Fetransul participa de reuniões da CNT em Brasília e debate temas estratégicos do transporte rodoviário de cargas

Nos dias 9 e 10 de setembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, esteve em Brasília, na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), para participar da Reunião da Diretoria Estatutária e da Reunião da Seção II – Transporte Rodoviário de Cargas. Na reunião da Seção II, Cardoso esteve acompanhado do vice-presidente da Fetransul, Fernando Marini. O encontro reuniu lideranças do setor para tratar de temas estratégicos, temas estratégicos para o setor de transporte, como o fim da obrigatoriedade das autoescolas, impactos dos investimentos em rodovias sobre o PIB do transporte, qualidade do biodiesel, multas e normas da ANTT (recadastramento, vale-pedágio), reajustes de fretes com participação do embarcador, crédito outorgado de ICMS em São Paulo, além de pautas nacionais como o 1º Encontro do TRC e o cronotacógrafo.
Investimentos em rodovias geram impactos positivos sobre o PIB do transporte, mostra estudo da CNT

Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte mensura como investimentos públicos e privados em rodovias contribuíram para o desempenho do setor transportador nas duas últimas décadas Nos últimos 24 anos, os investimentos privados em rodovias geraram impacto mais rápido e de maior intensidade no PIB (Produto Interno Bruto) do transporte do que os investimentos públicos realizados pela União. Ainda assim, ambos se mostram essenciais e complementares, contribuindo para o desenvolvimento da atividade transportadora. É o que revela uma análise inédita da CNT (Confederação Nacional do Transporte) sobre os efeitos dos investimentos em infraestrutura rodoviária no desempenho do setor. Segundo a nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, um aumento de 1% nos investimentos privados resulta em crescimento imediato de 0,09% no PIB do setor, chegando ao pico de 0,17% em apenas nove meses. Já os investimentos públicos, no mesmo patamar, geram expansão inicial de 0,02%, alcançando o pico de 0,15% somente após um ano e meio. Nos últimos cinco anos, a média do PIB do setor de transporte, armazenagem e correio foi de R$ 312,02 bilhões. A média anual dos investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foi de R$ 10,16 bilhões. Na prática, um aumento de 1% nesses aportes (R$ 101,60 milhões) teria impacto gradual: R$ 62,42 milhões no curto prazo e R$ 471,56 milhões após um ano e meio. Já a média dos investimentos privados em rodovias entre 2020 e 2024 foi de R$ 11,45 bilhões. Um acréscimo de 1% neste volume (R$ 114,49 milhões) produziria efeito mais imediato: R$ 295,64 milhões de impacto contemporâneo, chegando a R$ 545,60 milhões em apenas nove meses. É importante destacar que os efeitos imediatos e os de longo prazo dos investimentos no PIB não se anulam, mas se acumulam ao longo do tempo. A cada trimestre, após a conclusão de uma obra rodoviária – seja pública ou privada – esses recursos retornam à sociedade em forma de ganhos econômicos que se estendem por grande parte da vida útil da infraestrutura. Complementaridade entre os modelos Apesar do desempenho distinto, a análise destaca que os dois tipos de investimento são imprescindíveis e complementares. O privado mostra maior velocidade de retorno, enquanto o público é fundamental em regiões com menor atratividade econômica para as concessões. “Enquanto o setor público desempenha papel essencial na promoção de investimentos estruturantes, especialmente em áreas menos atrativas economicamente, o setor privado contribui com eficiência operacional, capacidade de execução e foco em metas de desempenho, como se observa nas rodovias concedidas. A articulação entre esses dois tipos de investimento permite alavancar recursos, otimizar resultados e ampliar os benefícios para a infraestrutura de transporte rodoviário”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte. Setor estratégico para a economia Em 2024, o transporte gerou R$ 366,26 bilhões em riqueza – o equivalente a 3,1% do PIB nacional e 5,3% do PIB de serviços – e emprega 2,88 milhões de trabalhadores, representando 6% dos empregos formais no país. O segmento rodoviário concentra o maior peso. Ele responde por 65% do volume de mercadorias movimentadas e pela mobilidade de mais de 90% das pessoas. Mesmo com esse peso econômico, as rodovias brasileiras apresentam graves deficiências. Apenas 12,4% da malha nacional é pavimentada, com densidade de 25,1 quilômetros para cada 1.000 quilômetros quadrados de área. Além disso, 67% da extensão avaliada pela CNT estão em estado regular, ruim ou péssimo, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024. A diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende, ressalta que o transporte, por estar presente em todas as cadeias produtivas, é elemento central para o desenvolvimento do país. “Ainda operamos com uma infraestrutura deficiente e desigual. Investir nesse setor não significa apenas aprimorar a malha logística, mas impulsionar o crescimento econômico sustentável. Tanto os recursos públicos quanto os privados são indispensáveis e, quanto melhor direcionados, mais rápido e expressivo será o impacto no PIB do transporte e na competitividade do Brasil”, afirma. A CNT estima que seriam necessários R$ 99,77 bilhões para recuperar, restaurar e manter a malha avaliada. Sem esse aporte, o setor segue limitado em competitividade e na capacidade de impulsionar o crescimento econômico. Em comparação internacional, o Brasil ocupa a 116ª posição entre 141 países em qualidade de rodovias, atrás de países vizinhos, como Chile, Argentina e Uruguai, segundo o Fórum Econômico Mundial. “O desempenho do setor pode ser impulsionado se os desafios logísticos do país forem superados. É fundamental uma agenda contínua de investimentos para garantir segurança, eficiência e sustentar o crescimento econômico de forma sustentável”, conclui o presidente do Sistema Transporte. Clique aqui para acessar a Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte Fonte: CNT
Golpistas se passam por policiais rodoviários para intimidar e exigir dinheiro de empresários no RS

Criminosos alegam que dinheiro será usado para a confecção de adesivos, que devem ser usados para identificar as frotas de caminhões das empresas. Quem recusa é ameaçado com multas A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu um alerta informando que estelionatários estão entrando em contato com empresários para exigir dinheiro para uma suposta confecção de adesivos que devem ser usados para identificar as frotas de caminhões das empresas. Eles se passam por policiais. Quem recusa pagar é intimidado e ameaçado com multas. A abordagem envolve longas ligações, áudios e mensagens de texto. Quando a empresa informa que vai analisar a proposta, os golpistas avisam que os caminhões da empresa transitam frequentemente pelas proximidades de postos da PRF e que “estão sujeitos a multas” se não estiverem identificados com os adesivos da corporação. O setor de comunicação de um frigorífico no litoral do RS recebeu um áudio de um dos estelionatários. O valor exigido era de R$ 2 mil e a transferência deveria ser feita para a conta de uma suposta policial. — Já estou enviado a chave PIX pra ti me mandar o comprovante — diz o golpista no áudio. Os adesivos teriam o brasão da PRF. Só que uma vítima do esquema que foi ouvida pela RBS TV conta que percebeu que havia caído em um golpe quando recebeu uma prévia de como ficaria o adesivo. — Mandaram por mensagem a foto do adesivo e o nome da empresa estava escrito errado — recorda o funcionário do frigorífico, que chegou a transferir metade do valor. O dinheiro também seria usado para produção de panfletos com informações de conscientização no trânsito e até para anúncios em jornais locais. PRF não faz contatos pedindo dinheiro O chefe de comunicação da PRF no Rio Grande do Sul, Laudson Viegas, alerta que a corporação não faz qualquer tipo de contato telefônico para solicitar quantias em dinheiro. E que as únicas ações que a entidade fomenta são pontuais e sempre divulgadas na imprensa, como a Campanha do Agasalho. O agente chama a atenção para três pontos de alerta que possíveis vítimas desse e de outros golpes devem ficar atentas: Quem for vítima deste e de outros golpes, deve procurar a Polícia Civil para o registro de um boletim de ocorrência. Fonte: GZH
Confira as empresas do RS selecionadas na segunda convocação do Programa Mais Motoristas

No dia 27 de agosto, o SEST SENAT divulgou o resultado da segunda convocação do Edital nº 0001/2025, que integra o Programa Mais Motoristas. Nessa etapa, foram disponibilizadas mais de 7 mil vagas para a formação de novos profissionais do transporte rodoviário, das quais 1.017 foram destinadas ao Rio Grande do Sul, o que corresponde a 14,3% do total. As instituições selecionadas receberam por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa. Essa indicação é obrigatória e garante a vaga dos motoristas no Programa. Para facilitar o andamento das etapas, o SEST SENAT também preparou um manual com o passo a passo que deve ser seguido pelas instituições participantes. As inscrições válidas que não foram contempladas nessa chamada permanecerão na lista de espera para as próximas convocações, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de vagas. A terceira convocação está prevista para outubro deste ano. Para saber mais informações, procure a unidade operacional mais próxima. Clique aqui e confira a lista completa dos selecionados Lista das empresas selecionadas somente no RIO GRANDE DO SUL. Veja as orientações de indicação e inscrição Fonte: SEST SENAT
Pesquisa CNT de Opinião: confira os resultados da 165ª rodada

Realizado em parceria com o Instituto MDA, o levantamento foi realizado entre 3 e 6 de setembro de 2025 A nova edição da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta segunda-feira (8), traz a avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de projeções eleitorais para 2026. O levantamento também mede as expectativas da população para os próximos meses em áreas como emprego, renda, educação, saúde e segurança pública. Realizado presencialmente entre 3 e 6 de setembro de 2025, em parceria com o Instituto MDA, o estudo aborda temas centrais do debate público, entre os quais, o julgamento de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, a proposta de mudanças no imposto de renda, os descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o chamado tarifaço – aumento de impostos e tarifas sobre produtos brasileiros nos EUA – e o avanço do crime organizado e as ações de combate. Apresenta ainda um panorama sobre a percepção da população em relação a valores e prioridades políticas e econômicas. Entre os temas abordados, os entrevistados opinaram sobre como se definem politicamente, se preferem políticos mais antigos ou novos nomes, e se são a favor de manter empresas públicas ou vendê-las a empresas privadas. O levantamento avaliou a opinião dos brasileiros sobre o que consideram mais importante, se o governo deve ajudar os mais pobres por meio de programas sociais ou pela geração de empregos, e se a prioridade deve ser liberdade econômica e incentivo ao empreendedorismo ou políticas de inclusão e distribuição de renda. Outros temas centrais incluíram a posição dos entrevistados sobre casamento igualitário, direitos de minorias e diversidade versus manutenção de costumes, religião e família; a importância relativa entre gerar riqueza, empregos e investimentos ou reduzir desigualdades; a preferência entre intervenção do governo na economia ou mais liberdade econômica para as empresas; e a prioridade entre promover o desenvolvimento coletivo ou o desenvolvimento individual da população. Foram ouvidas 2.002 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Acesse aqui a íntegra do relatório da 165ª Pesquisa CNT de Opinião. Fonte: CNT
FETRANSUL reúne lideranças do setor para debater impactos da ADI 5322 na Lei do Motorista

A FETRANSUL promoveu, nesta quarta-feira (03), um encontro online com presidentes de sindicatos filiados, diretores e representantes de empresas do setor para tratar dos impactos da ADI 5322, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afeta a Lei do Motorista (Lei 13.103/2015). A reunião foi conduzida por Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL e pela Dra. Raquel Caleffi, assessora jurídica da entidade, e contou com a participação do Dr. Frederico Melo, gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que apresentou os principais pontos da decisão e seus reflexos para as empresas de transporte. Durante o encontro, os empresários puderam esclarecer dúvidas e solicitar orientações diretamente ao representante da CNT. Alinhada ao Sistema Transporte, a FETRANSUL tem discutido e acompanhado os aspectos que impactam o setor. No dia 26 de agosto, a CNT, SEST SENAT e ITL promoveram o evento Conexão Legal, que teve como tema central “Trabalho e Produtividade: a ADI 5322 e as perspectivas do transporte rodoviário”, reunindo autoridades e lideranças empresariais em busca de um ambiente com maior segurança jurídica e eficiência logística. A FETRANSUL reafirma seu compromisso em continuar trabalhando em parceria com a CNT e sindicatos filiados para construir soluções que fortaleçam o transporte rodoviário.
Últimas semanas para participar da pesquisa global da IRU sobre escassez de motoristas profissionais

Como representante oficial da IRU no Brasil, a NTC&Logística colabora na condução da Pesquisa Global sobre a Escassez de Motoristas 2025 e convida empresas do setor a participarem ativamente A NTC&Logística, representante oficial da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários) no Brasil, está apoiando a realização da Driver Shortage Survey 2025, pesquisa internacional que avalia a escassez de motoristas profissionais em diferentes regiões do mundo. A iniciativa busca compreender o tamanho do déficit, suas principais causas e propor soluções viáveis para um problema que ameaça a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Desde 2019, a IRU realiza anualmente esse levantamento, em parceria com entidades nacionais e empresas do setor. Os dados obtidos têm contribuído para embasar políticas públicas, estratégias empresariais e ações de advocacy em diversos países. Em 2024, um dos principais alertas foi a queda de 5,8% na proporção de motoristas jovens, sinalizando a necessidade urgente de renovação da força de trabalho e de iniciativas mais efetivas de atração e retenção. A edição de 2025 já está disponível e pode ser respondida até o dia 30 de setembro de 2025. Os participantes terão acesso antecipado a dados estratégicos, análises de tendências e insights sobre o comportamento e preferências dos motoristas, como, por exemplo, a escolha entre rotas de longa ou curta distância. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatiza a importância da participação do setor brasileiro na pesquisa: “A escassez de motoristas é uma realidade também no Brasil e precisa ser superada com dados, planejamento e ação. Ao participar da pesquisa da IRU, estamos contribuindo para um diagnóstico global, mas também para termos um retrato mais claro da situação no nosso país. A NTC&Logística seguirá comprometida em promover iniciativas que fortaleçam o setor e valorizem o profissional do volante”. A expectativa da IRU é incluir análises específicas por país no relatório final, desde que haja um número significativo de respostas nacionais. Por isso, a NTC&Logística convida todos os empresários e entidades do transporte de cargas a incentivarem seus motoristas e equipes a participarem. O questionário da pesquisa está disponível no link a seguir: https://www.surveymonkey.com/r/3W69PQJ?lang=pt Fonte: NTC&Logística
CNH mais acessível: Ministério dos Transportes debate medidas para tornar a emissão da habilitação menos burocrática

Secretário nacional de Trânsito apresentou, nesta terça-feira (2), projeto na Câmara dos Deputados para reduzir custos e ampliar o acesso de milhões de brasileiros ao documento. Para aprimorar a construção do projeto que visa tornar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível aos brasileiros, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, participou, nesta terça-feira (2), de audiência pública na Câmara dos Deputados, onde apresentou os principais pontos da proposta aos parlamentares. Há consenso entre os Poderes Executivo e Legislativo de que o atual meio de obtenção do documento precisa ser modernizado e pesar menos no bolso da população. “Estamos falando de 20 milhões de pessoas dirigindo sem habilitação no Brasil. O custo médio para tirar a CNH nas categorias AB (carro e moto) é de cerca de R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 5 mil em alguns estados. Esse valor é um impeditivo para a população de baixa renda”, alertou Adrualdo Catão. O secretário explicou que, assim que a minuta do projeto for concluída, o texto será submetido a consulta pública, permitindo que a sociedade, entidades ligadas à mobilidade urbana, federações e representantes do setor produtivo contribuam com sugestões para o aprimoramento da medida. O debate foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara, que convidou o secretário para discutir os impactos sociais do atual modelo de habilitação. “Precisamos encontrar um caminho equilibrado para garantir a formação de condutores conscientes e preparados para dirigir com segurança”, afirmou o presidente da CVT, deputado Leônidas de Menezes (PDT/CE). Mecanismos de aprendizagem De acordo com estudos conduzidos pelo Ministério dos Transportes, cerca de 70% do valor cobrado atualmente para obtenção da CNH está atrelado às exigências e diretrizes do processo de formação. Uma das propostas em análise para democratizar o acesso ao documento é permitir que as aulas teóricas obrigatórias, previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sejam realizadas de diferentes formas, incluindo o ensino a distância (EAD). “A revisão dos cursos teóricos e dos exames, juntamente com uma nova metodologia de identificação de fatores de risco, é essencial para desenvolver a percepção de risco nos condutores, uma das principais deficiências do modelo atual”, destacou o diretor-executivo do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Paulo Guimarães. No que diz respeito à etapa prática, a proposta é ampliar as opções para que os candidatos aprendam a conduzir veículos. A ideia é permitir que as aulas sejam oferecidas não apenas por autoescolas, mas também por instrutores autônomos credenciados. O secretário nacional de Trânsito reforçou que o diálogo com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e com instituições de ensino será essencial para a definição de um novo modelo que reduza, por exemplo, a exigência atual de 20 horas mínimas de aula antes da prova prática. “Precisamos adaptar o processo de formação de condutores à realidade atual, discutindo tecnicamente com educadores, evoluindo nos métodos e no uso de tecnologias. Temos uma realidade preocupante no trânsito brasileiro, com mais de 35 mil mortes por ano. Se continuarmos fazendo exatamente o mesmo, os resultados não vão mudar”, alertou o vice-presidente do Instituto Nacional de Projetos para Trânsito e Segurança, Francisco Garonce. Queda nas emissões Dados do Registro Nacional de Habilitação (Renach) apontam que a emissão da primeira habilitação tem caído nos últimos anos. Em 2022, foram emitidas 2.800.035 CNHs; em 2024, o número caiu para 2.589.332 (-7,5%); e, até agosto de 2025, foram registradas 1.613.761 emissões. A gerente executiva de Desenvolvimento Profissional do SEST/SENAT, Roberta Diniz, destacou que, mesmo com o crescimento do setor de transportes no país, a falta de profissionais qualificados tem gerado insegurança jurídica e operacional para o mercado. “Um dos maiores desafios do setor é a escassez de mão de obra, tanto no transporte de cargas, com déficit de cerca de 65%, quanto no de passageiros, como ônibus, com cerca de 55%. A falta de profissionais qualificados ocupa a terceira posição no ranking dos principais riscos para a operação do setor de transportes no Brasil”, explicou. Também participaram do debate o diretor-presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Marcelo Soletti; o procurador jurídico da Federação Nacional das Autoescolas (Feneuato), Jean Rafael Sanches; o advogado e assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), José Robson Alves do Couto; o diretor da Fundação Getúlio Vargas Transportes (FGV Transportes), Marcus Quintella; e o presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Pernambuco, Ygor Gomes Valença, representando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Fonte: Assessoria Especial de Comunicação – Ministério dos TransportesFoto: Marcio Ferreira/MT
Segunda convocação do Programa Mais Motoristas libera mais de 7 mil vagas

As instituições selecionadas receberão, por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa O SEST SENAT divulgou no dia 27 de agosto, o resultado da segunda convocação do Edital nº 0001/2025, que faz parte do Programa Mais Motoristas. Nessa etapa, serão liberadas mais de 7 mil vagas para a formação de novos profissionais do transporte rodoviário. As instituições selecionadas receberão por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa. Essa indicação é obrigatória e garante a vaga dos motoristas no Programa. Para facilitar o andamento das etapas, o SEST SENAT também preparou um manual com o passo a passo que deve ser seguido pelas instituições participantes. As inscrições válidas que não foram contempladas nessa chamada permanecerão na lista de espera para as próximas convocações, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de vagas. A terceira convocação está prevista para outubro deste ano. Com o Programa Mais Motoristas, o SEST SENAT reforça seu compromisso de ampliar a qualificação de profissionais e contribuir para a segurança nas estradas e o fortalecimento do setor de transporte. Para saber mais informações, procure a unidade operacional mais próxima. Clique aqui e confira a lista dos selecionadosVeja as orientações de indicação e inscrição Fonte: SEST SENAT
ANTT define regras para comprovação de seguros obrigatórios do RNTRC

De acordo com a Resolução ANTT nº 5.982/2022, para se inscrever e manter ativo o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), o transportador deve contratar os seguintes seguros: • RCTR-C: Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga; • RC-DC: Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga; • RC-V: Responsabilidade Civil de Veículo. Nesta terça-feira (02/09/2025), foi publicada a Portaria nº 27/2025, que estabelece como será feita a comprovação da contratação desses seguros. A verificação poderá ocorrer de duas formas: 1. Apresentação direta à fiscalização da ANTT do frontispício (capa ou quadro resumo) da apólice ou do certificado de seguro emitido pela seguradora. 2. Intercâmbio automático de informações entre a ANTT e as seguradoras, ou entidade indicada por elas. Nesse caso, as seguradoras terão até 10 de março de 2026 para enviar os dados. A ANTT poderá conferir imediatamente os documentos apresentados. Caso não seja comprovada a contratação ou a vigência dos seguros, o transportador terá o RNTRC suspenso até regularizar a situação. A Portaria n. 27 entra em vigor na data de sua publicação – 02.09.2025. Raquel Guindani Caleffi – Assessora jurídica da FETRANSUL