Ordem e Progresso

O Sistema FETRANSUL, representando as empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul, atento aos desdobramentos que se avizinham com a celebração dos 199 anos da Independência do Brasil, vem de público expressar que a liberdade de manifestação, desde que ordeira e pacífica, é um direito inerente de todos os brasileiros, independente de sua visão ideológica. Os empresários deste setor econômico tão relevante para o desenvolvimento da Nação, clamam pelo equilíbrio e respeito entre os poderes constituídos, pois a harmonia é fundamental para a manutenção da ordem constitucional. O Sistema FETRANSUL olha para a Constituição do Brasil e constata que ninguém está acima da Lei, e que os poderes são constituídos para prover ordem ao País. E nossa visão é de que é primordial que cada um dos três poderes deve atuar estritamente dentro de suas atribuições. Por fim, lembramos que a essência da democracia deve ter por premissa maior a garantia dos direitos individuais. Que o dia da Pátria, a ser comemorado amanhã, sirva de inspiração ao PATRIOTISMO tão necessário para a construção de um Brasil melhor para todos os Brasileiros. Porto Alegre, 06 de setembro de 2021 Afrânio Rogério Kieling Presidente do Sistema FETRANSUL
Entenda como o setor de transportes está se movendo rumo à descarbonização
Caminhão R 410 da Scania, modelo similar ao adquirido pela Reiter Log e que é movido a gás natural ou biometano como alternativa ao diesel – Divulgação A eletrificação do setor de transportes vem crescendo mundo afora, mas deve demorar até se popularizar. Além da questão tecnológica em si, a transição esbarra em problemas como os custos de produção —um caminhão elétrico pode custar o triplo da versão equivalente a diesel—, reciclagem das baterias dos veículos e a infraestrutura de carregamento dos países. Enquanto o processo não ganha escala, empresas do setor apostam em outras formas de descarbonização. Acompanhando o movimento ESG, que preconiza boas práticas ambientais, sociais e de governança, algumas companhias têm apostado nos biocombustíveis e na criação de peças mais leves e sustentáveis —sem necessariamente tirar a eletrificação do radar. A Reiter Log, empresa gaúcha de logística, anunciou recentemente a compra de 124 caminhões Scania movidos a gás natural ou biometano, como alternativa ao uso de diesel. Com um investimento superior a R$ 100 milhões, a companhia passa a ter uma das maiores frotas a gás do Brasil, o que ajuda a diminuir não só sua própria pegada ambiental, mas a de seus clientes também. A transportadora continua operando com alguns veículos a diesel, mas agora passa a oferecer uma opção de frete com menos emissão de carbono. Segundo a companhia, a nova frota marca a aplicação do conceito ESG nos serviços de logística que disponibiliza. O desafio ainda é o preço. Caminhões a GNV custam cerca de 30% a mais em relação aos modelos a diesel. De acordo com a Reiter Log, a ideia é mostrar para os clientes que a alternativa não configura um novo custo logístico, mas um projeto de sustentabilidade. Por outro lado, pode haver redução nos gastos com abastecimento, a depender do preço do combustível nos estados. Em agosto, o valor médio do metro cúbico do GNV em São Paulo era de R$ 3,34, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). No mesmo mês, o diesel foi comercializado por R$ 4,61. Com base nas médias de consumo divulgadas pela Scania, o caminhoneiro vai gastar R$ 1.502 com reabastecimentos para percorrer 1.000 quilômetros em um veículo movido a diesel. No caso do GNV, o custo da mesma viagem cai para R$ 1.336. O gás natural pode ser gerado a partir do biometano, com aproveitamento de rejeitos agrícolas e lixo. Outra alternativa é o HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, alternativa que está sendo desenvolvida pela Mercedes-Benz. Segundo a fabricante alemã, essa opção pode ser utilizada em qualquer tipo de motor a combustão. Sua molécula sintética é igual à do diesel comum e também pode ser produzida a partir de gordura animal. Além do uso de combustíveis menos poluentes, reduzir o peso dos veículos pode ajudar a cortar emissões no setor de transporte. É o que tem feito a Randon, fabricante de implementos rodoviários, como carrocerias, reboques e autopeças para ônibus e caminhões. Em agosto deste ano, a companhia anunciou que está desenvolvendo novos produtos em materiais compósitos (que combinam diferentes tipos de materiais, como fibras e resinas), por meio da marca Fras-le. Esses itens substituem alguns tradicionalmente fabricados em aço. Segundo a empresa, o uso desses produtos pode reduzir em até 65% o peso de alguns componentes, o que contribui com a pegada de carbono dos caminhões. “Carregar menos peso permite a um veículo aumentar sua carga e isso diminui a quantidade de CO2 emitido por tonelada transportada”, explica César Ferreira, diretor de inovação das Empresas Randon. O primeiro projeto é um suporte de para-lamas, peça que sustenta a cobertura da roda de semirreboques. De acordo com Ferreira, já existem outros dez projetos sendo desenvolvidos com materiais compósitos, num processo de alinhamento do portfólio da companhia à agenda ESG. Segundo o diretor, a necessidade de fazer veículos mais leves sempre foi importante no setor automotivo, mas tornou-se ainda mais latente em um contexto de eletrificação. Um dos grandes desafios dos automóveis elétricos é o peso do conjunto de baterias. Ainda que o motor seja menor, um carro ou caminhão com essa fonte de energia acaba sendo mais pesado do que um a combustão, o que se torna um problema para a autonomia do veículo. A percepção de que o tema afetaria todo setor de transportes foi um dos motivos que levou Randon a investir nos materiais compósitos como alternativa ao aço. “A eletrificação é uma questão temporal, ela vai acontecer”, diz Ferreira. É o que também antecipa a Basf, gigante do setor químico que possui um departamento de materiais voltado para o segmento de transportes. Para Jefferson Schiavon, diretor de soluções para transportes do negócio de materiais de performance da Basf, a perspectiva de eletrificação da mobilidade já é antiga, o que surpreende é a aceleração desse processo nos últimos anos. “Hoje a gente vê, principalmente na Europa, vários países com metas de circulação de veículos só elétricos a partir de certa data, como Paris em 2030 e na Alemanha a partir de 2050”, comenta. Uma das apostas da companhia são os plásticos de engenharia. Diferentemente do plástico convencional, o material é voltado para aplicações que exigem resistência a diferentes condições —mecânicas e térmicas, por exemplo— podendo substituir componentes de alumínio e aço. Segundo Schiavon, a Basf tem desenvolvido peças em plástico de engenharia com foco no mercado de elétricos, justamente porque a leveza é determinante para a performance desses veículos. “O plástico traz exatamente o benefício da substituição de metais para diminuir não só o peso, mas todo o processo produtivo”, afirma. De acordo com Fernando Ribeiro, gerente sênior de desenvolvimento técnico de materiais de performance da Basf, a fabricação de uma peça de plástico é mais rápida e simples, o que permite emitir menos carbono no processo de produção em relação aos metais. “Para um componente que iria levar dois quilos de alumínio, eu preciso só de um quilo de plástico, porque as necessidades são diferentes. Então eu tenho um balanço positivo para o plástico, já que ele emite menos na cadeia produtiva”,
Com apoio da CNT, Senado Federal aprova a criação do Documento Eletrônico de Transporte
Medida Provisória segue, agora, para sanção presidencial O Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (1º), a criação do DT-e (Documento Eletrônico de Transporte). A ferramenta substituirá cerca de 90 documentos necessários para emissão em uma viagem de origem e destino. O DT-e também poderá ser usado como meio de comprovação de renda. O texto é fruto de um amplo diálogo com o setor transportador, capitaneado pela CNT. Agora, a Medida Provisória 1.051/2021, sob forma do Projeto de Lei de Conversão 16/2021, segue para sanção presidencial. Durante o debate da MP, a CNT defendeu que a unificação de documentos respeite as peculiaridades dos modais transportadores e as legislações específicas de cada modelo de transporte. Outro importante ponto é o modelo tributário nacional, o qual determina recolhimentos específicos para a União, para os estados e para os municípios, em cada etapa do transporte, sendo todos obrigatórios para o transporte das cargas. Para a Confederação, a criação do Documento de Transporte Eletrônico não pode gerar mais um custo para os transportadores, que já operam com um custo extremamente elevado. Por fim, o documento único deve cumprir o papel de documentação de transporte, não se equivalendo ao pagamento pelo serviço prestado, respeitando, assim, as atuais regras para o pagamento na prestação de serviços. Confira as principais inovações da MP 1.051/2021: – Garantia de aplicação do DT-e no transporte de carga em todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e dutoviário; – Previsão de estabelecimento de prazo para a extinção de documentos físicos (impressos em papel) para as operações de transporte de cargas: serão gradualmente substituídos por digitais/eletrônicos; – Alterado e ampliado o rol de critérios para dispensa do DT-e; – Ênfase no respeito aos sigilos da informação, “(…) asseguradas a segurança dos dados e o sigilo fiscal, bancário e comercial das informações contempladas”; – Ampliação do rol de atores que podem gerar o DT-e; – Redução do limite máximo do valor de multa em geral; estabelecimento de limite máximo do valor de multa para o modo rodoviário; inseridas prescrições para notificações e aplicações de multas; – Restringidas as hipóteses de titularidade da conta em que o transportador autônomo de cargas (TAC) receberá os pagamentos de fretes; – Autorizada a possibilidade de o TAC contratar pessoa jurídica para administrar seus direitos relativos à prestação de serviços de transporte; – Prevista anistia das multas relativas ao piso mínimo aplicadas até 31/05/21; – Constituída multa pelo não pagamento do vale-pedágio; – Crédito presumido de Cofins para transportadores; – Inclusão do Canal Verde na operação do DT-e – a iniciativa da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) conta com 77 pontos de leitura de passagens dos caminhões, via OCR, onde é feita a fiscalização dos veículos. Com informações do Ministério da Infraestrutura
Projeto Educação Nutricional nas Rodovias é lançado em todo o Brasil
Pensando nos ganhos para a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e da sociedade como um todo, o SEST SENAT lança, nesta terça-feira (31), o projeto Educação Nutricional das Rodovias. O objetivo é sensibilizar os estabelecimentos localizados em pontos de parada e de descanso de todo o país sobre práticas alimentares saudáveis. Dessa forma, os profissionais do transporte poderão contar com espaços, como restaurantes e lanchonetes, que ofereçam melhores condições de alimentação. Nutricionistas do SEST SENAT vão visitar estabelecimentos que desejam adquirir o selo “Rota da Nutrição”, que indicará que aquele local adota práticas nutricionais adequadas ao oferecer refeições balanceadas e saudáveis aos trabalhadores do transporte. O selo indica que o restaurante cumpre os seguintes requisitos: higiene e conservação adequada dos alimentos; cardápio com opções saudáveis e equilibrado nutricionalmente; e preocupação com a apresentação dos alimentos. Com o selo do SEST SENAT, o estabelecimento agrega ainda mais valor ao seu negócio e desfruta de outros benefícios, como receber orientações técnicas de nutricionistas altamente capacitados; ter o estabelecimento divulgado, nacionalmente, nos canais do SEST SENAT; e conseguir mais chances para que o espaço receba a certificação oficial do Ministério da Infraestrutura como um ponto de parada e descanso. Todos esses benefícios serão oferecidos, de forma gratuita, aos estabelecimentos comerciais. Um dos critérios do Ministério da Infraestrutura para o reconhecimento oficial de um local como um ponto de parada e descanso são as condições sanitárias dos estabelecimentos ali situados. A oferta de refeições consideradas saudáveis pode ser avaliada pelo órgão como uma condição sanitária adequada. Portanto, o selo “Rota da Nutrição do SEST SENAT” tem condições de conferir ao ponto de parada um diferencial positivo a mais, contribuindo, assim, para o possível recebimento da certificação. É importante destacar que o projeto tem a missão de conscientização e educação, de forma que não serão realizadas atividades fiscalizatórias ou de consultoria aos estabelecimentos. O selo Rota da Nutrição do SEST SENAT terá validade de seis meses. Confira os restaurantes que já receberam o selo Rota da Nutrição: MINAS GERAIS Restaurante Dom Pedro Rodovia Fernão Dias, km 859 – Pouso Alegre RIO DE JANEIRO Pampas Gourmet – Posto Flumidiesel Rodovia Presidente Dutra, km 276, Barra Mansa SERGIPE Restaurante Boa Viagem Conveniência BR-101, km 90, Nossa Senhora do Socorro – Aracaju É proprietário de restaurante? O seu estabelecimento também pode fazer parte dessa rota. Procure a unidade do SEST SENAT mais próxima para saber mais sobre como aderir ao Rota da Nutrição. Veja aqui os contatos. Fonte: SEST SENAT
Mercado de trabalho do transporte segue com saldo positivo de empregos em 2021
CNT atualiza Painel do Emprego no Transporte com dados de julho deste ano O transporte, em julho, apresentou saldo positivo de 11.021 postos de trabalho, diferença entre o total de admissões (64.824) e demissões (53.803) do mês. No acumulado de janeiro a julho de 2021, foi ocupado um total de 50.033 vagas de emprego no setor. Os dados foram atualizados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), no Painel do Emprego no Transporte. As informações elaboradas pela CNT são as mais recentes, disponíveis a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. A ferramenta apresenta a movimentação mensal do mercado de trabalho formal no Brasil. “Esperamos uma maior recuperação do emprego na segunda metade de 2021, desde que o acesso à vacina contra a Covid-19 avance e não haja um agravamento da situação geral da pandemia com a variante delta do coronavírus. O Brasil precisa promover um ambiente de negócios propício à geração de empregos em massa e o setor de transporte tem um papel relevante nesse cenário”, avalia o presidente da CNT, Vander Costa. Para Vander Costa, os números do Painel mostram que as empresas do transporte têm oportunizado um ganho importante para reduzir a taxa de desemprego do país e fortalecer a economia. Porém ainda é preciso um olhar cauteloso das nossas autoridades para as empresas de transporte rodoviário de passageiros, “que vêm sendo fortemente impactadas desde o início da pandemia”, completa. Considerando o balanço de admissões e desligamentos de empregos formais do transporte nos sete primeiros meses de 2021, o estado do Rio de Janeiro foi o que apresentou a maior perda de postos de trabalho (-3.612), seguido de Pernambuco (-925) e Paraíba (-209). Já o melhor desempenho em termos de geração líquida de empregos formais na área no período foi alcançado pelos estados de São Paulo (+26.134), Minas Gerais (+6.519) e Santa Catarina (+4.848). Ao considerar os diferentes modais de transporte no acumulado de janeiro a julho de 2021, é possível identificar que o maior saldo na criação de empregos formais (+72.850) ocorreu no segmento de transporte rodoviário de cargas (TRC). Em realidade oposta está o transporte rodoviário de passageiros urbano, que vem desde o início da pandemia em tendência negativa. Nos primeiros sete meses deste ano, foram fechadas 20.626 vagas de trabalho somente nesse segmento. A mesma situação ocorreu no grupo rodoviário de passageiros de longo curso (-7.566). O objetivo da CNT com o Painel do Emprego no Transporte é disponibilizar às empresas do transporte e à sociedade opções para consulta dinâmica e análises de informações do transportador. O Painel do Emprego contribui com um panorama da situação de ocupações no setor, fonte significativa de referência durante a pandemia do novo coronavírus. No Painel, é possível aplicar filtros para as diferentes modalidades de transporte e para todos os estados, além de acessar os mesmos dados por tipos de ocupação. Os números possibilitam desde uma visão abrangente até recortes e cruzamentos para pesquisas específicas e segmentadas. Acesse aqui o Painel do Emprego no Transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Confira a programação do seminário itinerante da Comjovem que acontece em Belém
Vem aí mais uma edição do Seminário Itinerante, desta vez sediado na cidade de Belém/PA no dia 16 de setembro. Promovido pela NTC&Logística há 17 anos, o evento tem como objetivo promover aproximação entre os associados e a atualização técnica, fornecendo oportunidade de novos negócios aos transportadores da região, sempre contando com uma programação diversi?cada, através de temas ligados a tecnologia, gestão de frotas, além de insights e muito networking. O evento será realizado de maneira 100% presencial, obedecendo todos os protocolos de segurança e aberto para todos os empresários da região que contribuem para um TRC cada vez mais forte. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO 09h30 Abertura André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM Geovani Serafim – Vice-coordenador Nacional da COMJOVEM Ricardo Filho – Coordenador do Núcleo da COMJOVEM Belém Francisco Pelucio – Presidente da NTC&Logística (vídeo) Irani Bertolini – Presidente do Fetramaz (vídeo) Daniel Bertolini – Presidente do Sindicarpa Momento Parceiros NTC Comunicados especiais LGPD: Uma nova realidade Palestra ministrada por Narciso Figueirôa Jr. – Assessor Jurídico da NTC&Logística Comunicados especiais Sistema Tarifário e o Mercado de Transporte Rodoviário de Carga Palestra ministrada por Lauro Valdivia – Assessor Técnico da NTC&Logística Inovação e Tecnologia na Logística Palestra ministrada por Luiz Fernando Rodrigues – Mendes Gestão Empresarial 12h00 Encerramento Inscreva-se e adquira o seu ingresso gratuitamente em: https://www.sympla.com.br/seminario-itinerante-belem__1310005 O evento é uma realização da NTC&Logística e a COMJOVEM com o apoio das entidades anfitriãs, o SINDICARPA e a FETRAMAZ, o núcleo da COMJOVEM em Belém como anfitrião, apoio institucional da CNT (Confederação Nacional do Transporte), do SEST SENAT e do ITL (Instituto de Transporte e Logística) e a FUMTRAN, com o patrocínio da Iveco e da Mercedes-Benz. Fonte: NTC&Logística
Aprovada MP que aumenta limites de tolerância na pesagem de caminhões

Percentual passa de 10% para 12,5% por eixo de veículo de carga A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a medida provisória (MP) que aumenta de 10% para 12,5% a tolerância para o excesso de peso por eixo de ônibus de passageiros e de caminhões de carga sem aplicação de penalidades. O texto segue para o Senado. Pelo texto aprovado, os veículos ou combinações de veículos (carretas com reboques, por exemplo) de peso bruto total regulamentar igual ou inferior a 50 toneladas deverão ser fiscalizados apenas quanto aos limites de peso bruto total ou de peso bruto total combinado, cuja tolerância fixada pela lei é de 5%. As mudanças são feitas na Lei 7.408/85. “O limite proposto pela Medida Provisória trará importante contribuição para o incremento do transporte de cargas no Brasil, pois se sabe da dificuldade de manutenção dessas cargas durante a viagem nos locais onde ela foi originalmente disposta. Esse pequeno acréscimo de tolerância, portanto, contribuirá para a desoneração do transportador, pois, pelos cálculos apresentados pelo governo, cerca de 43% das multas aplicadas por problemas com peso referem-se a excesso inferior a 12,5%”, argumentou o deputado. Segundo o relator, deputado Vicentinho Júnior (PL-TO), a medida vai facilitar o transporte de mercadorias e ampliar a oferta para o mercado externo. O texto aprovado prevê que o excesso de peso dos veículos será regulado somente a partir do encerramento do prazo de vigência da lei, limitado a 30 de setembro de 2022. A MP original fixava a data em 30 de abril de 2022. Fonte: Agência Brasil /Por Heloisa Cristaldo / Edição: Nádia Franco
Indicadores confirmam recuperação da economia, diz Guedes

Ministro disse que nova frente parlamentar contribuirá para reformas A divulgação de diversos indicadores recentes confirma a recuperação da produção e do consumo, disse hoje (25) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, a arrecadação recorde em julho, divulgada mais cedo, e o consumo de energia e combustível mostram que a economia está crescendo forte, apesar de alegações contrárias. “A economia está bombando, apesar de continuar a narrativa de que o governo não está fazendo nada”, declarou o ministro durante o lançamento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, na Câmara dos Deputados. Na avaliação do ministro, a crise hídrica, que pode impactar a oferta de energia, representa um obstáculo. No entanto, a atividade econômica continuará resistindo, segundo Guedes. “Há nuvens no horizonte? Há. Temos crise hídrica forte pela frente, mas a economia brasileira está furando as ondas”, disse. Segundo o ministro, a capacidade de o país superar crises foi posta à prova no ano passado, com a pandemia, quando o país conseguiu implementar medidas e enfrentar o problema. Para ele, o mesmo deve se repetir caso a crise hídrica se intensifique. “Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?”, questionou. O ministro voltou a mencionar as reformas estruturais e disse que a frente de cerca de 150 parlamentares, coordenada pelo deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), deverá facilitar a aprovação das medidas de interesse da equipe econômica e ajudar a recuperar o crescimento do país. “Os empresários sabem o que está acontecendo e percebem as narrativas negacionistas que negam a força da economia brasileira. Nós deflagramos uma importante sequência de reformas importantes. Nós vamos continuar crescendo com o Congresso operando”, comentou o ministro. Segundo ele, o país tem garantidos investimentos de R$ 500 bilhões nos próximos dez anos. Também presente ao lançamento da frente parlamentar, o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que a iniciativa facilitará a articulação entre o setor produtivo e o Poder Legislativo. “Tenho certeza de que esse assunto vai ser tratado com esmero entre o setor produtivo e o setor que legisla. Os empresários não podem ficar distantes de Brasília, e nós devemos estar integrados com a sociedade que produz para cumprir nosso papel”, afirmou. Fonte: Agência Brasil
CNT analisa desempenho da atividade econômica do primeiro semestre de 2021 e seu impacto no transporte

Os dados estão no Radar CNT do Transporte Macroeconômico A Confederação Nacional do Transporte lança hoje, 26, uma edição especial do Radar CNT do Transporte com informações de macroeconomia. São interpretações de dados do primeiro semestre de 2021 por meio dos quais é possível verificar as principais características por detrás do resultado da atividade econômica no período. O material apresenta, em especial, um panorama para o setor do transporte. O levantamento da CNT é realizado a partir de uma avaliação medida principalmente pelo produto interno bruto (PIB), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O diagnóstico leva em conta uma análise de diversos indicadores, tais como o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e as Contas Nacionais Trimestrais. Embora a retomada sustentada da atividade econômica represente atualmente uma pauta essencial para o contexto nacional, diversos fatores precisam ser levados em consideração. Na prática, a interação do PIB com outros indicadores contribui para lançar um olhar mais amplo sobre a situação dos setores produtivos; como o mercado de trabalho é afetado; o tamanho do leque de investimento nacional; e a interface comercial do país com o setor externo. Ela viabiliza, inclusive, saber se houve melhora na sociedade como um todo. No caso do transporte, a visão conjunta mostra que o setor tem avançado positivamente e sua retomada de crescimento já chegou próximo ao patamar do período pré-pandemia. Uma evidência é a desagregação do PIB, em que o número-índice do primeiro trimestre de 2021 mostra um valor semelhante ao quarto trimestre de 2019. Ademais, o volume de serviços medido pela PMS para o transporte se encontra 7,5% acima do patamar de fevereiro de 2020. Apesar da melhoria, a interpretação dos atuais resultados deve ser feita com parcimônia, pois ainda estão aquém do desempenho que as empresas do transporte haviam conquistado antes dos anos recessivos de 2015 a 2016. O país terá o desafio de manter a ascensão contínua, apesar do cenário incerto para o futuro a pequeno e médio prazos. Soma-se a essa realidade o problema gerado pela intensidade do impacto da Covid-19 no âmbito socioeconômico. Superar os prejuízos gerados durante a pandemia será um dos obstáculos mais significativos para o setor. Dentre os pontos mais tensos e que merecem atenção para manter o crescimento econômico estão: a queda do desemprego; o controle da inflação, que tem guiado uma política de aumento de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom); e a manutenção evolutiva do quadro de vacinação no país. O desdobramento dessas e de outras variáveis geram incertezas quanto ao futuro próximo, que podem se acentuar com a proximidade das eleições de 2022. Acesse aqui o Radar CNT do Transporte – Macroeconomia Fonte: Agência CNT Transporte Atual
MMA convida associados à CNT a participar de pesquisa de opinião do Projeto de Modernização do RAPP
Pesquisa sobre Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais está aberta até sexta-feira, 27/08 A Confederação Nacional do Transporte (CNT) informa aos seus associados que está disponível a pesquisa de opinião que faz parte do Projeto de Modernização do Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (RAPP), do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O questionário ficará disponível por formulário eletrônico até sexta-feira, 27. O Projeto de Modernização do RAPP é voltado às pessoas físicas e jurídicas que são obrigadas a responder o relatório ambiental. No setor de transporte enquadram-se nessa categoria: transporte de cargas perigosas; marinas; portos e aeroportos; e empresas que contêm depósitos de produtos químicos e perigosos, como estoques de óleo lubrificante, pontos de abastecimento de combustível, entre outros. A iniciativa visa ao aprimoramento da coleta de dados do RAPP e à melhoria da experiência dos usuários. Também é um meio dos associados à CNT verbalizarem pleitos para o Relatório, tornando-o, por exemplo, mais simples e objetivo. A coleta de informações do RAPP é anual e tem como função subsidiar procedimentos de fiscalização e controle ambiental, previstos na Política Nacional do Meio Ambiente. O acesso à pesquisa está disponível até sexta-feira, 27 de agosto, no link: https://bit.ly/388s8KY Fonte: Agência CNT Transporte Atual