Paulo Ossani é eleito presidente da ABTI para o biênio 2026-2027

O empresário Paulo Ossani, sócio e Presidente da Transportes Cavalinho, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) para o biênio 2026-2027. Ossani é também vice-presidente da Fetransul e presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transporte Rodoviário de Cargas de Vacaria – SINDIVAR. A votação ocorreu no dia 27 durante a Assembleia Geral Ordinária da ABTI, e elegeu de forma unânime a chapa única liderada por Ossani. Ele assumirá a presidência em janeiro, sucedendo o atual presidente, Glademir Zanette. A FETRANSUL parabeniza toda a diretoria eleita, em especial aos membros que também fazem parte da diretoria da Federação: Glademir Zanette, Diego Tomasi, Isonir Bianchini Canalli, Nolar Vicente Sauer e Rubem de Carvalho Maidana. “Para nós, da FETRANSUL, é uma honra contar com representantes atuando em uma associação de tamanha relevância para o transporte internacional. A ABTI desempenha um papel fundamental na integração e no fortalecimento do setor, e seguiremos ampliando nossa parceria para defender interesses comuns e promover avanços importantes para o TRC”, destaca Francisco Cardoso, presidente da Federação. Sobre o presidente eleito: Filho de caminhoneiro e testemunha do surgimento e crescimento da empresa fundada por seu pai, ele acumula ampla experiência no transporte rodoviário de cargas. Sua atuação no associativismo também é reconhecida em outras entidades de âmbito regional e nacional, reforçando seu compromisso com o fortalecimento institucional do setor. Confira abaixo a composição completa da Diretoria e dos Conselhos para o biênio 2026-2027:

NOTA INSTITUCIONAL – Política Nacional de Pisos Mínimos de Fretes

FETRANSUL reforça compromisso com a liberdade econômica, a segurança jurídica e apresenta contribuições para o aperfeiçoamento da Política Nacional de Pisos Mínimos de Fretes. A Federação reafirma seu compromisso com os princípios da liberdade econômica, da livre iniciativa e do equilíbrio de mercado, fundamentais para a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas no Brasil. A Deliberação ANTT nº 431/2025, que convocou a Audiência Pública nº 8/2025, marcou o início do processo de revisão da Resolução ANTT nº 5.867/2020, responsável pela metodologia e pelos coeficientes dos Pisos Mínimos de Frete. Trata-se de um tema de grande relevância para o setor, especialmente pelas implicações econômicas, operacionais e regulatórias que produz na atividade transportadora. Com o objetivo de representar de forma técnica e qualificada o setor gaúcho, a FETRANSUL realizou, ao longo das últimas semanas, a coleta de contribuições junto aos sindicatos filiados. As sugestões recebidas foram consolidadas e enviadas oficialmente à ANTT, assegurando que as particularidades e necessidades das empresas de transporte do Rio Grande do Sul fossem consideradas no processo de revisão normativa. Enquanto vigente a legislação, a FETRANSUL orienta que as empresas considerem, com cautela, o cumprimento das normas aplicáveis, a fim de mitigar riscos jurídicos e evitar passivos inesperados. A Federação reafirma que o atual modelo necessita de revisão profunda e que a solução definitiva exige o aperfeiçoamento da Política Nacional de Pisos Mínimos de Fretes, alinhada aos princípios da liberdade econômica, da concorrência leal e da eficiência empresarial. A FETRANSUL destaca que o tema permanece envolto em dúvidas jurídicas, uma vez que o Supremo Tribunal Federal analisa as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas por entidades nacionais do setor — CNT e NTC — e ainda não há entendimento pacificado sobre diversos dispositivos da Lei nº 13.703/2018. Diante disso, a Federação defende celeridade no julgamento dessas ações, para que seja restabelecida a necessária segurança jurídica e reduzida a incerteza regulatória que hoje afeta empresas e operadores em todo o país. A FETRANSUL permanece firme em seu propósito de representar, dialogar e construir soluções, fortalecendo um ambiente regulatório que assegure previsibilidade, desenvolvimento e sustentabilidade ao transporte e à logística do Rio Grande do Sul e do Brasil.

FETRANSUL participa do 7º Congresso promovido pela ABTI

O presidente Francisco Cardoso participou dia 27 de novembro, do evento realizado pela Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) em Uruguaiana. Para Cardoso os temas discutidos impactam diretamente o dia a dia das empresas e dos profissionais do transporte. “A FETRANSUL permanece engajada para que o setor esteja preparado para as mudanças e para os novos cenários que se aproximam.” O 7° Congresso Itinerante do Transporte Rodoviário Internacional, apresentou sete painéis conduzidos por especialistas e autoridades locais e nacionais focados em apresentar esclarecimentos e possibilidades de desenvolvimento do setor: PONTES BINACIONAIS E ROTAS DE INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA: painel conduzido por Nícolas Ohofughi, assessor técnico da INFRA S.A. na Diretoria de Mercado e Inovação do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL). Apresentou a atuação da empresa e suas contribuições com o projeto Rotas de Integração, conduzido pelo Governo Nacional. REFORMA TRIBUTÁRIA E SEUS IMPACTOS NO SETOR: focado em apresentar de forma especializada as implicações da Reforma Tributária no setor internacional e indicar caminhos para preparação e adequação das transportadoras, o painel foi conduzido pelo Dr. Fernando Massignan, advogado sócio do Escritório Zanella e assessor jurídico da ABTI e de outras entidades do transporte. ATUALIZAÇÕES DO SISTEMA VAI: apresentado pelo delegado da Alfândega da Receita Federal em Uruguaiana, Wilsimar Garcia. Apresentou a consolidação do Sistema VAI (Vigilância Aduaneira Inteligente) como indutor de modernização e agilização fronteiriça, além das perspectivas de avanço do Sistema. FISCALIZAÇÃO DE CABINES DE CAMINHÕES NO TRIC: o painel demonstrou detalhes sobre a atividade da VIGIAGRO e sua função no controle da entrada de produtos agropecuários no Brasil, demonstrando o embasamento legal e técnico, além de exemplos práticos, para a fiscalização de cabines dos veículos do transporte internacional. Foi apresentado por Diego Milano, Chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional de Uruguaiana. CONTROLE DA JORNADA DOS MOTORISTAS: Fabiano Goia, da PRF, reforçou sua participação nos eventos para apresentar detalhes sobre o controle de jornada dos condutores nacionais e estrangeiros do transporte rodoviário internacional. NOVIDADES NO MDF-E E SUA REPERCUSSÃO NO TRIC: Gizelle Coelho Netto, Chefe de Gabinete da Superintendência de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas – SUROC da ANTT, palestrou sobre a sistemática do Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos (MDF-e), seu uso na fiscalização do Piso Mínimo de fretes e as possibilidades de amplo mapeamento do transporte que documento permite. SEGUROS OBRIGATÓRIOS DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO: O Superintendente da SUROC, José Aires Amaral, finalizou as palestras apresentando de forma ampla as obrigações com relação a seguros para o transporte de cargas e sua relação com a manutenção do RNTRC. Foi abordado o arcabouço legal, responsabilidades de contratação e fiscalização, além de respondidas perguntas do público. Acesse aqui as apresentações dos palestrantes. Em breve a gravação do evento estará disponível no canal do Youtube da ABTI. Com informações da ABTI

Derrubada dos vetos pelo Congresso Nacional reafirma a importância da modernização ambiental para uma infraestrutura adequada, resiliente e segura

A CNT parabeniza a decisão do Congresso Nacional de derrubar os vetos presidenciais à nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A Entidade reforça que a modernização do marco regulatório traz maior segurança jurídica, previsibilidade, padronização, eficiência e eficácia aos processos de licenciamento, sem comprometer a preservação do meio ambiente em todo o território nacional. As novas regras são importantes para o avanço da infraestrutura de transporte no país. A nova legislação, alinhada à Agenda Institucional Transporte e Logística, da CNT, estabelece diretrizes unificadas para a União, os estados e os municípios, contribuindo para reduzir assimetrias e promover maior eficiência administrativa. Entre os principais avanços, estão regras específicas para obras lineares. Todas as obras de infraestrutura necessitam de licenciamento ambiental para suas execuções, mas não é racional que obras já licenciadas precisem de novo licenciamento para a sua manutenção ou ampliação dentro das áreas nas quais os impactos ambientais já foram devidamente avaliados na etapa de sua construção inicial. As novas regras garantem que o licenciamento não precisará ser refeito para a mesma infraestrutura. O equilíbrio entre proteção ambiental e viabilidade operacional é fundamental para garantir a expansão sustentável da infraestrutura e melhor qualidade de vida aos cidadãos que utilizam as rodovias, ferrovias e hidrovias do nosso país. A CNT seguirá acompanhando a implementação da Lei e os desdobramentos regulatórios, mantendo seu compromisso com o desenvolvimento do setor e com a construção de um ambiente favorável a investimentos e à melhoria da logística nacional associada ao cuidado com o meio ambiente e à qualidade de vida de todos os brasileiros. Por Agência CNT Transporte Atual

Fetransul participa da reunião do Conselho do Plano Rio Grande

O diretor Jaime Kras Borges, participou nesta quinta-feira, da última reunião do Conselho do Plano Rio Grande em 2025. Durante o encontro, que aconteceu no Palácio Piratini, foi resumida a estratégia de governança de longo prazo para a reconstrução, resiliência e adaptação climática do Rio Grande do Sul. O balanço prestou conta dos projetos em andamento ou realizados, conforme os eixos de atuação do Plano: Emergencial, Governança, Diagnóstico, Recuperação, Preparação e Resiliência. São mais de R$ 13 bilhões aprovados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para financiar mais de 180 ações de reconstrução em diversas regiões. O valor total do fundo, que compreende a suspensão em 36 meses da dívida com a União, é R$ 14,5 bilhões. O governador Eduardo Leite destacou que o Rio Grande do Sul segue avançando com ações estruturantes para proteger a população e fortalecer a resposta do Estado aos eventos climáticos. A Fetransul segue atuando de forma ativa e permanente no acompanhamento das ações de reconstrução do Estado. Com informações do Governo Federal Foto Capa: JAMIL AIQUEL/ESPECIAL/JC

No Sul gaúcho, pedágio mais caro das rodovias federais pode cair 85% após nova concessão

Trecho com 457 quilômetros nas BRS-116 e 392 será leiloado em agosto O governo federal está lançando o programa “Concessões Rodoviárias 2026”, que busca delinear um calendário de privatização e relicitação de importantes trechos da malha rodoviária brasileira. Sob a coordenação do Ministério dos Transportes e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), este ciclo de concessões tem como objetivo principal atrair bilhões de reais em investimentos privados para a modernização, duplicação e manutenção das rodovias federais (BRs) ao longo dos próximos 30 anos. A iniciativa é vista pelo governo como crucial para elevar os padrões de segurança, garantir o escoamento eficiente da produção nacional e melhorar a logística em regiões-chave do país. No Rio Grande do Sul, dois leilões acontecerão em 2026. Um deles é a concessão da chamada Rota Integração do Sul, que abrange trechos das BRs-116/158/392/290. O certame está previsto para dezembro de 2026. O outro leilão é o do trecho chamado de Rota Portuária do Sul, que abrange 457 quilômetros das rodovias BR-116 e BR-392, e está previsto para acontecer em agosto do próximo ano. A Rota Portuária do Sul está atualmente concedida para a empresa Ecovias Sul. O contrato com a concessionária, criticada por cobrar tarifas altas, acaba no dia 4 de março de 2026. No período entre o fim da concessão e o próximo leilão, a rodovia será responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) A Rota Portuária do Sul O trecho em questão possui um papel vital na economia do Estado, funcionando como um eixo principal para o escoamento de mercadorias de áreas de produção para os complexos portuários regionais, especialmente o Porto de Rio Grande. Com a nova concessão, o governo federal busca não apenas injetar um volume significativo de investimentos privados na rodovia para melhorias de segurança e capacidade, mas também estabelecer um novo padrão de eficiência no transporte de cargas, essencial para a competitividade da produção nacional. O aspecto mais aguardado deste projeto, no entanto, é a implantação do novo pedágio, que seguirá o critério de modicidade tarifária adotado pelo governo federal. Uma das principais críticas à antiga gestão da rota era o preço cobrado. Atualmente, o pedágio na rodovia custa R$ 19,60. Segundo este modelo regulatório, o leilão não será vencido pela empresa que oferecer o maior valor, mas sim pela candidata que apresentar a menor tarifa de pedágio para o usuário. Embora a tarifa final exata só seja definida após o certame de concessão, a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), estima que a redução da tarifa seja de 85%. “O pedágio referência para o leilão será R$ 0,045 por km. Isso equivale a um pagamento de R$ 2,25 por praça no modelo atual. Atualmente custa R$ 19,60. É 85% menor”, explicou Paulo Ziegler, diretor de infraestrutura da Fetransul. A Fetransul sempre foi crítica da gestão da Ecovias Sul e, institucionalmente, considerou as mudanças que serão aplicadas pelo governo no Rio Grande do Sul como “muito positivas”. “São tarifas módicas ajustadas à realidade da economia da região e condizentes com a visão de custo benefício para os usuários. São custos até inferiores que em outros projetos administrados pelo Ministério dos Transportes em outros estados”, afirmou Ziegler EVANDRO OLIVEIRA/JC

Francisco Cardoso destaca estabilidade argentina e oportunidades para o transporte no Congresso Brasileiro de Comércio Exterior

Na manhã desta quarta-feira, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou como painelista do 1º Congresso Brasileiro de Comércio Exterior, realizado na FIERGS. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os impactos das mudanças geopolíticas, do avanço tecnológico e das novas exigências ambientais sobre as exportações brasileiras. Com mais de 30 painelistas, a programação foi dividida em dois dias, com o objetivo de orientar empresas diante de um cenário marcado por incertezas, tensões comerciais e pela necessidade de diversificação de mercados. Cardoso integrou o painel “Transformações Econômicas na Argentina: Impactos e Oportunidades para Exportadores”, que contou com a abertura de Giovani Baggio, o qual avaliou as crises recorrentes na Argentina. Baggio destacou que, em 2024, o Brasil exportou R$ 14 bilhões para o país vizinho. A inflação caiu de 292% em janeiro de 2024 para 32% ao ano em setembro de 2025. A produção industrial voltou a crescer e as exportações do Rio Grande do Sul acompanharam esse movimento, registrando um aumento de 48% em 2025. Ele também apresentou uma análise do ambiente econômico argentino, apontando para a estabilidade do dólar, a ausência de atrasos nos pagamentos e a digitalização dos processos aduaneiros. Assim, conclui-se que a Argentina é um destino viável e estratégico para as exportações brasileiras. Cardoso avaliou que a confiança voltou para os exportadores e para a Argentina, o que tem facilitado a reorganização das atividades de comércio exterior. Segundo ele, o fluxo comercial entre Brasil e Argentina aumentou em um ambiente de maior estabilidade, fator essencial para o setor de transporte, que depende diretamente desse equilíbrio econômico.Destacou que os desafios e oportunidades para o transporte não dizem respeito apenas ao cenário argentino, mas também à estabilidade das moedas e ao comportamento da economia brasileira. Cardoso falou também sobre a expectativa de ampliação das exportações argentinas, o que favoreceria os transportadores, especialmente nas cargas de retorno que hoje é um grande desafio. O presidente ressaltou a importância de que os transportadores intensifiquem a certificação OEA, que representa um importante mecanismo de compliance. Segundo ele, essa certificação contribui para que o setor de transporte ganhe mais fluidez, agilidade e confiabilidade perante os órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização da atividade.

Painel sobre responsabilidade empresarial além do clima reforça integração entre pessoas e meio ambiente

Debate na Estação do Desenvolvimento aponta que empresas precisam unir descarbonização, combate a violações e inovação responsável Belém (PA) – Na COP30, realizada em Belém, a Estação do Desenvolvimento recebeu, no dia 19, o painel “Responsabilidade empresarial além do clima”, organizado pelo Instituto Ethos. O encontro reuniu organizações da área social, corporativa e acadêmica e evidenciou que a pauta climática vai muito além da redução de emissões. O debate reforçou que as empresas precisam assumir compromissos sociais e ambientais mais amplos, integrando direitos humanos, integridade e sustentabilidade para alcançar resultados efetivos. A moderadora Marcela Greco, gestora de projetos do Instituto Ethos, abriu o debate enfatizando que “não adianta desenvolver uma agenda climática para uma transição verde sem preocupação com os territórios impactados, com os direitos das pessoas e com toda a cadeia das empresas”. Para ela, o papel das companhias também passa por governança responsável e compromisso com as comunidades. Representando o setor de transporte no painel, Jean Michel, gerente executivo de Promoção Social do SEST SENAT, reforçou que uma transição justa precisa ser centrada em pessoas e que a justiça social é condição essencial para um futuro sustentável. Em sua fala, apresentou iniciativas que mostram como o Sistema Transporte pode contribuir para a responsabilidade social e a inclusão. Entre os exemplos, citou o Projeto Proteção, desenvolvido em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e a ONG sueca Childhood, voltado ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes em pontos de risco nas rodovias brasileiras. “Hoje temos mapeados 19 mil pontos de alto risco. O setor de transporte, pela sua capilaridade, consegue levar essa mensagem a quase 5 mil municípios”, ressaltou. Jean também mencionou o Projeto Impulsiona, realizado em cooperação com o Conselho Nacional de Justiça, que acolhe jovens em situação de vulnerabilidade e os integra em programas de saúde e capacitação profissional. “Já temos jovens empregados em cursos de mecânica, suprindo a carência de mão de obra no setor. Nosso programa impulsiona esses aprendizes, e o curso de mecânica já está disponível em Brasília”, disse. Outro exemplo citado foi a Rota de Acessibilidade, iniciativa voltada à capacitação em atendimento inclusivo e acessível. “Já formamos 400 pessoas em Libras e ampliamos cursos para atendimento humanizado a pessoas com autismo. No total, foram 12 mil atendimentos a pessoas com TEA”, explicou. Ao concluir, Jean reforçou que “a responsabilidade empresarial vai além da redução de emissões e precisa estar conectada a direitos humanos, inclusão e governança. Não basta apoiar causas, é preciso colocar a mão na massa”. A diretora executiva do Instituto Impacto, Marina Ferro, lembrou que regiões com alto índice de desmatamento ilegal também concentram maior ocorrência de trabalho escravo no Brasil. Ela destacou que os princípios da ONU de 2011 consolidaram o dever das empresas de respeitar e reparar direitos humanos. “Mais de 80% das pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão se autodeclaram negras, o que evidencia uma violação sistemática e a necessidade de políticas empresariais que enfrentem desigualdades históricas”, afirmou. Na mesma linha de reflexão sobre os impactos sociais da transição, Marina Esteves, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGVCES), reforçou que “a gente não pode garantir que mude uma matriz energética deixando o território e as pessoas de fora desse processo”. Para ela, diagnósticos sólidos são fundamentais para orientar políticas, e iniciativas como o cálculo da pegada de carbono de carros populares e o apoio ao Plano Clima apontam caminhos possíveis. “Não existe solução única. Eletrificação é importante, mas precisa ser combinada com biocombustíveis e estratégias locais”, afirmou. A pesquisadora também abordou o apoio ao Governo Federal na construção do Plano Clima, que, pela primeira vez, estabelecerá limites de emissão específicos para setores como transporte e agropecuária. “Esse projeto é inédito e tem sido muito interessante, porque envolve consultas com setores econômicos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil para garantir que o plano seja representativo e que o Brasil alcance suas metas de descarbonização até 2030 e emissões zero até 2050”, disse. Na parte final do painel, os debatedores reforçaram as expectativas em relação aos resultados da COP. Marina Ferro destacou que, apesar de recente, o tema avança rapidamente e ainda enfrenta desafios de implementação, mas já se consolida em torno da integridade socioambiental. Para ela, o conceito de transição justa deve sair fortalecido do encontro. Lembrou ainda que a dignidade é um princípio constitucional básico, associado ao bem-estar, à liberdade e aos direitos fundamentais. Os painelistas convergiram na visão de que a transição climática e energética só será efetiva se for centrada nas pessoas, conectando responsabilidade social, direitos humanos e governança empresarial. “Clima não é só ciência, é também pessoas, meio ambiente e integridade”, resumiu Marina Esteves. Por Agência CNT Transporte Atual

Sustentabilidade e resiliência guiam discussões sobre o futuro das rodovias

Painel na Estação do Desenvolvimento mostra que inovação em pavimentos reduz desperdícios e fortalece a sustentabilidade do transporte O painel “Tecnologia, Regulação e Sustentabilidade: o caminho para a mitigação de GEE na nova infraestrutura rodoviária brasileira” ganhou destaque na Estação do Desenvolvimento, na Green Zone da COP30, em Belém (PA), na tarde dessa quinta-feira (20). O encontro debateu os impactos econômicos e ambientais dos diferentes tipos de pavimento e mostrou como cada escolha pode influenciar custos, emissões e a eficiência das rodovias. Para aprofundar essa discussão, o Ministério dos Transportes reuniu especialistas de diversas áreas ligadas ao setor rodoviário. O debate contou com representantes do transporte nacional, da indústria de asfaltos, da pesquisa acadêmica e da regulação pública. Essa diversidade de perspectivas permitiu abordar desde os impactos econômicos e ambientais dos pavimentos até a necessidade de políticas públicas consistentes e investimentos em inovação tecnológica, compondo um panorama amplo e estratégico para o futuro das rodovias brasileiras. O professor Deivid Pereira, da Universidade Federal de Santa Maria, apresentou estudo comparando pavimentos de concreto e asfálticos. A análise mostrou que o concreto tende a emitir mais gases de efeito estufa e a ter custo mais elevado, exceto em cenários de tráfego extremamente pesado, enquanto o asfalto se mostrou mais adequado à realidade brasileira, equilibrando custo e impacto ambiental. Ele ressaltou ainda que o desempenho do pavimento influencia diretamente o consumo de combustível e as emissões: “Quem sabe, em breve, possamos mudar a pergunta clássica da engenharia. Em vez de ‘quanto vai custar a obra’, que seja ‘quanto a minha obra vai custar e emitir gases de efeito estufa’. Isso é sustentabilidade”, instigou. Na sequência, Cynthia Ruas Vieira Praia, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), destacou o papel da Agência na regulação das concessões e apresentou iniciativas de sustentabilidade já em andamento. “Nós incentivamos que as concessionárias invistam em tecnologia e sustentabilidade. Criamos parâmetros e até um ranking para reconhecer as mais engajadas. Isso gera marketing positivo e, em alguns casos, até aumento de receita para quem supera os padrões”, afirmou. Representando o Sistema Transporte, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, reforçou a importância de políticas públicas consistentes e da diversificação de matrizes energéticas para que o setor seja protagonista na mitigação de gases de efeito estufa. “O setor de transporte não é vilão. Ele é essencial para a economia e para a vida cotidiana. Investir em pavimentos de qualidade significa reduzir custos, diminuir emissões e preparar o Brasil para enfrentar os impactos das mudanças climáticas”, ressaltou. Rodovias precárias pesam no bolso e no clima Fernanda apresentou dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2024, que avaliou mais de 111 mil km da malha pavimentada brasileira e revelou que 67% das rodovias estão em condição regular, ruim ou péssima. Ela destacou que a frota de veículos cresce muito mais rápido do que a expansão da malha, agravando os problemas de infraestrutura diante da limitação de recursos públicos. Segundo a CNT, defeitos no pavimento aumentam em cerca de 32% o custo operacional dos transportadores, elevando gastos com combustível e manutenção. Em 2024, estima-se que foram consumidos 1,2 bilhão de litros de combustível de forma desnecessária, resultando em 3,13 milhões de toneladas de CO2 lançadas na atmosfera e em um prejuízo de R$ 6,81 bilhões para o setor. Ela defendeu a importância das concessões rodoviárias como complemento ao investimento público e ressaltou que 73% das rodovias públicas foram classificadas como regulares ou péssimas, enquanto 63% das concedidas receberam avaliação ótima ou boa. “É mais barato pagar pedágio do que arcar com os custos adicionais de rodovias malconservadas. Precisamos de rodovias resilientes, capazes de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas e garantir eficiência ao transporte.” O painel também destacou o conceito de pavimento resiliente, capaz de suportar chuvas intensas, calor extremo e outras intempéries sem comprometer a segurança e a fluidez do transporte. De acordo com os especialistas, essa abordagem amplia o papel da engenharia, que passa a ser não apenas técnica, mas também social e ambiental, convertendo avanços tecnológicos em benefícios diretos para a população. O encontro reforçou que a infraestrutura rodoviária desempenha papel decisivo na transição para um Brasil mais sustentável. Para os painelistas, apostar em tecnologia, regulação e critérios de sustentabilidade não significa apenas reduzir custos, emissões e desperdícios, mas também garantir dignidade, eficiência e segurança a milhões de brasileiros que dependem diariamente das estradas. Os debatedores encerraram o painel com a mensagem de que o futuro das rodovias nacionais vai além da escolha entre asfalto ou concreto; está na capacidade de transformar avanços tecnológicos em soluções que integrem desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. Por Agência CNT Transporte Atual

Audiência pública debate concessão de rodovias do bloco 1

O Governo do RS realizou nesta terça, 25 de novembro, na prefeitura de Gravataí, uma das quatro audiências públicas de apresentação do projeto de concessão rodoviária do bloco 1. Coube ao secretário Pedro Capellupi explicar o contexto nacional em que se insere esta iniciativa do governo estadual, assim como explanar os investimentos para duplicar 213 quilômetros de estradas e as tarifas base que devem ser aplicadas nos 24 arcos de pedagiamento eletrônico. O evento lotou o auditório da prefeitura. As manifestações oscilaram entre o apoio e críticas. O deputado estadual Miguel Rossetto entende que o projeto não tem sentido logístico, sugerindo que outras alternativas sejam analisadas, entre elas, a aplicação direta dos recursos do FUNRIGS, antes da concessão. O deputado alertou que o pedágio fracionado a cada 20 km traz problemas aos municípios, pois muitos usuários vão procurar desvios por ruas internas das cidades, evitando este custo adicional. Darcy Zottis, diretor da Federasul e líder do movimento que defendeu com êxito o não pedagiamento da RS 118, lembrou que esta rodovia representa apenas 2% dos investimentos a serem feito no bloco 1. Ele sustenta que o projeto pode e deve ser melhorado, salientando ainda, que a RS 118 até poderia ser retirada do bloco, como forma de afastar a discussão sobre vantagens auferidas nesta parte de região metropolitana. Paulo Ziegler, diretor de Infraestrutura da Fetransul, avalia que o projeto tem um conjunto importante de melhorias para as rodovias, porém, tal como nos blocos 2 e 3, esbarra no alto custo do pedágio. Outro aspecto que precisa ser melhor analisado é o fracionamento da cobrança em pequenos trechos, pois está afastando o conceito rodoviário da cobrança de pedágios. A Fetransul, dentro do prazo aberto para as consultas da sociedade, fará documento explicitando suas sugestões para o aperfeiçoamento do projeto.  

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