Participe da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026, em Brasília

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade. O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas: 1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor; 2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias. Condições de Inscrição l  Inscrições realizadas até 31 de dezembro➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l  Inscrições realizadas até 31 de janeiro➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar. l  Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro➝ Valores integrais, sem desconto. As inscrições se encerram em 19 de fevereiro. Hospedagem – Tarifas Especiais Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE: CONETNTCBSB Canal de contato para reservas: l  Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas l  Sábado: das 10h às 14 horas l  E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br l  Telefone: (61) 3424-7018 Patrocine o evento e impulsione a sua marca. Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails assessoria@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br Faça sua inscrição aqui. Realização l  NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) Entidade Anfitriã l  FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística) Apoio l  Sindicatos filiados à FENATAC Patrocinadores l  Geotab l  Road Card – Pamcard Apoios Institucionais l  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística) l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte) Apoio Logístico l  Braspress Fonte: NTC&Logística

Participe da Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Levantamento reúne informações sobre a remuneração de motoristas em diferentes regiões e segmentos do setor A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, no segmento de carga fracionada. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor. Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo. Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui. Fonte: NTC&Logística

Programa Move Brasil é lançado com R$ 10 bi em crédito a juros baixos para compra de caminhões

Iniciativa de renovação de frota estimula aquisição de veículos novos e seminovos para autônomos, cooperativados e empresas do setor O Governo do Brasil lançou oficialmente, nesta quinta-feira (8/1), o programa Move Brasil, para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade. A iniciativa oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados, além de empresas de transporte rodoviário de cargas, para a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local. No total, o programa disponibiliza R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão são reservados exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou que o programa é importante para o meio ambiente, a saúde pública e a economia. “Ele retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou, durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília (DF), junto com o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. CONDIÇÕES ESPECIAIS — Em dezembro de 2025, o Governo do Brasil publicou Medida Provisória que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por meio de uma portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações (juros, prazo, carência), com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte. FINANCIAMENTO — Segundo as regras definidas pelo CMN, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por usuário do programa. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses. Os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário. Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado. CRITÉRIOS DE HABILITAÇÃO — A Medida Provisória estabelece que o financiamento de caminhões novos será permitido apenas para veículos de fabricação nacional, garantindo que os recursos públicos estejam alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê adensamento de cadeias produtivas, gerando expansão tecnológica, emprego e renda no país.  Os seminovos também deverão comprovar conteúdo local, nas condições estabelecidas pela portaria do MDIC. Entram nessa categoria veículos produzidos a partir de 2012, segundo definição da normativa.  PERMISSÃO — A MP determina que o uso dos recursos para compra de caminhões seminovos será permitida apenas para autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas do setor. As linhas de financiamento também permitem a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo.  CONDIÇÕES — Veja abaixo um resumo das condições estabelecidas na portaria do MDIC: Caminhões Novos Caminhões Seminovos CONTRAPARTIDA — O Procedimento de Desmonte, que funciona como contrapartida do financiamento, estabelece critérios de elegibilidade para o veículo antigo a ser entregue. O automóvel deve estar em condições de rodagem, possuir licenciamento regular referente ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a 20 anos. A medida também define os procedimentos para a baixa definitiva do veículo junto ao órgão de trânsito e seu encaminhamento à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e a nota fiscal de entrada na desmontadora. Fonte: gov.br Foto: Visita do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à Concessionária NASA Caminhões e Ônibus Volkswagen – Fotos: Júlio César Silva/MDIC

Fetransul divulga Pesquisa CNT 2025: rodovias do RS seguem estáveis, mas em nível crítico

Avaliação aponta avanços pontuais, como a redução de pontos críticos, mas alerta que a malha estadual concentra o principal gargalo da infraestrutura rodoviária Acesse aqui os resultados das pesquisas CNT de Rodovias e Índice de Confiança do Transportador Gaúcho A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Fetransul) apresentou sua avaliação institucional da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 19, destacando que a malha rodoviária gaúcha permaneceu estável entre 2024 e 2025, porém em um patamar crítico, distante das condições necessárias para sustentar o desenvolvimento econômico e a competitividade do Estado. O levantamento analisou 8.813 quilômetros de rodovias no Rio Grande do Sul, abrangendo a totalidade das rodovias federais e os principais trechos estaduais, o que representa 7,7% da malha avaliada no Brasil. Na análise da malha geral, os dados indicam avanço pontual, mas insuficiente. Em 2025, 27% das rodovias do Estado foram classificadas como ótimas ou boas, frente a 24,4% em 2024, enquanto 46,7% permanecem em condição regular e 26,3% seguem classificadas como ruins ou péssimas. Para a Fetransul, esse quadro confirma a ausência de mudança estrutural significativa, mantendo elevados os custos logísticos, os riscos operacionais e os impactos negativos sobre a economia regional. Um dado positivo foi a redução expressiva dos pontos críticos, que passaram de 144 registros em 2024 para 81 em 2025, resultado de ações emergenciais e corretivas adotadas ao longo do último ano. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, ressalta que o avanço é relevante, mas limitado: “A Federação reconhece o esforço e os resultados dessas intervenções, mas ações emergenciais não substituem uma política permanente de manutenção, prevenção e recuperação estrutural das rodovias”. Malha federal O recorte por tipo de gestão evidencia diferenças importantes. A malha federal no Rio Grande do Sul apresentou desempenho relativamente superior, com 37% da extensão classificada como ótima ou boa em 2025, embora 50% ainda estejam em condição regular. Já a malha estadual permanece como o principal gargalo, com apenas 10,1% em condição ótima ou boa e cerca de 49,1% da extensão classificada como ruim ou péssima, cenário que compromete a fluidez logística e amplia desigualdades regionais. Diante desse contexto, a Fetransul defende a implementação de uma política permanente de infraestrutura rodoviária, com fontes estáveis de financiamento, planejamento de longo prazo e gestão eficiente, priorizando a recuperação da malha estadual, sem prejuízo da manutenção e modernização da malha federal. A entidade reforça que estradas em boas condições, aliadas à renovação da frota, são decisivas para reduzir custos logísticos, aumentar a segurança viária, fortalecer a competitividade do setor produtivo e acelerar a agenda de descarbonização do transporte rodoviário de cargas no Rio Grande do Sul. Rodovias do RS permanecem estáveis, mas em patamar crítico, aponta Pesquisa CNT 2025 A malha rodoviária do Rio Grande do Sul permanece praticamente estável entre 2024 e 2025, porém em um patamar ainda crítico, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, cuja avaliação institucional foi apresentada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Fetransul). O levantamento analisou 8.813 quilômetros de rodovias no Estado, o equivalente a 7,7% da malha pesquisada em todo o país, considerando rodovias federais e os principais trechos estaduais . Na avaliação geral do Estado, 27% da extensão avaliada foi classificada como ótima ou boa em 2025, ante 24,4% em 2024. Apesar da leve melhora, 46,7% da malha segue em condição regular, enquanto 26,3% permanecem em situação ruim ou péssima, o que indica ausência de mudança estrutural consistente. Para a Fetransul, os dados reforçam um cenário de estabilidade em nível insatisfatório, com impactos diretos na competitividade e nos custos logísticos do transporte rodoviário de cargas . Malha geral do Rio Grande do Sul – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 24,4% 27% Regular 47,7% 46,7% Ruim + Péssima 27,9% 26,3% Redução de pontos críticos: avanço relevante, mas emergencial Um dos principais avanços identificados pela Pesquisa CNT foi a redução expressiva dos pontos críticos nas rodovias gaúchas, que passaram de 144 registros em 2024 para 81 em 2025. Houve queda em ocorrências como buracos de grande porte, erosões de pista e quedas de barreira, reflexo de ações corretivas adotadas ao longo do último ano. Para o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, o resultado representa um avanço importante, porém limitado: “A Fetransul reconhece esse avanço como resultado de ações emergenciais e corretivas, ressaltando, contudo, que tais intervenções não substituem uma política permanente de manutenção e prevenção”. Malha federal apresenta desempenho superior, mas segue majoritariamente regular No recorte das rodovias federais localizadas no Rio Grande do Sul, os dados indicam desempenho relativamente melhor em comparação à média geral do Estado. Em 2025, 37,0% da extensão federal foi classificada como ótima ou boa, frente a 32,7% em 2024. Ainda assim, a maior parcela da malha federal permanece enquadrada como regular, representando 50,0% da extensão em 2025. Os trechos classificados como ruins ou péssimos recuaram de 14,9% para cerca de 13,0%, mantendo-se como fator relevante de impacto nos custos operacionais do setor . Malha federal no RS – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 32,7% 37,0% Regular 52,3% 50,0% Ruim + Péssima 14,9% 13,0% Malha estadual concentra o principal gargalo estrutural A malha estadual do Rio Grande do Sul permanece como o ponto mais crítico identificado pela Pesquisa CNT de Rodovias 2025. Em 2025, apenas 10,1% da extensão estadual foi classificada como ótima ou boa, percentual praticamente idêntico ao observado em 2024 (10,0%). Quase metade da malha estadual segue em condição ruim ou péssima, somando 49,1% em 2025, enquanto os trechos regulares representam 40,8%. Para Francisco Cardoso, “esses números evidenciam a ausência de evolução estrutural significativa e reforçam a necessidade de um programa robusto e contínuo de recuperação da malha estadual” . Malha estadual no RS – classificação (%) Classificação 2024 2025 Ótima + Boa 10,0% 10,1% Regular 40,2% 40,8% Ruim + Péssima 49,8% 49,1% Posicionamento da Fetransul A Fetransul reconhece os esforços realizados em 2025, especialmente a redução dos pontos críticos,

Paulo Ziegler: Embaixador do Transporte Rodoviário Internacional

Texto da homenagem de entrega da comenda de Embaixador do Transporte Rodoviário Internacional ao jornalista Paulo Ziegler, editor-chefe da revista “Cenário do Transporte” da ABTI, realizada durante o 7° Congresso ITRI. Há quem mova o transporte pelas estradas e há quem o mova pelas palavras. Em um setor onde cada decisão depende de informação confiável, interpretar a realidade com honestidade é quase um ato de coragem. E poucos entendem isso tão bem quanto alguém que fez da comunicação uma ferramenta de clareza, equilíbrio e responsabilidade. Na última década, a história recente do transporte internacional foi sendo registrada por um olhar atento, crítico quando precisava ser, sensível quando o momento exigia cuidado. Um olhar que não se contenta com a superfície. Que pesquisa, estuda, revisa, explica, questiona e traduz para todos nós aquilo que, muitas vezes, passa despercebido. A voz por trás das análises que moldaram debates. A mente que ajudou a contar e preservar a trajetória de uma entidade inteira. O profissional que transformou informações dispersas em conhecimento acessível, fortalecendo decisões, conectando pessoas e permitindo que o setor enxergasse a si mesmo com mais nitidez. Comunicar bem não é apenas relatar fatos. É sustentar a memória, iluminar problemas, celebrar avanços e, principalmente, dar sentido ao caminho que seguimos. Hoje, reconhecemos alguém cuja dedicação silenciosa construiu pontes entre o que acontece e o que realmente importa. Homenageamos agora, o guardião das palavras que movem o nosso transporte, Paulo Ziegler.

Responsabilidade compartilhada entre poder público e iniciativa privada é caminho para enfrentar o roubo de cargas, afirma CNT

Entidade defende cooperação como eixo central no combate ao roubo e furto de cargas durante encontro nacional de enfrentamento ao roubo de cargas realizado em Brasília A segurança no transporte exige responsabilidade compartilhada e atuação integrada entre o poder público e o setor produtivo, afirmou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, ao defender que apenas a cooperação será capaz de enfrentar o roubo e o furto de cargas no país. A declaração marcou a abertura do 1º Encontro da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga, realizado nesta terça-feira (16), na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília. “O crime organizado hoje figura como um dos maiores fatores de impacto na gestão das empresas de transporte, e o roubo de cargas está entre os reflexos mais graves dessa realidade. Este desafio da segurança no transporte exige responsabilidade compartilhada, visão de futuro e ação coordenada entre o setor produtivo e o poder público”, disse. Ao apresentar o posicionamento institucional da CNT, Valter Souza destacou que a segurança pública no transporte está no centro da agenda do Sistema Transporte e figura entre as maiores preocupações do setor. Ele lembrou que o crime organizado aparece como um dos principais riscos à atividade transportadora, conforme apontado pelo estudo Análise de Grandes Riscos no Setor de Transporte, da CNT. O diretor ressaltou que, apesar da redução de 13% nas ocorrências de roubo de cargas em 2024, com pouco mais de 10 mil registros, o cenário segue preocupante. “Somente no primeiro trimestre de 2025, já foram mais de 2,2 mil roubos, gerando prejuízos bilionários, afetando a competitividade das empresas e comprometendo a segurança dos trabalhadores”, disse Valter Souza. Segundo ele, o impacto do crime vai além das perdas diretas e interfere no ambiente de negócios e na eficiência logística do país. Valter Souza também chamou atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre o problema, que não se restringe ao transporte rodoviário, citando o transporte de valores, o modal aquaviário, especialmente na região Norte, e a apropriação indébita de veículos locados que são utilizados em cadeias criminosas. Para o diretor, esse cenário demonstra que o tema vai muito além do ambiente empresarial. “É uma questão nacional, que envolve segurança pública, desenvolvimento logístico e a integridade das cadeias produtivas”, reforçou. Na abertura do encontro, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou que a segurança pública é dever do Estado, mas também responsabilidade de toda a sociedade. “Por isso, precisamos da colaboração de todos os setores para enfrentar a criminalidade. Quando unimos forças, a resposta ao crime se torna mais eficaz e abrangente”, afirmou. Sarrubbo enfatizou que a criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga representa um avanço importante para ampliar a cooperação entre a União, os Estados e as forças de segurança. Ele ressaltou ainda que o trabalho em rede tem se consolidado como um dos instrumentos mais eficazes no enfrentamento ao crime organizado. Segundo o secretário, a integração institucional é fundamental para reduzir gradualmente os índices criminais e a sensação de insegurança, além de contribuir para a redução de custos logísticos e para a construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico. “A sensação de insegurança só muda de fato quando conseguimos reduzir efetivamente os índices de criminalidade, e isso só é possível com integração e trabalho conjunto”, completou. Além do posicionamento institucional, o encontro reuniu representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, da Polícia Rodoviária Federal e das polícias civis dos Estados, totalizando 19 unidades federativas presentes, que destacaram a importância da troca de informações, do uso de inteligência e da aproximação com a iniciativa privada para o aprimoramento das políticas públicas de segurança voltadas ao transporte. Dados complementares reforçam a dimensão do desafio. Em 2024, os prejuízos causados pelos roubos de carga chegaram a R$ 1,2 bilhão, segundo dados da NTC&Logística, mesmo com a queda no número de ocorrências, reflexo do alto valor agregado das mercadorias visadas. O Sudeste concentrou 87% dos casos, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. O setor também tem ampliado investimentos em tecnologias de rastreamento, monitoramento e seguros especializados. Nesse contexto, iniciativas como o Programa Transporte Seguro, realizado pelo SEST SENAT em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), que já soma mais de 21 mil matrículas em cursos gratuitos, reforçam o compromisso do Sistema Transporte com a prevenção, a qualificação profissional e a construção de soluções conjuntas para fortalecer a segurança no país. A programação do 1º Encontro da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga continua nesta quarta-feira, dia 17, com a participação de representantes governamentais e das forças de segurança pública.  Integração entre modais e setores  Durante painel promovido pela CNT, representantes do transporte fluvial, da locação de veículos e do transporte de valores destacaram que o enfrentamento ao roubo e furto de cargas exige uma abordagem integrada, capaz de considerar as especificidades de cada segmento e região do país. A discussão reforçou que o crime organizado atua de forma transversal sobre diferentes cadeias logísticas, o que demanda coordenação entre forças de segurança, poder público e iniciativa privada para respostas mais eficazes. O vice-presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), Daniel Bertolini, alertou para a gravidade da pirataria fluvial na região amazônica, especialmente no transporte de combustíveis e de produtos agrícolas. Segundo ele, os ataques a comboios fluviais geram prejuízos expressivos e expõem as operações a riscos constantes. “É um problema que não acaba, ele migra”, afirmou, ao destacar que a atuação do crime organizado se desloca conforme o reforço da fiscalização em determinados pontos das hidrovias. Já a presidente executiva da Anav (Associação Nacional de Empresas de Aluguel de Veículos e Gestão de Frotas), Roberta Marchesi, e a presidente executiva da ABTV (Associação Brasileira de Transporte de Valores), Daniele Capobiango, ressaltaram que o setor privado tem ampliado

Senado avança em projeto de orientações de saúde com obrigações para o setor de transporte

Comissão de Assuntos Sociais aprova texto com trabalho da CNT que limitam a obrigatoriedade ao modal aéreo A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 5.497/2023, que trata da divulgação de mensagens educativas sobre tromboembolismo venoso – condição causada pela formação de coágulos que pode ocorrer quando a pessoa permanece muito tempo sentada e com pouca movimentação, como em viagens prolongadas. O colegiado confirmou o parecer do senador Otto Alencar, recomendando a aprovação do texto com as emendas da Comissão de Infraestrutura, que mantêm a obrigatoriedade apenas no modal aéreo e retiram a exigência para os demais modais (rodoviário, ferroviário e aquaviário). Para o Sistema Transporte, o resultado representa uma vitória regulatória importante. A CNT avalia que a ampliação da obrigação para todos os modais criaria custos adicionais, exigências operacionais desproporcionais e dificuldades de implementação, especialmente em terminais de menor porte e em empresas com estruturas muito distintas entre si. A manutenção da regra apenas no transporte aéreo, já regulado e com infraestrutura adequada para campanhas educativas, garante equilíbrio regulatório sem impor encargos indevidos ao setor. Na avaliação da gerente Executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, a retirada da obrigatoriedade nos demais modais não impede que empresas e terminais adotem ações voluntárias de orientação aos passageiros sobre a prevenção da trombose. “A proposta apenas evita que essa exigência seja imposta por lei em contextos em que sua implementação seria complexa e de baixa efetividade.” Segundo ela, o modal aéreo também apresenta desafios que precisam ser observados. Os aeroportos e aeródromos possuem estruturas diferentes, o que deverá ser explicitado em regulamentação. “Existe ainda a preocupação de quem será o responsável pela elaboração do material publicitário e sua distribuição e atualização”, afirma. O texto original do projeto alterava cinco leis, incluindo as que regem o transporte aéreo, aquaviário, ferroviário e rodoviário, para tornar obrigatória a divulgação de mensagens sobre tromboembolismo venoso em terminais e veículos de todos os modais, além dos bilhetes aéreos. Com a aprovação das emendas, a CAS confirmou a versão que limita a obrigatoriedade apenas ao transporte aéreo. Próximos passos Com a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o projeto segue para as próximas etapas de tramitação. Após a conclusão das análises nas comissões, a matéria poderá ser encaminhada ao Plenário para deliberação final e, se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados, onde passará por nova rodada de avaliação antes de eventual sanção presidencial. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT defende uso estratégico da inteligência artificial para ampliar produtividade e competitividade do transporte

Em painel no 53º Encontro Nacional de Economia, CNT apresentou a visão do setor de transporte sobre os impactos da IA nos negócios, no mercado de trabalho e na formulação de políticas públicas A CNT participou do 53º Encontro Nacional de Economia, promovido pela ANPEC (Associação Nacional de Centros de Pós-Graduação em Economia), com contribuições voltadas aos impactos da inteligência artificial nos negócios, na produtividade e no mercado de trabalho do setor de transporte e logística. O evento foi realizado entre os dias 16 e 19 de dezembro, no Insper, em São Paulo. No painel especial promovido pela Confederação, foram debatidas diferentes perspectivas setoriais – transporte rodoviário de passageiros e de cargas, apoio e fomento ao empreendedorismo e agronegócio – sobre o uso da inteligência artificial. A gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, moderou o painel e destacou que essas tecnologias estão transformando a dinâmica das empresas e exigem análises qualificadas para orientar as decisões de empresários e formuladores de políticas públicas. Segundo ela, “a inteligência artificial está impactando a forma como as empresas produzem, contratam e tomam decisões, o que reforça a importância do diálogo entre os segmentos de transporte e com outros setores da economia para compreender esses efeitos e compartilhar experiências”. Participaram da sessão Rodrigo Trevizan, CEO da Wemobi e diretor executivo do Grupo JCA; Marina Lima, CEO da Terra Nova Logística e diretora da Comissão Aduaneira do Sindicato de Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp); Dalila Machado, coordenadora de Inteligência Artificial do Sebrae Nacional; e Guilherme Soria Bastos Filho, coordenador da FGV Agro. Os painelistas exploraram temas como as mudanças no perfil dos trabalhadores, as áreas de aplicação da inteligência artificial nas empresas, os ganhos de produtividade já observados e os principais desafios para a adoção dessas ferramentas nos diferentes setores. Fernanda Schwantes ressaltou ainda que a CNT atua de forma contínua na produção de dados, estudos e análises econômicas para apoiar a gestão dos negócios e subsidiar políticas públicas. Segundo ela, “esse intercâmbio da CNT com economistas de diversas áreas de atuação e de pesquisa em economia, inclusive estrangeiros, é fundamental para aprimorar nossas análises, ao mesmo tempo em que podemos compartilhar os desafios e oportunidades no setor de transporte e logística”. A CNT também participou da sessão temática sobre estruturas de mercado, competição e bem-estar, com a presença da economista Ana Luísa Normando. Na ocasião, ela apresentou artigo elaborado pela Gerência de Economia da Confederação que analisa os determinantes do preço do querosene de aviação no Brasil e debateu um estudo sobre os efeitos da privatização de refinarias da Petrobras, que pode ter gerado monopólios locais no Amazonas e na Bahia e perda de bem-estar para a população. Por Agência CNT Transporte Atual

Comunicado sobre o expediente na sede do Sistema Transporte

As atividades estarão suspensas a partir das 14h de 24 de dezembro de 2025, em razão das férias coletivas Informamos que as atividades na sede do Sistema Transporte, em Brasília (DF), que abriga a CNT (Confederação Nacional do Transporte), o Departamento Executivo do SEST SENAT e o ITL (Instituto de Transporte e Logística), estarão suspensas a partir das 14h de 24 de dezembro de 2025, devido às férias coletivas. Os atendimentos serão retomados em 12 de janeiro de 2026.  Unidades operacionais do SEST SENAT As unidades operacionais do SEST SENAT funcionarão normalmente durante esse período. Para saber mais informações, entre em contato conosco pelo WhatsApp, pelo número (61) 2017-0073, ou procure a unidade do SEST SENAT mais próxima de você. Por Agência CNT Transporte Atual

Reforma tributária: aprovação do Comitê Gestor do IBS traz avanços e reduz distorções para o transporte

Texto final incorpora medidas positivas para o Sistema Transporte, como crédito de vale-transporte para empregadores, e segue para sanção presidencial O Congresso Nacional concluiu, na segunda-feira (15), a aprovação do PLP (Projeto de Lei Complementar) nº 108/2024, que cria o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), órgão responsável pela implementação da Reforma Tributária do consumo. A proposta, apresentada pelo Poder Executivo em junho de 2024, foi aprovada pela Câmara dos Deputados, analisada pelo Senado Federal e, após ajustes, retornou à Câmara para votação final. Com a conclusão da tramitação no Legislativo, o texto segue agora para sanção presidencial. O Comitê Gestor será uma entidade pública sob regime especial, com independência orçamentária, técnica e financeira. Essa autonomia é considerada essencial para garantir estabilidade institucional e jurídica, assegurando maior previsibilidade às empresas, especialmente àquelas que operam em múltiplos estados. O IBS substituirá o ICMS e o ISS nas esferas estadual e municipal. Pelo texto aprovado, caberá ao Comitê coordenar a cobrança, a fiscalização e a distribuição do tributo. A composição do órgão inclui representantes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, reforçando o modelo cooperativo previsto na reforma. A estrutura do Comitê Gestor contará com uma Diretoria-Executiva responsável por supervisionar a uniformização da legislação do IBS, gerenciar os sistemas de emissão de documentos fiscais e integrar a infraestrutura de tecnologia entre todos os entes federativos. Para o setor de transporte, que depende de sistemas como NF-e, CT-e e MDF-e, essa padronização tende a reduzir custos operacionais, minimizar divergências entre estados e ampliar a segurança jurídica. Além de estruturar a governança do novo tributo, o PLP 108/2024 incorpora medidas relevantes para o Sistema Transporte. Entre elas, destaca-se a previsão de amplo direito ao crédito sobre insumos, incluindo a aquisição de serviços de transporte para colaboradores (vale-transporte), reafirmando o princípio da não cumulatividade e contribuindo para a redução do custo do emprego formal no setor. Na prática, o IVA pago na contratação desse serviço poderá ser compensado, eliminando a cumulatividade que hoje onera a folha de pagamento e o custo operacional. A medida reforça o princípio da neutralidade tributária e contribui para maior equilíbrio econômico no setor. “É uma correção importante, que reduz distorções e melhora o ambiente de negócios para as empresas de transporte”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte. O texto também traz avanços ao padronizar os procedimentos de arrecadação e fiscalização, reduzindo a fragmentação normativa entre estados e municípios — um dos principais entraves enfrentados por empresas de transporte que atuam em múltiplas regiões. A centralização das regras no Comitê Gestor tende a ampliar a segurança jurídica e a simplificar o cumprimento das obrigações acessórias. O PLP 108/2024 também estabelece normas relacionadas ao ITCMD (imposto sobre herança). Para transportadores com empresas familiares, a simplificação do ITCMD e a não incidência de Imposto Seletivo sobre ativos produtivos são consideradas vitais para assegurar a continuidade da operação. A pauta integra a Agenda Institucional Transporte e Logística 2025, que reconhece avanços no processo administrativo tributário, mas identifica pontos que ainda exigem atenção. Entre eles estão as multas calculadas sobre o valor da operação e regras restritivas para pedidos de transação. Embora esses dispositivos não tenham sido alterados pelo Congresso, a CNT seguirá acompanhando a regulamentação complementar para evitar impactos negativos sobre a atividade transportadora. Implementação gradual do novo modelo Conforme o Ministério da Fazenda, 2026 será um ano de transição, com caráter educativo e sem aplicação imediata de penalidades para falhas no cumprimento das novas obrigações. As empresas terão 60 dias para corrigir inconsistências apontadas pela fiscalização, e a adoção das exigências será escalonada. Nesse período, haverá uma alíquota-teste de 1%, sendo 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços); compensável no recolhimento de PIS/Cofins, sem aumento de carga tributária. Já a transição para o novo modelo ocorrerá gradualmente até 2033, quando o país passará a operar plenamente com o IVA dual, composto pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal). Especial CNT sobre a reforma A CNT lançou, em 2025, a 15ª edição do Especial CNT, que detalha os principais aspectos da Reforma Tributária e seus impactos para o transporte. O documento explica o funcionamento do IVA dual, o mecanismo de creditamento, as regras aplicáveis ao IBS e à CBS e temas específicos do setor, como isenções para o transporte coletivo, tributação de combustíveis e aquisição de veículos. A análise complementa os avanços trazidos pelo PLP 108 e integra o acompanhamento permanente do Sistema Transporte sobre a implementação da reforma. Por Agência CNT Transporte Atual