BNDES apresenta oportunidades de financiamento para transporte e logística em webinar da CNT

Evento reuniu empresários e lideranças do setor para discutir renovação de frota, investimentos em infraestrutura e acesso ao Fundo Clima Ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos são medidas essenciais para a modernização do transporte brasileiro. Com esse objetivo, a CNT e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) realizaram, nesta segunda-feira (16), em São Paulo, um encontro com empresários e lideranças de sindicatos, federações e associações do setor. A iniciativa apresentou oportunidades de financiamento voltadas à renovação de frota, à inovação e ao desenvolvimento da logística no país. A abertura contou com a participação da diretora de Infraestrutura e Transição Energética do BNDES, Luciana Costa, e da diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende. As representantes ressaltaram o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico e social e a importância de ampliar o conhecimento e o acesso das empresas às linhas de crédito disponíveis. Fernanda Rezende destacou que o setor depende diretamente de investimentos para se modernizar e atender às demandas da economia. Segundo ela, a renovação da frota é uma das principais agendas, tanto para melhorar a eficiência operacional quanto para reduzir os impactos ambientais. “Quando substituímos veículos mais antigos por modelos mais modernos, conseguimos reduzir em mais de 80% as emissões e aumentar a eficiência do transporte”, disse. A diretora também ressaltou a necessidade de ampliar a infraestrutura logística, com investimentos em centros de distribuição e polos de escoamento de cargas, a fim de reduzir gargalos e aumentar a competitividade das empresas. Ela lembrou, ainda, que o transporte é responsável por mais de 2,9 milhões de empregos diretos e exerce papel central na economia brasileira, ao conectar produção e consumo. Luciana Costa ressaltou a ampliação da atuação do banco no apoio ao setor, com foco na transição energética e na renovação de frota. Segundo ela, o BNDES busca induzir investimentos que contribuam para a modernização da logística e a redução de emissões. A diretora também pontuou a atuação em parceria com o sistema financeiro, o que amplia o alcance das linhas de crédito por meio de instituições repassadoras. Durante a apresentação, Luciana apontou a retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil, especialmente em concessões rodoviárias e ferroviárias. Para ela, o avanço desses projetos é fundamental para aumentar a eficiência do transporte e fortalecer a integração logística, contribuindo para a competitividade da produção nacional. “O Brasil tem um grande gargalo em infraestrutura e deve iniciar um novo ciclo de investimentos. O BNDES atua como banco indutor e consegue escalar agendas como a renovação de frota e a eletrificação do transporte. Mobilidade e transporte são prioridades para nós”, afirmou. O encontro contou ainda com a participação de representantes técnicos do BNDES e da CNT. Pelo banco, estiveram presentes Marcelo Porteiro, Tiago Peroba, Felipe Borim Villen e Maria Fernanda Ramos. Pela CNT, participaram o vice-presidente para Transporte Rodoviário de Cargas, Flávio Benatti; os diretores da seção de cargas, Urubatan Helou e Carlos Panzan; e a gerente executiva de Economia, Fernanda Schwantes. Linhas de financiamento para transportadores Durante o evento, o BNDES detalhou as principais linhas de financiamento disponíveis para empresas de transporte e operadores logísticos. O banco atua por meio de operações diretas, contratadas com empresas de maior porte, e indiretas, realizadas por mais de 90 instituições financeiras credenciadas, modelo que amplia a capilaridade do crédito e alcança 93% dos municípios brasileiros. Entre as iniciativas está o Programa de Renovação de Frota, estruturado a partir da Medida Provisória nº 1.328/2025, voltado à substituição de caminhões antigos por veículos mais modernos e eficientes. O programa prevê R$ 10 bilhões em financiamentos para a aquisição de caminhões novos e seminovos, sendo R$ 1 bilhão destinado a transportadores autônomos e cooperados. Até 11 de março de 2026, já haviam sido aprovados R$ 5,8 bilhões em operações, o que indica forte demanda do setor pela modernização da frota. O financiamento pode ser acessado por transportadores autônomos registrados no RNTRC, cooperativas e empresas, com condições diferenciadas conforme o perfil do cliente. Outra linha estratégica é o BNDES Finame, voltado à aquisição de máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões de fabricação nacional credenciados. A linha permite financiar até 100% do valor do bem, com prazo de até 10 anos e carência de até dois anos, a depender das condições negociadas com o agente financeiro. O banco também apresentou o Fundo Clima, destinado ao financiamento de projetos de logística sustentável e mobilidade de baixo carbono. Entre os itens financiáveis estão veículos elétricos, modelos movidos a biocombustíveis e projetos de eficiência energética. Os prazos podem chegar a 25 anos, com carência de até cinco anos, conforme a modalidade. Nesta terça-feira (17), o BNDES divulgou seus principais resultados de 2025. O volume de crédito aprovado alcançou R$ 237,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024. O banco registrou lucro de R$ 15,7 bilhões no período. As aprovações na área de infraestrutura somaram R$ 71,4 bilhões, enquanto os recursos do Fundo Clima atingiram R$ 12,5 bilhões, com foco em projetos de transição energética. Confira as apresentações aqui: Oportunidades de financiamento do BNDES Apoio direto do BNDES – Operadores logísticos Por Agência CNT Transporte Atual

Alta do diesel pressiona frete e acende alerta no setor produtivo gaúcho

A escalada recente do preço do diesel, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio e pela valorização do petróleo no mercado internacional, começa a repercutir em diferentes elos da economia gaúcha. Do transporte de cargas ao abastecimento de supermercados, entidades do setor produtivo alertam que o combustível – principal insumo da logística brasileira – tende a pressionar o custo do frete e, em consequência, o preço de produtos e serviços nas próximas semanas. A tensão global aumentou após a intensificação do conflito, protagonizado por Irã, Israel e Estados Unidos, e a possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. O cenário elevou o preço do barril de petróleo e já começou a refletir nos combustíveis no Brasil: na última sexta-feira (13), a Petrobras anunciou reajuste de cerca de R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras, o que representa aumento aproximado de 13,9% na refinaria. Ainda assim, para o professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), Gustavo Inácio de Moraes, o impacto sobre o frete não depende apenas do preço do petróleo, mas também do comportamento do câmbio. “Não é só o diesel que afeta a expectativa de preço do frete. O câmbio também pesa muito. Mesmo que o petróleo se mantenha estável, se o real se desvalorizar em um cenário internacional turbulento, ainda teremos efeitos relevantes vindos da economia global”, afirma. Segundo ele, alguns reajustes já começam a aparecer no mercado, ainda que de forma preventiva. “Em algumas regiões já vemos aumentos entre 10% e 20% no preço do diesel. Se o conflito durar pouco tempo, os efeitos tendem a ser limitados. Mas, se houver prolongamento da guerra, essas pressões podem se consolidar”, completa. No Rio Grande do Sul, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam alta nos dois principais tipos de diesel. O preço médio do litro do S10 passou de R$ 6,23 para R$ 6,78 – aumento de 8,8%. Já o S500 subiu de R$ 6,16 para R$ 6,70, avanço de 8,7%, segundo as duas pesquisas semanais divulgadas pela agência em março. No setor de transporte, o combustível representa a principal parcela dos custos operacionais. Por isso, qualquer alteração significativa tende a ser repassada relativamente rápido aos contratos de frete. E, de acordo com Moraes, o ajuste costuma aparecer primeiro nos indicadores de preços no atacado. “O setor de transporte trabalha muito com contratos de curta duração. Os fretes costumam ser reajustados relativamente rápido – normalmente antes de um mês. Primeiro vemos esse efeito na inflação do atacado e depois ele chega ao consumidor”, explica. A avaliação é compartilhada por entidades do setor logístico. Em nota, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs) argumenta que qualquer alteração relevante no diesel gera impacto imediato na estrutura de custos das transportadoras. “O transporte rodoviário opera com margens reduzidas e não possui capacidade de absorver aumentos expressivos e repentinos em seu principal insumo operacional”, informou a entidade, que orienta as empresas a manter diálogo com clientes para eventual recomposição do valor do frete. Hoje, cerca de 85% da produção gaúcha circula por rodovias, o que amplia o peso do diesel sobre toda a cadeia produtiva. Diante da escalada do combustível, a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) solicitou ao governo estadual que avalie uma redução temporária do ICMS sobre ele. Segundo a entidade, o combustível já acumula aumentos próximos de 30% desde o início do período de instabilidade internacional, pressionando diretamente os custos logísticos. Para o presidente da federação, Francisco Cardoso, discutir o preço do diesel significa discutir o custo de circulação de mercadorias em todo o País. “Quando o diesel sobe nessa velocidade, nenhum setor consegue absorver esse impacto sem revisar contratos e renegociar tarifas”, afirma. Ele destaca ainda que o combustível representa cerca de 40% dos custos variáveis do transporte rodoviário de cargas, o que torna o setor especialmente sensível às oscilações do mercado energético. Ainda, para além da pressão sobre fretes e logística, economistas alertam para o possível impacto inflacionário do diesel caso o conflito internacional se prolongue: combustíveis e energia representam entre 5% e 8% do peso do IPCA, o principal índice de inflação do Brasil. Um aumento significativo nesses itens pode influenciar a trajetória dos preços e até mesmo a política de juros. Agronegócio deve sentir primeiro Entre os setores produtivos, o agronegócio tende a ser um dos primeiros a sentir os efeitos da alta. O motivo é a combinação de grande consumo de diesel nas máquinas agrícolas e a necessidade de transporte para escoamento da safra. “Estamos em período de escoamento para os portos, o que exige muito transporte rodoviário. Além disso, o setor depende de diesel para tratores e máquinas. Por isso, o agronegócio tende a sentir primeiro esse impacto”, explica Moraes. Ele ressalta ainda que fertilizantes e outros insumos agrícolas também têm ligação com derivados de petróleo ou com regiões produtoras do Oriente Médio, o que amplia a exposição do setor às turbulências internacionais. Supermercados já monitoram impactos No comércio, a preocupação é com o efeito em cascata sobre os preços dos alimentos e produtos básicos. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Lindonor Peruzzo Júnior, afirma que a alta recente do diesel já começa a preocupar o setor. “O impacto do combustível é muito significativo. Já estamos vendo aumentos na casa de 11% desde o início da guerra e isso provavelmente vai aparecer nos produtos no curto e médio prazo”, afirma. Segundo ele, as empresas têm buscado otimizar rotas e reduzir o consumo de combustível para tentar evitar repasses imediatos aos consumidores. “Sabemos que o transporte rodoviário é a base da logística do País. Estamos acompanhando de perto esse cenário e atentos às medidas que possam reduzir a pressão sobre o preço na bomba”, acrescenta. Transporte coletivo também sente pressão No transporte de passageiros, o impacto já tem dimensão concreta. A Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de

FETRANSUL solicita ao governo do RS avaliação de redução do ICMS sobre o diesel

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) encaminhou ofício ao Governo do Estado solicitando a avaliação de medidas tributárias para mitigar o impacto da alta recente do diesel sobre os custos logísticos. Segundo a entidade, o combustível já acumula aumentos de até 30% nas últimas semanas, gerando forte pressão sobre o transporte rodoviário de cargas, setor responsável por movimentar cerca de 85% da produção do Rio Grande do Sul. No documento, a FETRANSUL sugere que o Estado avalie a possibilidade de liderar, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), um debate sobre a tributação do ICMS incidente sobre o diesel. A entidade argumenta que medidas dessa natureza podem contribuir para reduzir custos logísticos, preservar a competitividade da produção gaúcha e minimizar riscos de desabastecimento em cadeias sensíveis da economia, especialmente em período de escoamento da safra agrícola.

Encontro Vez & Voz debate liderança feminina e inovação no Transporte Rodoviário de Cargas

Programação inclui painéis, palestra e workshop em um dia inteiro de muito conhecimento e conexão O Movimento Vez & Voz, realizará, no dia 26 de março, o Encontro Vez & Voz 2026 – Escolha Avançar, evento voltado para mulheres que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. A iniciativa reunirá profissionais do setor para discutir temas como liderança feminina, inovação, equidade de gênero, papel das empresas no enfrentamento da violência contra a mulher e os desafios atuais no ambiente corporativo. A proposta do encontro é promover troca de experiências, fortalecer a presença feminina no setor e estimular a construção de ambientes de trabalho mais inclusivos. A programação contará com a participação de lideranças e executivas do transporte, além de especialistas convidados. Entre os destaques, está a apresentação do Panorama da presença feminina no transporte, que trará dados atualizados sobre a participação das mulheres no setor e os avanços nas iniciativas de equidade nas empresas. Outro tema abordado será o uso da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio à liderança, com reflexões sobre como a tecnologia pode contribuir para ganhos de produtividade e tomada de decisão no ambiente corporativo. O evento também terá painéis sobre ambientes de trabalho seguros e trajetórias femininas no transporte, reunindo executivas para compartilhar experiências e discutir desafios e oportunidades para as mulheres no setor. Antes do encontro principal, será realizado um workshop exclusivo para lideranças femininas, voltado ao uso estratégico da Inteligência Artificial na gestão, que abordará aplicações práticas da tecnologia para análise de dados, organização de processos e aumento de produtividade nas empresas de transporte. 26/03/2026 Evento presencial – Rua Orlando Monteiro, 21 – Vila Maria – São Paulo/SP 08h30 – Workshop: E aí, como lidero com a IA? Produtividade inteligente para mulheres que decidem 13h30 – 5º Encontro Vez e Voz – Escolha Avançar Confira a programação completa e inscreva-se no vezevoz.org . O Encontro Vez & Voz 2026 conta com o incentivo da ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos; Ademicon Consórcio e Investimento, e Vega Seguros, além do apoio de empresas do setor Lourenço Transportes, Pelog, Transportes Borelli, Log10, Coopercarga e Setrans. Fonte: SETCESP

ANTT atualiza Piso Mínimo de Frete com base no novo preço do diesel

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria SUROC nº 3/2026, que atualiza os coeficientes do Piso Mínimo de Frete do Transporte Rodoviário de Cargas. A revisão considera como referência o preço médio do diesel S10 de R$ 6,89 por litro, com base nos dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A atualização impacta diretamente os valores mínimos do frete por quilômetro rodado, que variam conforme o tipo de carga, número de eixos e características da operação de transporte. A tabela de pisos mínimos faz parte da política estabelecida pela Lei nº 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e determina a publicação periódica dos coeficientes pela ANTT, com revisões sempre que há variações relevantes no preço do diesel. Veja a portaria e as tabelas completas: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-suroc-n-3-de-13-de-marco-de-2026-692638596 Fonte: ANTT

CNT entrega Agenda Institucional 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública e reforça apoio ao PL Antifacção

Confederação apresentou prioridades do setor de transporte e logística e destacou a importância de medidas de combate ao crime organizado Representantes do Sistema Transporte entregaram, nessa quinta-feira (12), a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública. A publicação reúne o posicionamento da CNT sobre temas prioritários para o setor que estarão em discussão nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ao longo do ano. Participaram da reunião o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; a gerente executiva governamental da Confederação, Danielle Bernardes; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Durante o encontro, os representantes do Sistema Transporte apresentaram os principais pontos da Agenda e destacaram a importância de medidas voltadas ao enfrentamento da criminalidade diante dos impactos para o transporte e a logística no país. Na ocasião, a CNT também manifestou apoio à sanção do Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, e apresentou uma nota técnica com argumentos favoráveis à medida. O documento aponta que o roubo de cargas passou a representar uma importante fonte de financiamento do crime organizado, gerando prejuízos bilionários e ampliando a insegurança nas operações logísticas. A análise também destaca que o projeto traz avanços ao prever instrumentos mais rigorosos para combater estruturas criminosas que utilizam a violência para interromper o fluxo de transporte e desafiar a atuação do Estado. A nota técnica ressalta ainda a importância de medidas voltadas ao enfrentamento do braço econômico das organizações criminosas, como a possibilidade de suspensão ou declaração de inaptidão do CNPJ de empresas envolvidas na receptação de mercadorias ilícitas. Para a CNT, a nova legislação representa uma ferramenta relevante para proteger a infraestrutura logística do país, ampliar a segurança dos transportadores e combater práticas que impactam diretamente a economia nacional. O PL Antifacção é um dos projetos de destaque da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, lançada nessa quarta-feira (11), durante a Reunião dos Conselhos da CNT. Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema Transporte é referência em relatório nacional sobre emissões

Publicação do governo federal sustenta políticas de qualidade do ar e reconhece contribuição técnica do setor de transporte A poluição atmosférica é um dos principais desafios ambientais e de saúde pública enfrentados pelo Brasil. O setor de transporte, responsável por parte das emissões de gases de efeito estufa e poluentes, ocupa papel determinante nesse cenário. Com o objetivo de mitigar os impactos, inventários de emissões se tornaram ferramentas estratégicas, pois permitem medir impactos, orientar políticas públicas e apoiar decisões empresariais e regulatórias. Nesta semana, o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), em parceria com o Ministério dos Transportes, divulgou o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, consolidando uma série histórica de 45 anos (1980–2024). Entre os principais pontos da publicação, estão três iniciativas: a consolidação do inventário nacional rodoviário, o desenvolvimento de ferramenta para apoiar estados na elaboração de inventários próprios e a realização de treinamento técnico para gestores públicos e especialistas. O relatório é considerado essencial para a formulação de políticas de qualidade do ar e ação climática e reconhece a contribuição da CNT na construção dessa agenda. O Sistema Transporte é diretamente mencionado no item que aponta iniciativas do setor de transporte, trazendo destaque para o programa Despoluir, o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e a Coalizão pela Descarbonização do Transporte. Para a CNT, o reconhecimento oficial na publicação do governo representa uma conquista relevante, especialmente diante da complexidade de seu Inventário, que atualizou curvas nacionais de intensidade de uso antes defasadas há mais de uma década. “Esse reconhecimento revela uma parte importante da atuação institucional da CNT, que é estar próxima dos grandes tomadores de decisão do país. Sermos nominalmente mencionados em um relatório tão importante para a formulação de políticas públicas revela que o setor tem tido sua voz ouvida”, destacou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. Acesse o Inventário do Ministério. Complementaridade entre estudos O Inventário Nacional concentra-se no transporte rodoviário e se destaca por consolidar dados de mais de quatro décadas. Paralelamente, a CNT concluiu, com base em 2023, um levantamento que ampliou o escopo para incluir as infraestruturas portuária e aeroportuária, além de atualizar curvas de intensidade de uso. Técnicos da Entidade ressaltam que os dois trabalhos têm escopos distintos e metodologias próprias, não sendo comparáveis nem excludentes. O documento do MMA incorpora avanços metodológicos, como a inclusão de poluentes climáticos de vida curta, emissões por desgaste de pneus e freios, desagregação por estado e contabilização de veículos elétricos e híbridos. Já o inventário da CNT foi elaborado com coleta de dados em campo, o que reforça sua abrangência e complexidade. Inventário CNT Lançado oficialmente na COP30, em Belém (PA), o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte apresentou o diagnóstico mais completo já produzido pela iniciativa privada. O estudo apontou que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023, contabilizando 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Produzido com metodologia internacional e dados primários do setor, o levantamento detalhou impactos por modal, categoria veicular e infraestrutura. O modo rodoviário foi identificado como responsável por 92,89% das emissões, reflexo da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira. O estudo também reuniu 18 casos de boas práticas já implementadas por empresas, evidenciando iniciativas de transição energética, eficiência operacional e inovação. Acesse a publicação. Coalizão A Coalizão pela Descarbonização do Transporte é uma iniciativa que reúne entidades do setor produtivo, empresas, especialistas e instituições públicas com o objetivo de acelerar a transição do transporte brasileiro para uma matriz energética mais limpa. A proposta é promover o diálogo e a cooperação entre diferentes atores para desenvolver soluções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas e de passageiros, sem comprometer a eficiência logística e a competitividade do país. Entre as prioridades da Coalizão, estão a ampliação do uso de combustíveis de baixa emissão, o estímulo à inovação tecnológica, a renovação de frotas e o incentivo a políticas públicas que favoreçam uma mobilidade mais sustentável. A iniciativa, liderada pela CNT, pela Motiva, pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper, busca contribuir para que o Brasil avance no cumprimento de compromissos climáticos internacionais, ao mesmo tempo em que fortalece o papel estratégico do setor transportador no desenvolvimento econômico e na integração do território nacional. Acesse o documento completo com o resultado do trabalho da Coalizão. Programa Despoluir O Despoluir – Programa Ambiental do Transporte é uma iniciativa do Sistema Transporte que tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental no setor transportador brasileiro. Por meio de ações de monitoramento, orientação técnica e educação ambiental, o programa incentiva empresas e transportadores a adotarem práticas que reduzam a emissão de poluentes e aumentem a eficiência energética das operações. Entre as principais atividades do Despoluir, estão as avaliações ambientais veiculares gratuitas, que medem os níveis de emissão de poluentes da frota e orientam os transportadores sobre manutenção preventiva e condução mais eficiente. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, o programa também ajuda as empresas a reduzirem custos operacionais e a fortalecerem uma cultura de responsabilidade ambiental no transporte. Por Agência CNT Transporte Atual

NOTA OFICIAL FETRANSUL – Volatilidade no preço do diesel impõe revisão nas tarifas de frete

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) acompanha com atenção as recentes medidas anunciadas pelo Governo Federal voltadas à mitigação da alta do diesel. A entidade entende que iniciativas como a redução do PIS e Cofins e a criação de mecanismos de subvenção ao combustível são importantes e contribuem para reduzir parte da pressão sobre o preço do diesel no país. No entanto, o aumento anunciado pela Petrobras nesta semana, da ordem de R$ 0,38 por litro nas refinarias, demonstra que o mercado ainda permanece sob forte volatilidade, influenciado principalmente pela cotação internacional do petróleo e pela variação cambial. Para o transporte rodoviário de cargas, essa situação é especialmente sensível, pois o diesel representa entre 40% e 45% do custo operacional de um caminhão, sendo o principal insumo da atividade. Sempre que ocorrem aumentos significativos no preço do combustível, o impacto sobre as operações é imediato. O custo por quilômetro rodado aumenta rapidamente, reduzindo as margens das transportadoras e exigindo a revisão das tarifas de frete para restabelecer o equilíbrio econômico das operações. Diante desse cenário, caso o atual patamar de preços se mantenha, parte desses aumentos inevitavelmente precisará ser repassada às tarifas de transporte, uma vez que o combustível é o principal componente do custo logístico. A FETRANSUL seguirá acompanhando atentamente a evolução do cenário e dialogando com seus associados, embarcadores e autoridades, buscando preservar a sustentabilidade das operações logísticas e minimizar impactos sobre as cadeias produtivas e o abastecimento. Francisco Cardoso – Presidente FETRANSUL

Fetransul participa das reuniões dos Conselhos do Sistema Transporte e da Seção de Transporte Rodoviário de Cargas

Os Conselhos Estatutários da Confederação Nacional do Transporte (CNT), do SEST SENAT e do Instituto de Transporte e Logística (ITL) realizaram, nesta quarta-feira (11), em Brasília, a primeira reunião ordinária de 2026. O encontro reuniu dirigentes e conselheiros das três instituições para apresentar o balanço das ações de 2025, aprovar as contas do último exercício e discutir as prioridades para o ano em curso. A reunião contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e do ex-presidente Clésio Andrade, além de representantes de federações e entidades do setor em todo o país. Durante o encontro, também foram apresentados resultados das áreas técnicas, projetos estratégicos e iniciativas voltadas ao fortalecimento da representação institucional do transporte, à qualificação profissional e à produção de inteligência para o setor. Entre as agendas, ocorreram as reuniões das seções da CNT, responsáveis por discutir temas específicos de cada segmento do transporte. Na Seção II – Transporte Rodoviário de Cargas, lideranças do setor debateram pautas consideradas estratégicas para as empresas transportadoras. Participaram da reunião o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, e o presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transporte Rodoviário de Cargas de Vacaria (Sindivar) e da ABTI, Paulo Ossani. Entre os temas debatidos estiveram o seguro RC-V, o Piso Mínimo do Frete, o Plano Nacional de Logística e a proposta que altera a jornada de trabalho no país (escala 6×1), assunto que vem sendo acompanhado com atenção pelas entidades representativas devido aos possíveis impactos na operação das empresas e na atividade dos motoristas profissionais. As discussões também abordaram o acompanhamento de proposições legislativas em tramitação no Congresso Nacional e seus efeitos para a competitividade e a segurança jurídica do transporte rodoviário de cargas. Sistema TransporteDurante a reunião dos conselhos, foram apresentados resultados relevantes das instituições que compõem o Sistema Transporte. Entre os destaques estiveram as ações de representação institucional da CNT, a expansão de serviços do SEST SENAT que registrou mais de 21 milhões de atendimentos em 2025 e os programas de formação executiva desenvolvidos pelo ITL para lideranças do setor. A programação também incluiu debates sobre inovação, sustentabilidade e qualificação profissional, reforçando a atuação integrada das entidades em apoio ao desenvolvimento do transporte e da logística no Brasil. A próxima reunião das seções da CNT está prevista para os dias 27 e 28 de maio de 2026, em Manaus, durante a TranspoAmazônia 2026.

Transporte e agro juntos: Fetransul participa da entrega do Troféu Brasil Expodireto

A cerimônia do Troféu Brasil Expodireto marcou a abertura oficial da programação da Expodireto Cotrijal, na noite de domingo (8), reunindo autoridades, lideranças e representantes do setor produtivo na Bier Site, em Carazinho. O evento reconhece anualmente iniciativas, empresas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do agronegócio e para o fortalecimento da feira. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou da cerimônia de entrega do prêmio na categoria Gestão Ambiental, concedido à Be8. A participação reforça a conexão entre o transporte de cargas e as iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inovação no agronegócio brasileiro. A solenidade também contou com a presença de Moisés Santos, presidente do Sindicar, entidade filiada à Fetransul, acompanhando a programação e também representando o setor de transporte rodoviário de cargas no evento. Para Francisco Cardoso, momentos como este reforçam a importância da integração entre os diferentes setores que movimentam a economia. “O transporte rodoviário de cargas é um elo essencial para o agronegócio. Quando transporte e agro caminham juntos, fortalecemos toda a cadeia produtiva, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade do país”, destacou.