FETRANSUL participa da CPI dos Pedágios

O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou da CPI dos Pedágios, nesta segunda, 02 de março, na condição de convidado. Ele destacou que o setor de transporte de cargas apoia os investimentos na infraestrutura rodoviária, pois eles reduzem custos operacionais e o tempo de viagem. Agregou ainda, que contribuem para a segurança viária. Cardoso lembrou que a Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 90 % das rodovias estaduais do RS são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, fato que onera em 37% os custos operacionais das transportadoras. O presidente da Federação defendeu  as concessões rodoviárias, ressalvando que as tarifas devem ser compatíveis com a realidade econômica do estado. Outro aspecto debatido na reunião foi a pesquisa de opinião contratada pela Fetransul, versando sobre a aceitação dos projetos de concessão. Cardoso explicou que a iniciativa visou compreender melhor como os usuários de rodovias (automóveis e caminhões) enxergam este tema. Sua observação foi de que o levantamento se presta a inúmeras interpretações, de aprovação e reprovação. “A Federação se empenhou em trazer informações que podem subsidiar os gestores públicos, sem a pretensão de ser uma peça conclusiva”, ponderou Cardoso. A participação do representante dos transportadores contribuiu para o trabalho de análise dos membros da CPI, trazendo a perspectiva de um setor que depende diretamente do provimento de infraestrutura rodoviária.    veja abaixo registros da participação na CPI dos Pedágios

Fetransul projeta pedágio mais justo com fim da concessão dos trechos das BRs 116 e 392

A partir desta quarta-feira (4), trechos das rodovias BR-116 e BR-392 no Sul do Rio Grande do Sul passam a ser administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), marcando o fim definitivo do contrato de concessão com a Ecovias Sul e a suspensão temporária da cobrança de pedágios. O término desse ciclo encerra um histórico de embates entre a concessionária e os usuários da via, cenário no qual a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do RS (Fetransul) assumiu uma postura combativa contra a permanência da empresa. Para a Fetransul, a saída da Ecovias Sul é vista como uma vitória. Segundo Paulo Ziegler, diretor de infraestrutura da entidade, a federação trabalhou ativamente junto ao governo federal e ao DNIT para garantir que a transição ocorresse sem qualquer prorrogação de contrato, mesmo que de forma provisória. Segundo ele, a concessionária mantinha um histórico problemático com os transportadores de carga, caracterizado pela falta de diálogo e pelo uso constante de interditos proibitórios na Justiça para impedir protestos da categoria. “Nossa posição sempre foi contra a permanência da Ecovias, os motivos são muitos. Diversos transportadores de carga tiveram chamados interditos proibitórios obtidos na justiça pela Ecovias no período em que ela teve a concessão e que houve protestos e intenções de expressar situação com eles, que nunca se dispuseram a dialogar”, ponderou A tarifa cobrada pela Ecovias Sul, no valor de R$ 22,20, chamava a atenção por ser uma das mais caras do país em rodovias federais. A Fetransul aponta que, com a proximidade do fim do contrato e a demora do governo para o lançamento de um novo edital, a empresa mudou subitamente de postura e tentou se apresentar como a “solução provisória” em uma tentativa de se manter na administração das rodovias. Com o fim da cobrança de pedágio nos trechos, existe uma preocupação sobre como será financiada a manutenção dos serviços nas vias, como socorro médico imediato e atendimentos mecânicos, antes garantidos pela Ecovias Sul. Ziegler, contudo, minimiza o impacto dessa mudança e classifica o temor como uma “narrativa”. Durante este período sem concessão, o atendimento a acidentes com vítimas seguirá a regra adotada no restante do estado, sendo realizado pelo SAMU do município mais próximo ou pelo Corpo de Bombeiros. Já os problemas mecânicos deverão ser cobertos por seguros particulares dos motoristas ou contratação de socorro privado. “No Rio Grande do Sul, nós temos 5.700 km de rodovias federais comandadas pelo Dnit e a maioria delas se encontra ou bem conservada ou razoavelmente conservada e em nenhuma delas você tem ambulância e guincho. Isso é assim em todo lugar. Por que não poderia ser assim lá para Pelotas enquanto não se resolve a concessão?”, destacou. Além disso, Ziegler demonstrou otimismo com o novo leilão e uma possível redução de tarifas. Segundo ele, a Fetransul enxerga o futuro dessas rodovias com bastante otimismo, considerando que o antigo contrato, assinado entre 1998 e 2000, já era tido como “anacrônico”.  Ziegler afirma que já teve acesso aos estudos completos sobre a nova concessão e confia que o novo modelo será bem mais moderno e estruturado. Uma análise preliminar dos estudos do governo indica que a tarifa de referência para o próximo leilão deve cair drasticamente, girando em torno de R$ 0,10 por quilômetro em pista simples e R$ 0,13 em trechos duplicados – o que, segundo ele, são valores equilibrados, compatíveis com o mercado. “Estamos falando de uma concessão anacrônica, de um modelo que já nem existe mais. O Ministério dos Transportes e a ANTT aperfeiçoaram muito o modelo de concessões, que hoje são bem estruturadas do ponto de vista dos projetos e dos preços. Pode ser que o vencedor do leilão ofereça um desconto ainda melhor, mas os estudos mostram um valor um pouquinho abaixo do que se cobra hoje e que consideramos uma tarifa equilibrada. Como os compromissos de investimento não são da mesma grandeza de outras vias, isso explica por que é um pouco mais barato e nos faz confiar numa boa solução”, ponderou. Fonte: Jornal do Comércio – Foto: TÂNIA MEINERZ/JC

Líderes de entidades reconhecem importância do Marcas

A relevância do Marcas de Quem Decide para a economia gaúcha também foi enaltecida por líderes de entidades empresariais do Rio Grande do Sul, que reconheceram a importância do evento, promovido há 28 edições pelo Jornal do Comércio, para o mercado do Rio Grande do Sul. “O Marcas é uma premiação bastante relevante e importante para o setor da construção civil. Ele reconhece não só as marcas preferidas como as mais lembradas e isso é um grande guia orientador tanto para o mercado consumidor quanto institucional. O Jornal do Comércio vem trabalhando de maneira muito séria baseada em pesquisas estruturadas. É uma grande biblioteca viva que o jornal vai levando ao longo das décadas”. Claudio Teitelbaum, presidente do Sindsucon/RS  “O Marcas é uma premiação consagrada e com muita credibilidade. Então, participar do Marcas de Quem Decide e ser reconhecido pelo Marcas é a demonstração de que o mercado reconhece um trabalho feito com profissionalismo e qualidade. Portanto, é muito relevante, é muito importante essa premiação. Meus parabéns ao Giovanni Tumelero e à toda diretoria do Jornal do Comércio pela realização de mais um Marcas de Quem Decide”. Leonardo Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) “O Marcas de Quem Decide é uma premiação que tem uma credibilidade extraordinária no Rio Grande do Sul. O evento realizado há 28 anos tornou-se um selo da nossa cidade e para nós é motivo de muito orgulho. O Marcas é um símbolo de prestígio e orgulho para o setor profissional no Rio Grande do Sul”. Claudio Lamachia, ex-presidente da OAB/Rs e integrante vitalício da OAB nacional  “O Marcas de Quem Decide é uma oportunidade de valorizar não só as marcas, mas as empresas e todos aqueles segmentos que constroem e dão pujança à economia do Rio Grande do Sul. A premiação é fundamental para valorizar as empresas e os diversos setores que impulsionam o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.” Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte do Rio Grande do Sul (Fetransul)-foto “O Marcas de Quem Decide é importante porque permite conhecer as principais empresas e as principais marcas que se destacam no cenário do Rio Grande do Sul. O Marcas serve inclusive de referência para a formulação de políticas públicas, inclusive de investimentos em pesquisa. É super importante o trabalho que o Jornal do Comércio realiza porque contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental”. Diretor-presidente da Fapergs, Odir Dellagostin Fonte: Jornal do Comércio Foto: ROSI BONINSEGNA/ ESPECIAL/JC

Jornal do Comércio distingue as grandes marcas do RS

O Jornal do Comércio promoveu ontem, 03 de março, no Salão de Atos da PUC, em Porto Alegre, a entrega dos certificados da pesquisa Marcas de quem Decide. O evento marca o calendário de eventos corporativos do RS, pois concentra as organizações empresariais mais reconhecidas no mercado do RS. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, foi um dos dirigentes de entidades empresariais convidados para realizar a entrega de certificados para parte dos segmentos de atividade econômica pesquisados pelo veículo de comunicação. Cardoso assinala que a iniciativa do Jornal do Comércio traz destaque a um aspecto central da força econômica das organizações empresariais gaúchas, constituindo-se numa oportunidade de valorizar empreendimentos que apostam no mercado e investem no RS.

FETRANSUL destaca participação na Reunião da Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas da NTC&Logística

A FETRANSUL marcou presença, no dia 26 de fevereiro, na reunião da Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas da NTC&Logística (CAT NTC), realizada no Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip, em Brasília/DF. O encontro reuniu representantes de entidades de todo o país para debater temas estratégicos relacionados às relações de trabalho no setor de transporte rodoviário de cargas. Representaram a entidade a Dra. Raquel Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL, e Moisés Santos, presidente do Sindicar e presidente do Conselho da FETRANSUL, reforçando o compromisso institucional com o acompanhamento técnico e político das pautas trabalhistas que impactam diretamente as empresas transportadoras. Principais pautas debatidas A participação da FETRANSUL reforça sua atuação ativa e estratégica nos debates nacionais, assegurando que as demandas e especificidades do setor no Rio Grande do Sul sejam consideradas nas discussões. A entidade segue atenta e engajada na construção de um ambiente regulatório mais seguro, equilibrado e eficiente para o transporte rodoviário de cargas, reafirmando seu papel de liderança e representação institucional.

FETRANSUL participa da primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical, em Brasília

Representantes do transporte rodoviário de cargas do Rio Grande do Sul estão em Brasília (DF) para participar da primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical, promovido pela NTC&Logística, com realização conjunta da anfitriã FENATAC. O encontro reúne lideranças de todo o país para debater o cenário econômico, os custos operacionais, o ambiente regulatório e os principais desafios que impactam diretamente a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A FETRANSUL está representada pelo presidente Francisco Cardoso; pelo vice-presidente Paulo Ossani, que também preside o SINDIVAR e a ABTI; pela diretora Betina Kopper; pela assessora jurídica Raquel Caleffi; e por Moisés Santos, presidente do Conselho da Fetransul e presidente do SINDICAR, além de empresários gaúchos. Na oportunidade, o presidente Francisco Cardoso esteve reunido com Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ocasião em que puderam dialogar sobre pautas relevantes ao setor, reforçando a interlocução institucional da Fetransul com os órgãos reguladores. A programação do evento é dividida em dois momentos principais: Iniciada na quinta-feira (26/2), a programação segue ao longo desta sexta-feira com debates centrados em temas de infraestrutura, questões trabalhistas e tributárias.

Comunicado CONET – Fevereiro de 2026

O Desafio da Sustentabilidade no Transporte Rodoviário de Cargas, Setor Essencial para a Economia Nacional A NTC&LOGÍSTICA torna pública a defasagem nos valores de frete praticados pelas empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com base na análise de custos realizada pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas). O objetivo deste Comunicado é orientar o mercado e garantir a continuidade operacional de um setor vital para o desenvolvimento do Brasil. O TRC encerrou o ano de 2025 sob forte pressão regulatória e operacional. Embora o volume de cargas tenha apresentado melhora para cerca de 40% das empresas, a rentabilidade foi impactada por três fatores críticos que exigem a recomposição imediata dos fretes: A obrigatoriedade dos seguros RCTR-C, RC-DC e RC-V transferiu custos e gestão de risco integralmente ao transportador. Para a cobertura desses custos, a prática de mercado pelas empresas é a adoção da cobrança da Taxa de Seguro Obrigatório (TSO). A implementação da fiscalização eletrônica (MDF-e/CIOT) pela ANTT encerrou o período de utilização de valores abaixo da tabela divulgada pela Agência, praticados por força da concorrência comercial. O cumprimento do piso é agora um requisito de conformidade inegociável na contratação de terceiros (TAC). Decisões judiciais (ADI 5322) sobre tempos de espera e descanso reduziram a disponibilidade da frota, elevando o custo fixo por viagem. Somada a isso, a escassez de motoristas qualificados pressiona os investimentos em retenção e benefícios. O Cenário da Defasagem Tarifária Apesar da estabilidade dos custos operacionais observada em 2025, o setor enfrenta um cenário difícil. A dificuldade histórica em repassar a inflação acumulada do setor compromete a saúde financeira das transportadoras. Atualmente, segundo a pesquisa da NTC, o frete praticado apresenta uma defasagem média de 10,1% em relação aos custos reais apurados pela NTC. Evolução dos Custos: Um Olhar Acumulado O impacto nos custos é mais visível quando analisamos o médio prazo, no qual itens essenciais como veículos e mão de obra apresentam altas consideráveis. Item de Custo Acumulado (36 meses) Caminhão 23,3% Mão de Obra 20,2% Combustível -5,3% No acumulado de 12 meses, enquanto o INCTL (Carga Lotação) atingiu 2,81%, o INCTF (Carga Fracionada) subiu 5,34%, superando o IPCA de 2025, que fechou em 4,44%. Perspectivas e Desafios para 2026 O ano de 2026 inicia já com uma pressão inflacionária e novos desafios operacionais que exigem atenção imediata: CONCLUSÃO A sobrevivência das empresas de transporte e a manutenção da qualidade dos serviços dependem da recomposição imediata dos preços, eliminando a defasagem existente. É imprescindível o monitoramento constante das taxas adicionais e dos custos financeiros, além da cobrança correta de cubagem, para garantir a sustentabilidade do setor. Brasília, 26 de fevereiro de 2026NTC&Logística Fonte: NTC&Logística

PEC flexibiliza tempo de direção de motoristas

O Senado aprovou por unanimidade, no dia 24 de fevereiro, a PEC 22/2025, que irá definir a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional, abrangendo o transporte de cargas e de passageiros, com o objetivo de assegurar infraestrutura mínima para o cumprimento das normas de segurança viária e trabalhista. O foco central da PEC é assegurar que o motorista em atividade de transporte rodoviário profissional não poderá ser penalizado pelo descumprimento dos intervalos de descanso quando a inexistência ou a insuficiência de estrutura adequada no percurso estiver devidamente reconhecida pelo Poder Público, nos termos de regulamento. As penalidades decorrentes do descumprimento do tempo de descanso dos motoristas profissionais devem observar o grau de descumprimento dos intervalos de descanso, bem como a reiteração da conduta. Até que a cobertura da malha rodoviária alcance quantitativo suficiente de locais de repouso e descanso com condições adequadas de segurança, higiene e repouso, de modo a garantir que motoristas profissionais possam cumprir plenamente as normas de saúde e segurança ocupacional e de trânsito, será admitido o fracionamento do período de descanso diário dos motoristas profissionais em viagens de longa distância.  A PEC é um avanço estratégico para o transporte rodoviário de cargas, pois traz segurança jurídica após os efeitos da decisão do STF na ADI 5322, fortalece as negociações coletivas, respeitando realidades regionais. Além disso, humaniza a jornada, permitindo acúmulo de folgas e maior convívio familiar protege contra penalidades injustas, quando inexistir infraestrutura adequada. A próxima etapa da PEC será sua apreciação na Câmara dos Deputados. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, exorta a bancada federal gaúcha na Câmara a apoiar o projeto, assinalando sua importância para o exercício da atividade de transporte de cargas no ambiente rodoviário. “Trata-se da defesa da segurança jurídica, da competitividade do setor e da dignidade do motorista profissional”, completa ele. Texto publicado na coluna FETRANSUL no Jornal do Comércio – 27/02/2026

Curso Conexão Legal: aprenda sobre direito trabalhista no transporte de cargas e passageiros

Empresários, advogados e gestores de RH do setor de transportes já podem contar com um importante reforço na atualização jurídica: a trilha Conexão Legal EaD do SEST SENAT, com foco em jurisprudência aplicada ao transporte de cargas e passageiros. A iniciativa oferece conteúdos estratégicos e gratuitos voltados às principais demandas trabalhistas do setor, contribuindo para decisões mais seguras e para a redução de riscos na gestão de pessoas e contratos. Cursos disponíveis na trilha Conexão Legal: A qualificação constante em temas trabalhistas é uma das pautas defendidas pela Fetransul. O tema foi destacado pelo presidente Francisco Cardoso, durante sua participação na reunião da Seção de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), reforçando a importância de oferecer ferramentas que ampliem a segurança jurídica e a competitividade das empresas do setor. Clique aqui e confira: https://digital.sestsenat.org.br/trilhas-conexao-legal#msdynmkt_trackingcontext=9b8245a1-63fb-441b-a5b9-388153c70200

Suspensão do CNPJ de empresas que comercializam cargas roubadas é aprovada no PL Antifacção com apoio da CNT

Projeto segue para sanção presidencial e endurece penas para crimes contra a infraestrutura de transporte A Câmara dos Deputados aprovou o PL nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, que institui o marco legal de combate ao crime organizado no Brasil e traz medidas relevantes para o setor de transporte. O texto contempla dois pontos estratégicos defendidos pela CNT: o agravamento das penas para crimes cometidos contra a infraestrutura de transporte e serviços públicos e a suspensão temporária, com possibilidade de cancelamento, do CNPJ de empresas envolvidas na receptação e comercialização de cargas roubadas. Para a Confederação, a proposta representa um avanço decisivo na proteção da atividade transportadora em um cenário de recorrentes ataques a ônibus e caminhões, em diversas regiões do país. “A aprovação do PL Antifacção completa uma agenda histórica do setor. O dispositivo que prevê a suspensão do CNPJ de quem vende cargas roubadas é prioritário para nós e rompe um elo fundamental da cadeia criminosa. Ao mesmo tempo, o agravamento das penas para quem depreda a infraestrutura de transporte reforça a segurança de motoristas e passageiros, inclusive no transporte metroferroviário”, afirmou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Autor da emenda que prevê a suspensão do CNPJ de empresas envolvidas na receptação de cargas roubadas, o deputado federal Fernando Marangoni (UNIÃO/SP) destacou que o enfrentamento ao crime organizado exige a interrupção de sua base econômica. “O crime organizado não sobrevive apenas pela ação dos criminosos, mas pela rede econômica que lava, esconde e comercializa produtos ilícitos. Ao suspendermos o CNPJ de empresas envolvidas na receptação de cargas roubadas, atingimos diretamente o coração financeiro dessas organizações e desmontamos a estrutura que sustenta o crime. Nosso objetivo é proteger o setor produtivo, a logística nacional e a economia formal, cortando o incentivo econômico que alimenta esse mercado ilegal. Sem compradores e sem empresas que financiem a receptação, não haverá crime”, afirmou. Com o novo marco legal, o transporte rodoviário passa a contar com instrumentos mais robustos para enfrentar o crime organizado, ampliando a proteção à vida dos motoristas profissionais e assegurando a continuidade dos serviços essenciais de mobilidade e logística. Próximos passos Com a aprovação da redação final pela Câmara dos Deputados, o PL nº 5.582/2025 segue para a sanção presidencial. O presidente da República terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar, total ou parcialmente, o texto. A expectativa é que, uma vez sancionada, a norma fortaleça o combate às organizações criminosas e amplie a segurança no transporte. Por Agência CNT Transporte Atual