Coalizão pela descarbonização do setor de transporte para a COP30 é lançada em evento na CNT

A quarta edição do ciclo de seminários Brasil Rumo à COP30 foi promovida pelo Grupo CCR e pela Editora Globo e contou com a presença de ministros e empresários do transporte Nesta terça-feira (26), o edifício-sede do Sistema Transporte, em Brasília, foi palco da quarta edição do seminário Brasil Rumo à COP30. O evento, promovido pela Editora Globo e pelo Grupo CCR, reuniu autoridades, líderes empresariais, representantes de associações de classe e da sociedade civil para discutir o papel estratégico do setor de transporte no enfrentamento às mudanças climáticas. Entre os destaques, os debates abordaram os compromissos assumidos na COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, e as propostas que serão apresentadas na COP30, programada para acontecer em Belém (PA), em 2025. Durante o evento, foi formalizado um ato inédito de coalizão pela descarbonização do setor de transporte, reforçando o compromisso com soluções sustentáveis para reduzir as emissões de CO2 no país. Com o ato, o evento reafirma o protagonismo do setor de transporte na agenda climática nacional, preparando o terreno para discussões robustas na COP30. A programação incluiu dois painéis principais: “Como avançar na descarbonização do setor de transportes” e “De Baku a Belém – As propostas levadas à COP29 e os compromissos do Brasil na jornada rumo à COP30”. O seminário foi transmitido pelo canal do Valor Econômico no YouTube. O anfitrião do encontro, Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, abriu o seminário ressaltando a importância de se ter uma infraestrutura eficiente para reduzir emissões. Ele destacou: “Uma rodovia de qualidade é o primeiro passo para diminuir a emissão de poluentes, especialmente no transporte rodoviário. Garantir uma velocidade constante nos veículos reduz significativamente a emissão de CO2”. Desafios do setor Para reduzir o impacto do setor de transporte nas emissões de carbono, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a melhoria das rodovias é uma prioridade estratégica do Governo Federal. Ele revelou que os investimentos em infraestrutura rodoviária já resultaram em avanços significativos: a classificação das estradas avaliadas como boas subiu de 52%, no final de 2022, para 75%, em outubro de 2024. “Das rodovias consideradas ruins ou péssimas, houve uma redução de 23% para 10% nesse período. Esse progresso é essencial para reduzir emissões, já que melhores rodovias permitem velocidades médias constantes, evitando frenagens e reacelerações desnecessárias, o que diminui a emissão de poluentes”, afirmou. Renan Filho também ressaltou que as concessões rodoviárias têm papel central na descarbonização do setor, destinando, a partir da quinta rodada de leilões, 1% dos recursos arrecadados para a inovação e tecnologias sustentáveis. Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reforçou o compromisso com a sustentabilidade nos modais portuário, hidroviário e aeroviário. Ele enfatizou o impacto positivo das hidrovias: “A cada 25 barcaças operando, reduzimos o tráfego de 500 caminhões nas rodovias, o que dialoga diretamente com a redução de custos logísticos em até 40% e com a agenda ambiental”. No setor aéreo, Costa Filho destacou o papel do combustível sustentável de aviação (SAF), prevendo que o Brasil será um líder global na produção e exportação do combustível, com metas que incluem 1% de uso, até 2027, e 10%, até 2050. O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, enfatizou o alinhamento dos órgãos de controle com a agenda climática e apontou a COP30, que ocorrerá em Belém (PA), como uma oportunidade crucial para o Brasil demonstrar sua liderança na redução de emissões globais. Sistema Transporte comprometido O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, foi um dos painelistas do seminário no debate sobre como avançar na descarbonização do setor de transportes. Ele destacou o compromisso do setor com ações práticas, como o Programa Despoluir, desenvolvido pela CNT e pelo SEST SENAT, que já realizou mais de 4,6 milhões de avaliações veiculares e 55 mil atendimentos a empresas e autônomos.  “O setor está se preparando de forma ativa, com ações reais e concretas para essa transformação. Acreditamos fortemente que iniciativas ambientais tanto desenvolvidas por empresas quanto estruturadas pelo Sistema Transporte desempenham um papel fundamental na mudança desse cenário. Estamos confiantes de que o setor de transporte será um protagonista importante na redução de emissões e na promoção da descarbonização global”, destacou Bruno Batista. Entre os presentes no evento, também estavam André Corrêa do Lago, embaixador e secretário de Energia, Clima e Meio Ambiente; Arnaldo Jardim, deputado federal; Fernanda Rezende, diretora executiva adjunta da CNT; Vinicius Ladeira, diretor executivo nacional em exercício do SEST SENAT; João Victor Mendes, diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística); e Eliana Costa, diretora executiva adjunta do ITL. Por Agência CNT Transporte Atual

ANTT publica Agenda Regulatória 2025/2026 com foco em sustentabilidade, inovação e eficiência

Iniciativa busca modernizar regulações, incorporar práticas sustentáveis e aprimorar a prestação de serviços aos usuários A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, no dia 19 de novembro, a Agenda Regulatória do biênio 2025/2026, um instrumento de planejamento da Agência que contempla projetos de alto impacto nos setores de transporte rodoviário de passageiros, transporte ferroviário de cargas e passageiros e transporte rodoviário e multimodal de cargas. Dividida em cinco eixos temáticos, o instrumento busca modernizar regulações, incorporar práticas de sustentabilidade e aprimorar a prestação de serviços aos usuários. A Deliberação nº 457/2024, que oficializa a decisão, está disponível no Diário Oficial da União (D.O.U). A Agenda Regulatória é o instrumento de planejamento bienal da ANTT que indica os temas de cunho regulatório que demandarão uma atuação prioritária das unidades organizacionais da Agência ao longo de sua vigência. É, portanto, um instrumento de planejamento, de transparência e de previsibilidade que, juntamente com outras ferramentas de governança, contribui para o alcance dos objetivos estratégicos da ANTT. Esse importante instrumento de planejamento busca modernizar regulações, incorporar práticas sustentáveis e aprimorar a prestação de serviços aos usuários O diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, destacou a relevância da agenda como um instrumento de transparência e previsibilidade com a sociedade. “A Agenda Regulatória é mais do que um planejamento, ela representa nosso compromisso em oferecer um transporte mais eficiente, competitivo e sustentável. Estamos atentos às demandas do mercado, aos avanços tecnológicos e, sobretudo, às necessidades dos cidadãos”, afirmou Vitale. Eixos Temáticos e Projetos Estratégicos A Agenda Regulatória do biênio 2025/2026 da ANTT está organizada em cinco eixos temáticos, cujos projetos foram definidos a partir de propostas apresentadas pelas áreas técnicas da Agência, pelos entes regulados e pela sociedade, culminado com o seguinte portfólio: 1. Projetos Regulatórios Gerais e TransversaisChefia de portfólio: Superintendência de Governança, Gestão Estratégica e de Pessoal (Suesp) Agenda ESG: Implementação de práticas ambientais, sociais e de governança nos contratos de concessão. Sandbox Regulatório: Modernização do instrumento que permite testar inovações regulatórias. 2. Infraestrutura Rodoviária Federal ConcedidaChefia de portfólio: Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod) Revisão dos sistemas de pagamento de pedágios e introdução do Free Flow, tecnologia que elimina barreiras físicas. Reversibilidade dos bens das concessões rodoviárias federais Programa de Exploração Rodoviária – Padronização de escopo e de parâmetros Técnicos e de Desempenho Implementação dos sistemas de livre passagem (Free Flow) nas rodovias federais concedidas Avaliação dos impactos da pandemia da COVID-19 nos custos de obras rodoviárias. 3. Transporte Rodoviário de PassageirosChefia de portfólio: Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (Supas) Atualização do marco regulatório do transporte interestadual sob fretamento. Aprimoramento da metodologia de classificação de mercados do serviço semiurbano. Consolidação de normas para o transporte coletivo internacional. 4. Transporte Ferroviário de Cargas e PassageirosChefia de portfólio: Superintendência de Transporte Ferroviário (Sufer) Regulamentação da prestação de serviço adequado no âmbito das concessões ferroviárias. Procedimentos de devolução ou desativação e cisão de trechos ferroviários, bem como caracterização da ociosidade. Revisão da Resolução nº 5.944, de 1º de junho de 2021, com vistas à adequação do tratamento conferido ao Agente Transportador Ferroviário (ATF). Regulamentação sobre a reversibilidade de bens no âmbito das concessões ferroviárias. Revisão do tratamento dos acidentes ferroviários, com foco na sua classificação. Regulamentação da operação do Agente Transportador Ferroviário de Passageiros (ATF-P) no Subsistema Ferroviário Federal. Revisão da Resolução nº 2.502, de 19 de dezembro de 2007, com vistas a aprimorar a disponibilização das informações mediante o Sistema de Acompanhamento e Fiscalização do Transporte Ferroviário. 5. Transporte Rodoviário e Multimodal de CargasChefia de portfólio: Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc) Revisão da política de piso mínimo de frete. Integração de diretrizes ESG ao transporte rodoviário de cargas. Adequação da Resolução nº 5.998, de 3 de novembro de 2022, à 23ª edição do Orange Book. Seguros no transporte rodoviário remunerado de cargas. Sustentabilidade e Inovação no Centro da Regulação O compromisso com a sustentabilidade é um dos destaques da nova agenda. Projetos voltados à implementação de práticas ESG e à modernização tecnológica visam transformar o setor de transportes em um motor de desenvolvimento econômico responsável e sustentável. A introdução do Free Flow nas rodovias federais, por exemplo, pretende reduzir o tempo de viagem dos usuários e diminuir emissões de carbono, eliminando congestionamentos nos pedágios. “Com essa agenda, a ANTT reafirma seu papel estratégico na modernização da infraestrutura de transporte do Brasil, alinhando o setor às melhores práticas globais e fortalecendo sua contribuição para o crescimento do país”, concluiu o diretor-geral. >>> Para saber mais informações sobre a Agenda Regulatória, acesse aqui <<< Foto: Divulgação / AESCOM ANTT

Regulamentação do mercado de carbono vai à sanção presidencial

Matéria apoiará atividades econômicas que dependem de tecnologias para reduzir emissões e impacta diretamente o transporte brasileiro A Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (19), o Projeto de Lei nº 182/2024, do ex-deputado Jaime Martins (PSD/MG), que cria um mercado regulado de carbono no Brasil. Atividades que envolvem a emissão de carbono na atmosfera poderão comercializar títulos acerca da liberação ou remoção de gases causadores do efeito estufa com base nas regras e nos acordos internacionais. Conforme o projeto, empresas poluidoras serão obrigadas a cumprir metas de redução de suas emissões, podendo adquirir créditos de quem fica abaixo do limite estabelecido. Por outro lado, aquelas que conseguem mitigar o lançamento de gases ganham uma nova fonte de receita para expandir suas operações de forma mais sustentável. A proposta foi aprovada na forma de substitutivo do Senado, conforme defendido pelo relator, deputado Aliel Machado (PV/PR). O objetivo, segundo o parlamentar, é alinhar duas agendas importantes para o país: o desenvolvimento econômico e a adoção de boas práticas ambientais, temas incluídos nas ações de ESG das empresas. Já aprovado no Senado, o projeto recebeu 336 votos favoráveis e apenas 38 contrários no Plenário da Câmara. Agora, a proposição seguirá para a sanção presidencial. Posição do transporte brasileiro A CNT (Confederação Nacional do Transporte) é favorável à criação do mercado regulamentado de créditos de carbono, pois entende ser uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. A Instituição apoia a criação de programas e ações que impulsionem o mercado no chamado escopo 3, relacionado ao transporte. A Confederação atuou para que o art. 59, suprimido no parecer aprovado pelo Senado, não voltasse ao texto da Câmara. O relator acatou a solicitação e manteve a supressão em seu parecer. O art. 59 criava mais uma taxa a ser paga por proprietários de veículos, sem que houvesse uma diferenciação em relação aos níveis de emissão, mesmo com as atuais tecnologias mitigadoras já instaladas nos carros, caminhões e ônibus. Segundo Andrea Cavalcanti, gerente executiva do Poder Legislativo, da CNT, a pauta é estratégica para o setor, pois impacta diretamente a operação das empresas – inclusive, está prevista na Agenda Institucional Transporte e Logística 2024. Andrea explica que o mercado de carbono pode fomentar o desenvolvimento de novas soluções verdes. “O transporte passa por um momento de transição energética, no qual se buscam combustíveis mais limpos para reduzir as emissões de gases. Com um mercado regulamentado de créditos, as empresas transportadoras ganham uma alternativa para fortalecer ações sustentáveis, como renovação de frotas, podendo comprar cotas enquanto não conseguem zerar a emissão líquida. O setor já está trabalhando na melhoria da qualidade do ar e na redução das emissões. Então, a nova lei será mais um braço na busca de um transporte limpo, eficiente e que utilize fontes diversas de combustíveis verdes”, conclui a gerente da CNT. O que é o mercado de carbono? O mercado de carbono é um sistema financeiro criado com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), que são responsáveis pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas. Esse mercado funciona com base na ideia de que a poluição pode ser tratada como um “bem” comercializável. Assim, as empresas ou os países que reduzem emissões abaixo de seus limites podem “vender” sua parte para seus pares. A principal vantagem desse modelo é a flexibilidade para as empresas atingirem suas metas de redução com menos impacto nas suas operações, a partir do estímulo em investimentos em tecnologias mais limpas e soluções sustentáveis. Existem dois principais tipos de comercialização de carbono: Mercado voluntário: Nesse tipo de mercado, empresas ou indivíduos compram créditos de carbono de maneira voluntária, ou seja, sem a obrigação legal de reduzir suas emissões. Esse mercado é impulsionado por compromissos privados com a sustentabilidade, como as ações de compensação de carbono para neutralizar as emissões da produção ou de atividades comerciais. Mercado regulamentado: Funciona dentro de políticas e leis governamentais, com limites de emissões estabelecidos por tratados internacionais, como o Acordo de Paris. Nesse mercado, os governos atribuem um número limitado de permissões de emissão (ou “certificados de emissão”) a empresas ou setores da economia. As empresas que emitem menos CO² podem vender os créditos excedentes, enquanto aquelas que ultrapassam os limites precisam comprar créditos para compensar a diferença. Batizado como SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa), o mercado regulado será implantado de modo gradual, ao longo dos próximos seis anos. Nele, será possível negociar as chamadas Cotas Brasileiras de Emissão (CBE), certificados de redução ou remoção verificada de emissões (CRVE). Compromisso com o meio ambiente  Na semana passada, o Sistema Transporte foi protagonista nos principais espaços da COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão. Com participação em diversos painéis, a comitiva do setor transportador tratou de assuntos relacionados, dentre outros, à redução das emissões para a mitigação da crise climática.  A Tarde do Transporte e da Transição Energética, ocorrida na sexta-feira (15), no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, foi um marco de discussão e articulação estratégica sobre a sustentabilidade no setor de transporte. O evento destacou o papel do Brasil como protagonista na transição energética para uma economia de baixo carbono, reunindo lideranças nacionais e internacionais em uma programação robusta. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT divulga Boletim de Conjuntura Econômica de novembro

Lançado nesta sexta-feira (22), informe retrata o desempenho econômico brasileiro a partir da análise dos indicadores PMS, IBC-Br e IPCA O volume de serviços no país apresentou crescimento de 1,0% em setembro, variação positiva em relação a agosto, quando a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) registrou -0,3%. A evolução mensal do índice para transporte segue a mesma tendência. A PMS do transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio fechou setembro em 0,7%, contra -0,3% de agosto. A análise consta do Boletim de Conjuntura Econômica de novembro, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta sexta-feira (22). A PMS permite acompanhar o comportamento conjuntural do setor, investigando a receita bruta de serviços nas empresas.  O informe da CNT apresenta, ainda, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que também teve desempenho positivo em setembro. O indicador subiu 0,8% em setembro; fechou o terceiro trimestre com crescimento de 1,1%; e, no acumulado do ano, chegou a 3,3%. Visto como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br oferece uma visão do desempenho do país e ajuda a identificar possíveis pressões inflacionárias futuras. Quanto à taxa de juros, o cenário é menos favorável às empresas. Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu aumentar a meta da taxa Selic, em novembro, de 10,75% para 11,25% ao ano. O Copom avaliou que a economia aquecida e a demora do governo em adotar medidas de ajuste fiscal dificultam a convergência da inflação à meta, de 3,0% ao ano.  O Banco Central aumenta a taxa de juros para controlar a inflação quando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está acima da meta. Em 12 meses até outubro, o indicador acumulou alta de 4,76% e ultrapassou o teto da meta (4,50%), em 0,26 ponto percentual. O grupo transporte também acumula alta do IPCA em 2,48% no mesmo período, apesar da deflação de 0,38% no mês passado. O índice dos combustíveis seguiu a tendência e caiu 0,17% no mesmo período, resultado da queda nos preços do grupo de combustíveis, dentre os quais o óleo diesel. Confira os detalhes no Boletim de Conjuntura Econômica Por Agência CNT Transporte Atual

CNT publica manual de orientação aos transportadores rodoviários

Tutorial auxilia no registro de reclamação, manifestação ou denúncia junto ao governo federal sobre problemas enfrentados pelo setor em relação ao biodiesel Atenta à demanda de empresários do transporte rodoviário de cargas e passageiros, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) elaborou um guia sobre como as empresas devem relatar ao governo problemas enfrentados durante a atividade, em especial, falhas mecânicas relacionadas ao uso do biodiesel de base éster. Os relatos de não conformidade podem ser feitos junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e à CGU (Controladoria-Geral da União). O manual será repassado às empresas de transporte e às Federações do modo rodoviário dos segmentos de cargas e passageiros. “Temos recebido reclamações dos transportadores e pedidos de orientação de como eles podem formalizar o registro dos problemas perante os órgãos competentes. O passo a passo é um guia em consonância com as necessidades do segmento”, destaca o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. Nos últimos meses, multiplicaram-se relatos de empresas colocando em suspeição o uso de biodiesel, que, no Brasil, é misturado ao diesel fóssil em teor de 14%, ao passo que, internacionalmente, costuma-se praticar a porcentagem de 7%. Além de formação de borra no tanque e entupimento de bicos injetores, os transportadores falam em comprometimento da potência do veículo e diminuição da vida útil das peças.  Comunicar essas ocorrências aos órgãos responsáveis poderá subsidiar futuras políticas públicas concernentes ao uso de combustíveis alternativos. Canais como o Fale Conosco (ANP) e a Ouvidoria (CGU) permitem o registro de quaisquer informações, reclamações ou denúncias. Acesse o manual com o passo a passo para o registro de reclamação junto a ANP e CGU Por Agência CNT Transporte Atual

Pesquisa CNT de Rodovias 2024 aponta a necessidade de reforço contínuo da infraestrutura rodoviária brasileira

O maior levantamento sobre a malha viária do país avaliou, neste ano, 111.853 quilômetros de rodovias pavimentadas A qualidade das rodovias brasileiras exerce um impacto direto na eficiência econômica e no desenvolvimento social do país. Para garantir segurança e fluidez no tráfego de pessoas e mercadorias, é essencial dispor de uma infraestrutura de qualidade, além de dados atualizados sobre as condições das vias. A Pesquisa CNT de Rodovias 2024 – o mais abrangente estudo sobre a infraestrutura rodoviária no Brasil, revela que as rodovias são classificadas, no seu Estado Geral, como ótimo (7,5%); bom (25,5%); regular (40,4%); ruim (20,8%) e péssimo (5,8%). Os índices indicam uma pequena melhora na qualidade geral, demonstrando que o aumento de investimentos começa a apresentar resultados, quebrando, assim, a inflexão da curva. Divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e pelo SEST SENAT nessa terça-feira (19/11), o levantamento avaliou 111.853 quilômetros de vias pavimentadas, o que corresponde a 67.835 quilômetros da malha federal (BRs) e a 44.018 quilômetros dos principais trechos estaduais. A classificação do Estado Geral compreende três principais características da malha rodoviária: o Pavimento, a Sinalização e a Geometria da Via. Levam-se em conta variáveis como condições do pavimento, das placas, do acostamento, de curvas e de pontes. Em 2024, a avaliação dessas variáveis foi: Classificação Pavimento Sinalização Geometria Ótimo 31,2% 11,6% 14,9% Bom 11,9% 24,3% 19,9% Regular 34,7% 40,9% 25,3% Ruim 16,3% 12,7% 23,0% Péssimo 5,9% 10,5% 16,9% Investimento contínuo necessário A CNT reconhece os esforços que vêm sendo realizados para transformar o cenário rodoviário nacional e afirma que ainda é necessário ampliar os recursos e o orçamento destinados às rodovias brasileiras. A melhoria da infraestrutura de transporte é um processo de longo prazo que requer constância e comprometimento.  Investimentos contínuos são fundamentais para garantir o avanço gradual e sustentável das rodovias. A CNT reafirma a importância de manter e intensificar esses esforços, uma vez que só assim será possível garantir uma mobilidade mais segura e eficiente, promovendo o desenvolvimento socioeconômico do país e atendendo às necessidades de uma sociedade que aspira por uma infraestrutura de qualidade. A partir dos dados levantados na Pesquisa, a Confederação estima que o investimento necessário para a reconstrução, restauração e manutenção do pavimento corresponde a R$ 99,7 bilhões. “Continuaremos a acompanhar de perto as transformações no setor, fortalecendo a agenda de investimentos e colaborando com os setores público e privado, para que o Brasil conquiste uma rede rodoviária à altura de seu potencial e de sua população”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Apoio para empresas As informações da Pesquisa têm utilidade prática para os transportadores, na medida em que os auxiliam no planejamento das rotas e na estimativa dos impactos da condição das rodovias nos seus custos operacionais. Rodovias públicas e privadas A Pesquisa permite uma análise detalhada do Estado Geral das rodovias conforme o tipo de gestão (pública ou privada). As rodovias públicas, que correspondem a 74,8% da extensão avaliada, foram classificadas como ótimo (2,7%); bom (20,0%); regular (43,7%); ruim (25,9%) ou péssimo (7,7%) em sua extensão. Por outro lado, 63,1% das rodovias concedidas à iniciativa privada foram classificadas como ótimo (21,4%); bom (41,7%); regular (30,8%); ruim (5,7%) ou péssimo (0,4%). Pontos críticos Outro destaque da Pesquisa é o levantamento de pontos críticos, que abrange situações incomuns ao longo da via que podem representar sérios riscos à segurança dos usuários. Houve, em relação à edição anterior da Pesquisa, uma diminuição de 7,6% desses pontos, passando de 2.648 ocorrências, em 2023, para 2.446 em 2024. Os dados mostram redução do número de erosões na pista, de buracos grandes e de quedas de barreiras. Ao comparar os resultados de 2023 e de 2024, segundo a jurisdição e a gestão, verificou-se que a redução mais expressiva se deu nas rodovias federais sob gestão pública (-17,4%). Metodologia da Pesquisa A Pesquisa CNT de Rodovias representa o levantamento mais abrangente e atualizado da malha rodoviária do Brasil, em que são avaliadas as condições dos diversos elementos que a constituem – em um total de 22 variáveis, nas categorias de pavimento, sinalização e geometria da via. A relevância da Pesquisa decorre da abrangência da coleta de campo, da sua representatividade e da sua consistência metodológica que, ao longo dos anos, permite a comparação dos dados em uma série histórica e a análise de como os investimentos e as intervenções impactam a qualidade da infraestrutura. As informações foram obtidas a partir de levantamento de campo realizado por 24 equipes ao longo de 30 dias (de 24/6/2024 a 23/7/2024). A coleta foi realizada de forma 100% digital, com o uso de novas tecnologias e de inteligência artificial, resultando em uma maior precisão e confiabilidade das informações. Acesse aqui o estudo Pesquisa CNT de Rodovias 2024 Mais informações: Perguntas e Respostas Por Agência CNT Transporte Atual

Presidente do Sistema Transporte recebe medalha Santos Dumont do governo de Minas

Homenagem é entregue a personalidades que contribuíram de forma relevante para a aviação O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, foi agraciado, na segunda-feira (18), com a Medalha Santos Dumont, grau Bronze. A honraria reconhece personalidades que contribuíram de forma notável para o desenvolvimento da aviação no Brasil. A cerimônia de entrega ocorreu em Santos Dumont (MG), cidade natal do pioneiro da aviação, Alberto Santos Dumont. Além de Vander Costa, outras 129 pessoas receberam a homenagem. Ofertada pelo Governo de Minas Gerais, a medalha também se propõe a celebrar o famoso voo do 14-Bis, aeronave projetada e pilotada por Santos Dumont – façanha ocorrida em 23 de outubro de 1906, na França. A honraria é conferida em quatro graus (Grande Colar, Ouro, Prata e Bronze), e também pode contemplar instituições e cidades. Por Agência CNT Transporte Atual

Manaus recebe as finais da Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society 2024

Com transmissão pelo YouTube, as partidas decisivas serão disputadas na unidade do SEST SENAT de Manaus e serão abertas à comunidade A cidade de Manaus (AM) será o palco das emocionantes semifinais e finais da Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society 2024, que acontecem nos dias 22 e 23 de novembro. Oito equipes de diferentes regiões do Brasil, nas modalidades masculina e feminina, disputarão o título do campeonato, que já é um dos maiores torneios amadores do país. Os jogos decisivos serão realizados na unidade do SEST SENAT em Manaus (Jorge Teixeira), abertos à comunidade e com transmissão ao vivo pelo YouTube do SEST SENAT. Na sexta-feira (22), a cerimônia de abertura ocorrerá às 15h45, com sorteio para definir os confrontos das semifinais, que terão início às 18h. Os vencedores avançam para as finais, marcadas para sábado (23), às 19h. Já as disputas pelos terceiros lugares começam às 17h do mesmo dia. Os times classificados para as semifinais de cada categoria são: Categoria Masculina: Nossa Sra. Conquistadora (Unidade de Pelotas, RS) Onze Unidos (Unidade de Rio Branco, AC) EMTEL (Unidade de Contagem, MG) Alfa Turismo (Unidade de Boa Vista, RR) Categoria Feminina: Alfa Turismo (Unidade de Boa Vista, RR) Vega Transporte Urbano (Unidade de Fortaleza, CE) VITLOG (Unidade de Vitória da Conquista, BA) Proativa Logística (Unidade de Governador Valadares, MG) A Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society Em sua décima segunda primeira, a Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society reúne mais de 14,4 mil jogadores de 989 equipes, representando 1.912 de empresas do setor de transporte. Com mais de uma década de história, a competição tem se destacado por promover saúde, espírito de equipe e bem-estar físico aos trabalhadores do setor, alinhando-se à missão do SEST SENAT de apoiar o desenvolvimento e a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte. Estrutura do Campeonato A Copa SEST SENAT é dividida em duas fases: local e nacional. Na fase local, entre abril e julho de 2024, cada unidade do SEST SENAT organizou competições regionais para selecionar seus campeões. Esses campeões, representando unidades de todo o país, avançaram para a fase nacional, disputada no formato mata-mata. Agora, as finais serão realizadas em Manaus, encerrando esta edição da Copa em grande estilo. Regras do futebol 7 society O futebol 7 society é disputado com sete jogadores por time, sendo seis na linha e um no gol. As partidas seguem as normas da Confederação Brasileira de Futebol 7 Society, com dois tempos de 25 minutos corridos e intervalo de dez minutos. A Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society é um marco no futebol amador e uma expressão da paixão dos brasileiros pelo esporte, consolidando-se como um evento de integração e valorização dos trabalhadores do transporte em todo o país. SERVIÇOO quê: Finais da Copa SEST SENAT de Futebol 7 SocietyQuando: 22 e 23 de novembroOnde: Unidade do SEST SENAT de Manaus (Jorge Teixeira) – Avenida Autaz Mirim0Jorge Teixeira Transmissão: youtube.com/@SESTSENATBrasil Por Agência CNT Transporte Atual

Inscrições abertas para o 3º Workshop do Free Flow

A terceira edição do evento acontece no dia 26 de novembro, em Brasília (DF) Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai realizar, em 26/11, das 9h às 18h, o 3º Workshop do Free Flow (Sistema de Pedagiamento Eletrônico). O evento vai ocorrer no Auditório Eliseu Resende – no edifício-sede da ANTT, em Brasília/DF, e será transmitido ao vivo pelo Canal da ANTT no YouTube. O objetivo do encontro é aumentar a visibilidade e popularidade do Free Flow, uma nova modalidade de cobrança de pedágio que está em fase de regulamentação, conforme estabelecido na Agenda Regulatória da ANTT para o biênio 2023/2024. Durante a programação, representantes nacionais e internacionais discutiram sobre o tema e abordaram atualizações da nova tecnologia. Essa tecnologia visa permitir a implementação em larga escala nas rodovias federais concedidas no Brasil, seguindo exemplos bem-sucedidos em outros países. Além de modernizar o sistema de pedágio, o Free Flow promete melhorar significativamente a experiência dos usuários de serviços de infraestrutura rodoviária concedida, eliminando paradas e facilitando a fluidez no trânsito. >>> Clique e se inscreva para participar do 3º Workshop do Free Flow <<< O certificado de participação será concedido aos participantes que registrarem sua presença por meio do QR Code ou link de registro, ambos disponíveis no local do evento e na página oficial da transmissão no YouTube. Confira a programação abaixo: Assessoria Especial de Comunicação – AESCOM ANTT

COP29: Adoção do diesel verde na transição energética é destaque em painel do transporte

Na tarde desta sexta-feira, o Pavilhão Brasil, na Blue Zone da COP29, foi palco de discussões estratégicas sobre o uso de combustíveis sustentáveis Qual é o combustível ideal para ser adotado pelo transporte, sem prejuízo para a eficiência da atividade e para o meio ambiente? Essa pergunta balizadora deu o tom do painel “Transição energética no setor de transportes: o papel do diesel verde”, promovido pelo Sistema Transporte durante a chamada “Tarde do Transporte” na COP29. A discussão reuniu líderes de destaque de diversas áreas para debater os desafios e oportunidades para tornar o transporte mais sustentável, com foco na introdução de combustíveis alternativos. Em pauta, a discussão sobre o uso de uma fonte energética considerada ideal pelo setor, mas que ainda enfrenta desafios para implementação. Mediado por Felipe Queiroz, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o debate contou com a participação de Vander Costa, presidente do Sistema Transporte; Daniel Bassani, gerente de Relações Institucionais da Embraer; Yana Garcia, secretária de Proteção Ambiental do Governo da Califórnia; e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), presidente da Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia do Senado Federal. Múltiplas soluções energéticas Durante o painel, Vander Costa destacou a importância do diesel verde como uma solução viável e imediata para reduzir emissões no setor de transportes pesados, um dos mais desafiadores em termos de descarbonização. “O diesel verde tem o potencial de ser um aliado estratégico no curto prazo, enquanto trabalhamos para consolidar outras tecnologias, como a eletrificação e o hidrogênio verde”, afirmou. O presidente do Sistema Transporte ressaltou a importância da conexão entre os modais nesta discussão. “Nessa tarde em que a gente vai dedicar aos transportes, devemos nos preocupar também com a multimodalidade, porque quando eu saio da estrada e vou para a ferrovia, eu estou reduzindo a emissão de gases de efeito estufa”, justificou. Yana Garcia, secretária de Proteção Ambiental do Governo da Califórnia, destacou as políticas públicas da Califórnia, pioneiras no uso de combustíveis alternativos e na criação de incentivos para reduzir a pegada de carbono no transporte. “Na Califórnia, nossa meta é exigir que todas as vendas de novos veículos sejam elétricas até 2035, e, na verdade, alcançamos essa meta dois anos antes do previsto, do que nos orgulhamos muito. Essa meta de eletrificação é combinada com esforços para descarbonizar os combustíveis. A Califórnia possui um padrão de combustível de baixo carbono há uma década, que exige que todas as entidades reduzam a intensidade de carbono dos combustíveis”, ressaltou. Para Yana Garcia, existe a necessidade de adoção de abordagens equilibradas para promover tecnologias emergentes e práticas mais sustentáveis. “Temos desafios técnicos e políticos envolvidos na substituição da dependência de combustíveis fósseis por alternativas renováveis”, concluiu. Importância da regulação O senador Veneziano Vital do Rêgo reforçou a necessidade de um arcabouço regulatório claro no Brasil para facilitar os combustíveis verdes, além de destacar a importância de estudos técnicos que garantam a viabilidade econômica dessa transição. “Foi um passo importantíssimo quando nós aprovamos no plenário a Lei do Combustível do Futuro, e nela a presença prevista do diesel verde. O próximo passo é um dever compartilhado com o governo, para que nós construamos a regulamentação que em breve está chegando ao Congresso Nacional, e assim venhamos a dar o sequenciamento devido a esta que é, ao nosso ver, uma das legislações mais avançadas para o setor”, finalizou o Senador. Já Daniel Bassani, da Embraer, abordou os impactos e aprendizados da aviação, reforçando a sinergia entre mercado e pesquisa para a busca de soluções sustentáveis no setor. E falou sobre a produção do SAF Brasileiro, o Combustível de Aviação Sustentável. “O diesel verde e o SAF seguem a mesma rota tecnológica e usam os mesmos insumos, são co-produtos. Esses combustíveis são uma solução para a descarbonização no setor aéreo, no curto e médio prazo, dentro e fora do país. A gente vê como uma grande oportunidade para o Brasil ser um dos grandes líderes globais de produção e distribuição no mundo todo. Somos o país do biocombustível”, justificou o representante da Embraer. Por fim, o presidente do Sistema Transporte concluiu: “Temos conversado com as agências, com os Ministérios de Transportes e de Portos, para poder contratar uma empresa para fazer um inventário do setor como um todo. A gente entende que, para reduzir, eu tenho que medir. E sem tirar a responsabilidade de trocarmos a matriz energética dos veículos pesados, de nada vai adiantar se eu não conseguir ter também um controle de de motos automóveis”, finalizou Vander Costa. Painel do Sistema Transporte O painel foi encerrado com destaque de que os combustíveis sustentáveis são a alternativa estratégica para a descarbonização do transporte, mas que sua implementação requer colaboração entre os setores público e privado, inovação tecnológica e políticas consistentes. Para isso, os entes envolvidos precisarão seguir trabalhando em prol da adoção de soluções que atendam necessidades locais e momentâneas, na base do diálogo e do entendimento. O evento fez parte da “Tarde do Transporte” no Pavilhão Brasil, reafirmando o protagonismo do Sistema Transporte e do setor brasileiro na agenda climática global. Estão previstos outros painéis de parceiros ao longo da tarde que devem discutir sobre a temática da transição energética. >> Confira a programação completa. Mais cedo, houve também a abertura da exposição “Sustentabilidade em Pauta: reportagens premiadas sobre transporte e meio ambiente”. A mostra traz uma seleção de fotos, vídeos, reportagens e textos ganhadores do Prêmio CNT de Jornalismo em pautas relacionadas ao tema da COP29. Os vencedores da edição de 2024 foram conhecidos neste mês e a premiação será realizada em solenidade no dia 4 de dezembro, em Brasília/DF. Por Agência CNT Transporte Atual