Sistema Transporte apresenta diretrizes para 2026 com nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística

Documento reúne projetos e ações que impactam o transporte e a logística nacional O Sistema Transporte lançou, nesta quarta-feira (11), a nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística. A publicação organiza os principais temas de interesse do setor e apresenta o posicionamento institucional sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional, ações do Poder Executivo e decisões do Judiciário. O documento é resultado de trabalho técnico realizado em conjunto com as entidades de base do Sistema Transporte e reúne pautas voltadas ao fortalecimento da mobilidade, da logística e da competitividade do país. “A Agenda organiza consensos e aponta caminhos para que o transporte esteja no centro dos grandes debates nacionais. Nesse cenário de avanços tecnológicos, muito se fala em inteligência artificial, mas ela não substituirá o relacionamento e a representação. A tecnologia evolui, mas o diálogo, a confiança e a presença continuam insubstituíveis”, afirma o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. Poder Legislativo: 40 propostas prioritárias A Agenda reúne 40 projetos considerados estratégicos para o setor. Entre eles, estão propostas como a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o novo marco legal da Política Nacional de Mobilidade Urbana. O documento também destaca debates sobre tributação, reforma do Código Civil e regulamentação da geração de energia eólica offshore, temas que ampliam a inserção do transporte na agenda da transição energética. Poder Executivo: entregas e desafios Em 2025, o setor registrou avanços com concessões rodoviárias, novos marcos ferroviários, leilões portuários e aeroportuários e investimentos em mobilidade urbana limpa. Para 2026, a Agenda aponta quatro prioridades: ampliação das concessões, elaboração do Plano Nacional de Logística 2050, fortalecimento da segurança pública e regulamentação tributária. A CNT também defende maior autonomia para as agências reguladoras como forma de ampliar a segurança jurídica e a confiança dos investidores. Poder Judiciário: segurança jurídica A CNT atua como amicus curiae em 27 processos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) que devem ser julgados em 2026. As ações envolvem temas como piso mínimo do frete, pejotização e validade de normas coletivas. O documento também destaca os IRRs (Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos), mecanismos que uniformizam a jurisprudência trabalhista e contribuem para uma maior previsibilidade nas relações de trabalho. SEST SENAT: qualificação e inovação A Agenda dedica um capítulo às ações estratégicas do SEST SENAT, com foco na qualificação de trabalhadores e na preparação do setor para novas tecnologias. Entre as prioridades, estão a ampliação da base de arrecadação, o acesso a dados da Receita Federal e a criação de cursos obrigatórios voltados à amarração de cargas e à condução de veículos por motoristas de aplicativo. Baixe aqui a versão digital da Agenda Institucional Transporte & Logística 2026. Acesse também a edição de março da Revista CNT Transporte Atual e confira a reportagem especial de capa sobre os destaques da Agenda.

PIB do setor de transporte cresce 2,1% em 2025, enquanto investimentos avançam apenas 2,9%

Participação dos investimentos no PIB segue em patamar historicamente baixo no Brasil; em 2025, índice ficou em 16,8% O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte, armazenagem e correio alcançou R$ 395,67 bilhões em 2025, registrando crescimento de 2,1% em relação a 2024. No mesmo período, a economia brasileira avançou 2,3%, totalizando R$ 12,74 trilhões no ano. De acordo com análise do Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025, divulgada nesta semana pela CNT, o crescimento da economia foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 11,7%, pela indústria extrativa (8,6%) e pelos serviços de informação e comunicação (6,5%). Já os investimentos na economia brasileira cresceram apenas 2,9%. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, o resultado é modesto diante dos desafios do país para ampliar a participação dos investimentos na geração de riqueza. Segundo ela, elevar o nível de investimentos é essencial para sustentar o crescimento econômico no longo prazo. A participação dos investimentos no PIB brasileiro é historicamente baixa. Entre 1996 e 2025, a média foi de 17,9%. Em 2025, porém, esse indicador ficou em apenas 16,8%, patamar próximo ao registrado em 2020, quando a economia brasileira foi fortemente impactada pelas restrições impostas pela pandemia. “Um país que investe pouco convive com infraestrutura precária e menor capacidade de inovação. Isso se reflete em baixa produtividade, agravamento de problemas sociais, comprometimento da geração futura de renda e perda de competitividade em relação aos concorrentes internacionais”, ressalta Schwantes. A CNT defende que o avanço dos investimentos privados ocorra de forma complementar à atuação do Estado. Nesse contexto, o poder público mantém papel essencial na estruturação de projetos, no planejamento estratégico e na viabilização de empreendimentos com menor atratividade econômica imediata, contribuindo para ampliar o volume total de investimentos e sustentar o desenvolvimento de longo prazo. Na “Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte: impactos dos investimentos em rodovias sobre o desempenho do setor transportador”, a CNT demonstrou que cada R$ 1 aplicado pelo setor privado em infraestrutura rodoviária pode gerar até R$ 4,77 no PIB do transporte em até nove meses, evidenciando o efeito multiplicador da infraestrutura sobre a atividade econômica. Na prática, isso significa redução do custo do frete, maior agilidade no transporte de mercadorias e diminuição do custo para levar alimentos, combustíveis e produtos industriais até consumidores e empresas. Rodovias mais eficientes permitem que caminhões transportem cargas em menos tempo e com menor consumo de combustível. Para alcançar efeito semelhante, os investimentos realizados pela União levam cerca de 18 meses. No curto prazo, os impactos também aparecem rapidamente. Segundo a análise, a cada R$ 1 investido pelo setor privado em rodovias, o PIB do transporte cresce R$ 2,58 no mesmo trimestre em que o investimento é realizado. No caso dos investimentos públicos federais, o impacto imediato é menor: R$ 0,61 para cada real investido. Apesar da relevância econômica e social do setor de transporte e logística, o investimento federal em infraestrutura de transporte ainda representa parcela reduzida da economia. Em 2025, os investimentos da União nas infraestruturas de todas as modalidades somaram R$ 16,67 bilhões — o equivalente a cerca de 0,13% do PIB —, segundo levantamento da CNT. O valor não inclui investimentos realizados por concessionárias, estados e municípios, que atualmente não dispõem de uma base nacional consolidada de dados. Confira na íntegra: Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025 Fonte: CNT

Mudanças na jornada de trabalho precisam considerar realidade operacional do transporte, afirma CNT

Durante seminário em Brasília, a Confederação destacou que o setor já enfrenta escassez de profissionais em diferentes modais de transporte A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho precisa considerar os impactos reais em setores essenciais da economia e na disponibilidade de profissionais qualificados. Esse foi o principal alerta feito pela gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, durante o seminário Modernização da Jornada de Trabalho, realizado nessa terça-feira (10), em Brasília. Ao participar do debate, ela destacou que propostas como a alteração da escala 6×1 ou a redução da jornada precisam ser analisadas com base em dados técnicos e nas especificidades de cada atividade econômica. Segundo Danielle Bernardes, o setor de transporte já enfrenta escassez significativa de trabalhadores, o que exige atenção especial na discussão sobre eventuais mudanças nas condições de trabalho. “Se alterarmos a escala atual ou reduzirmos a jornada, será necessário ampliar o número de profissionais. Em um setor que já enfrenta falta de mão de obra, isso precisa ser analisado com muito cuidado”, afirmou. A representante da CNT lembrou que o transporte é uma atividade essencial para o funcionamento da economia e da sociedade, responsável por movimentar cargas, pessoas, insumos e serviços. Durante sua participação, Danielle explicou que o transporte opera, de forma contínua, em diferentes modais, cada um com características próprias de funcionamento. “Cada modal tem realidades específicas de trabalho que precisam ser consideradas nesse debate”, afirmou ao chamar a atenção para a escassez de profissionais em funções como motoristas, mecânicos de manutenção e trabalhadores especializados nas atividades dos transportes aéreo e aquaviário. Dados de pesquisas da CNT reforçam esse cenário. No transporte rodoviário de cargas, por exemplo, 65,1% das empresas relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. No transporte de passageiros, 53,4% das empresas enfrentam desafios semelhantes. No setor aquaviário, projeções da Marinha indicam que o Brasil pode enfrentar a falta de mais de 2 mil profissionais até 2030. O debate integrou a programação do seminário Modernização da Jornada de Trabalho, promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo. O encontro reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais, que apresentaram os desafios específicos de seus setores diante das discussões sobre jornada e organização do trabalho, abordando impactos na indústria, no agronegócio e na produtividade da economia. Além da CNT, participaram do painel o consultor da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) Thiago Xavier; o vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Antônio Vilela; os assessores jurídicos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) Rodrigo Hugueney e Rodrigo Costa; e o especialista em Políticas e Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Pablo Rolim. O debate foi mediado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), que destacou a importância do diálogo entre o Parlamento e os diversos setores produtivos para o aprimoramento das propostas em discussão. Segundo ele, iniciativas como a do seminário contribuem para ampliar a compreensão sobre os impactos das mudanças e levar as reflexões aos debates público e legislativo. CNT defende debate técnico A CNT acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A Entidade ressalta que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defende que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o funcionamento da economia e da sociedade. Por se tratar de uma atividade essencial e contínua, o transporte opera 24 horas por dia e garante o deslocamento de pessoas, mercadorias e serviços fundamentais, como alimentos, medicamentos, insumos industriais e bens de consumo. Nesse contexto, mudanças na jornada que não considerem as particularidades do setor podem ampliar a escassez de profissionais, elevar custos e impactar diretamente a oferta de serviços à população. A CNT avalia que a negociação coletiva é o instrumento mais adequado para tratar da jornada de trabalho, pois permite ajustar as condições às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às características das atividades econômicas. Fonte: CNT

FETRANSUL participa da instauração de Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade na Sefaz-RS

A FETRANSUL participou, no dia 09 de março, da reunião que marcou a instauração do Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade, promovido pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS). A entidade foi representada pelo assessor tributário da Federação, Dr. Fernando Massignan. A iniciativa reúne representantes do poder público e de entidades do setor produtivo com o objetivo de discutir e propor ações voltadas ao enfrentamento de práticas irregulares que impactam a economia e a concorrência no Estado. Entre os principais objetivos do grupo de trabalho está a promoção de políticas destinadas ao combate à evasão e à sonegação de ICMS, situações que prejudicam a competitividade entre as empresas que atuam de forma regular. Também está entre as prioridades o enfrentamento de atividades ilegais, como a atuação de empresas que comercializam ou recebem bens de origem ilícita, incluindo mercadorias provenientes de roubo de cargas ou produtos falsificados. Para a Fetransul, a participação no grupo reforça o compromisso da entidade com a defesa de um ambiente de negócios mais justo, com regras claras e concorrência leal para as empresas do setor de transporte e logística.

Francisco Cardoso comenta no Bom Dia Rio Grande os reflexos da guerra no Irã para o diesel e a economia do RS

Assista à matéria completa aqui. Confira abaixo a reportagem publicada na GZH, assinada pelo jornalista Mathias Boni: Desde o último dia 28, quando ocorreram os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, os efeitos dos confrontos na cadeia global de suprimentos têm crescido diariamente. Entre as principais consequências econômicas da guerra no Oriente Médio está o aumento do preço do barril de petróleo, que disparou nas últimas semanas e já impacta o comércio de combustíveis pelo planeta. Além de o Irã ser um dos maiores produtores da commodity no mundo, o país também detém o controle do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido mundialmente. Ainda, em razão da guerra e dos ataques militares, outros países produtores de petróleo da região, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, diminuíram suas produções nos últimos dias, reforçando a tendência de subida no preço do barril — após atingir pico de US$ 120, o valor tem orbitado ao redor de US$ 90 nos últimos dias. No Rio Grande do Sul, esse desequilíbrio já é sentido na prática. Diferentes setores, como o de transportes e o agronegócio, afirmam encontrar dificuldades para abastecimento, principalmente de diesel. Confira, nesta reportagem, os impactos sentidos em cada segmento e no dia a dia, além das expectativas sobre o abastecimento e pelos próximos passos da Petrobras no mercado. Impactos por setor Transporte público Na manhã desta quarta-feira (11), a Transpessoal, empresa responsável pelo transporte coletivo no município de Rio Grande, anunciou redução na tabela de horários, alegando “não ter disponibilidade imediata do combustível (diesel) e, quando há oferta, os preços repassados estão até 25% acima dos valores praticados há cerca de duas semanas”. Consultadas pela reportagem, tanto a Associação Riograndense de Transporte Intermunicipal (RTI) quanto a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informam que monitoram a situação da distribuição de combustíveis no Estado, mas que, por enquanto, não planejam redução dos serviços. Agronegócio Já no início desta semana, produtores rurais passaram a comunicar que estavam enfrentando desafios para o abastecimento, relatando inclusive falta de diesel. A situação é ainda mais sensível no campo em razão do período atual, que é de colheita de alguns dos grãos mais importantes para a economia do Estado. — Desde os primeiros dias da guerra, já começamos a ouvir de produtores que estavam com dificuldades para receber diesel, e que em alguns lugares o preço já estava mais caro. Encaramos esse cenário com muita preocupação, ainda mais por estarmos no período de colheita do arroz e nos aproximando do da soja. Já tivemos muitas perdas no campo nos últimos anos e não podemos ter mais essa dificuldade agora — destaca Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O setor do transporte de cargas também tem relatado problemas com a oferta de diesel no Estado. Apesar de não relatarem casos de falta do combustível, os motoristas do segmento já encontram preços muito acima dos encontrados antes do conflito no Oriente Médio. — Apesar de já ouvir relatos de falta de diesel em alguns pontos do Brasil, mais no Nordeste, ainda não encontramos essa situação aqui no Rio Grande do Sul. O que já estamos vendo, sim, é um aumento no valor do litro vendido, de até mais de um real. O diesel representa cerca de 45% de nossos custos variáveis e, com o encarecimento do combustível, nesse nível, fica impossível não repassar pelo menos uma parte deste aumento ao consumidor — aponta Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Risco de desabastecimento descartado O Sulpetro, sindicato que representa os postos de combustíveis, afirma que o cenário no Rio Grande do Sul não é de risco de desabastecimento, mas de “restrição”. O presidente da entidade, João Carlos Dal’Aqua, reconhece que a demanda pelo combustível se aqueceu nos últimos dias, mas ressalta que os relatos sobre falta de diesel são pontuais. — O que vemos que tem acontecido é que muitas TRRs, empresas que abastecem lavouras com diesel, não tinham contrato regular de abastecimento com distribuidoras e agora, como o combustível está mais caro no mercado e a demanda aumentou, essas empresas ou não estão comprando, ou estão comprando e oferecendo muito mais caro a seus clientes. A demanda aumentou, o preço aumentou, mas falta do produto, não estamos sabendo — diz o presidente do Sulpetro. A Petrobras informou no domingo (8) que não houve alterações na venda do combustível por parte de suas refinarias nos últimos dias e que as entregas no Rio Grande do Sul estão ocorrendo “dentro do volume programado”. No aguardo da Petrobras A disparada do valor do barril de petróleo criou uma defasagem entre os preços do mercado internacional e o praticado pela Petrobras no mercado brasileiro, já que a empresa não segue mais a política de paridade internacional de preços e, desde o início da guerra, ainda não reajustou o valor de venda do seu combustível. Com a disparidade, os importadores pararam de comprar o combustível, o que pode causar ainda mais desequilíbrio no mercado brasileiro, pois cerca de 30% do diesel consumido no país é importado. Por isso, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) tem conclamado a Petrobras a anunciar um reajuste no valor de venda do diesel. A estatal, entretanto, até agora tem manifestado cautela para lidar com o cenário atual. Em nota enviada à reportagem nesta semana, a Petrobras destacou que “por questões concorrenciais, não antecipa decisões sobre manutenção ou reajustes de preços”. Em complemento, a empresa afirmou que sua estratégia visa reduzir “a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país”. Mesmo assim, as entidades gaúchas ainda aguardam posicionamento da estatal brasileira para dar mais segurança ao setor. — O mercado inteiro está aguardando a Petrobras, para saber se a empresa vai aumentar a importação por conta própria e reforçar os estoques nacionais ou se vai anunciar um reajuste no seu valor de venda, o que voltaria a incentivar a importação de combustível — destaca João Carlos Dal’Aqua. O

Inscreva-se para a Especialização em Gestão de Negócios – Porto Alegre

Estão abertas as inscrições para a Especialização em Gestão de Negócios, que será realizada em Porto Alegre, integrando o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL) e promovido pelo SEST SENAT. A especialização é gratuita e destinada a gestores e executivos de empresas de transporte associadas ao Sistema Transporte. A iniciativa atende a uma das demandas da Fetransul junto ao Sistema Transporte, com o objetivo de fortalecer a capacitação, a profissionalização e a competitividade do setor. As inscrições estão abertas também para São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). INSCREVA-SE AQUI! Sobre o curso: A Especialização em Gestão de Negócios é uma pós-graduação lato sensu, ministrada pela Fundação Dom Cabral (FDC), referência nacional e internacional em educação executiva. O curso tem como foco capacitar gestores e executivos de empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão, desenvolvendo competências estratégicas para tornar o setor cada vez mais competitivo. O currículo foi desenvolvido com base em uma abordagem prática e alinhada à realidade do mundo dos negócios, avaliando práticas de gestão aplicadas ao setor de transportes. O programa equilibra teoria e prática, estimulando uma visão empreendedora, criativa e estratégica nos participantes. Objetivo: Capacitar gestores e executivos das empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão de negócios, desenvolvendo as competências necessárias para tornar o setor mais competitivo. O curso trabalha a visão sistêmica nas organizações, identificando aspectos fundamentais para o desenvolvimento de equipes de alta performance operacional. A ideia é desenvolver uma visão crítica e analítica, embasada em técnicas tradicionais e inovadoras que são fundamentadas e trabalhadas por professores com experiência prática em importantes instituições. Público-alvo: A especialização é destinada exclusivamente a profissionais de empresas de transporte dos modais: Os participantes devem ser filiados às federações e/ou associações que integram o Sistema Transporte. Com informações do ITL

ANTT inicia integração nacional para verificação automática dos seguros obrigatórios do transporte de cargas

Período de homologação do sistema começa em 10 de março e permitirá o intercâmbio automatizado de dados entre seguradoras e o RNTRC; verificação passará a valer para inscrição e manutenção do registro dos transportadores a partir de julho de 2026 Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), informa aos transportadores rodoviários de cargas, sociedades seguradoras e demais interessados sobre o cronograma de implementação do intercâmbio automatizado de informações relativas à contratação dos seguros obrigatórios do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A medida decorre da implementação das disposições da Lei nº 14.599/2023, que estabeleceu a obrigatoriedade de contratação, pelo transportador rodoviário de cargas, dos seguros de: A operacionalização desses seguros vem sendo conduzida em conjunto com o mercado segurador e com a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que também vem promovendo adequações regulatórias para implementação do novo marco legal. Intercâmbio de dados entre seguradoras e ANTT Nos termos da Portaria SUROC nº 27, de 7 de agosto de 2025, as sociedades seguradoras deverão encaminhar automaticamente à ANTT as informações relativas à comprovação de contratação dos seguros obrigatórios, RCTR-C, RC-DC e RC-V, por meio de webservice integrado ao sistema do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). Início do período de homologação A data 10 de março de 2026 marca o início do período de homologação do webservice destinado ao intercâmbio de informações entre as sociedades seguradoras e a ANTT. O período de homologação ocorrerá entre: 10 de março de 2026 e 30 de junho de 2026. Durante essa fase, as seguradoras poderão realizar testes de integração, envio e validação das informações, com o objetivo de garantir a correta comunicação entre os sistemas e a qualidade dos dados transmitidos. Fiscalização durante o período de homologação Durante o período de homologação, a atuação da ANTT terá caráter educativo e orientativo, podendo ocorrer ações de fiscalização voltadas à conscientização do setor quanto à obrigatoriedade de contratação dos seguros e à futura verificação automatizada dessas informações. Entrada em produção do sistema A partir de 1º de julho de 2026, o webservice entrará em ambiente de produção, com integração efetiva ao sistema RNTRC. Nessa etapa, conforme cronograma a ser divulgado pela SUROC, será iniciada a verificação automática da contratação dos seguros obrigatórios, que passará a ser considerada para fins de: Fundamentação do cronograma A definição da data de 1º de julho de 2026 considera que o ramo de seguro RC-V (ramo 0659) foi instituído pela regulamentação da SUSEP com vigência a partir de 1º de julho de 2025, permitindo ao mercado segurador estruturar os novos produtos e possibilitando que as apólices contratadas tenham seu ciclo anual completo antes do início da verificação automática. Próximas comunicações A ANTT divulgará oportunamente orientações técnicas adicionais, incluindo: Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Foto: Divulgação / Comunicação ANTT

FATO RELEVANTE – Alta do diesel pressiona fretes e pode impactar custos logísticos

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta preocupação com os recentes aumentos no preço do diesel registrados no mercado. O combustível representa entre 40 a 45 por cento do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, sendo o principal insumo da atividade. Em um cenário de sucessivas elevações, torna-se inevitável que parte desse aumento seja refletida nas tarifas de frete praticadas no mercado. O transporte rodoviário é responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil e responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas no Rio Grande do Sul, desempenhando papel essencial no abastecimento da população e no funcionamento das cadeias produtivas. O preço do diesel no país é influenciado por diferentes fatores, como o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda e também a política de biocombustíveis. Diante desse cenário, a FETRANSUL reforça que o transportador não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos do combustível, o que tende a pressionar as tarifas de frete, uma vez que cada empresa precisará avaliar individualmente os impactos em suas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos A entidade também destaca a importância de previsibilidade na política energética e de combustíveis, condição fundamental para que empresas transportadoras e embarcadores possam planejar suas operações e manter a competitividade da economia. FETRANSULFederação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

FETRANSUL participa da CPI dos Pedágios

O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou da CPI dos Pedágios, nesta segunda, 02 de março, na condição de convidado. Ele destacou que o setor de transporte de cargas apoia os investimentos na infraestrutura rodoviária, pois eles reduzem custos operacionais e o tempo de viagem. Agregou ainda, que contribuem para a segurança viária. Cardoso lembrou que a Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 90 % das rodovias estaduais do RS são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, fato que onera em 37% os custos operacionais das transportadoras. O presidente da Federação defendeu  as concessões rodoviárias, ressalvando que as tarifas devem ser compatíveis com a realidade econômica do estado. Outro aspecto debatido na reunião foi a pesquisa de opinião contratada pela Fetransul, versando sobre a aceitação dos projetos de concessão. Cardoso explicou que a iniciativa visou compreender melhor como os usuários de rodovias (automóveis e caminhões) enxergam este tema. Sua observação foi de que o levantamento se presta a inúmeras interpretações, de aprovação e reprovação. “A Federação se empenhou em trazer informações que podem subsidiar os gestores públicos, sem a pretensão de ser uma peça conclusiva”, ponderou Cardoso. A participação do representante dos transportadores contribuiu para o trabalho de análise dos membros da CPI, trazendo a perspectiva de um setor que depende diretamente do provimento de infraestrutura rodoviária.    veja abaixo registros da participação na CPI dos Pedágios

Fetransul projeta pedágio mais justo com fim da concessão dos trechos das BRs 116 e 392

A partir desta quarta-feira (4), trechos das rodovias BR-116 e BR-392 no Sul do Rio Grande do Sul passam a ser administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), marcando o fim definitivo do contrato de concessão com a Ecovias Sul e a suspensão temporária da cobrança de pedágios. O término desse ciclo encerra um histórico de embates entre a concessionária e os usuários da via, cenário no qual a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do RS (Fetransul) assumiu uma postura combativa contra a permanência da empresa. Para a Fetransul, a saída da Ecovias Sul é vista como uma vitória. Segundo Paulo Ziegler, diretor de infraestrutura da entidade, a federação trabalhou ativamente junto ao governo federal e ao DNIT para garantir que a transição ocorresse sem qualquer prorrogação de contrato, mesmo que de forma provisória. Segundo ele, a concessionária mantinha um histórico problemático com os transportadores de carga, caracterizado pela falta de diálogo e pelo uso constante de interditos proibitórios na Justiça para impedir protestos da categoria. “Nossa posição sempre foi contra a permanência da Ecovias, os motivos são muitos. Diversos transportadores de carga tiveram chamados interditos proibitórios obtidos na justiça pela Ecovias no período em que ela teve a concessão e que houve protestos e intenções de expressar situação com eles, que nunca se dispuseram a dialogar”, ponderou A tarifa cobrada pela Ecovias Sul, no valor de R$ 22,20, chamava a atenção por ser uma das mais caras do país em rodovias federais. A Fetransul aponta que, com a proximidade do fim do contrato e a demora do governo para o lançamento de um novo edital, a empresa mudou subitamente de postura e tentou se apresentar como a “solução provisória” em uma tentativa de se manter na administração das rodovias. Com o fim da cobrança de pedágio nos trechos, existe uma preocupação sobre como será financiada a manutenção dos serviços nas vias, como socorro médico imediato e atendimentos mecânicos, antes garantidos pela Ecovias Sul. Ziegler, contudo, minimiza o impacto dessa mudança e classifica o temor como uma “narrativa”. Durante este período sem concessão, o atendimento a acidentes com vítimas seguirá a regra adotada no restante do estado, sendo realizado pelo SAMU do município mais próximo ou pelo Corpo de Bombeiros. Já os problemas mecânicos deverão ser cobertos por seguros particulares dos motoristas ou contratação de socorro privado. “No Rio Grande do Sul, nós temos 5.700 km de rodovias federais comandadas pelo Dnit e a maioria delas se encontra ou bem conservada ou razoavelmente conservada e em nenhuma delas você tem ambulância e guincho. Isso é assim em todo lugar. Por que não poderia ser assim lá para Pelotas enquanto não se resolve a concessão?”, destacou. Além disso, Ziegler demonstrou otimismo com o novo leilão e uma possível redução de tarifas. Segundo ele, a Fetransul enxerga o futuro dessas rodovias com bastante otimismo, considerando que o antigo contrato, assinado entre 1998 e 2000, já era tido como “anacrônico”.  Ziegler afirma que já teve acesso aos estudos completos sobre a nova concessão e confia que o novo modelo será bem mais moderno e estruturado. Uma análise preliminar dos estudos do governo indica que a tarifa de referência para o próximo leilão deve cair drasticamente, girando em torno de R$ 0,10 por quilômetro em pista simples e R$ 0,13 em trechos duplicados – o que, segundo ele, são valores equilibrados, compatíveis com o mercado. “Estamos falando de uma concessão anacrônica, de um modelo que já nem existe mais. O Ministério dos Transportes e a ANTT aperfeiçoaram muito o modelo de concessões, que hoje são bem estruturadas do ponto de vista dos projetos e dos preços. Pode ser que o vencedor do leilão ofereça um desconto ainda melhor, mas os estudos mostram um valor um pouquinho abaixo do que se cobra hoje e que consideramos uma tarifa equilibrada. Como os compromissos de investimento não são da mesma grandeza de outras vias, isso explica por que é um pouco mais barato e nos faz confiar numa boa solução”, ponderou. Fonte: Jornal do Comércio – Foto: TÂNIA MEINERZ/JC