Evento destaca desafios estruturais e a atuação do Sistema Transporte em debates sobre renovação de frota e inclusão feminina
O 18º Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas teve início nesta quinta-feira (14), em Águas de Lindóia (SP), reunindo empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas de diversas regiões do país. Um dos mais tradicionais encontros do TRC (transporte rodoviário de cargas), o evento se consolida como espaço estratégico de articulação institucional e construção de soluções para o setor.
A abertura foi marcada pelo fortalecimento do diálogo entre as principais lideranças e pelo resgate da trajetória do Congresso, iniciado na década de 1990, no mesmo local.
O presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), Carlos Panzan, destacou o papel do evento na articulação de pautas prioritárias. “O Congresso Paulista do TRC representa um momento de união e fortalecimento do nosso setor. Reunimos empresários, entidades, especialistas e autoridades para debater desafios, compartilhar experiências e construir caminhos para o desenvolvimento do segmento”, afirmou.
O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, reforçou a relevância do Congresso como espaço de convergência das agendas estruturantes do setor. “Este Congresso reúne temas fundamentais para o presente e o futuro do transporte, como segurança pública, jornada de trabalho, renovação de frota, participação feminina e competitividade do Brasil. É um ambiente que fortalece o diálogo e a construção coletiva de soluções para o TRC”, destacou.
Na mesma linha, o presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Eduardo Rebuzzi, ressaltou a importância da atuação conjunta das entidades para o fortalecimento institucional do setor em âmbito nacional.
Atuação do Sistema Transporte
Nesta sexta-feira (15), Vander Costa participou de um dos painéis centrais do evento, dedicado à renovação de frota — tema considerado estratégico para a competitividade e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas.
O painel reuniu, além de Vander Costa, Guilherme Lopes, colunista da HSM Management; Rodrigo Hallak, gerente do Departamento de Produtos e Desenvolvimento de Cadeias Produtivas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); e Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que apontaram entraves à modernização da frota, como acesso ao crédito, previsibilidade regulatória e margem operacional das empresas.
A CNT defende a implementação de uma política permanente de renovação de frota, com ampliação de recursos, criação de linhas estruturadas de financiamento e adoção de mecanismos que incentivem a retirada de veículos antigos de circulação. Atualmente, mais da metade da frota nacional de caminhões possui mais de 15 anos de uso, o que impacta diretamente a eficiência logística, os custos operacionais e a segurança viária.
A temática da renovação de frota também é aprofundada em estudo recente da CNT que analisa os efeitos das condições de financiamento sobre a modernização do transporte rodoviário de cargas. De acordo com a análise técnica da CNT, a ampliação do acesso ao crédito, aliada à estruturação de linhas permanentes e previsíveis, é determinante para viabilizar a substituição de veículos antigos, com impactos diretos sobre a eficiência operacional, a redução de custos logísticos, a segurança viária e a sustentabilidade do setor. Acesse aqui o Radar CNT do Transporte – Financiamento para a renovação da frota de caminhões.
A programação de sábado (16) inclui o debate sobre a ampliação da participação feminina no setor. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, será mediadora do painel dedicado ao tema, que integra a agenda contemporânea do transporte e busca promover a diversidade em um segmento historicamente masculino.
O 18º Congresso Paulista do TRC segue até domingo (17), com programação voltada a temas estratégicos, como inovação, tecnologia, cenário econômico, abastecimento urbano, comunicação, transição energética e perspectivas para o setor.
Por Agência CNT Transporte Atual



