SINDICAR participa de solenidade aos 90 anos de Carazinho

No dia 25 de janeiro, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Carazinho e Região – SINDICAR – SINDICAR participou da Sessão Solene em comemoração aos 90 anos da cidade de Carazinho. O encontro que aconteceu no Centro de Eventos do Recanto São Vicente de Paulo, foi uma iniciativa do Poder Executivo e Legislativo. Moisés Knopf dos Santos, presidente do sindicato, teve a oportunidade de reforçar o trabalho da entidade em prol do transporte e também junto a comunidade carazinhense junto as lideranças presentes. O SINDICAR além de atuar na defesa das empresas de transporte e logística também apoia ações de responsabilidade social e está inserido em projetos que visam a saúde e qualidade de vida. Moisés afirma que “é importante a participação do sindicato junto as ações do município, temos o maior orgulho de poder trabalhar junto ao poder público e contribuir com nossa cidade”, concluí.

Webinar Agenda 2021 do Sistema CNT aborda novas ações para o transporte

Evento apresentou principais ações da CNT, do SEST SENAT e do ITL para o ano e reuniu especialistas e empresários do transporte para debater desafios e oportunidades Em momentos de dificuldades e de grandes transformações é preciso pensar diferente, rever a rota e traçar um novo caminho, com novas ideias e ações. É preciso entender o que está acontecendo e, principalmente, ter a confiança do caminho a seguir. Hoje, esse horizonte guarda novas tecnologias, novos conceitos, formatos e modelos.  Para dar um panorama sobre o momento atual do setor de transporte, o Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e Instituto de Transporte e Logística) promoveu, nesta terça-feira (2), o primeiro dia do webinar Agenda 2021. O evento, que teve transmissão ao vivo pelo canal do SEST SENAT no YouTube, abordou temas como modelos regulatórios, tributação no contexto da logística 4.0, inovação e competitividade, além de debate, com participação de empresários e representantes de entidades do setor.  Segundo o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, o objetivo do evento é provocar e debater o que está programado para esse ano pós-pandemia. “Já aprendemos muito desde o começo da pandemia e a tecnologia veio para acelerar o nosso processo. Precisamos pensar no que temos que fazer antes de tomarmos decisões. Assuntos como a reforma tributária, que está vindo de uma forma diferente do que pensávamos, ainda precisam ser resolvidos. Mas estamos otimistas. Precisamos avançar no debate para fazer que o Brasil tenha um crescimento sustentável com o aumento do emprego e renda. E isso só virá com reformar estruturantes. E o momento é propício para isso”, disse.  Um dos palestrantes do primeiro dia, Edson Machado, professor do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), que falou sobre inovação e competitividade, destacou que o mundo pós-pandemia será ainda mais incerto. “O mundo está mudando e isso traz um desconforto. Isso acontece a cinco bilhões de anos e mudar faz parte de todas as nossas evoluções. Saímos do mundo VUCA (volátil, incerto, completo e ambíguo, na sigla em inglês), e passamos para um mundo BANI, onde vamos vivenciar um mundo pós-pandemia frágil, ansioso, não linear e incompreensível”.  Machado ainda ressaltou que o mundo está tentando novas possibilidades, com uma comunicação rápida, clara e em menos tempo. “Não vamos mais tomar decisões com opiniões e sim com dados. Quanto melhor o dado, melhor a decisão.” No caso da logística, Edson Machado cita que o setor terá grandes pontos de investimento e inflexões e que é preciso ter uma boa gestão financeira. “Na gestão de carga, frota e entrega já temos o 5G e localização em tempo real. O lado financeiro tem que trabalhar em duas pontas. Reduzir o custo e ampliar a receita. Para isso, é preciso capacitar o colaborador e rever processos. Também é preciso revisitar o produto e olhar o retorno do cliente. E por último é preciso ter uma gestão de mudança. É preciso mudar na velocidade do mundo”.  O caso da aviação Depois, foi a vez de tratar de modelos regulatórios e da sua contribuição para a inovação, com o diretor-executivo da Embry-Riddle Aeronautical University, Israel Treptow, que citou que a indústria aérea é sujeita a externalidades, por isso precisa se manter competitiva para superar causas que estão fora de seu alcance. “Para isso é preciso inovar. As empresas mais preparadas passaram melhor pelas crises. Também é preciso seguir o tripé da sustentabilidade, que corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, ambientais e econômicos. O social refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade. O ambiental, ao capital natural de uma empresa ou sociedade; e o financeiro é resultado econômico positivo de uma empresa”. Sobre a regulação no Brasil, Treptow cita que, no país, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vem fomentando a indústria com uma regulação participativa. “Os players são chamados e tentam coordenar os esforços da melhor maneira possível. Muito da nossa regulação é cópia da legislação americana, com estímulo a inovação, competitividade e liberdade tarifária, e por isso nossa indústria é uma das que mais inovam no país”.  Para o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, a inovação é o outro nome da aviação. “Durante a crise tudo que teve em termos de inovação tecnológica e de novos protocolos foi feito pelo setor aéreo. De reconhecimento facial a utilização de robôs. Isso nos mostra o tamanho do desafio que temos para voltarmos a trazer impactos positivos na economia. A aviação é sensível a economia e ainda vivemos números negativos. A partir de julho e agosto com uma vacinação de grande parte da população deveremos ter um crescimento”. Porém, Sanovicz, citou que temas como judicialização, aviação regional e o preço do combustível ainda continuam sendo questões importantes para o setor resolver. “Precisamos alinhar o nosso sistema regulatória ao modelo internacional, que nos permita ofertar o que o concorrente oferece ao redor do mundo”.  Tributação e inovação O webinar também falou sobre a tributação no contexto da logística 4.0, com o sócio-fundador da Finance Consultoria, José Roberto Afonso. Durante sua fala, ele citou que o Brasil teria uma logística muito mais eficiente, acessível, barata e competitiva se soubéssemos utilizá-la de maneira eficaz, sem “irracionalidades tributárias”. “No nosso caso a tributação é o oposto da inovação. Quando olhamos para os Estados Unidos, podemos ver como a logística está atrelada ao seu crescimento. No caso do Brasil, o sistema tributário se preocupa apenas em arrecadar. Ele prejudica o empresário e o trabalhador. ” Afonso salientou que o sistema tributário do mundo não está preparado para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade. “Temos a automação e uma parcela grande da população que não quer ter um local fixo de trabalho. São os nômades digitais, que trazem junto várias questões tributárias. Novas tecnologias e novos processos trazem muitas vantagens para o setor de transporte. Tanto na questão da agilidade como para as atividades tributárias. O setor de transporte tem muito para ensinar com sua

Investimento realizado em infraestrutura de transporte no Brasil vem caindo, mostra levantamento da CNT

Nova edição do Conjuntura do Transporte traz um panorama dos investimentos em infraestrutura de transporte realizados pelos setores público e privado em 2020 Os investimentos em infraestrutura de transporte vêm diminuindo ano após ano no Brasil. A escassez de recursos orçamentários da União, somada ao potencial ainda não explorado para a participação do capital privado, compromete a manutenção, a modernização e a ampliação de ativos em larga escala. Essa limitação atinge os diversos tipos de infraestrutura de transporte – rodoviária, ferroviária, aeroviária e aquaviária –, segundo o levantamento Conjuntura do Transporte, divulgado hoje (dia) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). “A retomada dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte é fundamental para alavancar o crescimento econômico nesse momento de crise. Ganhos em eficiência logística promovem todos os setores produtivos. Além disso, obras voltadas ao transporte são muito intensivas no uso de mão de obra, reduzem o desemprego e fortalecem a economia local”, enfatiza o presidente da CNT, Vander Costa.  Em que pese os investimentos cadentes e as dificuldades contingenciais ocasionadas pela pandemia da covid-19, o levantamento da CNT identifica o esforço do governo federal em destravar gargalos em infraestrutura. O MInfra (Ministério da Infraestrutura) mantém um plano de trabalho que prioriza a realização de leilões (concessões e arrendamentos portuários), além da renovação antecipada de concessões, como ocorreu no modal ferroviário. Para reverter a tendência de queda de investimentos em infraestrutura de transporte, apontada no estudo, a CNT defende um plano de ação baseado em duas linhas complementares: primeiro, na aceleração de novos programas de concessão; e, segundo, na recomposição da capacidade do Estado como investidor, buscando-se formas de financiamento do investimento público no atual contexto de restrição fiscal. O documento Conjuntura do Transporte – Investimentos em Infraestrutura pode ser baixado aqui Veja, a seguir, alguns aspectos abordados pela publicação, de acordo com o tipo de infraestrutura. Infraestrutura rodoviária A infraestrutura rodoviária brasileira divide-se em duas realidades. Uma é a da malha rodoviária gerida com recursos públicos – modelo predominante, cujos ativos se depreciam com a decrescente dotação orçamentária. Ilustrativo dessa carência é o fato de que em 2020, aplicou-se em toda a malha rodoviária federal menos do que se aplicava somente em manutenção dez anos atrás.  Investimento público federal em rodovias em 2020 caiu 2,3% em relação a 2019, sendo: -1,5% em adequação -15,0% em construção + 0,6% em manutenção Em 2020, o total investido pelo Governo Federal em rodovias foi de R$ 6,74 bilhões – valor que, descontada a inflação, é 31,7% menor do que o que se investia apenas em manutenção em 2010 (R$ 9,87 bilhões) A malha concessionada também experimenta situação complexa, com parte das concessionárias enfrentando dificuldades relacionadas à queda de demanda e a problemas de modelagem para aquelas da 3ª etapa. Em decorrência desse quadro, os investimentos também recuaram.  Investimento das concessionárias de rodovias em 2019 caiu 17,4% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias de rodovias em 2019 foi R$ 5,47 bilhões, menor valor da última década Infraestrutura ferroviária O modelo de operação das ferrovias brasileiras tem como base as concessões. Atualmente, praticamente todas as ferrovias de carga são concessionadas, sendo a malha pública residual. No caso do setor privado, a queda de investimentos está relacionada à etapa de execução dos atuais contratos, que estão vencendo. No caso do setor público, o investimento é comprometido pela escassez de recursos.  Investimento das concessionárias de ferrovias em 2019 caiu 26,4% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias no ano foi R$ 3,51 bilhões, configurando a quarta queda consecutiva desde 2016  Investimento público federal em ferrovias em 2020 caiu 36,9% em relação a 2019 O total investido pelo Governo Federal no ano foi R$ 364,10 milhões, sendo R$ 300,83 milhões na FIOL  Em um futuro próximo, o cenário pode se modificar, uma vez que o governo federal reconhece o potencial das ferrovias na logística de escoamento da produção brasileira de grãos. O plano para a ampliação da malha ferroviária prevê maior participação da iniciativa privada. Dois exemplos dessa visão para o modal são a construção da Ferrogrão e da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).  Infraestrutura aeroviária A infraestrutura aeroviária brasileira é ampla e possui boa conectividade. A administração dos aeroportos começou a ser oferecida à iniciativa privada em 2011 e, hoje, essas instalações respondem pela maior parte dos embarques e desembarques realizados nos principais aeroportos do país. Também se mostrou acertada a opção pelas concessões em blocos, em vez da modelagem ativo por ativo, inicialmente adotada.  A parte concessionada da infraestrutura recebe investimentos de modo satisfatório e o leilão referente à 6ª rodada de concessões aeroportuárias já tem data marcada: 7 de abril de 2021.  Investimento das concessionárias de aeroportos em 2019 cresceu 3,3% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias no ano foi R$ 1,87 bilhão Enquanto isso, a parte que ainda cabe à Infraero registra um momento de forte contingenciamento. Investimento da Infraero em aeroportos em 2020 caiu 32,9% em relação a 2019 O total investido pela Infraero no ano foi R$ 318,35 milhões, menor valor da última década Infraestrutura aquaviária A infraestrutura aquaviária compreende basicamente as hidrovias e os portos públicos e privados. Para os padrões internacionais, a conectividade dos portos nacionais às redes globais de transporte marítimo é considerada regular. Contudo, os serviços portuários brasileiros ainda enfrentam dificuldades, o que prejudica a competitividade das exportações nacionais e representa um entrave ao desenvolvimento econômico. Com o objetivo de levantar recursos privados para investimentos no setor, o governo federal tem a intenção de privatizar as Companhias Docas. Para se ter uma ideia das dificuldades enfrentadas pela estatal, em 2020, as Docas realizaram investimentos na ordem de R$ 26,3 milhões – o menor aporte da última década. Segundo o MInfra, as concessões portuárias previstas até 2022 deverão alavancar ao menos R$ 6,74 bilhões em investimentos, considerando 19 arrendamentos de terminais e 4 desestatizações. Investimento das Companhias Docas em 2020 caiu 59,1% em relação a 2019 O total investido pelas companhias em 2020 foi R$ 26,30 milhões, menor valor da última década Com relação aos terminais privados, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) não divulga os investimentos atuais. Contudo, a partir dos levantamentos da

CNT espera que novos presidentes do Senado e da Câmara contribuam para tirar o Brasil da crise

A CNT (Confederação Nacional do Transporte), por meio do seu presidente, Vander Costa, parabeniza os novos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e espera que o Congresso Nacional priorize, neste ano, as pautas essenciais para a retomada do desenvolvimento do Brasil, como as reformas tributária e administrativa. A Confederação também se compromete a trabalhar, incansavelmente, junto aos novos presidentes, para ampliar os necessários investimentos em infraestrutura de transporte. A pandemia da covid-19 deixou clara a importância do transporte para o Brasil não parar. E o setor será fundamental para a retomada da economia do país no pós-crise. Para isso, é preciso criar as condições para a atração de investimentos nessa área, por meio da diminuição do Custo Brasil, da modernização de marcos regulatórios, do fomento à multimodalidade e do saneamento das contas públicas.  É importante lembrar que estamos vivendo uma segunda onda da pandemia da covid-19 e que os efeitos da crise econômica persistem. Nesse sentido, confiamos na capacidade de liderança e na habilidade política do senador Rodrigo Pacheco e do deputado Arthur Lira para conduzir, com celeridade, as decisões emergenciais do Parlamento com vistas a garantir a sustentabilidade financeira das empresas e a manutenção de empregos, dar início a um novo ciclo de desenvolvimento e contribuir para a melhoria da vida de todos os brasileiros. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Índice de acidentes nas rodovias cai, mas número de vítimas fatais se mantém em 2020

Painel CNT de Acidentes é atualizado com dados de 2020; foram mais de 5,2 mil vidas perdidas nas rodovias federais brasileiras no ano passado Nas rodovias federais brasileiras em 2020, foram 63.447 acidentes –  queda de 5,9% em relação a 2019 (67.427). O número de mortes no ano passado, por sua vez, foi de 5.287, uma redução de 0,8% na comparação com 2019 (5.332), indicando que, embora tenha havido menos acidentes, eles foram mais letais. Esses dados constam do Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários, que foi atualizado, nessa quinta-feira (28), com os números de 2020. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. No painel, é possível realizar pesquisas interativas sobre números gerais e, também, filtrar e cruzar informações com as ocorrências entre 2007 e 2020.  Acesse o Painel CNT de Acidentes Rodoviários Baixe o arquivo com os principais dados no Brasil e por UF A rodovia com o maior número de acidentes, ao longo do ano passado, foi a BR-101, onde foram contabilizadas 8.715 ocorrências. Em relação ao número de mortes, a BR-116 pode ser considerada a rodovia que mais mata. Somente em 2020, foram 690 vidas perdidas nessa via. O custo estimado de todos os acidentes em rodovias federais foi de R$ 10,22 bilhões. O presidente da CNT, Vander Costa, comenta que os índices de acidentes, especialmente os com vítimas fatais, revelam a necessidade de investimentos efetivos em infraestrutura rodoviária, na formação dos condutores e na ampliação de campanhas educativas com foco na segurança no trânsito.  “Reduzir o número e a gravidade dos acidentes rodoviários é promover o transporte no país, com benefícios claros à economia e à sociedade. Assim, desenvolver ações voltadas à melhoria das condições viárias, à capacitação dos motoristas e à segurança veicular são a melhor estratégia para a superação desse grave problema” Vander Costa ressalta, ainda, a importância da disponibilização dos dados de acidentes no Brasil. “O trabalho de fiscalização, levantamento e sistematização das informações relacionadas aos acidentes nas rodovias brasileiras realizado pela Polícia Rodoviária Federal é fundamental para nortear as ações de redução de acidentes, além de demonstrar o compromisso do órgão com a transparência de dados tão importantes.” Confira alguns dados do Painel CNT de Acidentes Rodoviários – Brasil registrou 14 mortes nas rodovias federais a cada dia em 2020 – O tipo mais frequente de acidentes com vítimas é a colisão – 54,8 % das mortes ocorreram aos finais de semana – sexta-feira (14,6%), sábado (17,8) e domingo (22,4%) – 81,8% dos mortos em acidentes são do sexo masculino – Foram 81 acidentes com vítimas a cada 100 km de rodovia federal no Brasil em 2020 – BR-116 e BR-101 são as que mais matam no Brasil  – Sudeste e Sul concentram os maiores índices de acidentes com vítimas – Rodovias do Nordeste são as que mais matam no Brasil – Minas Gerais é campeã em número de mortes e de acidentes nas rodovias federais – Distrito Federal registra cinco vezes mais acidentes por 100 km do que a média nacional  – Maranhão, Tocantins, Bahia, Piauí e Alagoas registram os acidentes mais graves – Rodovias do Paraná concentram mais mortes de ciclistas  – Nordeste é a região com maior número de mortes de motociclistas Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Participe da pesquisa Mercado no Ano de 2020

A NTC&Logística juntamente com a ANTT, estão realizando uma pesquisa com as empresas de transporte de carga para verificar a situação econômica do TRC no ano de 2020. Diante dos fatos acusados pela maior crise dos últimos tempos, agravada no último ano com a redução das atividades, fechamento do comércio e a diminuição da produção de insumos em diversas áreas, queremos saber de que forma o transporte foi atingido. As questões são todas de múltipla escolha e podem ser respondidas em poucos minutos. ?Acesse aqui:https://cutt.ly/FhDERwP Fonte: NTC&Logística

Sistema CNT promove webinar Agenda 2021

Evento irá abordar inovação, tendências de gestão e retomada das empresas de transporte no cenário atual O Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e Instituto de Transporte e Logística) promoverá, nos dias 2 e 3 de fevereiro, o webinar Agenda 2021. O evento, com transmissão ao vivo pelo canal do SEST SENAT no YouTube, ocorrerá a partir das 16h e abordará temas, como modelos regulatórios, tributação no contexto da logística 4.0, mentalidade estratégica, alto desempenho nas empresas do transporte, entre outros assuntos. Além de palestras, o webinar contará com um debate, que terá a participação de empresários e representantes de entidades do setor. No evento online, ainda serão apresentadas as principais iniciativas que serão desenvolvidas pela CNT, pelo SEST SENAT e pelo ITL para empresas e lideranças do transporte em 2021. Inscreva-se e veja a programação completa do evento aqui. No primeiro dia, o webinar abordará como inovar e retomar o crescimento das empresas do setor no contexto da pandemia e contará com as palestras do professor do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) Edson Machado, que abordará o tema inovação e competitividade. Depois, será a vez de tratar de modelos regulatórios e da sua contribuição para a inovação, com o diretor executivo da Embry-Riddle Aeronautical University, Israel Treptow. Para fechar o primeiro dia, o assunto abordado será a tributação no contexto da logística 4.0, com o sócio fundador da Finance, José Roberto Afonso. No segundo dia, o tema será mentalidade estratégica, qualificação e alto desempenho nas empresas do transporte, que trará uma palestra sobre gestão e novos modelos de negócios, com o professor da FDC (Fundação Dom Cabral) Marcos Leão; a transformação digital aplicada ao transporte, com o CEO da HSM, Reynaldo Gama; e o desenvolvimento de estratégias efetivas de negociação, com o diretor da Do It! Brasil, Thomas Brieu. Participarão dos debates: o presidente do Sistema CNT, Vander Costa; o diretor executivo da CNT, Bruno Batista; o CEO da Braspress, Urubatan Helou; o CEO do Grupo Saritur, Rubens Lessa; o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz; a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes; a presidente da Tora Transportes, Janaína Fagundes; a diretora da Viação Águia Branca, Paula Barcellos; e o representante da STC Internacional, Daniel Breda. Fonte Agência CNT Transporte Atual

A importância da cadeia de frio para a vacinação

Conheça as especificidades do transporte de produtos que requerem refrigeração Antes de vir à tona o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, governos estaduais já prospectavam empresas com know-how em transporte de produtos de saúde. Essas transportadoras apresentavam como diferencial o domínio das boas práticas em “cadeia de frio”. A cadeia nada mais é do que o “processo englobado pelas atividades de armazenagem, conservação, manuseio, distribuição e transporte dos produtos sensíveis à temperatura”. A definição consta da RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) n.° 304, da Anvisa. Esse foi o caso da Kodex, operadora de transporte multimodal com sede em Porto Alegre e atuante em nível nacional. “A gente operou muito, desde o início da pandemia, com entregas de kits hospitalares. Um cliente nosso demandou fortemente respiradores, camas, itens de UTI. Foi um grande case para a empresa. Faz três anos que trabalhamos com a área da saúde, mas, ao longo de 2020, conseguimos demonstrar nossa eficiência para o Brasil todo”, conta Thais Bandeira, sócia-proprietária da Kodex. Contatada pelo governo do estado de São Paulo, a empresa ajudou a traçar uma estratégia que se mostrou acertada. “Em conjunto com o Ceadis (Centro Estadual de Armazenamento e Distribuição de Insumos de Saúde do Estado de São Paulo), a gente identificou que era preciso utilizar veículos refrigerados, mesmo que a vacina chegasse ‘encapsulada’, ou seja, dentro de um reservatório ou isopor que mantivesse a temperatura”, relata. Um ponto que facilitou muito o desenho da operação foi a temperatura suportada pela Coronavac, que é de 2°C a 8°C, assim como a vacina de Oxford e a maioria das vacinas usadas em campanhas massivas. O temor era que o Brasil optasse por uma plataforma tecnológica semelhante à da Pfizer, que precisa ser mantida a incríveis -70°C (veja box). “Nós já tínhamos transportado vacinas para alguns laboratórios e tínhamos todas as licenças, além de estarmos amparados por uma responsável técnica farmacêutica”, recorda a empresária. A cadeia de frio implica, ainda, que as temperaturas não sejam demasiadamente baixas. Vacinas que contêm alumínio, por exemplo, perdem a eficácia em caráter permanente a menos de 2°C. Em regra, medicamentos não podem congelar. Daí a importância do monitoramento constante e do uso de ferramentas inusitadas, como o gelox ou gelo artificial, que nada mais são do que bolsas plásticas preenchidas com água gelada – mais fáceis de controlar do que pedras de gelo. Tayguara Helou, presidente do Conselho Superior e de Administração do Setcesp, fornece uma descrição minuciosa da cadeia de frio da vacinação em São Paulo. “Faz-se o controle da temperatura da doca. Os lotes a serem embarcados ficam aguardando a aferição e o controle de temperatura do veículo, que estará parado em frente à doca. Estando ambos em conformidade, abre-se a doca e carrega-se o veículo. Fecha-se o veículo e faz-se a medição interna com equipamentos. Estando o veículo com a temperatura certa, inicia-se a viagem. É feita uma medida da temperatura a cada minuto. A gente gera um relatório para o governo do estado durante todo o percurso, minuto a minuto, sobre o controle da temperatura. Chegando ao destino, é a mesma coisa. Só depois de última medição, abrem-se as portas e se descarrega no centro de distribuição.” Veja a íntegra da reportagem especial na edição 299 da revista CNT Transporte Atual. Baixe aqui. Fonte: CNT / Gustavo T. Falleiros

CNT oferece ao Ministério da Saúde apoio no transporte de vacinas e insumos para o combate à covid-19

A Confederação oficializou a disposição em ajudar o governo federal em tudo o que for necessário para viabilizar a entrega de vacinas e outros equipamentos e insumos A CNT (Confederação Nacional do Transporte) discutiu, nesta semana, com o Ministério da Saúde, o apoio logístico nas entregas de insumos para o enfrentamento da covid-19 no Brasil. A Confederação, que representa as empresas de todos os modais do transporte do país, oficializou a disposição em ajudar o governo federal em tudo o que for necessário para viabilizar a entrega de vacinas, EPIs, oxigênio, equipamentos e outros insumos estratégicos para a contenção da pandemia – de forma complementar às medidas que já vêm sendo adotadas pelo Sistema CNT, instituições filiadas e associadas, e empresas representadas. Na oportunidade, os representantes da CNT agradeceram ao Ministério da Saúde por ter atendido o pedido de inclusão de segmentos dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a covid-19. Estão nesse grupo caminhoneiros; portuários; empregados das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários); empregados de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas; empregados de empresas brasileiras de navegação; e motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluídos os motoristas de longo curso. O Ministério da Saúde tem mantido diálogo com diversas empresas e entidades do setor privado para dar celeridade às entregas de equipamentos, medicamentos e vacinas em todo o país. Além da CNT, desde dezembro, a pasta tem parceria com a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), entidade associada à CNT, para esse tipo de transporte sem custo para o governo brasileiro. Leia aqui matéria especial sobre a logística de distribuição da vacina. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

A encomenda que todos aguardavam

A vacinação em grande escala só é possível graças ao trabalho coordenado entre especialistas em cadeia de suprimentos e transportadores Administrada em seringas, uma dose da vacina Coronavac corresponde a 0,5 ml. Para se ter uma ideia, uma colher de chá corresponde a 5 ml. Essas gotinhas têm valor inestimável, muito superior ao preço estipulado pelo fabricante (cerca de US$ 10 ou R$ 55), pois salvam vidas. Transportá-las em segurança, do local de produção até o ponto de atendimento em saúde, é um dos maiores desafios da atualidade – e que vem sendo enfrentado tanto pela cadeia logística quanto pelas empresas de transporte, sob o comando dos governos federal e estaduais. Veja aqui vídeo sobre a necessidade de escolta das vacinas.  A inteligência por trás dos deslocamentos é dada pelo plano logístico que, no caso brasileiro, foi traçado a muitas mãos – uma notável cooperação entre o poder público e a iniciativa privada. Se a logística é o cérebro, os diferentes modais do transporte são as pernas e os braços. Para ser bem-sucedido, um plano precisa contemplar três fluxos. Primeiro, de informação, para dizer o que é necessário, em qual prazo e qual o destino. Segundo, de dinheiro, para comprar o material e pagar os serviços envolvidos. Terceiro, de materiais, que podem ser delicados e escassos, como é o caso da vacina.   Especialistas em logística trabalham com três variáveis em mente: qualidade, preço e tempo. Considera-se que somente duas podem ser priorizadas, ou seja, uma será sacrificada em prol das outras. Em uma campanha de vacinação em larguíssima escala, como a que ocorre atualmente no mundo, fica patente que as autoridades travaram uma luta contra o tempo, inclusive, flexibilizando os protocolos habituais para a aprovação desse tipo de medicamento. É um caso clássico de fator tempo pressionando qualidade e preço. O tiro de largada da operação da vacinação no Brasil foi dado em 18 de janeiro, quando o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de quase 6 milhões de doses da vacina para todas as Unidades da Federação. A partir do Centro de Distribuição Logística de Guarulhos (SP), os frascos (cada um com dez doses do imunizante) foram despachados em aeronaves da Força Aérea e das companhias aéreas que atuaram de forma gratuita. Depois, o deslocamento entre as capitais e os municípios menores foi feito em caminhões refrigerados das transportadoras brasileiras e rastreados por satélite. O transporte está preparado Desde o início da pandemia, o setor de transporte é uma voz ativa no enfrentamento da crise. As empresas, que já haviam se colocado à disposição do poder público para transportar insumos hospitalares, respiradores e EPIs, receberam com naturalidade a hipótese de movimentar doses de vacina. Em 17 de janeiro, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial das vacinas da Oxford-AstraZeneca (a ser fabricada pela Fiocruz, mas, por enquanto, disponível na Índia) e da Coronavac (do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan), a organização logística já estava montada, assim como as frotas. “As transportadoras possuem conhecimento do processo e das necessidades de movimentação, armazenagem e manuseio de cargas especiais. Elas realizam a distribuição de imunizantes que exigem condições especiais, com tecnologia e confiabilidade. É essa expertise que foi colocada a serviço da saúde pública”, destaca o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. “Além disso, o setor é multimodal e opera com capilaridade suficiente para alcançar, se for o caso, comunidades isoladas, como são algumas aldeias indígenas”, acrescenta. De fato, há uma experiência acumulada do setor na lida diária com produtos perigosos e, mais especificamente, com fármacos. “O transporte de farmacêuticos tem por primazia a velocidade, a segurança e a qualidade. No caso de vacina, o trabalho é um pouco diferenciado. Você hoje atende ao Brasil inteiro na distribuição de farmacêuticos, variando em prazos de 24 horas até, no máximo, dez dias. Falando de um lugar mais longínquo, como o estado do Amapá, na região Norte, pode chegar a 16 dias, mas essa seria uma situação extrema, com trechos de barco”, analisa Gylson Ribeiro, sócio-administrador da empresa JTR Logística e diretor da Especialidade de Transportes de Produtos Farmacêuticos do Setcesp (Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo e Região). É interessante notar que, no desafio da vacinação contra a covid-19, ocorre uma sinergia entre a malha logística das transportadoras e a própria rede de Unidades Básicas de Saúde, mantida pelo Estado. “O Brasil já tem uma estrutura do SUS muito enraizada e amplamente testada nesses anos todos. As vacinações ocorrem duas a três vezes por ano, em campanhas. Normalmente, há uma campanha anual, mas sempre existem vacinações mais específicas. Então, nós já temos uma estrutura para isso”, confirma Ribeiro. Quanto à questão do volume da carga, desafiadora a princípio, o especialista desmistifica: “Embora sejam milhões de doses, isso não é algo que assuste. Você consegue tranquilamente acomodar 2 milhões de doses em uma carreta baú frigorificada, sendo que a parte mais distante do trajeto é feita por via aérea. Uma vez nas capitais, você pulveriza a carga em carros menores, em VUCs, em vans. A última milha requer um pouquinho mais de cuidado, mas não vejo dificuldade”. Aéreas na linha de frente Como a produção da vacina está concentrada em São Paulo, a primeira “perna” das viagens de distribuição para as demais capitais é aérea. Por meio da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Gol, Latam e Voepass mantiveram um canal aberto com o governo federal e ofereceram seus serviços. “Todas as companhias disponibilizaram seus esforços, frotas, malhas aéreas e equipes para o transporte gratuito da vacina”, explica Eduardo Sanovicz, presidente da Abear. Para o presidente, a participação das aéreas no desenho da logística da campanha, ao lado do governo federal, demonstra a coerência e a coesão do setor. “A aviação vem mostrando seu compromisso com o Brasil desde o início dessa crise. Mantivemos as capitais e principais cidades conectadas no começo da pandemia. Depois, atuamos ativamente na repatriação de quem viajou para fora, e não tinha conseguido voltar. (…)

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