Confederação Nacional do Transporte inicia pesquisa sobre as condições das rodovias brasileiras

Levantamento começou na manhã desta segunda-feira, 30, no Sítio do Laçador, em Porto Alegre, e vai mapear 114,5 mil km da malha rodoviária do país

A mais abrangente radiografia das rodovias brasileiras teve início na manhã desta segunda-feira, 30, com o lançamento da 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, promovida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), com a inspeção de 114,5 mil quilômetros de estradas em todo o país. No Rio Grande do Sul, a iniciativa tem o apoio da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no RS (Fetransul). O ato foi realizado no Sítio do Laçador, de onde partiu um dos três veículos que percorrerão as estradas gaúchas, e contou com a presença da imprensa e de representantes da FETRANSUL, o presidente Francisco Cardoso e o diretor José Cincos.

“Ao todo, 24 pesquisadores irão avaliar rodovias federais pavimentadas, os principais trechos estaduais e vias concedidas à iniciativa privada. A etapa de coleta de dados deve ser concluída em até 30 dias – em 2024, os resultados foram divulgados em novembro. A Fetransul participa ativamente da pesquisa. Seguimos cobrando dos governos estadual e federal mais projetos e investimentos em infraestrutura viária, porque transporte seguro e eficiente começa com estradas em boas condições”, afirma o presidente da entidade, Francisco Cardoso.

Simultaneamente, as equipes também deram início aos trabalhos em outras 13 cidades do país. No Sul, em Curitiba (PR) e Florianópolis (SC); no Sudeste, em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP); no Centro-Oeste, em Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT); no Norte, em Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Macapá (AP); e no Nordeste, em Maceió (AL) e Teresina (PI).

Com auxílio de câmeras de alta precisão instaladas nos veículos, a inspeção avalia pavimento (superfície e acostamento), sinalização (faixas, marcas laterais, visibilidade e legibilidade das placas) e geometria da via (tipo de pista, curvas perigosas e presença de acostamento). Para garantir a precisão das análises, os veículos circulam a até 60 km/h. Com base em critérios técnicos, a pesquisa traça um diagnóstico detalhado da malha rodoviária, servindo de subsídio fundamental para políticas públicas, investimentos e planejamento logístico.

Na edição de 2024, a Pesquisa CNT de Rodovias classificou as estradas brasileiras da seguinte forma: ótimo (7,5%), bom (25,5%), regular (40,4%), ruim (20,8%) e péssimo (5,8%). Os números revelaram uma leve melhora em relação ao ano anterior, sinalizando os primeiros efeitos de investimentos no setor e a reversão de uma tendência de deterioração. O levantamento avaliou 111.853 quilômetros de vias pavimentadas – 67.835 km da malha federal (BRs) e 44.018 km de trechos estaduais estratégicos. A precariedade do pavimento é responsável por um aumento de 38,5% no custo operacional do transporte, pressionando ainda mais o chamado “Custo Brasil”.

No Rio Grande do Sul, serão inspecionados 8.836 quilômetros de rodovias. Na pesquisa anterior, quase 72% das estradas gaúchas estavam classificadas como regulares ou em condições piores. A distribuição foi a seguinte: ótimo (5,8%), bom (22,1%), regular (47,7%), ruim (19,2%) e péssimo (5,2%).

Camila Cunha – Correio do Povo

Camila Cunha – Correio do Povo

Camila Cunha – Correio do Povo

Compartilhe esta notícia

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn