Pesquisa CNT de Rodovias 2026 inicia etapa de campo para avaliar a infraestrutura viária do país

Equipes percorrerão mais de 117 mil quilômetros da malha pavimentada brasileira para levantar informações que subsidiarão decisões logísticas, investimentos e políticas públicas.

A CNT deu início, nessa segunda-feira (29), à etapa de campo da Pesquisa CNT de Rodovias 2026, o mais amplo e tradicional levantamento sobre as condições da infraestrutura rodoviária brasileira. Nesta edição, 23 pesquisadores percorrerão mais de 117 mil quilômetros de rodovias pavimentadas em aproximadamente 30 dias, um crescimento de 2,5% em relação a 2025.

A operação teve início em 13 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país — com exceção de Macapá (AP), cuja equipe iniciará os trabalhos posteriormente — e avaliará rodovias de todos os estados do Brasil. A saída de campo é realizada em parceria com federações estaduais do transporte. Os pesquisadores partiram de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Teresina (PI).

Reconhecida como referência nacional na avaliação da malha rodoviária, a Pesquisa CNT de Rodovias chega ao seu 31º ano abrangendo 100% das rodovias federais pavimentadas, os principais trechos estaduais e todas as rodovias concedidas. O levantamento permite acompanhar a evolução da infraestrutura ao longo do tempo e identificar os principais desafios enfrentados pelo transporte rodoviário, com o objetivo de servir de base para análises técnicas, estudos setoriais e tomadas de decisão.

Durante o trabalho de campo, os pesquisadores avaliarão as características do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. Todo o percurso será registrado por câmeras instaladas nos veículos de pesquisa, enquanto os dados serão coletadas em sistema digital padronizado, garantindo precisão e uniformidade nos resultados.

A edição de 2026 da Pesquisa CNT de Rodovias incorpora novas soluções tecnológicas que tornam a coleta e o processamento das informações ainda mais ágeis, precisos e seguros. Entre as novidades estão a utilização de sensores em todas as rotas para ampliar os estudos sobre as condições do pavimento, a transmissão de dados via satélite em parte do percurso e a centralização do processamento em uma infraestrutura própria da CNT, com base em nuvem privada e recursos de inteligência artificial.

As inovações ainda incluem um sistema de identificação imediata de falhas nas imagens captadas em campo, reduzindo o tempo de correção de inconsistências, além da ampliação da avaliação remota das rodovias, empregada tanto na auditoria das rotas quanto no aprimoramento dos modelos de IA. Com essas melhorias, a Pesquisa ganha mais eficiência operacional, maior capacidade de processamento e ainda mais confiabilidade nos resultados.

A diretora executiva da Confederação, Fernanda Rezende, destaca que os resultados são amplamente utilizados por transportadores, investidores, pesquisadores e gestores públicos. “A Pesquisa CNT de Rodovias oferece um diagnóstico técnico da infraestrutura viária e transforma esse conhecimento em subsídios para tomada de decisão de gestores de empresas e do poder público, direcionamento de investimentos e ações que contribuam para um transporte mais seguro, eficiente e competitivo para o país”, afirma.

Pesquisa completa mais de três décadas como referência

Realizada há 31 anos, a Pesquisa forma uma série histórica que permite avaliar avanços, identificar gargalos e apoiar decisões estratégicas para o transporte e a logística. Com dados técnicos coletados de maneira padronizada e abrangente, o levantamento amplia o conhecimento sobre as condições das rodovias e reforça a importância dos investimentos em infraestrutura.

Nos últimos anos, a Pesquisa CNT de Rodovias passou por um processo contínuo de modernização tecnológica. O uso de ferramentas digitais, sistemas automatizados de análise e recursos de inteligência artificial amplia a capacidade de processamento das informações e contribuído para o aprimoramento da qualidade dos diagnósticos.

Por Agência CNT Transporte Atual

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