóstico de onde estamos e para onde precisamos avançar. Em uma pesquisa com 50 empresas brasileiras, a Accenture mapeou quatro estágios de maturidade digital nas cadeias de suprimento: A maioria das empresas ainda está no estágio “Agora”, mas há surpresas: setores como bens de consumo, tradicionalmente vistos como mais avançados, estão atrás de serviços públicos, como fornecimento de água e energia, em que a criticidade exige maior maturidade digital. Já a América Latina, de forma geral, segue atrás do restante do mundo. As empresas mais avançadas investem até 7% da receita em digitalização e automação. E já utilizam a IA em áreas como compras inteligentes, com predição de custos e gestão de riscos, e logística ágil, com otimização contínua da malha logística por IA. O ponto de encontro: cultura, criatividade e colaboração A tecnologia, sozinha, não transforma nada. O que realmente muda o jogo é a cultura. Esta é a verdade que atravessa todas as transformações do século 21: investir em IA, automação ou plataformas digitais não garante inovação. O fator decisivo é o ambiente em que essas tecnologias são aplicadas. Nesse sentido, a IA não deve ser vista como ameaça, mas, sim, como aliada, não para substituir, mas, sim, para liberar as pessoas para o que elas fazem de melhor: imaginar, criar, cocriar. “Se você quer inovar, não basta ter um plano de negócio”, disse Rahm. “Você precisa de um método. E esse método começa com a coragem de articular uma ideia, mesmo quando ela ainda é invisível.” O recado final de Rahm é claro: o futuro não será escrito por quem tem o melhor plano, mas, sim, por quem tem a melhor mentalidade. Leia também SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte SEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte

Avanço tecnológico reduz tempo de inovação, mas reforça a importância do equilíbrio entre cibersegurança e o papel das pessoas na tomada de decisões A transformação digital no setor de transporte está avançando em um ritmo sem precedentes. Se antes as inovações levavam décadas para se consolidarem, hoje o ciclo médio caiu para dez anos, e a tendência é reduzir ainda mais, para cinco ou até três anos. Essa velocidade impõe a necessidade urgente de compreender e garantir o uso seguro das novas tecnologias. A avaliação foi feita pelo diretor de Tecnologia da CyberArk Latam, Claudio Neiva, durante a palestra “Cibersegurança na era da transformação digital e da IA no transporte”, realizada nessa terça-feira (12), no primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025, em São Paulo (SP). Segundo Neiva, a segurança da informação deixou de ser um assunto restrito à área técnica para se tornar uma questão estratégica, capaz de impactar diretamente a sustentabilidade dos negócios. Um incidente pode gerar perdas financeiras relevantes e até responsabilização criminal. O especialista lembrou que, a partir de 2014, com a popularização da computação em nuvem, as empresas passaram a prototipar e testar soluções tecnológicas em ritmo acelerado. A IoT (Internet das Coisas), antes considerada um conceito distante, já está integrada a áreas como veículos autônomos e sistemas de monitoramento no transporte, que produzem grandes volumes de dados e abrem novas oportunidades de negócios. Nesse cenário, a IA (inteligência artificial) tem papel central, processando informações e apoiando decisões estratégicas. Apesar disso, ressaltou Neiva, a IA não substitui o fator humano, especialmente diante de “decisões ambíguas”, situações que não têm resposta única ou puramente baseada em dados e que exigem julgamentos complexos envolvendo ética, contexto social e valores humanos. Ele também alertou para o uso malicioso da tecnologia. Cibercriminosos, mesmo sem conhecimento técnico avançado, já utilizam a IA para executar ataques cada vez mais sofisticados. “O aumento da complexidade tecnológica cria uma grande superfície de ataque, ampliando os pontos vulneráveis que podem ser explorados, o que torna imprescindível que as empresas adotem estratégias para garantir a segurança e, sobretudo, a resiliência.” Segundo ele, a segurança absoluta não existe, mas é essencial estar preparado para detectar, responder e se recuperar rapidamente de incidentes, reduzindo ao máximo seus impactos. Para isso, as organizações precisam alinhar-se a regulamentações, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), e investir tanto em governança e cultura organizacional quanto no uso estratégico das tecnologias. Ele ressaltou que o modelo tradicional de confiança, baseado na localização física e na hierarquia corporativa, tornou-se insuficiente no ambiente digital. Hoje, vigora o conceito de “confiança zero” (zero trust), no qual a identidade digital de cada dispositivo, usuário ou sistema é o elemento central. Nesse modelo, todo acesso a dados deve ser rigorosamente controlado e limitado ao mínimo necessário para a execução de cada função. O palestrante citou exemplos já presentes no setor de transporte, como o uso intensivo de dispositivos com GPS, veículos elétricos conectados por 5G e drones. No entanto, observou que a ausência de regulamentação específica no Brasil ainda freia a adoção de inovações, como táxis aéreos, comuns na China, ou frotas totalmente autônomas. Neiva concluiu que a segurança da informação deve ser incorporada desde a concepção de qualquer processo inovador, protegendo todo o ecossistema, inclusive a cadeia de suprimentos, e garantindo que o transporte evolua de forma sustentável, confiável e segura. Neurociência e inteligência artificial A tomada de decisão é um processo profundamente emocional, e entender essa dimensão é essencial para integrar a inteligência artificial de forma humana e eficaz. Essa foi a mensagem central da palestra “Como usar a neurociência e a IA na tomada de decisão”, ministrada pela neurocientista e CEO da Ilumne, Carla Tieppo, na qual ela abordou os desafios que a tecnologia e as tensões do mundo atual impõem ao cérebro humano e às nossas escolhas diárias. A partir do conceito de “superciclo tecnológico”, definido por Amy Webb, que combina biotecnologia, computação quântica, inteligência artificial, robótica e Internet das Coisas, Carla Tieppo destacou que perdemos o monopólio da inteligência e do desempenho. Hoje, humanos e máquinas competem nesse quesito em um cenário complexo de tensões globais, como crises econômicas, mudanças climáticas, disputas geopolíticas e dilemas pessoais, como a pressão pelo desempenho constante e a incerteza do futuro. Nesse contexto, a palestrante chamou a atenção para a síndrome BANI (sigla em inglês para Fragilidade, Ansiedade, Não Linearidade e Incompreensibilidade), que define a sociedade atual, na qual o cérebro humano é o mesmo há 50 mil anos, portanto encontra dificuldades para lidar com a velocidade e complexidade dos desafios modernos. “O nosso cérebro funciona com predição e redundância, mas, sob pressão contínua, perde a capacidade criativa que o mundo atual exige.” Reforçando essa ideia, a neurocientista apresentou o experimento “Iowa Gambling Task”, que revela como as emoções guiam nossas decisões. Por isso, a qualidade dessa tomada de decisão está diretamente ligada ao equilíbrio emocional do indivíduo. Outro ponto relevante da palestra foi a discussão sobre a “síndrome da solidão” e a dificuldade crescente de convívio social, que afetam negativamente o ambiente de trabalho e o potencial coletivo. Ela alertou que a competição individualista em busca de ganhos rápidos pode minar a colaboração e a inovação, desafios que só serão superados com ambientes que despertam novamente o desejo humano de se conectar e criar juntos. Por fim, Carla Tieppo defendeu a necessidade de um “superciclo humano” em que a criatividade, curiosidade, adaptabilidade e flexibilidade cognitiva serão as principais forças para agregar valor. Essas são algumas capacidades que a IA, que não tem dores nem desejos humanos, não pode substituir. Além da inteligência artificial, a racionalidade humana deve saber levar as emoções para onde elas fazem a diferença, preservando o que há de mais humano na tomada de decisões. “No fim, o que importa é que nossa racionalidade leve as emoções aonde elas precisam”, concluiu. Veja tambémSEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Projeto Mini Truck promove educação no trânsito para crianças e reforça o valor social do transporte rodoviário

Com uma abordagem lúdica e educativa, o Projeto Mini Truck, da Transportes Cavalinho, tem transformado a maneira como crianças enxergam o trânsito e o papel dos caminhões e seus motoristas para o desenvolvimento do país. Em atuação há quase 13 anos, a iniciativa já impactou diretamente cerca de 5 mil crianças e alcançou mais de 14 mil pessoas indiretamente, entre famílias e comunidades escolares. O Programa Motorista de Futuro, realizado pela FETRANSUL, em parceria com o SEST SENAT e com o apoio da Transpocred, contou com a participação especial do Mini Truck no dia 10 de julho, durante a ação promovida em Carazinho. A presença do caminhão em miniatura encantou os jovens participantes e proporcionou uma experiência ainda mais realista e inspiradora sobre a profissão de motorista, aproximando-os do universo do transporte rodoviário de cargas. Voltado a crianças de até 12 anos, o Projeto Mini Truck tem como missão promover a conscientização sobre segurança no trânsito, utilizando uma linguagem adaptada à compreensão infantil. Ao mesmo tempo, incentiva os pequenos a se posicionarem como agentes de transformação social, despertando valores como respeito, ética, responsabilidade e cuidado com o próximo. O Mini Truck é o grande protagonista das atividades: uma réplica de um caminhão Scania em miniatura, com 2,7 metros de comprimento, 1,30 metro de largura e câmbio automático. Criado e fabricado inteiramente pela equipe da Cavalinho, o veículo funciona com gasolina e tem autonomia para cerca de seis horas de uso contínuo. Mais do que ensinar regras de trânsito, o projeto busca aproximar as crianças do universo do transporte rodoviário de cargas, despertando admiração pelos caminhões e seus motoristas e destacando a importância desse setor para a economia e o dia a dia do país. A proposta ainda incorpora temas como sustentabilidade, proteção ao meio ambiente, bem-estar animal e integração com os órgãos de segurança, ampliando o impacto social da ação. A cada edição, o projeto conta com o engajamento de voluntários, já são 96 pessoas envolvidas desde o início da iniciativa, e realiza uma edição anual especial durante o evento Momento Família, quando os filhos dos colaboradores da empresa vivenciam a experiência de forma ainda mais próxima. Reconhecido por sua contribuição à formação cidadã, o Mini Truck contempla o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, que trata da educação de qualidade. Segundo a Transportes Cavalinho, investir na educação das crianças é essencial para garantir um trânsito mais seguro, humano e consciente no futuro. “Segurança viária se constrói desde a base”, reforça a empresa.
Tomada de Subsídios da ANTT sobre Política de Pisos Mínimos do TRC

A Tomada de Subsídios da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está aberta até o dia 04 de julho. O objetivo é receber contribuições para a revisão da Resolução ANTT nº 5.867, de 14 de janeiro de 2020, que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado no transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado, conforme previsto na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Clique AQUI e participe!
Participe da pesquisa da ANTT sobre a mão de obra no Transporte Rodoviário de Cargas

A Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas – SUROC da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está realizando uma pesquisa no âmbito do Projeto “Diagnóstico acerca da escassez de mão de obra no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e proposição de possíveis ações”. A pesquisa é inédita e visa, com a análise de dados do setor, traçar um diagnóstico sobre a percepção de escassez de mão de obra no TRC, tentando identificar os desafios e oportunidades relacionados ao tema, com o objetivo de propor estratégias para mitigar o problema e promover um mercado de trabalho mais inclusivo. O prazo para participação vai até o dia 11 de julho de 2025. Acesse o formulário e contribua: https://forms.office.com/r/siPdDAqifz?origin=lprLink
MANIFESTAÇÃO PÚBLICA

Porto Alegre, 18 de junho de 2025. A FETRANSUL manifesta sua preocupação com os efeitos da recente tributação sobre operações financeiras essenciais à atividade empresarial, especialmente as que envolvem risco sacado e captação de capital de giro. Mesmo após o recuo parcial promovido pelo Decreto nº 12.499/2025, as transportadoras continuam enfrentando dificuldades de acesso ao crédito, em razão da tributação remanescente e da insegurança jurídica associada à natureza dessas operações. No caso do risco sacado, a tributação pelo IOF reforçou interpretações que tratam a operação como um financiamento bancário — e não como cessão de recebíveis — gerando reclassificações contábeis, impactos em ratings e rompimento de cláusulas contratuais com instituições financeiras. Isso levou muitos embarcadores a abandonarem o uso dessa ferramenta, comprometendo o fluxo financeiro de fornecedores logísticos. Já no caso do capital de giro tradicional, a incidência do IOF em patamares elevados tem encarecido o custo do crédito para empresas de transporte, justamente num momento de necessidade de liquidez e estabilidade operacional. A medida desestimula investimentos e agrava o desequilíbrio econômico entre contratantes e prestadores de serviço. A FETRANSUL defende, portanto: O transporte não pode ser sufocado por distorções tributárias em instrumentos que deveriam viabilizar eficiência, previsibilidade e desenvolvimento econômico. ACESSE AQUI A NOTA TÉNCICA da FETRANSUL
MOTORISTA DE FUTURO foi destaque no Prêmio Inova Transporte do ITL, apresentado entre os 15 projetos mais inovadores do setor

O Programa, que já alcançou mais de 3.500 jovens de escolas públicas em 13 cidades do Rio Grande do Sul, foi apresentado pela coordenadora de comunicação, Indiara Teixeira durante o Prêmio Inova Transporte, iniciativa da Rede Alumni do Transporte, coordenada pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística). O trabalho ficou entre os 15 projetos mais inovadores do transporte nesta edição. O evento aconteceu no dia 04 de junho, na sede da CNT – Sistema Transporte, em Brasília e reuniu lideranças do setor de transporte, contou com a apresentação dos trabalhos finalistas e com palestras de especialistas. O prêmio tem como objetivo valorizar os trabalhos de conclusão de curso que resultaram em soluções práticas já implementadas no setor de transportes, reconhecendo os melhores projetos desenvolvidos nas capacitações oferecidas pelo ITL, como as especializações e certificações internacionais. O projeto MOTORISTA DE FUTURO, atualmente considerado um programa da FETRANSUL, foi elaborado e aprimorado durante o curso de pós-graduação em Gestão de Negócios, ministrado pela Fundação Dom Cabral, com o título: “Geração Z ao volante: propostas e ações para atração de novos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas”. “Precisamos nos unir e desenvolver estratégias conjuntas entre empresas e entidades do setor. Nosso propósito é plantar uma sementinha nos jovens e demonstrar o quanto a profissão é importante para o país, além de mostrar que, no nosso setor, existem oportunidades de crescimento de carreira e desenvolvimento profissional”, destaca Indiara Teixeira, coordenadora de Comunicação da FETRANSUL, que apresentou o trabalho durante o evento. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024, o transporte rodoviário é responsável por mais de 65% da movimentação de cargas no Brasil. De acordo com a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros (2019), a média de idade dos motoristas é de 44,8 anos, sendo que apenas 8,9% têm menos de 29 anos. O setor sofre com a escassez de motoristas profissionais e, pensando nisso, a FETRANSUL desenvolve ações para atrair jovens à profissão. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, reforça que a entidade está empenhada no desenvolvimento de ações e estratégias em conjunto com o SEST SENAT para atrair e formar novos motoristas profissionais. “O MOTORISTA DE FUTURO é apenas uma das iniciativas que a entidade está realizando. Convidamos outras entidades e empresas do setor a se unirem a nós, com o propósito de juntos, desenvolvermos estratégias para suprir a falta de mão de obra desses profissionais”, finalizou o presidente. SOBRE O PROGRAMA: Tem como principal parceiro o SEST SENAT e conta com o apoio da Transpocred, da ComJovem e de empresas do setor de transportes. Durante as visitas guiadas, os jovens são recepcionados no SEST SENAT pelas equipes locais e assistem a uma explanação de instrutores sobre as atividades do motorista profissional e sua importância para a sociedade. Na sequência, participam de uma palestra com o tema “Iniciando no Mercado de Trabalho”, oferecida pelo Progrid Transpocred. Após o bate-papo, os jovens conhecem o simulador de direção, uma tecnologia de ponta a serviço da qualificação profissional para o transporte, e vivenciam a experiência com o caminhão. Um cavalo mecânico, acompanhado por um motorista profissional disponibilizado pelas empresas parceiras do projeto, é apresentado aos alunos, que recebem orientações sobre as funcionalidades e tecnologias dos veículos. O projeto foi inicialmente elaborado na região de abrangência da FETRANSUL, mas o modelo pode ser facilmente adaptado e coordenado por federações e entidades de outros Estados onde o SEST SENAT está presente. JUNTE-SE AO MOTORISTA DE FUTURO!Entre em contato:51) 99872-0864comunicacao@fetransul.com.brAssista AQUI o vídeo com os principais registros do Programa
Fetransul participa de live realizada pela NTC&Logística, alusiva ao Maio Amarelo

Betina Kopper, diretora da Fetransul, participou no dia 27 de maio da Live que abordou o tema “Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana”, com o slogan “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. O evento foi transmitido pelo canal do YouTube e contou com a participação do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; da assessora jurídica da entidade, Gil Menezes; do coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, e de Eduardo Biavati, sociólogo, educador e especialista em segurança viária. A diretora comentou sobre as ações alusivas ao Maio Amarelo promovidas pelos sindicatos filiados e pela Fetransul. Confira a gravação da live: https://www.youtube.com/watch?v=EhaClJQjvEY&t=6s
Fetransul participa de lançamento de programas voltados à qualificação profissional e apoio a empresas do Estado do RS

A Fetransul esteve representada pelo diretor, Jaime Krás Borges, na cerimônia de apresentação dos programas Plataforma PROA e +Gestão, promovida pela Secretaria Estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional. A condução do evento ficou a cargo do secretário da pasta, Gilmar Sossella, que, acompanhado dos palestrantes, apresentou programas destinados a reforçar as iniciativas voltadas à geração de emprego, à qualificação profissional, à promoção da inovação e ao apoio ao microempreendedor. A Plataforma PROA oferece capacitação online gratuita para jovens de 17 a 22 anos, que já tenham concluído ou estejam cursando o terceiro ano do Ensino Médio em escolas públicas de todo Estado, com foco no primeiro emprego. Já o programa +Gestão RS disponibiliza gratuitamente um software de gestão que integra ações de compras, estoque, comercial, fiscal, financeiro e produção para empresas. Na ocasião, o diretor conversou com o secretário Gilmar Sossella, reforçando o trabalho desenvolvido pela Fetransul em prol das demandas do setor e colocando-se à disposição para o trabalho em conjunto. Com informações do Governo do Estado do RS