PLOA 2026 destina R$ 16,05 bilhões para investimentos em infraestruturas de transporte, aponta estudo da CNT

Análise consta na nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, elaborada pela CNT e lançada nesta terça-feira (11) A CNT analisou os investimentos previstos no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026 e observou uma redução no volume de recursos destinados a investimentos em infraestruturas de transporte. O documento estima R$ 16,05 bilhões em investimentos públicos federais para o setor em 2026, 6,3% do total de investimentos públicos federais previstos para o próximo ano. Do montante total, R$ 13,83 bilhões são recursos diretos da União, e R$ 2,22 bilhões são provenientes do orçamento das estatais, como a Companhia Docas e a Infraero. Os dados integram a nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, elaborada pela CNT, que avalia a evolução dos recursos orçamentários e sua distribuição entre os diferentes modos de transporte. O estudo foi lançado nesta terça-feira (11). A CNT destaca que, embora o orçamento global da União apresente crescimento, a participação relativa dos investimentos em transporte recuou, o que reforça a necessidade de atenção ao tema durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional. No setor de transporte, os investimentos da União (sem considerar as estatais) diminuíram de R$ 16,53 bilhões, no PLOA 2025, para R$ 13,83 bilhões, na proposta atual. O recuo foi mais expressivo no Ministério dos Transportes, cujo orçamento para investimentos caiu de R$ 15,91 bilhões do ano passado para R$ 13,10 bilhões neste ano. Ainda assim, a pasta ampliou a proporção de investimentos dentro do próprio orçamento, passando de 49,2% para 71,1%, o que indica um foco maior na execução de obras e intervenções diretas. No Ministério de Portos e Aeroportos, o orçamento destinado a investimentos projetado é de R$ 737 milhões, valor pouco maior que o previsto no PLOA 2025. Assim como nos anos anteriores, o modo rodoviário concentra a maior parte dos investimentos federais em transporte: R$ 11,90 bilhões, o equivalente a 86,0% do total. Em seguida, vêm o modo ferroviário, com R$ 891,57 milhões (6,4%); o aquaviário, com R$ 453,49 milhões (3,3%); e o aéreo, com R$ 268,17 milhões (1,9%). A distribuição percentual se manteve praticamente estável em relação a 2025. Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a redução dos investimentos previstos para 2026 exige atenção, já que a qualidade da infraestrutura influencia diretamente a eficiência do transporte e o desempenho da economia, além de impactar também os custos operacionais das empresas, o valor das mercadorias e até o preço das passagens. “Historicamente, os valores efetivamente executados ficam abaixo das necessidades do setor. Por isso, o estudo aponta que é fundamental que o Congresso avalie formas de ampliar as dotações orçamentárias voltadas às obras de infraestrutura de transporte durante a tramitação do PLOA 2026”, explicou. Aumento do investimento das estatais O estudo mostra ainda que as empresas estatais federais deverão investir R$ 2,22 bilhões em projetos de infraestrutura de transporte, valor superior ao previsto no orçamento anterior. A maior parte (77%) está concentrada no setor portuário, com R$ 1,72 bilhão sob a responsabilidade da Companhia Docas, que administra 15 portos públicos federais. O destaque é para a Autoridade Portuária de Santos S.A., que terá aumento expressivo e deve contar com R$ 759,84 milhões, quase o triplo do valor estimado no PLOA 2025. A Infraero, que administra 24 aeroportos, também terá acréscimo, com R$ 501,27 milhões previstos para 2026. Investimentos totais O PLOA 2026, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em agosto, estima R$ 6,53 trilhões em despesas totais da União, sendo a maior parte desses recursos (R$ 6,33 trilhões) correspondente ao orçamento fiscal e da seguridade social, enquanto R$ 197,86 bilhões estão direcionados ao orçamento das estatais. O orçamento das estatais (R$ 197,86 bilhões) somado aos R$ 55,31 bilhões de investimentos diretos da União previstos para 2026 totaliza os R$ 253,17 bilhões previstos para investimentos em obras e programas públicos em todo o país, no próximo ano. Acesse o documento na íntegra. Por Agência CNT Transporte Atual

Visita à fábrica da Volvo reforça base técnica para decisão do TST sobre adicional de periculosidade

Ação visa assegurar que o julgamento sobre periculosidade seja baseado em informações técnicas e na realidade operacional do transporte rodoviário Ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e representantes do Sistema Transporte estiveram, nessa segunda-feira (10), na fábrica da Volvo, em Curitiba (PR), para uma visita técnica sobre o desenvolvimento e a segurança dos tanques de combustível utilizados em veículos pesados. O objetivo foi oferecer subsídios concretos para o julgamento do IRR-45 (Incidente de Recurso de Revista nº 45), que trata da possibilidade de pagamento de adicional de periculosidade a motoristas que conduzem caminhões equipados com tanques suplementares. Durante a visita, os ministros acompanharam demonstrações sobre o projeto dos tanques, os materiais utilizados, os testes de segurança e o processo de instalação no chassi dos veículos. A Volvo ressaltou que os tanques originais e suplementares são regulamentados e certificados sob os mesmos critérios desde 2005 e atendem às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), a padrões internacionais ISO e a normas europeias equivalentes. Segundo dados apresentados pela empresa, não há registro de incidentes relacionados à integridade desses tanques em mais de 40 anos de operação global. O Sistema Transporte destacou que o tema é estratégico para o setor, já que interpretações divergentes sobre a periculosidade podem gerar custos adicionais sem fundamento técnico, com impacto direto na competitividade das empresas de transporte. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, enfatizou a relevância do contato direto dos ministros com o processo industrial. “A visita proporciona aos ministros uma compreensão prática de como esses tanques são projetados e certificados. Esse diálogo entre o setor produtivo e o Poder Judiciário fortalece decisões baseadas em dados, tecnologia e segurança”, afirmou. Além da diretora, representaram o Sistema Transporte o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) do Paraná e da Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná), Sérgio Malucelli; o presidente da Fepasc (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina), Felipe Gulin; o gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Melo; e a gerente executiva de Negócios da CNT, Luciana Malamin. Pelo TST, participaram os ministros Alexandre de Souza Agra Belmonte, Cláudio Mascarenhas Brandão, Amaury Rodrigues Pinto Junior, Hugo Carlos Scheuermann, Morgana de Almeida Richa e Maria Helena Mallmann. Pela Volvo, estiveram presentes o diretor jurídico, de Compliance e de Relações Corporativas, Alfredo Santana, e o gerente de Relações Corporativas, Alexandre Parker.  Ao proporcionar aos ministros uma visão direta do processo produtivo e dos mecanismos de segurança já incorporados aos veículos, o Sistema Transporte reforçou a importância de decisões judiciais fundamentadas em evidências técnicas alinhadas à realidade operacional do setor. A CNT reafirmou sua disposição em continuar contribuindo com informações, estudos e diálogo institucional, de forma a fortalecer a segurança, a estabilidade regulatória e a sustentabilidade econômica do transporte brasileiro. Por Agência CNT Transporte Atual

CNT apresenta inovação em diesel verde no Fórum Global da ONU

Evento realizado no Rio de Janeiro reuniu líderes internacionais para debater sustentabilidade e descarbonização A CNT apresentou um estudo de caso sobre o diesel verde, na quinta-feira (6), durante a 17ª edição do Systemic Innovation Workshop, no Rio de Janeiro (RJ). O encontro integrou o Fórum Global de Inovação da ONU (Organização das Nações Unidas), promovido pelo UGIH (UN Climate Change Global Innovation Hub), órgão das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O trabalho brasileiro foi selecionado para o painel internacional ao lado de iniciativas da Suécia, de Uganda e do México. Em sua apresentação, a gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, destacou os benefícios do diesel verde e a importância da oferta de fontes energéticas que não gerem externalidades técnico-operacionais e econômicas ao setor de transporte. “O diesel verde é uma inovação que fortalece o setor transportador e abre caminho para uma economia mais sustentável, em sintonia com os compromissos climáticos assumidos pelo país”, afirmou. Durante dois dias, o encontro reuniu representantes de governos, universidades, empresas, investidores e organizações multilaterais para discutir sustentabilidade, finanças verdes e economia circular. A abertura, ocorrida na quarta-feira (5), contou com a presença de autoridades como Nitin Arora, líder de equipe da UNFCCC; James Grabert, diretor de mitigação da ONU para o Clima; e Ana Asti, subsecretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado do Rio de Janeiro, além do governador do estado, Cláudio Castro. O Fórum foi organizado pelo Instituto Sigma em parceria com o Governo do Rio de Janeiro, o CBAE (Colégio Brasileiro de Altos Estudos) e o Institute of Regenerative and Resilient Economy. Por Agência CNT Transporte Atual

Metrópoles vence o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2025 com série fotográfica sobre desabamentos de pontes no Brasil

É apenas a segunda vez que um trabalho em fotojornalismo conquista o Grande Prêmio na história da premiação, que também registrou um marco inédito com veículos cearenses vencendo três categorias na mesma edição O Metrópoles conquistou o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2025 com o trabalho “Um Brasil que desmorona: desabamentos de pontes atrasam o país”, assinado pelo fotojornalista Breno Esaki. A série de imagens mostra, com força e sensibilidade, os impactos do descaso com a infraestrutura de pontes no Brasil, retratando as perdas humanas, sociais e econômicas provocadas pela falta de investimentos em manutenção. É apenas a segunda vez que um trabalho em fotojornalismo conquista o Grande Prêmio na história da premiação, que também registrou um marco inédito com veículos cearenses vencendo três categorias na mesma edição. Na categoria Áudio, o prêmio foi para a jornalista Thayane Ribeiro, da Rádio BandNews BH, com a série “No meio do caminho”, que traz relatos emocionantes de moradores que vivem às margens de rodovias e trilhos em Belo Horizonte (MG) e precisam deixar suas casas para dar lugar a grandes obras de mobilidade urbana. O vencedor da categoria Comunicação Setorial foi o Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará), com a terceira temporada do podcast “De Ponto a Ponto”, que aborda o transporte coletivo em Fortaleza sob diferentes perspectivas, destacando seu papel para a mobilidade, inclusão e qualidade de vida da população. Em Fotojornalismo, o prêmio foi concedido a Domingos Peixoto, do jornal O Globo, pelo ensaio “Tempo perdido”, que denuncia o sucateamento da Supervia e a realidade enfrentada pelos passageiros, que convivem diariamente com superlotação e insegurança. Na categoria Meio Ambiente e Transporte, a vencedora foi Theyse Santana, do Diário do Nordeste, com a reportagem “Na contramão do clima: fuga de passageiros enfraquece ônibus de Fortaleza e incha vias públicas com transportes individuais”. O trabalho mostra os impactos ambientais do crescimento do transporte individual e a urgência de políticas que fortaleçam o transporte coletivo sustentável. O prêmio de Multiplataforma foi para William Cardoso, do Metrópoles, com o especial “Mete marcha: gamificação coloca entregadores do iFood em risco”, que revela como a lógica de pontuação da plataforma pressiona entregadores a assumir riscos e enfrentar jornadas exaustivas. A reportagem combina textos, vídeos, fotos e um minidocumentário que expõem as consequências dessa dinâmica sobre a saúde e segurança dos profissionais. Na categoria Texto, o vencedor foi Cláudio Ribeiro, do Jornal O Povo (CE), com a série “Como age a quadrilha que despacha cocaína pelo Pecém há 6 anos”, que investiga a atuação de um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de drogas por portos cearenses. O trabalho detalha as operações e a estrutura da organização criminosa, evidenciando os desafios da segurança no transporte marítimo. Já em Vídeo, o prêmio foi para Carlos de Lannoy, da TV Globo, com “Emendas derretem no asfalto”, reportagem que mostra como emendas parlamentares destinadas à infraestrutura acabam desperdiçadas em obras inacabadas ou mal executadas. O caso de uma estrada na Bahia cujo asfalto recém-inaugurado derrete sob o sol ilustra, de forma contundente, as falhas de gestão e fiscalização. Edição de 2025 Com o tema “Jornalismo que abre novas rotas”, a 32ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo reconhece trabalhos que exploram novas abordagens e narrativas sobre o transporte brasileiro, valorizando a investigação, a criatividade e o compromisso com o interesse público. Os trabalhos foram avaliados por André Basbaum (EBC), Flávio Ferreira (Folha de S.Paulo), Laurindo Ferreira (Sistema Jornal do Commercio), Paulo Nassar (Aberje) e Suzana Kahn Ribeiro (COPPE/UFRJ). O Grande Prêmio CNT de Jornalismo oferece o valor de R$ 60 mil, e cada categoria premiada recebe R$ 35 mil. A solenidade de premiação será realizada em 10 de dezembro, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília. Por Agência CNT Transporte Atual

Reforma Tributária do Consumo – RTC – Obrigatoriedade ao DTE automática a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas deverão utilizar, obrigatoriamente, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como canal oficial de comunicação com a Receita Federal. Isso significa que todas as notificações, intimações e avisos fiscais serão enviados por meio eletrônico, através da Caixa Postal do Portal e-CAC. Essa mudança está amparada pela Lei Complementar nº 214/2025 e pelo Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a ciência presumida das comunicações enviadas por esse canal. Por que isso é importante?  – A leitura das mensagens no DTE será considerada como ciência oficial da comunicação.  – A ausência de acesso à Caixa Postal não impede o início de prazos legais e pode gerar penalidades.  – O DTE traz mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte. O que você precisa fazer?  – Acesse regularmente sua Caixa Postal no Portal e-CAC.  – Mantenha seus dados cadastrais atualizados.  – Estabeleça uma rotina de verificação das mensagens recebidas. Lembre-se: manter-se informado é essencial para evitar surpresas e garantir o cumprimento das obrigações fiscais com tranquilidade. Conte com a Receita Federal para uma comunicação mais moderna e eficiente. Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal. Fonte: Gov.br

Estação do Desenvolvimento encerra primeiro dia com debates sobre transição energética, sustentabilidade e inclusão

Painéis debatem a logística como vetor de integração regional, a importância das concessões sustentáveis e os desafios da transição justa no setor de transporte A Estação do Desenvolvimento, espaço do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) na COP30, encerrou seu primeiro dia de atividades com uma série de painéis que reforçaram o protagonismo do setor na agenda climática global. As discussões abordaram o papel do transporte na transição energética, a importância das concessões sustentáveis e os caminhos para garantir que essa transformação ocorra de forma justa e inclusiva. Ao longo do dia, representantes do governo, da iniciativa privada e de organismos internacionais se reuniram para debater como o transporte pode contribuir de maneira decisiva para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Brasil. Entre os participantes, prevaleceu um consenso: a urgência de equilibrar eficiência logística, inclusão social e responsabilidade ambiental – um compromisso reafirmado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. No painel “OIT Brasil apresenta: desafios da transição justa no Brasil”, mediado pelo oficial nacional da OIT, Raoní Vale, o presidente Vander Costa destacou que a COP30 deve ser um marco na transformação da matriz de transporte brasileira, impulsionando soluções sustentáveis e práticas integradas. Ele ressaltou que a transição energética só será efetiva se considerar todo o ciclo de geração e consumo de energia, e não apenas a substituição de tecnologias. “A transição energética não pode ser focada unicamente em um ponto. É preciso olhar para toda a cadeia, da produção ao consumo, para alcançar uma emissão neutra de carbono”, afirmou. O presidente lembrou que a discussão sobre sustentabilidade, antes centrada no futuro, já se tornou uma questão imediata. “Costumávamos dizer que precisávamos proteger o planeta para nossos filhos. Hoje, precisamos protegê-lo para nós mesmos”, completou. Vander Costa observou que a tecnologia para veículos elétricos já é uma realidade no país, especialmente para curtas distâncias, mas alertou que o impacto positivo depende da origem da energia utilizada. “De nada adianta eletrificar a frota se a energia que carrega essas baterias não for limpa”, ressaltou. Ele também defendeu o fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis sustentáveis, como o etanol e o biogás, e o uso de áreas degradadas para o cultivo de biomassa, “sem derrubar uma árvore a mais”. Segundo ele, essa estratégia pode unir recuperação ambiental, produção agrícola e captura de carbono. O presidente reforçou ainda que uma transição justa deve colocar as pessoas no centro do processo, com foco na qualificação profissional. “Com o aumento da frota elétrica, é fundamental requalificar os profissionais da manutenção automotiva. Mecânicos que conheciam o motor a combustão precisam estar preparados para trabalhar com veículos elétricos”, destacou. Vander lembrou que o SEST SENAT já está promovendo cursos voltados à mobilidade elétrica, à manutenção digital e ao desenvolvimento de software, acompanhando as mudanças tecnológicas do setor. O debate contou também com a presença do diretor do Escritório da OIT no Brasil, Vinicius Pinheiro, que ressaltou a necessidade de manter as pessoas no centro das políticas climáticas. Segundo ele, a COP30 marca um novo momento na agenda global, em que as discussões sobre o clima deixam de ser apenas ambientais e passam a integrar dimensões sociais e econômicas. “A transição justa significa gerar empregos decentes e não deixar ninguém para trás. Essa é a marca da COP brasileira”, afirmou. A enviada especial da presidência da COP30 para os direitos humanos e a transição justa, Denise Dora, destacou que a adaptação às novas formas de produção e energia também exige garantias legais e proteção social. “A transição não pode ser apenas tecnológica, ela precisa ser ética. Não é porque uma energia é limpa que ela é automaticamente justa. É preciso garantir que ninguém perca direitos no processo de mudança”, disse. Denise alertou ainda que, sem diálogo e planejamento, as novas cadeias produtivas correm o risco de reproduzir desigualdades históricas. Também participou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que defendeu a presença ativa dos trabalhadores nos espaços de decisão sobre a transição energética. “A transição justa precisa garantir trabalho decente e sustentável, especialmente na Amazônia, onde a informalidade ainda é alta”, afirmou. Soluções logísticas para o desenvolvimento regional O painel “Soluções logísticas para o desenvolvimento regional”, mediado pela gerente executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, destacou a integração entre modais e os investimentos em infraestrutura resiliente como pilares do desenvolvimento nacional. “Discutir a logística na Amazônia e no Brasil é fundamental. A eficiência logística é um pilar para o desenvolvimento regional, capaz de integrar territórios, reduzir desigualdades e fortalecer a competitividade do nosso país”, afirmou. O diretor-secretário do Sindarpa, Edivaldo Maués Carvalho Neto, reforçou que a navegação fluvial é vital para a Amazônia, onde muitos municípios só são acessíveis por rios. “A navegação fluvial aqui é uma necessidade. Existem cidades que só são acessadas pelos rios, transportando alimentos, combustível, materiais escolares e produtos básicos. Além do papel logístico, a navegação tem uma função social enorme, garantindo o abastecimento e a sobrevivência de inúmeras comunidades ribeirinhas”, afirmou. O vice-presidente da Fetramaz, Daniel Bertollini, destacou que a multimodalidade já faz parte da rotina logística na Amazônia, mas o avanço depende de investimentos estruturais e políticas de longo prazo. “A Amazônia tem rios navegáveis, mas ainda carece de infraestrutura resiliente. Precisamos de dragagem permanente, de licenças ambientais que permitam avançar e de projetos estratégicos, como a Ferrogrão, que simplesmente não saem do papel”, afirmou. Ele lembrou que as limitações de navegabilidade em rios como o Amazonas, o Madeira e o Tapajós reduzem a competitividade da região. “As hidrovias são um eixo de desenvolvimento sustentável, mas precisamos de mais investimentos e planejamento para garantir operação durante todo o ano e reduzir nossa dependência do transporte rodoviário”, completou. O diretor de crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwarts, apresentou números que reforçam a importância do financiamento de longo prazo. “Nos últimos cinco anos, contratamos cerca de R$ 5 bilhões em crédito para logística e transportes, e nossa programação é chegar a R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos”, afirmou. Segundo ele, investir em multimodalidade gera benefícios ambientais e econômicos,

Últimos dias para participar da pesquisa nacional da NTC&Logística sobre os salários dos motoristas de caminhão

Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6  Fonte: NTC&Logística

CS Rodovias Mercosul inicia concessão do Centro Unificado de Fronteira São Borja–Santo Tomé a partir de dezembro

Nova administradora assume operação, modernização e manutenção do CUF e da Ponte Internacional, com atualização das tarifas e nova metodologia de cobrança A Concessionária CS Rodovias Mercosul SPE S.A. anunciou que assumirá, a partir de 2 de dezembro de 2025, a gestão do Centro Unificado de Fronteira (CUF) São Borja–Santo Tomé e da Ponte Internacional que liga o Brasil à Argentina. A empresa foi a vencedora da Concorrência nº 01/2025 promovida pela Comissão Mista Argentino-Brasileira (COMAB). Com o início da nova fase da concessão, a CS Rodovias Mercosul reforça o compromisso de manter e aprimorar os serviços já existentes, assegurando continuidade operacional, eficiência logística, qualidade no atendimento e segurança nas operações aduaneiras. O objetivo é transformar o CUF em uma referência de integração fronteiriça e excelência operacional, com adoção de novas práticas de gestão, tecnologia e infraestrutura. A partir da mesma data, entrará em vigor a nova tabela de serviços e tarifas aplicáveis às operações no local. Os valores serão reajustados anualmente, conforme o Consumer Price Index (CPI) dos Estados Unidos, e convertidos mensalmente em Reais (BRL) e Pesos Argentinos (ARS), conforme previsto no contrato de concessão. A concessionária também apresentou uma nova metodologia de cobrança, que inclui fechamento semanal, validação dos relatórios pelos clientes em até três dias úteis e emissão de notas fiscais ou faturas com prazo de pagamento de até 15 dias corridos. O objetivo é garantir transparência, controle e simplificação dos processos administrativos. De acordo com a empresa, canais dedicados serão mantidos para esclarecimentos, suporte operacional e tratativas comerciais, reforçando o compromisso com um relacionamento transparente e colaborativo. Para mais informações e acesso às tabelas completas de serviços e tarifas, clique aqui e faça o download do documento em PDF. Fonte: NTC&Logística, com informações da CS Rodovias Mercosul

Estação do Desenvolvimento: o transporte no coração da COP30

Hub marca o protagonismo do setor na principal conferência sobre o clima. Abertura contou com o presidente do Sistema Transporte, ministros de Estado de autoridades diversas Pela primeira vez na história das Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o setor de transporte brasileiro ocupa posição de destaque com um espaço próprio e inteiramente dedicado ao tema. A Estação do Desenvolvimento abriu suas portas nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), simbolizando um marco inédito de protagonismo, diálogo e compromisso com um futuro de mobilidade mais sustentável. Instalada na Green Zone – a área da COP onde atuam a sociedade civil, empresas, ONGs, instituições e o público em geral –, a Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) e se consolida como um grande hub de conhecimento e soluções, com uma programação intensa de painéis, debates e ativações ao longo das próximas duas semanas. O espaço ocupa 500 m² e abriga uma arena de debates com capacidade para até 60 pessoas, preparada para receber autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo. Esse momento histórico foi ressaltado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, durante a cerimônia de abertura. “Hoje, estamos aqui para conversar sobre alternativas que possam fazer o setor avançar com segurança, racionalidade e menor emissão de gases de efeito estufa”, afirmou. Em seu discurso, Vander Costa destacou que o Brasil tem um legado consolidado na busca pela descarbonização e pela eficiência energética no transporte. Ele relembrou marcos fundamentais dessa trajetória, como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), iniciado em 1986. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, pontuou o presidente. Ele também defendeu a renovação de frotas como estratégia essencial para alcançar uma redução significativa das emissões no transporte de cargas e passageiros. A abertura do espaço reuniu autoridades de alto nível, entre elas os ministros de Estado Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Jader Filho (Cidades). Também participaram Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil; Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A.; e Rodrigo Favetta, diretor financeiro do Pacto Global no Brasil. O ministro Jader Filho destacou os recentes investimentos do PAC em mobilidade urbana e reforçou o papel estratégico do transporte coletivo. Ele lembrou que um único ônibus tem potencial para retirar de circulação cerca de 50 veículos individuais, contribuindo para a redução do tráfego e das emissões. Em linha semelhante, o ministro Silvio Costa Filho fez uma analogia entre modais, destacando a eficiência da navegação interior: “Vinte e cinco barcaças navegando por nossos rios equivalem a aproximadamente 500 caminhões a menos trafegando em nossas rodovias, o que abre outra via para a redução de emissões em nossa matriz de transporte”, disse. E completou: “O que precisamos é de um grande plano logístico nacional, para avançar a multimodalidade. A COP30 deixará um legado civilizatório para o nosso país.” O ministro dos Transportes, Renan Filho, enfatizou o compromisso do governo federal com o desenvolvimento sustentável da região amazônica: “Para que a gente possa desenvolver a Amazônia com inteligência, com sustentabilidade, nós temos que fazer a infraestrutura. O presidente Lula tem esse compromisso. E o nosso Ministério tem o compromisso de fazer com que a infraestrutura do país seja a prioridade para o desenvolvimento”, afirmou. Infra S.A. e CNT firmam parceria inédita Durante o evento, foi formalizada a assinatura do protocolo de intenções entre a Infra S.A. e a CNT para a implementação e o desenvolvimento do Programa Melhorar. A parceria tem como objetivo promover o intercâmbio de informações e experiências entre as instituições, resultando na elaboração de um relatório técnico com propostas de aprimoramento do programa. O Programa Melhorar busca consolidar uma política pública de transporte sustentável voltada à redução de emissões, ao incentivo à inovação tecnológica e ao fortalecimento de uma logística mais limpa e competitiva. A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população. O programa também prevê a criação de uma rede nacional de postos de avaliação veicular, credenciados e supervisionados pela Infra S.A., responsável por monitorar emissões de poluentes, consolidar dados e emitir certificações ambientais, o Selo Melhorar. “Com esse entendimento, estamos trabalhando para cuidar do combustível que usamos, cuidar da qualidade do ar, cuidar do planeta”, celebrou Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A. Uma iniciativa colaborativa A Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte, correalizada pelos ministérios dos Transportes, de Portos e Aeroportos e das Cidades, e conta com uma ampla rede de patrocinadores, apoiadores e parceiros estratégicos. Os patrocinadores são: Moveinfra, Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem), ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), Eletra Industrial, Gol Linhas Aéreas e Clickbus. A iniciativa tem o apoio de: Pacto Global – Rede Brasil, Abani (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior), Instituto Ethos, Slocat Partnership, Childhood, OIT (Organização Internacional do Trabalho) e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). Além disso, conta com os parceiros estratégicos MWM Motores e Geradores, Loxam – A Geradora e TikTok. Por Agência CNT Transporte Atual

Francisco Cardoso participa do programa Conexão Rural

No dia 8 de novembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou do programa Conexão Rural, apresentado por Alex Soares. Durante a entrevista, foram destacados pontos sobre o setor de transporte rodoviário de cargas e a economia gaúcha. Entre os temas abordados, Cardoso destacou a importância do investimento em infraestrutura das rodovias. Também tratou sobre o impacto do aumento do biodiesel no preço final dos combustíveis. Outro ponto enfatizado por Cardoso foi a valorização dos motoristas profissionais, destacando a relevância das paradas de descanso. O presidente também foi questionado sobre o Piso Mínimo de Frete e outros assuntos. A participação reforçou o compromisso da Fetransul em representar os interesses do transporte rodoviário e contribuir com o debate sobre o futuro da logística e da mobilidade no país. Confira o recorte da entrevista na íntegra: https://drive.google.com/drive/folders/1vxAuNhxzeDxboOMj4zVsk_Hhn4FXxhuT?usp=sharing