Últimas semanas para participar da pesquisa global da IRU sobre escassez de motoristas profissionais

Como representante oficial da IRU no Brasil, a NTC&Logística colabora na condução da Pesquisa Global sobre a Escassez de Motoristas 2025 e convida empresas do setor a participarem ativamente A NTC&Logística, representante oficial da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários) no Brasil, está apoiando a realização da Driver Shortage Survey 2025, pesquisa internacional que avalia a escassez de motoristas profissionais em diferentes regiões do mundo. A iniciativa busca compreender o tamanho do déficit, suas principais causas e propor soluções viáveis para um problema que ameaça a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Desde 2019, a IRU realiza anualmente esse levantamento, em parceria com entidades nacionais e empresas do setor. Os dados obtidos têm contribuído para embasar políticas públicas, estratégias empresariais e ações de advocacy em diversos países. Em 2024, um dos principais alertas foi a queda de 5,8% na proporção de motoristas jovens, sinalizando a necessidade urgente de renovação da força de trabalho e de iniciativas mais efetivas de atração e retenção. A edição de 2025 já está disponível e pode ser respondida até o dia 30 de setembro de 2025. Os participantes terão acesso antecipado a dados estratégicos, análises de tendências e insights sobre o comportamento e preferências dos motoristas, como, por exemplo, a escolha entre rotas de longa ou curta distância. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatiza a importância da participação do setor brasileiro na pesquisa: “A escassez de motoristas é uma realidade também no Brasil e precisa ser superada com dados, planejamento e ação. Ao participar da pesquisa da IRU, estamos contribuindo para um diagnóstico global, mas também para termos um retrato mais claro da situação no nosso país. A NTC&Logística seguirá comprometida em promover iniciativas que fortaleçam o setor e valorizem o profissional do volante”. A expectativa da IRU é incluir análises específicas por país no relatório final, desde que haja um número significativo de respostas nacionais. Por isso, a NTC&Logística convida todos os empresários e entidades do transporte de cargas a incentivarem seus motoristas e equipes a participarem. O questionário da pesquisa está disponível no link a seguir: https://www.surveymonkey.com/r/3W69PQJ?lang=pt Fonte: NTC&Logística
CNH mais acessível: Ministério dos Transportes debate medidas para tornar a emissão da habilitação menos burocrática

Secretário nacional de Trânsito apresentou, nesta terça-feira (2), projeto na Câmara dos Deputados para reduzir custos e ampliar o acesso de milhões de brasileiros ao documento. Para aprimorar a construção do projeto que visa tornar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível aos brasileiros, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, participou, nesta terça-feira (2), de audiência pública na Câmara dos Deputados, onde apresentou os principais pontos da proposta aos parlamentares. Há consenso entre os Poderes Executivo e Legislativo de que o atual meio de obtenção do documento precisa ser modernizado e pesar menos no bolso da população. “Estamos falando de 20 milhões de pessoas dirigindo sem habilitação no Brasil. O custo médio para tirar a CNH nas categorias AB (carro e moto) é de cerca de R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 5 mil em alguns estados. Esse valor é um impeditivo para a população de baixa renda”, alertou Adrualdo Catão. O secretário explicou que, assim que a minuta do projeto for concluída, o texto será submetido a consulta pública, permitindo que a sociedade, entidades ligadas à mobilidade urbana, federações e representantes do setor produtivo contribuam com sugestões para o aprimoramento da medida. O debate foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara, que convidou o secretário para discutir os impactos sociais do atual modelo de habilitação. “Precisamos encontrar um caminho equilibrado para garantir a formação de condutores conscientes e preparados para dirigir com segurança”, afirmou o presidente da CVT, deputado Leônidas de Menezes (PDT/CE). Mecanismos de aprendizagem De acordo com estudos conduzidos pelo Ministério dos Transportes, cerca de 70% do valor cobrado atualmente para obtenção da CNH está atrelado às exigências e diretrizes do processo de formação. Uma das propostas em análise para democratizar o acesso ao documento é permitir que as aulas teóricas obrigatórias, previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sejam realizadas de diferentes formas, incluindo o ensino a distância (EAD). “A revisão dos cursos teóricos e dos exames, juntamente com uma nova metodologia de identificação de fatores de risco, é essencial para desenvolver a percepção de risco nos condutores, uma das principais deficiências do modelo atual”, destacou o diretor-executivo do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Paulo Guimarães. No que diz respeito à etapa prática, a proposta é ampliar as opções para que os candidatos aprendam a conduzir veículos. A ideia é permitir que as aulas sejam oferecidas não apenas por autoescolas, mas também por instrutores autônomos credenciados. O secretário nacional de Trânsito reforçou que o diálogo com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e com instituições de ensino será essencial para a definição de um novo modelo que reduza, por exemplo, a exigência atual de 20 horas mínimas de aula antes da prova prática. “Precisamos adaptar o processo de formação de condutores à realidade atual, discutindo tecnicamente com educadores, evoluindo nos métodos e no uso de tecnologias. Temos uma realidade preocupante no trânsito brasileiro, com mais de 35 mil mortes por ano. Se continuarmos fazendo exatamente o mesmo, os resultados não vão mudar”, alertou o vice-presidente do Instituto Nacional de Projetos para Trânsito e Segurança, Francisco Garonce. Queda nas emissões Dados do Registro Nacional de Habilitação (Renach) apontam que a emissão da primeira habilitação tem caído nos últimos anos. Em 2022, foram emitidas 2.800.035 CNHs; em 2024, o número caiu para 2.589.332 (-7,5%); e, até agosto de 2025, foram registradas 1.613.761 emissões. A gerente executiva de Desenvolvimento Profissional do SEST/SENAT, Roberta Diniz, destacou que, mesmo com o crescimento do setor de transportes no país, a falta de profissionais qualificados tem gerado insegurança jurídica e operacional para o mercado. “Um dos maiores desafios do setor é a escassez de mão de obra, tanto no transporte de cargas, com déficit de cerca de 65%, quanto no de passageiros, como ônibus, com cerca de 55%. A falta de profissionais qualificados ocupa a terceira posição no ranking dos principais riscos para a operação do setor de transportes no Brasil”, explicou. Também participaram do debate o diretor-presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Marcelo Soletti; o procurador jurídico da Federação Nacional das Autoescolas (Feneuato), Jean Rafael Sanches; o advogado e assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), José Robson Alves do Couto; o diretor da Fundação Getúlio Vargas Transportes (FGV Transportes), Marcus Quintella; e o presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Pernambuco, Ygor Gomes Valença, representando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Fonte: Assessoria Especial de Comunicação – Ministério dos TransportesFoto: Marcio Ferreira/MT
Segunda convocação do Programa Mais Motoristas libera mais de 7 mil vagas

As instituições selecionadas receberão, por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa O SEST SENAT divulgou no dia 27 de agosto, o resultado da segunda convocação do Edital nº 0001/2025, que faz parte do Programa Mais Motoristas. Nessa etapa, serão liberadas mais de 7 mil vagas para a formação de novos profissionais do transporte rodoviário. As instituições selecionadas receberão por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa. Essa indicação é obrigatória e garante a vaga dos motoristas no Programa. Para facilitar o andamento das etapas, o SEST SENAT também preparou um manual com o passo a passo que deve ser seguido pelas instituições participantes. As inscrições válidas que não foram contempladas nessa chamada permanecerão na lista de espera para as próximas convocações, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de vagas. A terceira convocação está prevista para outubro deste ano. Com o Programa Mais Motoristas, o SEST SENAT reforça seu compromisso de ampliar a qualificação de profissionais e contribuir para a segurança nas estradas e o fortalecimento do setor de transporte. Para saber mais informações, procure a unidade operacional mais próxima. Clique aqui e confira a lista dos selecionadosVeja as orientações de indicação e inscrição Fonte: SEST SENAT
ANTT define regras para comprovação de seguros obrigatórios do RNTRC

De acordo com a Resolução ANTT nº 5.982/2022, para se inscrever e manter ativo o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), o transportador deve contratar os seguintes seguros: • RCTR-C: Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga; • RC-DC: Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga; • RC-V: Responsabilidade Civil de Veículo. Nesta terça-feira (02/09/2025), foi publicada a Portaria nº 27/2025, que estabelece como será feita a comprovação da contratação desses seguros. A verificação poderá ocorrer de duas formas: 1. Apresentação direta à fiscalização da ANTT do frontispício (capa ou quadro resumo) da apólice ou do certificado de seguro emitido pela seguradora. 2. Intercâmbio automático de informações entre a ANTT e as seguradoras, ou entidade indicada por elas. Nesse caso, as seguradoras terão até 10 de março de 2026 para enviar os dados. A ANTT poderá conferir imediatamente os documentos apresentados. Caso não seja comprovada a contratação ou a vigência dos seguros, o transportador terá o RNTRC suspenso até regularizar a situação. A Portaria n. 27 entra em vigor na data de sua publicação – 02.09.2025. Raquel Guindani Caleffi – Assessora jurídica da FETRANSUL
Missão França: foco no cliente e transformação digital orientam futuro das empresas de transporte

Professor do INSEAD destaca que liderar com foco no cliente é chave para inovação e crescimento sustentável Para crescerem de forma sustentável em um cenário dinâmico, as empresas precisam mudar a mentalidade e compreender que o ponto de partida não é a tecnologia, mas, sim, o cliente. O alerta é do professor Joerg Niessing, especialista em marketing e transformação digital do INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Empresas). Segundo ele, mesmo diante da avalanche de tendências digitais, de novos concorrentes e de tecnologias exponenciais que desafiam os executivos, os princípios estratégicos permanecem os mesmos: colocar o cliente no centro e gerar valor real. “A maioria das empresas começa a transformação digital pela tecnologia e empurra isso para o cliente. Mas isso não é inovação, é digitalização”, alertou. Niessing ressaltou que muitas empresas fracassam por não se adaptarem ou por deixarem de compreender o que seus clientes realmente desejam. Como exemplo, citou a empresa suíça Kuoni, que sucumbiu por não inovar, apesar de ter sido líder no setor de turismo. Para ele, a chave está em entender a diferença entre necessidade e desejo. “Quando falamos de precisar, estamos no presente. Quando falamos de querer, estamos falando do futuro. O verdadeiro desafio das empresas é criar valor para aquilo que o cliente realmente deseja.” As reflexões do professor foram apresentadas nesse domingo (31), no primeiro dia da programação acadêmica da Missão Internacional do Transporte – França 2025, promovida pelo Sistema Transporte, realizada no campus do INSEAD, em Fontainebleau, na França. Estratégias de transformação Na oportunidade, Niessing apresentou um modelo de transformação baseado em três movimentos estratégicos: De acordo com ele, cada companhia deve decidir o quanto investirá em manter sua eficiência atual e o quanto destinará para uma espécie de gabinete de transformação, voltado ao futuro. “Todo e qualquer modelo de negócio vai morrer. A questão não é se, mas, sim, quando. Por isso, o papel da liderança é criar uma força-tarefa para pensar no futuro da empresa”, afirmou. Ao falar sobre crescimento de longo prazo e dinâmicas transculturais, Niessing reforçou que o sucesso depende de equilibrar tecnologia com relacionamento humano. O conceito de Tech & Touch, que é usar dados e ferramentas digitais para enriquecer, e não para substituir as interações humanas, foi destacado como central. Casos como o da Vorwerk (Thermomix TM5) e da fusão Air Liquide-Airgas mostram como dados e ferramentas digitais, aliados à proximidade com o cliente, podem gerar lealdade e vantagem competitiva. “O digital deve enriquecer a jornada do cliente, e não invadir sua vida. É no equilíbrio entre tecnologia e relacionamento humano que nasce a verdadeira transformação”, concluiu. Abertura oficial da Missão A Missão Internacional do Transporte – França 2025 teve sua abertura oficial na noite de domingo (31), em Fontainebleau, com um jantar que reuniu cerca de 70 participantes, entre empresários, parlamentares, professores do INSEAD e representantes do Sistema Transporte. O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, ressaltou o caráter inédito da Missão, que, pela primeira vez, reúne representantes de todos os modais. Para ele, o propósito das ações internacionais é claro: “abrir caminhos para a inovação e a competitividade, aproximando o Brasil das melhores práticas globais e fortalecendo a visão de futuro do setor”. Pedro Brancante, chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil na França, destacou a relevância da iniciativa também no âmbito diplomático. “Esta Missão aqui vem realmente em um momento muito oportuno das relações bilaterais. É lógico que o foco principal aqui é estender os horizontes e mergulhar nos assuntos com o INSEAD, mas quero também ficar totalmente à disposição para continuar o diálogo e para estabelecer eventuais parcerias.” O ambiente foi marcado por expectativas em relação à imersão acadêmica. Para Marcos Vilela, CEO da Bravo Logística e um dos participantes, o encontro representa uma oportunidade de renovar ideias em um setor em rápida transformação. “Nós estamos na maior escola de negócios do mundo. Eu acho que nosso segmento precisa muito de oxigenação e de ouvir e mudar nossas ideias iniciais. É isso que o SEST SENAT está nos propondo. É fantástico!” Também participaram do jantar, pelo Sistema Transporte, o ex-presidente e fundador do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Clésio Andrade; a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende; e a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa. O evento contou ainda com a presença dos professores do INSEAD Joerg Niessing, Ziv Carmon e Felipe Monteiro; do diretor substituto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Roberto Honorato; e dos deputados federais Neto Carletto (AVANTE-BA) e Hugo Leal (PSD-RJ). Missão Internacional do Transporte – França 2025 A Missão Internacional do Transporte – França 2025 acontece de 28 de agosto a 7 de setembro, em Fontainebleau, em parceria com o Insead, uma das escolas de negócios mais renomadas do mundo. A delegação, formada por 47 participantes – entre empresários, parlamentares e representantes do Sistema Transporte –, tem a oportunidade de viver uma imersão estratégica que combina formação executiva, visitas técnicas, intercâmbio cultural e networking internacional. Promovida pelo Sistema Transporte, a iniciativa tem como propósito ampliar a visão de futuro do setor, desenvolver competências de liderança e estimular práticas de gestão mais inovadoras e eficientes, conectando os participantes a tendências globais que moldam o transporte e a mobilidade. Fonte: CNT
Participe da pesquisa global da IRU sobre escassez de motoristas profissionais

Como representante oficial da IRU no Brasil, a NTC&Logística colabora na condução da Pesquisa Global sobre a Escassez de Motoristas 2025 e convida empresas do setor a participarem ativamente A NTC&Logística, representante oficial da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários) no Brasil, está apoiando a realização da Driver Shortage Survey 2025, pesquisa internacional que avalia a escassez de motoristas profissionais em diferentes regiões do mundo. A iniciativa busca compreender o tamanho do déficit, suas principais causas e propor soluções viáveis para um problema que ameaça a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Desde 2019, a IRU realiza anualmente esse levantamento, em parceria com entidades nacionais e empresas do setor. Os dados obtidos têm contribuído para embasar políticas públicas, estratégias empresariais e ações de advocacy em diversos países. Em 2024, um dos principais alertas foi a queda de 5,8% na proporção de motoristas jovens, sinalizando a necessidade urgente de renovação da força de trabalho e de iniciativas mais efetivas de atração e retenção. A edição de 2025 já está disponível e pode ser respondida até o dia 30 de setembro de 2025. Os participantes terão acesso antecipado a dados estratégicos, análises de tendências e insights sobre o comportamento e preferências dos motoristas, como, por exemplo, a escolha entre rotas de longa ou curta distância. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatiza a importância da participação do setor brasileiro na pesquisa: “A escassez de motoristas é uma realidade também no Brasil e precisa ser superada com dados, planejamento e ação. Ao participar da pesquisa da IRU, estamos contribuindo para um diagnóstico global, mas também para termos um retrato mais claro da situação no nosso país. A NTC&Logística seguirá comprometida em promover iniciativas que fortaleçam o setor e valorizem o profissional do volante”. A expectativa da IRU é incluir análises específicas por país no relatório final, desde que haja um número significativo de respostas nacionais. Por isso, a NTC&Logística convida todos os empresários e entidades do transporte de cargas a incentivarem seus motoristas e equipes a participarem. O questionário da pesquisa está disponível no link a seguir: https://www.surveymonkey.com/r/3W69PQJ?lang=pt
FETRANSUL marca presença em encontro do TRC com o diretor-geral da ANTT, promovido pela FETCESP

O presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, participou no dia 28 de agosto, em São Paulo, do Encontro de Empresários do TRC com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio. O evento foi realizado pela FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, reunindo presidentes e diretores de entidades de todo o país, além de autoridades políticas, para discutir os principais desafios e perspectivas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A abertura contou com a presença de Flávio Benatti, vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT); Eduardo Rebuzzi, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística); e Carlos Panzan, presidente da FETCESP, que destacou a relevância da aproximação com a agência reguladora. “A aproximação entre entidade patronal e a ANTT marca a evolução do relacionamento entre as áreas em uma conversa franca e direta, contribuindo para a melhoria do transporte rodoviário de cargas. Ouvimos os planos do novo diretor e apresentamos as principais demandas do setor. Espero que este encontro inaugure um novo momento nessa relação”, afirmou Panzan. Em seu discurso, Guilherme agradeceu o convite e reforçou a importância do diálogo com o setor. “O Transporte Rodoviário de Cargas tem uma dupla relevância para a ANTT. Além de ser regulado pela agência, é também um dos principais usuários da nossa infraestrutura. Por isso, todos os nossos projetos voltados para as rodovias consideram a atividade transportadora como essencial para o desenvolvimento do país”, destacou o diretor-geral. Ele também apresentou as frentes prioritárias da sua gestão, como o vale-pedágio, sistema Free Flow, qualidade das rodovias, concessões, conectividade com Wi-Fi nas estradas, sustentabilidade, seguro de cargas, fiscalização, segurança viária e eficiência logística. “Durante esses quatro anos nosso objetivo foi sempre fazer uma revisão completa dos principais marcos regulatórios com alguns objetivos principais como a redução de burocracia, redução de custos e maior eficiência na gestão. Isso passou pela revisão do RNTRC, pela revisão do vale-pedágio e tivemos um olhar mais atento às novas tecnologias”, explica. Francisco Cardoso destacou a importância de estar atento às mudanças e às iniciativas que tragam mais agilidade para a logística. “A FETRANSUL tem trabalhado continuamente para contribuir com o desenvolvimento do transporte e fortalecer o setor diante dos novos desafios. Parabenizo a FETCESP pela realização deste excelente encontro”, afirmou. Após as apresentações, uma mesa de debate reuniu José Alberto Panzan, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP); Marcel Zorzin, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do ABC (SETRANS); e Marcos Aurélio Ribeiro, assessor jurídico da FETCESP, que questionaram Guilherme Theo Sampaio, José Aires Amaral Filho, Superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT e Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, superintendente de fiscalização de serviços de transporte rodoviário de cargas e passageiros. O evento teve o apoio institucional da Confederação Nacional de Transportes (CNT), NTC&Logística, Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo (SETCESP), Associação Brasileira de Transporte de Produtos Perigosos (ABTLP) e a Fundação Memória do Transporte (FuMTran). Com informações da FETCESP
Sem previsão de queda, Selic a 15% ameaça recuperação do mercado de caminhões

Juros altos e restrição de financiamento freiam a compra de caminhões pesados e extrapesados, mantendo o mercado sob pressão no segundo semestre O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na última terça-feira (27), durante o 33º Congresso & Expo Fenabrave, que a taxa básica de juros (Selic) deve permanecer elevada por um período prolongado, atualmente em 15% ao ano. Segundo Galípolo, a política monetária restritiva é necessária para controlar a inflação, que ainda não convergiu de forma consistente para a meta estabelecida pelo Copom de 3%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo. “O processo de convergência para a meta de inflação está sendo lento, e isso demanda manter a Selic em patamar ainda bastante restritivo”, afirmou o presidente do BC. Para a economista da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Tereza Fernandez, a manutenção da Selic em nível elevado tem efeito direto sobre a compra de caminhões, principalmente porque esses veículos são considerados bens de capital e, em grande parte, financiados. “Praticamente 100% dos caminhões pesados e tratores agrícolas dependem de crédito. Mas, com juros de 15% ao ano, restrição de financiamento e margens apertadas, muitas empresas — especialmente do setor agrícola — acabam adiando a renovação de frota”, explica. Recuperações judiciais Tereza detalha que o setor agrícola enfrenta desafios adicionais: diversas empresas estão em recuperação judicial, tiveram safras ruins no ano anterior e sofreram aumento no custo de insumos, como fertilizantes, o que reduziu significativamente a rentabilidade. “Mesmo com uma safra melhor este ano, o preço das commodities caiu em real, restringindo a capacidade de investimento. Além disso, os três ou quatro anos anteriores haviam permitido alguma reorganização da frota, mas agora os empresários seguram a compra de novos caminhões”, acrescenta. Ela ressalta que, enquanto linhas mais leves e de médio porte apresentam recuperação, os caminhões pesados e extrapesados — usados no transporte de grãos e longas distâncias — enfrentam retração próxima a 20% em relação ao ano passado. Aumento da inadimplência Marco Borba, presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Volkswagen Truck & Bus (ACAV), confirma a forte correlação entre juros e demanda por caminhões: veículos de maior valor, acima de R$ 1 milhão, dependem de financiamento e sofrem mais com o custo elevado do crédito. “O cenário macroeconômico e político também aumenta a cautela do comprador, que tende a adiar aquisições ou limitar-se à substituição de frota”, afirma. Ele ressalta que segmentos urbanos e de transporte leve mantêm crescimento, impulsionados por entregas last mile, enquanto transportes de longa distância registram queda de 20%. Borba observa ainda que a inadimplência em veículos de maior valor aumentou, levando bancos a analisar crédito com mais rigor. Segundo dados da Fenabrave, o acumulado de 2025 registra queda de 5,3% frente a 2024, passando de 71.906 para 68.084 caminhões emplacados até o 11º dia útil de agosto. O setor de implementos rodoviários é o que mais sofre no mercado de caminhões em 2025. Segundo dados da Fenabrave, o acumulado do ano registra queda de 5,3% frente a 2024, passando de 71.906 para 68.084 unidades emplacadas até o 11º dia útil de agosto. No comparativo mensal, os emplacamentos de agosto têm leve alta de 0,4% sobre julho, mas caem 20,3% em relação a agosto do ano passado e acumulam retração de 19,9% em comparação com 2024. Caso a taxa Selic se mantenha elevada, a tendência é que o segundo semestre repita o desempenho do primeiro, sem perspectivas de melhora significativa. Fonte: NTC&Logística
ANTT propõe criação do Selo ESG Cargas para reconhecer transportadores responsáveis

Contribuições ainda podem ser feitas até o dia 6/9, por meio do Sistema ParticipANTT Uma nova etapa para o transporte rodoviário de cargas no Brasil começa a ganhar forma. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) colocou em debate público a proposta de criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento aos transportadores que adotam práticas sustentáveis, sociais e de governança no dia a dia da atividade. A iniciativa começou a ser discutida nesta quinta-feira (21/8) em sessão híbrida da Audiência Pública nº 005/2025, na sede da Agência, em Brasília. O evento também foi transmitido, ao vivo, no Canal da ANTT no Youtube. O selo será concedido, de forma voluntária, a transportadores devidamente registrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) que comprovem aderência a critérios ambientais, sociais e de governança. A medida busca valorizar quem movimenta o Brasil com responsabilidade, promovendo segurança viária, redução de emissões de gases de efeito estufa, proteção da biodiversidade, dignidade no trabalho e incentivo à diversidade e inclusão no setor. Além do selo integral – voltado a quem cumprir simultaneamente os três pilares ESG – também estão previstos selos parciais, como “Selo Cargas Ambiental” ou “Selo Cargas Governança e Social”, válidos em todo o território nacional. O diferencial não é financeiro, mas reputacional: trata-se de um selo de credibilidade e confiança, que poderá ser usado pelos transportadores em materiais institucionais e comerciais, reforçando sua imagem no mercado. Para garantir transparência, a avaliação será feita com base em dados oficiais, como registros de operações de transporte (CIOT e MDF-e), idade da frota e certificações reconhecidas, como o Programa MelhorAR, do Ministério dos Transportes. Estar em conformidade é essencial: empresas com irregularidades no RNTRC ou condenações relacionadas a trabalho infantil ou análogo à escravidão não poderão participar. “O Selo ESG Cargas é um incentivo positivo que coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais de sustentabilidade. É um reconhecimento público a quem escolhe inovar, reduzir impactos e fortalecer a responsabilidade social no transporte rodoviário de cargas”, afirmou o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC/ANTT), José Aires Amaral Filho. A proposta faz parte da Agenda Regulatória 2025-2026 da ANTT, no eixo de transporte rodoviário e multimodal de cargas, e se baseia no conceito de regulação responsiva – que busca, não se resumir apenas no aspecto punitivo, mas sim estimular o setor a alcançar padrões cada vez mais elevados. A sociedade poderá enviar contribuições até 6 de setembro pelo Sistema ParticipANTT, e participar ativamente da construção dessa política inovadora. Para a Agência, ouvir transportadores, especialistas e representantes da sociedade é parte essencial de um processo moderno, transparente e colaborativo. Com o Selo ESG Cargas, a ANTT reforça o compromisso de aliar eficiência econômica com responsabilidade ambiental e social, preparando o transporte brasileiro para os desafios da mobilidade e da sustentabilidade no século XXI. Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT
Francisco Cardoso participa do 2º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou no dia 27 de agosto, em São Paulo, do 2º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), promovido pela NTC&Logística. O evento reuniu empresários, executivos, autoridades públicas, forças de segurança e representantes de entidades para discutir estratégias de enfrentamento aos crimes que afetam a logística nacional. Com o tema “Atos de Interferência Ilícita contra o Modal Rodoviário – Veículos e Cargas”, o encontro tratou de um dos maiores desafios do setor: o roubo de cargas, que impacta empresas, trabalhadores e a economia brasileira. Na abertura, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a importância da cooperação entre entidades, empresários e autoridades de segurança para reduzir a criminalidade. A programação contou com três painéis: Os debates ressaltaram que a criminalidade no transporte deve ser tratada como questão de segurança pública, proteção à vida e competitividade econômica, e que os custos vão muito além da carga roubada, atingindo toda a cadeia logística e o consumidor final. No encerramento, Rebuzzi reafirmou o papel da NTC&Logística e das Federações, na articulação de medidas e apoio a políticas públicas que garantam um transporte mais seguro, eficiente e justo para empresas e sociedade. Francisco Cardoso destacou o evento foi de grande relevância para o setor. “É fundamental que estejamos unidos na busca conjunta de soluções para minimizar o roubo de cargas e os impactos que ele gera em toda a logística no Brasil”, afirmou Francisco Cardoso, presidente da Fetransul. Da esquerda para direita: Ivanildo Santos, assessor de segurança do Setcergs, Francisco Cardoso, presidente da Fetransul e Marcelo Garcez, diretor do Setcergs.